segunda-feira, maio 25, 2026

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Fórum de Sustentabilidade da 18a ExpoFrísia debate nova legislação europeia que afeta produtores brasileiros


A programação da 18a ExpoFrísia, que acontece entre 24 e 26 de abril, vai contar com o Fórum de Sustentabilidade, espaço de debate e apresentação de novidades para uma produção agropecuária que promova o equilíbrio entre o meio ambiente, a sociedade e a economia. Entre os principais assuntos está a nova legislação na Europa, que envolve diretamente os produtores do Brasil. O Fórum acontecerá na manhã de 24, primeiro dia da feira, a partir das 9h30. Promovida pela Cooperativa Frísia, a ExpoFrísia acontece em Carambeí (PR), com a entrada e o estacionamento gratuitos.

O gerente de Sustentabilidade e Assistência Técnica da Frísia, Francis Bavoso, explica que o Fórum de Sustentabilidade será dividido em três temáticas focadas em estratégias e certificações de boas práticas no mercado do agronegócio. “Os temas são gestão de pessoas para processos na propriedade voltados às boas práticas agrícolas, a certificação RTRS e a nova certificação europeia, já que os produtores precisam se adequar para atendê-la”, conta. 

A partir de 2026, a União Europeia vai implementar o Regulamento Europeu sobre Desmatamento (EUDR), que proíbe a importação de produtos provenientes de áreas com qualquer nível de desmatamento identificado até dezembro de 2020, sendo legal ou ilegal. A medida é parte do Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento e tem impacto direto sobre produtos brasileiros, como soja, carne bovina, cacau, café, borracha e seus derivados.

“A grande novidade do Fórum é a palestra sobre a nova regulamentação da União Europeia, que pegou muitos produtores de surpresa. Trouxemos um profissional para contextualizar essa nova legislação que era para ser aplicada neste ano, mas foi adiada para 2026”, destaca o gerente da Frísia.

Outras temáticas

A Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar) vai apresentar no Fórum de Sustentabilidade o programa de certificações nas propriedades. A Frísia já tem um trabalho consolidado e bem-sucedido com iniciativas que impulsionam o cooperado a obter certificações que garantam atender o mercado com produção de qualidade que se concilia com o meio ambiente. O programa Fazenda Sustentável Frísia incentiva as práticas sustentáveis no meio rural, com os cooperados recebendo orientação com avaliação dos critérios de sustentabilidade, trabalhando com módulos e enquadrando as propriedades em níveis. 

Além disso, o Fórum terá o case de uma produtora que tem uma nova forma de gestão da propriedade agrícola, com foco nas pessoas, processos e recursos. “O evento traz bastante conexão com o que a Frísia já pratica. Acreditamos que a sustentabilidade é o presente e o futuro da cooperativa, e incentivamos muito essas práticas, sendo esse o momento de revisar novas tendências para que a gente mapeie e veja se nosso posicionamento atual está compatível com as tendências do mercado”, conclui Bavoso.

Serviço

Fórum de Sustentabilidade da 18ª ExpoFrísia

Data:      24 de abril (quinta-feira), a partir das 9h30

Local:    Pavilhão de Exposições Frísia

              Anexo ao Parque Histórico de Carambeí

              Avenida dos Pioneiros, 4.050

              Carambeí (PR)

Saiba mais em www.expofrisia.com.br





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Vender ou ‘segurar’ a soja? Especialista aponta qual a melhor decisão neste momento



Diante das incertezas no cenário atual da soja, produtores da commodity enfrentam um dilema: vender agora ou aguardar um momento mais favorável no mercado? A resposta, no entanto, exige cautela e análise de diversos fatores, desde o custo de armazenagem até alternativas como o barter (troca de grãos por insumos).

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Para o consultor Vlamir Brandalizze, engenheiro agrônomo formado pela UFPR e um dos maiores especialistas em mercados agrícolas do Brasil, o momento exige atenção redobrada. “Se o produtor estiver com o caixa em dia, pode ser vantajoso segurar a venda até setembro ou outubro, quando a demanda tende a aumentar. No entanto, é fundamental acompanhar de perto a movimentação dos insumos, que também podem se valorizar”, orienta o especialista, que também atua como analista de commodities e palestrante do setor agro.

Apesar da possibilidade de valorização da soja nos próximos meses, Brandalizze ressalta que não se espera uma alta expressiva. “A expectativa é de aumento entre R$ 4 e R$ 8 por saca no segundo semestre. Isso não é suficiente, por si só, para justificar o custo de armazenar o grão por muito tempo”, alerta.

China, EUA e os reflexos no mercado da soja

Outro fator decisivo no comportamento do mercado é a atuação da China, principal compradora da soja brasileira. Segundo Brandalizze, os negócios com os chineses têm fluido bem desde o início do ano, sustentando prêmios positivos.

No entanto, ele faz um alerta: um eventual acordo comercial entre China e Estados Unidos pode mudar esse panorama. “Se houver um acordo, os chineses podem ser obrigados a comprar mais soja americana, reduzindo a demanda pela brasileira e pressionando os preços”, explica. Isso tornaria o cenário mais competitivo e exigiria rápida adaptação por parte dos produtores brasileiros.

Vale a pena armazenar a soja?

O custo de carregamento é outro ponto apontado. Em um contexto de juros elevados, a armazenagem pode pesar no bolso do produtor. “Hoje, a taxa real de juros pode ultrapassar os 20% ao ano. Somando o custo de armazenagem, esse valor pode chegar a 30%. Para quem segura o grão por seis meses, o custo chega a 15%. Ou seja, a soja teria que se valorizar 15% nesse período só para empatar o custo”, explica o consultor.

Diante disso, Brandalizze considera que, para a maioria dos produtores, não vale a pena manter estoques por longos períodos. A alternativa mais viável tem sido o barter — troca da produção por insumos da próxima safra. “Essa estratégia pode garantir uma rentabilidade melhor do que simplesmente segurar a soja esperando por uma alta que pode não compensar”, afirma.

Vai faltar soja até o final do ano?

Circulam boatos sobre uma possível escassez de soja no mercado até o fim de 2025, mas Brandalizze minimiza a preocupação. “Temos uma supersafra estimada em cerca de 170 milhões de toneladas. Desses, aproximadamente 100 milhões já foram negociados. Ainda restam 70 milhões disponíveis. Não vejo risco de desabastecimento”, assegura.

Segundo ele, apenas uma reviravolta nas relações comerciais entre China e Estados Unidos com a China evitando compras nos EUA e mantendo foco total no Brasil, poderia apertar a oferta. “Mas isso, neste momento, parece improvável”, completa.

Conclusão: vender ou segurar?

A decisão de vender agora ou esperar depende da situação financeira de cada produtor. Para quem tem caixa e pode esperar, o segundo semestre tende a ser mais comprador. Porém, o ganho pode ser limitado, e o custo de armazenagem pesa. Para muitos, a melhor alternativa está na negociação estratégica via barter, que pode trazer segurança e rentabilidade para a próxima safra.



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Abiove reduz estimativa da safra de soja, mas exportações atingem recorde



A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) reduziu a projeção da safra brasileira de soja para 2025, mas elevou a projeção de exportação da soja em grão. A produção foi ajustada de 170,9 milhões para 169,6 milhões de toneladas, uma queda de 0,8% em relação à previsão de março. Ainda assim, o volume segue como recorde, superando os 154,4 milhões de toneladas colhidos em 2024.

A projeção de embarques foi elevada de 106,1 milhões para 108,5 milhões de toneladas, alta de 2,3%, o que também representa um novo recorde anual, acima dos 98,8 milhões de toneladas de soja exportados em 2024. Segundo a entidade, o aumento reflete uma maior disponibilidade para exportação, com estoques finais mais baixos e esmagamento doméstico em linha com o esperado.

A previsão de estoque final de soja em grão caiu de 9,1 milhões para 5,4 milhões de toneladas (-40,6%), indicando escoamento mais intenso da safra ao longo do ano.

A Abiove manteve a projeção de esmagamento da oleaginosa em 57,5 milhões de toneladas, volume 3% superior ao de 2024. As estimativas de produção de derivados também foram mantidas: 44,1 milhões de toneladas de farelo de soja e 11,4 milhões de toneladas de óleo de soja.

Exportações

A entidade manteve as previsões anteriores: 23,6 milhões de toneladas para o farelo e 1,4 milhão de toneladas para o óleo. As importações de óleo seguem projetadas em 100 mil toneladas, volume que havia sido revisado em março.

O consumo interno de óleo de soja está mantido em 10,1 milhões de toneladas, abaixo dos 10,5 milhões de toneladas estimadas anteriormente, refletindo o impacto do adiamento da elevação da mistura obrigatória de biodiesel (B15), que passaria de 14% para 15% em março.

Com menor consumo interno, o estoque final de óleo permanece estimado em 516 mil toneladas, o maior volume desde 2022, quando o setor encerrou o ano com 520 mil toneladas. Para o farelo, o consumo doméstico continua previsto em 19,5 milhões de toneladas, e o estoque final em 3,579 milhões de toneladas.

A Abiove também atualizou os dados mensais de processamento. O esmagamento em fevereiro foi de 3,54 milhões de toneladas, alta de 5,2% em relação a janeiro e queda de 2,9% frente a fevereiro de 2024, considerando o ajuste amostral. No acumulado de janeiro e fevereiro, o processamento somou 6,9 milhões de toneladas, retração de 3% ante igual período do ano passado.

Grão, farelo e óleo de soja

As exportações totais devem alcançar 133,5 milhões de toneladas em 2025, avanço de 6,3% sobre o ano anterior. Apesar do crescimento em volume, a Abiove estima queda na receita cambial.

As vendas externas devem gerar US$ 51,57 bilhões em 2025, recuo de 4,4% ante os US$ 53,94 bilhões de 2024 e bem abaixo dos US$ 67,32 bilhões registrados em 2023, devido à desvalorização internacional das commodities.

As importações de soja seguem estimadas em 500 mil toneladas, destinadas principalmente ao abastecimento regional nas Regiões Norte e Nordeste.

Uma nova atualização das projeções está prevista para meados de maio, com base nos números consolidados da colheita e no desempenho das exportações no primeiro quadrimestre.



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Importações chinesas de soja têm menor volume desde 2012, aponta consultoria



As importações chinesas de soja registraram, em março de 2025, o menor volume para o mês desde 2012, segundo dados da consultoria Datagro, com base em informações da Autoridade Aduaneira Chinesa (GACC). Foram adquiridas 3,5 milhões de toneladas do grão, volume 40% menor que o registrado em fevereiro e 37% inferior ao de março de 2024.

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O recuo reflete, em grande parte, as tensões comerciais entre Estados Unidos e China. No início de abril, o governo chinês oficializou a aplicação de tarifas de 125% sobre todos os produtos originários dos EUA, em resposta às medidas protecionistas impostas pelos norte-americanos.

Os Estados Unidos são a segunda principal origem da soja importada pela China. Em 2024, o país asiático adquiriu 22,1 milhões de toneladas da oleaginosa norte-americana, o equivalente a 21% do total importado. Com o aumento das tarifas, o mercado se vê diante de incertezas quanto ao fluxo futuro dessas commodities.

Por sua vez, o Brasil reforça sua posição como principal fornecedor de soja à China desde 2017. Neste ano, 71% da soja comprada pelos chineses teve origem brasileira. Em sentido inverso, a China segue como o maior destino da soja brasileira, absorvendo 73% das exportações nacionais em 2024.

A colheita recorde estimada é de 169,1 milhões de toneladas, e o potencial exportador de até 107 milhões de toneladas devem impulsionar ainda mais os embarques para a China nos próximos meses. A expectativa é de que, somente em abril, as importações chinesas alcancem 8 milhões de toneladas, sendo a maior parte proveniente do Brasil.

Outros fatores benéficos à soja brasileira

Além das tensões comerciais, o calendário agrícola também favorece o Brasil. O plantio da safra 2025/26 nos Estados Unidos ainda não começou, o que limita a disponibilidade do produto norte-americano no mercado internacional. Enquanto isso, a colheita brasileira está em ritmo acelerado, aumentando a oferta sul-americana.

Os embarques de março reforçam essa tendência. O Brasil exportou 14,7 milhões de toneladas de soja no mês, das quais 11,1 milhões foram destinadas à China ,o maior volume da série histórica para março e o segundo maior de todos os tempos, atrás apenas de abril de 2021.



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Ministros da Agricultura da Índia e do Irã querem ampliar o comércio com o Brasil


O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, se reuniu nesta quarta-feira (16), com os ministros da Agricultura e Bem-Estar da Índia, Shivraj Singh Chauhan, e Agricultura do Irã, Gholamreza Nouri Ghezeljeh. Os encontros tiveram como objetivo estreitar as relações de comércio e intensificar a cooperação em pesquisa e tecnologia agropecuária entre o Brasil e os dois países.

As reuniões aconteceram de forma separada e paralelamente à programação do Grupo de Trabalho de Agricultura (AWG) dos Brics, coordenado pelo Mapa, que ocorre até esta quinta-feira (17).

Índia

Durante o encontro, Fávaro destacou a importância da aproximação entre Brasil e Índia, reforçando a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o fortalecimento das relações internacionais. “Uma boa relação comercial deve ser recíproca — comprar e vender”, afirmou o ministro. Ele também citou o pleito da Índia para a abertura do mercado brasileiro à romã indiana, tema já em análise pelo Mapa.

Contrapartida para efetivação do comércio entre os países

O ministro solicitou agilidade por parte da Índia na análise para abertura do mercado do feijão guandu brasileiro, além de manifestar interesse em exportar outros produtos como erva-mate, noz-pecã e ampliar as vendas de carne de aves ao mercado indiano.

Fávaro também ressaltou a ligação histórica entre os países no que se refere à genética bovina. “Cerca de 80% do rebanho bovino brasileiro é formado por zebuínos, originários da Índia. Com o trabalho da Embrapa, alcançamos avanços significativos no melhoramento genético dessa raça. É uma alegria poder, hoje, devolver à Índia uma genética ainda mais evoluída, fruto dessa cooperação que tanto nos orgulha”, pontuou.

Durante a reunião, a delegação indiana manifestou interesse em promover intercâmbios entre técnicos dos dois países, com o envio de representantes ao Brasil para conhecer práticas agropecuárias locais, além de convidar especialistas brasileiros para visitas técnicas à Índia.

Irã

Entre os principais temas discutidos, está a criação de um comitê agrícola consultivo bilateral, iniciativa que tem o objetivo de agilizar as pautas de interesse comum e promover o intercâmbio técnico entre os dois países.

“Nosso objetivo principal é estreitar os laços de amizade e os laços comerciais. A criação de um comitê consultivo agrícola vai permitir que sejamos mais céleres e eficientes nas pautas de interesse mútuo”, afirmou Fávaro.

Reunião no Mapa com representantes do Irã Reunião no Mapa com representantes do Irã
Delegação do Ministério da Agricultura do Irã em Brasília Foto: divulgação/ Mapa

Durante o encontro, o Brasil reforçou seu interesse em ampliar as exportações de frutas, pescados e carne de aves, além de tratar da ampliação do comércio de fertilizantes, especialmente ureia. O ministro iraniano demonstrou disposição em aprofundar o diálogo técnico e científico com o Brasil e ressaltou o respeito do povo iraniano pelo Brasil.

“Acredito que Deus gosta do povo brasileiro, abençoa muito a terra brasileira, e podemos aproveitar isso para ampliar nossas relações. Queremos estabelecer uma rota direta do Irã para o Brasil e vice-versa, facilitar o comércio, fortalecer a cooperação em áreas como meio ambiente, vacinação de rebanhos e exportação de peixes”, afirmou Gholamreza Nouri Ghezeljeh.

Comércio, sistema sanitário e importação de caviar

O ministro Carlos Fávaro ressaltou que o Brasil é um dos poucos países do mundo que não registra casos de gripe aviária ou doença de Newcastle em criações comerciais ou de subsistência, o que comprova a solidez e a eficiência do sistema sanitário brasileiro.

O Irã, por sua vez, demonstrou interesse em revisar os protocolos sanitários vigentes, com foco na abertura de novos mercados, especialmente no comércio de carne de aves, pescados e derivados.

Em relação ao caviar, produto tradicional do país persa, o Brasil já cumpriu três das cinco etapas técnicas necessárias para a habilitação da importação. A expectativa é de que, com o avanço das tratativas, esse processo possa ser finalizado em breve.

Irã propõe implantar empresa de navegação no Brasil

O ministro iraniano destacou o interesse de seu país em instalar uma empresa de navegação iraniana no Brasil, o que pode facilitar a logística entre os dois países e impulsionar as trocas comerciais.

Ao final do encontro, os ministros reafirmaram o desejo de fortalecer os laços diplomáticos, econômicos e culturais, com apoio técnico das equipes de ambos os governos.



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Cooperativa movimenta mais de 4 mil caminhões com grãos no Tocantins



Com intensa movimentação nesta safra 2024/25, os entrepostos de uma cooperativa no Tocantins já recebeu 4.525 caminhões com grãos nas unidades de Paraíso do Tocantins e Dois Irmãos do Tocantins.

No município de Paraíso do Tocantins foram 3.100 caminhões descarregados até a tarde da última terça-feira (15). Já em Dois Irmãos do Tocantins, o número chegou a 1.425.

De acordo com a Frísia Cooperativa Agroindustrial, a movimentação nas duas unidades já supera a registrada no mesmo período da safra passada, o que sinaliza um aumento tanto na produção quanto na eficiência logística nesta temporada.

O Tocantins deve colher cerca de 5,6 milhões de toneladas de soja nesta safra 2024/2025, de acordo com estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A produtividade média prevista para o estado é de aproximadamente 3.300 kg por hectare, resultado que mantém o Tocantins entre os principais produtores do grão no país.

Dentre os produtos cultivados, a soja deve registrar o maior volume já colhido no país. Nesta safra, a Conab prevê uma produção de 167,9 milhões de toneladas, resultado 20,1 milhões de toneladas superior à safra passada.

“Apesar dos desafios logísticos enfrentados neste ano, como a escassez de caminhões e o aumento dos custos com frete, tivemos uma excelente safra no Tocantins. Alcançamos bons volumes e ótimas produtividades nas lavouras, o que reforça a posição do nosso estado como um dos principais produtores de soja do país”, destaca Rossano Fagundes, coordenador operacional da cooperativa.

Os grãos recebidos serão destinados a diferentes regiões do país, conforme as demandas de mercado e os contratos firmados.

De acordo com a cooperativa, a ampliação da capacidade de armazenamento e o planejamento conjunto com os cooperados têm sido fundamentais para o bom andamento da safra.

A expectativa é que, até o encerramento do período de colheita, os números finais consolidem o crescimento da atuação da Frísia no Tocantins e o protagonismo dos cooperados no agronegócio nacional.

Safra 2024/25 no Matopiba

Na Bahia, a estimativa é de uma produção recorde de quase 9 milhões de toneladas de soja. Com a colheita acima dos 94% da área, o estado pode consolidar a maior média de produtividade da história com 68 sacas por hectare, segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Por outro lado, a Aprosoja do Piauí, informou que as perdas da soja podem chegar a 25% no atual ciclo. O Piauí sofre com as irregularidades e baixa incidência de chuvas.

Já o Maranhão, se aproxima de 70% de aréa colhida, dados preliminares da Aprosoja do estado, apontam médias parciais que variam entre 58 a 62 sacas por hectare.

Saiba mais detalhes no boletim abaixo, exibido na última segunda-feira (14):


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Arábia Saudita lança empresa de armazenamento de grãos



A SABIL nasce com uma estrutura robusta, assumindo 14 filiais de silos



A SABIL nasce com uma estrutura robusta, assumindo 14 filiais de silos
A SABIL nasce com uma estrutura robusta, assumindo 14 filiais de silos – Foto: Leonardo Gottems

A Arábia Saudita deu um passo decisivo em sua política de segurança alimentar com o lançamento oficial da National Grain Supply Company (SABIL), anunciada no dia 15 de abril em cerimônia realizada no Ministério do Meio Ambiente, Água e Agricultura. A nova empresa será responsável por operar a rede nacional de silos e gerenciar as reservas estratégicas de grãos, sendo o primeiro investimento local totalmente de propriedade da Saudi Agriculture & Livestock Investment Company (SALIC), vinculada ao Fundo de Investimento Público (PIF).

A SABIL nasce com uma estrutura robusta, assumindo 14 filiais de silos distribuídas em diversas regiões do país, das quais quatro estão estrategicamente localizadas em portos: Jeddah, Dammam, Yanbu e Jazan. Essa rede tem capacidade de armazenamento superior a 2,7 milhões de toneladas, consolidando a empresa como peça central na infraestrutura de grãos do país.

Essa iniciativa representa a continuidade da transformação institucional da antiga Organização Geral de Grãos na atual Autoridade Geral de Segurança Alimentar. Enquanto a nova autoridade se concentra na supervisão regulatória e na compra de trigo — tanto local quanto importado —, as operações de logística, armazenamento e fornecimento passam a ser centralizadas pela SABIL, sob gestão da SALIC. A missão é clara: garantir um abastecimento eficiente e seguro, desde os portos até os moinhos e consumidores finais.

O diretor executivo da SABIL, Abdulrahman bin Saud Al Owais, destacou que a empresa buscará excelência operacional e fortalecimento das parcerias em toda a cadeia de suprimentos. Já o CEO do Grupo SALIC, Sulaiman Abdulrahman AlRumaih, reforçou que a infraestrutura da SABIL também estará disponível ao setor privado, ampliando oportunidades logísticas e comerciais. Segundo o USDA, a Arábia Saudita deverá importar 3,2 milhões de toneladas de trigo no ciclo 2025/26, frente a uma produção interna estimada de 1,5 milhão de toneladas.

 





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Controle biológico reduz em 80% o uso de defensivos agrícolas em viveiros de eucalipto


Uma indústria com operação no Sul da Bahia e base florestal de mais de 200 mil hectares, alcançou 80% de redução no uso de defensivos agrícolas no viveiro de mudas de eucalipto com a adoção do controle biológico.

De acordo com a empresa, a estratégia utiliza inimigos naturais, como insetos, fungos e bactérias para combater pragas de forma sustentável, reduzindo a dependência de produtos químicos e preservando o equilíbrio ecológico de suas florestas desde o início de seu cultivo.

Desde 2021, a companhia utiliza agentes microbiológicos, como fungos e bactérias, que atacam as pragas de maneira natural.

Em novembro de 2024, reforçou a estratégia com a introdução de crisopídeos, insetos predadores que se alimentam de pragas como pulgões e ácaros, ajudando a controlar infestações sem necessidade de pesticidas.

“Essa abordagem nos permite proteger as mudas de maneira eficaz, sem comprometer o meio ambiente e com ganhos importantes na produção florestal”, explica Jessica Josefa Sanches, especialista em Sanidade Florestal da Veracel.

O viveiro próprio da empresa, com participação de terceiros, no município de Eunápolis (BA), possui capacidade nominal para produzir até 20 milhões de mudas ao ano.

Controle biológico no campo

Controle biológico reduz em 80% o uso de defensivos agrícolas em viveiros de eucaliptoControle biológico reduz em 80% o uso de defensivos agrícolas em viveiros de eucalipto
Foto: Divulgação

Além do viveiro, o controle biológico também é aplicado nas florestas. Atualmente, 80% das áreas com lagartas desfolhadoras já são tratadas sem defensivos químicos, usando microrganismos como o Bacillus thuringiensis e a liberação de inimigos naturais, como Palmistichus elaeisis e Tetrastichus howardi, que atacam as pragas diretamente.

Na operação de controle, drones já foram utilizados para espalhar esses insetos no campo, no entanto, novas tecnologias estão sendo avaliadas para tornar o processo mais eficiente.

“Lançamos e patenteamos esta inovação em 2021 e agora estamos evoluindo em novas soluções para que os drones liberem os insetos com ainda mais precisão”, explica Jessica.

O tempo de vida dos insetos liberados varia conforme as condições ambientais, como temperatura, umidade e disponibilidade de hospedeiros.

Em média, permanecem ativos de 5 a 20 dias, parasitando pragas e contribuindo para o controle sustentável das plantações.

Redução do impacto ambiental

Além de reduzir o impacto ambiental, o controle biológico também traz vantagens econômicas. A diminuição no uso de defensivos agrícolas reduz custos e torna as florestas mais saudáveis e produtivas.

“É uma solução que une sustentabilidade, eficiência e inovação, reforçando o compromisso com o meio ambiente”, conclui Jessica.

A empresa considera a experiência bem-sucedida com uso de inimigos naturais e reforça que esse tipo de combate de pragas é uma tendência crescente no setor florestal, ajudando a equilibrar produção e responsabilidade ambiental.


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Clima afeta safra de cana 2024/25, mas país mantém alta produção de açúcar e etanol



A safra de cana-de-açúcar 2024/25 encerra o ciclo com produção estimada em 676,96 milhões de toneladas, o que representa uma retração de 5,1% em comparação ao ciclo anterior, segundo o 4º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quinta-feira (17). Ainda assim, este é o segundo maior volume colhido na série histórica da companhia.

A redução é resultado das condições climáticas adversas registradas ao longo da temporada, especialmente na região Centro-Sul, responsável por 91% da produção nacional. Baixos índices de chuvas, temperaturas elevadas e a ocorrência de queimadas prejudicaram o desenvolvimento dos canaviais e derrubaram a produtividade média para 77.223 quilos por hectare.

Cana: queda no Sudeste e estabilidade no Centro-Oeste

Na principal região produtora do país, o Sudeste, houve uma queda de 6,3% na produção, com 439,6 milhões de toneladas colhidas. A área plantada teve aumento de 7,5% (5,48 milhões de hectares), mas a produtividade caiu 12,8%, ficando em 80.181 quilos por hectare.

Já no Centro-Oeste, a colheita permaneceu praticamente estável, com leve alta de 0,2%, totalizando 145,3 milhões de toneladas. A área cresceu 4%, chegando a 1,85 milhão de hectares, enquanto a produtividade caiu 3,7%, com 78.540 quilos por hectare.
Nordeste e Sul têm queda; Norte avança

No Nordeste, a produção foi estimada em 54,4 milhões de toneladas, queda de 3,7%. A área cresceu 1,6%, mas a restrição hídrica impactou negativamente na produtividade. No Sul, houve retração tanto em área quanto em produtividade, e a safra caiu 13,2%, totalizando 33,6 milhões de toneladas.

O Norte foi a única região com avanço tanto em área quanto em produtividade, com produção de 4 milhões de toneladas — crescimentos de 1,4% e 1,1%, respectivamente.
Açúcar e etanol: produção elevada, apesar da menor colheita.

Mesmo com menor volume de cana colhida, a produção de açúcar alcançou 44,1 milhões de toneladas, queda de 3,4%, mas ainda o segundo maior volume da série histórica. O bom desempenho foi puxado pela demanda aquecida no mercado internacional, o que incentivou a destinação da matéria-prima para o adoçante.

No etanol, a produção total cresceu 4,4%, atingindo 37,2 bilhões de litros. A produção vinda da cana caiu 1,1%, totalizando 29,35 bilhões de litros, mas foi compensada pelo expressivo avanço do etanol de milho, que atingiu 7,84 bilhões de litros — alta de 32,4% em relação à safra anterior.

Exportações: açúcar em alta, etanol em queda

As exportações brasileiras de açúcar mantiveram-se estáveis, com 35,1 milhões de toneladas exportadas. No entanto, a receita caiu 8,2%, somando US$ 16,7 bilhões, devido à redução nos preços internacionais.

Já as exportações de etanol registraram queda de 31%, com 1,75 bilhão de litros embarcados. Apesar disso, o etanol de milho vem ganhando protagonismo no cenário nacional, ajudando a garantir oferta e estabilidade nos preços internos durante a entressafra da cana.



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Apesar do preço alto, demanda por ovos cresce na Semana Santa, diz Cepea



Levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que a demanda por ovos tem aumentado de forma gradual nesta Semana Santa; no entanto, as cotações estão praticamente estáveis na maioria das praças acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.

Segundo o instituto, os preços já estão em patamares elevados, o que não abre espaço para valorizações mais intensas, conforme explicam pesquisadores do Cepea.

Ontem (16), a caixa com 30 dúzias de ovos brancos foi negociada, na Grande Belo Horizonte, a R$ 209,61. Já o valor do ovo vermelho foi cotado a R$ 233,51, ambos na modalidade CIF (quando o vendedor é responsável por todos os custos até que a mercadoria chegue ao destino acordado). Veja os preços em outras regiões:

  • Praça: modalidade: ovo branco: ovo vermelho
  • Grande SP (SP) CIF R$ 200,90 R$ 228,34
  • Recife (PE) CIF R$ 186,30 R$ 203,27
  • Bastos (SP) FOB R$192,77 R$220,82
  • S. M. Jetibá (ES) FOB R$197,51 R$231,76

FOB: o comprador arca com todos os custos de transporte, seguro e outros

A expectativa de colaboradores do Cepea é que a demanda por ovos siga sustentando as cotações pelo menos até o fim do período religioso. Após esse momento, as altas podem enfraquecer devido ao avanço do mês.

O Cepea é parte do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), unidade da Universidade de São Paulo (USP) e desenvolve pesquisas sobre a dinâmica de cadeias produtivas e também sobre o funcionamento integrado do agronegócio.



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