segunda-feira, maio 25, 2026

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Biossoluções fortalecem o solo ante extremos climáticos



A saúde do solo vai além da fertilidade



A saúde do solo vai além da fertilidade
A saúde do solo vai além da fertilidade – Foto: Pixabay

As intensas variações climáticas, com longos períodos de seca e episódios de chuvas intensas, têm comprometido a saúde dos solos agrícolas. Esse cenário exige soluções que garantam não apenas a produtividade das lavouras, mas também a preservação dos ecossistemas. A resposta está nas biossoluções, que se consolidam como ferramentas eficazes e sustentáveis para enfrentar os desafios impostos pelo clima.

“Altas temperaturas, longos períodos de estiagem e eventos climáticos extremos estão diretamente ligados à degradação da saúde do solo, trazendo prejuízos significativos para a agricultura. O solo saudável reúne características físicas, químicas e biológicas que permitem o desenvolvimento pleno das plantas e a manutenção da biodiversidade local, possibilitando a alta produtividade agrícola”, diz Samir Filho, coordenador de desenvolvimento de mercado da Acadian Plant Health.

A saúde do solo vai além da fertilidade. Ela envolve características físicas, químicas e biológicas que permitem o desenvolvimento das plantas e a manutenção da biodiversidade. Estrutura adequada, porosidade para infiltração de água, pH equilibrado, presença de matéria orgânica e uma microbiota ativa são fundamentais para manter o solo produtivo e resiliente diante de condições adversas.

Com o aumento da frequência de eventos extremos, como ondas de calor e estiagens prolongadas, o solo sofre degradação, o que afeta diretamente a eficiência dos sistemas produtivos. Nessas condições, o solo perde sua capacidade de retenção hídrica, ciclagem de nutrientes e proteção contra pragas e doenças, resultando em perdas significativas na produção.

Nesse cenário, produtos naturais à base da alga marinha Ascophyllum nodosum têm ganhado destaque. Adaptada a condições ambientais severas, essa alga oferece compostos bioativos que favorecem a regeneração do solo e o fortalecimento das plantas. “Ela enfrenta temperaturas extremas no verão (até 40o C) e no inverno (-20o C). Tais características fizeram com que ela desenvolvesse mecanismos de sobrevivência, produzindo compostos bioativos que lhe confere defesa contra tais condições ambientais extremas. Dessa forma, consegue contribuir para a saúde das plantas e do solo

 





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escoamento da carne pós-feriado determinará preço da arroba


O mercado brasileiro de boi gordo registrou uma semana bastante movimentada em termos de preços e negócios.

Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, houve um pico de preços na terça-feira (15), diante da necessidade de avanço nas escalas de abate por parte dos frigoríficos.

Isso fez com que os preços registrassem uma forte alta em estados como Mato Grosso do Sul e São Paulo, o que levou a um bom avanço nas escalas de abate.

Na quarta-feira, porém, os frigoríficos que atuam nesses estados reduziram o ritmo de compras e os preços apresentaram uma forte desvalorização. Para Iglesias, fica a expectativa de qual estratégia será adotada por parte da indústria na volta do feriado prolongado de Páscoa e Tiradentes.

“A continuidade, ou não, do movimento de alta nos preços da arroba observados nessa semana dependerá do escoamento da carne no feriado prolongado. É preciso lembrar que o mercado de boi está muito próximo do período auge de oferta, que tradicionalmente ocorre a partir de maio”, pontua.

De acordo com o analista, em termos de demanda, há informações sendo veiculadas no mercado de que as exportações de carne bovina do Brasil para os Estados Unidos e para a China estão um pouco mais lentas, devido às incertezas com relação às tarifas comerciais.

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 16 de abril:

  • São Paulo (Capital): R$ 335 a arroba, avanço de 1,52% frente ao fechamento da última semana, de R$ 330
  • Goiás (Goiânia): R$ 320,00 a arroba, queda de 1,54% perante os R$ 325,00 registrados na semana passada
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 325 a arroba, aumento de 1,56% frente aos R$ 320 praticados no fechamento da semana anterior
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 320 a arroba, decréscimo de 1,54% frente aos R$ 325 registrados na última semana
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 330,00 a arroba, aumento de 3,13% frente à semana passada, de R$ 320,00
  • Rondônia (Vilhena): R$ 290 a arroba, valor estável frente à semana anterior

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresentou preços firmes, mantendo um viés de alta com a projeção de bom escoamento até o final da semana em função do feriado prolongado.

“Mais uma vez é importante mencionar que as exportações seguem em altíssimo nível, em um ano em que o Brasil pode estabelecer um novo recorde de embarques”, ressalta Iglesias.

O quarto do traseiro do boi foi cotado a R$ 26,00 o quilo, estável frente ao fechamento da semana passada. Já o quarto do dianteiro do boi foi vendido por R$ 19,00 o quilo, também sem alterações frente à semana passada.

Exportações de carne bovina

carne bovina - autoembargocarne bovina - autoembargo
Foto: Abiec

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 487,535 milhões em abril (9 dias úteis), com média diária de US$ 54,170 milhões, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 98,194 mil toneladas, com média diária de 10,910 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.965,00.

Em relação a abril de 2024, houve alta de 26,6% no valor médio diário da exportação, ganho de 15,6% na quantidade média diária exportada e avanço de 9,6% no preço médio.



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Agricultura familiar: base da segurança alimentar



A renda gerada por essa atividade garante a subsistência de milhões de famílias



A renda gerada por essa atividade garante a subsistência de milhões de famílias
A renda gerada por essa atividade garante a subsistência de milhões de famílias – Foto: Divulgação

Segundo o IBGE, a agricultura familiar é responsável por cerca de 70% dos alimentos consumidos no Brasil. Seu papel vai além da produção: ela é essencial para a segurança alimentar, o fortalecimento da economia local e a preservação ambiental. “Optar por alimentos provenientes desse tipo de produção é escolher uma vida mais saudável”, afirma Simone Pereira Soares, CEO de Franquias do Grupo Korin. Muitos desses alimentos são cultivados sem químicos ou agroquímicos, o que garante maior qualidade e segurança ao consumidor.

“Optar por alimentos provenientes desse tipo de produção é escolher uma vida mais saudável. O controle sobre o que é cultivado é muito maior e, na maioria dos casos, os alimentos são produzidos sem adubos químicos e agroquímicos, o que impacta diretamente na qualidade final”, destaca.

A renda gerada por essa atividade garante a subsistência de milhões de famílias, consolidando o elo entre o produtor e a terra, frequentemente passado de geração em geração. Além disso, práticas sustentáveis, como o uso consciente do solo e a preservação dos ecossistemas, tornam a agricultura familiar um modelo viável e necessário para o futuro do planeta.

Exemplo desse incentivo pode ser visto em Niterói (RJ), onde a Loja Korin promove produtos naturais e sustentáveis oriundos da agricultura familiar. Com foco na rastreabilidade e no bem-estar animal, a loja oferece alimentos sem antibióticos ou transgênicos, além de itens orgânicos, veganos e de mercearia natural. A filosofia da empresa segue os princípios da Agricultura Natural, criada por Mokiti Okada, que valoriza a saúde do solo como chave para a saúde humana.

“Nosso objetivo central é promover o bem-estar da sociedade, oferecendo alimentos puros e saborosos. Para isso, é fundamental que todos os elos da cadeia produtiva estejam alinhados. Ao comprar em nossa loja, os consumidores incentivam a produção local e valorizam o trabalho dos agricultores familiares”, enfatiza Simone.

 





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Conheça Pupy, a elefanta argentina que o Brasil acaba de importar


A elefanta africana Pupy, de 36 anos, viveu por mais de três décadas no Ecoparque de Buenos Aires, na Argentina. Com a desativação do local, ela ganhará um novo lar, agora brasileiro.

O animal iniciou viagem na última segunda-feira (14) em direção ao Santuário de Elefantes Brasil (SEB), na Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso.

Na operação, intermediada pela unidade de Foz do Iguaçu (PR) da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) e que teve fim nessa última sexta-feira (18), a elefanta foi içada por um guindaste e acomodada em uma grande caixa de transporte sobre um caminhão em um percurso de aproximadamente 2.700 km.

Transporte da elefanta

transporte da elefanta Pupytransporte da elefanta Pupy
Foto: Divulgação Vigiagro

Ao longo das mais de 10 horas em que passou sem sair de uma grande caixa de transporte (imagem acima), ela estudou o ambiente e “tomou o tempo dela”, segundo publicação feita pelo santuário nas redes sociais.

De acordo com publicação das redes sociais do SEB, na manhã deste sábado, Pupy estava no galpão dos elefantes africanos. No local, ela jogou terra no corpo, sinal de que a adaptação está funcionando. A expectativa dos tratadores é de que, nos próximos dias, ela saia de lá e viva em liberdade no santuário, local que conta com uma área de 51 mil metros quadrados e deve marcar uma nova fase na vida de Pupy, com mais espaço, liberdade e bem-estar.

Para viabilizar a importação, o Vigiagro analisou toda a documentação sanitária da espécime, verificou o cumprimento das exigências do certificado veterinário internacional e fiscalizou a entrada dela em território nacional.

O animal chegou ao antigo zoológico do país vizinho em 1993 e, desde então, viveu ao lado da elefanta Kuky, falecida em outubro de 2024. Agora, Pupy será a primeira elefanta africana – cuja expectativa de vida é de até 70 anos – a habitar o santuário brasileiro, que já abriga cinco elefantes de outras espécies.

“Estamos animados para vê-la redescobrir o que significa ser um elefante novamente”, disse Kat Blais, cofundadora e diretora de Bem-Estar do SEB.

As organizações Global Sanctuary for Elephants (GSE) e o Elephant Voices também colaboraram na tarefa de trazer a elefanta ao Brasil, ação que vem sendo planejado “há anos”, segundo nota do SEB.



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Produtores comemoram PL que pode trazer mudanças na classificação do tabaco



O Projeto de Lei 119/2023, em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), foi discutido em audiência pública com mais de 700 fumicultores de 18 municípios do estado na última terça-feira (15).

A intenção foi a de ouvir os produtores de tabaco a respeito da iniciativa que pretende obrigar a agroindústria a fazer a classificação da matéria-prima dentro da propriedade, na hora da aquisição do produto.

Assim, o objetivo é o de mudar a atual metodologia, visto que hoje a comercialização do tabaco segue um sistema de classificação estabelecido pelo Ministério da Agricultura de Pecuária (Mapa), por meio de instrução normativa, que determina o preço pago aos produtores.

No entanto, sindicatos rurais paranaenses reclamam que centralizar a classificação em poucas unidades favorece as empresas compradoras, prejudicando, muitas vezes, os produtores, que ficam distantes do processo de análise da sua produção.

O presidente interino do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, acredita que o PL, se aprovado, vai fortalecer a atividade dentro da porteira, dando mais autonomia ao fumicultor.

“Esse projeto de lei vai contribuir muito para os nossos produtores de tabaco, pois corrige uma distorção histórica e garante que o fumicultor acompanhe e até conteste a classificação do seu tabaco, colocando-o no centro da cadeia produtiva. Com essa mudança, o produtor vai receber o valor real da qualidade do seu produto, não ficando mais refém da indústria”, considera.

Famílias produtoras de tabaco

O presidente da Alep, Alexandre Curi, também enfatizou a importância da cadeia produtiva do tabaco no Paraná, que representa o sustento de 28 mil famílias do estado. “Nosso objetivo não é politizar. Temos um projeto importante e o nosso compromisso é, antes de aprovar ou não, debater com quem está no dia a dia”, ressaltou.

Atualmente, o Paraná é o terceiro maior produtor de tabaco do Brasil, atrás do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Assim, cerca de 95% da produção brasileira da planta está concentradas nos estados da Região Sul, dividida em 320 mil hectares cultivados.

Além disso, o Brasil é o maior exportador da commodity do mundo, respondendo anualmente por 20% a 30% de todo o comércio global.

Ao final da audiência pública, foi anunciada a criação de uma Comissão Especial para discutir e aprimorar o texto que, de acordo com os parlamentares, visa proteger o elo mais fraco da cadeia, que é o produtor e, ao menos, equilibrar a relação com a indústria do tabaco.



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Mais de 54 mil litros de bebidas são apreendidos no PR



A fiscalização também enfrentou momentos de tensão



A fiscalização também enfrentou momentos de tensão
A fiscalização também enfrentou momentos de tensão – Foto: Divulgação

Auditores fiscais federais agropecuários apreenderam mais de 54 mil litros de vinhos, cachaças e vinagres durante a Operação Sangria III, realizada em Bituruna (PR), conhecida como a “capital do vinho”. Os produtos, avaliados em mais de R$ 1 milhão, apresentavam graves irregularidades sanitárias. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), análises laboratoriais detectaram a presença de carbamato de etila — substância cancerígena — em níveis até cinco vezes acima do permitido.

Coordenada pelo Serviço Regional de Operações Avançadas de Fiscalização (SERFIC/DIPOV) e pela Coordenação de Operações e Pronta Resposta (CORESP/DTEC), com apoio da Polícia Militar e da Polícia Civil do Paraná, a operação constatou ainda o uso de vinhos vencidos, recipientes reutilizados de produtos sanitizantes, ingredientes não autorizados e completa ausência de controle sanitário no setor de produção de vinagres, que foi interditado.

A fiscalização também enfrentou momentos de tensão. Um dos sócios da empresa, já conhecido por ameaçar fiscais com arma de fogo em 2019, voltou a se exaltar, exigindo a intervenção da polícia para garantir a segurança da equipe. “A fiscalização exercida pelos auditores fiscais federais agropecuários é uma barreira essencial contra fraudes que colocam em risco o consumidor e comprometem a imagem de setores produtivos sérios e regulamentados. Por isso, é urgente garantir a segurança dos profissionais da carreira durante essas operações, que muitas vezes ocorrem em ambientes hostis”, destacou o presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo Macedo.

 





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Alta no registro de bovinos e equinos reflete avanço da gestão na pecuária



A Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC) somou 60.543 registros de bovinos e equinos em 2024, crescimento de 44,2% em relação a 2023, quando 41.978 animais passaram por este processo.

De acordo com a superintendente de Registros da entidade, Silvia Freitas, o aumento histórico se deve à melhoria de perspectivas no mercado de corte e no trabalho de conscientização dos pecuaristas feito pelo setor, especialmente quando o assunto é a necessidade de melhoramento genético e, consequentemente, de registro genealógico.

Ao fazer o procedimento, o criador passa a contar com uma escrituração zootécnica completa e atualizada de seu rebanho, o que inclui detalhes precisos sobre cada animal, como identificação, datas de nascimento, pedigree e outras informações relevantes.

“Sempre defendemos que só aumenta a lucratividade o produtor que consegue mensurar e conhecer os seus animais, que consegue gerir o seu negócio da maneira mais lucrativa possível”, diz Silvia.

Segundo ela, para seguir aumentando os números, a ANC simplificou o processo de registro, deixando-o mais intuitivo, o que leva ao aumento do uso da plataforma e, também, das taxas de registro de novas raças.

Melhorias no manejo

A profissional também detalha que o registro do bovino ou equino na ANC garante um controle rigoroso e eficaz das linhagens genéticas e de reprodução do animal, o que permite monitorar de perto as características de interesse do rebanho e tomar decisões mais precisas sobre futuros acasalamentos.

Assim, posteriormente, o criador informa à Associação os nascimentos resultantes das coberturas previamente comunicadas, cujos registros incluem dados detalhados sobre os animais nascidos, como data, identificação dos pais e peso ao nascer.

Futuro promissor

Outra vantagem da prática é que animais devidamente registrados possuem, geralmente, maior valor de mercado, visto que os compradores confiam mais na procedência e qualidade dos indivíduos com histórico documentado.

Segundo Silvia, as expectativas do setor para os próximos anos são positivas porque os pecuaristas estão buscando conhecimento, apoiado em genética, para aumentar a sua lucratividade.

“Estamos vivendo um momento de ascensão no mercado por conta do ciclo pecuário, mas sabemos que, daqui a pouco, possivelmente enfrentaremos dificuldades novamente, mas a gente sabe que o pecuarista quando está bem organizado poderá ter momentos difíceis que, mesmo assim, estará preparado para atravessar essa fase com a maior lucratividade possível.”



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Manejo pré-abate garante bem-estar dos suínos



O jejum deve ocorrer entre 8 e 12 horas antes do abate



O jejum deve ocorrer entre 8 e 12 horas antes do abate
O jejum deve ocorrer entre 8 e 12 horas antes do abate – Foto: Embrapa – MORÉS, Nelson

O correto manejo pré-abate dos suínos influencia diretamente o bem-estar animal e a qualidade da carne, destaca a zootecnista Letícia Matoso, da Auster Nutrição Animal. Etapas como jejum adequado, transporte sem estresse e descanso no frigorífico são fundamentais. A preparação começa ainda na granja, com a verificação das condições de saúde, organização da documentação e definição da logística de embarque.

Um dos pontos cruciais é o cálculo da densidade de transporte, que deve considerar o peso vivo dos animais. Com base na Instrução Normativa 113, usa-se a fórmula A = 0,027 x PV^0,667 para garantir espaço suficiente por animal. Para um suíno de 124 kg, por exemplo, são necessários cerca de 0,67 m² por cabeça no caminhão. Isso evita lesões e assegura conforto térmico durante o trajeto.

O jejum deve ocorrer entre 8 e 12 horas antes do abate, mantendo o acesso à água e, se possível, promovendo enriquecimento ambiental nas baias. O tempo total de jejum não pode ultrapassar 18 horas, somando a permanência na granja, transporte e descanso no frigorífico. O ambiente de embarque também precisa ser adaptado para facilitar a movimentação dos suínos, que são animais pesados e sedentários.

“Os procedimentos de manejo devem priorizar o conforto dos animais e ser seguidos rigorosamente por todos os estabelecimentos de produção e processamento de carne. A qualidade final do produto depende de diversos fatores, como genética, sanidade e nutrição, mas, acima de tudo, da excelência na execução dos manejos em todas as etapas da produção nas granjas”, ressalta a zootecnista Letícia Matoso, da Auster Nutrição Animal.

 





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Sistema de nanopartículas usa menos defensivo no combate à lagarta da soja


A soja é a principal commodity agrícola do Brasil há anos e, na safra 2024/25, deve bater recorde de produção, com 167,9 milhões de toneladas, aumento de 20,1 milhões de toneladas em comparação ao ciclo passado, de acordo com levantamento mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

No entanto, as pragas que afetam as lavouras da oleaginosa têm se desenvolvido em igual proporção. Para combatê-las, a nanotecnologia pode ser uma aliada revolucionária.

Estudos da Embrapa Soja indicam que os percevejos, por exemplo, podem reduzir a produtividade do grão em até 30%, resultando em perdas estimadas em mais de R$ 12 bilhões por temporada.

Da mesma forma, nematoides são responsáveis por perdas de uma safra a cada dez, acumulando prejuízos de aproximadamente R$ 374 bilhões ao longo de uma década.

A ferrugem-asiática também está na lista das principais ameaças. Causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, a doença já gerou perdas superiores a R$ 150 bilhões desde sua identificação no país.

Solução nanotecnológica

As perdas econômicas na cultura da soja proporcionadas por essas pragas ressaltam a importância de estratégias eficazes de manejo.

Pesquisadores membros do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro) desenvolveram um sistema avançado de liberação de pesticidas utilizando nanopartículas de policaprolactona (PCL) para encapsular o lufenuron, um regulador de crescimento de insetos amplamente usado no combate à lagarta falsa-medideira (Rachiplusia nu).

Assim, a pesquisa desenvolvida, focada em melhorar a estabilidade, eficácia e segurança ambiental dos pesticidas, testou as novas formulações nanoencapsuladas em laboratório (in vitro) e em condições semi abertas (in vivo).

Entre os resultados apreendidos está o de que tanto a versão nano quanto a formulação comercial convencional eliminaram quase 100% das larvas da praga na dose máxima. No entanto, o diferencial da versão nanoencapsulada foi manter altos níveis de eficácia mesmo em doses mais baixas.

De acordo com os pesquisadores, a nanotecnologia utilizada garante maior proteção do ingrediente ativo, controle gradual da liberação do produto e menor degradação ao longo do tempo.

“As nanopartículas funcionam como pequenas cápsulas que liberam o pesticida de forma mais controlada, mantendo sua ação por mais tempo e exigindo menos aplicações”, explica Marcos Lenz, um dos pesquisadores envolvidos no estudo.

Controle da praga da soja

danos falsa-medideira da soja lagartadanos falsa-medideira da soja lagarta
Foto: Divulgação

Os ensaios realizados demonstraram que, em ambiente realista (in vivo), a formulação manteve uma taxa de controle acima de 90% na concentração recomendada. O desempenho caiu em concentrações menores, mas os pesquisadores veem isso como um passo importante para o futuro dos nanopesticidas.

“É crucial continuar testando essas formulações em diferentes condições ambientais para entender como elas se comportam no campo. O objetivo é afinar a concentração do ingrediente ativo nas nanopartículas, ampliando ainda mais sua competitividade e sustentabilidade”, afirma Lenz.

Para ele, essa estratégia, ao mesmo tempo eficiente e menos agressiva ao meio ambiente, pode ser um divisor de águas para o agronegócio — especialmente em um contexto onde o uso excessivo de defensivos agrícolas é alvo de críticas crescentes.

Uso em outras culturas

A expectativa dos pesquisadores do INCT NanoAgro é que as pesquisas avancem para otimizar ainda mais a concentração do ingrediente ativo nas nanopartículas e expandir os testes em diferentes tipos de culturas e climas.

Segundo Lenz, a longo prazo, tecnologias como essa podem reduzir drasticamente o volume de pesticidas usados nas plantações, preservando a produtividade sem comprometer a biodiversidade.



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Você viu? China compra volume surpreendente de soja brasileira em apenas 4 dias



Uma quantidade atípica de soja brasileira foi comprada pela China na semana passada, entre os dias 7 e 10 de abril, em meio à escalada das tensões comerciais entre o gigante asiático e os Estados Unidos.

A informação, que partiu de reportagem da Bloomberg, detalha que ao menos 40 cargas do grão foram adquiridas, o equivalente a mais de 2,4 milhões de toneladas – quase um terço do volume médio que os chineses costumam processar por mês – com entregas programadas, em sua maioria, para maio, junho e julho.

O movimento ocorre no instante em que as transações comerciais entre as duas principais potências econômicas do mundo segue inviável, uma vez que Donald Trump fixou tarifas de importação que podem chegar a 245% aos chineses, que responderam na mesma moeda, com elevação de taxas.

O peúltimo relatório para a soja do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), inclusive, já havia detectado o avanço da demanda internacional por soja brasileira com o crescimento das negociações no mercado spot no fim de março.

Preferência pela soja brasileira

A soja é a principal commodity agrícola exportada pelos Estados Unidos à China. Contudo, o Brasil assumido protagonismo global nos embarques da oleaginosa aos asiáticos, os maiores compradores do grão.

Como movimento natural de mercado por conta da época da colheita da safra brasileira, as compras chinesas começam em fevereiro, contudo, as aquisições desta semana foram “excepcionalmente significativas e rápidas”, afirmam fontes ouvidas pela Bloomberg, não identificadas pela agência.

Neste cenário, os importadores também foram atraídos pelas margens mais altas no processamento interno da soja após as altas no farelo.

Agora, a expectativa de analistas é que a soja brasileira fique mais cara, visto que a China deve dar preferência ao país e evitar a commodity norte-americana no quarto trimestre, época em que costuma recorrer à oferta da nova safra produzida por lá.

De acordo com o último relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nessa quinta-feira (10), o Brasil deve produzir 167,9 milhões de toneladas de soja na safra 2024/25, 20,1 milhões de toneladas a mais do que o registrado na temporada passada.

Hora de vender

Em entrevista ao Canal Rural, o analista de mercado Carlos Cogo, as tensões comerciais entre Estados Unidos e China traz a oportunidade de o produtor avançar na comercialização antecipada não apenas de soja, mas também carne bovina e suína, café e algodão.

“O Brasil já é líder global nas exportações de soja, café e algodão. No caso da pluma, atingiu o posto em 2024 e se mantém em 2025, enquanto no café ocupa a primeira posição há muitos anos. Quanto ao algodão, assim como na soja, os Estados Unidos são ainda um grande supridor do mercado chinês, abastecendo em torno de 20% da demanda importadora asiática, mas, provavelmente, parte desse volume vai ser deslocado para o Brasil”, acredita.

Apesar desse provável ganho de mercado para o Brasil, Cogo ressalta que o produtor rural deve ter em mente que se tratam de benefícios temporários, visto que um acordo comercial entre Estados Unidos e China é dado como certo, ainda que não tenha data para ocorrer. “Pode ser daqui a uma semana, como também daqui há um ano.”

“Vale a pena olhar para ‘Trump 1’, quando Donald Trump assumiu [a presidência dos EUA] pela primeira vez em 2018. Naquela época, os preços e prêmios subiram, mas quando saiu o acordo comercial [com a China], chamado de Fase 1 naquele momento, os preços futuros das commodities subiram e os prêmios cederam”, lembra.

O analista considera que o mundo viverá a mesma situação comercial de anos atrás. “Nos bastidores, os departamentos de comércio de ambos os países estão traçando uma negociação para um acordo comercial. E o que os Estados Unidos teriam para oferecer que a China precisa? Grãos, fibras e carnes, assim como ocorreu no acordo anterior [do primeiro mandato de Trump].”

Diante dessa futura realidade, os preços futuros ficariam mais fortes pela demanda por commodities norte-americanas, mas, por outro lado, os prêmios nos portos brasileiros podem sofrer quedas acentuadas.

Assim, para o analista, o produtor brasileiro precisa aproveitar o momento para avançar na comercialização futura, principalmente de soja, café e algodão antes que o acordo entre chineses e norte-americanos seja assinado.



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