terça-feira, maio 26, 2026

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Milho volta a cair na B3: Veja os motivos


O milho da Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) fechou em baixa com correção da sequência de alta do milho e baixa do dólar, segundo informações da TF Agroeconômica. “Dia de correção para o milho da B3. As cotações cederam à pressão do dólar, que caiu pela sétima sessão consecutiva e encerrou no menor nível desde meados de outubro”, comenta.

“O mercado também tomou lucro depois de uma boa sequência de altas do milho, que acumula alta de 4,57% em uma semana para a cotação de maio. O mercado de etanol continua ativo no país, a Anec elevou em 0,16% as exportações de março, mas a indústria de ração está buscando compras mais racionais, comprando apenas o necessário e esperando o acesso ao grão da primeira safra que está sendo colhido”, completa.

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em baixa no dia. “O vencimento de maio/25 foi de R$ 83,08 apresentando baixa de R$ -1,36 no dia, alta de R$ 3,63 na semana; julho/25 fechou a R$ 74,58, baixa de R$ -0,48 no dia, alta de R$ 2,56 na semana; o vencimento setembro/25 fechou a R$ 74,16, baixa de R$ -0,50 no dia e alta de R$ 2,71 na semana”, indica.

Em Chicago, o milho fechou de forma mista com etanol e migração de área. “A cotação de maio, referência para a nossa safra de verão, fechou em alta de 0,71 % ou $ 3,25 cents/bushel a $ 462,00. A cotação para maio, fechou em alta de 0,27 % ou $ 1,25 cents/bushel a $ 469,25”, informa.

“As cotações mais curtas do milho fecharam em alta, com o suporte da melhora nos dados da produção de etanol nos EUA. Depois de duas semanas de relatórios negativos, esta semana a Administração de Informação de Energia dos EUA apontou um aumento na produção e uma redução nos estoques. Já as cotações mais longas fecharam em queda com a perspectiva de migração de área de soja para o plantio de milho em 2025”, conclui.

 





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Confira como o mercado de milho encerrou o dia


A TF Agroeconômica informou que o mercado de milho apresentou aumentos pontuais no Rio Grande do Sul, enquanto os preços se mantiveram estáveis no Paraná e no porto de Santa Catarina. No Mato Grosso do Sul, as cotações tiveram alta significativa em diversas regiões. As indústrias gaúchas enfrentam dificuldades para garantir estoques para abril e maio, levando algumas a pagar os preços pedidos pelos vendedores. No estado, os valores variam entre R$ 75,00 e R$ 80,00, dependendo da localidade, enquanto em Panambi o preço da saca subiu para R$ 68,00. Os armazenadores realizam vendas conforme a demanda dos produtores, com mais de 50% da colheita já comercializada.  

Em Santa Catarina, cooperativas locais pagam entre R$ 69,00 e R$ 71,00 por saca, dependendo da região. No porto, os preços foram vistos entre R$ 72,00 para entrega em agosto e R$ 73,00 para entrega em outubro, com prazos de pagamento em setembro e novembro, respectivamente. Já no Paraná, os preços do milho spot giram em torno de R$ 72,00/saca no interior. No porto de Paranaguá, as ofertas para a safrinha variam entre R$ 70,50 e R$ 73,30, conforme o prazo de entrega e pagamento.  

No Mato Grosso do Sul, os preços do milho registraram alta em diversas localidades. Em Campo Grande, a saca subiu 2,94% para R$ 70,00. Chapadão teve a maior valorização, com um aumento de 18,57%, alcançando R$ 77,00. Em Dourados, a cotação subiu 5,26%, atingindo R$ 75,79, enquanto em Maracaju foi registrada a marca de R$ 74,00. Ponta Porã, São Gabriel do Oeste e Sidrolândia também apresentaram aumento, chegando a R$ 75,00.

 





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Trigo segue lento nos estados do Sul



No Paraná, o evento Moatrigo foi destaque, reunindo mais de 400 participantes



Em Santa Catarina, a situação também é de preços estáveis e dificuldades na comercialização de farinhas
Em Santa Catarina, a situação também é de preços estáveis e dificuldades na comercialização de farinhas – Foto: Divulgação

O mercado de trigo segue lento no Rio Grande do Sul, com preços estáveis e moinhos enfrentando dificuldades na venda de farinhas, segundo a TF Agroeconômica. O trigo pão comum continua cotado a R$ 1.400/t FOB, com baixa demanda e pouca disponibilidade de transporte, já que os caminhões estão priorizando a soja. O preço do trigo branqueador seria R$ 1.550/t FOB, mas não há negócios fechados. O desempenho das vendas de farinha segue fraco, semelhante a fevereiro. Em Panambi, o preço da saca subiu para R$ 71,00.

Em Santa Catarina, a situação também é de preços estáveis e dificuldades na comercialização de farinhas. Os moinhos estão com estoques elevados e pouca margem para pagar mais pelo trigo, que se mantém próximo de R$ 1.400/t FOB. Há ofertas do RS a R$ 1.300/t FOB, podendo chegar a R$ 1.600/t no leste do estado, considerando frete e ICMS. Nos preços pagos aos produtores, houve alta em São Miguel do Oeste (R$ 74,00) e estabilidade em Joaçaba (R$ 78,00), Rio do Sul (R$ 80,00), Chapecó (R$ 69,00) e Xanxerê (R$ 77,00).

No Paraná, o evento Moatrigo foi destaque, reunindo mais de 400 participantes e trazendo informações relevantes sobre vendas de farinha no Brasil. No mercado, a oferta segue escassa e os preços em leve alta, com pedidos entre R$ 1.550 e R$ 1.570/t FOB. No norte do estado, negócios chegaram a R$ 1.600/t. Os produtores estão focados na colheita da soja e evitam vender trigo. Para a próxima safra, as indicações variam entre R$ 1.450 e R$ 1.500/t, mas a área plantada deve cair 20% a 25% no Paraná. O lucro médio do triticultor no estado subiu para 11,34%, com o preço médio da saca avançando para R$ 76,47.

 





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‘É inadmissível governo passar pano para invasor de terra’



Um dia após ser escolhido presidente da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS) afirmou, em entrevista exclusiva ao Canal Rural, que pretende pressionar o governo federal por soluções para os principais desafios enfrentados pelo setor agropecuário. Entre os temas prioritários, estão a insegurança jurídica no campo, a falta de recursos para o seguro rural e o atraso na definição do orçamento do Plano Safra.

Pecuarista e agricultor, Nogueira assume o cargo em um cenário de invasões de terras, estiagem prolongada em diversas regiões e incertezas quanto ao financiamento da próxima safra. Para enfrentar esses desafios, o parlamentar destacou que vai unir forças com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e convocar os ministros da Agricultura e da Fazenda para prestarem esclarecimentos à comissão.

“Vamos fazer uma cobrança dura, implacável ao governo, tanto nas políticas públicas de financiamento quanto nas políticas públicas de segurança ao direito de propriedade. É inadmissível um governo passar pano para invasor de terra em pleno 2025”, afirmou Nogueira.

O deputado também criticou o atraso na votação da Lei Orçamentária Anual, classificando o governo como “perdido” e “sem diálogo com o Congresso”. Segundo ele, essa morosidade prejudica diretamente o agronegócio, que representa um terço da carteira de trabalho formal no Brasil e é responsável por grande parte da balança comercial do país.

Nogueira enfatizou a importância de recursos adequados para o seguro rural e sinalizou apoio à proposta apresentada pela senadora Tereza Cristina (PP-MS), que reivindica ao menos R$ 2 bilhões para o programa ainda neste ano. Ele alerta que, sem esse apoio, produtores podem enfrentar dificuldades para fechar contratos de financiamento e custeio, que se encerram até o dia 30 de março.

“O produtor não sabe de onde vai vir o recurso para financiamentos. O seguro rural pode ser a única forma de garantir segurança financeira em um ano de tantas incertezas”, destacou.

Rodolfo Nogueira substitui Evair de Melo (PP-ES) na presidência da comissão e ficará à frente dos trabalhos por um ano, conforme determina o regimento interno da Câmara. Antes, ele já havia atuado como vice-presidente da Comissão de Agricultura e Pecuária.



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Arroba de boi gordo tem alta moderada hoje; veja os preços



O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com uma elevação tímida de preços da arroba nesta quinta-feira (20).

O encurtamento das escalas de abate pode ser atribuído como grande variável para justificar a recuperação dos preços, de acordo com análise da consultoria Safras & Mercado. A oferta de fêmeas apresenta sinais de retração, o que sem dúvida é um fator importante neste momento.

Os pecuaristas se deparam com pastos em boas condições, o que também favorece a retenção como uma estratégia recorrente.

Exportações em bom nível são outro elemento que precisa ser mencionado, disse o analista Fernando Henrique Iglesias.

Preço médio da arroba de boi gordo hoje

  • São Paulo: R$ 329,27
  • Goiás: R$ 313,92
  • Minas Gerais: R$ 308,82
  • Mato Grosso do Sul: R$ 303,64.
  • Mato Grosso: R$ 300,23.

Atacado

O mercado atacadista apresenta elevação em seus preços. O ambiente de negócios sugere por menor propensão a reajustes durante a segunda quinzena do mês, período pautado por menor apelo ao consumo.

Soma-se a isso a preferência da população por proteínas mais acessíveis a exemplo da carne de frango, cortes suínos e embutidos.

  • O quarto traseiro foi precificado a R$ 25,50 o quilo, alta de R$ 0,50.
  • O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,50 o quilo.
  • A ponta de agulha permanece no patamar de R$ 17 o quilo.



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BNDES aprova mais de R$ 10 bilhões para o Fundo Clima


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou mais de R$ 10 bilhões de crédito para financiamentos do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima ou Fundo Clima.

A região Sudeste teve aprovados R$ 4,1 bilhões; o Centro-Oeste, R$ 2 bilhões; o Nordeste, R$ 1,8 bilhão; o Sul, R$ 1,6 bilhão; e o Norte, R$ 460 milhões.

Segundo o banco, no somatório das regiões, o aporte de recursos em 2024 foi “quase dez vezes superior” ao volume de 2022. Na comparação dos dois períodos (2022 e 2024), o Nordeste foi a região onde o volume de recursos mais cresceu proporcionalmente. Em 2024, o total de recursos aprovados – R$ 1,8 bilhão – foi 36 vezes superior ao registrado em 2022 (R$ 51 milhões).

No Nordeste, os recursos do Fundo Clima servirão à expansão de projetos de fontes renováveis de energia, como eólica e solar gerando mais 450 megawatts (MW) ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

“O Fundo Clima nos permite aprofundar essa estratégia de fortalecimento da economia verde, da descarbonização e da sustentabilidade ambiental, principalmente neste cenário de crescimento global do negacionismo climático”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ao apresentar o resultado.

Aloizio Mercadante, presidente do BNDES. Foto: Tânia Rêgo/Ag. Brasil

O Fundo Clima é considerado um dos principais fundos de caráter nacional para a mitigação e adaptação aos efeitos das mudanças climáticas do planeta.

Transpetro

Em nota, a Petrobras Transporte S.A. (Transpetro), subsidiária da Petrobras, informou, nesta quinta-feira (20), que a companhia conseguiu fornecer 16,6 mil toneladas de gás liquefeito de petróleo (GLP) na região Norte durante a estiagem no ano passado, considerada a maior seca em 74 anos.

O GLP pode ter uso doméstico (na cozinha) e também serve para geração de energia para indústria e lavoura.

O abastecimento de GLP ocorreu por meio da Operação Codajás, que fez o escoamento de combustíveis durante o período de vazante do Rio Amazonas, de navegação mais difícil, entre os meses de novembro e dezembro, especialmente.



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Brasil pode sofrer impacto das políticas de Trump



O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse acreditar que o Brasil deve sofrer consequências das políticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, porque o país já criou conflitos com várias outras nações e o Brasil não deve ficar de fora. “Como eles estão abrindo guerra com o mundo inteiro, não vão preservar o Brasil. Certamente isso não vai acontecer”, previu durante entrevista à GloboNews.

Haddad ponderou que uma saída sobre algum entrave entre as partes pode ser por meio da diplomacia e de negociações. “Quando for para uma mesa de negociação, eles vão botar o etanol na mesa, eles vão botar o açúcar na mesa, eles vão botar o quê? Nós vamos botar os serviços na mesa”, disse, acrescentando que há uma longa negociação a acontecer e que, no passado, o Brasil “se deu bem” na diplomacia, porque o Brasil tem uma grande diplomacia. “O Brasil sabe lidar com esse tipo de coisa. Então, nós não estamos levando combustível para essa fogueira. Nós estamos deixando eles apresentarem o plano de voo da relação conosco”, explicou.

O ministro salientou que o governo aguarda o que o governo Trump pensa da relação com o Brasil. “Até agora nós sabemos muito pouco sobre o que se pretende”, considerou, voltando a lembrar que os EUA têm uma relação superavitária com o Brasil. Haddad disse entender que haverá novidades nas próximas semanas em relação a uma visão mais de conjunto, mas que não vê grande ganho numa retaliação dos Estados Unidos em relação ao Brasil.

O chefe da Fazenda comentou também que, embora “forças políticas” estejam pedindo a intervenção dos EUA no Brasil, isso não deve prosperar. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro, anunciou esta semana que pretende se desligar da Câmara e permanecer nos EUA e que não deve voltar ao país enquanto Alexandre de Moraes continuar como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Vamos deixar as semanas correrem, vamos aguardar para ver o fechamento desse entendimento, o que se põe na mesa de uma vez por todas, avaliar toda a pauta de importação e exportação, item por item, para quando nós formos para a mesa, a gente poder também apresentar as nossas reivindicações”, afirmou.

Haddad comentou ainda que o presidente Lula não fala em retaliação em relação aos Estados Unidos. “Ele não fala em nada disso. Ele fala em reciprocidade”, disse. “O presidente Lula já se deu muito bem com presidentes republicanos. Tudo bem que nenhum com o perfil do atual presidente, mas ele não faz distinção entre partidos, ele tá negociando com o chefe”, pontuou Haddad.

Assim que foi questionado sobre Trump, o ministro disse que não há ninguém interessado em saber o que ele pensa pessoalmente do republicano. “Sem prejuízo de uma avaliação pessoal, de uma pessoa com um comportamento que eu posso discutir em casa, numa mesa de bar, conversando com meus amigos, ninguém está interessado em saber o que eu penso a respeito dele pessoalmente. O que importa é a relação bilateral do Brasil com os Estados Unidos.”



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Congresso aprova Orçamento de 2025; texto vai a sanção



O Congresso Nacional aprovou, por votação simbólica, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2025, em sessão conjunta nesta quinta-feira (20). O texto segue para a sanção presidencial.

A proposta foi aprovada com meses de atraso, já que o Orçamento, regimentalmente, precisa ser aprovado até o fim do ano anterior ao de sua execução. O processo de negociação do texto foi afetado por medidas de contenção de gastos aprovadas na reta final de 2024 e suspensão – e posterior retomada – de emendas parlamentares por parte do Supremo Tribunal Federal.

O texto, relatado pelo senador Angelo Coronel (PSD-BA), publicado na madrugada desta quinta-feira, prevê um superávit primário de R$ 15 bilhões neste ano, com pagamentos de precatórios retirados do limite de gastos anual. Além disso, o parlamentar alocou R$ 89,4 bilhões em investimentos neste ano, respeitando o piso de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) destinados a esse tipo de despesa. Com um PIB estimado em R$ 12,4 trilhões, o piso seria de R$ 74,3 bilhões.

O relator também aceitou os aumentos nos investimentos em educação e em saúde. O Orçamento conta com R$ 167,1 bilhões em aplicações em educação (o mínimo, pelo piso constitucional, seria de R$ 117 bilhões) e R$ 232,6 bilhões em aplicações em saúde (o mínimo seria de R$ 228 bilhões).

Pedidos do governo

A pedido do governo, o senador aceitou um acréscimo de R$ 3 bilhões para o Vale-Gás, o aumento de despesas previdenciárias em R$ 8,3 bilhões e o crescimento de R$ 338,6 milhões no seguro-desemprego. Houve ainda redução de R$ 7,7 bilhões no Bolsa Família e de R$ 4,8 bilhões em ações de apoio à implantação de Escolas em Tempo Integral. De acordo com o relator, essas mudanças somaram R$ 40 bilhões.

O governo conseguiu, ainda, na reta final de negociações, um aumento na margem de remanejamento dos recursos discricionários. Coronel aceitou aumentar de 10% para 30% o porcentual que pode ser remanejado sem necessidade de negociação com o Legislativo. Esses recursos discricionários somam R$ 100 bilhões, excluindo emendas parlamentares.

Além disso, o governo conseguiu manter maior flexibilidade no remanejamento de recursos dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A proposta original previa que até 25% dos recursos do programa poderiam ser realocados livremente pelo Executivo. O relator do Orçamento, senador Ângelo Coronel (PSD-BA), chegou a propor a redução desse limite para 10%, mas, ao final, manteve o texto inicial.

Aumento do remanejamento e Pé-de-Meia

Na prática, quanto maior a margem de manobra do governo sobre os recursos orçamentários, menor a dependência de negociações com o Congresso, o que reduz o poder de barganha dos parlamentares. A manutenção do porcentual de 30% possibilita, por exemplo, que o governo destine recursos ao programa educacional Pé-de-Meia sem precisar, necessariamente, enviar um projeto de lei do Congresso Nacional (PLN), que exigiria aprovação legislativa. Caso o limite de remanejamento tivesse sido reduzido para 10%, o Executivo não teria espaço suficiente para realocar os recursos e dependeria de aval dos parlamentares.

Por outro lado, o Congresso retirou do texto um dispositivo que permitiria a abertura de crédito suplementar, por ato do Executivo, para a “integralização de cotas pela União em fundo privado com o objetivo de custear e gerir poupança de incentivo à permanência e conclusão escolar para estudantes do ensino médio”. Com essa exclusão, qualquer liberação de crédito para o Pé-de-Meia precisa ser autorizada pelo Congresso por meio de um PLN.

O governo ainda não definiu se apenas o remanejamento livre de recursos seria uma alternativa viável para resolver a pendência do Pé-de-Meia sem a necessidade de enviar um PLN. Isso porque há uma incerteza jurídica sobre se essa solução atenderia à exigência do Tribunal de Contas da União (TCU), que determinou que o governo encontre uma “solução legislativa” para incluir o programa no Orçamento.

Emendas parlamentares

O relatório também fixa em cerca de R$ 50 bilhões o montante destinado às emendas parlamentares, com os identificadores RP-6, RP-7 e RP-8. O crescimento das emendas parlamentares está baseado nos porcentuais da Receita Corrente Líquida (RCL), de 2% para as emendas individuais e 1% para as emendas de bancada. As emendas de comissão ficaram em R$ 11,5 bilhões.

O relatório prevê ainda um montante de R$ 27,9 bilhões para aumentos de despesa com pessoal. Ao todo, R$ 5,35 bilhões serão destinados à criação e/ou provimento de cargos, funções e gratificações nos Três Poderes, no Ministério Público da União e na Defensoria Pública da União, diz o documento. Outros R$ 22,51 bilhões serão destinados à concessão de vantagens, aumentos de remuneração e alterações de estrutura de carreiras.

Minha Casa, Minha Vida

O relator do Orçamento aceitou o pleito do governo de direcionar cerca de R$ 18 bilhões do Fundo Social para investimentos da Faixa 3 do Minha Casa, Minha Vida.O governo tentou uma alteração no texto para que esse dinheiro pudesse ser usado em outras faixas, e não somente a Faixa 3. O complemento de voto apresentado por Angelo Coronel na tarde desta quinta-feira, porém, não menciona nenhuma mudança nesse sentido.

Essa modificação daria mais flexibilidade ao Executivo para usar esses recursos no Minha Casa, Minha Vida como entender. O pano de fundo, no entanto, é que o governo Lula deve lançar nos próximos meses uma nova faixa de atendimento do programa, voltada a famílias com renda de até R$ 12 mil. 



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Mercados agrícolas seguem pressionados


As cotações de soja, milho e trigo seguem pressionadas por fatores internos e externos nesta quarta-feira (20), conforme análise da TF Agroeconômica. Em Chicago, a soja continua em queda, refletindo as incertezas da demanda americana diante da guerra tarifária com Canadá e China, além das novas exigências portuárias nos EUA. No Brasil, a chegada da nova safra mantém os compradores confortáveis, sem necessidade de elevar os preços. No indicador Cepea, a oleaginosa recuou 0,70% no dia, cotada a R$ 132,78.  

“No Brasil, a entrada de uma quantidade substancial de soja no mercado com a nova colheita deixa, momentaneamente, confortáveis os compradores, que não precisam elevar os preços, que estão deprimidos, neste momento. Aconselhamos aproveitar qualquer alta para fixar parte da sua produção”, comenta.

O milho apresenta alta nos contratos mais próximos em Chicago, impulsionado pelo aumento da demanda para produção de etanol nos EUA. No entanto, os preços de longo prazo refletem a expectativa de maior oferta. No Brasil, a colheita da primeira safra pressiona os preços, enquanto a segunda safra segue com boas perspectivas. O indicador Cepea fechou a R$ 90,18, com leve queda de 0,17% no dia, mas alta de 3,07% no mês. A lucratividade da safra de verão está em 14,77%, enquanto a exportação da safrinha apresenta prejuízo de 12,70%.  

“No mercado interno brasileiro, os preços também estão pressionados diante da colheita da primeira safra e das boas perspectivas de plantio da segunda safra, que dão tranquilidade aos compradores”, completa.

No mercado de trigo, as cotações caíram após chuvas no Meio-Oeste americano aliviarem o estresse hídrico. Com a chegada da primavera e o degelo dos campos, o cereal entra no chamado “mercado climático”, onde variações no clima podem impactar fortemente os preços. No Brasil, o movimento é misto: a demanda impulsiona os preços no Rio Grande do Sul, enquanto a baixa oferta mantém os valores deprimidos no Paraná. O trigo no Cepea fechou a R$ 1.519,82 no PR (-0,10%) e a R$ 1.407,85 no RS (+0,19%).  





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‘Sobe e desce’ nos preços da soja; confira as cotações no Brasil



Os preços da soja no Brasil oscilaram de maneira mista nesta quinta-feira (20). A Bolsa de Chicago apresentou volatilidade ao longo do dia, enquanto o dólar teve leve alta e os prêmios seguiram firmes.

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Segundo a consultoria Safras & Mercado, outro ponto de destaque foi o alargamento do spread entre comprador e vendedor em algumas praças. No porto, compradores tentaram R$132/133, enquanto vendedores buscavam R$137/138. O dia foi calmo, sem grandes registros de negócios.

Cotações da soja

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 128,00 para R$ 127,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 129,00 para R$ 128,00
  • Porto de Rio Grande (RS): estabilizou-se em R$ 133,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 129,00 para R$ 128,00
  • Porto de Paranaguá (PR): manteve em R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 115,00 para R$ 115,50
  • Dourados (MS): subiu de R$ 117,00 para R$ 117,50
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 111,00 para R$ 113,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mistos. Em dia volátil e após quatro sessões consecutivas de perdas, o mercado tentou uma recuperação técnica, mas o movimento não encontrou força.

A indefinição sobre as tarifas do governo Trump, o fraco resultado das exportações semanais e a ampla oferta da América do Sul limitaram a reação. Os agentes seguem posicionando carteiras, aguardando o relatório de intenção de plantio nos Estados Unidos, que será divulgado no dia 31.

As importações de soja dos Estados Unidos pela China subiram forte nos dois primeiros meses de 2025, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O aumento se deve, principalmente, ao efeito Donald Trump, onde as preocupações com tarifas mais altas levaram a uma corrida às compras.

A China, maior compradora mundial de soja, trouxe 9,13 milhões de toneladas da oleaginosa dos Estados Unidos em janeiro e fevereiro, avanço de 84,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando somou 4,96 milhões de toneladas, segundo a Administração Geral da Alfândega.

Do Brasil, foram importadas 3,59 milhões de toneladas no acumulado de 2025, ante 6,79 milhões de toneladas no mesmo momento do ano passado, queda de 48,4%. A retração refletiu o atraso no plantio e a consequente colheita mais tardia no país, abrindo mais espaço para o produto norte-americano.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2024/25, com início em 1º de setembro, ficaram em 352.600 toneladas na semana encerrada em 13 de março. A China liderou as importações, com 269.900 toneladas.

Para a temporada 2025/26, foram mais 100 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 400 mil e 950 mil toneladas, somando-se as duas temporadas.

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 4,75 centavos de dólar ou 0,47% a US$ 10,13 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 10,25 1/4 por bushel, ganho de 3,75 centavos ou 0,36%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 0,60 ou 0,20% a US$ 297,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 42,71 centavos de dólar, com alta de 0,35 centavo ou 0,82%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,49%, negociado a R$ 5,6761 para venda e a R$ 5,6741 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6469 e a máxima de R$ 5,6814.



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