A China anunciou tarifas de 34% a todos os bens importados dos Estados Unidos, em resposta ao tarifaço anunciado pelo governo de Donald Trump. As taxas chinesas entram em vigor no dia 10 de abril, segundo comunicado da Comissão Tarifária do Conselho Estatal divulgado nesta sexta-feira (4).
Na quarta-feira (2), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifas “recíprocas” de 34% a importações da China, que se somam à tarifação anterior de 20% já em vigor. As taxas sobre exportações chinesas devem subir mais de 60%.
Ontem (3), Donald Trump disse que está aberto a negociações tarifárias se outros países oferecerem “algo fenomenal” em troca. Como exemplo, afirmou que consideraria um acordo em que China aprovasse a venda do TikTok em troca de alívio tarifário.
No Brasil, diversas entidades ligadas ao agronegócio se manifestaram sobre as medidas do governo dos EUA e muitos ainda avaliam o momento.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) classificou os impactos como “críticos” ou “altos” para 19 produtos, como carne bovina industrializada, outras substâncias proteicas e madeira perfilada, por exemplo.
A situação cria uma iminente guerra comercial no mundo, podendo afetar o crescimento econômicos e desorganizar toda a produção do planeta nos próximos anos.
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“No campo, prevenir é mais inteligente do que arriscar” – Foto: Pixabay
De acordo com Luciano Cintra, advogado especializado no setor, o Seguro Rural é um dos principais instrumentos da política agrícola, garantindo segurança e estabilidade financeira ao produtor. Ele permite a recuperação do capital investido em caso de perdas por eventos extremos, como secas e chuvas excessivas. No entanto, a contratação exige atenção, pois muitos agricultores percebem, no momento do sinistro, que a cobertura não atende às suas reais necessidades. Contar com assessoria jurídica especializada pode evitar prejuízos e garantir indenizações justas.
Existem diversas modalidades de Seguro Rural, cada uma adaptada a diferentes riscos da atividade agropecuária. O seguro agrícola protege lavouras contra secas, granizo, geada, vendavais e chuvas intensas. O seguro pecuário garante indenização em casos de morte de animais por doenças, acidentes ou ataques de predadores. Já o seguro de vida do produtor rural assegura suporte financeiro à família em caso de falecimento ou invalidez. Outras opções incluem o seguro de benfeitorias e produtos agropecuários, que protege máquinas, equipamentos, armazéns e insumos contra furtos, incêndios e fenômenos naturais, e o seguro de penhor rural, essencial para produtores que utilizam bens como garantia em financiamentos.
Também há seguros específicos para setores como silvicultura e aquicultura. O seguro de florestas cobre plantações contra incêndios, vendavais e pragas, sendo fundamental para produtores de madeira. O seguro aquícola protege piscicultores contra perdas causadas por doenças nos peixes, variações ambientais e problemas na qualidade da água. Além disso, o seguro de cédula produto rural previne impactos financeiros em operações de crédito, enquanto o seguro de animais de elite cobre perdas de exemplares de alto valor genético, garantindo indenização em casos de morte, acidentes e cirurgias emergenciais.
“No campo, prevenir é mais inteligente do que arriscar. O seguro rural, aliado a uma consultoria jurídica estratégica, é um investimento na tranquilidade e no sucesso do produtor”, conclui.
“Eu acho que o Brasil não tem que focar em qual vantagem a gente vai tirar nisso. Até porque o presidente Lula é do multilateralismo, propõe acordos. Mas é óbvio que, qualquer analista vai ver, se os Estados Unidos conseguirem implementar essas medidas, pode ter como consequência, por exemplo, acelerar o processo do acordo Mercosul-União Europeia”, disse, nesta quinta-feira (3),em entrevista coletiva.
“Já ouvimos e vimos manifestações de líderes europeus que dizem que vão acelerar o processo de validação do acordo Mercosul-União Europeia”, acrescentou.
De acordo com Viana, as novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos abrirão novas possibilidades comerciais para o Brasil e demais países. “Mas acho que, antes das possibilidades, vão vir as dificuldades. E é um risco grande. É algo que pode construir uma nova era. Alguns analistas já falam que pode ser que os Estados Unidos podem estar abrindo agora a era da China”, acrescentou.
Em média, as tarifas aplicadas por Trump foram de 10% para países da América Latina, de 20% para Europa e de 30% para Ásia, mostrando que o governo americano vê como maior ameaça os países orientais.
Apesar da taxa menor aplicada ao Brasil, de 10%, o presidente da Apex disse não ver “vantagem” para o país e afirmou acreditar que o tarifaço não será benéfico para o comércio global.
“Eu não consigo enxergar vantagem nenhuma quando o mundo pode piorar a sua relação comercial. Foram os Estados Unidos que introduziram no mundo, há décadas, a ideia do livre mercado, dos conglomerados, dos acordos comerciais, foram eles que fizeram, dizendo que isso era melhor para o mundo. E, de fato, para o mundo ficar mais pacífico, você tem que ter um mundo mais transacional entre os países”, afirmou.
Ele ressalvou, no entanto, que o Brasil poderá passar a receber mais investimentos, mas que a nova conjuntura será “ruim para todos”.
“Acho que, na incerteza, o Brasil pode ter mais investimento do que tem, mas eu não estou querendo trabalhar a tese do tirar proveito ou tirar benefício, porque um mundo inseguro, um mundo em conflito, é ruim para todo mundo, inclusive o Brasil. A tese minha é essa, vai ser ruim para todos, independente de você ganhar mais aqui ou perder ali”.
Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.
No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca os impactos do tarifaço dos EUA. O Ibovespa manteve estabilidade, apesar da queda de Vale e Petrobras.
O dólar recuou para R$ 5,62, e os juros futuros caíram, reduzindo apostas de alta intensa da Selic. Nos EUA, o PMI de serviços surpreendeu, e o mercado agora aguarda o Payroll. No Brasil, destaque para a balança comercial e discussões sobre o orçamento.
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A FBN também destacou dois fatores que podem acentuar essa tendência – Foto: Divulgação
No final do mês de março, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou o relatório Prospective Plantings de 2025, estimando um aumento de quase 5 milhões de acres na área de milho em relação ao ano anterior. As projeções indicam um total de 224,2 milhões de acres destinados a milho, soja e trigo na safra 2025/2026, ligeiramente acima dos 223,8 milhões da temporada anterior. As informações foram destacadas por Maria Flávia Tavares, economista e doutora em agronegócio.
Antes da divulgação oficial, a Farmers Business Network (FBN) já havia antecipado tendências similares em seu relatório Planting Intentions Report, baseado em uma pesquisa com cerca de mil agricultores e 2 milhões de acres. O levantamento apontava um crescimento expressivo da área de milho, especialmente em Iowa e Kansas, enquanto a soja perderia espaço, sobretudo em Iowa, Illinois e Indiana.
A FBN também destacou dois fatores que podem acentuar essa tendência: o possível aumento das taxas portuárias para navios chineses, encarecendo a exportação de soja, e a previsão de condições climáticas secas, o que favoreceria uma maior expansão do milho. Dessa forma, o mercado já havia precificado grande parte das estimativas antes da divulgação do USDA. No Brasil, projeções de plantio também desempenham um papel crucial na definição das estratégias de produção e na dinâmica do mercado agrícola, reforçando a importância do planejamento antecipado para a competitividade do setor.
“Assim como nos Estados Unidos, o planejamento e as projeções de plantio exercem um papel fundamental no agronegócio brasileiro, moldando as estratégias de produção e as dinâmicas do mercado agrícola nacional”, conclui.
A frente fria começa a sair do Sul do país e a afetar o Sudeste e o Centro-Oeste em cheio. Com isso, a chuva forte muda de região. No Nordeste e no Norte do país, alertas de precipitações fortes para as capitais. Confira:
Sul
Na sexta-feira, a frente fria avança pelo Sudeste e, assim, a chuva diminui na Região Sul. Ainda pode chover fraco em alguns pontos de Santa Catarina durante a manhã e tarde e há previsão de pancadas de chuva em todo o Paraná, com alertas em Curitiba e no litoral. No Rio Grande do Sul não chove e as temperaturas despencam. O ar frio chega à noite em Santa Catarina e no centro-sul paranaense, com previsão de mínima invertida em alguns municípios.
Sudeste
A semana termina chuvosa e nublada em São Paulo, no Rio de Janeiro e no sul de Minas Gerais por conta da frente fria que avança e muda o padrão de circulação de ventos – que começam a soprar do oceano em direção ao continente, aumentando a umidade. A chuva é frequente e volumosa em todo o litoral paulista, Vale do Ribeira, Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e na região serrana do Rio. É alto o risco de transtornos em todas essas áreas. A temperatura começa a cair e a mínima será invertida na capital paulista. Em Vitória, dia abafado com chuvas rápidas à tarde. Em Belo Horizonte, há alerta de temporais.
Centro-Oeste
Os volumes de chuva aumentam no Centro-Oeste por conta da frente fria que intensifica a umidade e de instabilidades que avançam pelo interior do continente. Pode chover forte de manhã em algumas áreas de Mato Grosso do Sul, em Mato Grosso e Goiás. À tarde, a chance de pancadas de chuva cresce em todos os estados. Tem alerta para as capitais Campo Grande (MS) e Cuiabá (MT). Em Goiânia (GO) e na Capital Federal, volta a chover, mas de forma rápida e isolada. Nessas áreas, temperaturas altas e tempo abafado ainda estarão presentes.
Nordeste
A semana termina sem mudanças na Região. Continua chovendo em várias áreas do Maranhão, Piauí e Ceará por conta da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), enquanto no Sertão o tempo é firme e com alerta de baixa umidade do ar.
Norte
A semana termina ainda com chuva em todos os estados. Os maiores volumes continuam entre o Amazonas, Pará e Amapá. Tem alertas em Boa Vista (RR), Manaus (AM), Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC).
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A mecanização do plantio transformou a dinâmica do setor – Foto: Pixabay
O setor sucroenergético continua em expansão, e a expectativa para a safra 2024/25 é positiva. Segundo Glauber dos Santos, especialista em gestão de custos de produção no agronegócio, com base em dados do Pecege Consultoria e Projetos, 16,6% da área cultivada com cana-de-açúcar será destinada ao plantio, seja para renovação ou ampliação das lavouras. Esse crescimento reforça a importância de um planejamento estratégico para garantir produtividade e rentabilidade ao longo dos ciclos da cultura.
A escolha correta das variedades, o controle de pragas do solo e um manejo adequado são fatores essenciais para um canavial produtivo e longevo. Quanto maior o número de cortes possíveis, melhor a diluição dos custos de implantação, que nesta safra atingem R$ 18 mil por hectare. O investimento no plantio impacta diretamente os resultados futuros, tornando fundamental a adoção de boas práticas agronômicas desde o início do ciclo. Além disso, a eficiência operacional tem sido aprimorada pelo avanço tecnológico, com plantadoras modernas que garantem maior precisão, reduzindo desperdícios e otimizando a distribuição das mudas.
A mecanização do plantio transformou a dinâmica do setor, proporcionando ganhos em velocidade e qualidade na formação dos canaviais. O uso de equipamentos mais eficientes permite um melhor aproveitamento dos insumos e melhora a uniformidade das lavouras, fatores essenciais para a sustentabilidade da produção. Com o início da colheita se aproximando, é fundamental reforçar a importância de um plantio bem estruturado para garantir melhores produtividades nas safras seguintes.
Um planejamento eficiente no campo hoje resulta em maior rentabilidade amanhã. O fortalecimento do setor passa por investimentos contínuos em tecnologia e boas práticas agrícolas, garantindo que a cultura da cana-de-açúcar siga impulsionando a economia e a sustentabilidade.
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O manejo da praga deve ser realizado com monitoramento constante – Foto: Pexels – Pixabay
As lavouras de milho desta safra estão enfrentando um grande desafio com a infestação de pulgões, conforme alerta Débora Paula Menocin, Engenheira Agrônoma e Franqueada da SEMPRE AGTECH. Esses insetos sugadores se alimentam da seiva das plantas, comprometendo seu crescimento e reduzindo a produtividade. Além disso, os pulgões são vetores de viroses, como o mosaico do milho, agravando ainda mais os impactos sobre as plantações.
Outro fator preocupante é a liberação de substâncias açucaradas conhecidas como honeydew, que criam um ambiente propício para o desenvolvimento de fungos como a fumagina. Essa camada escura sobre as folhas dificulta a fotossíntese, prejudicando ainda mais a sanidade das plantas e a formação dos grãos. A soma desses danos pode levar a perdas significativas para os produtores, exigindo estratégias eficazes de controle.
O manejo da praga deve ser realizado com monitoramento constante, identificando precocemente a presença dos insetos para evitar que a infestação se espalhe. Métodos biológicos, inseticidas seletivos e a escolha de híbridos mais tolerantes são algumas das alternativas recomendadas para minimizar os prejuízos.
Com a intensificação dos ataques de pulgões, especialistas reforçam a importância de um manejo integrado de pragas para garantir lavouras mais produtivas e sustentáveis. A atenção redobrada no campo pode ser a diferença entre uma safra saudável e perdas expressivas na colheita.
“Outro problema é a liberação de substâncias açucaradas conhecidas como honeydew, que favorecem o crescimento de fungos, como a fumagina, dificultando a fotossíntese. Com isso, a infestação de pulgões pode resultar em menor produção de grãos e prejuízos econômicos significativos para os agricultores”, comenta.
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O planejamento começa já na semente – Foto: Pixabay
A logística da soja vai muito além da colheita e do transporte até o porto. De acordo com Wilson Bezerra, Coordenador de Suprimentos e Manutenção da Agropecuária Nogueira, a cadeia logística começa ainda no preparo do solo e pode representar até 50% do custo final da produção. O desafio está em otimizar cada etapa para reduzir despesas e aumentar a competitividade.
Antes mesmo da colheita, o setor já enfrenta desafios logísticos no transporte de sementes, fertilizantes e calcário para as fazendas, além da movimentação de tratores e semeadoras. A armazenagem e aplicação de defensivos também exigem um planejamento rigoroso para evitar desperdícios e custos extras. Durante a colheita, a movimentação de colheitadeiras e caminhões precisa ser eficiente para evitar perdas no campo. Essa fase inicial já pode representar de 15% a 25% do custo total da produção.
Após a colheita, o transporte da fazenda até os armazéns se torna um dos principais desafios. A dependência do modal rodoviário, as longas distâncias e a infraestrutura precária encarecem a operação. Além disso, a armazenagem tem custos elevados com energia, manutenção e perdas por umidade. No momento da exportação, entram os gastos com frete interno, taxas portuárias e embarque, podendo somar até metade do custo final da soja.
Para minimizar esses impactos, Bezerra destaca a importância de um planejamento eficiente na compra e transporte de insumos, a diversificação dos modais logísticos com o uso de ferrovias e hidrovias, o melhor controle da armazenagem e o uso de tecnologia para rastreamento e previsibilidade. Mais do que um custo, a logística é um fator estratégico que define a competitividade no mercado global.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou nesta quinta-feira (3) uma nota técnica com análise sobre os efeitos do tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as exportações do agronegócio brasileiro.
A entidade classifica impactos “críticos” ou “altos” para 19 produtos, como carne bovina industrializada, outras substâncias proteicas e madeira perfilada, por exemplo (veja lista completa abaixo).
Atualmente, os Estados Unidos são o terceiro principal destino dos produtos do agro nacional, atrás apenas de China e União Europeia. Em 2024, os norte-americanos responderam por 7,4% da pauta brasileira no setor, atingindo a marca de US$ 12,1 bilhões.
“Ao longo dos últimos dez anos, a participação dos EUA na pauta exportadora do agronegócio brasileiro sempre figurou entre 6% e 7,5%. Isso evidencia um mercado consolidado para os produtos brasileiros, que apresenta relativa previsibilidade do ponto de vista geral”, diz o texto.
Impactos aos produtos brasileiros
Perdas mais críticas
A entidade informa que produtos com classificação crítica se referem aqueles em que o desvio é praticamente impossível dado o alto grau de dependência do mercado norte-americano, enquanto aqueles classificados como de alta exposição encontrarão dificuldades para a absorção por outros mercados.
“Já os de exposição leve e moderada podem encontrar algumas oportunidades em outros mercados, mas ainda sentindo os impactos do tarifaço nos EUA”.
De acordo com a nota da CNA, para alguns setores, o mercado norte-americano é de grande importância. “É o caso do café verde – principal produto do agro brasileiro destinado aos EUA – cuja participação dos EUA foi de 17% em valor no ano de 2024, e dos sucos de laranja, que atingiu 31%. A elevação das alíquotas de importação sobre estes produtos pode minar a competitividade do Brasil neste mercado, impactando os rendimentos do produtor”, diz trecho da nota.
Para a CNA, os produtos mais afetados serão os que o Brasil já é altamente representativo no total das importações dos EUA, isso porque, nestes casos, o Brasil não teria “espaço” para ganhar de um eventual concorrente, sendo o único ou principal país afetado.
“É o caso dos sucos de laranja resfriados e congelados, onde o Brasil responde por 90% e 51% das compras americanas, respectivamente; da carne bovina termo processada, com 63%; e do etanol, com 75%”.
CNA: ‘retaliação em último caso’
A nota da CNA reconhece, contudo, que ainda é precipitado avaliar eventuais perdas ou ganhos para o Brasil com o anúncio das tarifas recíprocas pelos EUA, visto que a alteração tarifária afeta todos os países do mundo, inclusive grandes exportadores de produtos agropecuários.
Por fim, o texto considera que instrumentos de proteção para medidas retaliatórias e barreiras unilaterais, como o que será alcançado por meio do PL nº 2088/2023 (PL da Reciprocidade), aprovado pelo Congresso e que seguirá para sanção presidencial, devem ser utilizados apenas após o esgotamento dos canais diplomáticos, para defender os interesses brasileiros.