segunda-feira, maio 25, 2026

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Safra de soja deve alcançar recordes de produção


As projeções para a safra 2024/25 de soja continuam otimistas, apesar do atraso inicial na colheita. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam um aumento de 13,3% na produção em comparação à safra anterior. Até a segunda quinzena de março, a colheita já havia atingido 76,4% da área total cultivada, um avanço de 10,1 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2024. O clima favorável em estados como Mato Grosso e Goiás contribuiu para a aceleração dos trabalhos no campo, garantindo um ritmo mais ágil do que o esperado.

Segundo boletim divulgado pelo Sistema TEMPOCAMPO, em Mato Grosso, a colheita já ultrapassou 99% da área plantada, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA). O bom desempenho foi impulsionado pelas condições climáticas adequadas durante a maior parte do ciclo da cultura. Apesar disso, algumas regiões registraram grãos avariados devido ao excesso de chuvas no final da safra, o que pode impactar a qualidade final da produção.

No Mato Grosso do Sul, a colheita atingiu 85% da área cultivada, mas apresenta um atraso de cinco pontos percentuais em relação ao ciclo anterior. Esse atraso se deve à estiagem prolongada no início do plantio, que encurtou o ciclo da safra passada. A expectativa, no entanto, é de um crescimento de 6,8% na produção, impulsionado pela regularização das chuvas entre fevereiro e março.

Em Goiás, a colheita chegou a 90% da área total, beneficiada pela redução das chuvas. Apesar do avanço nas operações, algumas lavouras sofreram perdas de produtividade devido ao veranico registrado em fevereiro, que comprometeu o enchimento de grãos. Já no Paraná, 81% da colheita foi concluída, com destaque para as lavouras do sul do estado, que se beneficiaram das chuvas de março.

O cenário se mostra mais desafiador no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. No território gaúcho, apenas 19% da área foi colhida, devido à irregularidade das chuvas e ao déficit hídrico. Já em Santa Catarina, onde a colheita alcançou 45% da área, a estiagem impactou as lavouras da região Oeste, reduzindo o potencial produtivo. A tendência para os próximos meses é de ajustes nas estimativas de produção desses estados.





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Calor e falta de chuva vão incomodar em abril; veja previsão do Inmet



As regiões Centro-Oeste, Sudeste, Sul e uma pequena parte do Nordeste terão um mês de abril com temperaturas acima da média, indica previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Nessas regiões, as chuvas também serão mais escassas para o período, mantendo a tendência do que ocorreu durante o verão, encerrado no último dia 20 de março.

Segundo o balanço da estação, apesar da influência do fenômeno La Niña, esse foi o sexto verão mais quente do país desde 1961. As chuvas ultrapassaram a média histórica na faixa norte do país, mas nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e em parte da região Sul, as precipitações foram predominantemente abaixo da média.

“Os volumes apresentados não foram suficientes para recuperar o estoque hídrico do solo, maltratado pelas últimas secas e incêndios florestais que têm atingindo com mais frequência os biomas Amazônia, Cerrado e o Pantanal nos últimos dois anos”, destaca nota divulgada pelo Inmet.

Temperaturas em abril

As previsões para abril indicam também que o Centro-Sul e áreas pontuais no Nordeste devem atravessar o mês com temperaturas acima de 24 °C. Já outras áreas no Nordeste e toda a região Norte deverão registrar temperaturas dentro da média histórica para o período, com termômetros marcando entre 26 ºC e 28 ºC.

Para o Inmet, nas regiões Centro-Oeste e Sudeste haverá chuvas mal distribuídas, com tendência de volumes mais concentradas no leste do Sudeste.

Na região Sul, a seca deverá ser percebida principalmente no extremo-sul do Rio Grande do Sul e na parte central de Santa Catarina. Em outras áreas, as chuvas acima da média podem ajudar na recuperação do solo.

Outono

Para a temporada de outono – iniciado em 20 de março para terminar em 20 de junho – a meteorologista do Inmet Danielle Ferreira destaca que as chuvas ainda persistirão somente na faixa norte do país. Mas o mesmo não será observado na área central brasileira.

“A tendência é de redução das chuvas à medida que a gente vai para meados e fim do outono, que é o estabelecimento do período seco. Na região Sul, teremos um pouco de irregularidade em abril, mas poderemos ter o retorno das chuvas no Rio Grande do Sul, principalmente, a partir de maio”, acrescentou.

Em termos de temperatura, a previsão para outono é de termômetros com índices acima da média no Centro-Sul, com algumas entradas de massa de ar frio a partir de abril.

“Isso pode provocar temperaturas mais amenas, principalmente em regiões mais elevadas e até mesmo ocorrência de geadas, em especial nas áreas mais elevadas da região Sul. Por enquanto, a gente não tem previsão de geada para a região Sudeste, mas à medida que o outono vai se estabelecendo, é possível que ocorra também”, disse a meteorologista.



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Soja mantém alta com demanda chinesa e câmbio favorável



O mercado da soja apresentou uma semana de avanços, impulsionado por fatores internos e externos que mantiveram os preços sustentados. Segundo informações fornecidas pela plataforma Grão Direto, a colheita no estado do Paraná já alcançou cerca de 90%, e a projeção do Departamento de Economia Rural (Deral) indica um crescimento de quase 15% na produção em relação ao ano anterior.

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A trégua mediada pelos Estados Unidos entre Rússia e Ucrânia trouxe alívio momentâneo ao fluxo de grãos pelo Mar Negro, embora ainda haja incertezas sobre a estabilidade desse acordo. No cenário internacional, as exportações brasileiras para a China continuam em alta, aproximando-se de números recordes no primeiro trimestre de 2025.

Na Bolsa de Chicago, o contrato de soja para maio de 2025 fechou a US$10,22 por bushel, com alta de 1,19% na semana. Já o contrato para março de 2026 registrou valorização de 1,56%, encerrando a US$10,39 por bushel. O câmbio também influenciou o mercado, com o dólar valorizado em 0,7%, cotado a R$5,76.

Expectativas para o mercado da soja

A demanda chinesa segue aquecida, com 15,3 milhões de toneladas de soja brasileira embarcadas até 20 de março. Apesar da recomposição de estoques na China, os prêmios permanecem elevados devido ao ritmo abaixo do esperado no esmagamento do grão. A partir da segunda quinzena de abril, espera-se que o aumento da oferta no destino exerça maior pressão sobre os preços na origem.

Na Argentina, a comercialização da safra está no menor nível dos últimos dez anos. Produtores locais aguardam possíveis isenções fiscais e uma taxa de câmbio mais favorável para retomar as vendas. Esse cenário tem favorecido as esmagadoras brasileiras, que encontram maior demanda para suprir a menor oferta argentina.

O câmbio global pode sofrer novos impactos com o anúncio do ex-presidente Donald Trump, previsto para 2 de abril, sobre novas sobretaxas para produtos importados. Há possibilidade de o Brasil ser incluído na lista de países afetados, o que pode gerar reflexos no mercado de soja nas próximas semanas.

Com base nesses fatores, a expectativa é de que a soja mantenha uma trajetória positiva no início de abril, seguindo a tendência da última semana. No entanto, pressões de baixa podem se tornar mais evidentes na segunda quinzena do mês, conforme os embarques para a China impactem a precificação global do grão.



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Brasil pode suprir até 30% das compras anuais de carne bovina do Vietnã



A recente abertura do mercado de carne bovina do Vietnã pode render uma participação ainda maior nas exportações do Brasil. Segundo levantamento realizado pela Safras Consultoria, o Vietnã compra 150 mil toneladas de carne bovina a cada ano.

O analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, estima que o Brasil poderá absorver até 30% das compras anuais de carne bovina do Vietnã. “Acredito que o volume de exportação anual de carne bovina do Brasil para o mercado vietnamita poderá chegar a 45 mil toneladas”, prospecta.

Acordo para carne bovina

Na semana passada, Brasil e Vietnã assinaram um Plano de Ação para Implementação da Parceria Estratégica entre os dois países. O documento prevê, entre as várias medidas, a abertura do país asiático à carne bovina brasileira.

O Vietnã ocupa a quinta posição entre os países de destino de produtos do agronegócio brasileiro. O Brasil fornece cerca de 70% da soja importada pelo Vietnã, além de ser o principal fornecedor de carne suína (cerca de 37%), o segundo maior de carne de frango e de algodão.

O texto foi oficializado em Hanói, capital vietnamita. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Brasil tem o potencial de triplicar seu fluxo na balança comercial com o Vietnã dos atuais US$ 7,7 bilhões ao ano para até US$ 20 bilhões. Segundo um plano de ação assinado por Lula com autoridades vietnamitas, a meta, a princípio, é dobrar o fluxo, chegando a US$ 15 bilhões até 2030.



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Agricultores recebem novos equipamentos para o cultivo no campo



Com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar e melhorar a qualidade de vida da população rural, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) entregou máquinas e equipamentos agrícolas que vão beneficiar mais de 2 mil famílias de agricultores no Distrito Federal.

Os investimentos somaram R$ 1 milhão, com recursos destinados à Codevasf por meio de emendas parlamentares ao Orçamento Geral da União.

Entre os equipamentos doados estão tratores agrícolas, microtratores, carretas, grades aradoras e plantadeiras e adubadeiras, além de sistemas de irrigação localizada por gotejamento. No total, 12 entidades do DF foram atendidas no primeiro trimestre de 2025.

Por meio das doações, a Codevasf busca melhorar a produtividade, facilitar o cultivo e a colheita e potencializar as práticas sustentáveis em zonas rurais.

“Os bens doados contribuem para aumentar e diversificar a produção rural, incrementar a renda dos agricultores familiares, melhorar o uso do solo e incentivar a permanência do homem no campo”, afirma o gerente de Mecanização e Modernização Territorial da Codevasf, Cirio José Costa.

Agricultores beneficiados

A presidente da Associação dos Agricultores Familiares da Comunidade Roseli Nunes (Aproágua), Catiúcia Cazuza, comemora a medida e disse que os equipamentos vão beneficiar muitas famílias.

“Vai dar mais estrutura, vai dar uma qualidade melhor para o produtor. A gente vai ter pernas agora para poder trabalhar. Porque a gente não tinha isso. A área rural precisa desses maquinários. Não tem como a gente trabalhar lá sem equipamento. A gente trabalha, mas é muito sofrido, é muito difícil, fazer tudo manual”, afirmou.

A Aproágua, sediada no Núcleo Rural Pipiripau, em Planaltina, é composta em sua maioria por mulheres, que desenvolvem atividades relacionadas à olericultura, mandiocultura, avicultura, fruticultura, produção de milho e feijão e piscicultura.

Além dessa associação, as entregas no Distrito Federal neste ano também beneficiaram outras entidades que realizam trabalhos semelhantes.



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Baixa liquidez gera pressão sobre cotações do milho



As negociações envolvendo milho vêm ocorrendo de forma pontual e regionalizada, conforme apontam levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Segundo o Centro de Pesquisas, produtores estão concentrados nas atividades de campo.

A colheita da safra de verão avança bem na maior parte das praças, e a semeadura da segunda safra caminha para a fase final. Do lado da demanda, muitos consumidores se mostram abastecidos, e com isso, se mantêm afastados do spot nacional e/ou compram lotes pontuais.

Preço do milho

Esse contexto tem resultado em pressão sobre as cotações em algumas regiões, como é o caso de Campinas (SP), conforme dados do Cepea. Ainda assim, os valores seguem em patamares elevados e acima dos praticados há um ano, em termos nominais.

Na sexta-feira (28), a saca de 60 kg, à vista, do Indicador do Milho Esalq/BM & FBovespa, foi cotada a R$87,87 – alta 0,43% em comparação com o mês passado.

Pesquisa que se aplica ao dia a dia

O Cepea é parte do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), unidade da Universidade de São Paulo (USP).

Sua equipe realiza pesquisas sobre a dinâmica de cadeias produtivas e também sobre o funcionamento integrado do agronegócio, o que abrange questões (transversais) de defesa sanitária, políticas comerciais externas e influência de novas tecnologias.



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Falta uma semana! Vote no Prêmio Personagem Soja Brasil!



A contagem regressiva começou. Você tem até o dia 7 de abril para participar da votação do Prêmio Personagem Soja Brasil, que reconhece os profissionais que impulsionam o crescimento e a sustentabilidade da soja no Brasil.

O processo é rápido e fácil: clique no link, preencha seus dados e vote nos produtor e pesquisador que fazem a diferença no setor.

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Indicados do Prêmio Personagem Soja Brasil

No estado de Mato Grosso do Sul, Alberto Schlatter é um exemplo de tradição aliada à modernidade. Produtor rural em Chapadão do Sul, ele vem de uma família suíça que se estabeleceu no Brasil em 1921. Seu compromisso com o crescimento sustentável e a inovação o tornam uma referência no cultivo de soja na região.

A pesquisa também tem um papel essencial no desenvolvimento da agricultura, e Anderson Cavenaghi se destaca nesse quesito. Professor na Universidade de Várzea Grande, em Mato Grosso, e doutor em proteção de plantas, ele é especialista no controle de plantas daninhas e no uso de herbicidas, garantindo mais produtividade e sustentabilidade para as lavouras do Cerrado.

Já Cecilia Czepak vem dedicando mais de duas décadas ao ensino e à pesquisa. Professora na Escola de Agronomia da Universidade Federal de Goiás, ela é uma das principais especialistas no manejo integrado de pragas, sendo fundamental para a implementação de estratégias mais eficazes no controle de pragas na soja.

No Paraná, a produção agrícola ganha força com a atuação de Claudia D’Agostini. Ao lado da irmã, ela assumiu a fazenda da família em Sabáudia e, desde então, tem buscado inovações que aumentam a produtividade e promovem a sustentabilidade no cultivo da soja. Seu trabalho reforça o papel das mulheres no setor e a importância da sucessão familiar na agricultura.

Outra área para a evolução da soja brasileira é o manejo de solos, e é nesse campo que Julio Cezar Franchini faz a diferença. Pesquisador da Embrapa Soja, no Paraná, ele desenvolve estudos que impactam diretamente a produtividade, a qualidade e a sustentabilidade das lavouras, garantindo avanços para o setor agrícola.

Por fim, no Maranhão, Oliverio Alves de Melo contribui para o crescimento do agronegócio na região de Balsas. Produtor rural com formação técnica em agropecuária e administração de empresas, ele se dedica ao desenvolvimento agrícola desde 1995 e participa de iniciativas como o Programa de Cooperação Nipo-Brasileira para o Desenvolvimento do Cerrado, fortalecendo o setor no estado.



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Boletim Focus reduz previsão para o crescimento da economia em 2025



A previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia em 2025 foi reduzida, de acordo com dados do Boletim Focus, divulgados nesta segunda-feira (31), em Brasília. A pesquisa é realizada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para este ano, a estimativa para o crescimento da economia caiu de 1,98% para 1,97%. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país – foi mantida em 1,6%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

Em 2024, a economia brasileira cresceu 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021 quando o PIB alcançou 4,8%.

A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,92 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 6.

Boletim Focus: inflação

A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – para 2025 foi mantida em 5,65% nesta edição do Boletim Focus. Para 2026, a projeção da inflação ficou em 4,5%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 4% e 3,78%, respectivamente.

A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

Puxada pela alta da energia elétrica, em fevereiro a inflação oficial ficou em 1,31%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o maior resultado desde março de 2022 quando tinha marcado 1,62%, e o mais alto para um mês de fevereiro desde 2003 (1,57%). Em 12 meses, o IPCA soma 5,06%.

Boletim Focus: juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 14,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

A alta do preço dos alimentos e da energia e as incertezas em torno da economia global fizeram o BC aumentar mais uma vez os juros em um ponto percentual na reunião da semana passada, o quinto aumento seguido da Selic em um ciclo de contração na política monetária.

Em comunicado, o Copom informou que a economia brasileira está aquecida, apesar de sinais de moderação na expansão. Segundo o colegiado, a inflação cheia e os núcleos (medida que exclui preços mais voláteis, como alimentos e energia) continuam em alta. O órgão alertou que existe o risco de que a inflação de serviços continue alta e informou que continuará a monitorar a política econômica do governo.

Em relação às próximas reuniões, o Copom informou que elevará a Selic “em menor magnitude” na reunião de maio e não deixou pistas para o que acontecerá depois disso. Além de esperada pelo mercado financeiro, a elevação em um ponto havia sido anunciada pelo Banco Central na reunião de janeiro.

Até o fim deste ano, a estimativa do mercado financeiro é que a taxa básica suba para 15% ao ano. Para 2026, 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida para 12,5% ao ano, 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.

Conter demanda

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.



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Guerra comercial e plantio nos EUA afetam cotação do milho



Bolsa de Chicago registra queda no preço do milho




Foto: Pixabay

A cotação do milho para o primeiro mês em Chicago registrou queda nesta semana, encerrando a quinta-feira (27) em US$ 4,50 por bushel, contra US$ 4,69 na semana anterior. Segundo análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), o mercado acompanha com expectativa a divulgação dos relatórios de intenção de plantio e de estoques trimestrais nos Estados Unidos, prevista para 31 de março.

O relatório pode confirmar a tendência de aumento da área plantada com milho nos EUA, o que impactaria diretamente os preços. Paralelamente, os dados mais recentes mostram que o país exportou 1,6 milhão de toneladas do grão na semana encerrada em 20 de março, um recuo de 2% em relação ao volume da semana anterior.

A redução das cotações também reflete a venda de posições na Bolsa de Chicago pelos fundos de investimento. De acordo com analistas, o movimento pode ser uma antecipação ao anúncio do aumento da área plantada nos EUA, além dos impactos da guerra comercial iniciada pelo ex-presidente Donald Trump.





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Clima colabora e colheita de soja atinge 82% no Brasil


A área cultivada com soja na safra 2024/25 do Brasil estava 82% colhida até quinta-feira (27), em comparação com 77% uma semana atrás e 74% no mesmo período do ano passado (safra 2023/24), de acordo com levantamento da AgRural. O índice continua como o mais alto para esta época do ano desde a safra 2010/11, quando teve início a série histórica da consultoria de mercado.

“O tempo firme acelerou a colheita no Rio Grande do Sul, onde a forte quebra de safra causada por estiagem e calor vai se confirmando, conforme as colheitadeiras avançam”, destacou a AgRural. Os trabalhos também evoluem rapidamente no Norte/Nordeste do País, favorecidos pelo clima e pelo grande número de áreas ficando prontas.

Área plantada no Matopiba safra 2022/23, IBGE, milho, oleaginosa, sojaÁrea plantada no Matopiba safra 2022/23, IBGE, milho, oleaginosa, soja
Imagem: Reprodução/Canal Rural BA

“Volumes de chuvas muito bem-vindos atingiram na semana passada diversas áreas de milho safrinha que estavam precisando de mais umidade no Centro-Sul do Brasil”, comentou a AgRural. A irregularidade das chuvas e o calor, porém, ainda mantêm os produtores em alerta. A exceção é Mato Grosso, onde as lavouras continuam favorecidas por um bom regime de chuvas.

O milho verão 2024/25 do Centro-Sul, por sua vez, estava 82% colhido até quinta passada (27), ante 77% na semana precedente e 82% um ano atrás.



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