segunda-feira, maio 25, 2026

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Saiba organizar custos da sua propriedade e evite prejuízos



A gestão de uma pequena propriedade exige organização e planejamento. Mas com a correria do dia a dia, dos cuidados com as plantações ou criações, compras, vendas, insumos e tantos outros afazeres, a atenção às planilhas e cálculos acabam por ficar em segundo plano.

Ação nociva para os negócios, visto que a falta de controle dos custos pode gerar desperdício e comprometer o fluxo financeiro.

A fim de direcionar o pequeno produtor rural na gestão diária dos negócios, o Sebrae disponibiliza a Cartilha do Produtor Rural.

De acordo com o documento, a gestão nada mais é do que a ação em que o produtor rural consegue controlar toda a movimentação de sua propriedade. “Se a propriedade não possuir controles ou organização, com certeza o produtor rural desconhece o resultado do negócio”. 

A instituição enfatiza a importância em se organizar as finanças para entender o que é necessário para ter mais lucro ou diminuir os prejuízos.

O controle pode ser feito em planilha de papel, no computador ou até mesmo no celular. A Cartilha explica que o computador pode auxiliar na organização e facilitar os cálculos a serem realizados, mas o mais importante e necessário é o produtor estar sempre acompanhado de uma agenda, onde deve anotar todas as fases dos seus negócios.

Registrando despesas e receitas que irão auxiliar na tomada de decisão, na busca de um ponto de equilíbrio para a sustentabilidade da produção. 

O Sebrae acredita ser fundamental o conhecimento de conceitos básicos de controle de custos para a gestão de uma propriedade rural. A exemplo dos custos fixos, variáveis, desembolsos, depreciação e custo de oportunidade.

Eionyr Barbosa, consultora em Gestão Financeira do Sebrae Mato Grosso do Sul (MS), recomenda que o produtor faça o planejamento de produção para plantar apenas o que é possível cuidar, regar e vender.

“Antes de sair para as vendas, o produtor deve estudar o custo de produção, estabelecer o valor da venda para que o lucro seja suficiente para manter a propriedade”, conta.

Na prática

Para estudar os custos de produção recomendados por Eionyr Barbosa, além da Cartilha, o Sebrae ajuda o pequeno produtor por meio do curso gratuito Custos para produzir no campo que orienta sobre o controle de despesas e a formação de preço de venda.

O Porteira Aberta entendeu os conceitos básicos necessário para uma gestão financeira eficiente e te explica.

  • Receita: é a quantia de renda ($) gerada pela venda dos produtos ou serviços produzidos na propriedade. 
  • Custos Fixos (CF): são os que ocorrem independente da quantidade produzida ou vendida, como a mão-de-obra permanente; a depreciação de máquinas e benfeitorias; as parcelas do financiamento e impostos.
  • Custos Variáveis (CV): são os que oscilam com a quantidade produzida e são consumidos em um ciclo de produção, como a compra de sementes e salário de empregados temporários. 
  • Custo Total (CT): é a somatória dos custos fixos com os custos variáveis. 
  • Saldo de caixa: diferença entre a receita e o desembolso que o produtor realizou no ciclo da produção ou o dinheiro que o produtor rural realmente viu saindo do bolso.
  • Registro e controle de saídas: documento para acompanhar todas as compras, despesas, pagamentos e investimentos.
  • Registro e controle de entradas: para todas as vendas e os recebimentos dos seus produtos e serviços.
  • Fluxo de caixa: registro dos recebimentos e pagamentos controlando o saldo de caixa. Não se esqueça das contas a receber e das contas a pagar.
  • Análise e planejamento financeiro: verificação dos resultados financeiros para planejar ações em prol de melhores resultados.

Fonte: Negócio Certo Rural – Manual do Participante. CNA/Senar e Sebrae



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Desemprego sobe para 6,8% no país



A taxa de desocupação no trimestre encerrado em fevereiro é de 6,8%. O resultado fica acima do registrado no trimestre móvel anterior, terminado em novembro de 2024 (6,1%). No entanto, é a menor para um trimestre encerrado em fevereiro desde 2014, quando marcou 6,8%.

Os dados do mercado de trabalho fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira (28), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a coordenadora da pesquisa, Adriana Beringuy, a elevação da desocupação em relação ao trimestre móvel anterior é um comportamento comum nesta época do ano.

“É um movimento esperado porque no período de transição do encerramento de um ano para os primeiros meses do ano seguinte, há, de fato, esse movimento de queda na ocupação”, garante.

O número de pessoas sem trabalho alcançou 7,5 milhões no período, elevação de 10,4% ante o trimestre móvel anterior. Entretanto, esse contingente está 12,5% menor que o anotado no mesmo trimestre de 2024.

Setores

Dos dez grupamentos de atividade pesquisados pelo IBGE, três apresentaram recuo no número de ocupados, construção (-4,0%, ou menos 310 mil pessoas), administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (-2,5%, ou menos 468 mil pessoas) e serviços domésticos (-4,8%, ou menos 290 mil pessoas).

De acordo com Beringuy, a redução de vagas no grupo de administração pública também é sazonal e tem a ver com o fim de vínculo de trabalhadores temporários.

A pesquisadora afirma, ainda, que esse comportamento sazonal do mercado de trabalho faz com que não seja possível afirmar que há efeitos recessivos da escalada da taxa de juros, medida adotada pelo Banco Central (BC) para conter a inflação.

“Não atribuiria nesse momento efeito dessa variável juros e afetação do consumo de famílias no mercado de trabalho”, diz.

No trimestre encerrado em janeiro de 2025, a taxa ficou em 6,5%, abaixo dos 6,8% do período terminado em fevereiro. Mas o IBGE não faz a comparação entre os intervalos imediatamente seguidos, pois há meses que se repetem nos dois períodos (dezembro e janeiro), o que distorce a comparação.

Ocupados e carteira assinada

No trimestre encerrado em fevereiro, a população ocupada no país era de 102,7 milhões de pessoas. O contingente é 1,2% menor que o do período terminado em novembro (1,2 milhão de pessoas a menos), mas 2,4% maior que o do mesmo período do ano passado (2,4 milhões de pessoas a mais).

A pesquisa do IBGE aponta ainda que o país alcançou recorde no número de trabalhadores com carteira assinada. Eram 39,6 milhões de contratos, o maior volume desde o início da série histórica, em 2012. Em um ano, foram 1,6 milhões de pessoas a mais (+4,1%) com a carteira assinada.

O estudo do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja emprego com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

A taxa de informalidade – trabalhadores que não têm garantidos direitos como férias, contribuição para a Previdência Social e 13º salário – teve “ligeira redução”, indo a 38,1% da população ocupada, o que representa 39,1 milhões de trabalhadores informais. Tanto no trimestre encerrado em novembro e no mesmo período de 2024, a taxa estava em 38,7%.



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AgroNewsPolítica & Agro

Feira destaca produção integrada e tecnologias inteligentes



A produção integrada de culturas retorna ao foco



A produção integrada de culturas retorna ao foco
A produção integrada de culturas retorna ao foco – Foto: Pixabay

Entre os dias 9 e 15 de novembro de 2025, Hannover, na Alemanha, sediará a Agritechnica, maior feira mundial de máquinas agrícolas. Com o tema “Touch Smart Efficiency”, o evento reunirá inovações voltadas à produção integrada de culturas, promovendo práticas sustentáveis e eficientes. Organizado pela DLG (Sociedade Agrícola Alemã), a feira apresentará soluções para rotação de culturas, melhoramento genético, controle mecânico de ervas daninhas e uso de tecnologias digitais na proteção e nutrição de lavouras.  

A produção integrada de culturas retorna ao foco diante de desafios como a eliminação de ingredientes ativos e o aumento da resistência de pragas e plantas invasoras. Métodos mecânicos, como capinas guiadas por sensores e inteligência artificial, estão ganhando espaço ao reduzir a necessidade de herbicidas. Além disso, estratégias como rotação de culturas e plantio intercalar ajudam a mitigar doenças e melhorar a saúde do solo. No controle químico, o uso de defensivos e fertilizantes se torna mais preciso, minimizando impactos ambientais. Sensores e distribuidores pneumáticos garantem uma aplicação eficiente, reduzindo perdas e protegendo cursos d’água.  

O evento também destacará técnicas para controle de plantas daninhas na fase de plantio, como o falso plantio e a incorporação de resíduos pós-colheita, que estimulam a germinação precoce de invasoras, facilitando seu manejo. A escolha de culturas mais competitivas e ajustes no espaçamento entre linhas também são estratégias que ajudam a reduzir a pressão de plantas indesejadas.  

Com o avanço da digitalização e a necessidade de sistemas agrícolas mais eficientes, a Agritechnica 2025 será um marco para a adoção de novas tecnologias. A feira oferecerá aos visitantes acesso direto às últimas inovações e oportunidades para otimizar práticas agrícolas, promovendo maior produtividade com menor impacto ambiental.

 





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A instabilidade do clima nas lavouras de soja em MT



A safra de soja no estado de Mato Grosso tem sido marcada por desafios climáticos e logísticos. Enquanto algumas regiões enfrentam chuvas constantes, outras já somam 15 dias sem precipitação. Essa variação afeta diretamente o planejamento dos produtores, que lidam com dificuldades tanto na colheita quanto no armazenamento.

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Apesar da irregularidade climática, a produtividade cresceu em comparação ao ano passado. Isso se deve, em parte, ao saldo de fertilizantes não absorvidos pela última safra. No entanto, a queda dos preços da soja traz uma preocupação extra para os agricultores. Embora a colheita atual represente um alívio, ainda há um longo caminho para compensar as perdas da última temporada.

Chuvas intensas nas lavouras de soja

Os meses de janeiro e fevereiro trouxeram chuvas intensas, resultando em solos encharcados, especialmente os siltosos, propensos ao atoleiro. Esse cenário dificultou a colheita, exigindo um número maior de máquinas para aproveitar as janelas de tempo seco. A rapidez do plantio nos últimos anos encurtou a duração da safra, tornando o processo ainda mais desafiador. Em Canarana, por exemplo, cerca de 80% da safra foi plantada em pouco mais de 20 dias.

Desafios no campo

Outro grande desafio enfrentado pelos produtores é a armazenagem. A capacidade de secagem dos grãos ainda é um problema, com a formação de filas de até 48 horas nos armazéns. Muitos agricultores recorreram ao uso de silos-bolsa e barracões para evitar perdas, mas isso gerou custos extras e maior complexidade na logística.

No Vale do Araguaia, 80% dos produtores dependem de armazéns terceirizados para armazenagem e secagem. O aumento da área cultivada não tem sido acompanhado pelo crescimento proporcional da infraestrutura de armazenagem, tornando a situação ainda mais crítica. Com isso, a logística precisa ser cada vez mais eficiente, garantindo que os grãos sejam transportados rapidamente para os portos e evitando maiores perdas.

Uma empresa da região, com capacidade estática para 40 mil toneladas de grãos, adotou uma estratégia de três turnos para agilizar o recebimento e a secagem dos grãos. O primeiro e segundo turnos são focados na recepção, enquanto o terceiro cuida da secagem, garantindo que os equipamentos operem de maneira eficiente e com pausas programadas para manutenção.



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AgroNewsPolítica & Agro

Colheita do arroz ultrapassa 50% da área plantada



Fronteira Oeste lidera colheita do arroz no Rio Grande do Sul




Foto: Divulgação

A colheita do arroz avança e atinge 51,66% da área semeada no Rio Grande do Sul, o que representa 501.276,67 hectares colhidos. Segundo dados do Instituto Rio Grandense do arroz (Irga), a Fronteira Oeste lidera os trabalhos, com 71,41% da área plantada já colhida, seguida pela Planície Costeira Externa (61,41%), Planície Costeira Interna (53,25%), Campanha (40,91%), Região Central (34,76%) e Zona Sul (31,92%).

Segundo Luiz Fernando Siqueira, gerente da Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural, as condições climáticas têm sido favoráveis e possibilitado aos produtores uma janela de trabalho prolongada. “A Zona Sul é a regional que mais avançou proporcionalmente na colheita. Foi a última regional a iniciar o plantio e, consequentemente, a última a dar início à colheita, porém ela tem avançado rapidamente em razão de toda a organização e mecanização dos produtores da região”, afirma o agrônomo. Ele também destaca que a safra deve se estender durante o mês de abril e possivelmente até maio.

Os dados sobre o progresso da colheita do arroz são coletados e divulgados semanalmente pelo Irga, por meio da plataforma Safra. O sistema fornece informações detalhadas sobre o andamento da semeadura e da colheita e é atualizado pelos 37 escritórios do Irga distribuídos nas regiões arrozeiras do estado.





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Primeira onda de frio do outono está chegando no Brasil



As primeiras massas de ar frio começam a efetivamente a impactar o Brasil agora em abril. A previsão é que a primeira massa de origem polar chegue na semana que vem – na virada de março para abril.

Segundo a Climatempo, a intensidade deste sistema será fraca no continente e influenciará o tempo no Rio Grande do Sul, mas com leve resfriamento; o maior impacto será sobre a Argentina e sobre o Uruguai.

Além desta, outras duas massas podem atingir o país em abril e algumas mudanças notáveis de temperatura devem ocorrer nos estados do Sul e em algumas áreas do Sudeste e do Centro-Oeste.

Temperaturas

A segunda massa de ar frio de origem polar causará esfriamento moderado na Região Sul, com menor temperatura em Porto Alegre em torno dos 15°C/16°C, em Florianópolis, 19°C/20°C e em Curitiba, 14°C/15°C;

Também haverá leve resfriamento na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai, no extremo sul e leste de São Paulo, estado do Rio de Janeiro, Sul de Minas e Zona da Mata Mineira.

A temperatura mínima pode baixar para 16°C/17°C em São Paulo, deve ficar em torno de 20°C no Rio de Janeiro, 18°C/19°C em Belo Horizonte, 21°C/22°C em Vitória, 19°C/20°C em Campo Grande, 22°C/23°C em Cuiabá.

3ª massa de ar frio de origem polar

  • Quando: entre 12 e 16 de abril
  • Intensidade: moderada a forte no continente
  • Influência no Brasil: resfriamento moderado a forte na Região Sul, com menor temperatura em Porto Alegre entre 14°C e 15°C, em Florianópolis de 17°C a 18°C e em Curitiba, de 13°C a 14°C;
  • Queda de temperatura moderada a forte no centro-oeste e sul de Mato Grosso do Sul, no oeste, sul e leste de São Paulo; resfriamento moderado no estado do Rio de Janeiro, Sul de Minas e Zona da Mata Mineira, Grande Belo Horizonte, Espírito Santo, oeste e sul de Mato Grosso;
  • A temperatura mínima pode baixar para 14°C/15°C em São Paulo, 18°C a 19°C no Rio de Janeiro, 15°C a 16°C em Belo Horizonte, 18°C a 19°C em Vitória, 12°C a 14°C em Campo Grande, 18°C a 19°C em Cuiabá;

É o friozinho do outono que está chegando?

A Climatempo informa que isto não quer dizer que abril será um mês frio no centro-sul do Brasil. O alerta vem do meteorologista Vinícius Lucyrio.

“Abril marca esta “virada de chave” na temperatura, com a entrada das primeiras massas de ar frio por algumas áreas do interior do Brasil já na primeira quinzena do mês. Mas os períodos com “ares de outono” serão curtos, de 3, 4 dias, e aí esquenta rapidamente e volta a sensação de calor, até no Sul do Brasil. Claro que não estamos falando do calor tão intenso como fez em fevereiro, por exemplo, mas as pessoas não devem contar com o friozinho do outono por muitos dias. O mês de abril ainda será predominantemente quente em parte do Sul, no Sudeste e no Centro-Oeste, só com estes breves picos de frio”.

Três massas de ar frio

No decorrer da primeira quinzena do mês, três massas de ar frio de origem polar devem influenciar áreas do Brasil. Porém, só a segunda e a terceira efetivamente vão causar queda de temperatura notável em algumas regiões do país, sendo a terceira a mais forte, no fim da primeira quinzena de abril.

Uma quarta massa de ar frio, com potencial para resfriamento acentuado no centro-sul do Brasil, está prevista para o final de abril.

A Climatempo fez uma estimativa de valores de temperatura mínima na passagem da segunda e da terceira massa de ar frio relevante de abril, mas são previsões iniciais, que vão ser reavaliadas à medida que o ar frio de fato estiver próximo do Brasil.



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Excesso e falta de chuvas impedem a colheita da soja e atrapalham o cultivo do milho


A plantação de milho 2ª safra está quase concluída no estado do Paraná, restando apenas pequenas áreas isoladas que sofreram com a falta ou escassez de chuvas, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral).

Existem situações em que alguns produtores estão arriscando e plantando no pó, enquanto outros estão aguardando melhores condições de umidade para realizar o plantio. Nas regiões onde as chuvas foram adequadas, a recuperação das lavouras é promissora, porém técnicos já alertam para perdas pontuais. Em contrapartida, nas áreas com baixa precipitação, as perdas são significativas.

milho seca paranámilho seca paraná
Foto: Paulo Vinícius Demeneck Vieira

Em função da falta de chuva e das altas temperaturas dos últimos dias, houve prejuízo considerável no processo de germinação em muitas áreas, o que resultará em uma redução no estande e, consequentemente, em uma diminuição das produtividades, que será reavaliada ao longo da safra, informa o Deral.

Decreto de emergência

Diante do cenário, alguns municípios da regional de Toledo no oeste paranaense avaliam a possibilidade de decretar estado de emergência. A perda do potencial produtivo se tornará ainda mais evidente caso as chuvas previstas para os próximos dias não se concretizem.

Segundo o Deral, há relatos de infestação moderada de cigarrinha, além de grande presença de pulgões. As aplicações foram reduzidas nos últimos dias devido ao estresse hídrico e térmico.

Muita chuva impede colheita da soja

Em Mato Grosso do Sul as tempestades atrapalham a colheita da soja. As regiões sudeste, centro, sudoeste, sul-fronteira e sul apresentam condições abaixo do potencial das demais regiões. Nestas áreas, há lavouras com até 48,1% em condições ruins. As condições regulares variam entre 18,6% e 48,3%, e as boas condições estão entre 19,5% e 52,2%. O estádio fenológico nestas regiões está entre R6 e R8.

Apesar disso, segundo informações do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga-MS), até o dia 21 de março, a colheita de soja para a safra 2024/2025 alcançou 86,6% da área total, no estado. A estimativa é que a safra seja 6,8% maior em relação ao ciclo passado (2023/2024), atingindo uma área de 4,501 milhões de hectares.

Caminhão durante a colheita de sojaCaminhão durante a colheita de soja
Foto: Canal Rural Mato Grosso

Após a amostragem de 10,7% da área, novos dados indicaram uma produtividade de 54,4 sacas por hectare, um aumento de 11,4% em comparação ao ciclo passado. Isso gera uma expectativa de produção de 14,686 milhões de toneladas, um aumento de 18,9% em relação à produção anterior (2023/2024). A porcentagem de área colhida na safra 2024/2025, encontra-se inferior em 0,7 pontos percentuais em relação à safra 2023/2024, para a data de 21 de março.



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Brasil quer exportar carne e etanol para o Japão


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participaram, na terça-feira (25), de uma reunião com empresários da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). O encontro teve como objetivo discutir a abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira e contou com a presença de ministros do Governo Federal que integram a comitiva oficial.

O presidente destacou que, em 2011, o comércio entre Brasil e Japão alcançou US$ 17 bilhões, enquanto atualmente gira em torno de US$ 11 bilhões. “Significa que, de pronto, a gente tem seis bilhões para recuperar nessa visita”, afirmou. Ele ressaltou que o comércio exterior exige reciprocidade. “A gente tem que vender e a gente tem que comprar”.

Lula mencionou também que a missão busca ampliar parcerias em setores estratégicos, como o aeronáutico e o de transição energética. “Nós estamos percebendo o crescimento da transição energética com o hidrogênio verde, com energia limpa, e o Brasil está dando um salto de qualidade na questão do etanol. A gente está pensando em elevar para 30% a mistura, tanto da gasolina quanto do biodiesel, e vamos conversar com o primeiro-ministro (do Japão, Shigeru Ishiba). Se o Japão usar 10% de etanol na gasolina, é um salto extraordinário, não apenas para que a gente exporte, mas para que eles possam produzir no Brasil”, afirmou.

O ministro Carlos Fávaro reforçou que o encontro com a Abiec tem como meta a abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira. “Nossas indústrias estão aptas a atender às exigências sanitárias e comerciais feitas pelo Japão. O ajuste nos protocolos sanitários de aves e o reconhecimento do Brasil livre de febre aftosa sem vacinação para mais alguns estados amplia também o mercado de carnes suínas, muito importante, porque o Brasil é competitivo”, declarou. Segundo ele, o processo de negociação para exportação da carne bovina ao Japão ocorre há mais de 20 anos. “O último protocolo já está há cinco anos sendo debatido. A gente vai trabalhar para que caminhe agora para a finalização e abertura deste mercado importante. Isso vai garantir mais competitividade aos nossos empresários e fazer com que a carne brasileira ganhe espaço no mundo e seja mais competitiva no mercado interno”, acrescentou.

Fávaro destacou que, nos últimos dois anos, o Brasil abriu 344 novos mercados para produtos agropecuários. “É um recorde absoluto de todos os tempos, mostrando que o Brasil atingiu um patamar de segurança alimentar para o mundo. Em qualquer crise alimentar e sanitária, o Brasil consegue ser suprimento para todos os países”, disse.

O ministro ressaltou ainda o trabalho para impedir a chegada da gripe aviária ao Brasil. “A gripe aviária tomou conta de todos os continentes e o Brasil é um dos pouquíssimos países que não tem gripe aviária nos plantéis comerciais, garantindo o suplemento de quase 40% da carne de frango consumida no mundo, com qualidade, segurança e preços competitivos”.

Para o ministro dos Transportes, Renan Filho, a estrutura logística do país é um diferencial para ampliar exportações. “Nós, ministros da área de infraestrutura, estamos aqui para dizer que toda essa transformação do setor produtivo precisa ter condições logísticas para exportar. E a grande pergunta é: o Brasil tem ou não? Claro que tem! A gente exporta muito mais barato do que outros países. Enquanto o Brasil tem um custo para produzir uma arroba de carne e exportar a 55 dólares, os Estados Unidos têm custo superior a 100 dólares”, afirmou.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou avanços na infraestrutura portuária. “O Brasil, na década de 80 e 90, tinha praticamente 50% do escoamento da produção pelo Porto de Santos. Hoje, estamos em torno de 30% e queremos diminuir cada vez mais para que a gente possa ampliar a logística nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, para que a gente possa fazer um grande plano nacional de escoamento da produção do país”.

Ele acrescentou que o setor portuário registrou crescimento em 2024. “Tivemos um aumento de 5% e o setor de contêineres alcançou o maior volume de movimentação da história, com crescimento de quase 18%. Estamos ampliando investimentos para que a gente possa fazer o melhor escoamento da produção, que vai desde uma ferrovia, de uma estrada, de uma hidrovia ao porto, para que a gente possa dar condições estruturais a esses novos mercados”.

O empresário Renato Costa demonstrou otimismo com os resultados da missão brasileira. “(O Japão) é um mercado importante, o terceiro maior importador. Vejo que é bom para a indústria, para o produtor, para o país. Estamos sim bastante confiantes”, afirmou.





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Brasil poderá exportar até 300 mil toneladas de carne bovina ao Vietnã



Brasil e Vietnã assinaram um Plano de Ação para Implementação da Parceria Estratégica entre os dois países. O documento prevê, entre as várias medidas, a abertura do país asiático à carne bovina brasileira. O texto foi oficializado em Hanói, capital vietnamita, após encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o presidente Luong Cuong.

Segundo o governo, a partir da assinatura, as relações entre os dois países alcançou um novo patamar.

Carne Bovina

A ampliação do comércio entre as duas nações inclui a abertura do país asiático à carne bovina brasileira. “A abertura do mercado vietnamita para a carne bovina brasileira atrairá investimentos de frigoríficos do Brasil para fazer deste país uma plataforma de exportação para o Sudeste Asiático”, afirmou Lula.

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), Roberto Perosa, acompanha a comitiva brasileira no Vietnã e disse que o Brasil pode exportar 300 mil toneladas de carne bovina ao país do sudeste asiático.

“O produtor brasileiro, a indústria brasileira da carne bovina terá mais oportunidade de diversificação do envio dos produtos ao exterior, garantindo o abastecimento interno no Brasil e complementando a renda com as exportações para o mercado da Ásia. Um momento muito feliz da indústria da carne bovina”, destacou.

Antes do Vietnã, a delegação brasileira esteve no Japão. Perosa também comentou a possibilidade do nosso país exportar carnes aos japoneses. “Estamos muito esperançosos de que essas verificações do governo japonês ocorrerá brevemente para que o Brasil tenha acesso a esse mercado tão importante e tão significativo na Ásia”.

Perosa reforçou a importância da viagem, destacando a possibilidade do Brasil conseguir novos mercados. “Chegaremos ainda mais longe com a carne bovina brasileira, trazendo renda para o produtor, para o pecuarista, para indústria, para todo o país, em sua balança comercial, gerando frutos através das ações do governo e dos empresários brasileiros”, concluiu.

Sobre o Vietnã

O Vietnã consolidou-se como principal origem das importações brasileiras oriundas da ASEAN, além de ter sido o 14º fornecedor mundial de produtos para o Brasil. O Brasil exporta mais para o Vietnã do que para Portugal, Reino Unido, França ou Paraguai. O Vietnã ocupa a quinta posição entre os países de destino de produtos do agronegócio brasileiro. O Brasil fornece cerca de 70% da soja importada pelo Vietnã, além de ser o principal fornecedor de carne suína (cerca de 37%), o segundo maior de carne de frango e de algodão.



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Mapa proíbe exposição e criação de aves ao ar livre para conter a Gripe Aviária no país



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estabeleceu medidas preventivas para mitigar o risco de ingresso e disseminação da influenza aviária de alta patogenicidade, também conhecida como Gripe Aviária, na avicultura comercial brasileira. As normas foram publicadas no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (27).

De acordo com o Mapa, a ação visa proteger a sanidade avícola e minimizar os impactos à cadeia produtiva do país, especialmente devido à ameaça iminente de reingresso da doença no território nacional, em função de novos focos de Gripe Aviária na América do Sul.,

Conforme orientações da Secretaria de Defesa Agropecuária, a Portaria nº 782, suspende, em todo o Brasil, a realização de exposições, torneios, feiras e outros eventos com aglomeração de aves.

A medida tem como objetivo prevenir a propagação da doença e poderá ser flexibilizada apenas com a autorização do Serviço Veterinário Estadual, mediante avaliação epidemiológica e plano de biosseguridade aprovado.

O Mapa também informou que a criação de aves ao ar livre, com acesso a piquetes sem telas na parte superior, também está suspensa em estabelecimentos registrados. A medida entra em vigor imediatamente e terá duração de 180 dias, com possibilidade de prorrogação.



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