segunda-feira, maio 25, 2026

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Cerrado Summit reúne lideranças nacionais e internacionais no Oeste baiano


A abertura do Cerrado Summit, realizado no Complexo Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães, nesta terça-feira (15), contou com a presença de autoridades locais, federais, estaduais e lideranças internacionais. O encontro é o único evento nacional pré-COP30, realizado fora de uma capital brasileira.

O prefeito anfitrião, Junior Marabá, falou sobre a importância do evento para o município e todo o Matopiba e ressaltou as práticas sustentáveis dos produtores da região.

“Sabemos que existem alguns países é que se é muito difícil corrigir o passado, mas aqui nós temos essa condição de ser exemplo, ser referência, produzir da maneira correta, de ter uma agricultura regenerativa com sustentabilidade. E eu vejo que Luís Eduardo, a capital do Matopiba, é referência em tecnologia no setor agrícola em produtividade, mas também em sustentabilidade”, disse.

Para Pablo Barrozo, secretário de agricultura da Bahia, o evento é de grande relevância para o estado.

“Uma importância enorme. Muito orgulho do Cerrado Summit ser realizado aqui no Oeste, porque aqui com certeza será o pontapé inicial para mais um progresso, para mais um passo à frente. Nós, que sempre fomos pioneiros na agricultura sustentável, hoje nós temos outros desafios e esse encontro hoje aqui, com certeza da sociedade civil com o poder público, é para nós trilharmos um pacto de um trabalho sustentável que nós possamos escalonar.”, disse Barrozo.

A agricultura regenerativa e mudança de paisagem foram temas centrais na abertura do Cerrado Summit. O foco do encontro é construir um plano de ação concreto até a COP30, evento que será realizado em Belém entre os dias 10 e 21 de novembro.

Marcelo Behar, conselheiro sênior da World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), a produção de alimentos é um tema global e as discussões tem como objetivo de colocar em prática cada vez mais a agricultura sustentável.

“O tema sustentabilidade, o tema de produção é um tema global e a COP está organizando todos os agentes e todos os atores que são responsáveis pela condução dessa agenda. Para os atores do mundo da parte norte do planeta, os temas de energia são fundamentais porque eles vêm de uma matriz energética que não é limpa. Para os atores do sul do planeta e sobretudo do Brasil, em que a matriz energética já é muito limpa, é uma das melhores do mundo, o tema de gestão e uso da terra passa a ser um tema central e o tema da agricultura é, dentro dessa agenda, é o que nós temos mais a ganhar com a construção de uma agenda global que vai favorecer um novo modelo de agricultura”, explica.

Desafios do Cerrado

Com foco exclusivo nos tratados e desafios do Bioma Cerrado, o evento é o primeiro acelerador de paisagens promovido pela Aliança para Ação Regenerativa nas Paisagens (AARL).//

Segundo Arthur Ramos, sócio da Boston Consulting Group (BCG), esse conceito de paisagem engloba todo contexto em que produção agrícola, meio ambiente e sociedade estão inseridos.

“O conceito de paisagem é justamente paisagem ou território, né? É você não olhar unicamente a sua propriedade, não olhar uma fazenda, mas as soluções que a gente tá falando aqui. Elas são interdependentes, dos mananciais que você tem envolvido, da floresta, de várias culturas que você tem numa mesma região, no mesmo conjunto. Então, é justamente um reflexo do que que a gente acredita também pro mundo, né?”, explica Ramos.

participantes do Cerrado summit em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahiaparticipantes do Cerrado summit em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia
Foto: Divulgação/Aiba

Sediado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (mapa), com coorganização da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e Associação dos Produtores de Algodão da Bahia (Abapa) e do Governo da Bahia, o Cerrado Summit tratou também de pilares como o financiamento da transição, métricas de monitoramento e avaliação, além de políticas públicas voltadas ao cerrado.

Para Pedro Alves Corrêa Neto, secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo, do Mapa, o grande intuito da reunião é promover uma discussão temática sobre a agricultura regenerativa numa paisagem, num bioma como o Cerrado brasileiro.

“É nesse contexto que a gente quer consolidar, o tema central da agenda de ação para a agricultura brasileira para ser apresentado na COP, que é recuperação de áreas para segurança alimentar. Então, esse é o grande contexto: as políticas públicas aliadas, a capacidade empreendedora do nosso produtor rural, que fazem acontecer essa agropecuária que a gente está vendo aqui no campo, que a gente está vendo aqui no Cerrado brasileiro, ambientalmente amigável, dentro do marco regulatório brasileiro, que é bastante severo, mas capaz de auferir a rentabilidade e produtividade cada vez maiores.”, disse.

Para Moisés Schmidt, presidente da Aiba, o evento é uma oportunidade de “dialogar com o mundo, dialogar com a sociedade, que às vezes não entende e não compreende o que é uma agricultura regenerativa, o que é uma agricultura sustentável dentro do mundo de hoje, nesse momento”.

Nesta quarta-feira (16), programação será encerrada após visitas a propriedades que adotam práticas sustentáveis e locais com o bioma Cerrado nativo.


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Brasil exporta mais carne bovina em março e fatura US$ 1,2 bilhão



As exportações de carne bovina do Brasil em março, considerando a proteína in natura, mais carnes processadas e miudezas comestíveis, subiram 41% em volume ante março de 2024, com 289.978 toneladas, e 42% na receita, com US$ 1,216 bilhão.

As informações foram divulgadas pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O preço médio por tonelada exportada subiu levemente, na base de 0,84% para R$ 4.193.

No primeiro trimestre deste ano, as exportações totais de carne bovina acumulam 74.125 toneladas, avanço de 11% em relação a 2024. A receita, por sua vez, cresceu, na mesma base comparativa, 21%, para US$ 3,282 bilhões. O preço médio subiu de US$ 4.033 por tonelada para US$ 4.399 por tonelada, informou a Abrafrigo.

Países que mais importam carne do Brasil

A China segue sendo o principal comprador da carne bovina brasileira, tendo adquirido, nos três primeiros meses do ano, 276.337 toneladas, ou 1,25% mais (exportações totais), e desembolsado US$ 1,357 bilhão, ou 11% a mais.

“No ano passado, a China participou com 45,1% das receitas com as vendas totais de carne bovina do Brasil no trimestre, e, neste ano, a participação relativa caiu para 41,3%”, diz a entidade.

Em seguida, vêm os Estados Unidos, que adquiriu 164.642 toneladas de carne bovina no primeiro trimestre, volume 46,7% acima de igual período de 2024. A receita subiu 68,7%, para US$ 557,15 milhões.

A Abrafrigo destaca que a participação relativa dos EUA nas receitas totais de exportação total de carne bovina cresceu de 12,2% no primeiro trimestre de 2024 para 17% de janeiro a março de 2025.



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AgroNewsPolítica & Agro

Seminário destaca recuperação de agroecossistemas



O seminário é uma iniciativa conjunta do IAC, da CATI, da Defesa Agropecuária e da AP



O seminário é uma iniciativa conjunta do IAC, da CATI, da Defesa Agropecuária e da APTA Regional
O seminário é uma iniciativa conjunta do IAC, da CATI, da Defesa Agropecuária e da APTA Regional – Foto: Pixabay

O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) realiza nos dias 15 e 16 de abril de 2025, em Campinas (SP), a 16ª edição do Seminário sobre Conservação do Solo e Proteção de Recursos Naturais. Com o tema central “Recuperação de Agroecossistemas Degradados”, o evento reforça o compromisso com a sustentabilidade da agricultura brasileira e a recuperação ambiental de áreas produtivas, reunindo especialistas, pesquisadores, estudantes e profissionais do setor em um espaço de diálogo técnico e científico.

A programação do primeiro dia contará com palestras ministradas por engenheiros agrônomos e gestores ambientais de destaque, abordando temas como agricultura regenerativa, restauração de ecossistemas agrícolas, florestais e pastoris, fisiologia vegetal aplicada à recuperação de solos, políticas públicas voltadas à sustentabilidade e integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). A proposta é apresentar práticas eficazes para enfrentar os desafios causados pela degradação do solo e pelas mudanças no uso da terra, com foco na resiliência dos agroecossistemas.

Já o segundo dia será inteiramente dedicado ao Minicurso sobre Qualidade do Manejo Conservacionista, que oferecerá uma abordagem prática e aprofundada sobre os fundamentos do manejo sustentável do solo. O conteúdo inclui indicadores técnicos, ferramentas de avaliação e estudos de caso voltados à conservação da água, uso racional de insumos e aplicação de práticas regenerativas nas propriedades rurais.

O seminário é uma iniciativa conjunta do IAC, da CATI, da Defesa Agropecuária e da APTA Regional, com apoio da Fundação Agrisus e da Fundag. O objetivo é fortalecer a integração entre a ciência, a extensão rural e os produtores, promovendo soluções sustentáveis frente à intensificação da agricultura e à crise climática. As inscrições estarão abertas a partir das 8h do dia 15 de abril, no local do evento.

 





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Brasil e China negociam novo corredor de exportação para o agronegócio



Integrantes do Governo da República Popular da China estiveram em Brasília e se reuniram com membros do governo brasileiro para conhecer projetos de infraestrutura no Brasil. A delegação discutiu sobre a construção do Corredor Bioceânico, uma saída alternativa pelo Oceano Pacífico, facilitando o acesso do Brasil e de outros países da América Latina aos mercados asiáticos.

Outra importante característica do corredor é a conexão com a Ferrovia Norte-Sul, integrando as áreas produtoras de commodities agrícolas do Centro-Oeste à malha ferroviária existente e aos portos do litoral brasileiro. Os chineses conheceram as obras da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), no estado de Goiás. As ações fazem parte da carteira do Novo PAC.

“Estamos honrados em receber a delegação chinesa. Esta é uma oportunidade de estreitar nossos laços e mostrar a viabilidade para a construção desse corredor”, afirmou o Secretário Especial do Novo PAC, Maurício Muniz.

Na terça-feira (15), a comitiva também se reuniu, no Palácio do Planalto, com representantes dos governos de Mato Grosso, Goiás, Rondônia e Acre. No encontro, foram apresentadas características econômicas dos estados, incluindo dados sobre produção, infraestrutura, cultura e exportação. Foram abordadas questões sobre o planejamento das redes ferroviária, rodoviária e aquaviária.

A delegação também fará visitas ao Porto de Ilhéus, a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) e o Porto de Santos, onde conhecerão o projeto do futuro Túnel Santos-Guarujá.



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Brasil exporta mais carne bovina em março e fatura US$ 1,2 bilhões



As exportações de carne bovina do Brasil em março, considerando a proteína in natura, mais carnes processadas e miudezas comestíveis, subiram 41% em volume ante março de 2024, com 289.978 toneladas, e 42% na receita, com US$ 1,216 bilhão.

As informações foram divulgadas pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O preço médio por tonelada exportada subiu levemente, na base de 0,84% para R$ 4.193.

No primeiro trimestre deste ano, as exportações totais de carne bovina acumulam 74.125 toneladas, avanço de 11% em relação a 2024. A receita, por sua vez, cresceu, na mesma base comparativa, 21%, para US$ 3,282 bilhões. O preço médio subiu de US$ 4.033 por tonelada para US$ 4.399 por tonelada, informou a Abrafrigo.

Países que mais importam carne do Brasil

A China segue sendo o principal comprador da carne bovina brasileira, tendo adquirido, nos três primeiros meses do ano, 276.337 toneladas, ou 1,25% mais (exportações totais), e desembolsado US$ 1,357 bilhão, ou 11% a mais.

“No ano passado, a China participou com 45,1% das receitas com as vendas totais de carne bovina do Brasil no trimestre, e, neste ano, a participação relativa caiu para 41,3%”, diz a entidade.

Em seguida, vêm os Estados Unidos, que adquiriu 164.642 toneladas de carne bovina no primeiro trimestre, volume 46,7% acima de igual período de 2024. A receita subiu 68,7%, para US$ 557,15 milhões.

A Abrafrigo destaca que a participação relativa dos EUA nas receitas totais de exportação total de carne bovina cresceu de 12,2% no primeiro trimestre de 2024 para 17% de janeiro a março de 2025.



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Café robusta projeta alta nas exportações



O mês de março foi marcado por uma queda nas exportações brasileiras de café, resultado, principalmente, da diminuição dos embarques da variedade robusta verde. Dados do Cecafé analisados pelo Cepea mostram que a quantidade escoada do grão pelo Brasil no último mês foi de apenas 138,6 mil sacas.

O montante representa um recuo significativo de 40% no comparativo com o mês de fevereiro. A queda é maior ainda na comparação com o mesmo período de 2024, onde foram exportadas 862,6 mil sacas de robusta verde, de acordo com o instituto.

O centro de pesquisas afirma ainda que esta queda nas exportações do robusta vem sendo registrada desde dezembro de 2024. Assim, a redução dos envios externos está relacionada principalmente à baixa disponibilidade doméstica do produto.

Apesar disso, a perspectiva do Cepea é positiva para o futuro das exportações de café. Isso se dá pelo fato de que a colheita do grão no Espírito Santo, principal estado produtor, está às vésperas de começar, com perspectiva de se intensificarem em maio. Dessa forma os embarques deverão aumentar no segundo semestre.

*Com supervisão de Thiago Dantas



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AgroNewsPolítica & Agro

GSI apresenta inovações para o segmento de pós-colheita na Agrishow 2025



Durante a Agrishow , visitantes poderão conhecer de perto as tecnologias da empresa


Foto: Rogerio Barbosa

A GSI, referência global em equipamentos para armazenagem e secagem de grãos, confirma sua presença na Agrishow 2025, que acontece de 28 de abril a 02 de maio, em Ribeirão Preto (SP). Neste ano, a empresa chega à feira com novidades voltadas para a área de pós-colheita de grãos, oferecendo soluções inovadoras que impulsionam a produtividade e a segurança na gestão e operação de armazéns.

A conectividade proporcionada pelo Painel do Secador, integrado ao Process Dryer, poderá ser conferida na Agrishow. Essa tecnologia oferece controle preciso e eficiente da operação de secagem de grãos, sendo fundamental para otimizar a gestão da operação. O painel permite o monitoramento remoto e em tempo real do secador, possibilitando o ajuste de parâmetros como temperatura e umidade de forma intuitiva.

Outro destaque do evento é o lançamento da Grain Cleaner EC, uma solução de ponta para a limpeza de grãos, desenvolvida para atender as mais exigentes condições de operação. O equipamento enclausurado reduz a emissão de pó e proporciona um processo mais eficiente e seguro, ideal para aplicações que demandam alta performance e controle de processos. A tecnologia inovadora combina peneiramento e separação gravitacional por ar, distribuindo os grãos de forma uniforme para uma limpeza otimizada, com menor necessidade de mão de obra e maior segurança operacional.

No evento, o produtor também terá a oportunidade de conhecer a parceria estratégica da GSI com o Banco DLL, que traz condições diferenciadas de financiamento para investimentos em armazenagem. A iniciativa visa facilitar o acesso ao crédito para produtores e empresas do setor, disponibilizando modalidades do BNDES e soluções próprias do banco, garantindo mais agilidade e assertividade na ampliação da capacidade de armazenagem.

Com um portfólio robusto de soluções integradas, a GSI reafirma seu compromisso com a inovação e a conectividade, oferecendo equipamentos que transformam a gestão do armazenamento e processamento de grãos. Durante a Agrishow 2025, os visitantes poderão conhecer de perto as tecnologias da empresa e entender como essas soluções podem agregar valor ao seu negócio.

 





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Mercado brasileiro de milho segue lento, mesmo com recuo nos preços



O mercado brasileiro de milho deve manter um ritmo bastante moroso na comercialização. O cereal voltou a registrar queda nas cotações em alguns estados, o que pode favorecer um maior ímpeto de compra. No entanto, de modo geral, os consumidores seguem na defensiva, aguardando recuos mais expressivos nos preços.

No cenário internacional, a Bolsa de Chicago opera em alta, em um movimento de recuperação técnica após as perdas recentes. Já o dólar recua frente ao real, o que deve limitar os negócios voltados à exportação.

Nesta terça-feira (15), o mercado brasileiro de milho registrou preços estáveis e, em alguns casos, mais baixos. Segundo o consultor da Safras & Mercado, Paulo Molinari, houve leves quedas em algumas praças, como Goiás e Minas Gerais. No entanto, ainda não há espaço para baixas em São Paulo e na região Sul do Brasil. “O mercado está tentando entrar em transição para a safrinha”, comenta.

No Porto de Santos, o preço variou entre R$ 77,50 e R$ 80,00 por saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, as cotações ficaram entre R$ 77,20 e R$ 80,00 por saca.

Confira os preços do milho em algumas praças do Brasil:

  • Paraná: R$ 75,00 a R$ 76,00/saca (Cascavel)
  • São Paulo: R$ 84,00 a R$ 86,00/saca (Mogiana); R$ 88,00 a R$ 90,00/saca (Campinas – CIF)
  • Rio Grande do Sul: R$ 75,00 a R$ 76,00/saca (Erechim)
  • Minas Gerais: R$ 79,00 a R$ 80,00/saca (Uberlândia)
  • Goiás: R$ 77,00 a R$ 80,00/saca (Rio Verde – CIF)
  • Mato Grosso: R$ 76,00 a R$ 80,00/saca (Rondonópolis)

Bolsa de Chicago

Os contratos com vencimento em maio de 2025 foram cotados a US$ 4,82 ¾ por bushel, alta de 1,50 centavo (0,31%) em relação ao fechamento anterior.

Após dois dias consecutivos de queda, o mercado tenta um movimento de recuperação técnica. O cereal encontra suporte na recente desvalorização do dólar frente a outras moedas, fator que melhora a competitividade do produto dos Estados Unidos no mercado externo.

No entanto, o receio de que as tarifas impostas pelos EUA a outros mercados afetem a demanda global limita uma alta mais consistente nas cotações.

Na segunda-feira (14), os contratos com entrega em maio de 2025 encerraram o dia com baixa de 3,75 centavos (0,7%), cotados a US$ 4,81 ¼ por bushel. Já os contratos com entrega em julho de 2025 fecharam com recuo de 3,25 centavos (0,65%), cotados a US$ 4,89 ½ por bushel.



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900 toneladas de farinha “batizada” são apreendidas durante operação


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Polícia Militar do Paraná (PM/PR) conseguiram apreender cerca de 900 toneladas de farinha de origem animal que estavam sendo produzidas de forma irregular no interior do estado.

A Operação Ronda Farinha Batizada contou com o trabalho dos dois órgão, visando combater a produção e comercialização clandestina do produto para alimentação de diversas espécies. A ação foi coordenada pelo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SIPOA) e teve o apoio de servidores do 8º SIPOA.

A operação ocorreu no município de Arapongas (PR), onde foram fiscalizados dois endereços suspeitos de fabricar e comercializar produtos destinados à alimentação animal com falsificação do selo de inspeção federal, operando sob condições higiênico-sanitárias inadequadas.

Durante a ação, no dia 9 de abril, foram apreendidos matérias-primas e produtos acabados em situação irregular perante o Mapa. A equipe flagrou a utilização de produtos de estabelecimentos sem registro no Mapa, misturas irregulares e diluições não permitidas.

Ao todo, foram emitidos dois termos de suspensão de atividades, um auto de infração e um termo de apreensão, resultando na apreensão de 933.600 kg de produtos, causando um prejuízo aos infratores de aproximadamente R$ 2.3 milhões.

“A utilização de produtos provenientes de estabelecimentos sem registro no Mapa pode comprometer a saúde do rebanho e causar efeitos deletérios na saúde humana devido à possível presença de resíduos nos produtos de origem animal”, destacou a auditora fiscal federal agropecuária (Affa), Andréa Mônica Moretti Barbosa.

Operação Ronda Farinha Batizada PMPR e MapaOperação Ronda Farinha Batizada PMPR e Mapa
Operação Ronda Farinha Batizada contou com o apoio da Polícia Militar de Arapongas Foto: divulgação / Mapa

O Ministério da Agricultura e Pecuária também ressalta a importância de que os produtos destinados à alimentação animal sejam provenientes de estabelecimentos registrados junto ao Mapa, com o número de registro informado através do carimbo de fiscalização federal impresso na embalagem.

O Mapa informa que essas ações são essenciais para coibir práticas de concorrência desleal e garantir a segurança alimentar dos animais e, consequentemente, dos seres humanos.

Consumidores que se depararem com produtos sem o referido carimbo podem encaminhar denúncias pelo canal oficial Fala.BR e consultar a veracidade do número de registro do estabelecimento no site do Ministério.



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MapBiomas indica redução nas áreas de incêndio no primeiro trimestre



Nos três primeiros meses de 2025, a extensão de todas as áreas atingidas por incêndios no país somou 912,9 mil hectares. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando foram registrados 2,1 milhões de hectares, houve uma redução de 70% no território nacional atingido pelo fogo.

Do total das áreas queimadas 78% são de vegetação nativa, sendo que 43% do que foi consumido pelo fogo eram de formação campestre.

Áreas que tiveram mais incêndios

Roraima foi o que mais queimou nesses três meses, somando 415,7 mil hectares. O Pará foi o segundo mais atingido, com 208,6 mil hectares queimados e o Maranhão perdeu 123,8 mil hectares para o fogo, sendo o terceiro na lista. Entre as cidades, Pacaraima e Normandia, ambas em Roraima, foram as mais afetadas, com 121,5 mil e 119,1 mil hectares, respectivamente.

Segundo o pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Felipe Martenexen, Roraima vivencia sua estação seca no início do ano, o que torna o estado particularmente vulnerável às queimadas nesse período.

“Os dados do primeiro trimestre de 2025 refletem essa sazonalidade climática, com Roraima despontando como o principal foco de fogo no país”, explica

Os números foram divulgados nesta quarta-feira (16) e são do Monitor do Fogo, uma ferramenta do MapBiomas que utiliza imagens de satélite para mapear cicatrizes de fogo em todo o país.

“A ocorrência do período de chuvas contribui para essa diminuição das queimadas. No entanto, o Cerrado se destacou com a maior área queimada no primeiro trimestre em comparação aos últimos anos, o que reforça a necessidade de estratégias específicas de prevenção e combate ao fogo de cada bioma”, alerta a pesquisadora do Mapbiomas Fogo, Vera Arruda.

Biomas

Entre janeiro e março de 2025, o Cerrado teve aumento de 12% nos incêndios em relação ao mesmo período do ano anterior. Foram 91,7 mil hectares queimados, ficando 106% acima da média histórica desde 2019.

Também cresceram em área atingida pelo fogo a Mata Atlântica e o Pampa. Em relação a 2024, as áreas queimadas aumentaram 7% e 1,4%, respectivamente. Enquanto a Mata Atlântica teve 18,8 mil hectares atingidos, o Pampa teve 6,6 mil hectares queimados.

A Amazônia, apesar de ter registrado queda de 72% na área queimada em relação aos três primeiros meses de 2024, foi o bioma mais atingido em extensão no mesmo período de 2025. Foram 774 mil hectares queimados, representando 78% do total nacional.

“É importante entendermos que a estação seca de 2025, que se aproxima, possivelmente ainda será forte, o que pode reverter essa condição de redução” diz a diretora de Ciência do Ipam e coordenadora do Mapbiomas Fogo.

O Pantanal e a Caatinga também observaram redução nas suas áreas queimadas durante os três primeiros meses de 2025. Eles tiveram, respectivamente, 10,9 e 10 mil hectares atingidos pelo fogo, que representaram reduções de 86% e 8% em relação ao mesmo período de 2024.

Março

No último mês do primeiro trimestre deste ano, o fogo alcançou 106,6 mil hectares do país, o equivalente a 10% da área total de incêndios nos meses analisados. Na comparação com março de 2024, foram 674,9 mil hectares a menos queimados, o que representa redução de 86%.

Do total no mês, a Amazônia queimou 55,1 mil hectares; o Cerrado, 37,8 mil hectares, a Caatinga 2,2 mil hectares, Mata Atlântica, 9,2 mil hectares, o Pampa 1,5 mil hectares e o Pantanal, 561 hectares.



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