domingo, maio 24, 2026

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Pequena queda esperada na safra de soja do Uruguai



A estimativa para a safra é de 3,1 milhões de toneladas



A estimativa para a safra é de 3,1 milhões de toneladas
A estimativa para a safra é de 3,1 milhões de toneladas – Foto: Nadia Borges

A produção de soja no Uruguai deve apresentar uma leve queda na safra 2025/26, após o recorde registrado no ciclo anterior, conforme relatório do Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). A redução se deve à decisão dos produtores de destinar parte da área cultivada à produção de milho, impulsionada por uma recuperação do interesse na cultura. Apesar disso, o Uruguai seguirá como importante fornecedor para os mercados da China e da Argentina.

A estimativa para a safra é de 3,1 milhões de toneladas, inferior aos 3,3 milhões de toneladas colhidos em 2024/25 — resultado que foi o maior em oito anos e um dos mais altos já alcançados. Segundo o FAS, o milho voltou a ganhar espaço após um inverno mais rigoroso controlar a praga da cigarrinha, o que levou os agricultores a aumentar a área plantada com o cereal.

A capacidade de processamento interno de soja segue limitada, com menos de 10% da produção sendo moída no país, basicamente em uma única grande instalação. A expectativa é de um leve aumento na moagem, alcançando 170 mil toneladas, o que resultará na produção de 135 mil toneladas de farelo e 30 mil toneladas de óleo de soja.

A maior parte da soja uruguaia segue sendo exportada em grão, principalmente para a China e a Argentina. Paralelamente, o país importa derivados como farelo e óleo para atender sua demanda interna nas indústrias de alimentos e rações. As exportações devem atingir 2,9 milhões de toneladas — queda de 100 mil toneladas em relação ao ciclo anterior. Em 2024, a China foi responsável por quase 80% dessas compras, mantendo sua preferência por soja em grão para processamento local, conforme destacou o FAS.

 





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Governo estuda melhorias no serviço de inspeção de produtos de origem animal



Com o objetivo é impulsionar o Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, apresentou no início da semana para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva medidas para melhoria do serviço.

Em reunião com o chefe do Executivo, Fávaro citou a possibilidade da participação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) na capacitação aos produtores por meio de parceria técnica para ampliar o Sisbi-POA.

A ideia do ministério é aumentar o alcance do Sisbi-Poa nos municípios brasileiros e avançar no número de estabelecimentos cadastrados, de acordo com os interlocutores. O Sisbi-Poa concede o selo nacional a produtos pecuários que atendam aos requisitos de sanidade e manipulação.

A meta da pasta é que até o fim do ano 1,8 mil municípios façam a adesão ao Sisbi-Poa, ante os atuais 970. Esse número já avançou contra 380 municípios do reportados no início de 2023. Em março, o governo federal havia anunciado a meta de aumentar a aplicação do sistema de vigilância para 3 mil municípios ao fim de 2026.

A ampliação do Sisbi-Poa integra também as medidas do governo para enfrentamento da inflação de alimentos. A avaliação de técnicos é que o maior número de produtos aptos a serem comercializados em todo o País amplia a oferta nacional destes itens, contribuindo para contenção dos preços.

Em março, o governo federal autorizou por um ano a equivalência do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), responsável pela inspeção de produtos de origem animal localmente à abrangência do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi). A medida foi autorizada para produtos como leite, mel e ovos, dentre o anúncio de medidas para barateamento dos preços dos alimentos.

O Sisbi, que integra o Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), padroniza e harmoniza os procedimentos de inspeção de produtos de origem animal para garantir a inocuidade e segurança alimentar, segundo informações oficiais do ministério. O Sisbi permite que os produtos de origem animal inspecionados no município sejam comercializados em todo o território nacional.



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Novo centro de treinamento vai capacitar profissionais para o agro


O interior de São Paulo está ganhando um novo espaço com foco no desenvolvimento de talentos para o setor agrícola, o Centro de Treinamentos de Piracicaba. Com investimentos na ordem de R$ 6 milhões, a construção da unidade faz parte do Convênio de Cooperação Institucional da John Deere com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq) e Grupo Terraverde, concessionário da empresa.

Segundo a John Deere, o centro de treinamento vai fomentar a troca de conhecimentos técnicos e científicos, a capacitação de profissionais e a realização de pesquisas voltadas para avanços tecnológicos.

Desde o início do convênio, em maio de 2022, mais de 2 mil pessoas foram treinadas – e a nova estrutura proporcionará um impacto ainda maior. Com a ampliação, haverá maior oferta de programas de capacitação que combinam o conhecimento teórico à prática de campo.

Serão abertas turmas voltadas aos alunos da Esalq/USP e, com o apoio do Grupo Terraverde, serão oferecidos cursos específicos em “Operações e Ajustes”. Em breve, o local também passará a receber cursos voltados à comunidade, já disponíveis na plataforma Campus John Deere, permitindo que ainda mais pessoas tenham contato com tecnologias de ponta e com as melhores práticas do setor agrícola.

Funcionários da rede de concessionários John Deere também terão oportunidades de desenvolvimento no CT de Piracicaba.

Sobre o centro de treinamento

Localizado na Fazenda Areão, uma área experimental de 130 hectares anexa ao campus da Esalq/USP, o centro ocupa 1,5 mil m² e conta com cinco salas de aula, um local de eventos para até 130 pessoas, um refeitório, área coberta para treinamentos com máquinas e outra área, mas essa aberta, de 20 hectares para atividades.

Centro de Soluções Conectadas (CSC)

No espaço, os alunos poderão simular o trabalho de concessionários que centralizam e organizam informações da frota de máquinas dos clientes com sincronia da gestão, dados em nuvem e conexão total com o ecossistema da companhia.

“A criação do centro de treinamentos surgiu a partir de um modelo de negócio inovador, em colaboração com uma instituição de ensino de referência. Essa parceria permite que a John Deere e o Grupo Terraverde foquem seus investimentos em infraestrutura e programas voltados às reais necessidades do mercado, para que os estudantes saiam da universidade atualizados e aptos a aproveitar o melhor da tecnologia para tornar o agro ainda mais produtivo, rentável e sustentável”, afirma Cláudio Trevizan, gerente regional de Gestão de Conhecimento da John Deere.

Sala de aula do Centro de Treinamento de PiracicabaSala de aula do Centro de Treinamento de Piracicaba
Foto: divulgação / John Deere

De acordo com a empresa, inicialmente, as atividades serão direcionadas aos docentes e alunos da Esalq/USP, incluindo graduação, mestrado e doutorado, além de funcionários da John Deere, da rede de concessionários e produtores rurais atendidos pelo Grupo Terraverde.

Em breve, o centro também atenderá alunos do ensino fundamental e médio de escolas da região, promovendo o desenvolvimento do agronegócio. A nova estrutura se une a outros cinco Centros de Treinamentos no Brasil, em Campinas (SP), Ribeirão Preto (SP), Goiânia (GO), Horizontina (RS) e Várzea Grande (MT).

Integração acadêmica e tecnológica

O convênio vai incentivar pesquisas nas áreas de modelagem, máquinas agrícolas, inteligência artificial e agricultura digital, ao mesmo tempo em que promoverá a criação de um ecossistema colaborativo entre a universidade e o setor privado, por meio de treinamentos, apresentações e a integração de docentes da Esalq/USP com profissionais da John Deere.

Além disso, o acordo apoia programas acadêmicos voltados à formação empreendedora, oferece bolsas de estudo e estimula o debate sobre os desafios da digitalização do campo.

“A integração com a John Deere pode produzir bons frutos se proporcionar para alunos e professores experimentarem o desenvolvimento tecnológico aplicado, levando para a sala de aula as inovações no momento em que elas ficam disponíveis no campo, sem defasagem. Trata-se de uma oportunidade para construirmos um ambiente onde o conhecimento científico e a inovação da indústria se encontram”, explica Thais Vieira, diretora da Esalq/USP.

Centro de treinamento John Deere (Piracicaba)Centro de treinamento John Deere (Piracicaba)
Foto: divulgação / John Deere

Fealq será responsável pela gestão administrativa e financeira dos recursos necessários à execução do Convênio, no âmbito da gestão dos projetos de pesquisa e treinamentos, bem como de bolsas de estudo concedidas a alunos de graduação e de pós-graduação.



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Frente fria sai do Sul, avança pelo país e muda regime de chuva



A frente fria que estava estacionada no Sul avança pelo Sudeste e afeta, também, o Centro-Oeste. Em alguns pontos, a chuva diminui, mas em outros, temporais podem ser esperados. Confira a previsão do tempo para este Domingo de Páscoa:

Sul

Conforme a frente fria avança pela Região Sudeste, a chuva volta a diminuir no Sul do país. Uma massa de ar frio corre pelo continente e a temperatura cai em todo o Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Tem previsão de geada nos pontos mais altos das serras gaúcha e catarinense. No Paraná, pancadas irregulares ainda podem acontecer nas regiões leste e norte, onde temporais não são descartados.

Sudeste

Conforme a frente fria avança, a chuva diminui em São Paulo, mas aumenta entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. O domingo ainda será bastante instável na capital paulista, com chuva entre a madrugada e tarde. A mínima será invertida, fenômeno que ocorre quando os termômetros ficam mais baixos à noite e não de manhã.

Centro-Oeste

O sol volta a aparecer mais no Centro-Oeste e a chuva diminui. Uma massa de ar frio avança pelo continente, mas não terá grandes efeitos na Região. A temperatura mínima deve diminuir em áreas do extremo sul de Mato Grosso do Sul, mas sem frio intenso.

Nordeste

Pancadas irregulares e com baixos acumulados acontecem no norte maranhense e no litoral do Rio Grande do Norte. No interior da Bahia, do Piauí e do Maranhão, chuvas rápidas. Nas demais regiões, tempo firme.

Norte

Chove no Amazonas, Acre, em Rondônia e no Amapá, mas com períodos de sol e melhorias. Nos demais estados, mais sol do que chuva.



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Vida saudável impulsiona demanda por alimentação natural


A prática de esportes e atividades físicas ao ar livre faz parte da rotina de muitos cariocas, inspirados pelas paisagens deslumbrantes do Rio de Janeiro. Nos últimos anos, com o acesso facilitado a informações sobre saúde e bem-estar, a população tem adotado hábitos mais equilibrados, incluindo a busca por uma alimentação saudável.

Frangos e ovos, por exemplo, são fontes importantes de proteínas e essenciais para quem deseja mais energia e desempenho esportivo. A Korin Alimentos, referência nacional em produtos naturais, oferece alimentos desenvolvidos com base na Agricultura Natural, filosofia que prioriza a vitalidade do solo e elimina o uso de antibióticos, transgênicos e agrotóxicos na produção.

No Rio de Janeiro, os consumidores contam com quatro lojas de fábrica da Korin, localizadas em Botafogo, Leblon, Tijuca e Niterói. Nesses espaços, é possível encontrar mais de 2.000 itens, entre carnes, ovos, frutas, legumes e uma ampla variedade de produtos de mercearia. O hortifruti abastecido por agricultores locais é um diferencial que reforça o compromisso com a sustentabilidade.

A expansão da rede inclui a nova unidade em Botafogo, que se soma às outras dez lojas já existentes pelo Brasil. A Korin convida todos a conhecer seus espaços e descobrir como é possível se alimentar de forma mais saudável, saborosa e responsável.

“Nos últimos anos, a população passou a ter mais acesso a informações sobre os benefícios de uma rotina mais equilibrada e começou a implementar essas práticas no dia a dia. No entanto, para alcançar os resultados desejados, é essencial incluir outro elemento: a alimentação saudável”, ressalta Simone Pereira Soares, Gerente de Operações do Grupo Korin.





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Controle rápido da dor em equinos é essencial


Identificar e tratar a dor em equinos é um dos principais desafios no manejo veterinário, especialmente em casos de processos inflamatórios. Por serem animais de grande porte e com fisiologia particular, os cavalos exigem abordagens específicas para um controle eficaz da dor, essencial não apenas para aliviar o sofrimento, mas também para garantir sua recuperação e bem-estar.

Segundo a zootecnista Paula Kawakami, da Syntec, a dor pode se manifestar de forma sutil, como mudanças de comportamento, relutância em se mover, redução da atividade e até agressividade. As causas mais comuns incluem lesões, infecções e doenças articulares ou musculares. Nesses casos, a fisioterapia com massagens, alongamentos e exercícios controlados pode auxiliar na recuperação funcional do animal.

“Diversas técnicas, como massagens terapêuticas, alongamentos e exercícios controlados, ajudam a melhorar a circulação sanguínea, reduzir a rigidez muscular e recuperar as articulações, proporcionando uma recuperação mais eficaz para o cavalo”, explica.

O uso de medicamentos também é indispensável. Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), analgésicos e, em casos específicos, opioides ou corticosteroides, são utilizados sob rigorosa supervisão veterinária. Como aliado dos criadores, a Syntec oferece o Diclofenaco, AINE formulado à base de Diclofenaco Sódico, com ação analgésica, antipirética e anti-inflamatória. O produto é indicado para diversas espécies, incluindo equinos, e atua na inibição das prostaglandinas, aliviando dor, febre e inflamação.

“Os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são comumente prescritos para reduzir a inflamação e aliviar a dor. Em situações específicas, analgésicos, como opioides e corticosteroides, podem ser utilizados. Contudo, é imprescindível que esses medicamentos sejam administrados sob supervisão veterinária para evitar efeitos adversos e complicações”, conclui

 





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Cooperativa de citrus alcança marca importante


A Credicitrus, uma das principais cooperativas de crédito do país, alcançou resultados expressivos em 2024, consolidando sua posição de liderança no Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC). A cooperativa atingiu R$ 15,8 bilhões em ativos, com um aumento de 8,64% em relação ao ano anterior. 

As captações chegaram a R$ 11,3 bilhões, representando um crescimento de 12,85%, e o patrimônio líquido superou os R$ 3 bilhões, com um aumento de 16,85%. As operações de crédito somaram R$ 8,2 bilhões, com um crescimento de 19,21%, e a cooperativa registrou sobras líquidas de R$ 460 milhões.

“Esses indicadores são o resultado do nosso comprometimento com os mais de 170 mil cooperados e com a comunidade em que atuamos e demonstram a resiliência do modelo de negócios cooperativo, mesmo diante de um ano desafiador. Ao longo do ano, realizamos investimentos em tecnologia, para manter a Credicitrus na vanguarda do mercado financeiro, garantindo eficiência e segurança operacional, por meio da automatização de processos e o uso de inteligência artificial. Neste ano, trabalharemos para cooperar, para empreender, para o agronegócio, para a vida”, afirma Walmir Segatto, CEO da Credicitrus.

Além dos bons resultados financeiros, a Credicitrus recebeu a nota AA+ (bra) da Fitch Ratings, reforçando sua solidez e segurança. Fabio Fernandes, diretor de negócios, enfatiza que a estratégia da cooperativa é fundamental para o desenvolvimento sustentável e a prosperidade dos cooperados. A cooperativa também registrou um marco no cooperativismo de crédito, com mais de 65 mil associados participando da Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária Digital, por meio do aplicativo Sicoob Moob, pelo terceiro ano consecutivo.

 





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Controle biológico na tomaticultura: solução sustentável



“A presença de pragas e doenças nas lavouras de tomate reduz a produtividade”



“A presença de pragas e doenças nas lavouras de tomate reduz a produtividade"
“A presença de pragas e doenças nas lavouras de tomate reduz a produtividade” – Foto: Agrolink

A tomaticultura brasileira, com uma safra de 4,7 milhões de toneladas em 2024, enfrenta desafios com pragas como a lagarta traça-do-tomateiro, a mosca-branca e a requeima, que prejudicam a produtividade e a qualidade dos tomates. Para combater essas ameaças, o controle biológico surge como uma alternativa eficaz e sustentável.

“O avanço tecnológico possibilita que a produção de tomates atenda a diversos mercados, incluindo consumo in natura, processamento industrial e exportação. No entanto, essa cultura é altamente suscetível a pragas e doenças, o que exige controle eficaz para garantir a produtividade e a qualidade do cultivo”, comenta Renato Brandão, mestre em agronomia pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) e gerente nacional de vendas da BRQ Brasilquímica.

Produtos como o Bacillus thuringiensis para a traça-do-tomateiro, Beauveria bassiana contra a mosca-branca e Trichoderma spp. para a requeima oferecem soluções menos agressivas ao meio ambiente, reduzindo o uso de agroquímicos e preservando os inimigos naturais das pragas.

“A presença de pragas e doenças nas lavouras de tomate reduz a produtividade, gera frutos deformados ou inviáveis para o mercado e aumenta os custos com defensivos e manejo. Por isso, é essencial adotar práticas de controle eficientes e sustentáveis”, completa.

O uso desses biológicos garante uma produção mais sustentável, com boa produtividade e alta qualidade dos tomates, beneficiando tanto os agricultores quanto o meio ambiente. “Com manejo adequado e o controle biológico, os agricultores obtêm produção mais sustentável, boa produtividade e alta qualidade dos tomates. Ao reduzir a dependência de químicos, não apenas preservam o meio ambiente, mas também favorecem a saúde dos trabalhadores rurais e dos consumidores”, conclui.

 





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Entidades do setor apoiam decreto que fortalece o RenovaBio



As entidades destacam que a nova legislação amplia a segurança jurídica



As entidades destacam que a nova legislação amplia a segurança jurídica
As entidades destacam que a nova legislação amplia a segurança jurídica – Foto: Pixabay

A Bioenergia Brasil, o Instituto Combustível Legal (ICL), o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) e a União da Indústria de cana-de-açúcar e Bioenergia (UNICA) manifestaram apoio ao Decreto nº 12.437/2025, publicado na última quinta-feira (17/04). O texto fortalece o RenovaBio ao implementar medidas mais rigorosas contra fraudes e garantir a integridade do programa nacional de descarbonização.

De acordo com elas, entre as principais mudanças, o decreto prevê penalidades severas para distribuidoras que não cumprirem suas metas de descarbonização, além da criação de listas públicas com nomes de empresas irregulares. Também reforça o papel fiscalizador da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), ampliando a capacidade de controle e transparência no setor.

Nesse contexto, as entidades destacam que a nova legislação amplia a segurança jurídica, valoriza os agentes que atuam de forma regular e proporciona maior previsibilidade ao mercado de biocombustíveis no Brasil. Sendo assim, a medida é vista como essencial para fortalecer a credibilidade do RenovaBio e garantir a competitividade do setor frente às crescentes exigências ambientais.

Por fim, os representantes do setor reafirmaram o compromisso com o avanço das políticas públicas de descarbonização e com o desenvolvimento sustentável da matriz energética nacional, considerando o decreto como um passo importante para a consolidação do Brasil como líder na produção de energia limpa. Isso é visto como um avanço para o setor.

 





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Projeto do túnel Santos-Guarujá será apresentado a investidores europeus


O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, inicia na próxima segunda-feira (21) uma viagem por países da Europa para apresentar a investidores estrangeiros detalhes do projeto do primeiro túnel imerso do país, que ligará as cidades de Santos e Guarujá, no litoral paulista. A informação parte da Agência Gov.

O roteiro começa por Portugal e passa pela Holanda e Dinamarca, onde há empresas de construção com expertise em obras similares à que será realizada para a construção do túnel brasileiro.

O empreendimento faz parte de uma parceria entre os governos federal e estadual, por meio do Ministério de Portos e Aeroportos. A abertura das propostas está prevista para o dia 1º de agosto, e serão necessários investimentos de aproximadamente R$ 6 bilhões.

“É a maior obra do Novo PAC, resolve uma demanda antiga da região e traz dignidade à população, ajudando na mobilidade urbana, gerando empregos e renda, além de fortalecer o Porto de Santos, o maior porto público da América Latina”, avalia o ministro. Segundo o edital, as obras deverão ser concluídas até 2030.

Em Portugal, na segunda-feira, está prevista uma reunião com a empresa Mota-Engil, que possui parceria com a chinesa CCCC (China Communications Construction Company), uma das maiores construtoras do mundo, detentora de 32,4% de participação na companhia portuguesa.

A CCCC foi responsável pela construção dos túneis submarinos da Baía de Dalian, de Shenzhen-Zhongshan e de Hong Kong–Zhuhai–Macau, um dos projetos subaquáticos mais complexos do mundo.

Na terça e quarta-feira (22 e 23), em Amsterdã, Costa Filho terá reuniões com as holandesas Ballast Nedam e TEC Tunnel. A Ballast Nedam possui experiência na construção de túneis imersos, como o que cruza o movimentado canal Nieuwe Waterweg, em Roterdã, e o do Iraque, em fase de conclusão.

A TEC Tunnel é líder global em projetos e engenharia de túneis e tem fornecido soluções de projeto e construção para empreendimentos inovadores, como a ligação Øresund entre a Dinamarca e a Suécia, a ligação Busan-Geoje na Coreia do Sul, a conexão de 32 quilômetros entre Hong Kong, Zhuhai e Macau, na China, e a ligação Fehmarnbelt, de 20 quilômetros, entre a Dinamarca e a Alemanha.

Túnel em construção sob o mar

Na quinta-feira (24), a comitiva ministerial fará visita ao túnel de Fehmarnbelt, um túnel rodoviário e ferroviário de 18,1 quilômetros de extensão que está em construção sob o Mar Báltico, entre a ilha alemã de Fehmarn e a ilha dinamarquesa de Lolland, destinado à travessia do Fehmarnbelt como parte da chamada “linha do voo dos pássaros” — uma ligação direta por ferrovia e estrada entre as regiões metropolitanas de Copenhague e Hamburgo.

Após a conclusão desta obra, sem precedentes em sua dimensão como túnel imerso, a ligação fixa do Fehmarnbelt poderá se tornar o mais longo e profundo túnel combinado de estrada e ferrovia do mundo.

Segundo os planejadores, o tempo atual de travessia do Fehmarnbelt, que é de 45 minutos por balsa, será reduzido para cerca de dez minutos de tempo puro de viagem, graças à passagem subterrânea e independente das condições climáticas.

Túnel Santos-Guarujá

projeto túnel santos guarujáprojeto túnel santos guarujá
Perspectiva do projeto, em desenho do Ministério de Portos e Aeroportos

Previsto há quase 100 anos para tornar as cidades de Santos e Guarujá mais próximas — hoje o deslocamento por estrada dura quase uma hora, sendo a outra opção a travessia por balsa —, o túnel terá 1,5 quilômetro de extensão (sendo 870 metros imersos) e contará com três faixas de rolamento por sentido, incluindo uma exclusiva para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), além de acessos dedicados a pedestres e ciclistas.

Atualmente, 28 mil pessoas cruzam diariamente as duas margens utilizando barcos de pequeno porte e balsas. A travessia por balsas é considerada a maior do mundo em número de veículos transportados, com uma média diária de 14 mil veículos.

Informações: Agência Gov



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