segunda-feira, maio 25, 2026

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Agricultura de precisão reduz custos e impacto ambiental



Tecnologia opera com sensores acoplados às barras de pulverização




Foto: Divulgação

Uma tecnologia baseada em sensores de detecção de plantas daninhas tem transformado a forma como os herbicidas são aplicados nas lavouras brasileiras. Com uma média de economia de 79% na utilização de defensivos, o sistema inteligente permite pulverizações localizadas em tempo real, reduzindo custos e aumentando a eficiência no manejo de culturas como grãos e algodão.

A tecnologia opera com sensores acoplados às barras de pulverização que identificam, com precisão, a presença de plantas invasoras. Ao detectá-las, válvulas de resposta ultrarrápida são acionadas para liberar o defensivo apenas no ponto necessário, na dose exata. O resultado é uma aplicação extremamente precisa, com grande impacto na rentabilidade do produtor.

Em uma fazenda modelo no oeste da Bahia, o sistema foi utilizado em 6,7 mil hectares entre janeiro e fevereiro deste ano e gerou uma economia de R$ 1 milhão em apenas um mês. O custo da calda por hectare caiu de R$ 197,20 para R$ 41,35, o que representa uma redução de R$ 155,85 por hectare.

Pesquisas realizadas pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) também comprovam a eficiência da tecnologia. Em ensaios realizados em 2022, os custos de aplicação em soja e milho foram 2,3 vezes menores em comparação aos pulverizadores convencionais. Os dados foram obtidos em duas fazendas no município de Mineiros (GO), totalizando 22 campos analisados em duas safras, todas conduzidas em sistema de plantio direto.

Atualmente, essa solução de agricultura de precisão já cobre cerca de 2 milhões de hectares no Brasil, com maior concentração nos estados de Goiás, Mato Grosso e na região do Matopiba.

O sistema é comercializado no Brasil pela Smart Sensing, que representa a tecnologia holandesa WEED-IT. Segundo o diretor comercial da empresa, Marcos Ferraz, trata-se de uma solução de fácil utilização, que não exige calibração e entrega resultados visíveis logo após as aplicações.





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movimento de alta nos preços continua em São Paulo



Cotação do boi gordo registrou nova alta nas praças paulistas




Foto: Canva

Segundo o informativo “Tem Boi na Linha” da Scot Consultoria, a cotação do boi gordo registrou nova alta nas praças paulistas nesta quarta-feira, impulsionada por uma oferta reduzida, que segue abaixo da demanda. De acordo com informações do mercado, o valor da arroba do boi comum e do “boi China” aumentou R$ 2,00 pelo segundo dia consecutivo. A vaca também apresentou reajuste de R$ 2,00/@, após três dias de estabilidade. A cotação da novilha não sofreu alterações. As escalas de abate seguem curtas, com média de seis dias.

No Mato Grosso, a movimentação também foi de alta, refletindo o cenário de oferta restrita e demanda aquecida. Na região norte do estado, o boi comum teve aumento de R$ 3,00/@, enquanto a arroba da novilha subiu R$ 5,00. No sudoeste, a valorização foi de R$ 2,00/@ para o boi comum. Já nas regiões de Cuiabá e sudeste, o acréscimo foi de R$ 5,00/@ para todas as categorias.

No oeste do Maranhão, o mercado iniciou o dia com reajustes positivos após três dias de estabilidade. A vaca e a novilha registraram alta de R$ 2,00/@. O boi permaneceu com preços inalterados, informativo.





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Agricultura regenerativa vira aliada na geração de créditos de carbono



Iniciativa promove agricultura regenerativa e participação no mercado de carbono


Foto: Canva

A Agoro Carbon Alliance, negócio global da Yara Internacional, líder mundial em nutrição de plantas, marca presença em mais uma edição Master Meeting Soja, de 8 a 11 de abril, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá (MT). O objetivo da marca é destacar para o público do evento a importância de práticas regenerativas e as oportunidades que o mercado de carbono oferece.

Por meio do trabalho da Agoro Carbon, o produtor pode receber pelos créditos de carbono obtidos através da captura e armazenamento de carbono no solo, que serão vendidos no mercado internacional. O aumento do carbono no solo, com adoção de práticas regenerativas, é considerado uma das formas mais eficientes de reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

“Estamos diante de um novo momento com a aprovação da lei que regulamenta o mercado de crédito de carbono no país, com reflexo direto no mercado voluntário”, explica Evelin Krebsky, head da Agoro Carbon Alliance no Brasil. “Os agricultores brasileiros, que já são reconhecidos por práticas agrícolas regenerativas têm no mercado de carbono uma oportunidade de serem recompensados financeiramente por suas contribuições na mitigação das mudanças climáticas”.

No Brasil, os projetos de Agoro Carbon estão principalmente nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, com planos de expansão para outras regiões. As áreas são monitoradas por um time de excelência e verificadas pela certificadora global Verra, desde o início do projeto até que o crédito de carbono seja certificado para comercialização. O principal foco do programa é o produtor rural e ele recebe todo suporte técnico e expertise agronômica para a implementação de ações sustentáveis que promovem o aumento do carbono no solo.

Segundo dados da consultoria McKinsey, considerando apenas o mercado voluntário onde a atuação de Agoro Carbon está concentrada, o Brasil emite cerca de 5 milhões de créditos de carbono por ano, o que representa menos de 1% do potencial anual do país. Globalmente, o Brasil tem 15% da capacidade global de captura de carbono por meios naturais e pode atender, até 2030, cerca de 50% da demanda mundial por crédito de carbono.





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Clima deve definir o futuro da safra de milho no Brasil


A produção da segunda safra de milho no Brasil deve alcançar 95,5 milhões de toneladas, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A projeção representa um crescimento de 5,8% em relação ao ciclo anterior, mas a confirmação desse resultado está condicionada ao comportamento do clima nos próximos meses.

A Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), em análise referente à semana de 28 de março a 3 de abril, alertou que a instabilidade climática segue como fator de risco. “Apesar de, até agora, o clima ter se mostrado favorável à cultura, ainda é cedo para conclusões mais firmes”, informou o boletim.

No Mato Grosso, maior produtor nacional, a Conab prevê uma produção de 46,2 milhões de toneladas na safrinha, volume 4,2% inferior ao registrado em 2024. Já no Paraná, o Departamento de Economia Rural (Deral) estima a colheita de 15,9 milhões de toneladas, mas técnicos do órgão já começam a rever os números para baixo. A escassez de chuvas e as altas temperaturas em algumas regiões do estado podem comprometer a produtividade, conforme o divulgado pela Ceema.

Em relação à primeira safra, o Paraná colheu 95% da área plantada, que representa apenas 268 mil hectares — bem abaixo dos 2,6 milhões de hectares cultivados na segunda safra.

Segundo a análise do Ceema, enquanto isso, a oferta de milho está limitada em diversas regiões do país, elevando os preços no mercado disponível. Em alguns locais, como Mato Grosso e partes de Goiás, os estoques estão praticamente esgotados. “Em Mato Grosso, maior berço de milho do Brasil, não tem milho disponível”, afirmou a consultoria Pátria AgroNegócios.

Com estoques baixos e demanda elevada, o preço do milho superou os R$ 90 por saca. Caso a segunda safra não atinja os volumes esperados, o mercado pode registrar nova alta nos preços, especialmente no segundo semestre. A tendência também dependerá do ritmo das exportações brasileiras.

No cenário nacional, as estimativas para a produção total de milho em 2025 variam entre 121 e 130 milhões de toneladas. Parte dessa produção, no entanto, já foi comprometida pela performance abaixo do esperado da primeira safra.





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Sistema alimentar global enfrenta transformação estrutural



A capacidade de ampliação da produção também está sendo comprometida



A capacidade de ampliação da produção também está sendo comprometida
A capacidade de ampliação da produção também está sendo comprometida – Foto: Divulgação

Segundo relatório do Rabobank Brasil, o sistema alimentar global está passando por uma profunda reestruturação, marcada por menor crescimento da demanda e aumento da volatilidade nos mercados. A instituição destaca que, após décadas de expansão, o consumo de alimentos e produtos agrícolas está perdendo força em várias regiões do mundo, consequência direta da desaceleração populacional e da maturidade dos mercados. Nessas economias mais avançadas, o crescimento econômico já não impulsiona o consumo como no passado.

Em paralelo, a capacidade de ampliação da produção também está sendo comprometida. O uso intensivo de insumos tem mostrado retornos decrescentes e as limitações ambientais tornam-se cada vez mais restritivas. Outro fator de pressão é a política econômica global, que tem enfraquecido os acordos multilaterais de comércio — importantes propulsores do crescimento agroalimentar nas últimas décadas.

A combinação desses fatores aumenta a incerteza e os custos na cadeia alimentar, elevando o risco de inflação dos alimentos. Diante desse cenário, o Rabobank recomenda que os agentes da cadeia de valor priorizem estratégias de fornecimento mais robustas e busquem consolidações que ofereçam maior resiliência diante da volatilidade crescente.

Além disso, os limites planetários estão se tornando parte central das discussões estratégicas entre produtores, investidores e empresas de alimentos. Essa mudança é motivada tanto pela pressão regulatória quanto pela crescente consciência sobre os riscos ambientais. Ao mesmo tempo, observa-se uma transição de responsabilidades: governos reduzem suas metas de sustentabilidade e transferem essas exigências para o setor privado, enquanto reforçam agendas voltadas à autonomia estratégica.

 





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Clima e custos influenciam desempenho do leite


A bovinocultura de leite no Rio Grande do Sul mantém, em geral, um desempenho estável, embora produtores enfrentem desafios relacionados à alimentação dos rebanhos e ao aumento dos custos de produção. É o que aponta o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (3). Segundo o levantamento, as temperaturas amenas contribuíram para o conforto térmico dos animais, favorecendo o pastejo, a recuperação corporal e a melhoria no estado sanitário. “A menor incidência de problemas como mastite e lesões de casco tem sido observada em boa parte das propriedades”, informou a Emater. No entanto, a infestação por carrapatos ainda preocupa em áreas onde não foram adotadas medidas preventivas.

Na região administrativa de Bagé, as perdas causadas pela estiagem e pelo estresse térmico começaram a ser contidas, mas os custos com alimentação aumentaram devido à necessidade de suplementação com ração, feno e silagem. Em Caxias do Sul, a estiagem antecipou o vazio forrageiro, exigindo maior uso de silagem de milho para garantir a nutrição do rebanho. “Apesar da redução na produtividade, a condição corporal dos animais e a qualidade do leite seguem dentro dos padrões”, destacou o boletim.

Na região de Erechim, o rebanho apresenta condições gerais adequadas, com melhora no conforto térmico e estabilidade sanitária, embora persistam limitações na oferta de água e registro de infestação por carrapatos. Em Frederico Westphalen, o uso mais intenso de silagem elevou os custos, enquanto, em Ijuí, a forragem conservada já responde por mais da metade da dieta fornecida. Nessa região, também houve queda nos registros de leite com LINA em sistemas a pasto.

Em Passo Fundo, a produção de leite segue dentro da normalidade, apoiada no uso de alimentos conservados e concentrados, ainda que com aumento dos custos. Já em Pelotas, as chuvas recentes favoreceram o crescimento das pastagens, e produtores intensificam o plantio de forrageiras de inverno. Em Porto Alegre, pastagens de verão implantadas tardiamente ainda garantem algum pastejo, mas a maioria das áreas já se encontra em final de ciclo.

Santa Maria vive o fim das pastagens anuais e o início da semeadura de espécies de inverno, reduzindo a disponibilidade de forragem em diversas propriedades. Em Santa Rosa, a produção de leite registrou leve queda, atribuída à baixa qualidade das forragens. “Os produtores têm recorrido ao uso de feno e ração, mantendo áreas de pastagem em descanso”, observou a Emater.

Em Soledade, a comercialização do leite segue estável, mas os produtores avaliam com cautela os custos relacionados à alimentação do rebanho, buscando equilíbrio entre produtividade e viabilidade econômica.





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Marrocos autoriza a importação da carne bovina brasileira



As autoridades sanitárias do Marrocos aprovaram a proposta de Certificado Sanitário Internacional, que atualiza os requisitos para a exportação de carne bovina. A medida autoriza a entrada de miúdos bovinos para o país africano sendo esta a 46ª abertura de mercado apenas em 2025, informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

De acordo com o Mapa, o Marrocos representa uma oportunidade promissora para o mercado brasileiro. “Ainda mais levando em consideração que, em 2023, o Marrocos importou mais de US$ 43 milhões em produtos derivados da carne animal”, ressaltou a pasta. O Brasil foi o maior fornecedor.

Além da carne, em 2024, o Brasil exportou US$ 1,36 bilhões de dólares em produtos agrícolas para o mercado marroquino. Os destaques foram produtos do complexo sucroalcooleiro, cereais, farinhas, animais vivos e café.

O Marrocos Marrocos está localizado no noroeste da África, fazendo fronteira com o Oceano Atlântico a oeste, o Mar Mediterrâneo ao norte. O país é separado da Europa pelo Estreito de Gibraltar.

De acordo com as informações mais recentes, a população estimada de Marrocos em 2024 é de aproximadamente 37,37 milhões de habitantes.

“A abertura do mercado marroquino para a entrada de miúdos bovinos brasileiros ilustra o trabalho promissor do ministério da Agricultura em conjunto com o ministério das Relações Exteriores”, comunicou o Mapa.

O ministério destaca que essa é a 46ª abertura de mercado em 2025 no exterior para o mercado brasileiro.

*Com supervisão de Thiago Dantas



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Propostas para Plano Safra 2025/26 são sugeridas por produtores do Matopiba


As demandas dos produtores da região do Matopiba para o Plano Safra 2025/26 foram tratadas numa reunião promovida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O último encontro proposto pela entidade, teve como objetivo o levantar sugestões para programa de financiamento do governo federal.

A reunião foi realizada nesta terça-feira (8), na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (Faet), em Palmas.

Participaram produtores, representantes de entidades públicas e privadas do setor rural tanto do Tocantins como da Bahia, Maranhão e Piauí.

Para o presidente da Faet, Paulo Carneiro, o levantamento inédito realizado no estado mostra a deferência da CNA com a região.

“Temos um imenso potencial e o produtor quer produzir, estamos passando por muitos desafios que precisam ser enfrentados, nós vamos superar, mas pra isso precisamos de mais crédito com juros mais baixos ”, disse o presidente.

O secretário estadual da agricultura, Jaime Café esteve presente na reunião e destacou a importância do trabalho. Ele chamou a atenção para um dos gargalos do setor no estado: a capacidade de armazenamento.

“É fundamental que o Governo Federal disponibilize mais recursos para atender a essa demanda. Precisamos ter condições de armazenar nossa produção e vender na hora certa”, destacou.

Demandas do Matopiba

De acordo com a CNA, para os produtores do Matopiba, é justamente a capacidade de armazenamento de grãos um dos maiores problemas da região.

“Esse ano teve caminhões ficando três a quatro dias na fila para descarregar a produção nos armazéns das traddings”, disse Caroline Barcellos, presidente da Aprosoja Tocantins.

Para o setor, os programas de investimento precisam contemplar recursos diferenciados para a construção de armazéns com taxas mais atrativas.

encontro promovido pelo cna, levará propostas para governo federalencontro promovido pelo cna, levará propostas para governo federal
Foto: Divulgação/Faet

Além disso, o setor também anotou a burocracia para acesso ao crédito, sobretudo quando o assunto é investimento. Outro ponto abordado foi a falta de linhas de crédito para o setor pecuário.

“O sistema financeiro ‘esqueceu’ a pecuária. As linhas de crédito são limitadas e caras”, destacou Fernando Penteado, presidente da Novilho Precoce Tocantins (ATNP). O setor cobra melhores condições para recuperar solos e pastagens e também para investir em melhoramento genético.

“Também precisamos de recursos acessíveis para investir em irrigação. Temos potencial pra produzir o ano todo e precisamos de apoio para investir em irrigação”, destacou também Simone Sandri, presidente do Sindicato Rural de Pedro Afonso.

Seguro

Guilherme Rios, assessor técnico da CNA apresentou as ações da entidade para tentar mudar regras do seguro rural e proagro. “O caminho tem sido o legislativo”, destacou.

O tema foi abordado pelos produtores como o principal motivo de frustração do segmento rural. “O seguro virou apenas um instrumento dos bancos ganharem dinheiro porque ninguém consegue receber”, disse Dino Gabriel, presidente da ADSTO (Associação de Desenvolvimento Sustentável do Tocantins).

Para o consultor da CNA, José Ângelo é um contra-senso o que acontece hoje com o seguro rural. “Os credores estão empurrando um seguro para seus clientes (o produtor rural), que não funciona, quando deveriam estar preocupados com a saúde financeira deles”, destacou.

Com o término das reuniões regionais, a CNA vai consolidar um documento com as propostas do setor rural e encaminha-las ao Governo Federal e ao Congresso Nacional como sugestões para o próximo Plano Safra.

“Esse trabalho da CNA e das Federações é fundamental para o Brasil e o próximo plano safra será desafiador. Precisamos de melhores condições para evitar a falência de muitos produtores que estão sendo penalizados com queda nos preços dos produtos, aumento dos insumos e juros cada vez mais altos”, finalizou Paulo Carneiro.


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China contra-ataca e anuncia nova sobretaxa sobre produtos americanos



Após os Estados Unidos ampliarem as tarifas sobre as exportações chinesas em 104%, a China anunciou nesta quarta-feira (9), que irá aplicar uma taxa adicional de 50% sobre as importações dos EUA, igualando os 50% extras que Donald Trump havia imposto para retaliar uma medida anterior da China.

Agora, as tarifas chinesas somadas sobre os produtos americanos chegam a 84%. A nova tarifa deve entrar em vigor ainda hoje.

Reação da China

A China também informou que está colocando controles de exportação em mais 12 empresas americanas e acrescentou mais seis empresas dos EUA à sua lista de “não confiáveis” que, em sua maioria, estão impedidas de fazer negócios na China ou com empresas chinesas.

A China também abriu um novo processo na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre as tarifas recíprocas dos EUA. Os chineses acusam os EUA de violarem as regras da entidade e afirmou que defenderá seus interesses e direitos legítimos para proteger o sistema de comércio multilateral e a ordem econômica global.

EUA

Ontem (8), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país está arrecadando US$ 2 bilhões por dia com tarifas comerciais. Ao defender as tarifas, Trump projetou que “os Estados Unidos serão muito ricos de novo muito, muito em breve”.



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Coinoculação eleva produtividade da soja


A prática da coinoculação na cultura da soja, que combina bactérias do gênero Bradyrhizobium com Azospirillum, tem ganhado espaço no manejo agrícola por seu potencial de aumentar a produtividade e promover benefícios nutricionais e fisiológicos às plantas. A engenheira agrônoma Tatiza Barcellos explicou os fundamentos e vantagens da técnica em artigo publicado no blog da Aegro.

De acordo com Barcellos, a inoculação tradicional com bactérias fixadoras de nitrogênio, como o Bradyrhizobium japonicum e o Bradyrhizobium elkanii, é uma prática consolidada na agricultura brasileira. “Essas bactérias captam o nitrogênio atmosférico e o transformam em compostos orgânicos assimiláveis pelas plantas”, afirmou.

O avanço da coinoculação ocorre com a introdução de bactérias do gênero Azospirillum, em especial a espécie Azospirillum brasilense, que atua na produção de fitormônios, estimula o crescimento radicular e solubiliza fosfatos minerais, elevando a disponibilidade de fósforo no solo. “A associação entre esses microrganismos visa, sobretudo, melhorar o fornecimento de nutrientes, fortalecer o sistema radicular e aumentar a tolerância a estresses ambientais”, destacou a agrônoma.

Entre os resultados observados com o uso da coinoculação estão o aumento da nodulação e da fixação biológica de Nitrogênio, maior absorção de água e fertilizantes, e incremento no vigor e produtividade das plantas. Além disso, a técnica é considerada ambientalmente segura e contribui para a redução do uso de adubos nitrogenados.

Por envolver microrganismos vivos, Barcellos alerta para a necessidade de cuidados durante o transporte, armazenamento e aplicação dos inoculantes. “É essencial seguir as orientações do fabricante, utilizar produtos registrados pelo Ministério da Agricultura e realizar a semeadura no mesmo dia da coinoculação”, explicou.

A engenheira reforça que, se bem aplicada, a técnica representa um investimento de baixo custo com alto retorno. “A coinoculação é uma tecnologia eficiente e sustentável que deve ser incorporada ao planejamento produtivo das lavouras de soja”, concluiu.





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