segunda-feira, maio 25, 2026

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Trump avalia ajudar agricultores por prejuízo com tarifas, mas efeitos devem persistir



Autoridades do governo dos Estados Unidos estão avaliando um pacote de ajuda para socorrer agricultores do país, diante dos possíveis prejuízos causados pela nova escalada nas disputas com tarifas. Especialistas alertam, porém, que essa ajuda provavelmente não será suficiente para proteger totalmente os produtores dos impactos da guerra comercial.

Qualquer pacote de ajuda tende a beneficiar principalmente as grandes propriedades, deixando muitos pequenos agricultores em situação difícil – como já ocorreu durante a guerra comercial de 2018.

“O governo pode cobrir parte das perdas por meio de auxílio. Mas raramente esses valores correspondem às perdas reais dos agricultores”, disse Chris Barrett, professor de políticas públicas e economia da Universidade Cornell.

Isso também não compensa a perda de mercado para países concorrentes como o Brasil. Os agricultores americanos terão de buscar novos compradores, o que pode significar maiores custos com contratos e logística.

Na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou tarifas de 10% sobre todas as importações, com taxas ainda mais altas para alguns países. China e outros parceiros comerciais anunciaram medidas de retaliação, muitas das quais têm como alvo produtos agrícolas dos EUA.

A China já tinha aplicado tarifas de 10% a 15% sobre US$ 21 bilhões em produtos agrícolas americanos em março. Nesta quarta-feira (9), Pequim anunciou uma tarifa de 84% sobre todos os bens dos EUA – um salto em relação aos 34% anunciados anteriormente.

A União Europeia também aprovou seu primeiro pacote de retaliação, com tarifas sobre 21 bilhões de euros (US$ 23 bilhões) em produtos americanos, incluindo amêndoas e soja. Caso a guerra comercial não seja resolvida em breve, as medidas retaliatórias poderão reduzir as exportações agrícolas dos EUA, pressionar as cotações e reduzir os lucros dos agricultores, que já enfrentam preços baixos de commodities e aumento nos custos de produção.

Segundo a Federação Agrícola Americana, as exportações representam cerca de 20% da renda agrícola dos EUA. O impacto pode ser ainda maior para culturas como a soja, cuja metade da produção é exportada.

As tarifas dos EUA sobre produtos importados – de fertilizantes a máquinas agrícolas – também podem aumentar ainda mais os custos para os produtores e reduzir suas margens de lucro.

Em comparação a 2018, quando teve início a primeira guerra comercial entre EUA e China, os agricultores enfrentam hoje uma situação financeira pior. Os preços de muitas commodities vêm caindo, enquanto os custos com terras, sementes, pesticidas e fertilizantes continuam subindo. Isso significa margens mais estreitas e menos reservas para lidar com a queda na receita.

Em 2018, o USDA anunciou um pacote de ajuda de US$ 12 bilhões que incluía pagamentos diretos, compras governamentais de excedentes e desenvolvimento de novos mercados de exportação. Um ano depois, foi lançado outro pacote de US$ 16 bilhões, totalizando US$ 28 bilhões. Somente os pagamentos diretos entre 2018 e 2020 somaram US$ 23 bilhões, segundo o Environmental Working Group, organização de ativismo agrícola. Isso representou mais de um quarto da receita total das fazendas em 2019, e quase a metade em 2020.

Apesar dos bilhões de dólares em ajuda federal, as falências de fazendas familiares aumentaram 20% em 2019, chegando a quase 600 casos, de acordo com a Federação Agrícola Americana.

Como os subsídios eram baseados em volume, acabaram beneficiando mais as grandes fazendas, e não necessariamente aquelas mais vulneráveis.

Para 2025, os pagamentos diretos do governo aos agricultores já devem atingir US$ 42,4 bilhões, mais de quatro vezes os US$ 9,3 bilhões do ano passado, de acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

Qualquer nova ajuda ligada à guerra tarifária pode deixar os subsídios agrícolas deste ano acima dos níveis de 2020, estabelecendo recorde.



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Preços do suíno registram queda em março, mas seguem em alta em relação a 2024 



Dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), indicam que os preços do suíno vivo e da carne voltaram a entrar em queda no mês de março.

Mesmo com essa desvalorização, os valores seguiram mais de 20% acima em comparação com o mesmo mês de 2024, em algumas praças monitoradas pelo órgão.

Dessa forma, considerando a região SP-5, que compreende as cidades de Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba, a cotação do animal vivo segue uma média de R$ 8,56/kg.

O valor representa uma queda de 3,3% em comparação com o mês de fevereiro, mas na comparação com março de 2024 trata-se de uma alta de 17,9%.

De acordo com agentes consultados pelo Cepea, a queda se dá devido à oferta de animais ter superado a demanda dos frigoríficos por novos lotes. Por outro lado, no mercado atacadista da Grande São Paulo, observou-se baixa liquidez nas vendas da proteína.

Assim, a carcaça suína se desvalorizou em 4,8% nas vendas do atacado paulistano de fevereiro para março, levando o quilo do produto a R$ 12,60. Apesar disso, no comparativo com o mesmo mês do ano anterior, o valor representa uma alta significativa de 25,5% em valores reais.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Projetos de irrigação no vale do São Francisco têm salto de 43% em valor bruto de produção



Os projetos de irrigação mantidos pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) no vale do Rio São Francisco alcançaram valor bruto de produção (VBP) de R$ 8,15 bilhões em 2024, 43% a mais do que em 2023, conforme levantamento divulgado nessa quarta-feira (9).

Os 39 empreendimentos foram implantados a partir da década de 1970 e estão localizados nos estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas. De acordo com a companhia, eles são responsáveis por 356 mil empregos diretos, indiretos e induzidos.

“Projetos de agricultura irrigada geram emprego e renda, ampliam a oferta de alimentos e promovem a redução de desigualdades regionais. Eles contribuem para a melhoria de indicadores socioeconômicos e induzem o desenvolvimento em uma série de outros ramos da economia, como transporte e logística, máquinas e implementos, treinamento profissional, embalagens e agroindústrias”, afirma o diretor-presidente da Codevasf, Marcelo Moreira.

A área cultivada desses projetos soma 125 mil hectares e a produção em 2024 foi de 4,42 milhões de toneladas de itens agrícolas, principalmente frutas.

Moreira acrescenta que o trabalho da Codevasf consiste em implantar os empreendimentos para que os produtores atuem de forma autônoma em um contexto de agricultura sustentável e sejam capazes de atender com qualidade mercados internos e externos.

Expansão da área irrigada

Além dos projetos mantidos atualmente, a Companhia possui cinco empreendimentos em fase de estudos para implantação, por meio de concessões, em Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Alagoas. Eles estão qualificados no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Governo Federal.

Em 2024, a Empresa levou a leilão o Projeto Hidroagrícola Jequitaí, em fase de implantação, que deverá acrescentar 10 mil hectares de área irrigada ao Norte de Minas Gerais — além de prover água para outros usos, como abastecimento e geração de energia.

Antes disso, em 2022, a Companhia realizou o primeiro leilão do país de um projeto de irrigação, o Baixio de Irecê, já em operação, localizado nos municípios baianos de Xique-Xique e Itaguaçu da Bahia.

O conjunto de projetos em estudos para concessão e em processo de implantação deverá dobrar a área irrigada mantida pela Codevasf e proporcionar o surgimento de 338 mil empregos diretos, indiretos e induzidos.

Projetos em implantação e em estudos para concessão:

  • Baixio de Irecê (BA): 50 mil hectares
  • Jequitaí (MG): 10 mil hectares
  • Jaíba (MG): 10 mil hectares
  • Iuiú (BA): 25 mil hectares
  • Santa Brígida (BA): 10 mil hectares
  • Tapera-Carneiro (AL): 10 mil hectares
  • Pontal (PE): 3 mil hectares

Informações da Agência Gov



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Plataforma digital amplia mercado dos cafés e facilita rastreabilidade na Mantiqueira (MG)



Os cafés especiais da Mantiqueira de Minas atingiram um marco histórico: 1 milhão de selos de origem emitidos. O número representa um avanço significativo para a cafeicultura regional, impulsionado pelo uso da Plataforma de Digitalização das IGs de Café.

A tecnologia permite rastrear o produto desde a lavoura até a xícara, fortalecendo a confiança do mercado.

Desenvolvida  em conjunto pelo Sebrae, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Instituto CNA, a plataforma reúne dados essenciais sobre procedência, aroma, terroir e práticas sustentáveis dos produtores.

A iniciativa contribui diretamente para agregar valor ao produto e melhorar a renda do cafeicultor.

A região da Mantiqueira de Minas, reconhecida como Denominação de Origem (DO) pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), reúne 25 municípios no Sul de Minas Gerais.

Cerca de 8 mil produtores fazem parte do território, sendo a maioria formada por pequenos agricultores com tradição secular na cafeicultura.

“Esse resultado reforça ainda mais o papel que a IG tem como instrumento muito poderoso para gerar diferenciação, reconhecimento e valor no mercado”, apontou a coordenadora de Tecnologias Portadoras de Futuro do Sebrae, Hulda Giesbrecht.

“A ferramenta, ao mesmo tempo que aumenta a segurança do consumidor, do comprador, valoriza o trabalho realizado pelos produtores. É um grande instrumento de convergência”, completa Giesbrecht.

Tecnologia e tradição caminham juntas na produção

A Associação dos Produtores de Café da Mantiqueira (Aprocam), responsável pela gestão da DO, tem sido peça-chave no sucesso da rastreabilidade.

Segundo a gestora Lilia Junqueira, que atua na Aprocam desde a sua fundação, explica que: “os cafés em grãos torrados são comprovadamente originados de cafés verdes com a Indicação Geográfica, disponibilizados com a tecnologia em QR Code para os torrefadores, que poderão rastrear seus lotes de café adquiridos na região, aproximando o produtor do consumidor, unindo as pontas da cadeia e reforçando a transparência e rastreabilidade no processo produtivo.”

Essa transparência na cadeia produtiva tem gerado impacto direto nas vendas e no reconhecimento do produto.

A aproximação entre quem planta e quem consome permite contar a história por trás de cada embalagem, valorizando o trabalho de quem está no campo.

A tecnologia, portanto, não só facilita o controle como também fortalece a identidade regional. Para o produtor Alessandro Hervaz, presidente da Aprocam e dono da marca Honey & Coffee, a marca de 1 milhão de selos é fruto de quase três décadas de trabalho.

“Esse marco é muito importante porque ele vem premiar mais de 27 anos da nossa Aprocam, que é a associação que rege a Denominação de Origem da Mantiqueira de Minas. Demonstra muito suor, muito trabalho e muitas conquistas e sempre levando a história do produtor e da região”, afirma com orgulho Hervaz.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Pequenos produtores ampliam acesso ao mercado externo

Graças à plataforma, os cafés da Mantiqueira já foram exportados para mais de 32 países. Isso representa novas oportunidades de renda para pequenos produtores, que antes tinham mais dificuldade de acessar mercados mais exigentes e competitivos.

A plataforma também disponibiliza dados sobre o perfil sensorial, práticas ambientais e sociais da produção, agregando ainda mais valor à marca regional. Com isso, o café da Mantiqueira se posiciona entre os mais valorizados do país.

A iniciativa não se limita à Mantiqueira. Atualmente, 16 associações em cinco estados utilizam a plataforma, envolvendo quase 100 mil produtores em 411 municípios.

A maioria dos beneficiados são pequenos agricultores que ganham mais competitividade com o selo de origem.

Esse modelo fortalece o papel das Indicações Geográficas como instrumento de valorização da agricultura familiar. Ao garantir identidade e procedência, o selo se torna um diferencial de mercado que beneficia tanto quem produz quanto quem consome.



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AgroNewsPolítica & Agro

vendas de algodão atingem 57% da safra 24/25



Produtores têm aproveitado os melhores momentos para vender o seu produto




Foto: India Water Portal

As vendas da pluma de algodão da safra 2024/25 atingiram 57,12% da produção estimada até março no Mato Grosso, conforme análise divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (7). O avanço mensal foi de 2,40 pontos percentuais, superando em 2,95 pontos o volume registrado no mesmo período da safra anterior. Ainda assim, o desempenho permanece 8,64 pontos abaixo da média histórica para o período.

Mesmo com a retração de 1,13% nos preços médios negociados em março, os contratos futuros continuam atrativos, segundo o Imea. “As vendas foram travadas com média de R$ 137,36 por arroba para abril de 2025”, apontou o instituto.

Em relação à safra 2025/26, as negociações avançaram 5,08 pontos percentuais no comparativo entre fevereiro e março, totalizando 14,99% da produção estimada. O preço médio das vendas realizadas no mês ficou em R$ 135,96 por arroba, representando um aumento de 2,08% em relação ao mês anterior.

O Imea destacou que, apesar da estabilidade nos preços ao longo do mês, “os produtores têm aproveitado os melhores momentos para vender o seu produto”.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Dólar tem maior alta diária no governo Lula após China reagir aos EUA


Logotipo Reuters

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO (Reuters) – Após o forte recuo da véspera, o dólar registrou nesta sexta-feira a maior alta percentual diária do governo Lula até o momento, acompanhando o avanço da moeda norte-americana no exterior após a China anunciar retaliação ao tarifaço dos EUA, aumentando a guerra comercial e a perspectiva de desaceleração da economia global.

O dólar à vista fechou em alta de 3,72%, aos R$5,8382, na maior elevação percentual em um único dia desde 10 de novembro de 2022, quando subiu 4,10% ainda no governo de Jair Bolsonaro. Apenas nesta sexta, a moeda avançou 21 centavos de real.

Na semana, a divisa dos EUA acumulou alta de 1,31%. No ano, porém, a queda acumulada é de 5,52%.

Às 17h52, na B3 o dólar para abril — atualmente o mais líquido no Brasil — subia 3,63%, aos R$5,8670.

No início do dia a China anunciou cobrança adicional sobre os produtos norte-americanos de tarifa de 34% — mesmo percentual anunciado na quarta-feira pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para os produtos chineses. Além disso, Pequim estabeleceu controles sobre a exportação de algumas terras raras — elementos químicos fundamentais para a indústria de tecnologia – e apresentou uma reclamação na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Os temores de recessão nos EUA e desaceleração da economia global impactaram diretamente as moedas de países exportadores de commodities e emergentes, como o real, o peso chileno, o peso mexicano e o rand sul-africano. Após o recuo forte da véspera, o dólar também recuperou valor ante o iene, o euro, a libra e o dólar australiano.

No Brasil, as cotações acompanharam o movimento.

“Vemos uma correção do frenesi de ontem (quinta), quando o mercado vendeu dólar e buscou onde colocar o dinheiro. O DXY (índice do dólar) estava mais fraco ontem, e hoje está o oposto”, comentou Laís Costa, analista da Empiricus Research.

A forte queda do petróleo era outro fator para o fortalecimento do dólar ante o real, já que o Brasil é exportador da commodity.

Neste cenário, o dólar oscilou em alta ante o real durante todo o dia, renovando máximas até o pico de R$5,8459 (+3,85) às 16h16.

“Existe também um reflexo prático e imediato no fluxo. As bolsas lá fora desabaram, com o (índice) Nasdaq caindo mais de 4%, por exemplo. Então o investidor precisa recompor essas perdas, e aí precisa ‘vender emergente’”, afirmou o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo, ao justificar o avanço forte do dólar ante o real nesta sexta-feira. “Essa dinâmica também pesou.”

Às 17h43, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes — subia 1,02%, a 103,050.

Pela manhã, o Banco Central vendeu toda a oferta de 20.000 contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 2 de maio de 2025.





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Avião autônomo garante pulverização mais eficiente


A inovação e a eficiência das soluções da Sumitomo Chemical integram o moderno e revolucionário Pyka Pelican 2, primeira aeronave agrícola elétrica e 100% autônoma do Brasil. As formulações da companhia japonesa centenária são cuidadosamente ajustadas para assegurar que o produto chegue ao alvo de forma precisa, reduzindo perdas e maximizando os resultados no campo. Essa tecnologia poderá ser vista na prática por cerca de 80 produtores de algodão e soja no dia 10 de abril, quando a aeronave será usada para pulverizar uma área da Fazenda Santa Isabel, em Luís Eduardo Magalhães (BA). 

O portfólio para proteção de cultivos e BioRacionais da Sumitomo Chemical foi desenvolvido para oferecer alta performance em diferentes modalidades de aplicação, incluindo a tecnologia embarcada no Pelican 2, e isso assegura mais eficiência e segurança nos resultados da aplicação ao produtor. Coordenador de Stewardship da Sumitomo Chemical, Rafael Ferreira explica que a iniciativa de fazer essa demonstração, na prática, nas condições reais dos agricultores, é uma  ação muito importante para tornar concreto e tangível como as soluções e formulações da companhia atuam em uma aeronave autônoma. Ele destaca que as características dessa formulação são as responsáveis pelo melhor espalhamento dos produtos na planta, com uma elevada deposição, sem deriva na aplicação e chegando ao alvo mais rapidamente.

“A integração das tecnologias agrega ainda mais valor ao manejo, proporcionando uma aplicação otimizada, com melhor cobertura e distribuição. Isso se traduz em maior produtividade, economia de recursos e um controle mais eficaz das pragas e doenças. Ao escolher essa combinação de tecnologia e inovação, o produtor ganha mais assertividade nas aplicações e tranquilidade para alcançar o máximo desempenho em sua lavoura. E todo esse desempenho será  visto no evento”, explica Ferreira.

A empresa norte-americana Pyka é a desenvolvedora da aeronave, que, no Brasil, é representada pela Synerjet. A aeronave cobre até 90 hectares por hora. “As soluções da Sumitomo Chemical podem ser muito bem utilizadas com o Pelican, que tem 24 horas de operação. Se precisar aplicar o nosso herbicida durante o dia, é possível ser feito. E nossos fungicidas e inseticidas, para maior eficácia e sem atingir insetos não alvo, como abelhas, também podem ser pulverizados à noite”, afirma o coordenador da Sumitomo Chemical.

O dia de campo, que reunirá grande parcela de produtores de algodão do país, é o momento para que os presentes tirem dúvidas e confiram a eficiência da aplicação. Para uma medição precisa, o veículo tem como método a Inspeção de Faixa de Deposição (IFD), equipamento que utiliza espectrofotometria de fio para otimizar a aplicação aérea de defensivos. Com ele, é possível determinar a largura da faixa de deposição e a uniformidade da pulverização.





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Cafeicultura exige planejamento e adaptação


Durante palestra na 28ª edição da Fenicafé, o produtor rural e consultor em agronegócio Lúcio Dias apresentou uma análise sobre as oportunidades e os desafios enfrentados pela cafeicultura brasileira nos mercados nacional e internacional. O especialista compartilhou estratégias voltadas ao aumento da competitividade e da sustentabilidade na produção de café, com ênfase em qualidade, gestão e adaptação ao cenário econômico.

Segundo Lúcio, os produtores devem buscar soluções que aumentem a eficiência e reduzam os custos operacionais. “Investir em soluções que reduzam custos e aumentem a produtividade é fundamental para o futuro da cafeicultura. O mercado está com boas margens e, como se diz, ‘lucro no bolso não faz mal a ninguém’. Portanto, é o momento de realizar os resultados”, afirmou.

Para proteger a renda diante da volatilidade do setor, ele recomendou o uso de mecanismos financeiros. “Fazer hedge, proteger parte da produção e aproveitar as boas margens de lucro pode ser uma boa estratégia. O mercado está aberto a essas oportunidades, e é hora de realizar os ganhos”, completou.

O consultor também enfatizou a importância de um posicionamento competitivo diante de consumidores mais exigentes. “Os consumidores estão mais conscientes e exigentes sobre o café que consomem. A qualidade deve ser nossa prioridade, e devemos agregar atributos que atendam a essas expectativas. Conquistamos grandes mercados, mas nossos concorrentes estão ávidos para ocupar o nosso espaço. Manter e cativar nossos clientes deve ser o foco”, explicou.

A sustentabilidade foi outro ponto destacado na apresentação. Lúcio defendeu práticas que alinhem produtividade e responsabilidade social. “O desafio é agregar valor não só no produto, mas também nas práticas que envolvem a produção, como o respeito à legislação trabalhista e o cuidado com o ser humano e a comunidade. Isso será, sem dúvida, refletido em mais valor monetário para o café e na preferência dos consumidores”, afirmou.

Durante a palestra, ele ressaltou que a cafeicultura demanda altos investimentos e apresenta riscos consideráveis. “Ser produtor rural no Brasil é uma verdadeira religião, é preciso ter fé, amor, resiliência e persistência. Para o café, isso é ainda mais intenso. O mercado é altamente inconstante, e o componente financeiro é enorme. Portanto, a gestão e o planejamento são essenciais para a sustentabilidade da produção”, pontuou.

O crescimento do mercado de cafés especiais também foi abordado. Lúcio destacou a necessidade de estrutura adequada e mão de obra qualificada para acessar esse nicho. “Para produzir cafés especiais, o próprio nome já diz, tem que ser algo especial. O produtor precisa ter uma propriedade adequada e uma equipe qualificada para atender as exigências do mercado. A liquidez desse mercado é diferente da de café commodity, e, muitas vezes, os prêmios não acompanham a alta dos preços. Por isso, é importante atender ao cliente no momento certo”, explicou.

Lúcio finalizou a palestra com um alerta sobre o cenário econômico nacional. Segundo ele, a alta histórica dos juros no Brasil exige cautela no planejamento financeiro dos produtores. “O que mudou no mercado ultimamente foi o fortalecimento econômico dos produtores. Ainda assim, é preciso ter cuidado e planejamento financeiro”, concluiu.





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Produtores de kiwi intensificam irrigação



Baixa umidade preocupa produtores de kiwi no Rio Grande do SUL




Foto: Divulgação

A produção de kiwi na região administrativa de Caxias do Sul tem sido favorecida pelas condições climáticas, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (3) pela Emater/RS-Ascar. O boletim aponta que o clima atual contribuiu para a manutenção da sanidade das lavouras e para o avanço da maturação das frutas.

Apesar das condições gerais positivas, a baixa umidade do solo e do ar tem preocupado os produtores. De acordo com o informativo, os quivicultores estão atentos à necessidade hídrica elevada das plantas, especialmente na fase final de crescimento e no início da maturação. “Os produtores têm recorrido à irrigação localizada, como gotejo e microaspersão, para suprir a demanda das lavouras”, informou a Emater/RS-Ascar.

Com o objetivo de garantir a qualidade da colheita, os agricultores também seguem monitorando o grau Brix dos frutos, indicador utilizado para avaliar o teor de açúcar e determinar o ponto ideal de colheita. Segundo o boletim, a colheita das variedades de kiwi de polpa amarela já foi iniciada, enquanto os frutos de polpa verde seguem em avaliação.

A Emater/RS-Ascar segue acompanhando o desenvolvimento das lavouras na região e reforça a importância da irrigação adequada neste período crítico do ciclo da cultura.





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Plantio é interrompido por frio na Ucrânia e Rússia



Frio intenso e neve atrasam plantio no oeste da FSU




Foto: Pixabay

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou, por meio do boletim Weekly Weather and Crop Bulletin divulgado nesta terça-feira (8), que o oeste da antiga União Soviética (FSU) registrou mudanças significativas nas condições climáticas durante a última semana. O calor acima da média deu lugar a um clima mais frio, marcado por duas tempestades que trouxeram chuvas e, posteriormente, neve.

Segundo o USDA, as temperaturas chegaram a ficar entre 2°C e 5°C acima do normal no oeste da região, e até 9°C acima no centro-oeste da Rússia. Esse calor fora de época acelerou o crescimento de culturas como trigo de inverno, colza e cevada, que, em algumas áreas, estavam mais de duas semanas adiantadas em relação à média histórica.

Entretanto, a chegada de uma frente fria no dia 5 de abril, com temperaturas diárias até 10°C abaixo do normal, reverteu esse cenário em países como Bielorrússia, Ucrânia e Moldávia. “O calor anômalo mascarou a entrada de ar muito frio, que chegou de forma abrupta no final da semana”, informou o boletim.

A primeira tempestade da semana trouxe pancadas de chuva generalizadas. Já a segunda, com queda acentuada nas temperaturas, transformou a chuva em neve. A precipitação líquida combinada das duas tempestades variou entre 10 e 50 mm, com volumes maiores em áreas localizadas, abrangendo desde a costa leste do Mar Negro até a Moldávia, sul da Bielorrússia, Ucrânia e partes ocidentais do Distrito Central da Rússia.

As chuvas contribuíram para melhorar a umidade do solo em regiões que enfrentaram um inverno mais seco. No entanto, o USDA destacou que o clima frio e instável causou atrasos ou interrupções no plantio das lavouras de início de verão, especialmente no sudoeste da Rússia e no sudeste da Ucrânia.





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