segunda-feira, maio 25, 2026

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Venda de tratores atinge 3,2 mil unidades e sobe 15,9% em fevereiro



As vendas de tratores subiram 15,9% em fevereiro, na comparação o mesmo mês do ano passado, informou nesta quinta-feira (3), a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), associação que representa revendedores de equipamentos usados no campo. No total, 3,2 mil tratores de rodas foram vendidos em fevereiro. Na comparação com janeiro, a alta foi de 0,7%.

No acumulado dos dois primeiros meses do ano, houve crescimento de 14,2% das vendas de tratores. Enquanto as vendas de carros podem ser atualizadas diariamente com base nos licenciamentos de veículos, os números de máquinas agrícolas precisam ser levantados com os fabricantes. Por isso, as estatísticas têm defasagem de um mês em relação ao balanço das vendas de automóveis, divulgado hoje pela Fenabrave com dados já relativos a março.

O balanço da Fenabrave mostra ainda que as vendas de colheitadeiras, de 384 unidades, caíram 4,5% em fevereiro ante o mesmo mês do ano passado. Na passagem de janeiro para fevereiro, houve queda de 26,9% no segmento.

Com isso, as vendas de colheitadeiras acumularam crescimento modesto, de 0,6%, no primeiro bimestre, com 892 unidades comercializadas no Brasil nos dois meses.

“Apesar dos resultados positivos, tanto para colheitadeiras como para tratores, os produtores rurais estão na expectativa da liberação dos recursos do Plano Safra, que só devem retornar no segundo semestre”, comentou o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior.

Ontem (2), a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) informou que a receita de vendas da indústria de máquinas e equipamentos atingiu R$ 43,3 bilhões nos dois primeiros meses do ano, 16,9% acima do registrado no mesmo período de 2024.



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Brasil só retaliará os EUA em último caso, sem ideologias, diz relator de lei



O Projeto de Lei de Reciprocidade Comercial (PL 2.088/2023), aprovado por unanimidade na Câmara dos Deputados na noite dessa quarta-feira (2) tem, em essência, a busca por acordos comerciais, parcerias e, em caso de continuidade de conflito, a arbitragem internacional para, só em último caso, concretizar medidas de retaliação. É o que afirma o deputado federal Arnaldo Jardim, relator do PL.

Em acordo costurado entre parlamentares do governo e da oposição, o texto autoriza o governo federal a adotar medidas contra países e blocos que imponham barreiras comerciais aos produtos do Brasil no mercado global.

A iniciativa, que agora vai à sanção do presidente Lula, vem na esteira das medidas anunciadas também na quarta pelo mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump.

O republicano estabeleceu taxa de 10% para os produtos brasileiros e de maiores valores para outros países, como 20% sobre a União Europeia, 34% sobre a China e 46% sobre o Vietnã, por exemplo. A iniciativa, em sua concepção de governo, visa implementar tarifas recíprocas a países que cobram taxa de importação de produtos norte-americanos.

“O Brasil deve sempre preservar uma política de negociações amplas com todos os blocos econômicos do mundo, sem ideologizar o nosso comércio internacional, que deve se guiar pela busca de parceiros com os quais possamos vender, colocar os nossos produtos e comprarmos também. [Almejamos] um fluxo natural, previsível, e não medidas repentinas que perturbem esse andamento”, diz Jardim.

Em comunicado conjunto divulgado ontem, o governo brasileiro, por meio do Ministério de Relações Exteriores (MRE) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), lamentou a decisão tomada pelo governo norte-americano.

“Ao mesmo tempo em que se mantém aberto ao aprofundamento do diálogo estabelecido ao longo das últimas semanas com o governo norte-americano para reverter as medidas anunciadas e contrarrestar seus efeitos nocivos o quanto antes, o governo brasileiro avalia todas as possibilidades de ação para assegurar a reciprocidade no comércio bilateral, inclusive recurso à Organização Mundial do Comércio, em defesa dos legítimos interesses nacionais”, diz trecho da nota.



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Pesquisa genética pode aumentar tamanho de frutos



Os pesquisadores utilizaram a tecnologia CRISPR-Cas9



Os pesquisadores utilizaram a tecnologia CRISPR-Cas9
Os pesquisadores utilizaram a tecnologia CRISPR-Cas9 – Foto: Pixabay

Uma equipe de cientistas da Universidade Johns Hopkins e do Laboratório Cold Spring Harbor, nos Estados Unidos, fez uma descoberta inovadora que pode transformar a agricultura global. A pesquisa identificou genes responsáveis pelo crescimento das cavidades de sementes (lóculos) em tomates e beringelas, abrindo caminho para o desenvolvimento de frutos maiores. O estudo faz parte de um projeto mais amplo que busca mapear os genomas de 22 espécies do gênero Solanaceae, incluindo batatas e outras culturas essenciais.

Os pesquisadores utilizaram a tecnologia CRISPR-Cas9 para editar genes duplicados, conhecidos como parálogos, e avaliaram o impacto dessas modificações. Os experimentos, conduzidos pelo Instituto Boyce Thompson, mostraram que a alteração desses genes resultou não apenas em frutos de maior tamanho, mas também na aceleração do tempo de floração, o que pode trazer benefícios para a produtividade agrícola.

Um dos achados mais significativos ocorreu na beringela africana, cultivada tanto na África quanto no Brasil. Os cientistas identificaram o gene SaetSCPL25-like, responsável pelo número de lóculos no fruto. Ao aplicar esse conhecimento aos tomates, foi possível criar variantes com mais lóculos, resultando em frutos maiores e potencialmente mais saborosos. Michael Schatz, geneticista da Universidade Johns Hopkins, destacou que essa abordagem permitiu transferir décadas de estudos sobre tomates para a beringela africana, beneficiando ambas as culturas.

Com essa descoberta, a agricultura pode passar por uma revolução, oferecendo frutos mais diversificados e com maior potencial comercial. Além do impacto produtivo, essa inovação promete expandir a variedade de alimentos disponíveis para os consumidores, promovendo uma nova era de diversidade alimentar.

 





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Faltam 4 dias: vote no Prêmio Personagem Soja Brasil!


Foto: Site Prêmio Personagem Soja Brasil

A votação do Prêmio Personagem Soja Brasil se encerra na próxima segunda-feira, 7 de abril. Isso significa que ainda dá tempo de escolher seu pesquisador e produtor favorito e ajudar a reconhecer os profissionais que impulsionam o crescimento e a sustentabilidade da soja no Brasil. Para participar, basta clicar neste link, preencher seus dados e votar. O processo é rápido e fácil!

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Conheça os indicados ao Prêmio Soja Brasil

Alberto Schlatter, produtor rural em Chapadão do Sul, Mato Grosso do Sul, alia tradição e inovação no cultivo da soja. Sua família suíça se estabeleceu no Brasil em 1921, e ele segue investindo no crescimento sustentável da produção.

Já Anderson Cavenaghi, professor e doutor em proteção de plantas no Mato Grosso, se especializou no controle de plantas daninhas e no uso de herbicidas, promovendo maior produtividade e sustentabilidade nas lavouras do Cerrado.

Outro personagem é Cecilia Czepak, professora na Escola de Agronomia da UFG, em Goiás, é referência no manejo integrado de pragas, desenvolvendo estratégias eficazes para o controle de pragas na soja.

Claudia D’Agostini, produtora em Sabáudia, Paraná, assumiu a fazenda da família ao lado da irmã e busca inovações para aumentar a produtividade e fortalecer a sucessão familiar na agricultura.

Julio Cezar Franchini, pesquisador da Embrapa Soja no Paraná, é especialista em manejo de solos, e seus estudos impactam diretamente a produtividade e a sustentabilidade das lavouras.

Por fim, Oliverio Alves de Melo, produtor rural em Balsas, Maranhão, atua no desenvolvimento agrícola desde 1995 e participa do Programa de Cooperação Nipo-Brasileira para o Desenvolvimento do Cerrado.



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Carlos Fávaro destaca desenvolvimento do agro durante evento em Brasília



Em palestra durante o One Agro Summit, que aconteceu na última quarta-feira (2) em Brasília, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou o potencial para uma safra recorde no Brasil e as novas oportunidades abertas para o país frente ao avanço no desenvolvimento.

De acordo com o ministro, o Brasil está prestes a atingir a maior produção agropecuária de sua história. “Estamos próximos de concluir uma safra de 328 milhões de toneladas de grãos, mas, somando toda a produção agropecuária, o Brasil chega a 1,23 bilhão de toneladas”, afirmou.

Fávaro ainda destacou que esse desenvolvimento só é possível graças à eficiência dos produtores agropecuários brasileiros. Citou também uso de tecnologias e a capacidade de inovação do setor.

Além disso, a sustentabilidade também foi tema de discussão com ênfase para o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (PNCPD). Nos próximos 10 anos a previsão é deque se transformem até 40 milhões de hectares de pastagens degradadas em áreas próprias para o plantio. 

O ministro Fávaro mencionou também a COP30 ereafirmou o compromisso do Brasil com a sustentabilidade. No discurso assegurou que o país se mostrará como uma referência mundial em produção sustentável e segurança alimentar.

*Com supervisão de Thiago Dantas



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Soja encerra mista em Chicago



O mercado operou de forma cautelosa



O mercado operou de forma cautelosa
O mercado operou de forma cautelosa – Foto: Pixabay

A soja encerrou o pregão desta quarta-feira em movimento misto na Bolsa de Chicago (CBOT), com queda nos contratos até maio de 2026 e leve alta nos vencimentos mais distantes, segundo a TF Agroeconômica. O contrato de maio, referência para a safra brasileira, caiu 0,46%, cotado a US$ 1.029,50 por bushel. Já o contrato de julho recuou 0,41%, também para US$ 1.029,50 por bushel. O farelo de soja para maio registrou baixa de 1,74%, encerrando a US$ 287,20 por tonelada curta. Em contrapartida, o óleo de soja para maio subiu 2,23%, alcançando US$ 48,50 por libra-peso.

O mercado operou de forma cautelosa devido às incertezas relacionadas ao chamado “Dia da Libertação”, que levou investidores a uma postura defensiva. Além disso, o anúncio das tarifas de importação foi feito apenas após o fechamento da sessão, o que aumentou a falta de clareza ao longo do dia. O óleo de soja, no entanto, continua sua trajetória de valorização, impedindo quedas mais expressivas para o grão. Esse movimento tem sido impulsionado pela perspectiva de maior uso do biodiesel no corte obrigatório de combustíveis fósseis.

Um levantamento divulgado pela CropLife Brasil e pela Celeres Consultoria revelou que 11% da área cultivada com soja no Brasil utiliza sementes pirateadas. Esse problema gerou um prejuízo de US$ 1,75 bilhão para as empresas de sementes no ano passado. O impacto da pirataria de sementes levanta preocupações sobre a sustentabilidade e inovação no setor agrícola.

Enquanto isso, o óleo de soja mantém uma trajetória independente e altista, refletindo diretamente a possibilidade de aumento no uso de biodiesel. Desde a última quarta-feira, o contrato de maio valorizou 13,74%, subindo de US$ 940,04 para US$ 1.069,22 por tonelada. Esse movimento reforça o interesse crescente por alternativas renováveis em meio às discussões sobre combustíveis fósseis.

 





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Frente fria traz frio, risco de chuva extrema e ressaca em São Paulo



Uma frente fria prevista para os próximos dias vai provocar mudanças expressivas nas condições do tempo em áreas do estado São Paulo. A passagem do sistema deve trazer chuva forte, ventos intensos, risco de ressaca no mar e queda acentuada de temperatura, especialmente nas regiões sul e leste do estado.

Segundo projeções meteorológicas, esta quinta (3) e sexta-feira (4) devem concentrar volumes de precipitação equivalentes à média histórica do mês inteiro. A estimativa é de até 90 mm de chuva em apenas 48 horas, superando a média de 87 mm registrada para abril pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

As regiões com maior volume acumulado devem ser o litoral de São Paulo e áreas próximas à serra do Mar, onde os totais podem variar entre 150 mm e 350 mm até domingo (6). Locais como Ubatuba, por exemplo, têm potencial para registrar os maiores acumulados. A Climatempo alerta que esse volume excessivo pode gerar alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra e queda de barreiras em áreas de encosta.

Nas demais regiões, como Grande São Paulo, Campinas, Sorocaba e divisas com Minas Gerais, a expectativa é de chuva entre 50 mm e 100 mm. Já Vale do Paraíba, serra da Mantiqueira, Baixada Santista e o litoral sul também devem receber precipitações acima da média, com acumulados variando de 100 mm a 250 mm.

Além das chuvas, o avanço da frente fria será acompanhado por uma massa de ar frio de origem polar, responsável por derrubar as temperaturas. A previsão indica mínimas próximas de 15 °C e máximas ao redor dos 20 °C durante o fim de semana. Esses valores representam as menores temperaturas registradas desde novembro do ano passado em diversas localidades da região.

No litoral paulista, os impactos não se limitam à chuva e ao frio. Há risco de ressaca e agitação marítima intensa, especialmente na sexta-feira e no final de semana, devido à intensificação dos ventos e à instabilidade atmosférica.

O alerta meteorológico em São Paulo é reforçado pelas condições oceânicas, com o Atlântico Sul apresentando temperatura acima da média, o que intensifica a formação de nuvens carregadas e favorece precipitações mais volumosas.



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Carlos Fávaro destaca desenvolvimento em evento do agro



Em palestra durante o One Agro Summit, que aconteceu na última quarta-feira (2) em Brasília, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou o potencial para uma safra recorde no Brasil e as novas oportunidades abertas para o país frente ao avanço no desenvolvimento.

De acordo com o ministro, o Brasil está prestes a atingir a maior produção agropecuária de sua história. “Estamos próximos de concluir uma safra de 328 milhões de toneladas de grãos, mas, somando toda a produção agropecuária, o Brasil chega a 1,23 bilhão de toneladas”, afirmou.

Fávaro ainda destacou que esse desenvolvimento só é possível graças à eficiência dos produtores agropecuários brasileiros. Citou também uso de tecnologias e a capacidade de inovação do setor.

Além disso sustentabilidade também foi tema de discussão com ênfase para o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (PNCPD). Nos próximos 10 anos a previsão é deque se transformem até 40 milhões de hectares de pastagens degradadas em áreas próprias para o plantio. 

O ministro Fávaro mencionou também a COP30 ereafirmou o compromisso do Brasil com a sustentabilidade. No discurso assegurou que o país se mostrará como uma referência mundial em produção sustentável e segurança alimentar.

*Com supervisão de Thiago Dantas



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Tarifas e retaliação definirão mercado da carne suína, diz analista



O analista de Safras & Mercado, Allan Maia, avalia que os impactos das novas tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos no mercado mundial de carne suína estarão subordinados às retaliações que vierem a ser impostas pelos outros países.

“O principal player mundial é a China. Temos de avaliar se estes países irão colocar novas tarifas sobre os produtos suínos norte-americanos”, comentou Maia.

O analista destaca que os Estados Unidos exportam cerca de 20 mil toneladas mensais de carne suína à China, volume que em parte poderia ser absorvido pelo Brasil. “É preciso lembrar que Brasil e Estados Unidos são concorrentes nas exportações mundiais de carne suína”, avalia.

Falando diretamente sobre a tarifa imposta de 10% ao Brasil, que antes não existia, Maia
ressalta que seu efeito seria bastante limitado, uma vez que o nosso país exporta pouca carne suína ao mercado estadunidense.

Em termos globais, Maia acredita que é preciso aguardar como a União Europeia, Canadá e México irão reagir frente às novas tarifas e se irão estabelecer algum tipo de retaliação.
“O mesmo vale para o Japão, que é um mercado consumidor bastante importante e que poderia direcionar compras ao Brasil após as tarifas impostas por Trump”, pontua



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os fatores que minimizaram os impactos na safra



A safra de soja 2024/25 na Bahia já atingiu 90% da área colhida. De acordo com um levantamento da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), realizado em mais de 130 locais de monitoramento, também foram revisadas as estimativas de área e produtividade do milho e do algodão, considerando os impactos climáticos ao longo do ciclo.

O presidente da Aprosoja do estado, Darci Américo, destaca que a safra atual representa um marco histórico para o estado, evidenciando tanto o avanço da produção quanto a resiliência dos produtores diante dos desafios climáticos.

”De acordo com as informações fornecidas por nossos diretores, estimamos que a produtividade na Bahia ultrapasse as 63 a 64 sacas por hectare, reforçando a eficiência e o crescimento do setor agrícola no estado”, afirma.

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Chuva como desafio para os produtores

Apesar do avanço da colheita, as chuvas registradas recentemente interromperam temporariamente as operações em algumas áreas. O levantamento confirma uma tendência observada desde o início da safra: lavouras semeadas dentro da janela ideal (outubro e novembro) apresentaram melhor desempenho, enquanto o plantio tardio sofreu com o déficit hídrico de fevereiro, principalmente nos municípios de Formosa do Rio Preto e São Desidério.

Segundo Américo, antes de fevereiro, a projeção era de 70 sacas por hectare. No entanto, a produtividade variou entre as regiões, com algumas apresentando resultados superiores e outras ficando abaixo do esperado. “Ainda restam entre 10% e 15% das lavouras a serem colhidas, e em algumas áreas que receberam chuvas recentes, os resultados têm sido razoáveis. No entanto, também registramos algumas perdas. Somente com o fim da colheita teremos um número mais preciso”, explicou.

Pela primeira vez, a Bahia alcança a maior média de produtividade da soja na história, com 68 sacas por hectare, segundo consenso do Conselho Técnico. O presidente do Conselho Técnico da Aiba, Orestes Mandelli, afirmou que ainda há cerca de 10% da área a ser colhida, e os números finais serão revisados na próxima reunião, em maio. Ele também ressaltou que o retorno das chuvas trouxe um alívio importante para a cultura do algodão, evitando perdas em áreas que estavam próximas do limite de estresse hídrico.

Previsão nas lavouras de soja

Nesta quinta-feira (3), o sol aparece em todo o estado da Bahia. Em Salvador, dia abafado, com períodos de sol e pancadas que podem ser moderadas a fortes. Pelo interior, o predomínio é do tempo quente e seco.

Na sexta-feira (4), as condições do tempo não se alteram muito. O sol aparece em todo o estado da Bahia e só tem previsão de pancadas de chuva pelo litoral. Pelo interior, atenção para a baixa umidade relativa do ar.

No sábado (5) e domingo (6) há previsão de pancadas no oeste e sudoeste da Bahia, na divisa com Minas Gerais e pelo litoral sul baiano. Há risco de raios. Nas demais áreas baianas, predomínio de tempo firme e seco.

A Aiba reforça a importância do acompanhamento técnico contínuo da safra, garantindo que os dados reflitam com precisão o cenário agrícola da Bahia. O monitoramento realizado pela equipe técnica do Núcleo de Agronegócio e validado pelo Conselho Técnico serve como referência para produtores, agentes do mercado e tomadores de decisão do setor.



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