segunda-feira, maio 25, 2026

Agro

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Estados Unidos seguem dependendo do mercado brasileiro



As exportações brasileiras de ovos, tanto In natura quanto processados, atingiram 8,65 mil toneladas no primeiro trimestre de 2025. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e compilados e analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com o Cepea, um dos principais fatores que justificam o grande aumento nos embarques foi o surto de gripe aviária nos Estados Unidos. O país já importou, de janeiro a março, quantidade 28% superior que a exportada ao longo de todo o ano de 2024.

O volume comercializado da proteína representa um crescimento de 97% no comparativo com o mesmo período de 2024. O crescimento expressivo demonstra que o setor segue em ritmo acelerado no Brasil. 

Os Estados Unidos já se tornaram o principal destino das exportações brasileiras de ovos. O surto de gripe aviária, que aumentou o preço do produto no mercado interno americano, torna pouco provável uma mudança de cenário, mesmo com o recente anúncio da aplicação de uma tarifa de 10% sobre os produtos brasileiros importados pelo país.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Restaurante é fechado por servir pombo e carne estragada



Um restaurante chinês foi interditado pela polícia da Espanha após uma inspeção revelar que o estabelecimento servia aos clientes pombos assados como se fossem patos. Além disso, as autoridades encontraram carnes estragadas penduradas em varais, a cozinha infestada de baratas, e ratoeiras espalhadas pelo chão do local, colocando em risco a saúde pública.

O The Jin Gu está localizado no distrito de Usera, em Madri. Os fiscais que estavam na operação, realizada em 25 de março, também se depararam com oito freezers defeituosos e enferrujados, repletos de produtos sem identificação ou data de validade.

Além da carne de pombo…

No depósito de lixo do restaurante foi encontrado um recipiente plástico com mais de 100 litros de gordura acumulada, sem tampa nem sistema de descarte. A polícia espanhol também informou que os utensílios de cozinha estavam em condições precárias.

As geladeiras não tinham monitoramento da temperatura dos alimentos armazenados, e havia itens alimentos proibidos por leis ambientais da União Europeia.

O dono do restaurante está sob investigação do Ministério Público de Madri por suspeita de crimes contra a saúde pública. Ele não teve a identidade revelada.



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Tempo não ajuda e safra de laranja tem o pior resultado em quase quatro décadas



O fechamento da safra de laranja 2024/25 do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro, divulgado pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), foi confirmada como a segunda menor dos últimos 37 anos.

A produção desta temporada atingiu 230,87 milhões de caixas de 40,8 kg e foi 0,65% menor em comparação com à projeção inicial, de 232,38 milhões de caixas, divulgada em maio de 2024, e 24,85% inferior à safra anterior, que totalizou 307,22 milhões de caixas.

O resultado, considerado atípico, ocorreu devido às condições climáticas adversas e à emissão extremamente tardia e expressiva da quarta florada. “Clima mais seco e temperaturas mais elevadas, além da incidência do greening, foram os principais fatores pela baixa produção dessa temporada, reduzindo a quantidade e o peso dos frutos”, informou a Fundecitrus.

Porém, a entidade destaca que a expressiva e tardia quarta florada atenuou a quebra que poderia ter sido maior.

“Embora as previsões meteorológicas apontassem para pouca chuva na época de desenvolvimento dos frutos, o impacto das condições climáticas de maio a agosto de 2024 foi muito mais intenso do que o previsto. O volume de chuvas ficou 31% abaixo do previsto, enquanto as temperaturas máximas registraram médias de 3 ºC a 4 ºC acima da média histórica”, disse o diretor-executivo do Fundecitrus, Juliano Ayres.

Doenças e pragas

A Fundecitrus também destacou que a intensidade de greening no cinturão citrícola também foi determinante para a redução da laranja. Em nota publicada no site da instituição, a entidade explica que a combinação dos fatores resultou na antecipação da colheita e na produção de frutos menores do que a estimada.

O greening foi responsável por 9,05% e 25 milhões de caixas perdidas, o bicho-furão e as moscas-das-frutas responsáveis por 4,11% e 12 milhões de caixas, além de outros motivos, como queda natural e mecânica, pinta preta, leprose e cancro cítrico.

Queda e tamanho dos frutos

Por causa da situação, o peso médio das laranjas foi de 159 gramas. Os frutos de primeira, segunda e terceira floradas atingiram 162, e os da quarta florada 146 gramas.

O ritmo mais acelerado de colheita contribuiu para diminuir a taxa de queda de frutos e as perdas na produção. A taxa média de queda no cinturão citrícola foi de 17,8% no acumulado geral desde o início da safra, sendo a menor taxa registrada nos últimos cinco anos.

As perdas estimadas com a queda foram de 50 milhões de caixas ao longo da safra.

Safra da laranja 2025/26

A estimativa da safra de laranja e o inventário de árvores serão divulgados no dia 9 de maio de 2025, em evento presencial no Fundecitrus.

A Pesquisa de Estimativa de Safra (PES) é realizada pelo Fundecitrus em parceria com o Departamento de Ciências Exatas da Unesp (FCAV), FCAV/Unesp Campus Jaboticabal.



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Estados Unidos segue dependendo do mercado brasileiro



As exportações brasileiras de ovos, tanto In natura quanto processados, atingiram 8,65 mil toneladas no primeiro trimestre de 2025. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados e compilados pelo Cepea.

De acordo com o Centro de Estudos, um dos principais fatores que justificam o grande aumento nos embarques foi o surto de gripe aviária nos Estados Unidos. O gigante norte americano já importou, de janeiro a março, quantidade 28% superior que a exportada ao longo de todo o ano de 2024.

O valor comercializado da proteína representa um crescimento de 97% no comparativo com o mesmo período de 2024. O crescimento expressivo demonstra que o setor segue em ritmo acelerado no Brasil. 

Os Estados Unidos já se tornaram o principal destino das exportações brasileiras de ovos. O surto de gripe aviária, que aumentou o preço do produto no mercado interno americano, torna pouco provável uma mudança de cenário, mesmo com o recente anúncio da aplicação de uma tarifa de 10% sobre os produtos brasileiros importados pelo país.



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AgroNewsPolítica & Agro

Entregas de fertilizantes recuam em 2024, aponta ANDA


As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro totalizaram 45,61 milhões de toneladas entre janeiro e dezembro de 2024, uma queda de 0,5% em comparação às 45,82 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2023. Os dados são da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), que atribui a redução à menor safra registrada no ano.

No mês de dezembro de 2024, as entregas apresentaram leve aumento de 0,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior, com um volume de aproximadamente 3,60 milhões de toneladas.

Mato Grosso permaneceu como o principal destino dos fertilizantes, com 9,77 milhões de toneladas, equivalente a 21,4% do total entregue. Na sequência, destacaram-se os estados do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Bahia.

A produção nacional de fertilizantes intermediários também apresentou crescimento. Em dezembro, o volume produzido foi de 605 mil toneladas, alta de 7,5% sobre o mesmo mês de 2023. No acumulado do ano, a produção atingiu 7,21 milhões de toneladas, 3,8% acima do volume registrado em 2023.

As importações totalizaram 41,34 milhões de toneladas entre janeiro e dezembro. Somente em dezembro, o país importou 3,44 milhões de toneladas.

O Porto de Paranaguá, principal ponto de entrada dos fertilizantes no país, recebeu 10,34 milhões de toneladas em 2024, aumento de 9,2% em comparação a 2023. O terminal representou cerca de 25% do total importado por todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Em relação aos estoques, a ANDA informou que, em 31 de dezembro de 2024, as indústrias detinham 8,32 milhões de toneladas. Ao considerar os estoques iniciais, produção nacional, importações, exportações, adições de microelementos e aditivos, entregas ao mercado e volumes finais, foi identificado um ajuste de aproximadamente 3,90 milhões de toneladas. Esse volume corresponde a fertilizantes destinados a aplicações específicas, como adubos líquidos, organominerais, outros usos industriais ou estoques não informados.

A ANDA ressaltou que “trabalha rigorosamente para identificar mudanças e antecipar percepções em suas estatísticas” e que segue atenta às transformações do setor, que vem se adaptando ao avanço tecnológico e à inovação.





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Santos Grain Day aponta caminhos para o setor de grãos no Brasil


Com o objetivo de fortalecer a integração entre os players do setor de grãos no país, o 1º Santos Grain Day atraiu, nesta quinta-feira (10), produtores, exportadores, traders, operadores de terminais portuários e retroportuários, prestadores de serviços e autoridades no auditório da Associação Comercial de Santos (ASC).

Os participantes discutiram avanços, desafios e tendências para que o agronegócio e o Porto de Santos, o maior da América Latina, continuem atingindo recordes de movimentação.

Melhorias logísticas para o escoamento de grãos

O diretor de Operações da Autoridade Portuária de Santos, Beto Mendes, destacou que para o Porto de Santos atender ao que o mundo espera dele melhorias se fazem necessárias, entre elas, o túnel Santos-Guarujá, serviços de derrocagem e aprofundamento do canal de navegação para 16 e posteriormente 17 metros, a reformulação da Avenida Perimetral, na Margem Direita, e a segunda fase da Avenida Perimetral na Margem Esquerda, entre outras.

No painel Ferrovias na Logística da Exportação de Grãos, João Almeida, CEO da Ferrovia Interna do Porto de Santos, defendeu o transporte ferroviário como a avalancha impulsionadora para o crescimento sustentável no Porto de Santos. André Pessoa, presidente da Agroconsult, apresentou os cenários das commodities agrícolas para este ano.

Ronald Marangon, diretor-superintendente da Ecovias, apresentou novos projetos em desenvolvimento para a mobilidade logística da Baixada Santista com destaque para a terceira pista da Imigrantes, cujas projeções apontam início da construção em 2026 e término em 2031.

Qualidade dos grãos

Hugo Caruso, diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Ministério da Agricultura e Pecuária, defendeu a modernização nas amostragens no controle dos grãos desde a saída da fazenda até o embarque. “O Brasil precisa vencer certos obstáculos para exportar cada vez mais”.

Pedro Matos, presidente do Comitê Técnico da Anec, abordou no painel Desafios das Controladoras de Embarque a questão do atendimento às regras dos países importadores, enquanto Eduardo Magalhães, coordenador geral da Certificação da Secretaria de Defesa Agropecuária, apresentou o E-Phyto, novo sistema eletrônico do certificado fitossanitário que pode ser compartilhado entre os países.

1 ° Santos Grain Day

O evento é resultado da parceria entre a ACS e a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), contou com o apoio da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Associação dos Exportadores de Açúcar e Álcool (Aexa), Conselho dos Exportadores de Café do Brasil ( Cecafé), Associação Nacional dos Exportadores de Algodão Anea, Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho).

1° Santos Grain Day reúne autoridades 1° Santos Grain Day reúne autoridades
Auditório da ACS ficou lotado durante o evento Foto: Jose Luiz Borges

O presidente da ACS, Mauro Sammarco, ressaltou o sucesso do evento com inscrições esgotadas em poucas horas da abertura das inscrições. “Tivemos mais 200 pessoas acompanhando o evento ao vivo pelo YouTube, o que mostra a relevância da discussão sobre os desafios para melhorar as exportações no Brasil”.



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IPCA sobe 0,56% em março, ante elevação de 1,31% em fevereiro



A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou março com alta de 0,56%, ante uma elevação de 1,31% em fevereiro, informou na manhã desta sexta-feira (11), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa acumulada pela inflação no ano foi de 2,04%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 5,48%, número também levemente acima da mediana das projeções do mercado (5,46%), que iam de 4,83% a 5,52%.

O IPCA é um indicador que mede a variação dos preços de bens e serviços consumidos pelas famílias brasileiras com renda mensal entre 1 e 40 salários mínimos, abrangendo diversas áreas como alimentação, habitação, transporte, saúde, entre outros.

Os preços são comparados com os do mês anterior, resultando em um índice que reflete a variação geral dos preços.

A coleta de dados é realizada mensalmente em 13 áreas urbanas do país, abrangendo cerca de 430 mil preços em 30 mil locais. O índice é utilizado pelo Banco Central (BC) para definir a taxa básica de juros (Selic), que influencia outras taxas de juros e o custo de crédito no Brasil.



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AgroNewsPolítica & Agro

Tarifas dos EUA impactam mercado do açúcar


As expectativas em torno do anúncio de novas tarifas comerciais pelos Estados Unidos interromperam o movimento de alta nos preços do açúcar registrado no início da semana, resultado dos fracos números da moagem de março na Índia. A volatilidade aumentou e o adoçante encerrou a sexta-feira cotado a 18,84 centavos de dólar por libra-peso.

Apesar das incertezas, o impacto direto das tarifas sobre o fluxo global de açúcar foi limitado. Isso ocorre porque países como Canadá e México foram isentados das novas medidas. “O tarifaço teve um impacto mínimo sobre o fluxo do açúcar, já que o Canadá e o México estão isentos e espera-se que as cotas TRQ comecem a pagar as novas tarifas — embora esta última permaneça bastante incerta, já que o programa não foi explicitamente mencionado”, afirmou Livea Coda, coordenadora de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.

Ainda segundo ela, fatores macroeconômicos pesaram no mercado. “As preocupações com uma possível recessão nos EUA e com o aumento da inflação estão pressionando o dólar, aumentando o poder de compra de outras moedas”, explicou.

A queda nos preços do petróleo, que recuou mais de 7%, somada à valorização de moedas emergentes e à instabilidade no dólar, contribuiu para a retração de quase 2,5% nos preços do açúcar na quinta-feira. O movimento foi amenizado pelo suporte encontrado na arbitragem de importações chinesas, que ajudou a manter o adoçante próximo aos 18,7 c/lb.

Na visão dos analistas, o anúncio das tarifas — feito durante o chamado “Dia da Libertação” por Donald Trump — limitou os ganhos que poderiam ter sido impulsionados pela fraca moagem indiana. A reação do mercado também refletiu o receio de possíveis retaliações comerciais por parte da China e da União Europeia, cenário que ampliou a cautela dos investidores.

O México, por sua vez, tende a se beneficiar da situação. Como fornecedor isento das novas tarifas, o país fortalece sua posição como principal exportador de açúcar para os Estados Unidos. Caso as cotas tarifárias (TRQ) passem a ser tarifadas, como especulado, a vantagem competitiva do açúcar mexicano pode se acentuar.

Enquanto isso, a nova safra brasileira surge como um possível fator de equilíbrio. A antecipação da moagem em diversas usinas reforça a expectativa de maior oferta no curto prazo. Analistas acompanham indicadores como o Índice de Saúde da Vegetação para avaliar o impacto da safra na formação de preços. Mesmo com incertezas no cenário externo, a posição do Brasil como grande produtor pode ajudar a moderar oscilações mais intensas no mercado global.





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SP libera R$ 2,5 mi para afetados por mortandade de peixes no Rio Tietê


Com o objetivo de apoiar famílias que dependem da pesca no noroeste paulista, o governo de São Paulo informou que vai liberar uma linha de crédito emergencial no valor de R$ 2,5 milhões para pescadores e piscicultores afetados pela morte de milhares de peixes no Rio Tietê e em seus afluentes.

O desastre ocorre em um dos afluentes do rio, próximo do município de Zacarias (SP), e há meses afeta a biodiversidade e a cadeia produtiva local. A água ficou com uma coloração verde e mal cheirosa. Levantamento aponta que cerca de 800 toneladas de tilápia morreram na tragédia.

O noroeste paulista é responsável por 70% da produção de tilápia no estado de São Paulo. O município de Zacarias é o segundo maior produtor em tanque-rede do estado, correspondente a 20% do total da espécie de peixe.

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Foto: Max Gazzi/Canal Rural

Segundo o governo paulista, a poluição tem origem multifatorial, incluindo alterações na qualidade da água e despejos irregulares de poluentes. “Desde o início do problema, equipes técnicas da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) intensificaram o monitoramento e investigação das causas”, informa o governo.

Liberação de crédito

A medida entra em vigor a partir da próxima segunda-feira (14) e tem o objetivo de apoiar famílias que dependem da pesca.

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo disse que a linha de crédito será disponibilizada por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP) e terá juro zero, teto de R$ 5 mil para pescadores artesanais e até R$ 20 mil para piscicultores prejudicados pela mortandade de peixes.

O acesso ao recurso poderá ser solicitado nas unidades da Casa da Agricultura dos municípios afetados. A relação de endereços está disponível no site da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI).

Morte de peixes no Tietê e o trabalho de fiscalização

Para o enfrentar o problema, o governo do estado criou um grupo de fiscalização que resultaram na emissão de 19 Autos de Infração Ambiental (AIAs), totalizando R$ 73.198,00 em multas aplicadas.

Os responsáveis por práticas ilegais estão sendo processados conforme a legislação ambiental vigente, reforçando o compromisso do estado com a recuperação da qualidade das águas do Tietê.

Além disso, o governo faz uma articulação com produtores rurais e entidades do setor agropecuário para implementar boas práticas de conservação do solo, com o objetivo de reduzir o escoamento superficial de fertilizantes e resíduos para os corpos d’água. Outras iniciativas de monitoramento também estão em andamento.



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Certificação do ‘Açaí de Feijó’ impulsiona a economia acreana



O açaí produzido em Feijó, no Acre, conquistou uma certificação que promete mudar o rumo da economia local.

O Selo de Indicação Geográfica (IG) de Procedência foi oficialmente lançado em um evento promovido pelo Sebrae/AC, a Prefeitura de Feijó e a AÇAÍCOOP – Cooperativa de Produtores, Coletores e Abatedores de Açaí do município.

Com a certificação, apenas os produtores associados à AÇAÍCOOP terão o direito de usar o nome “Açaí de Feijó” em seus produtos.

A medida assegura que o consumidor estará adquirindo um alimento com origem garantida, colhido e preparado segundo práticas tradicionais transmitidas ao longo de gerações.

Para Laíz Mappes, gerente do Escritório Regional do Juruá, Tarauacá e Envira do Sebrae no Acre, a conquista do selo é um marco para a economia do município.

“O Selo de Indicação Geográfica do Açaí de Feijó é uma importante ferramenta para fortalecer a identidade local, além de agregar valor ao produto, abrindo novas oportunidades de mercado. Esse reconhecimento vai impulsionar a cadeia produtiva, contribuindo diretamente para o desenvolvimento econômico da região“, afirma Laíz

O açaí de Feijó passa a se destacar no mercado como um produto único, 100% orgânico, nativo e cultivado de forma tradicional, sem a utilização de plantios comerciais. Embora o açaí seja produzido em toda a região Norte do Brasil, a qualidade e o processo de produção do açaí de Feijó o tornam único.

O modo tradicional de preparo do açaí em Feijó é um saber ancestral, transmitido de geração em geração, de pais para filhos. Essa prática é um dos principais elementos que conferem ao produto o seu caráter único e autêntico.

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O que é Indicação Geográfica

De acordo com o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), a Indicação Geográfica (IG) identifica a origem de um produto ou serviço que possui qualidades específicas graças à sua origem geográfica.

A proteção concedida por uma IG não só preserva as tradições locais, mas também pode diferenciar produtos e serviços, melhorar o acesso ao mercado e promover o desenvolvimento regional, beneficiando produtores, prestadores de serviço e consumidores.



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