O Brasil passará a exportar óleo de aves destinado à alimentação animal para o Peru, após conclusão da negociação entre os governos dos dois países.
Em 2024, mais de US$ 755 milhões em produtos agropecuários brasileiros foram vendidos à nação vizinha, com destaque para produtos florestais, carne de frango, cereais, óleo de soja e café.
Com população de 34 milhões de habitantes e pecuária em constante expansão, o Peru tem demanda crescente por insumos voltados à nutrição animal, de acordo com nota do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança a 49ª abertura de mercado em 2025, totalizando 349 novas oportunidades de negócios desde o início de 2023.
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No entanto, a China, principal compradora global da oleaginosa, optou por uma postura retaliatória – Foto: Emerson Peres
Segundo análise da StoneX, a soja encerrou a semana passada em alta na Bolsa de Chicago, impulsionada por uma trégua nas tensões comerciais. A cotação do contrato mais próximo fechou em US¢1042,75 por bushel, o que representa um avanço de 6,7%. A recuperação ocorreu após o anúncio do ex-presidente Donald Trump, na metade da semana, de que adiaria a imposição de tarifas adicionais a países que não adotaram medidas retaliatórias contra os EUA, o que melhorou o humor dos mercados e favoreceu ativos de risco, como a soja.
No entanto, a China, principal compradora global da oleaginosa, optou por uma postura retaliatória, o que intensificou a guerra comercial entre os dois países. A escalada tarifária praticamente inviabilizou o comércio bilateral entre as duas maiores economias do mundo, o que adiciona incerteza ao mercado global da commodity. Mesmo diante desse cenário conturbado, o adiamento de novas tarifas por parte dos EUA foi suficiente para dar algum suporte aos preços.
Paralelamente, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou uma nova atualização do seu relatório de Oferta e Demanda, com alterações modestas. O destaque ficou por conta do aumento na projeção de esmagamento da soja nos EUA, em resposta ao fortalecimento da demanda doméstica. Esse movimento pode ganhar ainda mais força caso avancem as conversas entre produtores de biocombustíveis e o governo sobre o possível aumento dos mandatos de mistura de biodiesel e diesel renovável. Dessa forma, o mercado segue atento tanto aos desdobramentos comerciais quanto à política energética norte-americana, que podem influenciar fortemente o comportamento das cotações nas próximas semanas.
O mercado brasileiro de soja disponível teve poucos negócios nesta quinta-feira (17), com o ritmo da semana sendo mais lento em geral. Houve, no entanto, registros de bons volumes de soja negociados para 2026. Os preços oscilaram entre estáveis e mais fracos, pressionados pela queda na CBOT, no dólar e os prêmios que compensaram pouco.
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Segundo a Safras Consultoria, em algumas regiões, os preços continuam acima da paridade, com a indústria buscando soja e oferecendo valores melhores pontualmente. Por outro lado, o produtor aumentou consideravelmente o spread entre o que pede e o que o mercado está pagando, o que deixou os negócios ainda mais travados. A expectativa agora fica para a próxima semana, com a esperança de preços melhores.
Preços da soja
Passo Fundo (RS): caiu de R$ 132,00 para R$ 131,00
Santa Rosa (RS): caiu de R$ 133,00 para R$ 132,00
Porto de Rio Grande (RS): manteve em R$ 138,00
Cascavel (PR): manteve em R$ 131,00
Porto de Paranaguá (PR): caiu de R$ 137,00 para R$ 136,00
Rondonópolis (MT): manteve em R$ 118,00
Dourados (MS): caiu de R$ 123,00 para R$ 122,00
Rio Verde (GO): caiu de R$ 119,00 para R$ 117,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam em baixa, consolidando perdas no acumulado da semana. Após um início positivo, acompanhando boas exportações semanais, o mercado retornou ao território negativo, pressionado pela expectativa de avanço no plantio nos Estados Unidos, preocupação com a guerra comercial e o impacto da ampla safra da América do Sul.
As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2024/25, com início em 1º de setembro, ficaram em 554.800 toneladas na semana encerrada em 10 de abril. O México liderou as importações, com 156.800 toneladas.
Para a temporada 2025/26, foram mais 181.800 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 150 mil e 900 mil toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com uma baixa de 2,25 centavos de dólar, ou 0,21%, a US$ 10,36 1/2 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 10,47 3/4 por bushel, com perda de 2,50 centavos ou 0,23%.
Nos subprodutos o farelo de soja (posição julho): caiu US$ 1,10 ou 0,36%, para US$ 303,10 por tonelada. Já o óleo de soja (posição julho): subiu 0,34 centavo ou 0,70%, para 48,34 centavos de dólar.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com queda de 1,01%, sendo negociado a R$ 5,8069 para venda e a R$ 5,8049 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7964 e a máxima de R$ 5,8884. Na semana, a moeda teve uma desvalorização de 1,06%.
Uma nova frente fria chega ao Brasil nesta sexta-feira (18) e marca o início de um período de mudanças significativas no clima em várias regiões do país.
De acordo com a Climatempo, o sistema começa atuando sobre o Rio Grande do Sul e, ao longo do final de semana, avança rapidamente em direção ao Sudeste, favorecendo o aumento da nebulosidade, de pancadas de chuva e trazendo uma queda gradual nas temperaturas, especialmente no Sul e Sudeste.
Acumulado de chuva prevista entre sexta-feira 18 de abril e segunda 21 de abril de 2025. Fotos: Climatempo
Apesar de os volumes de chuva não serem elevados em todos os pontos, algumas regiões se destacam, como Mato Grosso do Sul, litoral de São Paulo, além dos estados de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Nessas áreas, os acumulados de chuva entre sexta e segunda-feira (21) devem variar entre 40 mm (áreas em azul no mapa acima) e 60 mm (áreas em amarelo), com picos que podem atingir até 80 mm (áreas em laranja).
Já o mapa de risco (abaixo) desta sexta-feira mostra áreas em amarelo – que abrangem boa parte dos três estados do Sul – indicam previsão de pancadas de chuva de moderada a forte intensidade. As áreas em vermelho, por outro lado, acendem o alerta para temporais mais severos.
Mapa de risco para essa sexta-feira 17 de abril de 2025
Temperaturas em queda
A Climatempo informa que as temperaturas começam a cair de forma mais expressiva no Rio Grande do Sul a partir do sábado (20), acompanhando o avanço da frente fria pelo Sul do Brasil.
Segundo a Defesa Civil, as máximas variam entre 14°C e 26°C, enquanto as mínimas, que devem ser registradas à noite, oscilam entre 4°C e 14°C. Já no domingo (21), com a atuação da massa de ar de origem polar, as mínimas caem ainda mais, ficando entre 2°C e 12°C — com possibilidade de geada na Campanha, Serra e pontos altos do Sul gaúcho.
Os destaques para temperaturas mínimas em cidades gaúchas no sábado são os seguintes: São Francisco de Paula e Vacaria: entre 10°C e 11°C
No domingo, o frio aumenta, com destaque para São José dos Ausentes, onde a mínima prevista é de apenas 7°C. Outras cidades serranas, como Bom Jesus, Canela e São Joaquim, em Santa Catarina, também devem amanhecer com temperaturas entre 7°C e 8°C.
Na segunda-feira (22), o frio se intensifica ainda mais: São José dos Ausentes (RS) deve registrar mínima de apenas 5°C, enquanto diversas cidades da Serra Gaúcha e Catarinense, como Gramado, Cambará do Sul, São Joaquim e Nova Prata, terão mínimas em torno de 6°C.
Semana fria no Centro-Sul
Mapa de anomalia (diferença da média) entre o dia 21 de abril de 2025 e 25 de abirl de 2025
Entre os dias 21 e 25 de abril, a Climatempo prevê que a massa de ar polar associada à frente fria vai permanecer sobre o Centro-Sul do Brasil.
O mapa de anomalia de temperatura (acima) mostra que a queda será mais acentuada nas áreas em azul escuro, abrangendo o Rio Grande do Sul, leste de Santa Catarina, norte do Paraná, leste do Mato Grosso do Sul, estado de São Paulo, sul de Minas Gerais e sul do Rio de Janeiro.
Nessas áreas, as temperaturas devem ficar abaixo da média histórica para o período, trazendo sensação de frio mais intensa, especialmente nas manhãs.
O Brasil, líder mundial na exportação de café, tem visto os pequenos produtores ganharem espaço no mercado internacional. Com foco em qualidade, práticas sustentáveis e rastreabilidade, agricultores familiares estão conquistando nichos valorizados fora do país.
Na cidade de Monte Santo de Minas (MG), a produtora Juliana Paulino exporta café há 13 anos para o mesmo grupo britânico. A relação começou com o envio de uma amostra e, com o tempo, os pedidos aumentaram.
“Enviamos uma amostra sem expectativas e, aos poucos, os pedidos foram aumentando. Todos os anos, eles vêm pessoalmente nos visitar e ver de perto o que estamos fazendo. Eles gostam de saber da história, saber de onde vem o café. Essa proximidade gera confiança que faz toda a diferença nas negociações”, conta Paulino.
Hoje, a fazenda envia de seis a oito containers por ano para Inglaterra, Irlanda e Nova Zelândia. Segundo Juliana, o diferencial não está apenas na qualidade dos grãos, mas na responsabilidade ambiental e no vínculo com a comunidade local.
“A qualidade é uma exigência, mas o mercado internacional também valoriza muito a responsabilidade, sustentabilidade em todos os níveis”, acrescenta a produtora rural.
Cooperativas e IG fortalecem a presença internacional
Para muitos produtores, a união em cooperativas tem sido um caminho eficiente para atingir o mercado externo. A valorização de histórias e origens ajuda a construir uma identidade forte para o produto. Isso permite que o café seja visto como exclusivo, o que eleva seu valor.
Juliana participa da Indicação Geográfica (IG) do Sudoeste de Minas, que abrange 21 municípios. O selo, concedido pelo INPI, atesta a procedência e qualidade do café. A certificação funciona como um passaporte para mercados mais exigentes e ajuda a abrir portas no comércio internacional.
Segundo especialistas, agregar valor por meio de diferenciais como história, origem e qualidade sensorial é essencial para os pequenos produtores que querem exportar. O consumidor internacional busca uma experiência completa, que vá além da bebida.
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Cafés fermentados ganham destaque no exterior
Em José Gonçalves, no Vale do Jequitinhonha (MG), a Fazenda Nakamura tem conquistado espaço com cafés de alta pontuação. O produtor Cláudio Nakamura afirma que a produção, antes voltada apenas para a Austrália, agora também atende Estados Unidos, Canadá e países europeus.
A comercialização é feita por meio da Noca Coffee, empresa representante do Sul de Minas. Segundo o produtor Cláudio Nakamura, o principal diferencial são seus grãos fermentados, que atingem acima de 85 pontos.
“Esse tipo de café é muito apreciado pelo pessoal lá fora e já começa a ser mais consumido no Brasil também”, diz Nakamura.
Apesar de adotar maquinário na colheita por falta de mão de obra, o produtor reforça o cuidado com práticas sustentáveis.
“Eu gosto de trabalhar com pessoas. A colheita manual é um trabalho feito com cuidado e carinho com as plantas”, frisa o produtor rural.
A previsão do tempo para as áreas produtoras de soja em todo o Brasil indica boas condições para o término da colheita da oleaginosa, com tempo favorável para as operações nas principais regiões produtoras. Além de chuvas, a umidade também está adequada para a cultura do milho, especialmente para aqueles que adotaram a rotação de cultivos, beneficiando a soja e o milho.
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Chuvas a caminho
As chuvas serão bem distribuídas ao longo desta semana, com destaque para o estado de São Paulo, que deve registrar entre 80 a 90 mm de precipitação. Este volume de chuva será fundamental para aliviar o quadro de déficit hídrico, especialmente no interior do estado, que enfrentava condições secas nas últimas semanas. No Paraná e em Mato Grosso do Sul, as chuvas devem oscilar entre 50 a 80 mm, favorecendo também a cultura do milho.
O tempo no RS
No Rio Grande do Sul, o tempo deve permanecer mais firme, com poucas chuvas, enquanto o norte de Minas Gerais e a Bahia terão um clima mais estável e seco.
Chuvas Centro-Oeste e Matopiba?
A região Centro-Oeste, por sua vez, terá chuvas mais localizadas no sul de Goiás, com volumes entre 30 a 50 mm, ajudando a mitigar o período mais quente e seco enfrentado pelos produtores goianos. O tempo deve ser mais firme em grande parte de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, mas com algumas chuvas intermitentes.
Já no Matopiba, a previsão aponta para boas chuvas no sul do Piauí e no norte da Bahia, regiões que podem acumular até 50 mm em até 5 dias. No entanto, o tempo mais quente e seco deve prevalecer nas demais áreas da Bahia, com menos precipitações no estado.
Norte
No Norte do Brasil, os produtores podem esperar boas chuvas, com destaque para Rondônia, Roraima e o estado do Pará, onde as precipitações devem atingir entre 50 a 60 mm ao longo de 5 dias. Essa chuva vai contribuir para o desenvolvimento das lavouras e manter a umidade do solo adequada para as culturas em crescimento.
Última semana de abril
A tendência para o final de abril e início de maio é que não ocorram grandes mudanças, com exceção da intensificação das chuvas no norte de Minas Gerais, que pode ter mais precipitação, embora sem grandes volumes para a Bahia.
Já no Centro-Oeste, a previsão é de mais 50 mm de chuva em 5 dias, com condições favoráveis para o desenvolvimento das lavouras de milho e soja. No norte da Amazônia, Rondônia, Roraima e Pará também podem esperar chuvas adicionais.
O mercado físico do boi gordo encerra a semana apresentando tentativas de compra em patamares mais baixos, movimento observado em estados como São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.
“Já esta quinta-feira foi pautada por inexpressivo fluxo de negócios. É importante mencionar que o escoamento da carne durante o feriado prolongado ocupa um papel relevante para a formação de tendência no curto prazo”, assinalou.
O mercado atacadista registra alguma elevação de preços da carne bovina no decorrer da quinta-feira.
Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por reajustes no curto prazo, vislumbrando a perspectiva de bom consumo no decorrer do feriado prolongado. As exportações seguem em ótimo nível ao longo da atual temporada.
O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 20,00 por quilo, o traseiro segue a R$ 26,00 e a ponta de agulha agora é cotada a R$ 18,50 por quilo, alta de R$ 0,50.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,01%, sendo negociado a R$ 5,8069 para venda e a R$ 5,8049 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7964 e a máxima de R$ 5,8884. Na semana, a moeda teve desvalorização de 1,06%.
Estudo do Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA) identificou espécies de árvores na Grande São Paulo com maior capacidade de resistência aos efeitos das mudanças climáticas.
A pesquisa analisou folhas de 29 espécies nativas em fragmentos urbanos e periurbanos da Mata Atlântica, revelando seis espécies potencialmente tolerantes.
De acordo com os pesquisadores, essas espécies poderão ser consideradas para a arborização urbana no futuro, desde que atendam a outros critérios, como resistência a patógenos e pragas, além de características de crescimento da copa e das raízes.
Árvores tolerantes às mudanças climáticas
Os autores da pesquisa identificaram, até o momento, essas seis espécies como as mais tolerantes :
Cupania vernalis – Camboatá ou Camboatã
Croton floribundus – Capixingui ou Tapixingui
Eugenia cerasiflora – Guamirim
Eugenia excelsa – Pessegueiro-bravo
Guapira opposita – Maria-mole
Myrcia tijucensis – Guamirim-ferro
A pesquisadora do Instituto de Pesquisas Ambientais Marisa Domingos, que supervisionou o estudo, ressalta a importância dos resultados para a gestão ambiental das cidades. “Compreender quais espécies são mais resistentes aos estressores ambientais é fundamental para o planejamento urbano e a conservação da biodiversidade em regiões metropolitanas.”
O grupo de pesquisa do IPA está começando um novo projeto que visa aprimorar o protocolo de métodos, incluindo novos biomarcadores para classificar o nível de tolerância de árvores nativas da floresta atlântica ao estresse urbano.
Segundo Marisa, o estudo também ampliará o número de espécies analisadas, incluindo aquelas utilizadas em projetos de restauração florestal, e realizará experimentos em câmaras de crescimento para avaliar a resistência das árvores à deposição de poluentes e a eventos climáticos extremos.
Os pesquisadores do IPA ressaltam que o estudo proporciona três principais contribuições:
Orientação para ações de reflorestamento: os dados auxiliam na escolha das espécies mais adequadas para a recuperação de áreas urbanas, contribuindo para a melhoria da qualidade do ar e a mitigação do efeito das ilhas de calor.
Preservação da biodiversidade: a identificação de espécies resistentes auxilia na conservação da biodiversidade local, garantindo a manutenção dos serviços ecossistêmicos essenciais para o bem-estar da população.
Apoio à formulação de políticas públicas: as informações geradas podem embasar estratégias de adaptação às mudanças climáticas e conservação ambiental.
O coordenador do Instituto de Pesquisas Ambientais, Marco Aurélio Nalon, destaca a importância desse tipo de estudo no enfrentamento das mudanças climáticas. “Investir em pesquisa científica e inovação é essencial para desenvolver soluções sustentáveis e eficazes que garantam a resiliência das cidades e a conservação da biodiversidade”, finaliza.
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Foto: Freepik
Segundo informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o feriadão de Páscoa e Tiradentes será marcado por chuvas intensas em diversas regiões do Brasil. A previsão do tempo aponta que os maiores acumulados devem atingir estados como Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Bahia. Uma frente fria em deslocamento pelo oceano também deve provocar instabilidades na Região Sul.
As chuvas começam nesta quinta-feira (17), com forte intensidade em áreas do Vale do Rio Doce e Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, além do litoral norte do Espírito Santo. Segundo o Inmet, essas regiões podem registrar até 100 mm de precipitação até sexta-feira (18), com risco de alagamentos e transtornos pontuais. O alerta se estende ao sul da Bahia.
Já no centro-sul de Mato Grosso do Sul e em parte do Paraná e São Paulo, as instabilidades ganham força, com previsão de chuvas significativas e rajadas de vento que podem chegar a 100 km/h. A tendência é que as chuvas mais volumosas ocorram entre sexta-feira (18) e sábado (19), especialmente no oeste e centro-norte paulista. No litoral de São Paulo, a precipitação tende a persistir de forma mais moderada no sábado, enquanto o interior do estado deve apresentar céu com poucas nuvens já na segunda-feira (21).
A passagem de um sistema frontal pelo oceano deve impactar o tempo no Sul do país. O centro-norte do Rio Grande do Sul será o primeiro a sentir os efeitos da nova frente fria a partir desta sexta-feira (18), com previsão de avanço sobre o oeste de Santa Catarina e Paraná durante o final de semana. O Inmet destaca que, embora as chuvas previstas sejam de intensidade moderada, são consideradas importantes para reabastecer a umidade do solo, que esteve abaixo da média durante o verão.
Além disso, uma massa de ar frio deve derrubar as temperaturas em parte da Região Sul entre sábado (19) e segunda-feira (21), favorecendo a formação de geadas fracas em áreas mais elevadas.
Apesar do novo cenário tarifário imposto pelos Estados Unidos, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) acredita que os impactos para o Brasil tendem a ser limitados. Em entrevista ao Canal Rural, o presidente da entidade, Roberto Perosa, afirmou que o país segue como um dos principais fornecedores globais e mantém uma posição estratégica diante da disputa comercial entre EUA e China.
Atualmente, os Estados Unidos representam cerca de 13% das exportações brasileiras de carne bovina, atrás apenas da China, que responde por 42% do total. Para Perosa, o Brasil está em uma situação neutra, sem grandes impactos.
Ele lembra que os Estados Unidos elevaram de forma considerável as importações de carne do Brasil. Isso se explica devido ao ciclo pecuário mais baixo dos últimos 75 anos que os americanos enfrentam.
“Falando o português claro, o que está faltando nos Estados Unidos é carne! E quem tem isso para oferecer é o Brasil. Por isso, nós vamos aumentar as exportações para os EUA e manter também as exportações para China”, avaliou o presidente da ABIEC.
Perguntado se o tarifaço do presidente Donald Trump pode mudar o mercado interno, Perosa foi enfático, informando que a quantidade de carne destinada ao mercado interno é de 70%. “O que o país exporta são cortes que não são consumidos pelos brasileiros, ou pouco consumidos. Nós exportamos a parte dianteira do boi, os miúdos para composição da indústria internacional”, afirmou.
Perosa também disse que a indústria da carne bovina mantém cautela e espera as próximas medidas do governo americano.
“Eu costumo dizer que o brasileiro não vive sem o arroz e feijão, e o americano não vive sem hambúrguer! E para fazer o hambúrguer, há necessidade da carne local e precisa da carne magra produzida pelo Brasil”, pontuou.
Perosa também tratou da inspeção que auditores norte-americanos farão nos frigoríficos brasileiros em maio que, na visão dele, é uma etapa técnica e rotineira.
Assista à entrevista completa com Roberto Perosa, presidente da Abiec em nosso canal do Youtube.