segunda-feira, maio 25, 2026

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Disputa comercial entre EUA e China redireciona demanda de soja para o Brasil


A escalada nas tensões comerciais entre Estados Unidos e China voltou a impactar diretamente o agronegócio global. Em abril de 2025, os dois países atingiram os maiores níveis de tarifas bilaterais já registrados, com a China aplicando alíquotas de 125% sobre produtos norte-americanos e os Estados Unidos, de 145% sobre importações chinesas. O novo patamar tarifário interrompeu praticamente todo o fluxo comercial entre as duas maiores economias do mundo e gerou reflexos imediatos na precificação de grãos no mercado internacional.

A disputa, marcada por acusações mútuas de manipulação cambial, imposição de barreiras não tarifárias e disputas geopolíticas, favoreceu o Brasil como fornecedor alternativo de soja para o mercado chinês. Segundo analistas, o país passou a exercer papel estratégico, absorvendo parte da demanda redirecionada pela China.

“O Brasil foi chamado a cumprir um papel central. A China não apenas retaliou as tarifas dos EUA, como também intensificou as compras no Brasil, com destaque para a aquisição de pelo menos 40 navios de soja entre maio e julho”, afirmou Felipe Jordy, gerente de inteligência e estratégia da Biond Agro.

O movimento elevou os prêmios de exportação nos portos brasileiros e gerou um aumento imediato na procura por soja nacional. Contudo, o cenário permanece volátil. O escoamento logístico tem enfrentado limitações, e há preocupação com o descompasso entre os prêmios pagos no Brasil e os preços da Bolsa de Chicago (CBOT), que seguem pressionados pela perspectiva de aumento na área plantada e pelos estoques elevados nos Estados Unidos.

Jordy observa que o ritmo acelerado de compras chinesas pode não se manter no segundo semestre. “Essa é uma janela que pode se fechar rapidamente. Os embarques de abril a junho já estavam parcialmente comprometidos, e agora com essa nova rodada de compras, a cobertura da China se estende ainda mais”, alertou.

A China já teria garantido cerca de 70% de seu programa de compras para a safra 2024/25, estimado em 110 milhões de toneladas, o que limita espaço para novas aquisições no curto prazo.

Em meio ao impasse global, a gestão de risco ganha protagonismo. Os prêmios nos portos brasileiros superaram a marca de US$ 1,00 por bushel, mas analistas apontam para o risco de correções rápidas, caso haja mudança na postura diplomática entre EUA e China.

“Esse descolamento entre prêmios e bolsa é típico de um momento especulativo e que rapidamente foi corrigido com uma tomada de volume da China e ainda uma ampla oferta no Brasil. A oportunidade existe, mas é sensível ao noticiário e à diplomacia”, avaliou Jordy.

Para os produtores brasileiros, a recomendação é manter disciplina comercial, com estratégias alinhadas à realidade do mercado. “O ano de 2025 já trouxe desafios adicionais, com clima irregular, alta nos custos logísticos e agora a guerra comercial. A volatilidade é parte do jogo, mas a previsibilidade da gestão é o que transforma um bom ano em um excelente resultado”, concluiu.





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Novas cultivares impulsionam safra de morango


O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (10) apontou a continuidade da colheita de morangos de cultivares de dias neutros na região administrativa de Pelotas, apesar da baixa produção e do calibre reduzido dos frutos. Paralelamente, seguem as atividades de plantio das variedades de dias curtos e os preparativos para canteiros e estufas.

De acordo com o órgão, o aumento das opções de mudas disponíveis para diferentes períodos de plantio e colheita atende à demanda dos produtores por antecipação da safra e maior remuneração. “O mercado das mudas reflete a necessidade das famílias em antecipar a colheita para ter melhor remuneração pelo produto”, informou a Emater.

Neste mês, está prevista a chegada da cultivar Fênix, desenvolvida pela Embrapa. Já as mudas recebidas refrigeradas em outubro passam atualmente pelo processo de indução floral. As variedades espanholas de dias curtos, como a Royal Royce, iniciaram o desenvolvimento vegetativo após chegarem em março. A Royal Royce tem sido testada por agricultores, que apontam bons frutos e sabor.

Para maio, são esperadas mudas de dias curtos vindas do Chile e da Argentina, e os produtores já preparam os canteiros. Entre maio e junho, também devem chegar mudas espanholas e argentinas de cultivares de dias neutros. Na região, os preços do morango variam entre R$ 15,00 e R$ 40,00 por quilo.

Na região de Santa Rosa, a produção é concentrada em sistema semi-hidropônico, mas os volumes seguem baixos. Segundo a Emater, a queda nas temperaturas favoreceu a floração e a polinização, resultando em frutos de melhor qualidade e tamanho. Um novo produtor da região iniciou atividade comercial com seis mil mudas cultivadas em túnel baixo, com mulching e fertirrigação por gotejamento.

Já na região de Soledade, o clima mais ameno tem beneficiado o cultivo. As mudas importadas da Espanha estão estabelecidas e em crescimento. A cultivar Fênix, segundo a Emater, tem sido escolhida por alguns agricultores em função de seu sabor e rusticidade. Em Rio Pardo, onde já foi realizada a poda, observou-se melhor rebrote e floração, com frutos novos sem deformações. Nessa localidade, o preço do quilo varia de R$ 20,00 a R$ 25,00.





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Tecnologia transforma manejo de pastagens na Nova Zelândia


A Nova Zelândia tem se consolidado como referência global no uso de tecnologias aplicadas ao manejo de pastagens, elemento central para a produtividade da pecuária leiteira no país. Segundo o pesquisador Ian Yule, em artigo publicado na Revista Leite Integral, “a pastagem é extremamente importante para a agricultura mundial, e sua produtividade é difícil de ser medida”. Yule destaca os desafios impostos pela diversidade de espécies forrageiras, estágios variados de maturação e exigências do manejo de precisão.

O artigo traça uma linha do tempo de 17 anos de estudos conduzidos pela Universidade Massey, com foco na aplicação de tecnologias de agricultura de precisão ao manejo de pastagens. Os primeiros experimentos, realizados entre 1999 e 2001, utilizaram um prato medidor acoplado a GPS para mapear variações na produtividade de piquetes em fazendas universitárias.

A pesquisa resultou na criação do C-DAX Pasture Meter, comercializado a partir de 2006, e hoje presente em cerca de 3.000 das 11.000 fazendas leiteiras da Nova Zelândia. “Ficou claro que os produtores não estavam interessados em mapas de variação espacial, mas sim na variação entre piquetes”, explica Yule. A ferramenta mede, com alta frequência, a altura do pasto, gerando estimativas de massa seca que orientam o planejamento da rotação de pastejo.

O uso regular do equipamento tem possibilitado melhorias significativas no aproveitamento das pastagens, contribuindo para evitar o subpastejo ou o desperdício. Além disso, produtores têm utilizado os dados para identificar áreas de baixa produtividade e redirecionar investimentos em programas de replantio ou fertilização.

Um estudo de caso citado no artigo aponta que o uso intensivo de tecnologia levou à redução de custos, melhora na rentabilidade e desempenho geral. “Se você não mede o desempenho, como pode melhorá-lo?”, questiona Yule.

Além do monitoramento da pastagem, o artigo aborda a integração entre o comportamento animal e o ambiente. Tecnologias de rastreamento com baixo consumo de energia estão tornando viável o acompanhamento das vacas mesmo em sistemas extensivos. Isso permite identificar preferências de pastejo e padrões de deposição de nutrientes no solo.

A fertilização de precisão também evolui. Amostras de solo passaram a ser coletadas por piquete, em vez de representar médias da fazenda inteira. “Essa prática revelou-se extremamente rentável”, afirma o autor, ao citar resultados que permitiram reduzir aplicações desnecessárias de insumos.

O sensoriamento remoto e proximal por sensores multiespectrais tem sido testado, mas apresenta limitações. “Na pastagem, a variabilidade é maior do que em monoculturas, o que reduz a confiabilidade das leituras baseadas em reflexão luminosa”, explica Yule. Ainda assim, ferramentas como o sensor TopCon Cropspec mostraram-se promissoras quando acopladas a caminhões de aplicação de fertilizantes.

Embora o uso de drones na agricultura ganhe popularidade, Yule ressalta que a precisão dos sensores atuais ainda não atende às exigências de medições frequentes, necessárias para o manejo de pastagens. “Esse é um campo de rápido desenvolvimento, mas ainda há barreiras a serem superadas”, afirma.

O avanço mais significativo apontado no estudo é o uso do sensoriamento hiperespectral. A tecnologia permite medir parâmetros como fibra e energia metabolizável, além da estimativa de matéria seca e composição das espécies forrageiras. “Essa abordagem representa uma mudança de paradigma”, destaca o pesquisador. Segundo ele, a agricultura está migrando de um cenário de dados escassos para um ambiente de “dados abundantes” e, futuramente, “superabundantes”, com informações temporais contínuas.

Projetos em parceria com empresas como a Ravensdown Fertilisers Ltd e o Ministério das Indústrias Primárias visam integrar imagens hiperespectrais com sistemas de aplicação aérea de fertilizantes. A expectativa é criar plataformas digitais que ofereçam modelos precisos de manejo, baseados em dados integrados do solo, planta e clima.

Para Yule, essa transformação exige uma nova postura das instituições de pesquisa. “Se continuarmos presos a metodologias antigas, corremos o risco de estagnar e perder oportunidades diante dessa revolução digital”, alerta.





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Cultivar de soja voltada à alimentação humana avança para fase final de testes


Segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) estão em fase final de desenvolvimento de uma nova cultivar de soja com características voltadas para a alimentação humana. A variedade, que não é transgênica, apresenta sabor mais adequado ao paladar brasileiro e deverá ser registrada junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) após a conclusão dos testes em campo.

A última etapa do estudo consiste no plantio da cultivar em duas Regiões Edafoclimáticas de Cultivo (REC), áreas definidas por condições específicas de solo, clima e latitude. Essa fase, que deve durar cerca de dois anos, é necessária para que a variedade possa ser validada oficialmente.

“A partir do registro, faremos o trabalho de difusão com os produtores, levando uma soja livre de transgênicos e de alto potencial para a alimentação humana, além de permitir diversificação da produção fora a indústria de óleos e de ração para animais”, afirmou a pesquisadora da EPAMIG Ana Cristina Juhász.

O projeto teve início em 2006, a partir de uma parceria entre a EPAMIG, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Fundação Triângulo de Pesquisa e Desenvolvimento. O objetivo inicial era o desenvolvimento de cultivares de soja convencionais e transgênicas com atributos melhorados, como aparência, sabor, cor do tegumento e do hilo, além de desempenho agronômico.

Com o encerramento da parceria em 2015, a EPAMIG passou a conduzir, de forma independente, as pesquisas voltadas exclusivamente para o uso da soja na alimentação humana. O processo de melhoramento genético priorizou variedades com características desejáveis, como grãos de cor marrom ou preta, maior tamanho e alto teor de proteína.

Três cultivares previamente registradas pela instituição — BRSMG 715A, BRSMG 790A e BRSMG 800A — foram utilizadas nos cruzamentos que resultaram na nova variedade, hoje em estágio avançado de desenvolvimento. Segundo Juhász, os grãos colhidos passam por análises sensoriais e testes de tempo de cozimento após a colheita, etapas fundamentais para garantir a adequação ao consumo humano.





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Governo vai antecipar compra de aeronaves para combate a incêndios florestais



Para reforçar a estrutura de resposta dos órgãos públicos na prevenção e combate a incêndios florestais e atendimento a outras emergências decorrentes de catástrofes naturais, foi lançada nesta sexta-feira (11) a Intenção de Registro de Preços (IRP) 09/2025 para a contratação centralizada de serviços contínuos de horas voo de aeronaves, na modalidade fretamento.

A medida, organizada pela Central de Compras da Secretaria de Gestão e Inovação do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), está aberta a todos os entes da federação.

Coordenada em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o serviço inclui operação, abastecimento, manutenção e transporte de pessoal e equipamentos, complementando os meios aéreos atualmente disponíveis nos órgãos responsáveis pelas ações de enfrentamento.

De acordo com o MGI, com a contratação, será possível garantir o deslocamento ágil de brigadistas, equipamentos de proteção e materiais essenciais para todo o território nacional.

A utilização das aeronaves também viabiliza voos de reconhecimento, mapeamento de áreas de risco e identificação precoce de novos focos de incêndio, contribuindo para uma resposta mais rápida e eficiente.

A expectativa é que a iniciativa reduza o tempo de atendimento a ocorrências, aumente a eficiência das operações e minimize os danos causados por desastres naturais.

A adesão à IRP será realizada eletronicamente por meio do portal compras.gov.br até o dia 28 de abril.



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Pequenos produtores impulsionam a silvicultura


O cultivo florestal no Rio Grande do Sul apresenta cenários distintos entre as regiões, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (10). Em Passo Fundo, a atividade é considerada pouco expressiva, com novas implantações praticamente inexistentes. As áreas em produção correspondem, em sua maioria, a plantios realizados na primeira década dos anos 2000, atualmente em fase avançada de colheita. A escassez da matéria-prima tem levado à importação de madeira, especialmente para geração de energia.

Em Lajeado, a silvicultura é desenvolvida predominantemente por pequenos produtores familiares em áreas de difícil manejo. Nos municípios de Pouso Novo e Progresso, a atividade representa importante fonte de arrecadação por meio do retorno de ICMS. Atualmente, a região conta com cerca de 3.500 hectares explorados com florestas exóticas. Em Pouso Novo, aproximadamente 2.268 hectares são ocupados por eucalipto e 60 hectares por Pinus elliottii. A produção anual estimada é de 30 mil metros estéreos de lenha e 2 mil metros cúbicos de madeira serrada, como tábuas, pranchas, costaneiras, postes e moirões.

A produtividade, segundo a Emater/RS-Ascar, é considerada mediana. “Não se utiliza adubação de correção, calagem, nem replantio até o terceiro ou quarto corte”, aponta o informativo. Os rebrotes são explorados de forma contínua, o que limita a produção por hectare. O pinus é destinado, majoritariamente, à indústria moveleira.

A topografia acidentada, o solo raso e pedregoso e o clima da região dificultam o cultivo de plantas anuais, favorecendo atividades como a silvicultura, a fruticultura e as pastagens perenes. A maior parte dos plantios de eucalipto tem como destino a produção de lenha. Cerca de 20% da produção é direcionada à serraria, por meio da seleção de plantas com fustes mais espessos.

O manejo dos eucaliptais é limitado, sendo realizado basicamente o controle de formigas e a limpeza inicial das mudas. Já os plantios de pinus são raleados e conduzidos com mais rigor, voltados à produção de madeira de maior qualidade.

O estado fitossanitário das florestas é considerado adequado, com mortalidade inferior a 1% causada por doenças fúngicas, bacterianas ou viroses. As mudas utilizadas são de boa procedência, com destaque para as espécies Eucalyptus dunnii, E. saligna e E. grandis. A produtividade média no primeiro corte é de 300 estéreo por hectare, caindo para 220 estéreo por hectare no segundo corte, com rebrota.

A lenha de eucalipto é comercializada com empresas de geração de energia térmica nos municípios de Tapejara, Passo Fundo, Cruz Alta e Ibirapuitã. Pequenos volumes são vendidos a fumicultores em Progresso e Fontoura Xavier. A madeira de serraria é negociada diretamente com compradores locais, como serrarias de Progresso, São José do Herval, Fontoura Xavier e Marques de Souza.

Os preços variam conforme o estágio e a forma de comercialização. O metro estéreo de lenha é vendido por R$ 45,00 quando em pé, ou R$ 85,00 quando empilhado à beira da estrada. A madeira de tora é negociada com base em medição no caminhão carregado, com valores em torno de R$ 90,00 por metro.

Na região de Frederico Westphalen, as atividades de manejo continuam em ritmo regular. São realizadas ações como preparo do solo, plantio de mudas, controle de formigas e adubação. Em florestas com dois a três anos, a poda é realizada para melhorar a qualidade da madeira. Em áreas com seis a sete anos, o desbaste visa favorecer o crescimento das árvores remanescentes e a colheita futura.





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Arroba do boi gordo de MT supera cotação paulista; veja os preços



O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar elevação em seus preços nesta sexta-feira (11).

Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o destaque da semana é claramente o movimento deflagrado em Mato Grosso, que já se depara com preços mais altos no comparativo com as praças paulistas.

“No geral, as escalas de abate permanecem encurtadas, entre cinco e seis dias úteis na média nacional. Outro aspecto a ser mencionado é que a demanda aquecida é outro ponto que mantém os preços em perspectiva de alta, com bons indicadores de consumo no decorrer da primeira quinzena do mês, somado ao forte ritmo de embarques deflagrado no período”, destacou.

  • São Paulo: R$ 329 – R$ 328,42 ontem
  • Goiás: R$ 320,89 – R$ 320,71 anteriormente
  • Minas Gerais: R$ 320,88 – estável
  • Mato Grosso do Sul: R$ 322,39 – R$ 321,93 na quinta
  • Mato Grosso: R$ 330 – R$ 324,66 ontem

Preços do atacado

O mercado atacadista ainda se depara com preços firmes. O ambiente de negócios permite que os preços subam nos próximos dias, ainda considerando o efeito da entrada dos salários na economia.

“É importante mencionar que as exportações seguem em alto nível, enxugando a oferta doméstica de carne bovina, favorecendo novos reajustes no curto prazo”, assinalou Iglesias.

O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 20,00 por quilo. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 26,00 por quilo. A ponta de agulha permanece precificada a R$ 18,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,49%, sendo negociado a R$ 5,8689 para venda e a R$ 5,8669 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,8165 e a máxima de R$ 5,9195. Na semana, a moeda teve valorização de 0,58%.



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Preços da soja: confira o fechamento do mercado em dia de alta em Chicago


O mercado físico de soja do Brasil teve um dia mais calmo nesta sexta-feira (11). De acordo com a Safras Consultoria, na semana, os volumes foram fortes, com preços bem elevados, o que motivou muitos produtores a aproveitarem o momento e realizarem negócios.

Segundo a empresa, abril já foi um mês bem negociado e, e por isso, restam poucas janelas para novas fixações no mês. Apesar da forte alta na Bolsa de Chicago, o recuo do dólar e dos prêmios acabou equilibrando os preços.

Preços médios da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 134 para R$ 135
  • Santa Rosa (RS): aumentou de R$ 135 para R$ 136
  • Porto de Rio Grande: avançou de R$ 141,50 para R$ 142
  • Cascavel (PR): valorizou de R$ 132 para R$ 133
  • Porto de Paranaguá (PR): se manteve em R$ 138
  • Rondonópolis (MT): seguiu em R$ 120
  • Dourados (MS): recuou de R$ 124 para R$ 123
  • Rio Verde (GO): foi de R$ 119,50 para R$ 120

Bolsa de Chicago

cotação preço sojacotação preço soja

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira em alta, ampliando os ganhos semanais para quase 7%.

O mercado ainda foi sustentado pela pausa na guerra comercial. A fraqueza do dólar frente a outras moedas e a demanda pelo produto dos Estados Unidos completam o cenário positivo.

Segundo traders consultados pela Dow Jones, a venda de soja norte-americana para destinos desconhecidos hoje pode ter sido feita pela China, mesmo com as tarifas retaliatórias. A queda nos estoques finais norte-americanos completa o quadro altista aso preços.

Os exportadores privados reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 121.000 toneladas de soja para destinos não revelados. Do total, 55 mil toneladas serão entregues na temporada 2024/25 e 66 mil toneladas na safra 2025/26.

De acordo com relatório de ontem do USDA, os estoques finais norte-americanos estão projetados em 375 milhões de bushels ou 10,2 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 381 milhões de bushels ou 10,37 milhões de toneladas. Em março, a estimativa era de 380 milhões ou 10,34 milhões de toneladas.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 13,75 centavos de dólar ou 1,33% a US$ 10,42 3/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 10,53 por bushel, ganho de 16,25 centavos ou 1,56%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com alta de US$ 1,70 ou 0,57% a US$ 299,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 47,35 centavos de dólar, com alta de 1,03 centavo ou 1,22%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,49%, sendo negociado a R$ 5,8689 para venda e a R$ 5,8669 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,8165 e a máxima de R$ 5,9195. Na semana, a moeda teve valorização de 0,58%.



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Agroindústria deve demandar mais da silvicultura do Oeste da Bahia


No Oeste da Bahia, as florestas de eucalipto para produção comercial é uma realidade ainda recente para produtores de culturas tradicionais comuns na região. Com a instalação de fábricas da agroindústria, a Silvicultura é alternativa de geração de energia e também para outros segmentos.

A operação de colheita dessa produção utiliza máquinas rápidas e precisas. Elas cortam árvores que ultrapassam os 40 metros de altura.

Além da extração da madeira, produtores do Oeste baiano, conheceram de perto o manejo florestal e condução de rebrota numa fazenda que cultiva eucaliptos em Barreiras (BA). A experiência no campo foi promovida por uma cooperativa de produtores rurais.

O engenheiro florestal e doutor em genética, Antônio Marcos Rosado, explicou como o plantio de eucaliptos foi iniciado na região.

“É o primeiro workshop em silvicultura aqui na região do Oeste da Bahia. Teve alguns aventureiros que plantaram sem testar previamente os materiais genéticos aqui. É o pontapé inicial para realmente organizar essa introdução do eucalipto de uma forma mais séria, de uma forma mais organizada, que garanta um sucesso para o produtor rural.”, disse Rosado.

Ele também ressaltou a importância de estudos de viabilidade para quem se interessa nessa produção.

“Tivemos alguns aventureiros que plantaram e, felizmente, alguns deram certo. Esses que deram certo já é um direcionador para aqueles que querem plantar agora, já sabem quais são os materiais genéticos como esse que nós estamos aqui agora nesse plantio, qual o material genético que se pode plantar, qual o clone que se pode plantar que dá certo na região”, explica o doutor em genética.

A silvicultura é um investimento a longo prazo. O ciclo do plantio até o primeiro ponto de corte, leva 7 anos, ainda assim, é possível ter uma boa rentabilidade, explicou o engenheiro florestal, Moisés Pedreira de Souza.

“A preço de hoje, se eu tivesse floresta hoje para vender, a rentabilidade estaria na faixa de o equivalente a 36 a 40 sacas de soja por hectare, o que é um rendimento muito bom, levando em consideração que você tem uma floresta em que a rotatividade dela é em torno de sete anos. O grande gargalo do evento é fazer com que o fazendeiro entenda que o projeto é a longo prazo, ou seja, eu planto hoje para ter um retorno daqui a sete anos.”, contou o engenheiro.

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Máquina conhecida como harvester, que corta as árvores de eucalipto | Imagem: Vinicius Ramos/ Canal Rural Bahia

A Fazenda Planalto, por exemplo, tinha inicialmente mil hectares de área plantada, está agora com cerca de setecentos e cinquenta, em um local que antes era de pastagem.

Apesar da grandiosidade de uma floresta de eucaliptos profissionais do setor afirmam que a região precisa de mais florestas para atender a demanda de geração de energia.

Demanda deve aumentar

De acordo com a engenheira florestal, Izabel Cristina Ceron de Paula, o setor na região Oeste da Bahia sofre uma estagnação desde 2012.

“Nós tivemos uma estagnação de 2012 até agora. São poucas fazendas que estão implantando eucalipto, mas a gente sabe que a gente já está com uma demanda de no mínimo três anos atrasado com os plantios de eucalipto. e aí nós fizemos esse workshop com o objetivo de incentivar os produtores, que também é uma nova fonte de renda, é uma fonte de renda mais além da soja, algodão e milho, e estamos motivados a aumentar a área de plantio aqui na região.”, disse Izabel.

De acordo com o engenheiro, o Oeste da Bahia possui madeira apenas para os próximos 3 anos, uma margem apertada diante do longo ciclo da cultura e de grandes projetos voltados a produção de biomassa. São três indústrias que serão instaladas na região de Correntina e Luís Eduardo Magalhães.

“Mercado existe, as empresas estão aí e como informação, nós já temos uma empresa que vai funcionar esse ano, que vai produzir álcool de milho, que deverá consumir em torno de 2 mil hectares de eucalipto por ano. Então, só essas três empresas vão precisar por ano de 6 mil hectares. como o ciclo é de sete anos, eu vou precisar pelo menos de 40 a 42 mil hectares para movimentar apenas três indústrias.”, finalizou.


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China compra volume surpreendente de soja brasileira em apenas 4 dias



Uma quantidade atípica de soja brasileira foi comprada pela China nos primeiros dias desta semana em meio à escalada das tensões comerciais entre o gigante asiático e os Estados Unidos, mostra reportagem da Bloomberg.

Ao menos 40 cargas do grão foram adquiridas, o equivalente a mais de 2,4 milhões de toneladas – quase um terço do volume médio que os chineses costumam processar por mês – com entregas programadas, em sua maioria, para maio, junho e julho.

O movimento ocorre em meio à impossibilidade comercial entre as duas principais potências econômicas do mundo, uma vez que Donald Trump fixou tarifas de importação de 145% aos chineses, que responderam nesta sexta-feira (11) com elevação de taxas aos norte-americanos de 84% para 125%.

O último relatório para a soja do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da semana passada, já havia detectado o avanço da demanda internacional por soja brasileira com o crescimento das negociações no mercado spot no fim de março.

Em março, com dados computados até o dia 21, o Brasil havia embarcado 10,25 milhões de toneladas da oleaginosa, salto de 59,5% em relação a fevereiro.

Preferência pela soja brasileira

A soja é a principal commodity agrícola exportada pelos Estados Unidos à China, embora o Brasil tenha assumido protagonismo global nos embarques da oleaginosa aos asiáticos, os maiores compradores do grão no mundo.

Como movimento natural de mercado por conta da época da colheita da safra brasileira, as compras chinesas começam em fevereiro, contudo, as aquisições desta semana foram “excepcionalmente significativas e rápidas”, afirmam fontes ouvidas pela Bloomberg, não identificadas pela agência.

Neste cenário, os importadores também foram atraídos pelas margens mais altas no processamento interno da soja após as altas no farelo.

Agora, a expectativa de analistas é que a soja brasileira fique mais cara, visto que a China deve dar preferência ao país e evitar a commodity norte-americana no quarto trimestre, época em que costuma recorrer à oferta da nova safra produzida por lá.

De acordo com o último relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nessa quinta-feira (10), o Brasil deve produzir 167,9 milhões de toneladas de soja na safra 2024/25, 20,1 milhões de toneladas a mais do que o registrado na temporada passada.



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