segunda-feira, maio 25, 2026

Agro

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JBS fecha 2024 com receita líquida recorde de R$ 417 bilhões



A JBS encerrou 2024 com resultados expressivos em todas as suas unidades de negócio e consolidou sua posição como uma das maiores empresas de alimentos do mundo. A companhia registrou receita líquida de R$ 417 bilhões, um crescimento de 15% em relação ao ano anterior, e Ebitda de R$ 39 bilhões, mais que o dobro de 2023. A margem consolidada foi de 9,4%.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (25) e refletem o bom desempenho da plataforma global multiproteínas da JBS. “São números que demonstram a força da nossa atuação diversificada e a assertividade da gestão operacional, que nos permite capturar oportunidades nos mais variados ciclos e geografias”, destacou o CEO global da companhia, Gilberto Tomazoni.

Entre os destaques, estão a recuperação da Seara, que fechou o quarto trimestre com margem de 19,8%, e o melhor ano da história da Pilgrim’s, que atingiu 15,2% de margem no ano e 14,7% no 4º trimestre. A JBS USA Pork manteve desempenho consistente, alcançando margem anual de 13,2%, quase sete pontos percentuais acima de 2023. Já a JBS Beef North America superou os resultados do ano anterior, mesmo diante de um cenário desafiador nos Estados Unidos.

No Brasil, a JBS Brasil alcançou 7,7% de margem no ano, impulsionada pelo aumento de produtividade e recorde de volume de vendas. Na Austrália, as exportações cresceram, principalmente para os EUA, e contribuíram para uma margem de 9,9%.

“Com foco em excelência operacional, corrigimos a rota dos negócios que estavam abaixo do potencial”, afirmou Tomazoni. “Em mais uma demonstração da força da nossa plataforma global, registramos a segunda maior geração de caixa da nossa história, impulsionados fortemente pelas operações de aves e suínos.”

Dividendos e recompra de ações

Em 2024, a JBS distribuiu R$ 6,6 bilhões em dividendos aos acionistas. Para 2025, a administração propôs um novo pagamento de R$ 4,4 bilhões, equivalente a R$ 2 por ação, que será deliberado em assembleia geral. Além disso, a companhia reabriu seu programa de recompra de ações com limite de até 113 milhões de papéis.

A alavancagem também caiu de forma significativa, passando de 4,42x para 1,89x em dólar, o menor nível desde 2019. “A JBS tem entregue, de forma consistente, crescimento e valor aos seus acionistas”, reforçou o CEO.

Expansão e novos investimentos

A companhia segue apostando na diversificação e na expansão global. Em 2025, a JBS investiu na entrada no segmento de ovos, com a aquisição de 50% da Mantiqueira, a maior produtora da América do Sul. Também foram anunciados investimentos robustos nas unidades de bovinos nos EUA, novas plantas de suínos e alimentos preparados no Brasil, além de uma fábrica halal na Arábia Saudita e planos de expansão na Nigéria.

“Estamos construindo todos os dias uma empresa resiliente, capaz de entregar resultados sólidos em diferentes ciclos. Mas nosso diferencial está na inovação e na busca contínua pela excelência”, concluiu Tomazoni.

Com forte geração de caixa, crescimento internacional e uma gestão financeira eficiente, a JBS segue consolidando sua posição de liderança no setor global de alimentos e demonstrando capacidade para distribuir valor de forma sustentável aos seus acionistas e à sociedade.



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Preços da soja caem na maioria das regiões do Brasil



O mercado brasileiro de soja teve pouco movimento nesta terça-feira (25). Os preços caíram na maioria das praças de comercialização, acompanhando as retrações do dólar, da Bolsa de Chicago e dos prêmios.

Saiba as cotações por região

  • Em Passo Fundo (RS), subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00
  • Em Santa Rosa (RS), manteve em R$ 130,00
  • No Porto de Rio Grande (RS), subiu de R$ 136,00 para R$ 137,00
  • Em Cascavel (PR), caiu de R$ 126,00 para R$ 125,00
  • No Porto de Paranaguá (PR), caiu de R$ 133,50 para R$ 132,00
  • Em Rondonópolis (MT), caiu de R$ 116,00 para R$ 114,00
  • Em Dourados (MS), manteve em R$ 117,00
  • Em Rio Verde (GO), caiu de R$ 113,00 para R$ 112,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços mistos. As primeiras posições seguiram, como na maior parte do dia, no território negativo. As mais distantes esboçaram uma recuperação técnica, encerrando em leve alta.

O mercado segue pressionado por uma combinação de fatores. As preocupações com as tarifas do governo Trump e a ampla oferta americana persistem como fatores negativos para os preços. Hoje, o acordo entre Estados Unidos, Rússia e Ucrânia, garantindo a segurança na navegação do Mar Negro, determinou perdas para milho, trigo e petróleo. A soja acompanhou o movimento.

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USDA

O mercado segue se posicionando frente ao relatório de intenção de plantio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima segunda-feira (31). A aposta é de aumento no cultivo do milho, em detrimento da soja.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 5,50 centavos de dólar ou 0,54% a US$ 10,01 3/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 10,15 1/2 por bushel, perda de 4,00 centavos ou 0,39%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 2,50 ou 0,84% a US$ 295,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 42,30 centavos de dólar, com alta de 0,15 centavo ou 0,35%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,75%, negociado a R$ 5,7086 para venda e a R$ 5,7066 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6774 e a máxima de R$ 5,7529.



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JBS fecha 2024 com receita líquida recorde de R$ 417 bilhões



A JBS encerrou 2024 com resultados expressivos em todas as suas unidades de negócio e consolidou sua posição como uma das maiores empresas de alimentos do mundo. A companhia registrou receita líquida de R$ 417 bilhões, um crescimento de 15% em relação ao ano anterior, e Ebitda de R$ 39 bilhões, mais que o dobro de 2023. A margem consolidada foi de 9,4%.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (25) e refletem o bom desempenho da plataforma global multiproteínas da JBS. “São números que demonstram a força da nossa atuação diversificada e a assertividade da gestão operacional, que nos permite capturar oportunidades nos mais variados ciclos e geografias”, destacou o CEO global da companhia, Gilberto Tomazoni.

Entre os destaques, estão a recuperação da Seara, que fechou o quarto trimestre com margem de 19,8%, e o melhor ano da história da Pilgrim’s, que atingiu 15,2% de margem no ano e 14,7% no 4º trimestre. A JBS USA Pork manteve desempenho consistente, alcançando margem anual de 13,2%, quase sete pontos percentuais acima de 2023. Já a JBS Beef North America superou os resultados do ano anterior, mesmo diante de um cenário desafiador nos Estados Unidos.

No Brasil, a JBS Brasil alcançou 7,7% de margem no ano, impulsionada pelo aumento de produtividade e recorde de volume de vendas. Na Austrália, as exportações cresceram, principalmente para os EUA, e contribuíram para uma margem de 9,9%.

“Com foco em excelência operacional, corrigimos a rota dos negócios que estavam abaixo do potencial”, afirmou Tomazoni. “Em mais uma demonstração da força da nossa plataforma global, registramos a segunda maior geração de caixa da nossa história, impulsionados fortemente pelas operações de aves e suínos.”

Dividendos e recompra de ações

Em 2024, a JBS distribuiu R$ 6,6 bilhões em dividendos aos acionistas. Para 2025, a administração propôs um novo pagamento de R$ 4,4 bilhões, equivalente a R$ 2 por ação, que será deliberado em assembleia geral. Além disso, a companhia reabriu seu programa de recompra de ações com limite de até 113 milhões de papéis.

A alavancagem também caiu de forma significativa, passando de 4,42x para 1,89x em dólar, o menor nível desde 2019. “A JBS tem entregue, de forma consistente, crescimento e valor aos seus acionistas”, reforçou o CEO.

Expansão e novos investimentos

A companhia segue apostando na diversificação e na expansão global. Em 2025, a JBS investiu na entrada no segmento de ovos, com a aquisição de 50% da Mantiqueira, a maior produtora da América do Sul. Também foram anunciados investimentos robustos nas unidades de bovinos nos EUA, novas plantas de suínos e alimentos preparados no Brasil, além de uma fábrica halal na Arábia Saudita e planos de expansão na Nigéria.

“Estamos construindo todos os dias uma empresa resiliente, capaz de entregar resultados sólidos em diferentes ciclos. Mas nosso diferencial está na inovação e na busca contínua pela excelência”, concluiu Tomazoni.

Com forte geração de caixa, crescimento internacional e uma gestão financeira eficiente, a JBS segue consolidando sua posição de liderança no setor global de alimentos e demonstrando capacidade para distribuir valor de forma sustentável aos seus acionistas e à sociedade.



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Duas frentes frias vão trazer primeiro pico de frio do ano; veja quando e onde



Entre o fim de março e o começo de abril, duas frentes frias pelo país vão mexer com o tempo e devem trazer o primeiro pico de frio do ano.

De acordo com a Climatempo, a primeira frente se forma no Sul na próxima sexta-feira (28), na altura do litoral de Santa Catarina. Ela deve provocar aumento na umidade e uma ligeira virada de vento na região Sul. Esse sistema, segundo a meteorologia, é mais fraco e se deslocará de forma rápida para alto-mar.

Na segunda-feira (31), a formação de uma nova e forte frente fria entre a Argentina e o Uruguai vai reforçar ainda mais a umidade e o ar frio no Brasil. Dessa forma, a primeira semana de abril começa com o primeiro pico de frio do ano em áreas do Sul, Centro-Oeste e Sudeste.

As quedas mais significativas nas temperaturas mínimas e máximas serão registradas no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná, no oeste e sul de Mato Grosso do Sul e em áreas do sul de Mato Grosso.

A umidade vai seguir mais presente em áreas do Sul, com previsão de algumas pancadas de chuva forte nos três estados da região até meados da semana.

Porém, a previsão da Climatempo é de que, conforme a frente fria avança, a entrada do ar polar vai virar o vento também para áreas do Sudeste. A expectativa é de que as temperaturas diminuam nessa região somente a partir do primeiro fim de semana do mês (dias 5 e 6).

Até o momento, os modelos não apontam um frio extremo no período. Mas esta deverá ser a primeira massa de ar frio do ano, e deve manter a temperaturas abaixo da média em muitos locais, deixando os dias com mais cara de outono do que de verão.



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AgroNewsPolítica & Agro

Feira movimenta R$ 10 bi e destaca soluções inovadoras



“A diferenciação de formulações é parte integral de nossa estratégia”



Cana-de-açúcar é uma das culturas alvo
Cana-de-açúcar é uma das culturas alvo – Foto: Canva

Com expectativa de atrair 130 mil pessoas e gerar R$ 10 bilhões em negócios, o Show Safra-MT 2025 acontece até sexta-feira (28) em Lucas do Rio Verde (MT). O evento reúne empresas e produtores rurais para apresentar inovações agrícolas, com destaque para a Albaugh, companhia de origem norte-americana que expõe seu portfólio de Inseticidas e Fungicidas.  

Entre os inseticidas, a empresa destaca AFIADO®, KRYPTO® e SULTAN®. O AFIADO® oferece alta eficácia contra percevejos da soja e mosca-branca, com formulação líquida moderna que facilita a aplicação e reduz impactos toxicológicos. O KRYPTO®, alternativa ao acefato, se destaca pela compatibilidade com agentes biológicos, sendo eficiente contra percevejos, lagartas e cigarrinha. Já o recém-lançado SULTAN®, à base de etiprole, apresenta alta concentração e é registrado para diversas culturas, como soja, algodão, cana-de-açúcar e café.  

No segmento de fungicidas, LANFOR® PRO e RECONIL® RFT são as principais apostas da Albaugh. O LANFOR® PRO possui concentração duas vezes superior à média do mercado e amplo espectro de controle de doenças. O RECONIL® RFT recebeu uma nova formulação com adjuvante avançado, melhorando a dissolução, evitando entupimentos e oferecendo maior resistência à chuva.  

Segundo o Diretor de Marketing e Desenvolvimento, Nelson Azevedo, a Albaugh tem crescido no mercado graças a investimentos na expansão de portfólio e ao desenvolvimento de formulações diferenciadas e de alta qualidade. “A diferenciação de formulações é parte integral de nossa estratégia. O recente lançamento de SULTAN® soma-se a uma linha consagrada de produtos Albaugh que trazem o dobro da concentração de ativos comparado aos demais do mercado. Da mesma forma, AFIADO® diferencia-se pela sua formulação líquida, que também é uma característica desenvolvida para KRYPTO®”, conclui.





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Brasil retoma crescimento nas exportações de mel após dois anos de queda



Após dois anos de retração, as exportações brasileiras de mel voltaram a registrar crescimento em 2025. O Brasil embarcou cerca de 8 mil toneladas de mel entre janeiro e março, superando as 7,3 mil toneladas registradas no mesmo período do ano passado — mesmo com o mês de março ainda em andamento.

Os dados foram apresentados pelo diretor de Conteúdo do Canal Rural Sul, Giovani Ferreira, durante o quadro Agroexport no telejornal Mercado & Cia., com base nas informações da sistema Comex Stat, plataforma do governo que traz estatísticas do comércio exterior brasileiro de bens.

A receita cambial também subiu significativamente, passando de US$ 18,4 milhões em 2024 para mais de US$ 25 milhões em 2025 no acumulado do primeiro trimestre.

“É um ganho expressivo, uma retomada importante para uma cadeia que tem alto valor agregado e forte base na agricultura familiar”, destacou Ferreira.

Recuperação após queda

O movimento marca uma recuperação relevante para o setor. Em 2021, o Brasil chegou a exportar quase 14 mil toneladas de mel no primeiro trimestre, encerrando o ano com mais de 40 mil toneladas embarcadas. Nos dois anos seguintes, no entanto, os volumes caíram — em 2023, o primeiro trimestre fechou com apenas 6,3 mil toneladas.

“O início de 2025 mostra um ritmo de recuperação consistente, e a expectativa é que o mês de março feche com cerca de 8,5 mil toneladas, consolidando a tendência de crescimento”, afirmou o jornalista.

Estados líderes e mercado externo para o mel

Minas Gerais lidera o ranking de principais estados exportadores de mel, seguido por Santa Catarina e Paraná. Ferreira destacou que a produção de mel é uma atividade com “papel fundamental para pequenos produtores e para o desenvolvimento da agricultura familiar”.

No cenário internacional, os Estados Unidos seguem como o principal destino do mel brasileiro, absorvendo mais da metade das exportações do país. “É importante lembrar que, em um momento de tensões comerciais globais e guerra tarifária, especialmente com os Estados Unidos, o mel se torna também um ativo diplomático nas negociações de comércio exterior”, comentou.

Além dos EUA, Canadá, Alemanha e Holanda estão entre os maiores compradores do mel brasileiro. O produto tem se destacado por seu alto valor agregado, gerando boa remuneração em dólares por tonelada no comércio internacional.

Perspectivas para o setor

Com a combinação de aumento no volume exportado e valorização da tonelada no mercado internacional, o setor apícola brasileiro projeta bons resultados para 2025. A retomada das exportações também reforça a relevância da diversificação da pauta agroexportadora, indo além de produtos tradicionais como soja e carne.

“Estamos falando de um produto diferenciado, de alto valor, que representa oportunidades reais para pequenos e médios produtores. É o Brasil mostrando sua força também nas cadeias produtivas menos tradicionais, mas que têm enorme potencial”, afirma Ferreira.



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entressafra começa com alta nos preços, mas importações preocupam produtores



O mês de março marca o início da entressafra do leite, período em que tradicionalmente os preços no mercado spot começam a subir, refletindo na valorização do produto ao produtor. Apesar da demanda firme e do crescimento da produção nacional, as importações seguem elevadas, o que gera desafios para o setor.

Para entender o impacto desse cenário e as projeções para os próximos meses, o pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Samuel Oliveira, concedeu uma entrevista exclusiva ao Canal Rural e analisou a influência da menor oferta de leite nos preços, a concorrência externa e o impacto da economia no consumo de lácteos.

Segundo Samuel, o atual momento é de um declínio natural que acontece a produção que acontece em todos os anos. “Esse ano não está sendo diferente, está havendo uma maior escassez, uma falta do produto e a tendência é que o valor aumente. Então as cotações ao produtor devem aumentar”, afirmou o pesquisador à apresentadora do Mercado & Companhia, Pryscilla Paiva.

Remuneração ao produtor de leite

O pesquisador também informou que, infelizmente, pode haver um impacto ao produtor. “A gente tem o cenário macroeconômico que acaba afetando, juros, preços como um todo, influenciando a capacidade de compra do consumidor e é o consumidor, em última análise, que que vai definir a quantidade que vai ser comprada e ofertada, produzindo um aperto aí vamos dizer né na capacidade de compra do produtor”, informou

Confira a entrevista completa do pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Samuel Oliveira, no nosso canal do YouTube e saiba mais sobre o mercado de leite no Brasil!



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Principal região brasileira de café deve diminuir a produção em 2025



A produção total de café do Brasil em 2025 deverá ter uma queda de 4,4% na colheita total, atingindo um volume físico equivalente a 51,81 milhões de sacas de 60 quilos, segundo dados da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab). O café está sendo cultivado numa área de 1,85 milhões de hectares, o que permitirá obter produtividade média de 28,0 sacas por hectare em nível nacional.

Conforme análise do Observatório do Café ( órgão da Embrapa Café), tais indicadores da
produção do setor cafeeiro, caso sejam comparados com o desempenho efetivo da safra colhida em 2024, demonstram que deverá ocorrer um decréscimo na produção.

De acordo com o Observatório, foram 54,21 milhões de sacas na safra passada, e haverá uma ligeira queda na produtividade, menos de 3%, haja vista que a registrada anteriormente foi cultivada numa área de 1,88 milhão de hectares com produtividade média nacional de 28,8 sacas/ha.

A pesquisa também mostra a comparação da produção do café nas cinco regiões geográficas do país, destacando indicadores da estimativa da safra de 2025 com a que foi efetivamente colhida em 2024 em cada região, com destaque para área ocupada em produção, safra e produtividade por hectare.

Região Sudeste

A maior região produtora de café do País teve sua safra estimada para o ano-cafeeiro de 2025 calculada em 44,93 milhões de sacas, volume físico que equivale a 86,7% da produção nacional. A safra está sendo produzida numa área de 1,66 milhão de hectares, correspondente a 89,8% da área total da cafeicultura nacional

O levantamento aponta para uma produtividade média de 27,0 sacas por hectare. Contudo, tais indicadores representarão decréscimos de 1,7% em relação à área passada, que totalizou 1,69 milhões de hectares, e também redução de 4,3% na produtividade obtida anteriormente, que foi de 28,2 sacas/ha.

Região Nordeste

A produção de café está estimada em 3,41 milhões de sacas , equivalente a 6,6% da safra nacional. A área cultivada é de 101,24 mil hectares, e representa cerca de 5,5% da área cafeeira nacional, gerando uma produtividade de 33,7 sacas/ha.

O apontamento mostra que a área representará um pequeno decréscimo (menor que 1%) em relação aos 101,37 mil hectares da safra anterior, a despeito de registrar um acréscimo de 11,4% na produtividade de 2025, pois a anterior foi de 30,3 sacas/ha.

Região Norte

Com a safra estimada em 2,24 milhões de sacas, a performance equivale a 4,4% da produção nacional. O café está sendo cultivado numa área de 41,44 mil hectares, correspondente a 2,32% da área brasileira produtora do grão, representando um ligeiro acréscimo de 2,8% em relação aos 40,33 mil hectares utilizados em 2024.

A produtividade média deverá ser de 54,3 sacas/ha, performance 3,6% maior que a anterior, que foi de 52,4 sacas/ha.

Região Sul

Quarta colocada no ranking, a região teve sua safra de café estimada para 2025 em um volume físico equivalente a 675,3 mil sacas (1,4% da produção nacional), volume igual ao que foi efetivamente colhido em 2024, na mesma área de produção, de 25,28 mil hectares, com a produtividade média de 26,7 sacas/ha.

Região Centro-Oeste

A produção estimada é de 463,1 mil sacas de 60kg, numa área de cultivo de 17,39 mil hectares, representando menos de 1% da safra nacional. Caso a estimativa se confirme, haverá um decréscimo de 11,6% em relação à de 2024, que foi de 524 mil sacas.

O estudo destaca que, “como a produtividade da safra passada foi de 29,8 sacas/ha, e que a atual foi estimada em 26,6 sacas/ha, tal performance implicará redução de 10,7% na produtividade média a ser obtida no Centro-Oeste.”

Os dados constam do Sumário Executivo do Café Março 2025, documento que é elaborado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola SPA, do Ministério da Agricultura e Pecuária MAPA, e está disponível no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.



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AgroNewsPolítica & Agro

alta produtividade e queda nos preços


A safra 2024/25 de arroz avança no Sul do Brasil, com 40% da colheita já realizada no Rio Grande do Sul e até 60% no Mercosul, segundo Sérgio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações. A produtividade tem superado expectativas, mas os preços seguem pressionados, retornando a níveis de cinco anos atrás.  

Apesar do volume colhido, a abundante oferta e a retomada da capacidade ociosa da indústria mantêm as cotações estáveis em termos reais. Ajustado pela Selic acumulada, o valor de março de 2020 (R$ 49,53) corresponderia a R$ 75,57 hoje, enquanto o preço atual, segundo o CEPEA (21/03/2025), é de R$ 79,15. No entanto, os custos de produção dispararam desde a pandemia, reduzindo a rentabilidade dos produtores.  

“Mas, ao contrário do que se esperaria de uma safra bem-sucedida, o que vemos é um mercado pressionado. As cotações recuaram aos patamares de cinco anos atrás, refletindo uma oferta abundante, a retomada das capacidades ociosas da indústria e uma atuação mais tímida das tradings”, comenta.

Outro fator preocupante é o aumento das exportações de arroz em casca, reduzindo o valor agregado da cadeia produtiva no Brasil. A indústria perde competitividade, e o mercado externo se torna essencial para sustentar os preços. Sem essa demanda, produtores e indústrias enfrentam maior pressão, e o varejo amplia seu poder de barganha.  

“Com o mercado interno e até o regional (Mercosul) altamente sensíveis à sobreoferta, o que garante sustentação de preços é o mercado externo. Sem ele, a pressão sobre produtores e indústrias se intensifica, e o varejo, ciente disso, amplia seu poder de barganha. Temos colheita cheia, sim. Mas também temos margens apertadas, estruturas pressionadas e preços que ignoram o salto dos custos”, conclui.

 





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Duas frentes frias vão trazer primeiro pico de frio do ano; veja quando e onde



Entre o fim de março e o começo de abril, duas frentes frias pelo país vão mexer com o tempo e devem trazer o primeiro pico de frio do ano.

De acordo com a Climatempo, a primeira frente se forma no Sul na próxima sexta-feira (28), na altura do litoral de Santa Catarina. Ela deve provocar aumento na umidade e uma ligeira virada de vento na região Sul. Esse sistema, segundo a meteorologia, é mais fraco e se deslocará de forma rápida para alto-mar.

Na segunda-feira (31), a formação de uma nova e forte frente fria entre a Argentina e o Uruguai vai reforçar ainda mais a umidade e o ar frio no Brasil. Dessa forma, a primeira semana de abril começa com o primeiro pico de frio do ano em áreas do Sul, Centro-Oeste e Sudeste.

As quedas mais significativas nas temperaturas mínimas e máximas serão registradas no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná, no oeste e sul de Mato Grosso do Sul e em áreas do sul de Mato Grosso.

A umidade vai seguir mais presente em áreas do Sul, com previsão de algumas pancadas de chuva forte nos três estados da região até meados da semana.

Porém, a previsão da Climatempo é de que, conforme a frente fria avança, a entrada do ar polar vai virar o vento também para áreas do Sudeste. A expectativa é de que as temperaturas diminuam nessa região somente a partir do primeiro fim de semana do mês (dias 5 e 6).

Até o momento, os modelos não apontam um frio extremo no período. Mas esta deverá ser a primeira massa de ar frio do ano, e deve manter a temperaturas abaixo da média em muitos locais, deixando os dias com mais cara de outono do que de verão.



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