segunda-feira, maio 25, 2026

Agro

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Secretaria da Agricultura e Pecuária e Epagri avaliam estragos causados por…


As equipes da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR) e da Epagri estão em campo para identificar os danos causados pelo forte temporal que atingiu  cidades do Norte do estado na quinta-feira, 13. No levantamento prévio estão Corupá, Schroeder, Guaramirim, Luiz Alves, São Bento do Sul, Massaranduba e Rodeio. O vento intenso provocou destruição em plantações de banana, especialmente em Corupá, conhecida como a capital catarinense da fruta, além de danificar lavouras e estruturas produtivas nas regiões vizinhas.

“Estamos mobilizados para apoiar os agricultores atingidos por esse temporal. Nossa prioridade é garantir que possam retomar suas atividades rapidamente e minimizar os prejuízos. O compromisso do governo é estar ao lado dos produtores nesses momentos difíceis. Vamos garantir todo o suporte necessário para que possam se recuperar e seguir contribuindo com a produção agrícola de Santa Catarina”, destaca o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Valdir Colatto.

Os agricultores atingidos podem acessar o Programa Reconstrói SC, que oferece suporte financeiro para a recuperação de estruturas, máquinas ou equipamentos danificados por eventos climáticos extremos. Atende às propriedades que se enquadram no Pronaf, o limite é de até R$ 12 mil por família, com prazo de pagamento de até 5 anos, com 50% de desconto para pagamento das parcelas em dia, sem juros.

O Pronampe Agro SC Emergencial apoia a recuperação de sistemas produtivos, incluindo benfeitorias, embarcações, máquinas e equipamentos danificados. O programa oferece a subvenção dos juros de 3% ao ano, de operação de crédito contratada pelos agricultores, com prazo de até oito anos. Atende os produtores que se enquadram no Pronaf e Pronamp com enquadramento de até R$ 100 mil por família.

Próximos passos

A equipe técnica segue em campo realizando o levantamento detalhado dos prejuízos. O relatório será fundamental para definir a extensão das ações de apoio. Os agricultores que precisarem de auxílio poderão procurar os escritórios locais da Epagri, que fará o encaminhamento das solicitações.

Temporais e alagamentos no norte do Estado

Os meteorologistas da Epagri/Ciram, Gilsânia Cruz e Marcelo Martins informam que na tarde de quinta-feira, 13, o calor intenso e a chegada de uma frente fria à Santa Catarina favoreceram a formação de nuvens de tempestade, com grande desenvolvimento vertical e topo frio sobre o norte de SC, em tons de vermelho, associadas a chuva forte com totais elevados em curto intervalo de tempo, intensa atividade elétrica (raios) e ventania.

Foram registrados alagamentos em Blumenau e Joinville, e um rastro de destruição na região de Corupá e Guaramirim. Os pontuais de chuva variam de 20 a 60 mm no norte do estado, mas a chuva intensa ocorreu num intervalo de tempo pequeno. Em Joinville, em apenas 1h,o total de chuva foi 41,4 mm. As rajadas de vento registradas nas estações da Epagri/Ciram variaram de 40 a 50 km/h, mas pelos estragos em algumas áreas devem ter superado este valor.





Source link

News

veja quando chega o frio em abril


O mês de abril deve marcar o início efetivo do outono no Brasil, com a chegada das primeiras massas de ar frio de origem polar e uma mudança gradual no padrão de chuvas, segundo previsão da Climatempo.

A tendência é de que o mês seja de transição, com períodos mais curtos de temperaturas amenas no Centro-Sul do país e redução progressiva das precipitações em várias regiões.

De acordo com os meteorologistas, duas massas de ar polar devem se destacar em abril: uma no fim da primeira quinzena e outra no fim do mês.

A primeira queda de temperatura, entre os dias 5 e 8 de abril, trará um resfriamento leve de algumas áreas. Essa variação será sentida em porções da região Sul e Sudeste, assim como na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai.

Um pouco antes do fim da primeira quinzena do mês, aí sim deve ocorrer um resfriamento mais acentuado, já com possibilidade de geada nas áreas mais elevadas do Sul

Além dessa região, a massa de ar frio deve ocasionar queda de temperatura de moderada a forte intensidade em partes de São Paulo e de Minas Gerais, no Rio de Janeiro, no Espírito Santo, em Mato Grosso do Sul e no oeste e sul de Mato Grosso.

Já no fim do mês, há previsão da passagem de uma massa de ar frio de origem polar mais forte, ampliando o raio de abrangência. O resfriamento deve ser acentuado especialmente na região Sul, mas também espera-se uma queda forte de temperatura em muitas áreas do Sudeste e do Centro-Oeste.

Apesar dessas incursões de ar frio, abril ainda deve ser caracterizado por dias quentes, com temperaturas acima da média em grande parte do país. Apenas o Rio Grande do Sul e Santa Catarina devem terminar o mês com temperaturas ligeiramente abaixo da média histórica.

Chuvas em abril

Em relação às chuvas, abril costuma marcar a redução dos volumes em boa parte do território nacional, o que também é previsto para este ano. A exceção deve ocorrer em partes da região Sul, onde há expectativa de acumulados acima da média, e no extremo norte do país, sob influência da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), que seguirá ativa.

A Climatempo prevê que, na primeira quinzena do mês, os maiores volumes de precipitação ocorrem no Sul e no Norte do Brasil. Estados como Amazonas, Pará e Amapá, além do litoral norte do Nordeste, entre o Maranhão e o Rio Grande do Norte, devem registrar episódios de chuva intensa. Belém (PA) e Manaus (AM) estão entre as cidades com maior volume previsto.

Na costa leste do Nordeste, especialmente em Salvador (BA), as chuvas devem ganhar intensidade, assim como no litoral do Sudeste. A combinação da passagem de frentes frias com a temperatura elevada do Atlântico Sul deve favorecer episódios de chuva forte em áreas como o litoral paulista e fluminense.

O Sul terá vários eventos de chuva forte ao longo do mês. No entanto, os volumes previstos são significativamente menores que os registrados em 2024, quando o Rio Grande do Sul enfrentou episódios de precipitação extrema.

Já na segunda quinzena de abril, espera-se a diminuição mais acentuada das chuvas no Sudeste e no Centro-Oeste. Essa redução é uma característica típica do outono, que tende a se intensificar em maio.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil pode alcançar recorde na produção de soja


De acordo com a análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada nesta quinta-feira (27), os preços da soja no Brasil sofreram uma leve queda durante a semana de 21 a 27 de março. Com o câmbio variando entre R$ 5,70 e R$ 5,75 e prêmios positivos entre US$ 0,75 e US$ 1,15 por bushel nos portos, a pressão baixista observada em Chicago se refletiu nas negociações internas. No Rio Grande do Sul, as principais praças fecharam a semana com o preço do saco de 60 quilos da oleaginosa em R$ 125,00, enquanto a média estadual foi de R$ 127,60. Nas demais praças do país, os preços variaram entre R$ 104,00 e R$ 119,00 por saco.

A consultoria aponta que, apesar da pressão externa, os prêmios estão ajudando a manter os preços internos, principalmente devido à guerra comercial entre os EUA e a China. Esse cenário faz com que a China aumente suas compras de soja do Brasil e da Argentina. Caso os prêmios estivessem em níveis mais baixos, os preços no mercado interno estariam significativamente menores, com a média gaúcha em torno de R$ 112,00 por saco, representando uma queda de R$ 13,00 em relação ao valor atual.

Em relação à colheita da safra 2024, a Ceema informa que 74% da área foi colhida até o final da semana anterior, um avanço em relação ao mesmo período do ano passado. No entanto, a consultoria AgRural revisou sua estimativa para a produção de soja no Brasil, reduzindo-a para 165,9 milhões de toneladas, devido à piora na safra gaúcha. A previsão é que o Estado colha entre 11 e 13,2 milhões de toneladas, uma quebra de 50% a 60% em relação ao previsto. A qualidade do grão colhido também está abaixo do esperado em muitas regiões.

Apesar da redução no Rio Grande do Sul, a produção nacional de soja deve alcançar um recorde. A produção final brasileira em 2024 deve superar o recorde de 2022/23, que foi de 155,7 milhões de toneladas, graças aos bons resultados em outros estados, como o Mato Grosso. A estimativa para o estado é de uma colheita de 49,5 milhões de toneladas, superando até mesmo a produção da Argentina, que deve atingir cerca de 48,6 milhões de toneladas.





Source link

News

natureza não segura mais o aquecimento, mostra estudo


Os recordes de calor registrados no verão de 2024/2025 refletem uma tendência preocupante de aquecimento global acelerado, com impactos diretos na produção agrícola. De acordo com um estudo recente, publicado por Curran e Curran e divulgado pela Climatempo, os processos naturais que ajudavam a absorver o excesso de CO₂ na atmosfera estão se tornando menos eficientes, aumentando o impacto das emissões humanas e agravando o cenário climático.

Verões extremos e impactos na agropecuária

Mesmo com a atuação do fenômeno climático La Niña, que geralmente reduz as temperaturas, o verão passado foi o sexto mais quente no Brasil desde 1961, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). A temperatura média nacional ficou 0,34°C acima da média histórica, com destaque para a região Sul, que enfrentou três ondas consecutivas de calor intenso.

No cenário global, entre março de 2024 e fevereiro de 2025, a temperatura média foi 1,59°C acima da era pré-industrial, ultrapassando com frequência o limite simbólico do Acordo de Paris. O mês de fevereiro de 2025, por exemplo, foi o terceiro mais quente já registrado no planeta, conforme dados do Copernicus/ERA5.

O aquecimento excessivo impacta diretamente a produção agropecuária, aumentando a evapotranspiração, o risco de secas, o estresse térmico em lavouras e rebanhos, além de reduzir a disponibilidade hídrica para a irrigação.

Calor histórico: biosfera não compensa emissões

Os pesquisadores analisaram a Curva de Keeling, que monitora a concentração de CO₂ na atmosfera, e apontaram que a capacidade das florestas do hemisfério norte de sequestrar carbono atingiu seu pico em 2008 e vem diminuindo desde então.

Por décadas, a vegetação global ajudou a compensar parte das emissões, absorvendo CO₂ no verão e liberando apenas uma fração no inverno. Agora, esse ciclo está perdendo eficiência. Segundo o estudo, a retirada natural de carbono da atmosfera vem diminuindo 0,25% ao ano, tornando as emissões humanas ainda mais impactantes no aumento da concentração de CO₂.

emissão de carbono na agropecuária - josé cruz - agência brasilemissão de carbono na agropecuária - josé cruz - agência brasil
Foto: Jose Cruz/Agência Brasil

Caso a vegetação global ainda sequestrasse carbono no ritmo dos anos 1960, o aumento anual de CO₂ na atmosfera seria 24% menor. Isso significa que, mesmo sem crescimento nas emissões, o planeta continuaria aquecendo, pois a natureza já não consegue equilibrar o sistema.

Crise climática e desafios para o agro

O estudo alerta que, para compensar a perda da absorção natural de carbono, as emissões globais precisam ser reduzidas em 0,3% ao ano, apenas para manter o ritmo atual de aquecimento. No entanto, as emissões continuam subindo.

Para o setor agropecuário, esse cenário reforça a necessidade de investimentos em práticas sustentáveis, como sistemas de produção integrados, recuperação de áreas degradadas e ampliação do uso de tecnologias para reduzir as emissões no campo.

Calor extremo: medidas concretas

O meteorologista Pedro Regoto enfatiza a urgência de ações concretas. “Os recordes de temperatura que estamos vivenciando não são meras oscilações naturais, mas parte de uma tendência clara de aquecimento global acelerado. O mais preocupante é que até mesmo os mecanismos naturais que antes ajudavam a equilibrar o clima estão perdendo força. Precisamos agir agora, unindo ciência, tecnologia e políticas eficazes para mitigar esses impactos.”

Com a biodiversidade ameaçada por queimadas, desmatamento, ondas de calor e secas, o futuro do agronegócio dependerá cada vez mais da adaptação climática e de estratégias para garantir produtividade em um cenário de mudanças cada vez mais intensas.



Source link

News

JBS anuncia plano de investimento de US$ 100 milhões em 2 fábricas no Vietnã



A JBS acaba de anunciar o plano de investimento de US$ 100 milhões para a construção de duas fábricas no Vietnã, um movimento para expandir sua presença no Sudeste Asiático e fortalecer sua posição no mercado global. As plantas serão responsáveis pela produção de carne bovina, suína e de aves, e utilizarão, principalmente, matérias-primas importadas do Brasil, destinadas a abastecer o mercado vietnamita e de outros países da região.

O acordo foi formalizado na madrugada deste sábado (29) por meio de um Memorando de Entendimento (MOU) com o governo vietnamita, representado pela Northern Investment Promotion, Information and Support Center (NIPISC), e pelo Sao Do Group, responsável pela gestão Parque Industrial e Não Tarifário Nam Dinh Vu. A iniciativa está alinhada com as metas de desenvolvimento socioeconômico do país, que busca aumentar a produção local e expandir sua participação no comércio internacional de carne.

Para Renato Costa, presidente da Friboi, esse investimento reflete o compromisso da JBS com o crescimento sustentável e estratégico no Sudeste Asiático.

“As novas fábricas no Vietnã não serão apenas uma expansão de capacidade produtiva, mas um investimento com propósito: gerar valor para a economia local, criar empregos qualificados, contribuindo para a segurança alimentar em todo o Sudeste Asiático. Estamos investindo no futuro, com foco em inovação, sustentabilidade e desenvolvimento”, disse.

O plano prevê que a primeira fase do projeto será instalada no Khu công nghiệp Nam Đình Vũ, onde será construído um centro logístico com capacidade para armazenagem, abrangendo atividades de pré-processamento, corte e embalagem.

Já para a segunda fase, localizada no sul do Vietnã, o memorando estima que será realizada dois anos após o início das operações da primeira unidade e contará com infraestrutura semelhante, incluindo novo centro logístico e planta de processamento.

Diversificação global

Com o investimento, a JBS reforça seu interesse em diversificar sua produção, ampliando as operações em regiões estratégicas.

“A parceria entre a JBS, o governo vietnamita e nossos parceiros locais representa um passo estratégico essencial para nossa diversificação geográfica. Esse movimento não só fortalece nossa capacidade de atender ao mercado local, mas também expande nossa presença global, criando uma cadeia produtiva robusta e sustentável que nos posiciona de forma ainda mais competitiva no cenário internacional”, destaca Costa.

Geração de empregos e transferência de tecnologia

Com o plano de abertura das duas fábricas, a Companhia deve gerar cerca de 500 novos postos de trabalho na região, além de promover programas de treinamento técnico e transferência de tecnologia para os trabalhadores vietnamitas, contribuindo para o fortalecimento do setor produtivo do país.



Source link

News

Cremes e sorvetes de pitaia fazem parte do projeto inovador da produtora de Goiás



Neste finalzinho do mês das mulheres, nós, do Porteira Aberta Empreender, vamos compartilhar mais uma história que destaca a força e determinação feminina no agro.

É o caso da Vitória Christian, que, no auge da pandemia da Covid-19, em 2020, encontrou um novo rumo para seu futuro ao investir no cultivo de pitaia, em Rialma, Goiás. Foi nesse contexto que Vitória, funcionária pública federal formada em direito, resolveu se tornar produtora rural.

Mesmo com pouca experiência na agricultura, ela se interessou pela pitaia, uma fruta exótica que começava a aparecer no mercado pelas inúmeras propriedades benéficas à saúde. 

A fruta, com suas características únicas e atributos nutricionais, logo se encaixou na busca da Vitória, que decidiu transformar uma oportunidade de mercado em uma paixão pessoal.

Com um terreno disponível em Rialma, Goiás, próximo à BR-153, a empreendedora sabia que precisava de uma cultura que atendesse a requisitos específicos: durabilidade em prateleira, resistência a doenças, baixo uso de agrotóxicos e uso mínimo de água.

A pitaia, com sua resistência e propriedades únicas, surgiu como a opção perfeita. Após algumas pesquisas e a decisão do cultivo, o próximo passo foi pedir ajuda ao Sebrae para desenvolver sua marca, “Rainha da Pitaya”, e entender o mercado.

Mulheres no agro: desafios e conquistas

Carioca de origem e goiana de coração, Vitória Christian percebeu as diferenças culturais no campo.

“Apesar das dificuldades físicas e da resistência inicial de algumas pessoas, tenho orgulho de ter conquistado respeito e reconhecimento no setor. Não se trata de competir com os homens, mas de encontrar um equilíbrio no trabalho e nas atividades do campo. Hoje, a presença da empresa no mercado não é mais vista com resistência por eu ser mulher. O tempo é o melhor aliado para provar o valor de um trabalho”, destacou a empresária rural.

Com foco no crescimento do mercado de pitaia no Brasil, Vitória planeja expandir seus negócios e investir em subprodutos saudáveis como cremes e sorvetes de pitaia, para garantir a disponibilidade da fruta durante todo o ano. 

Para isso, ela se uniu à Dra. Vanessa Nunes Leal, bióloga e futura engenheira agrônoma, para agregar valor à fruta e explorar suas diversas possibilidades no setor alimentício e cosmético.

“O projeto de expansão e inovação está apenas começando. Estou otimista quanto ao futuro da pitaia e ao impacto que ela pode ter no agronegócio brasileiro”, afirma a empreendedora rural.

Vitória acredita que o segredo para o sucesso no mercado está na oferta e na demanda. Embora o preço da pitaia seja elevado, a busca por produtos saudáveis e nutritivos faz com que essa fruta se destaque no cenário atual. “Não se trata apenas de uma fruta, mas de um verdadeiro superalimento”, afirma a produtora rural.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

O exemplo de Vitória reflete a força da perseverança e da inovação no campo, mostrando que, mesmo diante dos desafios, é possível transformar um sonho em realidade.

Com apoio, estratégia e muito trabalho, ela está abrindo porteiras e conquistando seu espaço no mundo dos negócios.

Porteira Aberta Empreender: conectando o campo e o mundo

Se você quer conhecer mais história como a da produtora de Goiás, Vitória Christian, acompanhe diariamente as novidades no site do Canal Rural/ Empreendedorismo.

Você também pode ter a sua história contada aqui no site, então envie suas dúvidas, sugestões e compartilhe sua história de empreendedorismo no agro pelo WhatsApp.

Além disso, no programa Porteira Aberta Empreender – uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae -, você, micro e pequeno produtor rural, descobre soluções, produtos, serviços e inovações para fortalecer seu empreendimento rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Preço do trigo recua em Chicago; exportações caem nos EUA



Previsões de safra de trigo mostram variações na Rússia e na União Européia




Foto: Canva

O preço do trigo em Chicago apresentou recuo nesta semana. De acordo com os dados da análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), o bushel do cereal foi cotado a US$ 5,32 na quinta-feira (27), uma queda em relação aos US$ 5,57 registrados uma semana antes.

Nos Estados Unidos, as exportações de trigo na semana encerrada em 20 de março somaram 428.700 toneladas, marcando uma redução de 9% em comparação com o volume exportado na semana anterior. O mercado agora aguarda os relatórios de intenção de plantio e estoques trimestrais, que serão divulgados no próximo dia 31 de março.

Enquanto isso, na Rússia, a previsão para a safra de trigo de 2025 foi revista para 82,5 milhões de toneladas, um aumento de 1,5 milhão em relação à estimativa anterior de 81 milhões. A melhora na previsão é atribuída ao bom desempenho das lavouras de trigo de inverno em algumas regiões produtoras. Em um cenário pessimista, a safra poderia totalizar 78,5 milhões de toneladas, enquanto no cenário otimista a expectativa é de 86,5 milhões.

Na União Europeia, as safras de trigo de inverno começaram bem, embora algumas regiões enfrentem a falta de chuvas. As primeiras projeções indicam um rendimento de 6.000 quilos por hectare, o que representa um aumento de 8% em relação a 2024 e 4% em comparação com a média dos últimos cinco anos. O ano passado foi marcado por chuvas torrenciais que danificaram as lavouras e resultaram na menor safra de trigo da França desde a década de 1980. Na União Europeia, o trigo macio é o cereal mais produzido, enquanto a canola lidera entre as culturas oleaginosas.





Source link

News

‘potencial para US$ 20 bi’



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (29) que o Brasil tem o potencial de triplicar seu fluxo na balança comercial com o Vietnã dos atuais US$ 7,7 bilhões ao ano para até US$ 20 bilhões. Segundo um plano de ação assinado por Lula com autoridades vietnamitas, a meta, a princípio, é dobrar o fluxo, chegando a US$ 15 bilhões até 2030.

Em discurso de encerramento do Fórum Econômico Brasil-Vietnã, Lula disse acreditar no aumento do fluxo porque, desde 2008, quando visitou o país asiático pela primeira vez, o intercâmbio comercial entre os dois países cresceu mais de doze vezes.

“Quando estive aqui pela primeira vez, nosso intercâmbio era modesto, de pouco mais de US$ 500 milhões. Naquele momento, estabelecemos a meta ambiciosa de triplicar o comércio bilateral em três anos. Atingimos esse objetivo e continuamos expandindo nossas trocas”, disse Lula em discurso em Hanói, capital do Vietnã.

Lula celebrou a abertura do mercado vietnamita à carne bovina brasileira, acordada nesta sexta-feira (28). O acordo, segundo o presidente brasileiro, “é o primeiro passo dado” na direção de aumentar o fluxo comercial entre os dois países.

Ele afirmou que o Brasil será “a porta de entrada do Vietnã para a América Latina” e prometeu que, na próxima vez que o país assumir o comando do Mercosul, iniciará as negociações para a assinatura de um acordo entre o Vietnã e o bloco econômico da América do Sul. A presidência do Mercosul é rotativa.

Lula também fez uma crítica velada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Sem citar o nome do americano, o presidente brasileiro criticou o efeito do protecionismo no comércio global. “Quando o protecionismo ameaça desorganizar as cadeias globais de valor, somos aliados na luta por um comércio internacional mais justo e baseado em regras multilateralmente acordadas”, disse.

Durante seu discurso, Lula ainda mencionou o ex-presidente Ho Chi Minh, que foi uma figura central do exército vietnamita durante a Guerra do Vietnã contra os Estados Unidos. “O camarada Ho Chi Minh dizia que as raízes das nações são as pessoas. Promover o comércio e os investimentos é a melhor forma de gerar emprego, renda e dignidade para nossas sociedades”, afirmou o brasileiro.



Source link

News

Cessar-fogo no Mar Negro pode trazer impactos significativos para o agro



Na última terça-feira (25), o governo dos Estados Unidos confirmou o acordo de cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia, com foco no Mar Negro. Mas quais os impactos para o mercado e para o agronegócio? Além de intermediar as negociações, a administração de Donald Trump prometeu ajudar os russos a retomarem as exportações de grãos e fertilizantes.

De acordo com Ana Paula Abritta, diretora de relações governamentais da BMJ Consultores Associados, o cessar-fogo traz benefícios para o mercado como um todo, além de abrir oportunidades para as exportações brasileiras que passam pelo mar negro.

“A segurança da navegação no Mar Negro é um tema de grande relevância, pois o acordo assegura que o transporte de grãos e produtos agrícolas seja garantido, beneficiando a exportação brasileira”, afirma.

A especialista avalia também que a diversificação do mercado é outro ganho que o Brasil pode ter com a reabertura dessa rota comercial.

Possíveis efeitos no mercado global

Outro ponto destacado por Abritta é a estabilização dos preços dos grãos no mercado internacional. “A redução dos conflitos e das interrupções nas rotas de transporte pode trazer mais previsibilidade para os produtores brasileiros, garantindo maior competitividade no mercado global”, afirma. 

Além disso, um ambiente mais estável tende a aumentar a confiança dos investidores, impulsionando investimentos em tecnologia e infraestrutura no Brasil. A diretora da BMJ também ressalta a importância estratégica do porto de Mariupol, que sempre foi um ponto relevante na região. 

“Ter esse porto novamente como opção é benéfico para a logística e o escoamento da produção brasileira”, destaca. Na visão de Abritta, a diversificação das rotas comerciais pode ampliar as oportunidades de exportação para mercados como a Europa.

Desenrolar da guerra ainda é incerto

No entanto, a implementação do acordo e o fim por completo do conflito ainda são incertos. Abritta chama a atenção para o trânsito na região leste do Mar Negro, que a Ucrânia considera prioritariamente sua zona de navegação, e pode gerar tensão.

“Se a Rússia tentar usar essa parte da rota, a Ucrânia pode interpretar como uma afronta ao acordo”, conta.

Apesar das incertezas, a possibilidade de novas parcerias comerciais entre Brasil, Ucrânia e Rússia no setor agrícola é um dos pontos positivos do acordo. “A troca de tecnologias e conhecimentos pode ser mutuamente benéfica e contribuir para o fortalecimento do setor”, diz a diretora. 



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Onda de recuperações judiciais no agro acende alerta


A recuperação judicial tem se tornado uma alternativa cada vez mais comum no agronegócio brasileiro. No entanto, especialistas alertam para o uso indevido desse mecanismo, que deveria garantir a continuidade de empresas viáveis, mas vem sendo empregado como estratégia para postergar falências e esvaziar patrimônios.

Segundo o advogado Bruno Finotti, a recente escalada de pedidos de recuperação judicial no setor agropecuário está diretamente ligada à volatilidade do mercado. “Nos últimos anos, houve um aumento expressivo nos preços dos grãos, inflacionando custos de arrendamento e insumos. Com a estabilização dos preços, muitas empresas, que se endividaram durante a alta, foram surpreendidas e buscaram a recuperação judicial como uma forma de ganhar tempo”, explica.

O problema, segundo Finotti, é que muitas dessas empresas já estão em situação irreversível. “A recuperação judicial deveria ser usada para reestruturar negócios viáveis, mas vemos casos em que o pedido serve apenas para suspender cobranças e permitir que gestores reorganizem interesses, esvaziem ativos e se preparem para uma falência inevitável”, alerta o advogado.

Essa prática prejudica credores, reduz a confiança no mercado e pode levar o judiciário a adotar um controle mais rigoroso sobre os pedidos de recuperação. “A tendência é que os tribunais passem a exigir planos mais sólidos, coibindo abusos e garantindo que a recuperação judicial cumpra seu papel original”, destaca Finotti.

Outro ponto polêmico envolve o mecanismo de “cram down”, que permite ao juiz aprovar um plano de recuperação mesmo sem a concordância dos credores. “Muitas vezes, essa ferramenta é usada para viabilizar planos insustentáveis, o que apenas adia o problema”, explica o advogado.

Para evitar distorções no uso da recuperação judicial, especialistas defendem critérios mais rígidos para a concessão do benefício. “É essencial garantir que produtores rurais com potencial de reestruturação tenham acesso ao mecanismo, evitando que ele se torne apenas um paliativo para empresas sem viabilidade financeira”, conclui Finotti.





Source link