segunda-feira, maio 25, 2026

Agro

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Votação do Prêmio Personagem Soja Brasil vai até 7 de abril; faça sua parte!



A contagem regressiva para o encerramento da votação do Prêmio Personagem Soja Brasil já começou! Faltam apenas poucos dias para o término da computação dos votos, que se encerra no dia 7 de abril. Vote aqui!

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A premiação tem como objetivo reconhecer os profissionais que impulsionam o crescimento e o protagonismo da soja brasileira, uma das principais culturas do país, no cenário global.

O processo de votação é simples e rápido. Para participar, basta acessar o link disponível, preencher seus dados e votar nos produtores e pesquisadores que, com seu trabalho, têm contribuído para o desenvolvimento e a sustentabilidade da soja no Brasil. Não perca a chance de prestigiar quem faz a diferença no setor!

Conheça os personagens do Prêmio Soja Brasil:

Alberto Schlatter é produtor rural em Chapadão do Sul, no Mato Grosso do Sul. Natural de uma família suíça que se estabeleceu no Brasil em 1921, Alberto combina tradição e inovação na sua prática agrícola, destacando-se no cultivo de soja. Sua história reflete a evolução da agricultura no país, mantendo sempre o compromisso com o crescimento sustentável.

Anderson Cavenaghi é pesquisador da Universidade de Várzea Grande (UNIVAG) em Mato Grosso. Com doutorado em proteção de plantas, Anderson é especialista no controle de plantas daninhas e herbicidas, áreas essenciais para garantir a produtividade e sustentabilidade das lavouras no Cerrado brasileiro.

Cecilia Czepak, professora da Escola de Agronomia da Universidade Federal de Goiás (UFG), traz 26 anos de experiência em ensino e pesquisa. Focada no manejo integrado de pragas, Cecilia é uma das líderes acadêmicas que contribui para o aprimoramento das práticas agrícolas no Brasil, especialmente em relação ao controle de pragas na soja.

Claudia D’Agostini, produtora rural em Sabáudia, Paraná, assumiu a fazenda da família junto com sua irmã. Continuando o legado de seu pai, Claudia tem se destacado como uma importante produtora no estado, sempre buscando inovações que promovam a sustentabilidade e a produtividade na soja.

Julio Cezar Franchini, pesquisador da Embrapa Soja no Paraná, atua em pesquisas voltadas para o manejo de solos. Seu trabalho contribui diretamente para o aumento da produtividade, qualidade e sustentabilidade da soja, áreas para o sucesso do setor agrícola no Brasil.

Oliverio Alves de Melo é produtor rural em Balsas, Maranhão, e tem uma formação técnica em agropecuária e administração de empresas. Desde 1995, Oliverio tem se dedicado ao desenvolvimento agrícola da região, integrando programas de cooperação como o Programa de Cooperação Nipo-Brasileira para o Desenvolvimento do Cerrado.

Esses são apenas alguns dos nomes que representam o trabalho árduo e inovador dos produtores e pesquisadores do setor de soja. Se você ainda não votou, não deixe de participar e dar seu apoio a esses profissionais que são verdadeiros protagonistas da soja brasileira.

Lembre-se: a votação vai até o dia 7 de abril. Acesse o link, escolha seu personagem favorito e ajude a reconhecer quem mais contribui para o crescimento da soja no Brasil!



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Chuvas aumentam risco de perdas na safra de soja em MT



O colheita da safra de soja no estado de Mato Grosso tem sido marcado por preocupação no campo. O excesso de chuvas tem afetado as lavouras, o que impede o avanço das máquinas no solo encharcado e atrasando o escoamento da produção. Com isso, muitos agricultores optam por esperar a confirmação da colheita antes de fechar novos contratos de venda. Você pode acessar à matéria completa no episódio 32 do programa Soja Brasil.

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Em diversas regiões do estado, a apreensão é crescente. O produtor Célio Riffel, de Sinop, ainda tem 40% da safra para comercializar e destaca a instabilidade dos preços como um fator de incerteza. Ele observa que a demanda parece enfraquecida e que, dependendo das notícias, os preços variam, dificultando a definição de uma média este ano. Para aqueles que colherem abaixo de 70 sacas por hectare, pode haver dificuldades para honrar compromissos, considerando os custos operacionais e arrendamentos.

Situação semelhante ocorre em Nova Mutum, onde produtores estão frustrados com a desvalorização do grão e a retração do mercado comprador. O preço não apresenta melhora, e o mercado parece aguardar o desfecho da safra. A expectativa é que seja possível girar o capital para a próxima temporada.

Em Sorriso, maior município produtor de soja do Brasil, a comercialização da safra está em um dos patamares mais baixos dos últimos cinco anos. Segundo o Sindicato Rural local, a redução dos preços e o temor de quebras de safra levaram os produtores a adotarem uma postura mais cautelosa. Para evitar penalidades por descumprimento de contratos, tornou-se natural que os agricultores retenham um pouco mais as vendas.

O custo operacional efetivo em Sorriso varia entre 55 e 57 sacas de soja por hectare, agravado por juros elevados que obrigaram muitos produtores a captarem recursos no ano anterior. A rentabilidade da safra é essencial para equilibrar as finanças e viabilizar novos investimentos na próxima temporada. O setor aponta que uma segunda safra rentável, seja de milho ou algodão, será fundamental para a manutenção dos investimentos na região.

Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), até março, 54,9% da safra 2024/2025 já havia sido comercializada, um crescimento de seis pontos percentuais em relação ao mês anterior. No entanto, o volume ainda está abaixo da média dos últimos cinco anos, quando 62,36% da produção já tinha sido negociada nesse período.



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Concurso Embrapa: atenção à divulgação do resultado!



As provas objetivas e discursivas do Concurso Embrapa foram realizadas no domingo, 23 de março, em 288 locais distribuídos por 50 cidades de todo o Brasil. Com a aplicação das provas concluída sem intercorrências, o próximo passo é a divulgação do resultado, prevista para o dia 22 de abril de 2025. A publicação trará o resultado definitivo das provas objetivas, o resultado provisório da prova discursiva, e a convocação para a prova prática, caso o cargo exija essa etapa.

Para os candidatos que aguardam os resultados, a Embrapa informa que, além do resultado final das provas objetivas, com as pontuações definitivas, será divulgado o resultado provisório da prova discursiva, que poderá ser contestado por meio de recurso, caso necessário.

A convocação para a prova prática também será publicada para os cargos que exigem essa fase adicional. Este é um momento definitivo para os participantes, pois será a oportunidade de conferir o desempenho nas etapas anteriores e se preparar para os próximos passos, conforme o cargo pretendido.

É orientado que todos os candidatos acompanhem atentamente o portal do Cebraspe, responsável pela organização do concurso, para atualizações sobre os resultados e possíveis convocações. A consulta aos resultados poderá ser feita diretamente no portal, onde também estarão disponíveis as informações sobre os recursos.

Por fim, reforça-se a importância de os candidatos se manterem atualizados em relação ao edital e aos cronogramas, pois ajustes e alterações podem ocorrer. Para dúvidas ou mais informações, os candidatos podem entrar em contato com o Cebraspe através do e-mail [email protected] ou pelos telefones 61 3448-0100 e 0800 722 1125.



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como evitar perdas e garantir rentabilidade na pecuária



O manejo eficiente das pastagens é uma das principais estratégias para garantir o bom desempenho do rebanho na pecuária de corte. A prática impacta diretamente o ganho de peso dos animais, a qualidade da forragem e a conservação do solo, fatores essenciais para a rentabilidade da atividade. O tema foi abordado pelo técnico agrícola e gerente de negócios da Casa da Lavoura Acre, Marcos Vinícius Schmitz, no quadro Raio X da Pecuária, do telejornal Mercado & Cia.

Segundo Schmitz, o manejo de pastagens é um conjunto de ações que busca manter a produção de capim por área, conservar o solo e garantir alimentação nutritiva e regular para os animais. “O objetivo é obter do rebanho a maior quantidade de carne e leite possível por hectare, sem comprometer o desenvolvimento da forrageira”, conta.

Entre os principais fatores que influenciam o manejo, ele destaca a escolha da espécie forrageira, a adubação do solo, o controle de plantas daninhas e a lotação animal por área.

“A escolha da espécie [de forrageira] deve considerar a adaptação ao clima, a resistência a pragas e a palatabilidade para o rebanho. A correção do solo com calcário e a adubação repõem nutrientes essenciais, garantindo o equilíbrio necessário para o crescimento das plantas”, afirma.

No caso da lotação e pressão de pastejo, o técnico ressalta a importância de ajustes conforme o peso dos animais e o tamanho da área. “Superpastejo pode degradar a vegetação, enquanto o subpastejo leva à perda de forragem”, alerta.

Estratégias por fase de produção

Schmitz também pontua que o tipo de manejo varia conforme a fase da produção pecuária: cria, recria ou engorda.

Nas fazendas de cria, os pastos são maiores e os lotes permanecem de uma a duas semanas em cada área, com alternância entre três ou quatro piquetes. Já na fase de recria, o manejo é mais intensivo, com pastos rotacionados e suplementação proteica e energética.

“Algumas propriedades utilizam a recria intensiva a pasto (RIP), com suplementação de 1% a 2% do peso vivo por dia, o que acelera o ganho de peso”, diz.

Na fase de engorda, o manejo pode ser feito com pastagem rotacionada ou convencional, com suplementação adequada para otimizar o desempenho dos animais.

Tecnologias no campo

O uso de tecnologias digitais e de monitoramento também tem contribuído para tornar o manejo mais eficiente e sustentável. Entre as soluções adotadas estão monitoramento via satélite, drones, balanças eletrônicas, softwares de gestão e pulverização automatizada.

Além disso, Schmitz destaca a importância dos sistemas de integração lavoura-pecuária (ILP) e lavoura-pecuária-floresta (ILPF). Esses modelos promovem rotação de culturas, diversificação da produção e melhoria da qualidade do pasto. “Essas estratégias contribuem para o bem-estar animal e para a sustentabilidade das fazendas”, afirma.

Apesar dos avanços tecnológicos, o gerente reforça a importância do treinamento contínuo das equipes no campo. “As tecnologias não substituem a capacitação da mão de obra. É preciso investir em conhecimento para aplicar as ferramentas corretamente e obter os melhores resultados”, finaliza.



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Nova frente fria e temporais de até 200 mm estão na previsão do tempo da semana; confira



O último dia de março e a primeira semana de abril serão marcada por instabilidades e variações significativas no clima em várias regiões do Brasil, segundo previsão da Climatempo e análise do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller. Uma nova frente fria avança sobre o Sul, elevando o risco de temporais, enquanto o Sudeste e o Centro-Oeste devem receber volumes expressivos de chuva em áreas específicas.

Já a maior parte do Nordeste enfrentará mais uma semana de tempo quente e seco. No Norte, a influência da Zona de Convergência Intertropical mantém o tempo instável, com acumulados que podem chegar a 200 mm em pontos localizados.

Sul

Uma nova frente fria deve avançar sobre a costa do Rio Grande do Sul nesta segunda-feira (31), favorecendo a ocorrência de pancadas de chuva com moderada a forte intensidade, seguida por raios e rajadas de vento.

Não estão descartados eventuais temporais localizados com granizo, sobretudo nas regiões da Fronteira Oeste, Missões, Noroeste, Campanha Gaúcha, sul e leste do estado.

Em Santa Catarina e no Paraná, o fluxo de calor e umidade direcionado sobre a região deve seguir atuando como precursor da formação de instabilidades.

O dia amanhece com a presença de céu aberto e as pancadas de chuva ganham força e se espalham a partir da tarde. Há isco para chuva forte localizada, acompanhada por raios e rajadas de vento, principalmente no oeste catarinense e sul, sudoeste e oeste paranaense.

De acordo com o meteorologista Arthur Müller, a chuvas serão bem distribuídas nos três estados durante a semana, com volume variando entre 40 e 60 mm.

Mas ele alerta para o risco de temporais, principalmente até terça-feira (1º), durante o avanço da frente fria. Todos os estados devem ficar em atenção para a possibilidade de queda de granizo e de rajadas de vento intensas, acima de 70 km/h.

Sudeste

No começo da semana, as instabilidades também devem permanecer associadas ao fluxo de umidade direcionado em baixos níveis da atmosfera, com o avanço da frente fria. Isso vai favorecer a ocorrência de pancadas de chuva em São Paulo e Minas Gerais.

No Espírito Santo, pode haver pancadas isoladas na tarde de segunda, condição ainda bastante associada à entrada de ventos úmidos marítimos.

De acordo com Müller, a semana deve ser marcada por alto volume de chuva no litoral de São Paulo, no Rio de Janeiro e no sul do Espírito Santo. Nessas áreas, o volume pode alcançar 100 mm nos próximos dias, o que pode ocasionar alagamentos e transtornos na área urbana.

No restante dos territórios paulista e capixaba, assim como no centro-sul mineiro, a chuva deve variar entre 30 e 40 mm, ajudando a manter a boa umidade nas áreas produtoras, sem prejudicar os trabalhos em campo.

A região central de Minas Gerais deve manter atenção pois novamente enfrentará um período quente e seco. A temperatura máxima deve voltar ao patamar de 33 ºC a 35 ºC, com umidade relativa do ar abaixo de 30% no decorrer dos próximos dias.

Centro-Oeste

As pancadas de chuva ainda serão registradas em todos os estados da região na segunda-feira. O destaque fica para volumes mais expressivos em Mato Grosso do Sul, em função do avanço da frente fria. Também há previsão de chuva forte no sul de Goiás.

O começo de abril trará diminuição da umidade em boa parte das áreas produtoras, o
que irá contribuir para o produtor finalizar a colheita da soja e a implementação do
milho segunda safra na região, observa o meteorologista do Canal Rural.

Acumulados de 50 mm em cinco dias estão previstos para Mato Grosso do Sul (nas áreas de fronteira com o Paraguai e a Bolívia) e no oeste e norte de Mato Grosso. Nas demais áreas desses estados e no sudoeste de Goiás, a chuva da semana irá girar em torno de 20 mm, o que ainda mantém a boa umidade do ar.

Para o restante do território goiano, a tendência é de uma semana quente e seca, com a temperatura máxima voltando ao patamar de até 35º C e umidade relativa abaixo de 30%.

Nordeste

A entrada de ventos marítimos continua estimulando a ocorrência de chuva isolada na costa leste no início da semana. Há condições para chuva forte em Aracaju (SE) e Maceió (AL).

As instabilidades também devem avançar sobre áreas do sertão ao longo do dia.

No geral, Arthur Müller prevê uma semana mais quente e seca em boa parte das áreas produtoras. Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e centro-sul do Ceará e do Piauí devem registrar em torno de 10 mm de chuva no período, o que agrava a situação das lavouras que se encontram sob déficit hídrico.

No norte do Piauí e do Ceará, bem como em todo o Maranhão, a chuva da semana se mantém na casa de 50 mm.

As projeções meteorológicas indicam que, na virada da primeira para a segunda quinzena de abril, um último pulso de chuva deve abranger todo o Nordeste. Serão pelo menos 40 mm, aliviando a situação de déficit hídrico. Porém, após o retorno dessa umidade, a expectativa é de a chuva já cortar nas áreas onde a falta de água predomina.

Norte

Na costa norte da região, a aproximação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) nesta segunda-feira deve favorecer a ocorrência de chuva entre o Maranhão e o Ceará.

Praticamente todos os estados do Norte devem permanecer sob condição de tempo instável, com temporais no Amazonas, Roraima, Rondônia e Amapá.

A semana terá muita umidade em praticamente todas as áreas. Chuvas de
150 mm a 200 mm são esperadas no Amapá e no noroeste do Pará, especialmente na região de Santarém (PA).

Nas demais áreas paraenses, com exceção do sudeste do estado, e também no Acre e no Amazonas, os acumulados de chuva permanecem na casa de 100 mn nos próximos dias, prejudicando as estradas e afetando a logística na região.

O sudeste do Pará e o centro-norte do Tocantins devem registrar um volume de chuva na casa de 50 mm durante a semana, contribuindo com as lavouras e pastagens.

O tempo fica mais quente e seco no centro-sul do Tocantins, onde a temperatura máxima pode alcançar até 34 ºC, com chuvas passageiras que devem somar de 10 a 15 mm nos próximos dias.



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Estudo da Embrapa revela 60 novas espécies de insetos que podem proteger cultivos e biomas



Uma pesquisa liderada pela Embrapa, em parceria com cientistas internacionais, revelou a existência de 60 novas espécies de psilídeos em diferentes biomas brasileiros, como Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica. Os resultados foram publicados na revista científica Zootaxa e reforçam a importância da conservação da biodiversidade em regiões sob crescente pressão ambiental.

Os psilídeos, também conhecidos como “piolhos-de-planta saltadores”, desempenham funções ecológicas relevantes, como interação com plantas hospedeiras e, em alguns casos, controle biológico de espécies vegetais invasoras. Outras espécies são potenciais indicadoras de qualidade ambiental ou podem ser classificadas como ameaçadas de extinção.

A pesquisa foi desenvolvida ao longo de mais de uma década e utilizou amostras coletadas em cerca de 50 unidades de conservação brasileiras. As expedições ocorreram entre 2011 e 2021 em 15 estados, com uso de sequenciamento genético e análise morfológica detalhada dos insetos. A equipe descreveu uma nova espécie do gênero Klyveria e outras 59 do gênero Melanastera, ampliando a diversidade conhecida do grupo no continente sul-americano.

“Cada nova espécie descoberta é uma peça fundamental para entendermos os ecossistemas e protegermos nosso patrimônio natural”, afirma Dalva Queiroz, pesquisadora da Embrapa Florestas e coordenadora do projeto.

Segundo ela, a perda acelerada de vegetação nativa aumenta o risco de extinção de espécies ainda não catalogadas. “Ambientes em risco podem abrigar um número ainda maior de espécies desconhecidas. Mapear e descrever essa diversidade é fundamental para que possamos entendê-la e conservá-la”, afirma.

Além da contribuição científica, a pesquisa resultou na criação de três novas coleções científicas de psilídeos no Brasil. Os acervos estão localizados no Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP), na Embrapa Amazônia Ocidental (AM) e no Museu de Zoologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Essas coleções servirão como base para futuros estudos e ações de preservação.

Os psilídeos também têm importância agrícola, sendo alguns deles considerados pragas por atuarem como vetores de doenças em plantas cultivadas. Ao mesmo tempo, determinadas espécies podem ser utilizadas no combate a plantas exóticas. Um dos exemplos citados é a Melanastera smithi, testada no controle biológico de Miconia calvescens, planta invasora no Havaí.

“O conhecimento sobre esses insetos é essencial para o manejo agrícola e a proteção de cultivos”, pontua Queiroz. “Eles interagem com inúmeras plantas e podem, em alguns casos, atuar como pragas agrícolas ou vetores de patógenos.”

A estimativa dos pesquisadores é que o número de espécies brasileiras de psilídeos supere mil, o que indica um potencial inexplorado para novos estudos. “Ao descrever 60 novas espécies de psilídeos, este estudo mostra apenas a ponta do iceberg”, avalia Daniel Burckhardt, um dos autores da publicação. “A conservação dessas áreas é crucial, pois muitas espécies podem desaparecer antes mesmo de serem conhecidas pela ciência”, alerta.

O estudo integra um projeto iniciado em 2012, fruto de parceria entre a Embrapa e o Museu de História Natural de Basel, na Suíça, e foi assinado pelos pesquisadores Liliya Š. Serbina, Igor Malenovský, Dalva L. Queiroz e Daniel Burckhardt.

Com base nas descobertas, os cientistas reforçam a importância de investimentos contínuos em pesquisa e conservação da fauna, especialmente em um cenário de crescente degradação ambiental em diversos biomas brasileiros.



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CNA lança programa para o desenvolvimento de novas lideranças



Em um evento realizado na última semana, durante o 1º Fórum de Novas Lideranças do Agro, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou o Programa Porta-Vozes do Agro. A cerimônia de lançamento aconteceu na sede da CNA, em Brasília, e teve como foco o desenvolvimento de novas lideranças capazes de representar o setor agropecuário em diversos espaços de comunicação.

O presidente da CNA, João Martins, destacou a relevância da iniciativa, que visa preparar novas lideranças para se comunicarem de forma eficaz sobre o setor agropecuário em todo o Brasil. Ele enfatizou a necessidade de uma abordagem proativa para garantir que o setor tenha representantes preparados para os desafios do futuro.

Daniel Carrara, diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), abordou o papel fundamental da comunicação na formação de líderes no setor agropecuário. Ele ressaltou a importância de pensar no futuro do agronegócio, preparando-se para os próximos desafios.

O diretor Técnico da CNA, Bruno Lucchi, apresentou detalhes do funcionamento do programa Porta-Vozes do Agro, que visa capacitar porta-vozes qualificados para atuar em diferentes fóruns e contextos relacionados ao setor agropecuário.

Após o lançamento, os participantes do evento assistiram a uma palestra do jornalista Willian Waack, que discutiu o papel da comunicação nas novas lideranças. Waack forneceu uma visão ampla do cenário atual, abordando os desafios internacionais e internos que afetam a imagem do setor agropecuário, especialmente no contexto das transformações políticas e sociais.

Além disso, o jornalista falou sobre a importância de estratégias de comunicação eficazes, com foco em eventos de relevância internacional, como a COP 30, que será realizada em Belém, no Pará, em novembro deste ano. Waack também analisou as questões que influenciam a percepção do setor agropecuário, destacando os desafios de comunicação no Brasil e no mundo.

Durante o evento, especialistas em comunicação discutiram estratégias e ferramentas para alcançar resultados positivos no setor. O 1º Fórum de Novas Lideranças do Agro reuniu membros da Comissão Nacional de Novas Lideranças do Agro, egressos do Programa CNA Jovem, presidentes e representantes de federações estaduais, lideranças sindicais, parlamentares e representantes do setor produtivo.

Os dois dias de fórum foram marcados por intensas discussões sobre temas institucionais, cenários políticos e estratégias de comunicação. A presidente da Comissão Nacional de Novas Lideranças do Agro, Fernanda Scherer Gehling, expressou entusiasmo ao concluir o evento, destacando a importância de aplicar o aprendizado do fórum em seus estados, como futuros porta-vozes do agro.



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Técnica que usa laser e IA no manejo de árvores reduz risco de queda em áreas urbanas



Um novo software de manejo arbóreo, desenvolvido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), pode transformar a forma como as árvores são podadas em áreas urbanas. A tecnologia, que combina escaneamento a laser e inteligência artificial, busca reduzir o risco de quedas, um problema crescente com o aumento de eventos climáticos extremos.

Em grandes cidades como São Paulo, onde tempestades frequentes resultam na queda de milhares de árvores por ano, a inovação pode evitar prejuízos econômicos e até salvar vidas. No dia 12 de março, por exemplo, 330 árvores caíram na capital paulista em apenas um dia, causando transtornos e acidentes fatais.

Como funciona o software de poda?

A tecnologia funciona em três etapas principais:

  • Escaneamento – Um equipamento a laser captura imagens tridimensionais da árvore.
  • Modelagem computacional – Os dados são processados por um algoritmo, que analisa a estrutura e a resistência da árvore.
  • Definição da poda ideal – O software identifica os cortes necessários para manter o equilíbrio e a saúde da árvore, evitando fraquezas estruturais.

“Se a poda for feita de forma errada, pode enfraquecer a árvore e aumentar os riscos de queda. O software nos permite prever deformações e orientar cortes mais precisos”, explica Emílio Carlos Nelli Silva, professor da USP e um dos responsáveis pelo projeto.

Entre os principais fatores em áreas urbanas que influenciam a queda estão a altura dos prédios no entorno, a idade do bairro, a largura da calçada e a altura da árvore. Com a verticalização, elas enfrentam condições desfavoráveis nos chamados “cânions urbanos”, ou seja, fileiras contínuas de edifícios altos que alteram a velocidade do vento local, a dispersão da poluição e os padrões de iluminação e microclima, contribuindo com a queda precoce.

Impacto da inovação no manejo arbóreo

A pesquisa inicial já demonstrou resultados promissores: com a poda correta, é possível reduzir drasticamente os pontos de fraqueza da árvore, enquanto cortes feitos sem critério aumentam as chances de queda.

“O ser humano não consegue fazer uma poda tão precisa quanto um algoritmo. Nossa ferramenta pode revolucionar o manejo urbano e minimizar danos durante temporais”, destaca Marcos Buckeridge, professor do Instituto de Biociências da USP.

O próximo passo da pesquisa será integrar o software com previsões meteorológicas, permitindo que especialistas avaliem o impacto da velocidade e direção dos ventos na estabilidade das árvores.

Prefeituras de várias cidades, incluindo São Paulo, já demonstraram interesse em utilizar a tecnologia para melhorar o planejamento e a segurança do manejo arbóreo.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Secretaria da Agricultura e Pecuária e Epagri avaliam estragos causados por…


As equipes da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR) e da Epagri estão em campo para identificar os danos causados pelo forte temporal que atingiu  cidades do Norte do estado na quinta-feira, 13. No levantamento prévio estão Corupá, Schroeder, Guaramirim, Luiz Alves, São Bento do Sul, Massaranduba e Rodeio. O vento intenso provocou destruição em plantações de banana, especialmente em Corupá, conhecida como a capital catarinense da fruta, além de danificar lavouras e estruturas produtivas nas regiões vizinhas.

“Estamos mobilizados para apoiar os agricultores atingidos por esse temporal. Nossa prioridade é garantir que possam retomar suas atividades rapidamente e minimizar os prejuízos. O compromisso do governo é estar ao lado dos produtores nesses momentos difíceis. Vamos garantir todo o suporte necessário para que possam se recuperar e seguir contribuindo com a produção agrícola de Santa Catarina”, destaca o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Valdir Colatto.

Os agricultores atingidos podem acessar o Programa Reconstrói SC, que oferece suporte financeiro para a recuperação de estruturas, máquinas ou equipamentos danificados por eventos climáticos extremos. Atende às propriedades que se enquadram no Pronaf, o limite é de até R$ 12 mil por família, com prazo de pagamento de até 5 anos, com 50% de desconto para pagamento das parcelas em dia, sem juros.

O Pronampe Agro SC Emergencial apoia a recuperação de sistemas produtivos, incluindo benfeitorias, embarcações, máquinas e equipamentos danificados. O programa oferece a subvenção dos juros de 3% ao ano, de operação de crédito contratada pelos agricultores, com prazo de até oito anos. Atende os produtores que se enquadram no Pronaf e Pronamp com enquadramento de até R$ 100 mil por família.

Próximos passos

A equipe técnica segue em campo realizando o levantamento detalhado dos prejuízos. O relatório será fundamental para definir a extensão das ações de apoio. Os agricultores que precisarem de auxílio poderão procurar os escritórios locais da Epagri, que fará o encaminhamento das solicitações.

Temporais e alagamentos no norte do Estado

Os meteorologistas da Epagri/Ciram, Gilsânia Cruz e Marcelo Martins informam que na tarde de quinta-feira, 13, o calor intenso e a chegada de uma frente fria à Santa Catarina favoreceram a formação de nuvens de tempestade, com grande desenvolvimento vertical e topo frio sobre o norte de SC, em tons de vermelho, associadas a chuva forte com totais elevados em curto intervalo de tempo, intensa atividade elétrica (raios) e ventania.

Foram registrados alagamentos em Blumenau e Joinville, e um rastro de destruição na região de Corupá e Guaramirim. Os pontuais de chuva variam de 20 a 60 mm no norte do estado, mas a chuva intensa ocorreu num intervalo de tempo pequeno. Em Joinville, em apenas 1h,o total de chuva foi 41,4 mm. As rajadas de vento registradas nas estações da Epagri/Ciram variaram de 40 a 50 km/h, mas pelos estragos em algumas áreas devem ter superado este valor.





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veja quando chega o frio em abril


O mês de abril deve marcar o início efetivo do outono no Brasil, com a chegada das primeiras massas de ar frio de origem polar e uma mudança gradual no padrão de chuvas, segundo previsão da Climatempo.

A tendência é de que o mês seja de transição, com períodos mais curtos de temperaturas amenas no Centro-Sul do país e redução progressiva das precipitações em várias regiões.

De acordo com os meteorologistas, duas massas de ar polar devem se destacar em abril: uma no fim da primeira quinzena e outra no fim do mês.

A primeira queda de temperatura, entre os dias 5 e 8 de abril, trará um resfriamento leve de algumas áreas. Essa variação será sentida em porções da região Sul e Sudeste, assim como na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai.

Um pouco antes do fim da primeira quinzena do mês, aí sim deve ocorrer um resfriamento mais acentuado, já com possibilidade de geada nas áreas mais elevadas do Sul

Além dessa região, a massa de ar frio deve ocasionar queda de temperatura de moderada a forte intensidade em partes de São Paulo e de Minas Gerais, no Rio de Janeiro, no Espírito Santo, em Mato Grosso do Sul e no oeste e sul de Mato Grosso.

Já no fim do mês, há previsão da passagem de uma massa de ar frio de origem polar mais forte, ampliando o raio de abrangência. O resfriamento deve ser acentuado especialmente na região Sul, mas também espera-se uma queda forte de temperatura em muitas áreas do Sudeste e do Centro-Oeste.

Apesar dessas incursões de ar frio, abril ainda deve ser caracterizado por dias quentes, com temperaturas acima da média em grande parte do país. Apenas o Rio Grande do Sul e Santa Catarina devem terminar o mês com temperaturas ligeiramente abaixo da média histórica.

Chuvas em abril

Em relação às chuvas, abril costuma marcar a redução dos volumes em boa parte do território nacional, o que também é previsto para este ano. A exceção deve ocorrer em partes da região Sul, onde há expectativa de acumulados acima da média, e no extremo norte do país, sob influência da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), que seguirá ativa.

A Climatempo prevê que, na primeira quinzena do mês, os maiores volumes de precipitação ocorrem no Sul e no Norte do Brasil. Estados como Amazonas, Pará e Amapá, além do litoral norte do Nordeste, entre o Maranhão e o Rio Grande do Norte, devem registrar episódios de chuva intensa. Belém (PA) e Manaus (AM) estão entre as cidades com maior volume previsto.

Na costa leste do Nordeste, especialmente em Salvador (BA), as chuvas devem ganhar intensidade, assim como no litoral do Sudeste. A combinação da passagem de frentes frias com a temperatura elevada do Atlântico Sul deve favorecer episódios de chuva forte em áreas como o litoral paulista e fluminense.

O Sul terá vários eventos de chuva forte ao longo do mês. No entanto, os volumes previstos são significativamente menores que os registrados em 2024, quando o Rio Grande do Sul enfrentou episódios de precipitação extrema.

Já na segunda quinzena de abril, espera-se a diminuição mais acentuada das chuvas no Sudeste e no Centro-Oeste. Essa redução é uma característica típica do outono, que tende a se intensificar em maio.



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