segunda-feira, maio 25, 2026

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Chuva favorece caqui em Caxias do Sul



A colheita de caqui segue em ritmo acelerado




Foto: Pixabay

A colheita de caqui segue em ritmo acelerado na região administrativa de Caxias do Sul, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar. A chuva registrada no período contribuiu para a recuperação da umidade do solo e do ar, condições que estavam comprometidas anteriormente.

De acordo com o informativo, a redução nas temperaturas também colaborou para a melhora no calibre e na turgidez dos frutos, além de beneficiar o desenvolvimento das plantas. “As condições climáticas mais amenas favoreceram a qualidade dos frutos e o bem-estar dos pomares”, informou a Emater/RS-Ascar.

A colheita está sendo realizada tanto em pomares em estágio avançado quanto naqueles onde foi aplicada giberelina, substância usada para retardar a maturação das frutas. A avaliação fitossanitária aponta que não há ocorrências relevantes de doenças ou pragas, mantendo o estado das plantações dentro da normalidade.

No entanto, mesmo com a boa condição das lavouras, os preços seguem em queda. A principal causa apontada pela Emater é a elevação da oferta de caquis provenientes de outras regiões do país, o que tem pressionado o mercado local. O preço da fruta varia entre R$ 2,50 e R$ 3,50 por quilo, conforme o calibre dos frutos.





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Embrapa Soja celebra 50 anos comemorando sucesso da soja no Brasil


No dia 16 de abril de 2025, a Embrapa Soja, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, completa 50 anos com uma série de ações comemorativas para celebrar sua contribuição no desenvolvimento da soja no Brasil, hoje maior produtor mundial de soja com 167 milhões de toneladas, na safra 2024/25, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).Como parte das comemorações, a Embrapa Soja está organizando uma publicação que irá abordar a relevância da soja, a contribuição da Embrapa e seus parceiros para a sojicultura brasileira, assim como pensar e projetar o futuro da pesquisa e os novos caminhos para esta cultura. Também elaborou um hotsite que reúne um histórico de sua atuação, a partir de uma linha do tempo, assim como as principais linhas de pesquisa atuais e a história da cultura soja, com indicação de publicações gratuitas para baixar: www.embrapa.br/soja/50anos.

Eventos comemorativos – No dia 26 de maio, na sede da Embrapa Soja, em Londrina (PR), às 13h30, será realizado o workshop Embrapa Soja 50 anos: histórico e perspectivas, cujo objetivo é debater o papel da Embrapa Soja na liderança brasileira na produção mundial de soja, assim o desenvolvimento tecnológico e inovação como base para manutenção da sustentabilidade produtiva de soja brasileira. O evento é aberto ao público, mediante inscrição pelo site da Embrapa Soja: www.embrapa.br/soja.

Entre os dias 21 e 24 de julho de 2025, a Embrapa Soja realiza o X CBSoja e Mercosoja 2025 (CBSoja), em Campinas-SP. Com o tema “100 anos de soja no Brasil: pilares para o amanhã”. Em sua décima edição, o Congresso irá celebrar os 50 anos da Embrapa Soja e debater os principais pilares da cadeia produtiva, com foco na agregação de valor e no desenvolvimento de uma agricultura sustentável, com base tecnológica e inovação digital. A programação inicial e inscrições estão disponíveis no site: cbsoja.com.br.

Contribuições históricas

Quando a Embrapa Soja foi criada, em 1975, o Brasil era importador de alimentos e a produção nacional de soja era de, aproximadamente, 10 milhões de toneladas. “O incremento da produção brasileira, ao longo de 50 anos, vem sendo baseado em ciência e inovação. O Brasil consegue, assim, produzir mais em menos espaço e com bastante eficiência e competitividade”, destaca o chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno.

Segundo Nepomuceno, em 1975, a Embrapa Soja tinha o propósito de desenvolver tecnologias para produção de soja no Brasil, porém, a instituição tornou-se referência mundial em pesquisa para a cultura em regiões tropicais.  “Até 1970, os plantios comerciais de soja no mundo restringiam-se a regiões de climas temperados e subtropicais, cujas latitudes estavam próximas ou superiores aos 30º. Os pesquisadores da Embrapa Soja e seus parceiros romperam essa barreira, ao desenvolver variedades adaptadas às condições tropicais com baixas latitudes”, conta Nepomuceno. A Embrapa Soja teve protagonismo no desenvolvimento da soja brasileira, tanto que, em 50 anos, a instituição desenvolveu cerca de 440 cultivares de soja. Para apoiar os programas de melhoramento genético, a Embrapa Soja possui um dos maiores bancos ativos de germoplasma de soja do mundo – uma coleção de sementes com mais de 65 mil acessos de soja.

Além do desenvolvimento de cultivares, criou-se um sistema para produção de soja tropical. “Isso inclui recuperação/manutenção da fertilidade do solo, técnicas de manejo da cultura, controle de plantas daninhas e pragas e doenças, melhoria da qualidade das sementes, entre outras. Esse conjunto de tecnologias tem permitido a sustentabilidade agrícola da cultura da soja no Brasil”, reforça Nepomuceno.

A adoção do Manejo Integrado de Insetos (MIP-Soja), por exemplo, permite reduzir o uso de inseticidas na lavoura em 50%, garantindo maior lucratividade ao sojicultor, além de maior preservação ambiental, explica Nepomuceno. Outra contribuição ao sistema produtivo da soja foi a inoculação com bactérias fixadoras de N (rizóbios). Somente em 2023, essa solução propiciou uma economia estimada de 25 bilhões de dólares, ao dispensar o uso de adubos nitrogenados. A Embrapa Soja estima esse valor considerando a área de soja, a produção de soja, o valor do fertilizante (ureia), e a eficiência de uso do fertilizante nitrogenado. Em 2014, a Embrapa Soja identificou outra bactéria benéfica que estimula o crescimento da soja (Azospirillum). A associação dessas bactérias resulta em ganhos de produtividade da ordem de 16%, por ano. A fixação biológica de nitrogênio utilizada na cultura da soja também permite redução de emissão de gases de efeito estufa.

“A preocupação com a sustentabilidade dos sistemas produtivos sempre foi uma prioridade que norteia as ações da cadeia produtiva da soja”, reforça Nepomuceno. “Além disso, nossas pesquisas estão direcionadas para o aumento da produtividade com racionalização de custos, permitindo a obtenção de renda adequada ao produtor, segurança alimentar e benefícios sociais”, avalia.

A Embrapa Soja também tem forte contribuição para a implementação de políticas públicas, a exemplo do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC-Soja), do vazio sanitário da soja, de normativas na área qualidade de sementes e grãos e de regulamentação de misturas em tanque de agrotóxicos, entre outras ações. 

Embrapa Soja do século XXI – Para colaborar com sustentabilidade produtiva da soja, atualmente, a Embrapa vem fortalecendo suas ações em quatro eixos de pesquisa: Genética Avançada, Bioinsumos, Soja Baixo Carbono e Agricultura Digital. Pesquisas vêm sendo direcionadas para aumentar a participação de insumos biológicos no controle de insetos-praga e doenças e na promoção do crescimento de plantas, bem como a substituição de fertilizantes de origem não renovável por insumos de base biológica.

Nestas primeiras décadas do século atual, a biologia molecular e a engenharia genética têm produzido mudanças no desenvolvimento de novas cultivares de soja. Os pesquisadores da Embrapa Soja vem utilizando seleção assistida por marcadores moleculares no melhoramento vegetal para desenvolver cultivares, o que traz maior máxima eficiência, rapidez e com baixo custo. “A utilização da edição gênica permite avanços rápidos no melhoramento genético para uma grande amplitude de características, como, por exemplo, melhoramento da qualidade do óleo e da proteína, assim como resistência a doenças, cultivares de soja mais tolerantes às adversidades climáticas”, explica Nepomuceno.

Aliado a isso, diferentes tecnologias pretendem contribuir para a conservação dos recursos ambientais e a mitigação da emissão de gases causadores do efeito estufa. O Programa Soja Baixo Carbono, por exemplo, está criando diretrizes e protocolos para certificar a sustentabilidade da produção de soja brasileira, tornando tangíveis aspectos qualitativos e quantitativos das emissões e do sequestro de carbono no processo de produção do grão. Está sendo pautado na mensuração dos benefícios e na certificação das práticas de produção que comprovadamente reduzam a emissão de Gases de Efeito Estufa.

A transformação digital é outra vertente de pesquisa que vem trazendo mudanças no campo, por meio de soluções de conectividade, sensoriamento remoto, sensores, drones, entre outras. “A agricultura digital potencializa o planejamento e o monitoramento das lavouras, a racionalização no uso de insumos facilitando e aumentando a eficiência do produtor em suas decisões, permitindo o incremento da produtividade e da rentabilidade”, defende Nepomuceno.

Perfil da Embrapa Soja

A Embrapa Soja é uma das 43 unidades de pesquisa da Embrapa. Fundada em 16 de abril de 1975, em Londrina (PR), a Embrapa Soja tem seu histórico pautado no desenvolvimento de soluções tecnológicas para a cultura da soja. A Embrapa Soja defende e orienta sobre práticas de manejo responsável que vão desde a semeadura até a pós-colheita da soja. As tecnologias são colocadas a serviço da sustentabilidade dos sistemas de produção e atendem diferentes perfis e tamanhos de propriedades agrícolas, contribuindo para a rentabilidade do produtor, gerando assim benefícios para toda a sociedade. A Embrapa Soja também estimula o desenvolvimento do trigo no Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul e teve uma contribuição importante para o estabelecimento da cultura de girassol no Brasil.

Sua sede, no distrito de Warta, dispõe de 22.390 m2 de área construída, divididos em 34 casas de vegetação, 34 laboratórios, auditório com salas de apoio, biblioteca, restaurante, garagem para veículos e máquinas agrícolas, galpões de apoio, cozinha experimental e prédios administrativos. A Embrapa Soja possui ainda dois campos experimentais: a Fazenda Maravilha (Londrina-PR), onde são feitas pesquisas na área de Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF) e de manejo de solo e a Fazenda Modelo, localizada em Ponta Grossa (PR), onde são conduzidas atividades de melhoramento genético e de produção de sementes. Atualmente, a Embrapa Soja conta com 252 empregados, sendo 61 pesquisadores, a maioria com doutorado e pós-doutorado em diversas áreas do conhecimento. 





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Exportações somam US$ 12,9 bi até 2ª semana de abril


A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,6 bilhão na segunda semana de abril, conforme dados divulgados nesta segunda-feira (14) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No acumulado do mês, o saldo positivo somou US$ 3,2 bilhões, com uma corrente de comércio de US$ 22,5 bilhões, resultado de US$ 12,9 bilhões em exportações e US$ 9,7 bilhões em importações.

No acumulado de 2025 até a segunda semana de abril, o superávit da balança comercial alcança US$ 13,2 bilhões. As exportações totalizam US$ 90,2 bilhões, enquanto as importações chegam a US$ 77 bilhões. A corrente de comércio no período é de US$ 167,2 bilhões.

A Secex aponta que, até a segunda semana do mês, houve crescimento de 8,3% nas exportações do setor agropecuário, que somaram US$ 3,57 bilhões. Já a indústria extrativa registrou queda de 9,9%, atingindo US$ 2,75 bilhões. A indústria de transformação teve alta de 7,5%, com vendas de US$ 6,46 bilhões. Segundo o ministério, “a combinação desses desempenhos resultou em aumento do total exportado no mês”.

Entre os produtos com maiores avanços nas exportações, destacam-se o milho não moído, com alta de 228,6%, o café não torrado (23,5%) e a soja (6,3%). Na indústria extrativa, cresceram as vendas de pedra, areia e cascalho (121,1%), minérios de Cobre (19%) e minérios de níquel (170,9%). A indústria de transformação se destacou com aumentos nas exportações de carne bovina (26,6%), produtos de Ferro ou aço (96,5%) e ouro não monetário (92,8%).

Apesar do desempenho geral positivo, alguns produtos apresentaram recuos. Na agropecuária, houve queda nas vendas de trigo e centeio não moídos (-63,3%), animais vivos (-19,6%) e algodão em bruto (-12,2%). Também houve recuos nas exportações de minério de ferro (-17,4%) e petróleo bruto (-9,3%). Na indústria de transformação, caíram as vendas de açúcares (-23%) e de bombas e compressores (-59,9%).

No lado das importações, houve crescimento de 28,2% na agropecuária, com compras de US$ 290 milhões. A indústria extrativa teve retração de 4,1%, somando US$ 630 milhões. Já a indústria de transformação avançou 8,5%, alcançando US$ 8,69 bilhões.

Entre os itens que puxaram as importações, destacam-se o milho (226,6%), o café não torrado (11.961,4%) e o cacau (524,9%). Também aumentaram as compras de fertilizantes brutos (234,3%), gás natural (31,5%) e medicamentos (43,1%). Em sentido oposto, recuaram as importações de soja (-89,3%), pescados (-20,8%), produtos hortícolas (-29,3%) e petróleo bruto (-19,9%).





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EUA farão auditoria no sistema de sanidade pecuária brasileiro em maio


Os Estados Unidos farão em maio uma vistoria no sistema de sanidade pecuária brasileiro. A auditoria, realizada a cada dois anos, foi comunicada pelo Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar (FSIS, na sigla em inglês) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

As visitas técnicas serão feitas no serviço oficial brasileiro e incluirão frigoríficos habilitados a exportar carne bovina para o país.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, ressaltou que se trata de uma auditoria de rotina sobre o sistema de exportação como um todo e não será voltado a empresas específicas.

“Alguns países, quando abrem mercado para o Brasil, fazem auditoria de rotina para verificar as garantias do sistema. É uma prática rotineira e previamente agendada que visa aferir se o Brasil tem condições de manter as garantias do protocolo acordado entre os países”, disse o secretário.

De acordo com ele, a auditoria tende a se concentrar sobre o serviço oficial brasileiro, incluindo processo de documentação e inspeção, podendo abranger visitas em frigoríficos por amostra. “Às vezes, uma determinada planta é escolhida por facilidade logística. É uma agenda rotineira dentro da prática de manutenção de mercados”, esclareceu Rua.

Frigoríficos que exportam aos EUA

Atualmente, o Brasil possui 55 frigoríficos e armazéns habilitados a exportar carne para os Estados Unidos, incluindo unidades das gigantes de carnes JBS, Minerva, BRF e Marfrig, de acordo com levantamento da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

“É uma missão técnica de rotina, prevista no processo de equivalência entre os sistemas de inspeção dos dois países. Desde a reabertura do mercado em 2017, o Brasil já foi auditado em 2017, 2019, 2020 e 2022 – sem nenhuma relação com medidas punitivas ou episódios de não conformidade”, disse em nota o presidente da Abiec, Roberto Perosa.

“A ação ocorre, em média, a cada dois anos, com foco na verificação de procedimentos técnicos e laboratoriais, como parte do protocolo de manutenção do comércio entre os países”, acrescentou.

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Foto: Reprodução

Fontes do setor refutam qualquer relação entre a vistoria e as recentes medidas protecionistas adotadas pelo governo Donald Trump. “Não é governo Trump. Não tem relação com tarifaço ou qualquer imbróglio comercial. É de praxe”, reforçou um interlocutor.

Os Estados Unidos foram o segundo principal destino das exportações brasileiras de carne bovina no ano passado, com embarques de 229 mil toneladas e faturamento de US$ 1,350 bilhão.

Atualmente, o Brasil pode exportar 65 mil toneladas de carne bovina para os Estados Unidos isentas de imposto, conforme cota estabelecida entre os países. Volumes fora desse montante são sujeitos a imposto de 36,4%, considerando a tarifa adicional de 10% aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos importados do Brasil.



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Embarcação é apreendida por pesca predatória em reserva de Niteroi



Mais de 400 quilos de pescado foram apreendidos pela Polícia Federal numa ação conjunta com o Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (Inea) na Reserva Extrativista Marinha de Itaipu (Resex Itaipu), na região oceânica de Niterói, para combater a pesca predatória.

Duas embarcações praticavam a pesca predatória na Praia de Itacoatiara, dentro da área da unidade de conservação, o que é proibido por lei.

Os barcos utilizavam uma rede, com 400 metros de comprimento, capturando inclusive espécies ameaçadas de extinção como a raia viola. A maioria do pescado apreendido era sardinha da espécie boca torta.

Os produtos apreendidos foram doados para as comunidades do Preventório, em Niterói, e do Rato Molhado, em Itaipu, beneficiando cerca de 100 pessoas.

Autuação da pesca

O proprietário da embarcação foi conduzido para a Delegacia da Polícia Federal de Niterói onde foi autuado em flagrante. Ele responderá pela prática do crime de pesca ilegal, cuja pena pode chegar até três anos de reclusão, além de multa.

O dono do barco também foi autuado pelo Inea por praticar pesca predatória. A multa pode chegar a R$ 100 mil, com acréscimo de R$ 10 por quilo do produto apreendido.



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Rota marítima direta entre Brasil e China reduzirá transporte em 30 dias



Os portos de Salvador, na Bahia, e de Santana, no Amapá, passam a integrar a primeira rota marítima direta entre o Brasil e a China. Desta forma, produtos agropecuários nacionais poderão ser recebidos pelo Porto de Gaolan, no sul do território chinês, sem escalas.

O novo trajeto é considerado estratégico para o desenvolvimento das regiões Norte e Nordeste brasileiras. A expectativa é que produtos como soja, carne bovina e celulose devem ter escoamento mais ágil, enquanto insumos industriais e tecnológicos da Ásia também chegarão com maior rapidez e menor custo.

Na cerimônia de lançamento da rota marítima, realizada nessa terça-feira (15), em Brasília, a delegação do Grupo Parlamentar Brasil-China ressaltou que a duração de transporte entre os dois países pode ser reduzida em até 30 dias. Além disso, calcula-se redução de cerca de 30% nos custos de frete.

Um dos produtos brasileiros que devem se beneficiar desse trajeto são as frutas, alimentos altamente perecíveis que têm um prazo de validade curto. O presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas),
Guilherme Cruz de Souza Coelho, comemora a nova rota.

“Para a fruticultura é fantástico. Nós temos o mercado aberto tanto de uva como de melão. Estaremos na China em maio com mais de 40 exportadores e essa rota significa que está consolidada essa logística para que possamos chegar com as nossas frutas na China.”



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Safra de grãos em Goiás deve bater recorde em 2025



Soja, milho e feijão puxam alta da produção




Foto: Divulgação

Segundo as informações divulgadas pela Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) sobre a estimativa divulgada na úlitma quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), o produção de cereais, leguminosas e oleaginosas em Goiás deve alcançar 38,4 milhões de toneladas na safra de 2025. O número representa um crescimento de 19% em relação à safra de 2024, quando o estado colheu 32,3 milhões de toneladas.

O resultado do levantamento projeta a maior safra da série histórica da pesquisa. “Esse crescimento é reflexo direto da expansão da área plantada e da melhora no rendimento das lavouras”, informou a pasta.

A área colhida no estado passou de 7,8 milhões para 8,1 milhões de hectares entre 2024 e 2025, um aumento de 3,7%. Ao mesmo tempo, o rendimento médio das principais culturas também avançou, influenciado por condições climáticas favoráveis e adoção de tecnologias no campo.

De acordo com o divulgado pela Seapa, entre os cultivos que puxaram a alta estão o milho e o feijão, com crescimento previsto tanto nas safras de verão quanto nas safras de inverno. A soja, principal cultura do estado, tem estimativa de aumento de 17,3% na produção. Mesmo com redução na área plantada de trigo, a produtividade do cereal deve crescer 25%, o que mostra o impacto direto do investimento em manejo e tecnologia.

Ainda segundo o levantamento do IBGE, todas as culturas mencionadas apresentam rendimento superior ao registrado no ciclo anterior.





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Boi gordo: indústria reage e cotações têm queda; confira os preços



O mercado físico do boi gordo se deparou com tentativas de compra abaixo da referência média no decorrer desta quarta-feira (16), com destaque para o posicionamento da indústria frigorífica em São Paulo e Mato Grosso do Sul, informa a consultoria Safras & Mercado.

“Após um dia de intensa alta, as indústrias conseguiram colocar uma quantidade significativa de animais na escala, o que permitiu um rápido recuo dos preços. O fato é que a continuidade ou não do movimento de alta depende do escoamento da carne no feriado prolongado, e de que maneira esse escoamento vai impactar nas estratégias das indústrias”, disse Fernando Henrique Iglesias, analista da empresa.

  • São Paulo: R$ 331,83 – ontem: R$ 333
  • Goiás: R$ 320,36 – na terça: R$ 321,96
  • Minas Gerais: R$ 324,41 –  anteriormente: R$ 320,88
  • Mato Grosso do Sul: R$ 319,77 – ontem: R$ 328,75
  • Mato Grosso: R$ 329,73 – na terça: R$ 331,35

Mercado atacadista

O mercado atacadista segue com preços firmes para a carne bovina, ainda em perspectiva de alta, com projeção de bom escoamento no decorrer da semana em função do feriado prolongado.

“Mais uma vez é importante mencionar que as exportações seguem em altíssimo nível, em um ano em que o Brasil pode estabelecer um novo recorde de embarques na atual temporada”, assinalou Iglesias.

O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 20,00 por quilo, o traseiro é cotado a R$ 26,00 por quilo e a ponta de agulha permanece a R$ 18,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em queda de 0,41%, sendo negociado a R$ 5,8662 para venda e a R$ 5,8642 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,8518 e a máxima de R$ 5,9158.



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Alerta laranja! Chuvas de até 100 mm podem atingir todos os estados do Sudeste



Áreas de instabilidade devem provocar chuvas fortes, com rajadas de vento de até 100 km/h nos quatro estados da Região Sudeste. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a condição climática (Alerta Laranja) tem grau de severidade considerado perigoso, com riscos potenciais à população.

A chuva pode acumular entre 30 e 60 mm por hora, ou entre 50 e 100 mm ao dia, acompanhada de ventos intensos (60 a 100 km/h). O órgão meteorológico alerta para risco de cortes de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

Áreas atingidas pela chuva

  • Minas Gerais: Zona Central, Zona da Mata, Oeste, Sul, Sudoeste, Região Metropolitana de Belo Horizonte, Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, Campo das Vertentes, Jequitinhonha e Norte do estado.
  • Espírito Santo: Vale do Rio Doce, regiões Central, Sul e Noroeste do estado.
  • São Paulo: Campinas, Ribeirão Preto, Araraquara, Vale do Paraíba, Piracicaba e Região Metropolitana de São Paulo.
  • Rio de Janeiro: Regiões Noroeste, Norte e Sul Fluminense.

Alerta Amarelo

Outra grande área do território brasileiro também segue em estado de atenção por causa da chuva, porém com menor intensidade. Todos os estados do Centro-Oeste — incluindo o Distrito Federal —, parte de São Paulo, Acre, Amazonas e Rondônia estão sob essa condição.

Instruções

O Inmet orienta que, em caso de rajadas de vento, as pessoas não se abriguem debaixo de árvores, devido ao risco de quedas e descargas elétricas, e que evitem estacionar veículos próximos a torres de transmissão ou placas de propaganda.

“Se possível, desligue aparelhos elétricos e o quadro geral de energia. Obtenha mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193)”, informa o comunicado.



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Mesmo sem grandes movimentos, preços da soja sobem nesta quarta-feira; saiba onde



O mercado brasileiro de soja não teve grandes movimentos nesta quarta-feira. Os preços operaram de forma mista, com Chicago e o dólar em direções opostas, enquanto os prêmios ficaram entre estáveis e levemente mais fracos. Segundo o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, apesar dos preços atuais ainda serem considerados atrativos, o spread pedido pelo vendedor aumentou.

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“O produtor, atento ao conflito comercial, tem adotado uma postura mais cautelosa. Após ter aproveitado boas oportunidades de venda nas últimas semanas, agora prefere segurar esperando preços mais firmes”, aponta.

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): estabilizou em R$ 132,00
  • Santa Rosa (RS): estabilizou em R$ 133,00
  • Porto de Rio Grande (RS): caiu de R$ 139,50 para R$ 138,00
  • Cascavel (PR): estabilizou em R$ 131,00
  • Porto de Paranaguá (PR): estabilizou em R$ 137,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 118,00 para R$ 119,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 122,00 para R$ 123,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 118,00 para R$ 119,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira em leve alta. A queda do dólar frente a outras moedas – dando competitividade aos produtos de exportação dos Estados Unidos, sinais de que a China estaria pronta para negociar tarifas com o governo Trump e o excesso de chuvas sobre parte do cinturão produtor, atrasando o plantio, garantiram a moderada elevação.

Mas qualquer movimento de alta segue limitado pelas incertezas sobre os próximos passos da guerra comercial entre China e Estados Unidos, apesar do otimismo de hoje entre os investidores. A ampla safra sul-americana e a fraca demanda chinesa pelo produto americano completam a lista de fatores limitantes à recuperação.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 2,75 centavos de dólar ou 0,26% a US$ 10,38 3/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 10,50 1/4 por bushel, ganho de 3,75 centavos ou 0,35%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 3,20 ou 0,79% a US$ 304,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 48,00 centavos de dólar, com alta de 0,16 centavo ou 0,33%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em queda de 0,41%, negociado a R$ 5,8662 para venda e a R$ 5,8642 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,8518 e a máxima de R$ 5,9158.



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