A comercialização da safra 2024/25 de soja no Brasil alcançou 50,7% da produção estimada, segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado, com dados coletados até 7 de abril. No mês anterior, esse percentual era de 42,4%.
Além disso, o volume já comercializado da safra atual chega a 87,51 milhões de toneladas, considerando uma estimativa total de 172,45 milhões de toneladas
Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱
Apesar do avanço observado no último mês, o ritmo de vendas segue abaixo da média dos últimos cinco anos para o período, que é de 63,9%. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o índice permanece estável, ambos com 50,7%.
Safra de soja 25/26 tem início lento
Para a safra 2025/26, as expectativas são de uma colheita ainda maior, com uma produção estimada de 182,57 milhões de toneladas, um volume que representa um crescimento significativo em relação à safra anterior.
No entanto, apesar da perspectiva de uma colheita robusta, as vendas antecipadas da soja para esse ciclo estão apresentando um ritmo mais lento do que o esperado. Até o momento, apenas 3,7% da produção estimada já foi comercializada, o que equivale a aproximadamente 6,94 milhões de toneladas.
O desempenho de vendas é inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando 5,9% da safra seguinte já havia sido vendida, o que indica um ritmo de comercialização mais fraco. Além disso, o índice atual de vendas está bem abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 14,4%.
O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (3) aponta que o retorno das chuvas no final de março trouxe alívio parcial às lavouras de soja no Rio Grande do Sul. De acordo com o documento, os volumes registrados favoreceram as plantas em fases de florescimento, enchimento de grãos e maturação, contribuindo para a recuperação da umidade dos grãos e da turgidez foliar.
“O avanço das chuvas ajudou as lavouras em estágios mais sensíveis, especialmente aquelas que ainda não haviam atingido a maturação plena”, destaca o boletim técnico. Com a melhora das condições, a colheita avançou de 24% para 39% da área cultivada, embora interrupções temporárias tenham sido registradas em razão do clima.
A antecipação do ciclo fenológico, provocada pelas temperaturas elevadas e pelo déficit hídrico de março, resultou em redução do potencial produtivo e no aumento da incidência de grãos esverdeados. “Muitas plantas não completaram seu ciclo antes da senescência, o que comprometeu a qualidade de parte da produção”, informa a Emater.
A dessecação das lavouras foi adotada em diversas áreas para uniformizar o ponto de colheita. A prática foi considerada necessária diante da desuniformidade de desenvolvimento, intensificada por replantios e brotações surgidas após as chuvas de fevereiro. O documento aponta que o rendimento médio no estado é estimado em 2.240 kg/ha, com ampla variação entre as regiões. Em alguns casos, foram colhidas mais de 5 mil kg/ha, enquanto em outros, produtores não colheram o suficiente para justificar a continuidade da operação.
As regiões Central e Oeste concentram as lavouras mais impactadas, enquanto o Quadrante Nordeste apresenta produtividade mais próxima do esperado inicialmente. A variação de resultados, mesmo dentro de uma mesma área, é atribuída à irregularidade das chuvas e às diferenças no ciclo das cultivares utilizadas.
Do ponto de vista fitossanitário, a umidade elevada, aliada a temperaturas mais amenas e à formação de orvalho, criou condições favoráveis ao surgimento da ferrugem asiática. “Os produtores estão intensificando o uso de Fungicidas de alta eficácia para controlar a doença, especialmente nas lavouras com maior potencial produtivo”, relata a Emater.
Na comercialização, o preço médio da saca de 60 quilos apresentou leve recuo de 0,17%, passando de R$ 127,60 para R$ 127,38, segundo levantamento semanal da Emater/RS-Ascar.
O Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, realizará nesta quarta-feira (9), às 14h, mais um seminário do seu Ciclo de Estudos em 2025. A palestra “Manejo ecológico da propriedade agrícola” será apresentada por Afonso Peche Filho, pesquisador científico do Instituto Agronômico (IAC-Apta), e abordará a requalificação ambiental de propriedades agrícolas que exigem uma abordagem sistêmica, integrando produtividade com conservação.
O manejo ecológico é um conjunto de práticas e técnicas que visam a utilização sustentável dos recursos naturais, buscando o equilíbrio entre a produção e a conservação ambiental. Ele se baseia na compreensão dos processos ecológicos e na aplicação de conhecimentos científicos e tradicionais para promover a saúde dos ecossistemas e a biodiversidade.
A adoção do manejo é fundamental para garantir a sustentabilidade dos sistemas produtivos e a conservação do meio ambiente.
Benefícios do manejo ecológico:
Conservação da biodiversidade e dos recursos naturais
Produção de alimentos saudáveis e seguros
Redução da poluição e dos impactos ambientais
Melhora da qualidade de vida das comunidades locais
Promoção do desenvolvimento sustentável
Sobre o palestrante
Afonso é agrônomo, Mestre em Engenharia de Água e Solo pela Unicamp, e Doutor em Ciências Ambientais pela Unesp. Pesquisador Científico do Instituto Agronômico (IAC-Apta), tem experiência em Engenharia de Biossistemas, com ênfase em mecanização agrícola conservacionista e gestão ambiental de bacias hidrográficas.
O seminário é coordenado pela pesquisadora do IEA Terezinha Franca, que atua em políticas agrícolas relacionadas a crédito rural, opções de financiamento agrícola, sistemas de garantia de renda, desenvolvimento rural, agricultura familiar, agroecologia e sistemas agrossilvipastoris e ILPF.
Haverá certificado de participação, para aqueles que desejarem, a partir do preenchimento de formulário online no horário do evento.
Ciclo de Seminários Estudos IEA
O Ciclo de Seminários Estudos IEA convida especialistas de outras instituições para abordar tópicos relativos à socioeconomia agrícola. Essa iniciativa visa facilitar a troca de conhecimentos, promover debates e disseminar informações, oferecendo uma plataforma de discussões para diversos públicos interessados.
O evento será transmitido de forma online pelo canal da SAA/SP no YouTube.
Apesar dos desafios econômicos e climáticos, o Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária deve crescer 10,1% neste ano ante 2024, alcançando R$ 1,421 trilhão, estima o Ministério da Agricultura. No mês anterior, o ministério previa VBP de R$ 1,414 trilhão.
Para 2024, o ministério também revisou sua projeção de R$ 1,274 trilhão para R$ 1,291 trilhão, aumento de 0,5% ante o ano anterior. As projeções constam de boletim mensal da Secretaria de Política Agrícola do Ministério.
O VBP é o faturamento bruto dos estabelecimentos rurais, considerando a produção agrícola e pecuária e a média de preços recebidos pelos produtores rurais de todo o País.
Do total previsto para 2025, R$ 943,397 bilhões devem vir das lavouras, equivalente a 66% do total e incremento estimado de 9,6% ante 2024.
Outros R$ 477,749 bilhões estão relacionados à produção pecuária, correspondente a 34% do total e alta de 11,1% contra o ano passado. Em 2024, conforme projeções do ministério, o VBP agrícola recuou 3,2% e o da pecuária cresceu 8,4%.
Destaques da agropecuária
Na agricultura, o maior crescimento de VBP, de 43,2%, é projetado para as lavouras de café, somando R$ 123,287 bilhões neste ano. As previsões apontam para crescimento expressivo, de 24,6%, também do VBP do cacau, para R$ 14,075 bilhões.
Entre as principais culturas com participação no VBP, as lavouras de soja devem apresentar faturamento bruto 9,1% maior, para R$ 332,034 bilhões, enquanto o VBP do milho é estimado em R$ 148,818 bilhões, incremento anual de 16,4%.
O faturamento das lavouras de cana-de-açúcar, por sua vez, deve subir 3,9%, estima o ministério, para R$ 127,546 bilhões, enquanto o faturamento bruto das lavouras de laranja deve subir 12,8%, para R$ 32,580 bilhões. O VBP das lavouras de algodão é estimado em R$ 34,952 bilhões, alta anual de 0,6%.
Já o VBP das lavouras de arroz e trigo devem recuar, respectivamente, 8,7% e 7,5%. O faturamento bruto da produção de arroz deste ano é estimado em R$ 23,208 bilhões. A receita bruta obtida com a produção de trigo deve somar R$ 9,921 bilhões.
Na pecuária, o maior crescimento deve ser observado na cadeia de bovinos, com aumento estimado de 20,3%, para um VBP projetado em R$ 205,725 bilhões. A produção bovina continua liderando o faturamento bruto da pecuária.
O valor bruto da cadeia de suínos deve avançar 7,7%, para R$ 61,136 bilhões, enquanto o faturamento bruto da produção de frangos é projetado 6% acima do ano anterior, para R$ 113,568 bilhões. A receita bruta obtida com a produção de leite deve aumentar 1%, para R$ 69,220 bilhões. Em contrapartida, a produção de ovos deve apresentar VBP 6,2% maior, para R$ 28,100 bilhões.
O VBP é projetado mensalmente pelo ministério. O número é calculado pelo cruzamento das informações de produção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e dos preços coletados nas principais fontes oficiais. O estudo da pasta abrange 19 cadeias da agricultura e cinco atividades pecuárias.
Começa hoje, terça (8), e vai até quinta-feira, 10 de abril, a Anuga Select Brazil 2025, a maior feira de alimentos e bebidas as Américas.
O evento acontece no Anhembi, em São Paulo, e deve atrair milhares de visitantes, incluindo produtores, compradores e especialistas do setor.
O Sebrae contará com um espaço de 207 metros quadrados e haverá a exposição de 20 pequenos negócios que atuam no ramo de alimentos e bebidas. Entre os produtos apresentados estão: cervejas, cafés, doces em barra, cogumelos e charcutaria.
Além da exposição de produtos, haverá uma equipe dedicada ao atendimento de empreendedores que buscam orientações práticas para aumentar o faturamento e se tornarem mais competitivos no mercado.
Congresso para o setor de sorvetes
Outro destaque da feira, será o Congresso Latino-Americano de Sorvetes (CLASH 2025), voltado exclusivamente para empreendedores da área de sorveterias e derivados.
A programação traz palestras técnicas, painéis de inovação e debates com especialistas do setor. O Congresso acontece nos dias 9 e 10 de abril, no mesmo espaço da Anuga Select Brazil 2025, mas para participar, é necessário se inscrever aqui.
O Sebrae-SP fará o lançamento do ‘Projeto Sebrae Venda Mais Sorvete’, que será ministrado em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Sorvetes (Abis).
Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp
A Anuga Select Brazil 2025 é organizada pela Koelnmesse Brasil e se consolida como um importante ponto de encontro para compradores nacionais e internacionais do setor de alimentos e bebidas.
A feira busca valorizar a diversidade do agronegócio, promovendo desde a produção artesanal até as inovações tecnológicas da indústria.
Ao oferecer espaços de exposição, capacitação e atendimento direto, o evento se transforma em uma grande vitrine para quem vive da produção rural e deseja acessar novos mercados.
A integração entre tecnologia, tradição e empreendedorismo é o motor que impulsiona a cadeia de valor da agroindústria brasileira.
SERVIÇO Anuga Select Brazil 2025 Data: 8 a 10 de abril Horário: das 10h às 19h Local: Av. Olavo Fontoura, 1209 – Santana, São Paulo
A Exposição Agropecuária de Londrina, Norte do Paraná – ExpoLondrina 2025 – , uma das principais feiras agropecuárias do País, que ocorre entre 4 e 13 de abril, celebra 63 anos de história com expectativa de superar os expressivos números da edição anterior. Em 2024 o evento registrou mais de 470 mil visitantes e movimentou aproximadamente R$ 1,26 bilhão em negócios, gerando cerca de 9 mil empregos diretos e indiretos.
O evento do agro exerce um impacto econômico significativo na região, movimentando diversos setores e contribuindo para o desenvolvimento local. Desde o agronegócio até financeiro, infraestrutura local, gastronomia e também a hotelaria, que fica com sua capacidade lotada neste período.
Para 2025, a entidade adotou como tema do evento “você vive o agro do início ao fim do dia” para reforçar a missão de informar e conscientizar sobre a presença essencial do agronegócio no cotidiano das pessoas. Seja através da roupa, do café, do combustível, o setor do agronegócio impacta e está presente na vida de todos.
“O tema deste ano vem para somar à ideia de que o agro faz parte do nosso dia em todas as pequenas coisas. É para o empresário que busca fortalecer o seu negócio e ampliar sua rede de contatos; para o produtor; para a família que toma o leite no café da manhã, para o trabalhador que abastece o carro com combustível, para todos”, destaca o presidente da Sociedade Rural do Paraná, Marcelo Janene El-Kadre.
Presidente da Sociedade Rural do Paraná, Marcelo Janene El-Kadre e o governador do estado, Carlos Massa Ratinho Júnior | Foto: Henrique Campinha/ Divulgação SRP.
O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou na sexta-feira, 4 de abril, da abertura oficial da ExpoLondrina 2025, realizada no Parque Ney Braga Eventos. Ratinho Junior reforçou a importância do agronegócio paranaense para a economia brasileira, destacando a parceria que o Governo do Estado tem com o setor para manter o agro em alta.
“A ExpoLondrina é uma das maiores feiras agropecuárias do Brasil, o que mostra a força do agronegócio local e o protagonismo paranaense neste setor. Nosso agro está cada vez mais industrializado, agregando valor aos nossos produtos, gerando emprego e levando desenvolvimento aos paranaenses. Tudo isso acontece graças à confiança que o produtor rural tem no Paraná”, afirmou o governador.
O Paraná é o líder brasileiro na produção de proteína animal, um dos maiores produtores de grãos do mundo. O estado também tem o maior número de cooperativas do país. As estimativas do IBGE e do Deral apontam que o Paraná deve ter o maior crescimento da produção agrícola entre os estados do Sul e do Sudeste, com 20% de crescimento em 2025, chegando a 45 milhões de toneladas. O índice é o dobro da média nacional, que está estimada em 10,2%. O Paraná ainda exporta bebidas e alimentos para 176 países.
O que a ExpoLondrina traz
Para os visitantes da ExpoLondrina há uma série de atrações, dentre as já tradicionais, como os famosos animais, assim como também novos projetos. A programação para os dez dias conta com apresentações de tecnologias para o campo, oportunidades de negócios, geração de conhecimento, gastronomia, música e apresentações culturais gratuitas, atividades gratuitas e interativas para crianças, entretenimento e shows com grandes nomes da música nacional.
Na área da inovação, o Pavilhão Smart Agro apresenta o tema “Biotecnologia e Transformação Digital” e traz em sua arena de conteúdo mais de 30 eventos voltados à tecnologia e inovação no campo. Além do novo visual do Pavilhão, a grande novidade será um laboratório de biotecnologia funcionando em tempo real. O visitante da Expo poderá ver uma mostra do trabalho de multiplicação e propagação de microrganismos que são usados no campo para melhorias por meio de uma agricultura consciente e regenerativa.
As competições equestres também estão na agenda, com destaque para os concursos de salto na pista principal de hipismo de elite, que terá pela primeira vez uma competição nacional. Atletas de elite do esporte vão mostrar suas habilidades na pista nos dois finais de semana do evento. Prova do Laço, dos 3 Tambores e Ranch Sorting também estão na programação no Complexo Equestre.
“Nenhuma feira do Brasil consegue ter o número de encontros técnicos que nós vamos ter aqui em Londrina. Vamos ter câmaras técnicas discutindo as cadeias do queijo, do café, do algodão, novas tecnologias, além de uma série de inovações e transações comerciais. O Governo do Estado tem dado um apoio significativo nesta área, porque entende o potencial que o agronegócio tem no Paraná”, afirmou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Márcio Nunes.
ESTADO NA FEIRA – O Governo do Paraná está com uma participação extensa na feira, apresentando soluções inovadoras e tecnologias para o setor agropecuário. O Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-Paraná) mantém presença em três espaços estratégicos: Via Rural Smart Farm, Via Rural Eventos e Estande Smart, onde serão demonstradas unidades didáticas voltadas à sustentabilidade e inovação no campo, incluindo manejo de solo e água para baixa emissão de carbono, bioinsumos na horticultura e técnicas avançadas para cultivo de frutas e criação de abelhas.
A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) participa com seminários técnicos sobre fiscalização sanitária na avicultura, certificação de propriedades livres de tuberculose e combate ao greening em citros, enquanto a Secretaria do Turismo (SETU) conta com dois espaços dedicados ao artesanato, gastronomia e promoção de destinos turísticos paranaenses, reunindo 27 expositores de diferentes municípios. O Estado ainda participa da feira com a Universidade Estadual de Londrina (UEL), com a Fundação Araucária e o BRDE.
Após um estudo realizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o ministro Carlos Fávaro autorizou, nesta segunda-feira (7), a criação da Câmara Setorial de Agropecuária Indígena. O objetivo é dar mais agilidade e aprimorar a agricultura indígena.
Na semana passada, Fávaro e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, estiveram com o cacique Raoni Mepuktire e lideranças do Xingu, na Aldeia Piarauçu, em Mato Grosso. Ontem, o ministro recebeu a presidente da Federação dos Povos Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt), Eliane Xunakalo e representantes de diversas terras indígenas para discutir medidas de auxílio à produção agrícola dos povos indígenas e o incremento de programas do Mapa.
Sobre as Câmaras
As Câmaras Setoriais e Temáticas do Mapa são fóruns de discussão entre os diversos elos das cadeias produtivas, reunindo entidades representativas de produtores, empresários, instituições bancárias e de outros parceiros no setor, além de representantes de órgãos públicos e de técnicos governamentais para discutir questões de interesse da cadeia produtiva, tais como manejo, processo produtivo, comercialização, entre outros.
Com os fóruns, agricultores indígenas devem participar de debates regulares para o desenvolvimento do setor.
A Fepoimt representa cerca de 60 mil indígenas de 46 povos que vivem em Mato Grosso. Participaram da reunião 20 representantes de diferentes regiões e segmentos.
Segurança Alimentar
O Mapa realiza o Programa de Segurança Alimentar para Etnias Indígenas que, em Mato Grosso, é desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Estado de Mato Grosso (UFMT) para os Xavantes, que representam aproximadamente metade dos indígenas que vivem no estado, com investimento de R$ 12 milhões; e com o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) para os Tapirapé, no qual são aplicados R$ 2 milhões.
Além de promover a geração de renda com capacitação de agricultores indígenas, desenvolvimento de áreas produtivas, agregação de valor à cadeia produtiva e manutenção de banco de germoplasma de alimentos tradicionais, o programa prevê a aquisição de tratores e maquinário para que as ações sejam efetivadas.
O ministério informou que vai investir mais R$ 1,5 milhão para o incremento da produção e ampliação da comercialização de alimentos indígenas, a exemplo do mel produzido pelos índios do Xingu, comercializado em todo o país em uma rede de supermercados nacional, que foi o primeiro produto indígena do Brasil a receber o Selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF).
Outros alimentos reconhecidos que são produzidos pelos indígenas de Mato Grosso são o óleo de pequi e a pimenta em pó.
O Mapa também comunicou que está trabalhando em ações para a ampliação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA), atuando com os povos indígenas para agregação de valor também por meio do Selo Arte.
Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.
No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que a escalada da guerra comercial entre EUA e China segue pressionando os mercados globais.
O dólar subiu pelo segundo dia seguido, fechando a R$5,91, enquanto o Ibovespa caiu 1,31%. No Brasil, juros avançaram com a alta dos Treasuries.
Destaque também para o investimento da Novo Nordisk e os alertas do BC sobre inflação e volatilidade.
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Foto: Pixabay
O plantio de trigo foi oficialmente liberado no Paraná a partir de 1º de abril, conforme as indicações do Zoneamento Agrícola. No entanto, a expectativa para a safra de 2025 aponta uma retração significativa na área destinada à cultura. A estimativa inicial prevê redução de 20% na área plantada, caindo de 1,14 milhão para 910 mil hectares.
Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária produzido pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a diminuição está associada, entre outros fatores, ao crescimento da área ocupada pelo milho na segunda safra, que é frequentemente semeado após a colheita da soja. “A expansão do milho e da soja reduziu o espaço para o trigo”, afirmaram os técnicos do Deral no relatório.
Apesar de o plantio seguir permitido até junho, o cenário atual não favorece um aumento significativo na área de cultivo. Os analistas apontam como entraves a recorrência de frustrações nas últimas safras e mudanças nas regras de seguro agrícola, que visam restringir o uso recorrente do benefício.
Mesmo com os preços do trigo em alta — a média de março subiu 5% em relação a fevereiro e 24% na comparação com março de 2024 —, o interesse pelo cultivo permanece limitado. “Os preços atuais indicam rentabilidade positiva sobre os custos variáveis, o que não ocorria no mesmo período do ano passado”, aponta o boletim. Ainda assim, os números não têm sido suficientes para reverter a tendência de queda.
Caso a estimativa de plantio se confirme, esta será a menor área de trigo no Paraná desde 2012. Com condições climáticas favoráveis, a produção pode alcançar 2,93 milhões de toneladas, volume inferior à capacidade de moagem das indústrias do estado, que deverão recorrer a fornecedores da Argentina, do Paraguai e do Rio Grande do Sul, como tem ocorrido em anos de safras comprometidas.
O Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (3) pela Emater/RS-Ascar traz um panorama das condições da fruticultura em diferentes regiões do Rio Grande do Sul. Na área administrativa de Ijuí, os pomares de laranja e bergamota de cultivares precoces iniciaram a fase de maturação. Produtores realizaram o controle da mosca-das-frutas, do ácaro e da pinta-preta. No entanto, a estiagem registrada anteriormente resultou na queda de frutos ainda verdes.
Na cultura do morango de dias neutros, a produção se mantém em níveis reduzidos. A poda de folhas está sendo conduzida regularmente, e mudas importadas da Espanha já foram transplantadas, embora a área ocupada ainda seja pequena. Segundo levantamento da Emater, os preços médios na região estão em R$ 2,50 por quilo para a bergamota, R$ 3,00 para a laranja e R$ 30,00 para o morango.
Em Santa Rosa, as chuvas recentes favoreceram o desenvolvimento das frutíferas, possibilitando a realização dos tratos culturais específicos de cada espécie. A maioria das culturas, como pessegueiro, ameixeira, macieira e videira, encontra-se em fase de senescência das folhas. Produtores estão aplicando adubação de reposição para compensar os nutrientes extraídos durante a produção, além de realizarem o raleio em citros, podas de limpeza em amoreiras e morangueiros, e tratamentos contra ácaros, que se intensificam com a baixa umidade do ar.
Algumas frutíferas estão em fase de colheita, como o figo — em etapa final —, a bergamota da variedade precoce Satsuma Okitsu e o caqui das cultivares Fuyu, Kioto, Taubaté e Rama Forte. A produção da região se destina, majoritariamente, ao consumo familiar e à venda por meio de programas institucionais, como o PAA e o PNAE. Nas videiras, os produtores realizam aplicação de cobre foliar para favorecer o acúmulo de reservas na fase vegetativa pós-colheita.
Na região de Pelotas, a colheita do figo segue em áreas irrigadas, enquanto nas não irrigadas já foi concluída, com rendimento médio de 10 toneladas por hectare. A safra de melancia foi finalizada, com boa produtividade. Já a colheita da uva chegou ao fim, apresentando rendimento entre 10 e 35 toneladas por hectare, conforme dados do município. Os produtores agora se dedicam à limpeza dos pomares e à aplicação de Fungicidas, com o objetivo de preservar as folhas por mais tempo, favorecendo a produção de reservas. Pequenos volumes de frutas ainda permanecem armazenados em câmaras frias para comercialização futura. Também continuam os cadastros vitícolas na região.