segunda-feira, maio 25, 2026

Agro

News

Milho reage e cotações sobem antes do feriado



De acordo com os pesquisadores da instituição, a alta se deve, sobretudo, pelo retorno de compradores de determinadas praças, como as de São Paulo. A demanda, veio a partir da necessidade de reforçar os estoques do cereal tendo em vista o feriado da páscoa, que pode dificultar as entregas.

Ainda mais, observando a movimentação do mercado, os vendedores do cereal voltaram a limitar a oferta e pedir valores maiores.

Quanto à produção nacional de milho para a safra 2024/25,  a Conab apontou um aumento de 8% em comparação com o ciclo anterior. Assim, a expectativa para a colheita é de 124,74 milhões de toneladas.



Source link

News

Missão do Mapa na África amplia auxílio técnico e mostra o potencial da carne brasileira



Com o intuito de aprofundar o diálogo sanitário e ampliar a cooperação técnica com países do norte africano, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou uma visita oficial ao Marrocos e ao Egito. A missão na África, que ocorreu entre os dias 7 e 10 de abril, foi liderada pelo secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Marcel Moreira, com o apoio dos adidos agrícolas brasileiros nos dois países.

No Marrocos, o objetivo esteve na aproximação institucional com as autoridades sanitárias e na promoção comercial dos produtos brasileiros. Em reunião com o diretor-geral da autoridade sanitária marroquina (ONSSA), Abdellah Janati, o secretário agradeceu pela recente abertura do mercado local para miúdos bovinos do Brasil e tratou de oportunidades de cooperação técnica entre os dois governos.

A visita incluiu ainda o Brazilian Beef Dinner, evento que ocorreu na capital marroquina, organizado pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) em parceria com a Embaixada do Brasil para a promoção da carne bovina brasileira.

O encontro reuniu autoridades locais, empresários e representantes do setor agroalimentar, em um ambiente voltado à aproximação comercial e à valorização da qualidade da carne brasileira.

No Egito, o secretário-adjunto foi recebido pelo ministro substituto da Agricultura e Recuperação de Terras, Moustafa El Sayyad, acompanhado por demais autoridades. Em pauta, o crescimento expressivo das exportações agrícolas brasileiras ao país em 2024 — US$ 3,3 bilhões em valor em mais de 8,5 milhões de toneladas de produtos do agronegócio. O Egito voltou a ser o principal destino do agro brasileiro na África no ano passado.

No campo sanitário, os representantes brasileiros reforçaram a confiança mútua construída nos últimos anos, que viabilizou diversas aberturas de mercado e o reconhecimento do sistema de defesa agropecuária nacional por meio do Acordo de Equivalência (pré-listing).

As autoridades egípcias demonstraram interesse em aprofundar essa parceria, com avanços nas tratativas para a certificação eletrônica de produtos de origem animal e a abertura de mercado para novos itens.

Encerrando a missão, todos se reuniram no Brazilian Beef Dinner, na cidade de Cairo – capital do Egito. O evento seguiu os mesmos moldes do encontro realizado no Marrocos pela Abiec.

Sobre a África

O continente africano possui mais de 30 milhões de km² de extensão, sendo o terceiro maior do mundo. É também o segundo continente mais populoso, com mais de um bilhão de habitantes.

A economia africana é baseada na agricultura, na criação de gado e no extrativismo mineral. O continente é rico em recursos naturais, como petróleo, gás natural, ouro, diamantes, antimônio, fosfatos, manganês, cobalto e cobre

O Mapa destacou que a missão no norte da África reforça a estratégia do Brasil de consolidar alianças duradouras com países-chave do mundo árabe, aliando boas relações, cooperação técnica e presença comercial qualificada em favor da segurança alimentar global.



Source link

News

Lei da Reciprocidade Comercial entra em vigor hoje



Sancionada na última sexta-feira (11), a Lei da Reciprocidade Comercial entrou em vigor nesta segunda-feira (14) e autoriza o governo brasileiro a adotar medidas comerciais contra países e blocos que imponham barreiras unilaterais aos produtos do Brasil no mercado global. A medida foi publicada no Diário Oficial da União.

O texto foi aprovado pelo Congresso Nacional no início do mês e sancionado na semana passada, sem vetos, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A Lei da Reciprocidade Comercial estabelece critérios para respostas a ações, políticas ou práticas unilaterais de país ou bloco econômico que “impactem negativamente a competitividade internacional brasileira”.

A norma valerá para países ou blocos que “interfiram nas escolhas legítimas e soberanas do Brasil”.

No Artigo 3º do texto, por exemplo, fica autorizado o Conselho Estratégico da Câmara de Comércio Exterior (Camex), ligado ao Executivo, a “adotar contramedidas na forma de restrição às importações de bens e serviços”, prevendo ainda medidas de negociação entre as partes antes de qualquer decisão.

Reciprocidade Comercial é resposta ao Tarifaço

A nova lei é uma resposta à escalada da guerra comercial desencadeada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra a maioria dos países do mundo, mas que se intensificou nos últimos dias de forma mais específica contra a China.

No caso do Brasil, a tarifa imposta pelos EUA foi de 10% sobre todos os produtos exportados para o mercado norte-americano. A exceção nessa margem de tarifas são o aço e o alumínio, cuja sobretaxa imposta pelos norte-americanos foi de 25%, afetando de forma significativa empresas brasileiras, que constituem os terceiros maiores exportadores desses metais para os EUA.

O presidente Lula informou que usará todas as formas de negociação possíveis, incluindo abertura de processo na Organização Mundial do Comércio (OMC), para tentar reverter as tarifas, antes de adotar ações comerciais retaliatórias.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Bionematicidas ganham força na soja e no café



Os bionematicidas também contribuem para restaurar o equilíbrio microbiano no solo



Além do controle direto, os bionematicidas também contribuem para restaurar o equilíbrio microbiano
Além do controle direto, os bionematicidas também contribuem para restaurar o equilíbrio microbiano – Foto: Agrolink

Segundo Luciano Fernandes Silveira, Consultor de Vendas na Agrosoluções Representações Ltda, os nematoides podem até ser invisíveis aos olhos, mas seus impactos nas lavouras são bastante visíveis e onerosos. Frente a esse desafio, a biotecnologia tem se mostrado uma aliada estratégica por meio do uso crescente dos bionematicidas no campo.  

Esses produtos biológicos, formulados a partir de microrganismos como Bacillus spp., Purpureocillium lilacinum (anteriormente conhecido como Paecilomyces lilacinus) e Clonostachys rosea, agem diretamente na redução da população de nematoides. Além de melhorar a sanidade das raízes, eles promovem um ambiente mais favorável ao desenvolvimento saudável das plantas, com resultados promissores em culturas como a soja e o café.  

De acordo com Silveira, a eficácia desses bioinsumos está intimamente ligada à forma e ao momento da aplicação. O tratamento de sementes e a aplicação no sulco, quando aliados a um solo com alta atividade biológica, potencializam os efeitos positivos do manejo. A recomendação prática é observar a biologia do solo como um componente fundamental do sucesso.  

Além do controle direto, os bionematicidas também contribuem para restaurar o equilíbrio microbiano do solo, tornando-o um ambiente menos favorável aos fitonematoides. Além do controle, esses produtos ajudam a restaurar o equilíbrio do solo, tornando o ambiente menos favorável aos fitonematoides e mais propício ao crescimento radicular. Estamos diante de uma nova era no manejo de pragas: mais biológica, mais inteligente e mais sustentável”, conclui.

 





Source link

News

Garoto de 9 anos surpreende e cria marca de cafés especiais


Hoje, 14 de abril, é comemorado o Dia Mundial do Café, um grão de enorme importância cultural, econômica e afetiva. Para Pedro Okagawa Braga, de apenas 9 anos, morador de São Paulo, o café tem importância ainda maior.

Enquanto muitas crianças nessa idade ainda estão descobrindo seus hobbies e interesses, Pedro criou uma marca de café especial, o Pedro Eco. O menino cuida da organização da empresa, do estoque, vendas e até da identidade visual do seu produto.

Os familiares do garoto explicam que o jovem sempre teve aptidão para os negócios. Chegou a vender desenhos na praia e copos feitos a partir da casca de coco – foi desta última iniciativa que surgiu a identidade Pedro Eco, nome que remete à preocupação com a sustentabilidade.

A entrada no mundo do café

A ideia de comercializar café surgiu durante uma visita à cafeteria de um amigo da família, que trabalha com torrefação e distribuição de cafés especiais de pequenos produtores. A mãe de Pedro, Adriana Okagawa Januário Braga, aprecia o café, e durante um bate-papo, surgiu a proposta de criar um pequeno primeiro lote exclusivo para Pedro vender. No início, foram produzidos apenas 20 pacotes, que foram vendidos pelo menino para amigos e familiares.

Empolgado, Pedro passou a estudar e se interessar pelo assunto. “Fomos até acompanhar como é feita a torrefação do grão. Não somos especialistas na área, mas hoje, ele sabe diferenciar os tipos de café, e entende a importância dos pequenos produtores”, conta a mãe.

O amigo da família continua fornecendo os lotes de café para Pedro, que segue comercializando os produtos. “Ele está super animado com isso, gosta muito de falar e explicar sobre o café, além de vender. E apesar do Pedro ser uma criança tímida, para vender os produtos dele, ele se torna muito comunicativo”, acrescenta Adriana.

Apesar de sua rotina empreendedora, Pedro não abre mão dos estudos. “A prioridade dele sempre será estudar. Ele pode empreender e vender seus produtos, mas o mais importante é que ele tenha uma boa formação e esteja preparado para o futuro”, afirma​.

O talento e a determinação de Pedro chamaram a atenção dos professores. Em uma ocasião, ele presenteou alguns docentes da escola com pacotes de café personalizados, impressionando os docentes com o nível profissional da embalagem e o conhecimento técnico sobre o produto.

“Ele sempre foi um aluno muito inteligente e criativo. Desde pequeno, se destacava nas atividades. Quando vimos a qualidade do trabalho dele com o café, ficamos impressionados”, relata a coordenadora pedagógica da escola Bilíngue Aubrick, onde Pedro estuda, Patricia Torres Azevedo, que foi professora do menino em seu primeiro ano na instituição.

Pedro Okagawa Braga (PEDRO ECO CAFÉ)Pedro Okagawa Braga (PEDRO ECO CAFÉ)
Foto: divulgação/ Acervo Pessoal

E o jovem tem ambições ousadas para seu negócio: sonha em diversificar os produtos e criar novas empresas, expandindo sua marca e consolidando o Pedro Eco, incorporando novos segmentos e tornando-se um verdadeiro empreendedor serial.

“Quando eu for adulto e maior de idade, quero abrir uma loja física, ter um CNPJ, começar a investir em anúncios pagos e contratar um funcionário para me ajudar. Também quero ampliar meu site de e-commerce para vender café para todo o Brasil e, no futuro, expandir internacionalmente”, disse​ Pedro.

Mas nem só de negócios vive o jovem: Pedro também encontra tempo para outras atividades. Em seu tempo livre, gosta de andar de bicicleta, passear de metrô aos finais de semana, tocar piano e, claro, continuar aprendendo sobre café.



Source link

News

Agroindústria da Bahia valoriza o alho, fortalece economia e apoia agricultores



No coração da Chapada Diamantina, em Novo Horizonte, uma agroindústria tem se destacado por transformar positivamente a realidade de dezenas de produtores rurais.

A Agroindústria ‘Vale do Alho’ surgiu da união de agricultores locais com o objetivo de agregar valor à produção de alho e derivados, beneficiando diretamente a economia da agricultura familiar.

Com o suporte do Sebrae/BA desde 2023, a agroindústria tem investido na profissionalização dos processos produtivos e na qualificação dos agricultores, bem como na estruturação do negócio e no posicionamento de marketing.

Com planejamento e organização, os produtores passaram a atuar de forma mais estruturada, ganhando competitividade e aumentando a renda familiar.

A estrutura da agroindústria permitiu o beneficiamento de 35 produtos, que agora contam com rótulos atrativos, informações nutricionais e identidade visual padronizada.

A iniciativa também abriu espaço para que os produtos sejam comercializados fora do município, ampliando a visibilidade do trabalho realizado por famílias do campo.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Para isso foram realizados: estudo de viabilidade técnica, plano de negócios e diversas oficinas sobre associativismo e comercialização.

“O Sebrae foi fundamental para criar o plano de trabalho, criação de marcas e rótulos, e várias ações que facilitaram o escoamento dos produtos produzidos pelos agricultores locais. Foi um suporte essencial para estruturar melhor o empreendimento e abrir portas para novos mercados. Isso fortalece a economia local e melhora a renda dos nossos produtores. É um orgulho vermos os produtos nas prateleiras dos mercados, comercializados em várias cidades da região”, afirmou Uender Oliveira, secretário de Agricultura de Novo Horizonte.

Para Mauro Viana, gestor de projetos do Sebrae em Irecê, a parceria da agroindústria com o Sebrae reforça o compromisso da instituição em apoiar o desenvolvimento dos pequenos negócios, incluindo a agricultura familiar, que é tão forte no interior da Bahia.

“Nosso papel é impulsionar o crescimento dos empreendedores, oferecendo suporte técnico e estratégico para que possam se consolidar no mercado. O sucesso da Agroindústria Vale do Alho é um exemplo de como o conhecimento e a gestão bem aplicada fazem a diferença”, concluiu o gestor.



Source link

News

Dólar e demanda externa elevam preço da soja no Brasil



Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que os preços da soja subiram nos mercados nacional e internacional ao longo da última semana. Segundo pesquisadores do órgão, no Brasil, a alta nos valores foi intensificada pela expressiva valorização do dólar frente ao real – a moeda norte-americana chegou a ser negociada acima de R$ 6 na semana passada.

Entretanto, segundo o Cepea, o ritmo de negócios no mercado spot nacional foi limitado pela forte oscilação cambial, que deixou parte dos agentes mais cautelosa e à espera de melhores oportunidades.

As sobretaxas adotadas pela presidente dos Estados Unidos influenciam o mercado. No dia 9, o governo americano suspendeu as tarifas recíprocas de vários países (incluindo o Brasil) por 90 dias, com exceção da China.

Pesquisadores do Cepea indicam que, por um lado, esse cenário trouxe certo alívio ao mercado e movimentou as transações internacionais, mas, por outro, acirrou a guerra comercial com a China, que, por sua vez, deve buscar intensificar as importações de outros países, como o Brasil.

A China é o maior consumidor mundial do grão e o país é o principal destino da soja brasileira. Em 2024, o Brasil exportou 69 milhões de toneladas de soja aos chineses.

Soja retoma fôlego

Segundo a consultoria Safras & Mercado, um movimento de compras ganhou força e garantiu uma reversão técnica em Chicago, com ganhos acumulados de cerca de 5% até a manhã desta sexta-feira, após os contratos atingirem os menores patamares em quatro meses.

Além disso, o relatório de abril do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) influenciou o mercado. Segundo o órgão, a safra norte-americana de soja em 2024/25 deve alcançar 4,366 bilhões de bushels (118,82 milhões de toneladas), com produtividade estimada em 50,7 bushels por acre – números que se mantêm iguais aos divulgados em fevereiro.

O USDA revisou para cima a estimativa de produção brasileira para 2023/24, passando de 153 milhões para 154,5 milhões de toneladas. Para 2024/25, o número foi mantido em 169 milhões. No caso da Argentina, as previsões seguem estáveis: 48,21 milhões de toneladas para 2023/24 e 49 milhões para 2024/25.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Embrapa Algodão faz 50 anos de novas variedades



Outra frente é o cultivo de algodão orgânico e agroecológico



Outra frente é o cultivo de algodão orgânico e agroecológico
Outra frente é o cultivo de algodão orgânico e agroecológico – Foto: Canva

A Embrapa algodão, sediada em Campina Grande (PB), comemora 50 anos de fundação nesta quarta-feira (16/04), com uma solenidade que reúne empregados, parceiros e autoridades. O evento contará com a presença de Ana Euler, diretora-executiva de Inovação da empresa.

Fundada em 16 de abril de 1975, a unidade teve papel essencial no avanço da cotonicultura brasileira. “Com pesquisas de ponta, desenvolvemos variedades mais resistentes, produtivas e adaptadas ao clima e ao solo das mais diferentes regiões do Brasil. Melhoramos os sistemas de produção promovendo a integração e rotação de culturas e o uso eficiente dos solos e dos recursos hídricos. Elevamos a qualidade das fibras e descobrimos novas cores naturais para o algodão, incentivamos o cultivo orgânico e agroecológico das diferentes culturas. Desenvolvemos máquinas e implementos agrícolas, aumentando a produtividade e garantindo mais renda e qualidade de vida ao produtor”, enumera o chefe-geral interino da Embrapa Algodão Daniel Ferreira.

A Embrapa Algodão desenvolveu cultivares de algodão naturalmente colorido como alternativa de renda para agricultores do Semiárido. Sem necessidade de tingimento, a tecnologia reduz o uso de água e produtos químicos, alinhando-se à moda sustentável. Seis variedades foram lançadas, em tons de marrom, avermelhado e verde, e o algodão colorido se tornou patrimônio imaterial da Paraíba.

Outra frente é o cultivo de algodão orgânico e agroecológico, sem agrotóxicos e em consórcio com culturas alimentares. Através de unidades de aprendizagem e apoio do MDA, a Embrapa capacita agricultores do Nordeste e Semiárido mineiro. A iniciativa promove geração de renda, segurança alimentar e conscientização sobre práticas sustentáveis e conservação do solo.

 





Source link

News

Saiba antes o que vai mexer com os mercados nesta semana


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, traz um resumo da última semana, com destaque para os reflexos da guerra comercial entre Estados Unidos e China, além da divulgação do IPCA.

Para esta semana, foco no IGP-10 e nos dados de atividade nos EUA e Zona do Euro, onde se espera corte de juros pelo BCE.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Substituição de fertilizantes por bioinsumos: Benefícios



80% dos fertilizantes minerais utilizados atualmente no país são importados



 80% dos fertilizantes minerais utilizados atualmente no país são importados
80% dos fertilizantes minerais utilizados atualmente no país são importados – Foto: Seane Lennon

Um estudo realizado pelo Instituto Senai de Inovação revela que a substituição de Fertilizantes minerais por bioinsumos em gramíneas, como milho e trigo, pode representar uma economia ambiental e financeira significativa para o Brasil. Segundo o levantamento, essa transição pode evitar a emissão de até 18 milhões de toneladas de CO2 anualmente, contribuindo para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. Além disso, o uso de bioinsumos pode gerar uma economia estimada em US$ 5,1 bilhões por ano para o setor agrícola.

O estudo ressalta que cerca de 80% dos fertilizantes minerais utilizados atualmente no país são importados, o que torna os custos de produção mais elevados e o setor mais vulnerável a oscilações no mercado internacional. Nesse contexto, os bioinsumos surgem como uma alternativa viável e estratégica, especialmente aqueles formulados com a bactéria Azospirillum brasilense, já utilizada em aproximadamente 63% das lavouras que adotam insumos biológicos.

Além da economia direta, a adoção de bioinsumos tem impacto positivo na sustentabilidade da produção agrícola. A pesquisa destaca que o uso desses produtos reduz consideravelmente as emissões de óxido nitroso, um gás com potencial de aquecimento global quase 300 vezes maior que o CO2. Isso se alinha a práticas agrícolas regenerativas e ao avanço de um modelo de produção mais resiliente e de baixo carbono.

Por fim, o estudo do Instituto Senai de Inovação reforça a necessidade de políticas públicas que incentivem a ampliação do uso de bioinsumos no Brasil. Com investimentos adequados em pesquisa, desenvolvimento e regulação, o país pode se consolidar como líder mundial em tecnologias sustentáveis aplicadas à agricultura, gerando ganhos econômicos, ambientais e sociais de longo prazo.

 





Source link