segunda-feira, maio 25, 2026

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BNDES desembolsou R$ 37 bi para cooperativas em 2024 e quer elevar parcerias



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) quer mais cooperativas na sua carteira de crédito. A instituição, que desembolsou R$ 37 bilhões em financiamentos para esse tipo de organização produtiva em 2024, assinou nesta quinta-feira (10) um acordo de cooperação técnica para ampliar o acesso das cooperativas ao crédito no banco.

O termo foi acertado pelos presidentes do BNDES, Aloizio Mercadante, e do Sistema Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Márcio Freitas, na sede do banco, no Rio de Janeiro.

Mercadante ressaltou que o país tem 4,5 mil cooperativas atualmente, número 50% superior em comparação há 20 anos. A maior parte atuando na agropecuária. “Metade da produção de alimentos no Brasil hoje é feita pelo cooperativismo”, lembrou.

Segundo ele, são 23,5 milhões de trabalhadores cooperados, o que representa 550 mil empregos formais. Esse sistema de produção fatura R$ 692 bilhões por ano.

Contratos de crédito para cooperativas

Em 2024, 73% dos contratos de crédito do BNDES foram direcionados para o sistema cooperativo, o que representa R$ 37 bilhões. Desse montante, R$ 34,4 bilhões foram direcionados para pequenas e médias empresas.

Mercadante apontou que as cooperativas de crédito têm a função de levar a oferta de crédito, inclusive, para pequenas cidades onde não há agências bancárias.

“Mais de mil cidades não têm agências bancárias, só cooperativa. É um instrumento capilar de acesso ao crédito. Chegam onde as agências não chegam mais”, disse Mercadante.

O presidente do banco ressaltou que, mesmo o BNDES não estando nessas localidades e sendo representado por cooperativas de crédito, o sistema é seguro, pois conta com a fiscalização do Banco Central (BC).

Mercadante enfatizou a intenção de aumentar a presença dessa forma de organização nas regiões Norte e Nordeste.

“Elas [cooperativas] são muito fortes no Sul, em função da colonização; no Sudeste, que é a colonização europeia e asiática, e agora estão avançando no Centro-Oeste. O nosso próximo capítulo é dar muito impulso ao cooperativismo no Norte e Nordeste”, defendeu.

Questionado sobre qual a meta de concessão de crédito ao segmento de cooperativas, Mercadante disse que “depende da força deles”.

O presidente da OCB, Márcio Freitas, informou que a organização tem a meta de levar o faturamento total das cooperativas em até R$ 1 trilhão até 2027.

“A meta está lançada chegar a 30 milhões de brasileiros cooperados e, provavelmente, chegando a um milhão de empregos diretos, com carteira assinada”, avaliou.

Mais renda

Além da assinatura do acordo entre o banco público e a entidade de representação do cooperativismo no Brasil, foi realizado um seminário sobre impactos do cooperativismo no desenvolvimento do país.

O pesquisador Alison Pablo de Oliveira, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), ligada à Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), apresentou dados sobre locais que têm presença de cooperativas de crédito.

O estudo mostra que foram gerados 25,3 empregos formais para cada grupo de 1 mil habitantes nessas localidades. Além disso, foi identificado incremento de R$ 115,50 na massa salarial por habitante.

O levantamento aponta também que a presença das cooperativas de crédito retirou 12,3 famílias da extrema pobreza para cada grupo de 1 mil habitantes. Outro dado é a diminuição de 20,5 famílias no Cadastro Único (CadÚnico), direcionado a famílias mais pobres, a cada grupo de 1 mil habitantes.

Segundo Oliveira, onde há agência de cooperativismo de crédito, as famílias passam a depender menos do Estado.

“Com ganhos de renda e empregabilidade maior, as famílias conseguiam superar a pobreza de maneira sustentável por meio da inclusão produtiva e econômica”, disse.

O BNDES é um banco público de fomento ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e tem entre as funções fomentar setores estratégicos da economia por meio de crédito e investimentos diretos. Parte dos empréstimos são subsidiados, isto é, mais baratos.



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veja como o mercado se comportou hoje



O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com preços mais altos nesta quinta-feira (10).

De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por novos reajustes no curto prazo, considerando a atual posição das escalas de abate, entre cinco e seis dias úteis na média nacional.

“Soma-se a isso a demanda aquecida presente no mercado, em especial a demanda relacionada às exportações. O mercado doméstico também conta com seus predicados, considerando uma boa demanda durante a primeira quinzena do mês, somado ao feriado prolongado na próxima semana, que motivará a reposição ao longo da cadeia produtiva”, diz.

  • São Paulo: R$ 328,42, contra R$ 327,58 de ontem
  • Goiás: R$ 320,71, ante R$ 327,75 na quarta
  • Minas Gerais: R$ 320,88, anteriormente estava R$ 320,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 321,93, contra R$ 321,36 ontem
  • Mato Grosso: R$ 324,66, ante R$ 321,49 na quarta

Mercado atacadista

O mercado atacadista confirmou as expectativas e apresenta alta generalizada dos preços. Segundo Iglesias, o movimento se mostrou mais consistente no dianteiro bovino.

“A expectativa é de continuidade deste movimento no curto prazo, em linha com boa propensão a reajustes no curto prazo, ainda considerando os efeitos da entrada dos salários na economia, somado ao adicional de consumo antecipado para o feriado prolongado”, assinalou.

O quarto dianteiro foi precificado a R$ 20,00, por quilo, alta de R$ 1,00. Já o quarto traseiro segue a R$ 26,00, enquando a ponta de agulha ainda é cotada a R$ 18,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,91%, sendo negociado a R$ 5,8978 para venda e a R$ 5,8958 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,8234 e a máxima de R$ 5,9554.



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Produtores motivados e soja ‘em movimento’; saiba as cotações no país



Nesta quinta-feira (10), o mercado da soja continua com bons volumes de negócios, impulsionados pelos preços elevados. A leve queda no frete tem ajudado a melhorar as margens, e o dólar em alta também contribui para manter o otimismo.

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Segundo a consultoria Safras & Mercado, Chicago tem operado com valorização, e mesmo com uma leve queda nos prêmios, os preços continuam atraentes para os produtores. A comercialização segue avançando, enquanto a indústria enfrenta desafios devido ao alto custo do esmagamento.

Cotações da soja

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 132,00 para R$ 134,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 133,00 para R$ 135,00
  • Porto de Rio Grande (RS): subiu de R$ 138,00 para R$ 141,50
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 131,00 para R$ 132,00
  • Porto de Paranaguá (PR): subiu de R$ 136,00 para R$ 138,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 119,00 para R$ 120,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 123,00 para R$ 124,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 119,00 para R$ 119,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira em alta, dando continuidade ao movimento de recuperação iniciado no dia anterior, após atingirem os menores níveis em quatro meses. O mercado segue atento ao adiamento das tarifas comerciais anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao relatório de abril do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

O adiamento por 90 dias das tarifas sobre importantes parceiros comerciais, como a União Europeia, foi recebido com otimismo pelos investidores. Contudo, a guerra comercial com a China ainda é uma preocupação, com tarifas de até 145% sobre a soja chinesa.

O USDA indicou que a safra norte-americana de soja deverá alcançar 4,366 bilhões de bushels (118,82 milhões de toneladas) para o ciclo 2024/25, com uma produtividade de 50,7 bushels por acre. Esses números permanecem os mesmos indicados em fevereiro.

Os estoques finais para a safra norte-americana estão projetados em 375 milhões de bushels (10,2 milhões de toneladas), abaixo da expectativa do mercado, que era de 381 milhões de bushels (10,37 milhões de toneladas). Em março, a previsão era de 380 milhões de bushels (10,34 milhões de toneladas).

O USDA também elevou a previsão de esmagamento de soja para 2,420 bilhões de bushels, de 2,410 bilhões anteriormente. A previsão para as exportações de soja segue inalterada em 1,825 bilhão de bushels.

No cenário global, o USDA projetou uma produção de soja para a safra mundial de 420,58 milhões de toneladas para 2024/25, uma leve redução em relação à previsão de março, que era de 420,76 milhões de toneladas. Para a safra 2023/24, a previsão é de 396,4 milhões de toneladas.

Os estoques finais para a safra mundial de 2024/25 estão estimados em 122,47 milhões de toneladas, acima da previsão do mercado de 122 milhões de toneladas. Em comparação com o mês passado, a previsão era de 121,4 milhões de toneladas. Para a safra 2023/24, os estoques globais estão estimados em 115,27 milhões de toneladas.

USDA

Para o Brasil, o USDA elevou a previsão de produção de soja para 2023/24, passando de 153 milhões para 154,5 milhões de toneladas. Para 2024/25, a estimativa foi mantida em 169 milhões de toneladas, apesar da expectativa de corte por parte do mercado, que aguardava uma redução para 168,9 milhões de toneladas.

A previsão para a produção de soja na Argentina em 2023/24 foi mantida em 48,21 milhões de toneladas, e para 2024/25, a estimativa é de 49 milhões de toneladas, ligeiramente superior à previsão anterior de 48,7 milhões de toneladas.

As importações de soja pela China foram mantidas em 112 milhões de toneladas para a safra 2023/24, com a previsão para 2024/25 sendo de 109 milhões de toneladas, repetindo a estimativa do mês passado.

Contratos futuros da soja

Os contratos futuros de soja com entrega em maio fecharam em alta de 16,25 centavos de dólar, ou 1,6%, cotados a US$ 10,29 por bushel. A posição para julho foi cotada a US$ 10,36 3/4 por bushel, um aumento de 13,25 centavos, ou 1,29%.

Nos subprodutos, a posição de maio do farelo de soja fechou com alta de US$ 3,40, ou 1,15%, a US$ 297,90 por tonelada. Já o óleo de soja, com vencimento em maio, fechou a 46,32 centavos de dólar, com um aumento de 0,13 centavo, ou 0,28%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,91%, cotado a R$ 5,8978 para venda e R$ 5,8958 para compra. Durante a sessão, a moeda oscilou entre R$ 5,8234 e R$ 5,9554.



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Senadores da FPA cobram de ministro irregularidades em assentamentos do MST



Senadores da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) cobraram medidas concretas contra invasões de terras durante audiência pública com o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, nessa quarta-feira (9).

A audiência foi convocada pelos senadores Zequinha Marinho (Podemos-PA) e Marcos Rogério (PL-RO), em resposta à série de ocupações promovidas pelo MST no “Abril Vermelho”.

Marinho, que é presidente da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária, destacou a importância do diálogo com o governo sobre a política agrária e os desafios da região amazônica, onde há quase dois mil assentamentos, 447 mil famílias e cerca de 70 milhões de hectares.

“Esses agricultores precisam de documentação, crédito, políticas de fomento e emancipação”, afirmou.

O ministro Teixeira, por sua vez, apresentou dados sobre a produção de alimentos e fatores que impactam o setor, como a pandemia, a guerra na Ucrânia e as mudanças climáticas. Destacou o aumento de 43% no Plano Safra 2023/2024 para a agricultura familiar e programas como o “Desenrola Rural”, voltado à renegociação de dívidas. Também anunciou a meta de incluir 326 mil famílias na reforma agrária, com foco na redução de conflitos.

Senadores, no entanto, criticaram a falta de ações para prevenir e combater invasões. Marcos Rogério questionou a criação de novos assentamentos sem revisão dos existentes. Segundo ele, há 205 mil lotes vagos e 17 milhões de hectares ociosos, além de 580 mil beneficiários com indícios de irregularidade, de acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU).

“O Estado falhou. Muitas áreas que foram assentamentos voltaram a ser consideradas públicas por abandono ou venda, e hoje estão em situação de insegurança jurídica. É preciso resolver esse passivo antes de avançar com novos assentamentos”, afirmou o parlamentar.

Rogério também criticou o que classificou como “ações criminosas travestidas de manifestação social” e defendeu o fim da complacência com invasões. “Não se pode aceitar que todo abril esse ciclo se repita como se fosse tradição institucionalizada. O Estado precisa garantir segurança jurídica no campo.”

Direito à propriedade

Zequinha Marinho reforçou que a agricultura familiar é um dos pilares do desenvolvimento rural, mas não pode justificar ilegalidades. “O Congresso precisa cobrar respeito à lei e ao direito de propriedade.”

Já o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) afirmou que a reforma agrária se tornou um processo sem fim. “É o dia da marmota eterna. Sempre tem alguém para ser assentado.”

Jorge Seif (PL-SC), por sua vez, associou o MST a práticas criminosas como invasões, extorsão, trabalho análogo à escravidão e vandalismo. Citou denúncias da imprensa e da CPI do MST de 2023, e declarou: “O MST precisa ser eliminado, coibido, expulso e desmobilizado. São terroristas que só atrapalham o agro”.

Em resposta, o ministro afirmou desconhecer qualquer grupo terrorista no Brasil e negou privilégios ao MST. Disse que o governo atua dentro dos limites da lei e que invasões devem ser tratadas pelas autoridades estaduais.

Magno Malta (PL-ES) criticou a falta de ação do governo, classificou a questão como ideológica e lembrou que a Constituição proíbe invasões. “Quem está na terra legalmente é quem paga o preço”, disse, referindo-se a casos de violência durante ocupações.



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Chuvas atrapalham a colheita, mas há desenvolvimento da soja; saiba mais



As chuvas que ocorreram na última semana no Rio Grande do Sul, embora tenham reduzido o ritmo da colheita da soja, proporcionaram um importante alívio para as lavouras, especialmente as de ciclo tardio.

Segundo a Emater, na Metade Oeste do Estado, as precipitações mais intensas ajudaram a recompor a umidade dos solos, elevando-a a níveis adequados para o desenvolvimento das plantas, o que contribuiu para mitigar o déficit hídrico que afetou a produtividade nas últimas semanas.

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O outro ‘lado da moeda’

Entretanto, essa umidade excessiva também trouxe desafios: o solo e a massa vegetal ficaram saturados, o que levou à suspensão temporária da colheita até que as condições operacionais fossem novamente favoráveis.

A área já colhida no Estado avançou de 39% para 50%, refletindo um aumento no contraste de produtividade entre as diferentes regiões e lavouras, com destaque para as variações causadas pela estiagem. Os rendimentos variam significativamente, desde 180 kg/ha no Extremo Oeste até impressionantes 6.000 kg/ha no Nordeste do Estado.

De acordo com informações fornecidas pela consultoria Safras & Mercado, a produtividade média estadual foi estimada em 2.240 kg/ha, embora a possibilidade de uma nova queda seja considerada, devido ao impacto da escassez hídrica registrada durante o mês de março, que afetou os cultivos em todos os ciclos da cultura.

A soja em regiões críticas

Nas regiões mais críticas, a combinação do estresse hídrico nas fases reprodutivas (R3 a R5) com a umidade elevada das chuvas recentes resultou em uma maturação heterogênea da soja. Os grãos colhidos nessas áreas apresentaram alta taxa de umidade, impurezas e, em muitos casos, estavam verdes, ardidos e chochos. Esse cenário gerou descontos comerciais. Para minimizar as perdas qualitativas, observou-se uma intensificação no uso de dessecantes químicos, visando uniformizar a maturação das lavouras.

Além disso, as instituições financeiras continuam registrando perdas nas lavouras, e os laudos técnicos para comprovação das condições das plantas estão sendo emitidos por peritos habilitados.

Atualmente, 39% das lavouras ainda estão em maturação (R7), e 10% em enchimento de grãos (R5). As chuvas recentes podem ser benéficas para a preservação do potencial produtivo, especialmente nas lavouras mais tardias e com maior potencial de rendimento.

Nestas áreas, o manejo fitossanitário continua sendo realizado de forma rigorosa, com aplicação de fungicidas para o controle de doenças de final de ciclo (DFCs) e da ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi), com o objetivo de preservar a sanidade das plantas até a colheita final.

Comercialização

Em relação à comercialização, o preço da soja registrou uma queda de 2,04% na última semana, segundo levantamento da Emater/RS-Ascar. O valor médio da saca de 60 quilos passou de R$ 127,38 para R$ 124,78.

As oscilações nos preços e a incerteza sobre as condições de colheita continuam a impactar as decisões dos produtores, que seguem monitorando as condições climáticas e fitossanitárias das lavouras.



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AgroNewsPolítica & Agro

Clima úmido afeta algodão argentino



Chuvas interrompem colheita, mas beneficiam safra de inverno na Argentina




Foto: Canva

As chuvas registradas em áreas agrícolas da Argentina interromperam parcialmente a colheita das culturas de verão, mas contribuíram para a reposição da umidade no solo, beneficiando o preparo da próxima safra de grãos de inverno. As informações constam no boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (8) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Segundo o relatório, precipitações moderadas a fortes, entre 25 e 50 milímetros, foram registradas no sudeste da província de Buenos Aires, além de partes do Chaco e de Santa Fé. O USDA informou que, embora essas chuvas tenham sido prematuras para o algodão e tenham interferido na colheita, foram úteis para recuperar as reservas hídricas necessárias ao desenvolvimento das lavouras de inverno.

“As temperaturas semanais ficaram de 3 a 5 graus Celsius abaixo da média nas principais regiões agrícolas do país”, aponta o boletim. As máximas diurnas variaram entre 25 °C e 30 °C. Já as mínimas noturnas oscilaram de 5 °C a 10 °C nas áreas agrícolas do norte, enquanto em Córdoba e no sul de Buenos Aires os termômetros marcaram valores próximos ou ligeiramente acima de zero grau.

De acordo com dados divulgados pelo governo argentino, até o dia 3 de abril, 75% da colheita de girassol havia sido concluída. A colheita de milho, por sua vez, alcançava 17% da área total cultivada.





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Demanda por carne brasileira cresce, mas efeito será breve, diz analista



Os impactos da guerra comercial entre Estados Unidos e China tendem a favorecer as exportações do complexo carne brasileiro, especialmente em relação à proteína suína, estima o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias.

Isso porque o gigante asiático retaliou as ofensivas de Donald Trump e expandiu as tarifas para produtos norte-americanos em 84%, ao passo que a Casa Branca passará a aplicar taxas de 145% aos chineses. Estudo preliminar da Organização Mundial do Comércio (OMC) estima que as transações entre as duas potências tende a reduzir em 80%.

Neste contexto, Iglesias ressalta que o Brasil tende a ganhar mercado em exportações de carne bovina, mas em fatias menores do que a suína e a de aves. “Os cortes de carne bovina que os Estados Unidos costuma exportar para a China são os de maior valor agregado e quem mais preenche esses requisitos de exportação ao mercado chinês é a Austrália, que deve ser a grande beneficiada em um primeiro momento.”

Quanto à proteína suína, o analista enxerga o Brasil ganhando competitividade expressiva em 2025, com volume próximo a 1,4 milhão de toneladas embarcadas, 8% a mais do que no ano passado.

Benefícios apenas no curto prazo

Iglesias acredita que a conjuntura global aponta para o Brasil se notabilizando como alternativa às commodities dos Estados Unidos, visto que antigos parceiros comerciais, agora taxados por Trump, tendem a voltar os olhos para a agropecuária nacional.

“O Brasil pode ter, em primeira instância, ganhos em função disso, mas o que realmente preocupa em toda essa situação, em toda essa dinâmica de mercado, é que no médio e longo prazo, as economias vão acabar sendo prejudicadas.”

O analista destaca que a atividade econômica global pode trvar, levando a um quadro de recessão econômica ao redor do mundo. “No curtíssimo prazo, realmente o Brasil parece ser o grande beneficiado quando olhamos para a exportação de commodities, porém, para os segmentos industriais do Brasil que dependem de importação para manter os parques fabris trabalhando, esse quadro é muito mais complexo”, enfatiza.

De acordo com Iglesias, a aversão ao risco que gera desvalorização do real e das outras moedas dos países emergentes é uma preocupação que precisa estar no radar dos produtores brasileiros, visto que encarecerá o custo de produção.



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Região com seca há 2 meses deve receber 100 mm de chuva; veja quando e onde


A chuva que atualmente está concentrada no sul da Bahia nos últimos dias deve subir o mapa e avançar para o interior do Nordeste a partir da madrugada desta sexta-feira (11) até a próxima terça-feira (15), mostra previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Assim, as principais áreas produtoras de grãos da fronteira agrícola do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), muitas sem precipitações significativas há, pelo menos, dois meses, devem receber volumes de, aproximadamente, 100 mm no período, especialmente neste fim de semana (veja mapa abaixo).

Isso acontece por conta da mudança no padrão atmosférico com a passagem de um sistema frontal no oceano, que vai contribuir para o aumento da umidade na Região Nordeste, conforme a meteorologista do Inmet Morgana Almeida.

Segundo ela, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) também atuará com mais intensidade nestes dias, provocando chuvas fortes na faixa norte e leste nordestina, especialmente em áreas do Maranhão, Piauí e Ceará.

A previsão do Inmet ressalta, também, que para a Bahia e o litoral de Sergipe, a situação inspira muita atenção porque as chuvas devem persistir com mais força neste final de semana, principalmente no Recôncavo Baiano e em Salvador.

Chuva bem-vinda

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Volume de chuva estimado entre os dias 9 e 13 de abril. Foto: Climatempo

Morgana ressalta que a previsão de chuvas significativas no interior do Nordeste está sendo aguardada com expectativa, visto que uma ampla área da região registrou déficit nos meses do verão.

No Matopiba, a oferta hídrica favorece os cultivos de algodão e os plantios de segunda safra de milho no Tocantins e no Maranhão.

Já a agrometeorologista do Inmet Lucietta Martorano acrescenta que, no Maranhão, as lavouras de milho estão no período de floração e as de algodão entrando na fase fenológica de formação das maçãs e a chuva favorecerá os cultivos.

As chuvas também vão favorecer culturas agrícolas no sudoeste do Piauí e no oeste da Bahia, áreas que ainda estão enquadrados na condição de restrição hídrica, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).



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Agência dos EUA confirma fim da La Niña e retorno da neutralidade climática no planeta



A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) anunciou hoje (10) que o fenômeno La Niña chegou ao fim. Segundo o novo boletim, o oceano Pacífico voltou a apresentar condições de neutralidade em março de 2025. Isso significa que, no momento, não há nem La Niña nem El Niño influenciando o clima global — uma situação chamada de fase neutra.

De acordo com a agência americana, as temperaturas do mar na região central do Pacífico, que estavam abaixo da média nos últimos meses, voltaram ao normal. Os ventos e as nuvens também mudaram de comportamento, mostrando que a atmosfera já não está mais respondendo como acontecia durante a La Niña.

A previsão é que essa fase neutra continue pelos próximos meses, com mais de 50% de chance de persistir até o trimestre entre agosto e outubro.

Chances do La Niña retornar

Para o segundo semestre do ano, os modelos de previsão climática ainda mostram bastante incerteza. Existe uma chance de 38% de a La Niña voltar, e menos de 20% de termos um novo El Niño.

No entanto, como essa é justamente a época do ano em que os modelos costumam ter o pior desempenho, ainda é cedo para afirmar com segurança o que vai acontecer nos próximos meses. Será preciso aguardar mais algumas atualizações para entender melhor o comportamento dos oceanos e da atmosfera.

Como fica a situação no Brasil?

Essa mudança no padrão do Pacífico pode alterar a forma como as chuvas se distribuem pelo Brasil. Durante a La Niña, é comum que o Sul do país fique mais seco, enquanto o Norte e o Nordeste recebem mais chuva. Com o fim do fenômeno, esse padrão começa a perder força. O clima tende a ficar mais instável e irregular, sem uma tendência clara.

O Sul, por exemplo, pode ter períodos de chuva e seca se alternando com mais frequência. Já o Norte e o Nordeste devem começar a sentir uma leve diminuição das chuvas nos próximos meses.

Mesmo com o fim da La Niña, é importante lembrar que outros fatores também influenciam o clima no Brasil, como o aquecimento do oceano Atlântico. Por isso, o monitoramento segue constante. O próximo boletim da NOAA será divulgado no dia 8 de maio.



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Indecisão de Trump sobre tarifas gera incertezas para o agronegócio brasileiro



A recente decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de remover tarifas de importação para diversos países, mantendo-as apenas para a China, gerou um debate intenso pelo mundo. A medida levantou questionamentos sobre possíveis vantagens e desafios para o Brasil.

Depois de anunciar uma pausa de 90 dias nas tarifas recíprocas aos países que não retaliaram as medidas dos Estados Unidos, exceto China e Canadá, a União Europeia decidiu hoje (10) suspender, também por 90 dias, as primeiras medidas contra as tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump.

O comentarista do Canal Rural, Miguel Daoud, participou do telejornal Mercado & Companhia desta quinta-feira (10), e falou sobre a situação.

Recado inusitado de Trump

Horas antes de tirar as tarifas, Trump deu um recado na sua própria rede social dizendo: “este é um ótimo momento para comprar”. Segundo o comentarista, a ação de Trump configura uma “informação privilegiada e tendenciosa”, que beneficiou aqueles que agiram rapidamente no mercado financeiro. “Quem entendeu o recado dele, comprou e ganhou dinheiro”, afirmou Daoud.

Tarifas de Trump e as chances para o agro

Apesar das críticas, a decisão de Trump abre oportunidades para o Brasil, que é um grande exportador de proteína animal. A redução das tarifas pode impulsionar as vendas de carne de frango, suína e bovina para outros países, aumentando a demanda pelos produtos brasileiros.

No entanto, Daoud alerta para os desafios que o setor pode enfrentar. “Não é tão simples assim. Nós temos a questão também dos custos que estão subindo, a gente viu aí agora o dólar caiu, já está subindo, a nossa infraestrutura, né? Hoje nós temos uma insatisfação generalizada com o governo em função de uma série de problemas”.

Outro ponto de preocupação é o impacto no mercado interno. O aumento das exportações pode levar a uma redução da oferta de carne no Brasil, pressionando os preços e gerando inflação. Além disso, a alta taxa de juros no país dificulta o investimento em aumento de produção.

Diante desse cenário de incertezas, Daoud recomenda cautela aos produtores. “O momento é para avaliar. A nossa função é dizer para você: olha, eu não sei cada produtor quais as suas possibilidades, o seu poder, o que ele pode fazer, o que ele não pode fazer. O que a gente sabe é que o momento é incerto e é hora de você refletir e agir”.

O comentarista também comparou a situação a um jogo, onde as regras podem mudar a qualquer momento. “Amanhã a situação muda novamente, né? Donald Trump volta de amores com Xi-Jiping e pronto, tudo isso que você pensou de investir e fez, acabou. Então, portanto, temos que tomar muito cuidado com a visibilidade reduzida, ande devagar”.

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