segunda-feira, maio 25, 2026

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FecoAgro/RS alerta para gravidade do endividamento rural


A crise enfrentada pelos produtores rurais do Rio Grande do Sul foi tema de reunião realizada nesta semana no Ministério da Fazenda, em Brasília (DF). A audiência, que estava prevista para contar com a presença do ministro Fernando Haddad — ausente de última hora — foi liderada pelo secretário executivo da pasta, Guilherme Mello, e teve como objetivo discutir alternativas para o endividamento do setor agropecuário gaúcho.

A Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) esteve representada pelo presidente Paulo Pires, que classificou a situação como uma crise generalizada na economia do Estado. “Essa audiência tinha o objetivo de trazer uma solução para o endividamento dos produtores do Rio Grande do Sul, já que estamos com três anos de frustração de safra: 2022, 2023, e 2025, com as estiagens, e em 2024 com o excesso de chuva. Então, são quatro eventos extremos, entre estiagens e enchentes, muito fortes nos últimos anos, o que provocou um endividamento por parte do produtor. E hoje já não é mais uma crise do produtor. É uma crise gaúcha, da nossa economia, e nós precisamos de um encaminhamento para isso, de uma política pública específica para o Rio Grande do Sul”, ressaltou Pires.

Durante o encontro, convocado pelo senador Luiz Carlos Heinze, representantes políticos e de entidades ligadas ao setor produtivo demonstraram preocupação com os rumos da crise e cobraram providências do Governo Federal. A área técnica do Ministério da Fazenda apresentou diagnóstico parcial da situação, o que, para Pires, já está suficientemente claro. “São 312 municípios com estado de emergência decretado. E o estado de emergência, justamente, é uma necessidade quando se faz uma política pública — o primeiro pedido de um governo, seja ele estadual ou federal, é o reconhecimento de emergência ou de calamidade pública”, enfatizou.

Segundo o dirigente, a sinalização por parte da equipe técnica do governo ainda é incerta, com dificuldades legais apontadas no Manual de Crédito Rural. “Chegou-se a um ponto em que esse produtor não sobrevive, ele não continua com capacidade de plantio, de produção, sem uma política específica que recupere sua renda — até para mudar sua atividade”, declarou. Para Pires, o momento exige uma política de securitização da dívida, a exemplo do que foi feito há 25 anos e que permitiu o salto da produção nacional de grãos de 80 para 320 milhões de toneladas.

O dirigente também citou o impacto direto das mudanças climáticas sobre o campo gaúcho. “Existe, sim, essa ‘espada na cabeça’ do Rio Grande do Sul. Estamos sofrendo devido às mudanças climáticas que ocorrem no mundo, e isso pode estar ocorrendo de forma muito forte aqui no Estado. Vejam essa chuva de granizo que aconteceu Vacaria: uma coisa totalmente anormal”, observou, acrescentando que os técnicos das entidades estão buscando soluções juntamente com os técnicos dos ministérios da Agricultura, Fazenda e Desenvolvimento Agrário.

O presidente da FecoAgro/RS relatou ainda a frustração com a falta de medidas efetivas por parte do Governo Federal. “Confessamos que existe uma certa decepção, principalmente devido à necessidade de uma securitização. A última securitização que existiu na agricultura brasileira — principalmente devido à situação dos bancos — na época mudou totalmente a agricultura brasileira. Foi daquela securitização, que agora completa 25 anos, que o Brasil saiu de uma produção de 80 milhões de toneladas para os 320 milhões atuais”, afirmou. Ele defendeu a criação de programas de crédito e incentivo à mudança de atividade produtiva em regiões mais vulneráveis. “Sem o produtor ter crédito, sem ter programas que incentivem essa mudança, que o habilitem no sentido econômico para essas mudanças, isso não vai acontecer.”

Por fim, Paulo Pires reforçou o apelo por uma resposta urgente. “Nos parece que não há, digamos assim, a percepção da gravidade da situação do setor produtivo no Estado. A crise não é mais só do agricultor. Hoje é uma crise instalada na economia do Rio Grande do Sul, e com certeza muitas empresas, muitas cooperativas, muitos bancos podem ter dificuldades — podem ter problemas como consequência dessa falta de capacidade de pagamento por parte dos nossos produtores, independentemente do tamanho do produtor”, concluiu.





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oferta restrita impulsiona preços e aumenta competição



O mercado pecuário brasileiro vive um momento de valorização, impulsionado por uma oferta restrita de animais para abate e uma forte demanda internacional que impacta diretamente a disponibilidade doméstica. Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP apontam que essa combinação de fatores é a principal responsável pela alta nos preços do boi gordo no campo e da carne bovina em diversos elos da cadeia, tanto no atacado nacional quanto no mercado externo.

A escassez de animais para abate, intensificada pela pujante demanda de países importadores, tem resultado em um volume de carne bovina ofertado ao consumidor brasileiro aquém do esperado. Esse cenário, conforme o Cepea, desencadeou uma sequência de aumentos nos preços da carne com osso e dos cortes comercializados no atacado da Grande São Paulo desde a última semana de março.

Competição aumenta no mercado interno

O movimento de alta nos preços da carne de boi tem gerado um efeito colateral: a perda de competitividade frente a outras proteínas animais. Levantamentos do Cepea indicam que a carne suína, o frango e até mesmo a tilápia se tornam alternativas mais atrativas para o consumidor diante do encarecimento da carne bovina. Essa dinâmica acirra a disputa por espaço no prato do brasileiro e exige atenção dos pecuaristas e frigoríficos para estratégias de mercado.

Exportações em ritmo acelerado

No cenário internacional, o Brasil demonstra um desempenho robusto nas exportações de carne bovina in natura. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, revelam que o país embarcou, até a segunda semana de abril, uma média diária de 10,9 mil toneladas do produto. Esse volume representa um expressivo aumento de 15,6% em comparação com a média diária registrada em abril de 2024, evidenciando a forte demanda externa pela carne bovina brasileira.

Desafios para o mercado do boi

O atual cenário do mercado pecuário brasileiro, marcado pela valorização e pela intensa movimentação no comércio internacional, exige um acompanhamento atento por parte dos agentes do setor. A restrição da oferta interna, combinada com a pressão da demanda externa, impõe desafios para a manutenção da competitividade da carne bovina no mercado doméstico. A capacidade do setor em equilibrar essas forças e em buscar alternativas para otimizar a produção e a oferta será crucial para definir os rumos do mercado nos próximos meses.



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Programa amplia acesso a máquinas e promove assistência a agricultores



O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) divulgou que o Programa Mais Alimentos alcançou mais de 580 mil operações entre janeiro de 2023 e março de 2025. O Programa oferece aos agricultores e agricultoras familiares linhas de crédito diferenciadas, assistência técnica com foco em práticas de produção sustentável de alimentos e uso adequado de máquinas e implementos.

Além disso, o Mais Alimento promove a articulação de parcerias com instituições públicas de desenvolvimento industrial e inovação, investimento em programas de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias e atração de investimentos externos para fortalecer o parque industrial brasileiro de máquinas, equipamentos e implementos agrícolas e agroindustriais. No total foram investidos R$ 23,9 bilhões nesse período.

Casados há 44 anos e moradores do Assentamento Pirituba II, em Itapeva/SP, Luiz Carlos Bueno de Morais e Maria Aparecida de Godoy Morais fazem uso do Mais Alimentos há cerca de dois anos. São produtores de milho, soja, trigo e hortifruti em geral. Com o recurso de R$ 270 mil o casal investiu na compra de um trator, uma carreta e um pulverizador, com o intuito de impulsionar a produção de alimentos.

“O Programa facilitou demais a vida aqui, porque comprar no boleto não é bom. Agora dá para planejar e calcariar a minha terra”, disse Carlos. Ele revela ainda que, antes da aquisição de seu maquinário, precisava terceirizar o serviço e pagar por hora pelo preparo da terra. Carlos e Maria agora pretendem acessar outro recurso para construir um barracão para guardar os implementos.

Produção em alta

Entre 2022 e 2024, houve um aumento de 11% no número de agricultores familiares com acesso a máquinas impulsionado pelo Programa Mais Alimentos. Atualmente, 43% das propriedades rurais contam com algum tipo de maquinário ou equipamento.

“O programa vai além do acesso ao crédito. Ele estimula a inovação, amplia a oferta de máquinas, sobretudo de pequeno porte, e fortalece a indústria nacional, especialmente as fábricas regionais. Com isso, geramos emprego, movimentamos a economia local e ampliamos a capacidade produtiva no campo de forma sustentável e inclusiva”, disse o secretário de Agricultura Familiar e Agroecologia do MDA, Vanderley Ziger.



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inovação e tecnologia na Agrishow 2025


A 30ª edição da Agrishow, Feira Internacional de Tecnologia Agrícola, que será realizada entre os dias 28 de abril e 2 de maio, em Ribeirão Preto (SP), terá como tema “O Futuro do Agro de A a Z”, trazendo inovação, tecnologia e experiências aos visitantes.

O Essere Group, cuja essência é o desenvolvimento de tecnologias inovadoras e sustentáveis para a produção agrícola, confirma sua participação no evento com a Bionat Soluções Biológicas, a Kimberlit Agrociências e a Loyder Brasil. Juntas, elas apresentarão aos visitantes os benefícios das soluções de manejo desenvolvidos pelo grupo, destacando tecnologias que aumentam a produtividade e preservam o meio ambiente. 

A Bionat Soluções Biológicas apresentará o SPRINTER, único produto no Brasil com a bactéria Pantoea agglomerans cepa ESALQ 33.1, resultado de duas décadas de intensa pesquisa na ESALQ-USP. Com tripla ação, o SPRINTER atua na promoção de crescimento; no aumento da tolerância a estresses abióticos; e na solubilização de nutrientes. O SPRINTER potencializa a nutrição e o desenvolvimento das culturas quando aplicado no plantio. Sua eficácia reside na capacidade da Pantoea agglomerans ESALQ 33.1 de se multiplicar rapidamente e colonizar a superfície radicular e internamente nas plantas (colonização endofítica). Essa colonização intensiva é crucial para o sucesso do produto, pois permite que a bactéria produza altos níveis de ácidos orgânicos, fosfatases, fitases e auxinas. “Trabalhar com tecnologia e inovação em processos e em obtenção de cepas exclusivas para novos produtos faz parte do DNA da Bionat”, afirma Álefe Borges, gestor de produtos da empresa.

A Kimberlit Agrociências, especialista no desenvolvimento e comercialização de produtos nos segmentos de Fisioativadores, Nutrição Especializada e Tecnologia de Aplicação, com foco no aumento da produtividade das lavouras, apresentará aos visitantes a tecnologia do CROPPER STIMULLUS, produto do segmento de fisioativadores que contém nutrientes e substâncias húmicas e biofisiológicas capazes de induzir e aumentar a atividade do metabolismo bioquímico das plantas, promovendo o desenvolvimento vegetativo com maior eficiência na absorção de nutrientes pelas culturas.

Pedro Couto, gestor de produtos Kimberlit, afirma que a inovação e a tecnologia são fundamentais para o trabalho da empresa, e este evento representa uma excelente chance de mostrar ao público soluções criativas e eficazes. “O CROPPER STIMULLUS vem trazendo benefícios que ajudam as lavouras a expressar o máximo potencial produtivo, sendo observado a campo melhor engalhamento/perfilhamento das culturas, maior formação de novas brotações, maior formação de estruturas vegetativa e reprodutivas e melhor equilíbrio fisiológico”. Ele complementa que “a escolha do manejo com fertilizantes foliares eficazes, optando por tecnologia com fontes de alta eficiência, é essencial para garantir nutrição rápida e sustentável, resultando em melhor qualidade e maior produtividade das culturas”.

A Loyder Brasil, referência em tecnologia e inovação, levará ao evento o fertilizante inteligente KIMCOAT NPK® composto por macro e micronutrientes, que combinam três tecnologias exclusivas: FertiUp® aumenta a eficiência dos nutrientes, RizoUltra® promove o desenvolvimento do sistema radicular e PhysioActive® impulsiona um melhor metabolismo das plantas resultando em maior tolerância aos estresses do ambiente. Além disso, a Loyder disponibiliza aos seus clientes ferramentas inovadoras como o LABOR 4.0, um laboratório certificado de análise de solo e folha sem custos para os clientes, e o SADE- Smart Agronomic Decision, um aplicativo que utiliza algoritmos para interpretar análises de solo e fornece recomendações assertivas. “Estamos muito animados para continuar ao lado do produtor, ajudando-o na sua nobre missão de alimentar o mundo”, afirma Danilo Storti, Gestor de Portfólio da Loyder Brasil.

 





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cuidados essenciais para não errar na compra do peixe



Durante a Semana Santa, parte da população costuma trocar o consumo de carne vermelha pelos pescados. Devido à grande procura por peixes, os consumidores devem fazer uma pesquisa em mais de um ponto de venda, pois costumam ocorrer variações significativas nos preços.

A nutricionista Samira Tanure, do Plantão Técnico da Emater-MG, alerta ainda que como se trata de um produto bastante perecível é importante ficar atento na compra para adquirir um produto de boa qualidade.

Tanure explica que no caso dos peixes frescos, há algumas indicações de que o produto está próprio para o consumo. “Os olhos devem estar claros, brilhantes e salientes; a superfície do corpo limpa, com brilho metálico característico, e escamas, nadadeiras e caudas bem aderidas ao corpo, além de brânquias (ou guelras) úmidas, com coloração avermelhada, mas sem sangramentos”, detalha a nutricionista.

No local de venda, o pescado deve estar disposto sobre uma camada uniforme de gelo. “O pescado fresco deve ser embalado em saco plástico bem fechado e guardado no refrigerador após a compra, preferencialmente em temperaturas próximas a 0 °C. É recomendável consumi-lo em até dois dias”, aconselha. Já no caso dos peixes embalados e congelados, o primeiro cuidado é verificar se a embalagem tem o selo de inspeção federal ou estadual.

Muito utilizado em receitas portuguesas, o bacalhau também requer alguns cuidados na compra. “Os consumidores devem dar preferência à peça inteira, sem estar desmanchado. O sal espalhado na superfície deve ter aparência homogênea. O ideal é um corpo firme e resistente e nunca com aparência úmida ou melada”, aponta a nutricionista.

Segundo Tanure, manchas avermelhadas ou esbranquiçadas, como uma fina camada de pó sobre a superfície, indicam problemas na conservação do bacalhau.

Para evitar contaminações durante o preparo, ela orienta que o descongelamento seja feito lentamente, de um dia para o outro, nas prateleiras inferiores da geladeira. “Não é recomendável deixar o produto por muito tempo em temperatura ambiente, e nem mantê-lo imerso em água”, alerta.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Petróleo cai 7% e atinge mínima de mais de 3 anos com tarifas retaliatórias…


Logotipo Reuters

Por Arathy Somasekhar

HOUSTON (Reuters) – Os preços do petróleo fecharam em queda de 7% nesta sexta-feira, atingindo o menor valor em mais de três anos, com a China aumentando as tarifas sobre os produtos dos Estados Unidos, o que intensificou uma guerra comercial global que deixou os investidores preocupados com uma recessão.

A China anunciou que imporá tarifas adicionais de 34% sobre todos os produtos dos EUA a partir de 10 de abril. Países de todo o mundo prepararam uma retaliação depois que Trump elevou as barreiras tarifárias ao seu nível mais alto em mais de um século.

As commodities, incluindo gás natural, soja e ouro, também despencaram, enquanto os mercados acionários globais caíram. O banco de investimentos JPMorgan disse que agora vê 60% de chance de uma recessão econômica global até o final do ano, em comparação com 40% anteriormente.

Os contratos futuros do Brent caíram US$4,56, ou 6,5%, a US$65,58 por barril, enquanto os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate dos EUA caíram US$4,96, ou 7,4%, a US$61,99.

Na mínima da sessão, o Brent caiu para US$64,03 e o WTI atingiu US$60,45, o valor mais baixo em quatro anos. O Brent registrou suas maiores perdas semanais em termos percentuais em um ano e meio, enquanto o WTI registrou a maior queda em dois anos.

“Para mim, esse é provavelmente um valor próximo do justo para o petróleo até que tenhamos algum tipo de indicação de quanto a demanda foi realmente reduzida”, disse Scott Shelton, especialista em energia da United ICAP.

“Minha opinião é que provavelmente acabaremos na casa dos US$50 no curto prazo para o WTI, de forma muito violenta”, disse Shelton, alertando que a demanda sofreria com as atuais circunstâncias do mercado.

As novas tarifas de Trump são “maiores do que o esperado” e as consequências econômicas, incluindo inflação mais alta e crescimento mais lento, provavelmente também serão, disse o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, nesta sexta-feira, em comentários que apontaram para o conjunto de decisões potencialmente difíceis que o banco central dos EUA tem pela frente.

(Reportagem de Paul Cartsen; Reportagem adicional de Ahmad Ghaddar, Sudarshan Varadhan, Arunima Kumar)





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EUA apertam cerco à China e bolsas reagem em queda: ouça análise


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o agravamento da guerra comercial entre EUA e China após novas restrições a chips da Nvidia e AMD.

O Nasdaq caiu mais de 4%, e o dólar recuou 0,42%, a R$ 5,86. Dados mistos nos EUA mostraram força no varejo e fraqueza na indústria. Powell alertou para pressões inflacionárias persistentes com tarifas elevadas.

No Brasil, o Ibovespa caiu 0,68%, pressionado por Vale e incertezas fiscais. Hoje, foco na decisão de juros do BCE.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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EUA impõem tarifas de até 245% sobre importações da China


Segundo anúncio divulgado pela Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou, nesta terça-feira (15), uma ordem executiva determinando a abertura de uma investigação sobre os riscos à segurança nacional causados pela dependência dos Estados Unidos de minerais críticos processados no exterior, com foco especial na China. A medida autoriza o Departamento de Comércio a conduzir a apuração com base na Seção 232 da Lei de Expansão do Comércio de 1962, mesma legislação usada anteriormente para impor tarifas sobre aço e alumínio.

Segundo a Casa Branca, a investigação vai examinar a vulnerabilidade das cadeias de suprimentos, os efeitos econômicos de distorções no mercado global e as possíveis medidas comerciais para proteger os interesses estratégicos dos EUA. “Uma dependência excessiva de minerais críticos estrangeiros pode comprometer as capacidades de defesa, o desenvolvimento de infraestrutura e a inovação tecnológica dos Estados Unidos”, afirmou Trump.

A ordem ocorre em meio a uma escalada nas tensões comerciais com a China. O país asiático proibiu recentemente a exportação de materiais estratégicos como gálio, germânio, antimônio e seis metais pesados de terras raras, incluindo ímãs usados em indústrias aeroespaciais, de semicondutores e de defesa. A medida é vista por Washington como uma tentativa de coerção econômica.

Veja também: Guerra tarifária: tarifa da China sobre EUA sobe de 84% para 125%

Como resposta, os Estados Unidos mantêm em vigor um conjunto de tarifas que pode chegar a até 245% sobre determinados produtos importados da China. Esse percentual inclui uma tarifa recíproca de 125%, uma taxa adicional de 20% relacionada à crise do fentanil e tarifas da Seção 301, que variam entre 7,5% e 100%, aplicadas a produtos específicos. “Produtores estrangeiros têm se envolvido em manipulação de preços, excesso de capacidade e restrições arbitrárias à exportação, usando seu domínio na cadeia de suprimentos como ferramenta para obter influência geopolítica e econômica sobre os Estados Unidos. Há alguns meses, a China proibiu as exportações para os Estados Unidos de gálio, germânio, antimônio e outros materiais de alta tecnologia com potenciais aplicações militares”, apontou o documento.

O governo norte-americano justifica a continuidade das tarifas com base na postura retaliatória da China. “Mais de 75 países já se uniram para discutir novos acordos comerciais. Como resultado, as tarifas individualizadas mais altas estão atualmente suspensas em meio a essas discussões, exceto para a China, que retaliou”, informou a Casa Branca em comunicado.

A nova ordem executiva se soma a uma série de ações iniciadas pela administração Trump desde o início de seu mandato. Entre elas estão a imposição de tarifas sobre aço e alumínio, a criação do plano de comércio “Justo e Recíproco”, e a abertura de investigações sobre importações de outros insumos estratégicos, como cobre e madeira serrada.





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veja a previsão de hoje



Os temporais afetam o Sudeste e o Norte do país nesta quinta-feira (16), véspera de feriado. Confira a previsão para todo o país:

Sul

A frente fria se afasta em direção ao oceano e o tempo volta a ficar mais estável no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, sem chuva prevista em Porto Alegre e Florianópolis. No Paraná, pancadas com raios ainda podem ocorrer nas regiões norte e leste, incluindo a Região Metropolitana de Curitiba. Não tem previsão de temporais.

Sudeste

Um cavado meteorológico se propaga pelo Sudeste do Brasil ao longo do dia, o que aumentará as instabilidades em toda a Região. A chuva cai com forte intensidade sobre todos os estados, com alerta de temporais.

Centro-Oeste

Dia de muita nebulosidade e pancadas de chuva à tarde entre Mato Grosso e Goiás. Em Mato Grosso do Sul, o sol aparece, mas podem ocorrer pancadas de chuva à tarde, com maior intensidade na metade sul do estado. O tempo abafado ainda predomina na Região.

Nordeste

Dia de sol e calor em áreas do Rio Grande do Norte, da Paraíba, do centro-leste de Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Pancadas isoladas são previstas para o interior pernambucano, Piauí e Maranhão. Na Bahia, a chuva ocorre de forma mal distribuída.

Norte

O dia será de céu mais nublado e chuva a qualquer hora no Acre, Amazonas e em Rondônia, com até forte intensidade. No Pará e Tocantins, o sol aparece e, a partir da tarde, ocorrem pancadas de trovoadas. A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém as instabilidades no Amapá e em Roraima, onde a chuva ocorre em vários momentos do dia. As temperaturas seguem elevadas em toda a Região.



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Mato Grosso bate recorde de exportação de carne em março



Mato Grosso registrou um volume recorde de exportações de carne bovina




Foto: Pixabay

Mato Grosso registrou um volume recorde de exportações de carne bovina em março de 2025. Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (14), o estado embarcou 164,32 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC) no primeiro trimestre do ano, o que representa 20,63% das exportações nacionais no período.

De acordo com o levantamento, o volume exportado aumentou 6,25% em relação ao mesmo trimestre de 2024, quando foram registradas 154,66 mil toneladas. O desempenho foi atribuído a um conjunto de fatores econômicos e produtivos. “A combinação entre a valorização do dólar, a maior oferta de carne pelos frigoríficos e a retração da demanda interna contribuiu para o redirecionamento da produção ao mercado externo”, avaliou o Imea.

Além do crescimento no volume, a receita obtida com as exportações também alcançou um patamar inédito. Em março, foram gerados US$ 232,88 milhões, valor 28,76% superior ao registrado no mesmo mês de 2024. Segundo o instituto, a alta foi impulsionada por um aquecimento na demanda internacional pela carne bovina brasileira.





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