segunda-feira, maio 25, 2026

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Ainda dá tempo! Vote no seu Personagem Soja Brasil favorito!



Faltam duas semanas para o encerramento da votação referente ao Prêmio Personagem Soja Brasil. O formulário para a computação dos votos segue aberto até o dia 7 de abril, a fim de escolher os produtores e pesquisadores que tanto contribuem para o desenvolvimento e a sustentabilidade da soja brasileira no cenário global.

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O objetivo do prêmio Soja Brasil é reconhecer os profissionais que impulsionam o crescimento e o protagonismo do grão no Brasil. E votar é simples: basta acessar este link, preencher seus dados e pronto, sua participação já está garantida.

Conheça os personagens do Soja Brasil:

Alberto Schlatter – Produtor Rural (MS)
Produtor em Chapadão do Sul, Mato Grosso do Sul, Alberto vem de uma família de origem suíça que se estabeleceu no Brasil em 1921. Sua trajetória na agricultura é marcada por tradição e inovação.

Anderson Cavenaghi – Pesquisador (UNIVAG – MT)
Engenheiro agrônomo com doutorado em proteção de plantas (FCA/UNESP – Botucatu-SP), Anderson é especialista em herbicidas e plantas daninhas. Como pesquisador da Univag-MT, ele se dedica a estudos sobre controle de plantas daninhas nas culturas do Cerrado.

Cecilia Czepak – Pesquisadora (UFG – GO)
Professora da Escola de Agronomia da Universidade Federal de Goiás, Cecilia tem 26 anos de experiência no ensino e pesquisa. Seu foco é o manejo integrado de pragas.

Claudia D’Agostini – Produtora Rural (PR)
Produtora em Sabáudia, Paraná, Claudia assumiu, junto com sua irmã, a fazenda da família, dando continuidade ao legado da produção rural iniciado por seu pai.

Julio Cezar Franchini – Pesquisador (Embrapa Soja – PR)
Pesquisador da Embrapa Soja, Julio atua na área de manejo de solos, contribuindo para o aumento da produtividade, qualidade e sustentabilidade da cultura da soja.

Oliverio Alves de Melo – Produtor Rural (MA)
Produtor em Balsas, Maranhão, Oliverio tem formação técnica em agropecuária e administração de empresas. Em 1995, integrou o Programa de Cooperação Nipo-Brasileira para o Desenvolvimento do Cerrado.



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EUA aumentam em 90% importação de ovos do Brasil



Diante da escassez de ovos causada pelo surto de gripe aviária, os Estados Unidos aumentaram em 93% a importação de ovos do Brasil em fevereiro. Além disso, o país avalia mudanças nas regras para o uso de ovos de frangos de corte, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A crise já levou à alta de 53,6% nos preços dos ovos no atacado em fevereiro, antes de um leve recuo em março nos EUA.

A gripe aviária dizimou 170 milhões de aves desde 2022, impactando o abastecimento e a inflação alimentar do país. Para enfrentar o problema, o governo Trump lançou um plano de US$ 1 bilhão para reduzir os preços, investindo em prevenção e pesquisa de vacinas. Além do Brasil, os Estados Unidos buscam importações da Turquia, Coreia do Sul e Europa.

Enquanto isso, alguns estados suspenderam leis que exigiam ovos de galinhas livres de gaiolas para tentar reduzir os preços. O estado de Nevada já pausou sua legislação, e o Arizona estuda revogar uma regra semelhante.



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Colheita de soja atinge quase 80% no Brasil



A colheita da safra de soja 2024/25 atingiu 77% da área cultivada no Brasil, na quinta-feira passada (20), em comparação com 70% uma semana antes e 69% no mesmo período da safra anterior, de acordo com levantamento da AgRural.

Os 77% coletados são o índice mais alto para esta época do ano desde a safra 2010/11, quando a AgRural deu início a seus levantamentos semanais por estado. O ritmo é puxado pelo tempo quente e seco que predomina em áreas de calendário mais tardias.

Segundo a AgRural, o tempo quente e seco continua causando danos de meados de fevereiro para cá. Por isso, na semana passada a AgRural fez um novo corte em sua estimativa de produção de soja, que caiu de 168,2 milhões de toneladas para 165,9 milhões.

“O corte desta revisão de março foi puxado pelo Rio Grande do Sul, único Estado do Brasil que vai colher produção menor que na safra passada. Também ocorreram pequenas reduções no Paraná e em Mato Grosso do Sul (ajustes finos de perdas já estimadas em revisões anteriores), além de pequenos cortes na Bahia e no Piauí, que tiveram tempo mais seco desde fevereiro”, destacou a empresa.

Produção de soja

Produtividades mais altas em outros estados, com destaque para Mato Grosso, porém, compensaram parcialmente as reduções ocorridas nos Estados citados acima. Em sua estimativa mais alta para a safra 2024/25, feita em dezembro passado, a AgRural estimou a produção brasileira em 171,5 milhões de toneladas, 5,6 milhões acima da estimativa atual.

Milho

O milho verão 2024/25 do Centro-Sul, por sua vez, foi 77% colhido até quinta passada, ante 72% da semana anterior e 75% um ano atrás, informou a AgRural.

O plantio da safrinha 2025 de milho está encerrado no Centro-Sul do Brasil. “As lavouras se desenvolvem bem em Mato Grosso, onde as chuvas acumulam bons volumes em praticamente todas as regiões produtoras. Nos demais Estados, porém, a irregularidade das precipitações preocupa”, observou.

O destaque negativo fica para o noroeste de Minas Gerais, onde uma área inicialmente planejada não foi completamente semeada, e áreas já em pendoamento no oeste do Paraná e no sul de Mato Grosso do Sul, onde as chuvas foram manchadas.

A produção total de milho na safra 2024/25 do Brasil é estimada pela AgRural em 121,8 milhões de toneladas, com leve incremento sobre os 121,2 milhões de toneladas produzidas em fevereiro por causa de ajustes para cima na produtividade do milho verão e na área da safrinha.

A produção da safrinha é estimada com base em linhas de tendência de produtividade ajustadas, como é tradicional nesta época do ano. Essas linhas serão substituídas por levantamentos de campo a partir de abril, explicou a AgRural.



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Alerta amarelo! Inmet emite aviso de tempestade com perigo potencial


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou na manhã desta segunda-feira (24) um aviso de alerta amarelo informando sobre a possibilidade de chuvas entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos (40-60 km/h), e queda de granizo em vários estados do Brasil.

Alerta para áreas afetadas

Segundo o Inmet, a tempestade pode atingir principalmente os três estados do Sul e parte do Mato Grosso do Sul, confira as regiões afetadas:

  • Serrana, Oeste Catarinense, Noroeste Rio-grandense, Centro Ocidental Rio-grandense, Sudoeste Rio-grandense, Centro Ocidental Paranaense, Metropolitana de Porto Alegre, Noroeste Paranaense, Sudoeste de Mato Grosso do Sul, Sudoeste Paranaense, Oeste Paranaense, Pantanais Sul Mato-grossense, Nordeste Rio-grandense, Sul Catarinense, Centro Oriental Rio-grandense, Centro-Sul Paranaense, Centro Norte de Mato Grosso do Sul
Alerta Amarelo Inmet centro-sul do Brasil
Foto: reprodução Inmet

Atenção para região Norte

Além do Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia e Tocantins (todos no Norte), o Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso (no Centro-Oeste), a Bahia, o Maranhão e o Piauí também estão sob o aviso do alerta amarelo para chuvas.

Alerta Amarelo Inmet centro-norte do Brasil
Foto: reprodução Inmet

Situações de emergência

Em caso de rajadas de vento, o Inmet pede que as pessoas não se abriguem debaixo de árvores, pois há leve risco de queda e descargas elétricas e não estacionem veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Se possível, evite usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.

Informações também podem ser obtidas junto à Defesa Civil, no telefone 199, e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).



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Caravana Sebrae Delas vai estimular o empreendedorismo feminino por meio de capacitação e crédito



Cerca de 10 milhões de mulheres estão à frente de pequenos negócios no Brasil. Elas são mais escolarizadas e buscam mais capacitações, mas quando o assunto é crédito, o acesso entre as mulheres é menor. Estudo do Sebrae realizado a partir de dados do Banco Central mostrou que o tíquete médio de crédito feito para as mulheres é menor e as taxas de juros praticadas são maiores.

Com início em Campo Grande, no Delas Day, o Caravana Sebrae Delas vai levar capacitação e apoiar o empreendedorismo feminino levando agentes bancários ao encontro das mulheres. Para as operações de crédito feita para as mulheres, o Fundo de Amparo a Micro e Pequena Empresa (FAMPE) vai custear 100% das garantias exigidas para a concessão de empréstimos para as mulheres. Normalmente, o Fampe avaliza até 80% dos créditos.

“Esperamos com isso, aumentar a participação das mulheres em soluções de crédito e estimular uma redução da taxa de juros praticadas nas operações concedidas para as mulheres”, afirma Margarete Coelho, diretora de Administração e Finanças do Sebrae.

A iniciativa busca responder a uma realidade revelada pela pesquisa “O financiamento do empreendedorismo feminino no Brasil: um panorama do mercado de crédito” feita pelo Sebrae com base em dados do Banco Central que, enquanto nos financiamentos contratados pelos donos de pequenos negócios a taxa média foi de 36,8% ao ano, para o público feminino fica em 40,6%.

“A realidade é que apenas 29,4% do crédito concedido no país beneficia empresas lideradas por mulheres. E, mesmo quando conseguem obter o empréstimo, elas acabam enfrentando taxas de juros, em média, 4 pontos percentuais mais altas do que as aplicadas a empresas geridas por homens”, justifica a diretora.

Durante a Caravana Sebrae Delas, as participantes poderão ser orientadas pelo Sebrae, participar de palestras e oficinas e aprender sobre educação financeira, crédito e acesso a mercados. O lançamento oficial do projeto ocorre em Campo Grande (MS), no dia 27 de março, durante o Delas Day. Os próximos estados a receber a ação serão Maranhão, Goiás (em maio), Roraima (em junho), Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo receberão a Caravana no segundo semestre.

Delas Day

O Delas Day, que acontece na próxima quarta (26) e quinta-feira (27), no Bosque Expo, em Campo Grande, promete ser uma jornada transformadora para as participantes – com entrada gratuita. A iniciativa é realizada pelo Sebrae em parceria com diversas instituições comprometidas com o desenvolvimento social e econômico do estado.

O evento contará com palestras, painéis, workshops, rodadas de negócios, atrações culturais e networking. Entre as palestrantes convidadas estão a apresentadora e empresária Ana Hickmann, a cantora e atriz Mariana Rios, a comunicadora Maria Cândida e a especialista em saúde mental Elisama Santos.

O mote do encontro será “Jornadas que inspiram novas histórias”. Por essa razão, o Sebrae vai aproveitar o evento para lançar a edição do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2025, que reconhecerá histórias de mulheres empreendedoras nas categorias: pequenos negócios; microempreendedora individual (MEI); produtora rural; ciência e tecnologia; e negócios internacionais. Desde 2004, mais de 100 mil mulheres se inscreveram e mais de 200 foram premiadas. As inscrições estarão abertas em breve.

Serviço – Delas Day
Data: quarta (26) e quinta-feira (27), das 13h às 21h
Local: Bosque Expo, em Campo Grande (Shopping Bosque dos Ipês – Av. Cônsul Assaf Trad, 4796)
Inscrições: delasday.com.br



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Verão 2024-2025 foi o sexto mais quente no Brasil em seis décadas


O verão 2024/2025 foi o sexto mais quente no Brasil desde 1961, com uma temperatura 0,34°C acima da média histórica do período de 1991 a 2020. Os termômetros ficaram acima da média em grande parte do Brasil. As maiores temperaturas máximas foram observadas, principalmente no Rio Grande do Sul, devido à ocorrência de três ondas de calor que atuaram no estado: entre os dias 17 e 23 de janeiro de 2025, 2 e 12 de fevereiro de 2025, e 1º e 8 de março.

Mesmo sob a influência do La Niña, que tende a reduzir a temperatura média global, este verão ficou entre os dez mais quentes da série. Os dados apresentados na Tabela 1 mostram que as temperaturas no Brasil, durante o verão, têm ficado acima da média a partir da década de 1990.

Tabela de temperaturas do verão no Brasil Tabela de temperaturas do verão no Brasil
Foto: reprodução Inmet

Os anos de 2023/2024, 2015/2016, 1997/1998 e 2009/2010 estavam sob influência do fenômeno El Niño, que é o aquecimento acima da média das águas do Oceano Pacífico Equatorial, potencializando o aumento de temperatura em várias regiões do planeta.

Para o Brasil, esta última década foi mais quente que a anterior, conforme alertado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), que enfatiza o aumento da emissão de gases do efeito estufa na atmosfera e o aquecimento global.

Paralelamente às altas temperaturas, o verão 2024-2025 também foi marcado por muitas chuvas no país, principalmente em grande parte da Região Norte, Maranhão e norte do Piauí, com volumes superiores a 700 mm, e muitas localidades ultrapassando a média histórica.

Temporais que atingiram a faixa norte do país durante o verão tiveram como principal responsável o sistema meteorológico Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), que é formado pela confluência dos ventos alísios provenientes do nordeste, com origem no Hemisfério Norte, e também de ventos do sudeste, com origem no Hemisfério Sul.

As chuvas superaram os 500 mm no Centro-Norte do país, exceto em Roraima, no centro-leste da Região Nordeste, no centro-sul do Mato Grosso do Sul, no oeste de São Paulo, no norte de Minas Gerais, no Espírito Santo, no Rio de Janeiro, bem como na parte central e oeste da Região Sul, onde foram observados menores volumes.

Nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, as chuvas foram predominantemente abaixo da média, com valores superando os 600 mm no centro-norte do Mato Grosso e em áreas pontuais de Goiás e São Paulo.

Nas demais áreas, os acumulados de chuva foram mais baixos, variando entre 300 e 500 mm. Neste verão, houve a atuação de três episódios da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS): o primeiro entre os dias 27 e 31 de dezembro de 2024, o segundo entre 6 e 15 de janeiro de 2025, e o último entre os dias 31 de janeiro e 5 de fevereiro de 2025.

Na Região Sul, a passagem de sistemas frontais e áreas de instabilidade resultou em chuvas acima de 500 mm sobre a parte leste do Paraná e de Santa Catarina. Nas demais áreas da região, as chuvas ficaram abaixo da média, principalmente no oeste do Rio Grande do Sul, onde os volumes de chuva durante o verão ficaram abaixo de 250 mm, sendo que a média histórica dessa região nesse período varia entre 400 e 500 mm.



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AgroNewsPolítica & Agro

Expoagro Afubra começa nesta terça em Rio Pardo (RS)


A 23ª edição da Expoagro Afubra tem início nesta terça-feira (25) em Rio Pardo (RS) e segue até o dia 28 de março. O evento, voltado ao setor agropecuário, terá entrada e estacionamento gratuitos.

Criada para apresentar as potencialidades do setor ao produtor rural, a feira promove a diversificação da atividade agrícola, oferecendo informações, inovação e oportunidades de negócios. De acordo com a organização, 73% do público visitante é formado por agricultores.

O coordenador da Expoagro Afubra, Marco Antonio Dornelles, destaca que esta edição será especial. “Por ser um ano especial em que a Afubra completa 70 anos, queremos reunir os convidados num evento festivo. Para isso, estamos convidando prefeitos, secretários municipais de Agricultura, presidentes de Câmaras de Vereadores, chefes de escritórios municipais da Emater e presidentes de sindicatos Rurais e dos Trabalhadores Rurais, além de autoridades regionais, estaduais e nacionais, bem como lideranças do setor e a imprensa. Será um momento de falar sobre a Afubra e a feira e também de agradecer todo o suporte e apoio que recebemos na organização da Expoagro Afubra”, afirmou.

A primeira edição da feira ocorreu em 2001, no formato de um dia de campo. Desde então, a iniciativa expandiu suas atividades e se consolidou como a maior feira brasileira voltada à agricultura familiar.

Na edição de 2024, a Expoagro Afubra recebeu 154 mil visitantes e movimentou R$ 310 milhões em negócios, com a participação de 517 expositores do setor agropecuário.

A Afubra foi fundada com o objetivo de fortalecer o produtor de tabaco. Com o tempo, passou a incentivar a diversificação das propriedades rurais como estratégia para ampliar a renda dos agricultores.

O evento acontece no Parque da Expoagro Afubra, localizado no Rincão del Rey, BR-471, Km 161, em Rio Pardo (RS). As atividades ocorrem das 8h às 18h.





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Projeção do PIB de 2025 passa de 1,99% para 1,98%



A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025 caiu pela segunda semana consecutiva, de 1,99% para 1,98%. Um mês antes, estava em 2,01%. Mas, levando em conta apenas as 71 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis – mais sensíveis a novidades -, passou de 1,98% para 2,0%.

O PIB brasileiro cresceu 0,2% no quarto trimestre do ano passado – abaixo da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de 0,4%. No acumulado de 2024, a economia teve alta de 3,4%. O carrego estatístico para 2025 é positivo em 0,8%.

A maioria dos indicadores de atividade de alta frequência compilados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tiveram desempenho abaixo do esperado em janeiro. A produção industrial teve variação zero, enquanto o mercado previa alta de 0,4%. O volume de serviços caiu 0,5%, ante mediana de alta de 0,1%.

Em contrapartida, as vendas do varejo ampliado cresceram 2,3%, acima da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de 1,7%. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) avançou 0,89% em janeiro ante dezembro, acima do teto da pesquisa, que era de 0,70%.

A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2026 se manteve em 1,60%. Um mês antes, era de 1,70%. Considerando só as 57 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, subiu de 1,56% para 1,64%.

A mediana para o crescimento do PIB de 2027 caiu de 2,0% para 1,99%. Um mês antes, era de 2,0%. A estimativa intermediária para 2028 ficou estável em 2,0% pela 54ª semana seguida.

O Banco Central espera que a economia brasileira cresça 2,10% este ano, conforme o mais recente Relatório Trimestral de Inflação (RTI). A autarquia vai atualizar as estimativas nesta quinta-feira, 27, quando será publicado o novo Relatório de Política Monetária (RPM).



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BNDES aprova R$ 216,6 mi para construção e ampliação de armazéns



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamentos a projetos para obras de ampliação e construção de armazéns nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, que somam R$ 216,6 milhões.

Os recursos são provenientes do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), do Plano Safra 2024/25 e do Finem.

São R$ 83,8 milhões para a Copacol – Cooperativa Agroindustrial Consolata (sendo R$ 52,84 milhões em recursos PCA e R$ 31 milhões em Finem), R$ 52,84 milhões em recursos PCA para a Coamo Agroindustrial Cooperativa, R$ 40 milhões para a Energética Santa Helena S.A.(sendo R$ 25 milhões em recursos PCA e R$ 15 milhões em Finem), e R$ 40 milhões para a Vale do Paracatu (sendo R$ 25 milhões do PCA e R$ 15 milhões do Finem).

“Os projetos estão alinhados às políticas públicas do governo do presidente Lula, pois atendem aos objetivos de fortalecer a produção agrícola brasileira, além de modernizar, reformar e construir novos armazéns, ampliando a capacidade de armazenamento e gestão de estoques para enfrentar sazonalidades”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Coamo

O apoio do BNDES corresponde à totalidade dos investimentos da Coamo na modernização e ampliação da estrutura de armazenagem de soja e milho das unidades de Barbosa Ferraz, Brasilândia do Sul, e Engenheiro Beltrão, no Centro-Oeste do Paraná.

Além de expandir a capacidade de armazenamento, o projeto melhora o fluxo de recebimento e armazenagem da produção, aumentando a confiabilidade dos processos e a conservação dos grãos com qualidade inalterada, enquanto o produtor cooperado aguarda as melhores condições de comercialização.

No total, a capacidade de armazenamento das três unidades deverá ser ampliada das atuais cerca de 123,6 mil toneladas de grãos para aproximadamente 183,6 mil. Durante a execução do projeto, serão criados 75 postos de trabalho temporários.

Santa Helena

O crédito concedido à Santa Helena representa 90,6% dos recursos a serem investidos em Nova Andradina, no Leste de Mato Grosso do Sul, onde serão construídos um armazém com capacidade para até 50 mil toneladas de açúcar e uma fábrica capaz de produzir até 850 toneladas de açúcar por dia junto à usina de etanol.

Com os investimentos, a companhia, cuja principal linha de receita vem da venda de etanol (anidro e hidratado), terá flexibilidade para alternar entre a produção de açúcar e álcool etílico, maximizando a geração de receita e mitigando os riscos do negócio.

A Santa Helena estima a geração de 100 postos de trabalho diretos durante a implantação do projeto e de 50 empregos diretos após a conclusão, ampliando seu quadro de funcionários de 1.280 para 1.330. Indiretamente, o projeto deverá empregar 150 trabalhadores durante a fase de implantação e 70 após a conclusão.

Copacol

Para a Copacol, o financiamento aprovado pelo Banco, de R$ 83,8 milhões, representa 91,4% do investimento que a cooperativa fará em três unidades no Paraná. A finalidade é ampliar a capacidade de armazenamento de grãos da unidade Melissa, em Cascavel (PR), passando das atuais 23.500 toneladas para 58.000 toneladas de grãos. Serão construídos três silos armazenadores de 11.500 toneladas cada, juntamente com a instalação de linhas de carga e descarga, com capacidade de 200 toneladas por hora.

Em Jesuítas (PR), a capacidade de armazenamento da fábrica de rações passará de 163.000 toneladas para 209.000 toneladas e serão construídos quatro silos metálicos, com capacidade de armazenagem de 11.500 toneladas cada, perfazendo um total de 46 mil toneladas a serem acrescidas. Já na Unidade de Recebimento e Armazenamento de Grãos, também em Jesuítas, a capacidade de armazenagem de grãos passará das atuais 45 mil toneladas para 68.000 toneladas, e serão construídos dois silos metálicos, com capacidade de armazenagem de 11.500 toneladas cada, perfazendo um total de 23 mil toneladas.

Durante a execução das obras, a previsão é que sejam gerados, indiretamente, 62 empregos na unidade Melissa, 170 na fábrica de rações em Jesuítas e 65 na unidade de armazenamento de Jesuítas.

Vale do Paracatu

Na cidade de Paracatu (MG), o BNDES apoiará, com R$ 34,9 milhões, a Vale do Paracatu Bioenergia S.A. na construção de armazém com capacidade para estocar até 60 mil toneladas de açúcar (ou 1,2 milhão de sacas). Também financiará a construção de uma fábrica de açúcar, com R$ 5,1 milhões, para a produção de 155 mil toneladas do produto por ano. O financiamento do Banco representa 25,7% do total do investimento da empresa no projeto. Durante a implementação do projeto devem ser gerados 300 empregos diretos e 70 após a conclusão.

PCA

Segundo o diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luís Gordon, os projetos apoiados pelo Banco estão alinhados aos objetivos da Nova Indústria Brasil. “Fortalecer as cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais para garantir a segurança alimentar, nutricional e energética no país.”

O Programa para Construção e Ampliação de Armazéns é um dos programas agropecuários do governo federal , que contam com juros equalizados pelo Tesouro Nacional, operados pelo BNDES. O PCA financia produtores e cooperativas rurais para ampliação, modernização, reforma e construção de armazéns e de câmaras frias.



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Projeção da Selic para 2025 segue em 15,0% após decisão do Copom



A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2025 permaneceu em 15,0% pela 11ª semana seguida. A estimativa sugere que os juros terão de avançar mais 0,75 ponto porcentual, após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que aumentou a taxa de 13,25% para 14,25% na última quarta-feira e sinalizou uma nova alta, de menor magnitude, em maio.

Considerando apenas as 82 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa intermediária para a taxa básica de juros no fim de 2025 também permaneceu em 15,0%.

Com isso, o mercado espera que a Selic avance ao maior nível desde maio de 2006, no primeiro governo Lula, quando o Copom cortou a taxa de 15,25% para 14,75%. Nessa época, os juros estavam em queda depois de terem atingido 19,75% em maio de 2005, um dos maiores patamares do século XXI.

A mediana para a Selic no fim de 2026 ficou estável em 12,50% pela oitava semana consecutiva. Levando em conta apenas as 78 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, também permaneceu em 12,50%.

A estimativa intermediária para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela sexta semana seguida. A mediana para a Selic no fim de 2028 se manteve em 10,0% pela 13ª semana consecutiva.

No comunicado da última reunião, o Copom reforçou que, para além de maio, o tamanho total do ciclo de aperto será ditado pelo seu “firme compromisso de convergência da inflação” e dependerá da evolução da inflação – especialmente dos componentes sensíveis à atividade econômica e à política monetária -, das projeções e expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos.



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