segunda-feira, maio 25, 2026

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Embrapa Soja completa 50 anos nesta quarta-feira!



Hoje é dia de festejar! O motivo? Nesta quarta-feira (16), a Embrapa Soja comemora 50 anos de contribuições essenciais para o agro brasileiro e mundial. Ao longo desse tempo, a instituição impulsionou a produção de soja no Brasil e ajudou o país a se consolidar como líder global na produção e exportação do grão.

”A Embrapa Soja tem tudo a ver com a história do agronegócio brasileiro nas últimas cinco décadas. Nos anos 70, quando começou a expansão pelo Centro-Oeste, não havia tecnologia preparada, de fato, para produzir soja na região. Foi o trabalho da Embrapa Soja que ajudou a construir todas as tecnologias que vieram nas décadas seguintes”, comenta Julio Cargnino, presidente do Canal Rural.

Cargnino complementa que a Embrapa Soja é uma referência como empresa pública que trabalha com a iniciativa privada, que é quem dá a resposta direta do produtor. Em temas como escassez hídrica e balanço de carbono, por exemplo, a Embrapa se preocupa e organiza sistemas para que possamos evoluir. ”O trabalho mais avançado sobre isso é, justamente, da Embrapa Soja. Construímos vários projetos juntos, e isso nos dá muito orgulho e segurança, pois conta com a chancela de um grupo muito competente e eficiente”, diz.

O presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, também parabenizou e homenageou a equipe da Embrapa Soja pelos 50 anos de contribuição ao agro. ”Não tenho dúvidas de que, se não fosse a Embrapa, o Brasil não teria alcançado a posição de liderança mundial no mercado da soja. Vivemos, hoje, a era da soja, que se consolidou como a principal fonte de renda e de exportação do nosso país”, afirma Buffon.

Ele destacou ainda a importância histórica da instituição, como no desenvolvimento de cultivares adaptadas ao Cerrado e na criação de variedades resistentes. “A Embrapa foi fundamental para que a soja continuasse crescendo como vemos hoje. Que a empresa se reestruture e volte ainda mais forte, para seguir ao lado do produtor rural na missão de alimentar o mundo”, completou.

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As contribuições da Embrapa Soja

A sustentabilidade tem sido um dos principais focos da Embrapa Soja nos últimos anos, com pesquisas dedicadas a práticas agrícolas mais eficientes e que causem menos impacto ambiental. A instituição foca em quatro áreas principais: Bioinsumos, Soja Baixo Carbono, Genética Avançada e Agricultura Digital. Essas áreas contribuem para a preservação ambiental e garantem a sustentabilidade da produção de soja, alinhando inovação tecnológica à responsabilidade ecológica.

O uso de bioinsumos é uma das frentes mais promissoras. A Embrapa Soja investe em soluções biológicas para o controle de pragas e doenças, diminuindo a dependência de agrotóxicos. Além disso, a certificação de práticas de Soja Baixo Carbono vem ganhando destaque, garantindo que a produção de soja brasileira contribua para a redução das emissões de gases do efeito estufa, com tecnologias que promovem um cultivo mais limpo e eficiente.

Outra grande inovação foi a introdução da genética avançada, que utiliza ferramentas de edição genética para desenvolver variedades de soja mais resistentes, produtivas e com menor impacto ambiental. A agricultura digital também se tornou um pilar essencial, com o uso de drones, sensores e outras tecnologias que permitem um monitoramento preciso das lavouras, otimização da produção e redução de custos operacionais.

O nascimento da Embrapa Soja

Fundada em 1975, no Paraná, a Embrapa Soja surgiu com o objetivo de aumentar a produção de soja no Brasil, que, na época, era modesta, com cerca de 10 milhões de toneladas por ano. Graças ao trabalho pioneiro da instituição, foi possível adaptar a soja ao clima tropical, rompendo a barreira das latitudes mais altas e possibilitando a expansão da cultura para diversas regiões do país.

Que venham mais 50 anos!

Neste aniversário de 50 anos, a Embrapa Soja reafirma seu compromisso com a inovação, a sustentabilidade e a transformação contínua da agricultura. Ao longo dessas cinco décadas, a pesquisa constante, a adaptação às novas demandas e a busca por tecnologias mais eficientes foram fundamentais para o sucesso da soja no Brasil.



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AgroNewsPolítica & Agro

Farinha clandestina é apreendida no Paraná



Foram encontrados produtos com misturas e diluições proibidas




Foto: Mapa

Uma operação conjunta entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Polícia Militar do Paraná resultou na apreensão de 933.600 quilos de produtos clandestinos utilizados na alimentação animal. A ação, batizada de Operação Ronda Farinha Batizada, foi realizada no dia 9 de abril, em Arapongas (PR), e revelou práticas ilegais como a falsificação de selo de inspeção federal e uso de matérias-primas de origem desconhecida.

Segundo informações do Mapa, a operação foi coordenada pelo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SIPOA) e contou com o apoio do 8º SIPOA. Os fiscais inspecionaram dois locais suspeitos de fabricar e comercializar farinha de origem animal em condições sanitárias irregulares e sem o devido registro no Ministério.

Durante a fiscalização, foram encontrados produtos com misturas e diluições proibidas, além de insumos provenientes de empresas sem autorização oficial. O resultado foi a emissão de dois termos de suspensão de atividades, um auto de infração e um termo de apreensão, que totalizou um prejuízo estimado em R$ 2,3 milhões aos infratores.

A auditora fiscal federal agropecuária Andréa Mônica Moretti Barbosa, que participou da operação, reforça o alerta sobre os riscos do uso de produtos sem registro. “A utilização de produtos provenientes de estabelecimentos sem registro no Mapa pode comprometer a saúde do rebanho e causar efeitos deletérios na saúde humana devido à possível presença de resíduos nos produtos de origem animal”, afirmou.

O Mapa orienta que consumidores e produtores verifiquem sempre se o alimento destinado aos animais possui o número de registro no carimbo de fiscalização federal. Produtos sem essa identificação podem ser denunciados por meio da plataforma oficial Fala.BR. A autenticidade do registro também pode ser consultada diretamente no site do Ministério.





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Casal de Petrolina de Goiás inova na produção de maracujá e conquista mercados


Amilton Bernardes Rodrigues e Marineide Araújo Siqueira Rodrigues sempre tiraram da terra o sustento da família. No município de Petrolina de Goiás, região Centro-Leste do estado, o casal apostou no cultivo de maracujá como fonte de renda.

Porém, os intermediadores, com preços baixos e condições injustas, acabavam levando quase todo o lucro. “A gente trabalhava muito, mas na hora de vender, a maior parte do dinheiro ficava com os atravessadores”, desabafa Marineide.

A dificuldade fez o casal repensar o negócio. Apesar de trabalharem muito, a conta não fechava no fim do mês. A produção era boa, mas o retorno financeiro era insatisfatório.

Foi então que decidiram buscar ajuda e encontraram no Senar e no Sebrae o suporte que precisavam para virar a chave. A consultoria do Senar sugeriu uma alternativa: transformar a fruta em polpa congelada e vender diretamente ao consumidor.

Com coragem e curiosidade, testaram a ideia de forma simples e o resultado surpreendeu: venderam tudo em poucas horas na cidade.

“A consultora inicialmente nos ajudou nas melhores técnicas de plantio, mas o problema da baixa lucratividade ainda existia. Foi quando veio essa ideia de congelar as polpas”, relembra Amilton.

Virada de chave no campo

O sucesso da primeira venda motivou o casal a investir com mais seriedade na produção de polpas. Logo perceberam que apenas o maracujá não daria conta da nova demanda. Buscaram frutas em outras propriedades e diversificaram os sabores.

“Começamos a comprar frutas de outras propriedades, mas ficamos sobrecarregados, pois é difícil encontrar mão de obra no campo”, explicam.

Com o tempo, entenderam que seria necessário focar exclusivamente na industrialização das polpas. Hoje, a empresa oferece mais de 15 sabores, incluindo acerola, caju, tamarindo e morango.

Mesmo com o crescimento, enfrentaram novos obstáculos, como a falta de um espaço apropriado para atender às exigências sanitárias.

Com apoio do Senar, conseguiram estruturar uma pequena indústria familiar. Já o Sebrae, por meio do Sebraetec, entrou com o desenvolvimento da marca e a identidade visual dos produtos.

“O Sebrae custeou 70% da consultoria e desenvolvimento da nossa marca, e o Senar os outros 30%. Estamos onde estamos graças ao apoio que recebemos deles”, pontua Marineide.

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O casal Amilton e Marineide na produção das polpas. Foto: Divulgação ASN/GO

Da roça à marca registrada

Inicialmente, o negócio levava o nome “Polpas MA”, referência às iniciais do casal. Mas ao tentar registrar o nome no INPI, perceberam que precisavam criar algo único.

Assim nasceu a “Polpas Magakay”, marca que homenageia os três filhos: Karolline, Gabriele e Kayke. Essa escolha fortaleceu o vínculo familiar com o empreendimento.

Enquanto o casal cuida da produção, os filhos atuam na área comercial. Estudando em Anápolis, eles aproveitam a cidade como ponto estratégico de vendas e distribuição.

“Nossos filhos se mudaram para Anápolis, pois precisavam estudar e contribuem muito com as vendas”, detalham.

A empresa começou com atendimento a residências e mercados locais em Petrolina de Goiás, mas logo expandiu para Anápolis e Goiânia.



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Novas tecnologias na produção da cana-de-açúcar são apresentadas durante evento em SP



Com o objetivo de mostrar os avanços tecnológicos aplicados à cadeia produtiva da cana-de-açúcar, o CTC Day, evento promovido pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), reuniu investidores, clientes e acionistas do setor sucroenergético e autoridades na cidade de Piracicaba (SP).

Durante o CTC Day o público conheceu uma série inovações nas áreas de melhoramento genético e biotecnologia, além do Projeto Sementes e de um estudo da Fundação Getúlio Vargas sobre o potencial de descarbonização com base na adoção de novas tecnologias desenvolvidas pelo CTC. A meta do Centro é dobrar a produtividade do setor até 2040.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também esteve presente e destacou a importância do ciclo da cana-de-açúcar, a primeira fonte de energia renovável no país, para a descarbonização da economia.

“Temos debatido quais são os pilares para o desenvolvimento, como vamos superar a pobreza e nos aproximarmos daqueles países mais desenvolvidos. O segredo está na biotecnologia, na economia do conhecimento e na transição energética. Temos que investir muito na cana-de-açúcar. Dessa lavoura, nada se perde. Esse é nosso maior exemplo de economia circular. Produzimos etanol de primeira geração, de segunda geração, biogás, fertilizantes e biometano e vamos tirar combustível sustentável da aviação e o hidrogênio a partir da reforma do etanol”, afirmou o governador.

O complexo sucroalcooleiro corresponde a 27% de participação nas exportações do agronegócio paulista, arrecadando US$ 1,09 bilhão, dos quais 91,6% referentes a açúcar e 8,4% a etanol. São Paulo tem cerca de 180 usinas registradas, a maioria no interior do estado. Dessas, 70 estão a 20 quilômetros de gasodutos existentes. Dos 10 milhões de hectares de cana-de-açúcar plantados no Brasil, mais de 5,5 milhões estão em São Paulo.

O produto é responsável por 15,4% da matriz nacional ou 32% de toda a energia renovável ofertada dentro do Brasil. Os números já posicionam o Brasil acima da média mundial, que é de 14,1%, e da média dos países desenvolvidos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que registram 11,5% no uso de energias limpas e renováveis.

Tecnologia para o desenvolvimento da cana-de-açúcar

O Instituto Agronômico (IAC), por meio do Programa Cana IAC, lançou 35 variedades de cana nos últimos 20 anos, representando 23% do total de variedades registradas, e implementou pacotes tecnológicos que aumentaram a produtividade média de 70 para 100 toneladas de colmos por hectare.

Recentemente, o IAC também introduziu cinco novas cultivares com superioridade de 12 a 27% em produtividade e longevidade, adequadas para diferentes tipos de solo e clima, e com alto teor de sacarose.

Descarbonização

O estado de São Paulo estruturou incentivos em diversas áreas para impulsionar a transição energética. Uma das iniciativas é a primeira estação experimental do mundo dedicada à produção de hidrogênio renovável a partir do etanol, que realiza testes na Universidade de São Paulo (USP).

O projeto, conduzido pelo Centro de Pesquisa e Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI) da Universidade, representa um marco na busca por soluções energéticas limpas e na transição para uma economia de baixo carbono. A planta-piloto tem capacidade para produzir 100 quilos de hidrogênio por dia.

Por meio da Coordenadoria de Transição Energética, as Secretarias de Agricultura e Abastecimento e de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, junto com a Cetesb, trabalham na regulamentação do licenciamento ambiental para a implantação de biodigestores com o objetivo de gerar biogás/biometano e bioinsumo.



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Brasil depende de importações de trigo


Segundo informações da TF Agroeconômica, com base em dados do Cepea/Esalq-USP, o Brasil esgotou suas reservas nacionais de trigo e dependerá de importações até a chegada da nova safra, prevista para agosto de 2025. A baixa oferta interna, combinada à temporada de pouca comercialização, tem pressionado os preços para cima e ampliado as importações do cereal. Em março deste ano, o país importou 651,79 mil toneladas, aumento de 12% em relação a fevereiro e de 27,6% em comparação com março de 2024.

No acumulado do primeiro trimestre, o Brasil já importou 1,95 milhão de toneladas de trigo, o que é 18% a mais que no mesmo período do ano anterior. A Conab projeta um total de 5,6 milhões de toneladas importadas até o fim de 2025. Os preços internos estão alinhados à paridade de importação com o trigo argentino, favorecido por vantagens no Mercosul, como a isenção da Tarifa Externa Comum (TEC). Ainda assim, o mercado sofre com custos logísticos elevados e baixa disponibilidade de frete.

A oferta do Mercosul tende a ganhar fôlego, mas a disponibilidade argentina está limitada, já que os exportadores têm priorizado o milho diante da valorização internacional. Enquanto isso, produtores que ainda possuem trigo estocado, principalmente no sul dos Pampas, estão retendo vendas, esperando melhores preços no mercado.

“A disponibilidade de trigo argentino é limitada porque os exportadores locais estão priorizando os embarques de milho para aproveitar os altos preços internacionais do grão. Por outro lado, as vendas de trigo pelos produtores que possuem estoques do grão — localizados principalmente na região sul dos Pampas — estão limitadas porque aguardam preços mais altos do que os atuais”, comenta.

Para a próxima safra, a Conab revisou para baixo a área plantada com trigo no Brasil, estimando 2,772 milhões de hectares (queda de 9,3% em relação a 2024). Apesar da retração na área, a expectativa é de colheita de 8,47 milhões de toneladas, alta de 7,4%, apostando em maior produtividade e clima favorável, fatores ainda incertos.

 





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ouça análise sobre o que está movimentando o mercado


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta o impacto da incerteza nas negociações tarifárias entre EUA, China e Europa, que elevou a aversão ao risco.

O dólar subiu 0,66%, a R$ 5,89, e o Ibovespa recuou 0,19%.

Dados da China vieram mistos, com destaque positivo para a produção industrial. No Brasil, pesou a expectativa em torno do PLDO de 2026 e suas metas fiscais.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja brasileira dispara com guerra tarifária e recorde de compras da China


A soja brasileira encerrou a semana com forte valorização, impulsionada por fatores internacionais e pela crescente demanda chinesa. A intensificação da guerra tarifária redirecionou o comércio global para o Brasil, tornando o grão nacional ainda mais competitivo no mercado externo e resultando em uma valorização superior a 6%.

De acordo com a análise de mercado da Grão Direto, a disputa comercial entre China e Estados Unidos tem favorecido as exportações brasileiras. Somente nesta semana, 52 navios foram contratados pela China para carregar soja, estabelecendo um novo recorde histórico — quase todos com origem no Brasil. Além disso, no mercado futuro de Chicago, os contratos de soja para maio de 2025 encerraram a US$ 10,44 por bushel, uma alta expressiva de 6,86%. O contrato para março de 2026 também teve avanço, atingindo US$ 10,39 por bushel (+3,38%).

No cenário interno, o dólar subiu 0,51%, chegando a R$ 5,87, enquanto a soja seguiu a tendência internacional de alta, com valorização em diversas regiões do país. A análise da Grão Direto também destaca que muitos produtores estão aproveitando o momento para vender e fazer caixa, pressionados por juros elevados, crédito restrito e compromissos financeiros próximos.

A maior esmagadora de soja da Argentina interrompeu suas atividades em meio a rumores de endividamento, enquanto o clima chuvoso atrasa a colheita no país vizinho. Já nos EUA, a possível formação do fenômeno La Niña — que traz uma primavera mais fria e úmida — pode atrasar o início do plantio da nova safra, aumentando a volatilidade nos contratos futuros e reforçando a pressão altista no mercado global da oleaginosa.

Apesar do otimismo, há preocupação com a logística brasileira. Os portos nacionais já operam com 91,30% de sua capacidade, superando o limite seguro de 85%. Com o novo volume recorde de navios destinados à China, há risco de gargalos no escoamento. Em contrapartida, a queda no preço do petróleo pode aliviar os custos do transporte rodoviário, beneficiando o produtor.

A perspectiva para os próximos dias é de estabilidade, com possíveis correções técnicas nos preços após a forte alta. Ainda assim, o cenário segue atrativo para quem busca boas oportunidades de comercialização da soja brasileira.





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confira a previsão de hoje



A quarta-feira é de instabilidade para quase todo o território brasileiro. Pancadas de chuva entre moderada a forte se espalham. Em certas áreas, há possibiidade de temporais. Comece o dia bem preparado:

Sul

O sol predomina ao longo do dia, com variação de nebulosidade em grande parte do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do interior do Paraná. No noroeste, norte, oeste e leste paranaense, podem ocorrer pancadas de chuva com até moderada intensidade, acompanhadas por trovoadas. As temperaturas seguem amenas na maior parte da região, sendo mais elevadas no norte do Paraná.

Sudeste

O tempo segue instável em todos os estados da Região. Há previsão de pancadas de chuva a qualquer momento, que se intensificam durante a tarde. Em Minas Gerais, não se descartam temporais. No interior de São Paulo, Rio de Janeiro e centro-sul do Espírito Santo, as pancadas ocorrem com intensidade entre moderada a forte.

Centro-Oeste

Áreas de instabilidade mantêm o tempo nublado, com chuva a qualquer hora entre o centro-norte de Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso. Há risco de temporais no noroeste do território sul-matogrossense, sul goiano e em áreas mato-grossenses. No sul de Mato Grosso do Sul, a chuva é mais isolada e de fraca intensidade.

Nordeste

O tempo segue instável, com previsão de pancadas entre moderadas a fortes no oeste da Bahia, especialmente à tarde. No sul do Piauí e do Maranhão, chove de forma moderada, com raios. Nas demais áreas desses dois estados, assim como no Ceará, interior de Pernambuco, da Paraíba, de Alagoas, Sergipe e do litoral norte da Bahia, as pancadas são mais isoladas.

Norte

Pancadas de chuva moderadas a fortes, alternadas com períodos de melhoria, são previstas para o Acre, Amazonas, para Rondônia, Pará e Tocantins, devido ao calor e à alta umidade. No Amapá e em Roraima, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) favorece chuva forte.



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Bangladesh quer parceria com a Rússia



A medida faz parte de um esforço mais amplo para proteger a população



A medida faz parte de um esforço mais amplo para proteger a população
A medida faz parte de um esforço mais amplo para proteger a população – Foto: Pixabay

Bangladesh solicitou formalmente a colaboração da Rússia para reforçar sua segurança alimentar e garantir o fornecimento de insumos agrícolas essenciais, como fertilizantes. A iniciativa integra uma estratégia mais ampla do governo de Dhaka para fortalecer o setor agrícola do país.

Durante o Fórum de Boao para a Ásia, realizado na província de Hainan, na China, o vice-primeiro-ministro da Rússia, Alexei Overchuk, afirmou que Moscou está pronta para ampliar as exportações de trigo e fertilizantes para Bangladesh. As declarações ocorreram durante um encontro com o conselheiro-chefe de Bangladesh, professor Muhammad Yunus. Na ocasião, os dois discutiram temas de interesse mútuo, como a operação da usina nuclear de Rooppur, financiada pela Rússia, os planos de compra de trigo e fertilizantes russos e a exploração de gás natural conduzida pela Gazprom em território bengalês.

Após o encontro, o professor Yunus confirmou que Bangladesh pretende aumentar as importações desses insumos estratégicos provenientes da Rússia como forma de reforçar sua segurança alimentar nacional. A medida faz parte de um esforço mais amplo para proteger a população frente à volatilidade do mercado global de alimentos.

Em outro sinal de estreitamento dos laços bilaterais, o embaixador da Rússia em Bangladesh, Alexander Khozin, reafirmou o compromisso de Moscou com o desenvolvimento do país asiático. Ele destacou a relação de respeito mútuo entre as duas nações e elogiou os avanços de Bangladesh em áreas como combate à pobreza, educação, empoderamento feminino, ação climática e conectividade regional.

Na semana passada, o Comitê de Aquisição Governamental de Bangladesh aprovou propostas de compra para atender às necessidades internas do país. Entre os acordos, destaca-se a importação de 30 mil toneladas de fertilizante muriato de potássio (MOP) da corporação russa Prodintorg, em um contrato avaliado em cerca de 1,12 bilhão de takas (aproximadamente US$ 9,2 milhões).

 





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AgroNewsPolítica & Agro

soja semente poderá ser plantada até 31 de maio



TO define regras para cultivo de soja semente




Foto: USDA

O Governo do Tocantins, por meio da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), anunciou que o período de plantio de soja semente nas Planícies Tropicais do estado estará aberto entre os dias 20 de abril e 31 de maio. A colheita deverá ocorrer até 20 de setembro, conforme previsto em portaria autorizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A medida contempla os municípios de Lagoa da Confusão, Cristalândia, Pium, Formoso do Araguaia, Santa Rita do Tocantins e Dueré. A autorização para o cultivo nesse período é válida exclusivamente para atividades de pesquisa e ensino, produção de sementes e reserva de semente para uso próprio, conhecida como “salva legal”.

Na safra de 2024, foram plantados 56.672 hectares na região, com 111 cadastros registrados. O controle sobre essas áreas visa evitar riscos fitossanitários, especialmente relacionados à ferrugem asiática da soja.

De acordo com Cleovan Barbosa, responsável técnico pelo Programa Estadual de Controle da Ferrugem Asiática da Soja da Adapec, o plantio nessa janela exige procedimentos específicos. “O produtor deve preencher os formulários que estão disponíveis no site da Adapec pelo endereço www.to.gov.br/adapec, e posteriormente, entregar esta documentação num escritório da Agência”, explicou Barbosa. Os documentos necessários incluem o cadastro da propriedade, plano de trabalho, termo de compromisso do responsável técnico e croqui das lavouras.

A ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, é considerada a principal ameaça à soja no Brasil. A doença se espalha com rapidez por meio do vento e provoca desfolha precoce, reduzindo a produtividade das lavouras ao impedir a formação completa dos grãos.





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