segunda-feira, maio 25, 2026

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Virada no tempo: calor de 34ºC afetará regiões de 7 estados


calor, altas temperaturas
Foto: Pixabay

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou informativo sobre a previsão do tempo entre esta segunda-feira (7) e a próxima (14).

Entre os destaques, temperatura máxima superior a 34°C no noroeste de Minas Gerais, norte de Goiás, oeste de São Paulo, grande parte da Bahia, Sergipe, Alagoas e Rio Grande do Norte no próximo sábado (12).

Sul

A semana começa com áreas de instabilidade em grande parte do Rio Grande do Sul e no leste de Santa Catarina, com volumes que podem ultrapassar os 50 mm (tons em laranja e vermelho no mapa abaixo). Acumulados de chuva entre 20 e 40 mm (tons em verde) podem ocorrer no centro-oeste catarinense e paranaense a partir de 13 de abril.

Sudeste

São previstas chuvas entre 20 e 30 mm no sul de Minas Gerais, leste de São Paulo, sul do Rio de Janeiro e Espírito Santo, principalmente a partir de quarta-feira (9). No interior dos territórios paulista e mineiro, a tendência é de volumes de chuva inferiores a 20 mm.

Centro-Oeste

Previsão do tempo volumes de chuva
Foto: Reprodução Inmet

A previsão do tempo para os próximos dias é de chuvas mais localizadas sobre o Mato Grosso e áreas pontuais do oeste de Mato Grosso do Sul, com acumulados que podem superar os 50 mm. No restante da região, são previstos volumes de chuva inferiores a 20 mm.

Nordeste

Áreas de instabilidades devido a presença da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) favorecerá as chuvas no norte do Maranhão e do Piauí, litoral do Ceará, onde são previstos volumes de chuva acima de 60 mm. No interior da Paraíba, sul do Piauí e do Maranhão, além do oeste e sul da Bahia, podem ocorrer acumulados de chuva entre 30 e 50 mm. Nas demais áreas, precipitações abaixo de 10 mm, ao passo em que outras não devem receber uma gota sequer. Assim, prevê-se redução da umidade relativa do ar, com valores abaixo de 50%.

Norte

Os maiores acumulados de chuva se concentrarão no Amazonas, Pará, Amapá, em Roraima e norte de Rondônia, com acumulados que podem ultrapassar os 60 mm. Menores volumes são previstos para o sul de Rondônia, leste do Acre e centro-sul de Tocantins, com valores abaixo de 40 mm.

Temperaturas máximas e mínimas

temperaturas
Foto: Reprodução Inmet

A previsão indica que as temperaturas máximas devem permanecer em elevação ao longo da semana, especialmente no interior da Região Nordeste, áreas da Região Norte, leste da Região Centro-Oeste e oeste da Região Sudeste, com valores acima de 30°C.

Já no Sul e leste do Sudeste, as temperaturas máximas podem ficar abaixo de 28°C. No próximo sábado (12), são previstas temperatura máximas acima de 34°C no noroeste de Minas Gerais, norte de Goiás, oeste de São Paulo, grande parte da Bahia, Sergipe, Alagoas e Rio Grande do Norte (imagem acima).

Segundo o Inmet, as temperaturas mínimas seguirão acima de 22°C na Região Norte, Região Centro-Oeste, oeste da Região Nordeste e oeste da Região Sudeste. Em grande parte da Região Sul e leste da Região Sudeste, espera-se que as mínimas fiquem abaixo de 20°C ao longo da semana.

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AgroNewsPolítica & Agro

População de psilídeo apresenta queda, mas segue acima da média histórica



Números ainda estão acima da média


Foto: Fundecitrus

A população do psilídeo, inseto transmissor do greening, apresentou uma queda significativa em 2024, sendo 40% menor do que em 2023. No entanto, os números ainda estão acima da média registrada entre 2014 e 2019, período anterior à identificação de resistência do inseto a alguns inseticidas. Esse dado reforça a necessidade de estratégias eficazes de controle para evitar novas altas populacionais.

De acordo com o pesquisador do Fundecitrus Marcelo Miranda, a redução observada em 2024 é positiva, mas ainda exige atenção do setor citrícola. “As populações do psilídeo no final de 2024 e início de 2025 estão menores em comparação com as dos últimos três anos. Porém, essa população ainda é maior do que a média registrada entre 2014 e 2019, período em que não havia problemas de resistência”, explica.

A variação na população do psilídeo está diretamente ligada a fatores climáticos e ao manejo adotado no campo. Entre 2014 e 2019, a média de psilídeos capturados por armadilha no cinturão citrícola de São Paulo era inferior a 0,3 por armadilha, um nível considerado baixo. No entanto, desde 2020, houve um crescimento populacional expressivo, atingindo seu pico histórico em 2023. A resistência do inseto a inseticidas, especialmente piretroides e neonicotinoides, tem sido um fator determinante nesse aumento.

Para manter a população de psilídeo em queda e evitar novas altas, o manejo adequado continua sendo fundamental. “Para reduzir ainda mais a população do psilídeo, é essencial a rotação de inseticidas que apresentam alta eficácia no controle do inseto”, ressalta Miranda. O Fundecitrus reforça a importância do monitoramento constante e do uso estratégico de produtos para garantir a efetividade do controle e minimizar os impactos da resistência.

Para auxiliar os citricultores no manejo eficaz do psilídeo, o citricultor pode consultar o Avalia Psilídeo. Essa ferramenta gratuita disponibiliza resultados atualizados sobre a eficácia de inseticidas em diferentes regiões do cinturão citrícola, permitindo que os produtores escolham os produtos mais adequados para o controle do inseto. O Avalia Psilídeo é constantemente atualizado com novos experimentos, garantindo informações precisas e atuais para embasar as decisões no campo.





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Bahia vai apresentar a Lula plano emergencial para seca prolongada


O governo da Bahia apresentará ao governo federal, um plano emergencial de enfrentamento a seca prolongada, que já afeta regiões do estado. O documento será elaborado por secretários estaduais, dirigentes de órgãos ligados à defesa civil, segurança hídrica, desenvolvimento rural e assistência social, entre outros, com o objetivo de consolidar estratégias e definir novas e próximas ações do governo.

A reunião realizada na manhã deste domingo (6), no Centro de Operações e Inteligência (COI), com a equipe e o o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, serviu como base para a elaboração do plano que será apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ainda nesta semana, em Brasília.

“A Bahia sempre teve embates firmes com os efeitos da seca. É histórico. Mais de 70% do nosso território é semiárido, e agora temos regiões em transição para condição de áridas, praticamente em processo de desertificação”, explicou Jerônimo.

O governador destacou que, atualmente, cerca de 65 municípios já decretaram situação de emergência, e esse número deve aumentar nos próximos dias.

“O decreto facilita o acesso a recursos federais e o aporte do próprio Estado para ações emergenciais.”, disse o chefe do executivo do estado.

Segundo ele, as iniciativas incluem limpeza de aguadas, apoio com carros-pipa, construção de cisternas e entrega de equipamentos para alimentação animal.

“Nós já tivemos reuniões com o ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e voltaremos a Brasília com um documento mais denso, definindo responsabilidades dos Municípios, do Estado e da União. Com isso, poderemos anunciar novos investimentos em até dez dias.”

Gravidade

O secretário estadual de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, reforçou a gravidade da situação e a importância do planejamento coordenado.

“Essa reunião garante um planejamento diferenciado para enfrentar o momento e conviver com a seca. O governador nos garantiu que, na próxima semana, o plano será finalizado e publicado, agregando também as ações do governo federal”, afirmou.

Ele também destacou que a situação climática tem se agravado, com três meses de chuvas abaixo da média e previsão de pouca precipitação nos próximos períodos. “A prioridade agora é garantir a produtividade, manter os animais vivos e assegurar o bem-estar do homem e da mulher do campo.”

Governador reúne equipe para definir novas ações emergenciais de convivência com a seca na BahiaGovernador reúne equipe para definir novas ações emergenciais de convivência com a seca na Bahia
Foto: Amanda Ercília/GOVBA

Também presente na reunião, o coordenador-geral do programa Bahia Sem Fome, Tiago Pereira, lembrou a importância de integrar as ações de combate à estiagem com o enfrentamento à insegurança alimentar.

“Não existe combate aos efeitos da seca sem se falar em combate à fome. Já entregamos cerca de 60 mil cestas básicas em 165 municípios, desde 2024. A determinação do governador é ampliar esse atendimento. Já temos 40 mil cestas estocadas para 2025, visando atender todas as cidades em emergência”, explicou.

O governador da Bahia encerrou destacando a importância da articulação com os prefeitos, a Assembleia Legislativa e a bancada federal para execução do plano emergencial.

“Estamos elaborando um plano de trabalho robusto e realista. Com apoio dos deputados, das emendas parlamentares e da parceria com o governo federal, vamos garantir respostas rápidas e eficientes à população mais afetada”, concluiu.

As informações são do repórter, Raul Rodrigues, do governo da Bahia.


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Tecnoshow Comigo deve gerar R$ 10 bi em negócios



Começou hoje (7) em Rio Verde (GO), a 22° edição da Tecnoshow Comigo 2025. O evento, um dos principais do agronegócio brasileiro e considerado o maior da região Centro-Oeste, é organizado anualmente pela Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudeste Goiano. Este ano, a expectativa dos organizadores é de receber um público recorde, com 150 mil visitantes e gerar 10 bilhões de reais em negócios até o dia 11 de abril.

Nesta edição, a Tecnoshow Comigo conta com mais de 1000 estandes de expositores de máquinas e equipamentos agropecuários, plots agrícolas, animais das mais variadas espécies, palestras técnicas e econômicas e educação ambiental.

A abertura do evento contou com a presença de muitas autoridades. O presidente do Conselho de Administração da Tecnoshow Comigo, Antonio Chavaglia, destacou a questão em torno da sustentabilidade. Ele também falou sobre a infraestrutura e o potencial que o estado de Goiás pode alcançar com investimentos.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, reiterou o potencial do estado e disse que o evento serve de modelo para ser replicado no cotidiano do agronegócio brasileiro, com o que existe de mais moderno em tecnologia.

Sobre a Comigo

A cooperativa foi fundada em Rio Verde por 50 produtores rurais do sudoeste goiano que estavam dispostos a mudar o perfil da agropecuária regional, instituindo novos conceitos de produção e de comercialização.

A entidade incentivou o uso de insumos modernos, de tecnologias inovadoras, instalou um grande sistema armazenador e partiu para a transformação de matérias-primas.

Além de Rio Verde, onde está a sede administrativa e o complexo industrial, a Comigo está presente em mais 18 municípios de Goiás, com lojas agropecuárias, produção de suplementos minerais e unidades armazenadoras.

A Tecnoshow acontece no Anel Viário Paulo Campos, km 7, na cidade de Rio Verde, Goiás.



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Brasil recebe importadores e exportadores de feijão



Durante o Summit, painéis voltados ao mercado mundial vão orientar produtores



Durante o Summit, painéis voltados ao mercado mundial vão orientar produtores
Durante o Summit, painéis voltados ao mercado mundial vão orientar produtores – Foto: Canva

Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), a partir desta segunda-feira (7), compradores de 15 países desembarcam no Brasil para participar do Summit Brazil Superfoods, que ocorre em Brasília nos dias 7 e 8 de abril. O evento tem como foco principal os Feijões e o Gergelim, produtos que despertam grande interesse no mercado internacional. Além das negociações, os visitantes trarão uma importante bagagem de informações sobre tendências globais, que deverão influenciar diretamente as decisões estratégicas do agro brasileiro ao longo de 2024.

Durante o Summit, painéis voltados ao mercado mundial vão orientar produtores e agentes do setor sobre quais culturas priorizar, especialmente nas áreas com irrigação voltadas à terceira safra deste ano e à primeira safra de sequeiro do próximo. Esse direcionamento técnico é aguardado com expectativa, principalmente diante da instabilidade atual no mercado interno de feijões.

Na última semana, o mercado de Feijão-carioca e Feijão-preto apresentou ritmo lento. A esperada retomada de compras pelos empacotadores não se confirmou, o que gerou recuo nas cotações em algumas regiões. Segundo o Ibrafe, produtores pressionados por necessidade de caixa chegaram a aceitar descontos entre R$ 5 e R$ 10 por saca. Essa queda foi observada nas cotações do CEPEA-CNA, tanto em Goiás quanto no interior de São Paulo, onde ainda restam poucos lotes armazenados.

“Outro ponto de atenção no setor é a chegada iminente da primeira onda de frio, que gera preocupação para os produtores. No entanto, previsões meteorológicas indicam que, até o momento, apenas a região mais alta de Palmas, no sul do Paraná, deve enfrentar geadas. Essa previsão alivia a ansiedade inicial, permitindo aos produtores planejar com mais confiança suas atividades futuras”, conclui.

 





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Como trabalhar a nutrição do trigo?



O trigo é uma cultura altamente exigente em nutrientes



A nutrição estratégica também contempla a adoção de fertilizantes foliares de qualidade
A nutrição estratégica também contempla a adoção de fertilizantes foliares de qualidade – Foto: Divulgação

Segundo a Amazon AgroSciences, um dos pilares para o sucesso no cultivo do trigo está no manejo eficiente da fertilidade do solo, iniciado obrigatoriamente com uma boa análise de solo. Esse diagnóstico permite compreender as necessidades da área e traçar estratégias nutricionais específicas para garantir o máximo desempenho da lavoura.  

O trigo é uma cultura altamente exigente em nutrientes, e o equilíbrio no fornecimento é essencial durante todo o seu ciclo. O nitrogênio (N) é o nutriente mais demandado, sendo responsável pelo crescimento vegetativo e produtividade final — seu fornecimento deve ser bem distribuído ao longo do desenvolvimento da planta. O fósforo (P), por sua vez, exerce um papel determinante no desenvolvimento das raízes, favorecendo uma base forte para absorção de água e nutrientes. Já o potássio (K) é crucial para a tolerância a estresses abióticos, como seca e variações de temperatura.  

A nutrição estratégica também contempla a adoção de fertilizantes foliares de qualidade, que são ferramentas valiosas para ajustes ao longo do ciclo. Aplicados nos momentos certos, esses insumos auxiliam na correção de deficiências pontuais e contribuem para a expressão máxima do potencial produtivo.  

Portanto, compreender as exigências nutricionais do trigo e agir com base em dados concretos — como os obtidos pela análise de solo — é o caminho mais seguro para elevar os resultados na lavoura. Investir em tecnologias e práticas recomendadas, como o uso criterioso de fertilizantes foliares, é uma forma inteligente de garantir sanidade, vigor e produtividade no campo.

 





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Projeto de algodão fortalece comunidades quilombolas



O projeto-piloto beneficiará diretamente 27 famílias



O projeto-piloto beneficiará diretamente 27 famílias
O projeto-piloto beneficiará diretamente 27 famílias – Foto: Canva

A comunidade quilombola São Maurício, em Alcântara (MA), foi palco, na última terça-feira (25), do lançamento do projeto algodão Agroecológico Consorciado com Produtos Alimentares – algodão da Liberdade. A iniciativa visa impulsionar a economia local por meio do cultivo de algodão agroecológico integrado a alimentos tradicionais como milho, feijão, mandioca e hortaliças, promovendo segurança alimentar e sustentabilidade para as famílias da região.

O evento contou com a assinatura de um acordo de cooperação técnica entre o Governo do Maranhão, a Embrapa Algodão e a Prefeitura de Alcântara. A parceria permitirá a capacitação técnica dos agricultores, a certificação agroecológica e a doação de sementes. Para Bira do Pindaré, secretário da SAF, o projeto resgata a história do município de forma transformadora: “Antes, o algodão era símbolo da dor da escravidão. Agora, ele é símbolo de liberdade e desenvolvimento.”

A agricultora Eliane Rodrigues celebrou a chegada do projeto como uma nova esperança para São Maurício. “Estamos muito gratos por esse olhar para nossas comunidades. Vai incentivar toda a região”, disse emocionada. Segundo o pesquisador da Embrapa, Frederico Lisita, os produtores serão capacitados com técnicas de cultivo orgânico e participativo, com unidades de aprendizagem e pesquisa (UAPs), valorizando práticas sustentáveis e preços diferenciados.

O projeto-piloto beneficiará diretamente 27 famílias e, indiretamente, cerca de 60 em Alcântara, com previsão de expansão para outras comunidades. Coordenado pela Embrapa Algodão e financiado pelo MDA, o Algodão da Liberdade faz parte de uma estratégia maior para fortalecer consórcios agroecológicos em todo o Nordeste e Semiárido mineiro.

 





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BR-101 é liberada após caminhão tombar e incendiar 21 carros



O Corpo de Bombeiros de Santa Catarina (CBMSC) conseguiu controlar controlar as chamas que tomaram conta da BR-101, no domingo (6), na região do Morro dos Cavalos na Grande Florianópolis, após um caminhão-tanque que transportava álcool etílico tombar na pista, provocando um incêndio de grandes proporções. Após o acidente, o combustível vazou e se espalhou pela via.

Ao entrar em ignição, o etanol provocou a queima de 21 automóveis e três carretas. A ocorrência mobilizou 36 bombeiros de diversas cidades da região e demandou mais de 12 horas de trabalho ininterrupto. A operação foi concluída por volta das 3h da manhã desta segunda-feira (7) e a pista foi totalmente liberada às 5h07.

“Esta operação foi uma das mais complexas enfrentadas pelas equipes do nosso Corpo de Bombeiros. Nosso trabalho inicial foi voltado ao controle do risco e ao combate às chamas. A situação era extremamente perigosa, pois o líquido inflamável escoou por baixo dos veículos parados e, ao pegar fogo, ameaçava causar uma tragédia ainda maior”, explicou o comandante-geral do CBMSC, coronel Fabiano de Sousa.

O combate direto ao incêndio levou cerca de quatro horas e meia, sendo seguido pela etapa de transbordo da carga restante — cerca de 22 mil litros de etanol que permaneceram no tanque do caminhão —, o destombamento do veículo e a liberação da pista.

Apesar da gravidade da ocorrência, apenas cinco pessoas ficaram feridas, todas com queimaduras e lesões consideradas leves. “A estratégia adotada pelas equipes foi fundamental para evitar uma tragédia com o fogo se propagando para mais veículos e possíveis outras vítimas”, complementa o coronel.

A operação contou com o apoio de diversas instituições: Instituto do Meio Ambiente (IMA), Prefeitura de Palhoça, Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil, Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) e Polícia Rodoviária Federal (PRF).



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Guerra comercial, câmbio e clima: os fatores que movimentaram a soja e o milho



A semana foi marcada por diferentes acontecimentos econômicos que impactaram os mercados de soja e milho, no Brasil e no exterior. Segundo a plataforma Grão Direto, a intensificação da guerra comercial entre Estados Unidos e China, aliada a dados econômicos robustos nos EUA e movimentações na área de plantio americana, trouxe volatilidade aos preços e influenciou decisões estratégicas de produtores e tradings.

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O principal destaque da última semana foi o agravamento da disputa comercial entre Estados Unidos e China. Na quarta-feira (2), o presidente norte-americano Donald Trump anunciou novas tarifas sobre diversos países. Em resposta, a China divulgou na sexta-feira (4) um aumento de 34% nas tarifas sobre produtos agrícolas americanos, incluindo a soja, o que torna inviáveis as exportações dos EUA para o país asiático.

A medida favorece diretamente a soja brasileira, que já vinha sendo beneficiada desde o início do conflito comercial em 2018. Com isso, os prêmios de exportação subiram nos portos brasileiros, enquanto os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) para maio encerraram a semana em queda, cotados a US$ 9,77 por bushel, recuo de 3,41%.

Mercado no Brasil segue firme

No mercado interno, os preços da soja seguiram sustentados pela demanda internacional aquecida e pela competitividade frente ao produto americano. O índice de soja exportação da Grão Direto iniciou a semana a R$ 133,66 por saca e fechou a R$ 134,10 na sexta-feira. Apesar da estabilidade nos preços, gargalos logísticos e a alta nos fretes continuam a dificultar o escoamento da safra recorde nacional.

Óleo de soja sofre impacto

As cotações do óleo de soja recuaram mais de 4% ao longo da semana, pressionadas pela queda do petróleo, que acumulou baixa de 7,5%. O óleo de soja, amplamente utilizado na produção de biocombustíveis, acompanha diretamente os movimentos do setor energético.

Além disso, a desvalorização do óleo de palma no mercado internacional também reforçou o cenário de baixa, pressionando as cotações da soja em grão.

USDA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou, na última segunda-feira, aumento de 5% na área plantada de milho (95,3 milhões de acres) e redução de 4% na área de soja (83,5 milhões de acres) para a próxima safra. A mudança reflete a tentativa de produtores americanos de reduzir os impactos das tarifas chinesas sobre a soja, uma vez que o milho é menos dependente da exportação.

A reconfiguração das áreas de plantio pressionou os preços futuros das commodities em Chicago e reforçou o cenário de competição internacional mais acirrada.

O avanço do dólar

O dólar comercial encerrou a semana cotado a R$ 5,83, com alta acumulada de 3,85%. O avanço da moeda americana foi impulsionado pelos dados do payroll norte-americano, que registrou a criação de 228 mil empregos em março, acima das expectativas. A divulgação reforçou o otimismo com a economia dos Estados Unidos e fortaleceu o dólar globalmente.

Além disso, o aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais, provocado pela escalada da guerra comercial, também beneficiou moedas fortes. No Brasil, a valorização cambial melhora a competitividade das exportações agrícolas, mas impõe pressão sobre os custos de produção, já que diversos insumos são cotados em dólar.



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