A 22ª edição da Tecnoshow Comigo foi encerrada nesta sexta-feira (11), em Rio Verde (GO), com recordes de público e volume de negócios. Realizado entre os dias 7 e 11 de abril no Centro Tecnológico Comigo (CTC), o evento reuniu 695 expositores e movimentou mais de R$ 10 bilhões em diferentes segmentos do agronegócio.
Segundo a Cooperativa Comigo, organizadora do evento, mais de 140 mil pessoas passaram pela feira. Somente na quarta-feira (10), foram registrados 35.500 visitantes, o maior público diário da história do evento.
Durante coletiva de imprensa, o presidente do Conselho de Administração da cooperativa, Antonio Chavaglia, destacou o crescimento contínuo da feira e a celebração dos 50 anos da cooperativa.
Resultados da Tecnoshow
Além do recorde de público, a edição de 2025 consolidou R$ 1,004 bilhão em negócios com insumos agrícolas realizados diretamente pela cooperativa. De acordo com o coordenador-geral da Tecnoshow e diretor de Insumos da Comigo, Claudio Teoro, esse é o maior volume já registrado pela organização em uma única edição.
O Banco do Brasil também superou suas expectativas iniciais e atingiu o maior volume de propostas acolhidas em 22 anos de participação na feira. Foram mais de R$ 2 bilhões em propostas de crédito.
“Esse volume recorde mostra o apetite do produtor por financiamento e confiança na instituição”, afirmou Alberto Martinhago, diretor de Agronegócios e Agricultura Familiar do banco.
Impacto local
A feira gerou um impacto de aproximadamente R$ 90 milhões no comércio local, segundo o prefeito de Rio Verde, Wellington Carrijo.
A rede hoteleira operou com 100% de ocupação e o aeroporto da cidade registrou 285 pousos e decolagens de aeronaves e helicópteros durante os cinco dias de evento.
Tecnoshow Comigo 2026
A 23ª Tecnoshow Comigo já tem data marcada: será realizada em Rio Verde de 6 a 10 de abril de 2026. A organização anunciou que os preparativos já começaram, com foco em melhorias na infraestrutura viária e na ampliação da rede hoteleira.
A 22ª edição da Tecnoshow COMIGO encerrou sua programação nesta sexta-feira (11) com um volume recorde de negócios e público. O evento, realizado no Centro Tecnológico COMIGO (CTC), em Rio Verde (GO), reuniu 695 expositores e mais de 140 mil visitantes ao longo dos cinco dias, entre 7 e 11 de abril. O montante movimentado ultrapassou os R$ 10 bilhões em diferentes segmentos do agronegócio.
Durante coletiva de imprensa, o presidente do Conselho de Administração da Cooperativa COMIGO, Antonio Chavaglia, destacou a evolução do evento. “Tem sido cada vez mais gratificante para a equipe da COMIGO realizar a feira que, a cada ano, cresce mais. Fechamos os 50 anos com muita alegria”, afirmou.
A feira também investiu em sustentabilidade. Nesta edição, foram contabilizadas mais de 53 mil toneladas de materiais reciclados, alinhando-se à meta de neutralização de carbono. No campo do conhecimento, foram realizadas 65 palestras, divididas em três auditórios, com público estimado em 7.100 pessoas.
O coordenador-geral da Tecnoshow COMIGO e diretor de Insumos da cooperativa, Claudio Teoro, avaliou positivamente os resultados. “Esta edição foi especialmente rica em conteúdo e extremamente positiva em resultados. Batemos recordes tanto no volume de negócios — que ultrapassou os R$ 10 bilhões em diferentes segmentos — quanto na presença de público, com alto índice de satisfação entre os expositores. Apenas na quarta-feira, recebemos 35.500 visitantes, um recorde para o dia. Ao todo, mais de 140 mil pessoas passaram pela feira”, relatou.
A própria Cooperativa COMIGO registrou um marco inédito. Nos cinco dias de evento, superou a marca de R$ 1 bilhão em negócios. “Especificamente do dia 7 ao dia 11, até o meio-dia, nós já tínhamos feito um bilhão e quatro milhões de reais. Tenho certeza de que até o fim do dia vamos superar esse número, mas foi um recorde da cooperativa em negócios de insumos, que envolvem fertilizantes, sementes, defensivos e adubos foliares”, afirmou Teoro.
O Banco do Brasil também obteve o melhor resultado em suas 22 participações no evento. A instituição ultrapassou a meta inicial de R$ 2 bilhões em propostas acolhidas. “Esse volume recorde em propostas mostra o apetite do pequeno, médio e grande produtor por crédito, motivado, entre outros fatores, pela supersafra de grãos no Centro-Oeste e pela confiança no banco, que é o grande parceiro do agronegócio brasileiro”, declarou o diretor de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Alberto Martinhago.
A próxima edição da Tecnoshow COMIGO já tem data marcada. O evento será realizado entre os dias 6 e 10 de abril de 2026, novamente em Rio Verde. “A partir de amanhã, já iniciaremos os preparativos para a 23ª edição da Tecnoshow COMIGO, com foco em algumas melhorias importantes, como a ampliação da rede hoteleira e a infraestrutura das rodovias que dão acesso ao evento”, anunciou o presidente-executivo da COMIGO, Dourivan Cruvinel.
Animais de grande porte, que podem percorrer 300 km em 24 horas e pesar 300 quilos, os javalis têm invadido propriedades rurais do Triângulo Mineiro e região, assustando produtores e prejudicando diversas lavouras.
Cálculos do Sindicato dos Produtores Rurais do Município de Sacramento mostram que a invasão dos animais encarece custos de produção e já levou cerca de 40% dos agricultores da região a mudarem de atividade.
Esse cenário foi exposto em audiência pública conjunta realizada nessa quinta-feira (10) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
As dificuldades para o manejo desses animais foram discutidas a pedido do deputado Leonídio Bouças (PSDB), na Comissão de Desenvolvimento Econômico, que ele preside, e nas Comissões de Agropecuária e Agroindústria e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.
Legislação estadual
Audiência pública na ALMG. Foto: Alexandre Netto
Convidados e deputados defenderam que se tenha uma legislação estadual estabelecendo uma política de controle da espécie, tema materializado com o Projeto de Lei (PL) 1.858/23, de autoria conjunta dos deputados Dr. Maurício (Novo) e Raul Belém (Cidadania) e da deputada Marli Ribeiro (PL).
O projeto autoriza o controle populacional e o manejo sustentável do javali-europeu em todas as suas formas, linhagens, raças e diferentes graus de cruzamento. Agora, a matéria aguarda parecer da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável para então ser levada ao Plenário em 1º turno.
Reprodução dos javalis é acelerada
O coordenador do Controle de Capivaras e Javalis da Esalq-USP e membro do Grupo de Trabalho de Fauna do Estado de São Paulo, Paulo Bezerra e Silva Neto, pediu celeridade no assunto.
Segundo ele, o porte dos javalis e sua velocidade de reprodução são quatro vezes maiores do que a dos queixadas, ou porco-do mato. “Por isso o javali vira uma praga”, frisou.
Ele defendeu a importância dos caçadores no controle da população desses animais ao dizer que o Poder Público estaria sendo omisso no enfrentamento da proliferação da espécie, nativa da Europa, Ásia e norte da África e introduzida em grande escala no Brasil, onde não encontra um predador natural.
O pesquisador ainda alertou para o fato de que unidades de proteção ambiental também estão sendo ocupadas por javalis, embora controles nessas áreas sejam praticamente nulos.
Ele sugeriu que uma possível lei estadual sobre a matéria deixe o controle do javali nas áreas privadas a cargo da Secretaria de Estado de Agricultura e Pecuária (Seapa) e, nas áreas públicas, a cargo da pasta do Meio Ambiente, ficando os proprietáros rurais desobrigados de obter autorização para o controle dos animais.
Animais interferem na qualidade da água
Presidente do Sindicato dos Produtores Rurais do Município de Sacramento e presidente do Núcleo dos Sindicatos dos Produtores Rurais (SPRs) do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, Osny Zago relatou, com imagens, que os javalis estão destruindo a vegetação no Parque Nacional da Serra da Canastra.
Ele ainda relatou que os animais mudaram o curso do córrego de manancial que abastece Sacramento, por seu hábito de fuçarem a terra e formar barreiros, interferindo também na qualidade da água. Zago também expôs que os javalis ainda atacam aves como emas, perdizes e codornas, depredando ninhos e comendo filhotes.
Clareiras feitas em lavoura de milho também foram exibidas na audiência da ALMG como outra consequência da presença de javalis. Conforme o produtor, o desafio é constante porque o javali aprende o ciclo do agronegócio e sabe migrar para onde tem a comida que deseja.
Zago também frisou que a grande capacidade de deslocamento dos javalis ainda leva a riscos sanitários, com a propagação de agentes causadores de várias doenças que esses animais podem transmitir, como febre maculosa, febre aftosa, raiva, hepatite e doença da vaca-louca.
Ibama e caçadores divergem
Foto: Divulgação/Polícia Civil do RS
Júnio Augusto dos Santos Silva, da superintendência do Ibama em Minas, também avaliou como louvável a proposta de Minas Gerais ter uma lei sobre o assunto.
No entanto, esclareceu que o Ibama não está inserido no controle do javali para estimular a indústria do manejo e da caça, e sim para cumprir a Convenção de Diversidade Biológica da ONU e executar a política nacional pertinente ao assunto, a qual estabelece a necessidade de eliminar espécies invasoras, como os javalis.
Contudo, para ele, esse manejo não pode transformar a espécie em troféu de caça para adeptos da prática. “Quanto mais se flexibiliza a legislação, mais instrumento se dá para que o javali vire um objeto de desejo. O manejo deve ser feito dentro de boas práticas ambientais e sem crueldade animal.”
Em contraponto, Rafael Augusto Salerno, da Associação Brasileira de Caçadores, defendeu a prática da caça. “Infelizmente a área do meio ambiente se opõe à produtiva. E com isso os caçadores e às vezes também o produtor rural são tratados como bandido, quando na lei ambiental não é crime o abate ao animal considerado nocivo”, analisou ele.
De acordo com ele, na prática, é o produtor que está bancando o controle dos javalis. “Cada animal abatido não custaria menos de mil reais ao produtor, sendo que o controle é feito de forma voluntária pelos caçadores.”
Solução rápida ao controle de javalis
O deputado Leonídio Bouças observou que a discussão mostrou que o descontrole da população de javalis representa um problema não só para produtores, mas para todos aqueles que habitam o campo, além de um caso de saúde pública.
“A intenção é pacificar o assunto, e não deixar que polarizações tragam prejuízos nesse debate, pois precisamos de uma discussão técnica, que aponte soluções para a proliferação dos javalis”, defendeu.
Já o deputado Raul Belém (Cidadania), presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, frisou que o descontrole de javalis não é apenas um problema de Minas Gerais, visto que a praga está presente em quase todo o território nacional.
O Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, disse a jornalistas que, entre as medidas para o novo plano safra, o governo deve adotar uma linha de crédito dolarizada com foco nos produtores que exportam commodities agrícolas. Segundo o ministro, a ideia é que os juros fiquem em torno dos atuais 8,5% e que não haja custo para o Tesouro Nacional.
“A gente quer potencializar a linha dolarizada, que tenha um custo zero para o tesouro, com níveis de juros abaixo de 10%”, afirmou.
Entretanto, por causa da instabilidade internacional, devido a guerra de tarifas adotadas por Donald Trump, o dólar tem apresentado muita volatilidade. Atualmente, a moeda está cotada próxima dos R$ 6,00, podendo gerar custos maiores aos produtores.
“A variação cambial é natural, então a gente está fazendo um trabalho com o Banco do Brasil e todos os bancos que operam com crédito rural nessa linha, para que possamos ter mais recursos e um plano safra ainda maior do que foi do ano passado que foi recorde, apesar da Selic estar alta como está hoje”, informou.
Para os produtores de médio porte, o ministro destacou que o governo quer manter o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) nos níveis atuais para que seja atrativo aos agricultores, mas reforçou que isso requer muito mais recursos do tesouro.
“A ideia é que a gente fique muito próximo e gaste o máximo possível de recursos do tesouro para manter o Pronamp nos níveis que estão atualmente, com taxas atrativas para os médios produtores e fazer um direcionamento para quem planta arroz, feijão, batata. São médios produtores que vão ter a abundância da safra brasileira para aquilo que vai para mesa dos brasileiros.”
As regiões produtoras de soja no Brasil seguem afetadas por um clima com muita umidade. Nos próximos dias, a previsão indica que o impacto no setor agrícola pode ser tanto positivo quanto negativo, dependendo do local e do estágio das lavouras.
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Chuva pelo Brasil: aliada ou desafio para a soja?
Na região Norte, os estados de Rondônia, Pará e Amazonas devem registrar acumulados superiores a 70 milímetros em cinco dias. A condição favorece a manutenção da umidade do solo, beneficiando áreas ainda em desenvolvimento, mas continua dificultando o avanço da colheita da soja.
No Matopiba, os volumes previstos para as lavouras de soja variam entre 50 e 80 milímetros. A chuva começa a se espalhar de forma mais abrangente pela Bahia, o que pode contribuir com o desenvolvimento das lavouras nas áreas produtoras.
Já no Centro-Oeste, o estado do Mato Grosso segue com tempo instável, prejudicando os trabalhos de colheita. Em contrapartida, a volta da umidade em Mato Grosso do Sul e Goiás traz alívio para os produtores que iniciaram o plantio do milho segunda safra.
Nas lavouras de soja localizadas no Sul do país, destaque para o Paraná, que deve receber acumulados superiores a 50 milímetros em cinco dias, o que representa uma boa notícia para os produtores locais.
Para o período de 17 a 21 de abril, a tendência é de continuidade da umidade nas regiões Centro-Oeste, Rondônia e sul da Bahia. Além disso, os estados de São Paulo e Minas Gerais devem receber volumes , superando os 80 milímetros em cinco dias.
Por outro lado
A Região Sudeste apresenta um cenário diferente: em São Paulo, o tempo mais seco acentua a restrição hídrica já sentida nas lavouras de milho. No entanto, a previsão indica o avanço de um sistema de baixa pressão nos próximos dias, com retorno das chuvas em São Paulo e Minas Gerais.
ANGELA DE FATIMA PETRY LTDA (TORNEARIA ROMEIRO), inscrita no CNPJ: 54.846.771/0001–23, torna público que requereu junto a Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente – SMAMA, a Licença de Prévia – LP, Licença de Instalação – LI e Licença de Operação – LO para atividade de serviço de usinagem, tornearia e solda, localizada Travessa Poconé, n° 22, Quadra02, bairro Vale do Sol, município de Campo Verde/MT. Não foi determinado EIA/RIMA.
O Soja Brasil conversou com Rafael Silveira, analista de mercado da consultoria Safras & Mercado, sobre o cenário das exportações brasileiras de soja em meio às tensões comerciais globais. Silveira explicou os impactos econômicos no país e os desafios estruturais que precisam ser superados.
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Guerra comercial
Com a intensificação da guerra comercial entre China e Estados Unidos, o Brasil tem se consolidado ainda mais como um fornecedor estratégico de soja. O impacto dessas tensões fortalece as exportações brasileiras de commodities, especialmente a soja. A China, maior comprador do Brasil, tem importado volumes superiores a 70 milhões de toneladas por ano. Rafael destaca que, além da disponibilidade, a soja brasileira é reconhecida internacionalmente por sua alta qualidade.
Apesar do crescimento nas exportações, os efeitos positivos sobre outros setores da economia brasileira ainda são limitados no curto prazo. O dólar elevado e o custo mais alto da soja no mercado físico brasileiro impactam a indústria de processamento, tornando os derivados mais caros.
No entanto, Rafael aposta em um cenário mais favorável no médio e longo prazo. A tendência, segundo ele, é de um fluxo maior de entrada de dólares no Brasil e de uma relação comercial mais próxima com a China, o que pode trazer ganhos em tecnologia e desenvolvimento.
A soja no Brasil: protagonismo
Para Rafael, o agro é a grande marca do Brasil no mundo. Segundo ele, o país é eficiente em produzir e alimentar o mundo. Com comércio livre e incentivos adequados, a prosperidade acontece naturalmente. Ele defende que os ganhos gerados pelo agronegócio devem ser aproveitados para fortalecer também setores como a indústria de transformação. Isso reduz a dependência de commodities e gera um ciclo de crescimento mais equilibrado e sustentável.
Rafael também faz uma análise crítica do modelo econômico brasileiro, que, segundo ele, ainda é excessivamente dependente do Estado. Altos impostos, burocracia e transferências forçadas de renda freiam o desenvolvimento. Para mudar esse cenário, é necessário simplificar o sistema tributário, reduzir entraves e valorizar o empreendedorismo. Rafael afirma que o país precisa permitir que o mercado floresça, e que ele não pode ser tratado como inimigo.
O que esperar do mercado da soja?
O ano promete ser novamente de destaque para a soja brasileira. A estimativa, segundo Rafael, é de uma safra recorde. O Brasil deve atingir algo em torno de 107 milhões de toneladas exportadas, mantendo-se como protagonista mundial. No entanto, ele chama atenção para os gargalos logísticos. Mesmo com uma boa malha portuária, será necessário melhorar a infraestrutura para acompanhar o ritmo de crescimento da demanda. Nesse ponto, Rafael acredita que o Estado pode, e deve, contribuir.
O Cerrado Summit, será o único evento da pré-COP30 realizado fora de uma capital brasileira, com foco exclusivo nos tratados e desafios do Bioma Cerrado. O encontro será realizado nos dias 15 e 16 de abril, em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia.
A programação será aberta no dia 15, às 9h, apenas para convidados, no auditório da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), no Complexo Bahia Farm Show.
O evento colocará a região como palco de um dos encontros mais estratégicos da agenda da agricultura regenerativa em paisagens no Cerrado brasileiro.
Junto com a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), a Aiba é a entidade co-organizadora do encontro.
“A escolha de Luís Eduardo Magalhães para sediar este evento não foi por acaso. Não se discute o futuro do Bioma Cerrado fora de onde ele efetivamente está. Por isso, articulamos com o Ministério da Agricultura para que o Cerrado Summit acontecesse aqui, no coração do bioma. Queremos mostrar ao mundo que o agronegócio praticado nesta região é comprometido com a sustentabilidade e vem adotando, cada vez mais, práticas de agricultura regenerativa para garantir o equilíbrio e a preservação do Cerrado”, afirma o presidente da Aiba, Moisés Schmidt.
Foto: Natashi Pilon/Unicamp
Cerrado Summit
Sediado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o evento contará com a presença confirmada do Ministro Carlos Fávaro, e a cerimônia de abertura prevê a participação do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, o secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Mapa, Pedro Alves Corrêa Neto, além dos prefeitos de Luís Eduardo Magalhães, Junior Marabá, de Barreiras, Otoniel Teixeira, do presidente da Aiba, Moisés Schmidt, e da presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa, como também, de líderes de governos.
O Cerrado Summit será o primeiro Acelerador de Paisagens promovido pela Aliança para Ação Regenerativa nas Paisagens (AARL), com foco em construir um plano de ação concreto até a COP30, que será realizada em Belém no segundo semestre.
O encontro tem como pilares o financiamento da transição, métricas de monitoramento e avaliação (MMRV) e políticas públicas voltadas ao Cerrado.
O primeiro dia contará com painéis de discussão, mesas redondas e discussões em grupo, nos quais os participantes terão a oportunidade de:
Revisar oportunidades globais e locais em paisagens regenerativas e o contexto atual;
Discutir estratégias para a transição em escala via financiamento, métricas e políticas públicas;
Decidir sobre ações coordenadas para acelerar paisagens regenerativas produtores, líderes globais e nacionais do setor financeiro, e sociedade civil.
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Um restaurante chinês foi interditado pela polícia da Espanha após uma inspeção revelar que o estabelecimento servia aos clientes pombos assados como se fossem patos. Além disso, as autoridades encontraram carnes estragadas penduradas em varais, a cozinha infestada de baratas, e ratoeiras espalhadas pelo chão do local, colocando em risco a saúde pública.
O The Jin Gu está localizado no distrito de Usera, em Madri. Os fiscais que estavam na operação, realizada em 25 de março, também se depararam com oito freezers defeituosos e enferrujados, repletos de produtos sem identificação ou data de validade.
Além da carne de pombo…
No depósito de lixo do restaurante foi encontrado um recipiente plástico com mais de 100 litros de gordura acumulada, sem tampa nem sistema de descarte. A polícia espanhol também informou que os utensílios de cozinha estavam em condições precárias.
As geladeiras não tinham monitoramento da temperatura dos alimentos armazenados, e havia itens alimentos proibidos por leis ambientais da União Europeia.
O dono do restaurante está sob investigação do Ministério Público de Madri por suspeita de crimes contra a saúde pública. Ele não teve a identidade revelada.
A recente decisão do governo federal de zerar as tarifas de importação de milho para todos os países acendeu o alerta no setor agrícola e gerou debates sobre os impactos da medida no mercado interno. Embora o Brasil seja um país superavitário na produção do grão, a importação é prática recorrente para suprir demandas regionais, especialmente no Sul e, mais recentemente, no Nordeste.
Tradicionalmente, o milho importado chega ao Brasil de países do Mercosul, como o Paraguai, que já contavam com isenção de tarifas em razão dos acordos comerciais do bloco. Com a nova decisão, o leque de origens se amplia e traz incertezas quanto à competitividade do milho nacional.
Segundo estimativas da Biond Agro, o milho importado pode entrar no mercado brasileiro com valores entre R$ 85 e R$ 91 por saca. Em caso de maior competitividade, isso pode exercer pressão nos preços internos. “Se esses preços se confirmarem, a maior oferta pode ancorar os valores próximos a R$ 80 por saca”, analisa Felipe Jordy, gerente de inteligência e estratégia da Biond Agro.
Para Jordy, os efeitos da medida ainda são incertos e exigem acompanhamento constante. “A medida do governo pode ser uma faca de dois gumes. Se, por um lado, ela pode ajudar a controlar os preços internos, por outro, é uma ameaça para aquele produtor que espera melhores preços. É fundamental que se acompanhe de perto a evolução dos custos de importação e a reação dos produtores brasileiros”, avalia.
O cenário climático também se apresenta como fator decisivo no comportamento do mercado. Problemas durante o desenvolvimento da safrinha podem reduzir a oferta interna e ampliar a necessidade de importação. “O clima é sempre uma variável importante, mas em um ano como este, com tantas incertezas no mercado internacional, ele se torna ainda mais crucial. Se tivermos problemas climáticos, a importação será uma válvula de escape para garantir o abastecimento interno e evitar uma alta excessiva nos preços do milho”, acrescenta Jordy.
Enquanto isso, o mercado adota uma postura de cautela, à espera dos próximos desdobramentos que envolvem variáveis políticas, econômicas e climáticas.