domingo, maio 24, 2026

Agro

News

crescem as exportações de ovos mineiros aos EUA



As vendas de ovos de galinha, produzidos em Minas Gerais, e exportados aos Estados Unidos apresentaram crescimento, segundo a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa). De acordo com a pasta, o surto de Influenza Aviária que atingiu as aves americanas, gerou um efeito cascata que se mostrou uma excelente oportunidade para as vendas brasileiras – e Minas Gerais é um grande protagonista nesse cenário.

Os Estados Unidos são o segundo maior produtor global de ovos. No entanto, com a doença, eles precisaram abater os rebanhos de aves, o que gerou uma maior necessidade de importar o alimento. O país viu no Brasil um fornecedor para sua demanda por ovos e países que tradicionalmente compravam dos americanos, como México e Canadá, também vieram em busca dos produtos brasileiros. “Isso é uma janela de oportunidade para Minas Gerais”, explica a assessora técnica do Programa AgroExporta, da Seapa, Manoela Oliveira.

Segundo Manoela, o crescimento da demanda americana por ovos beneficia todo o país, mas há dois polos avícolas em Minas que saem na frente. A região de Montes Claros, no Norte do estado, se destaca pela posição logística privilegiada, servindo como um “hub” para outras regiões; e o sul de Minas, com destaque para o município de Pouso Alegre, que emerge como um núcleo tecnológico da avicultura.

Manoela também informa que o Sul de Minas conta com cooperativas de ovos estruturadas, e o fato de estar próximo a São Paulo e de centros de pesquisas de genética avícola fazem com que essa área responda por um percentual alto da produtividade no estado, combinando uma escala industrial com o acesso a mercados de consumidores.

“Minas Gerais conta com um rebanho de postura de cerca de 21 milhões de cabeças, ou seja, 8% do efetivo nacional. Temos uma cadeia produtiva altamente tecnificada e o perfil dos produtores rurais é um perfil de qualificação. Temos também um sistema de defesa sanitária reconhecido, executado pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA)”, informa Manoela.

Minas responde por 7% dos ovos produzidos no Brasil, cerca de 431 milhões de dúzias por ano. Esses pontos, somados ao crescimento de 266% no valor exportado só nesse primeiro trimestre, mostram que a demanda está sendo redirecionada para Minas Gerais, completa a assessora.

Sem risco

Apesar da alta demanda pelo produto, as análises da Secretaria de Agricultura revelam que não há risco de desabastecimento. O quantitativo de ovos para exportação representa apenas 1% da produção total de Minas, o que deixa 99% para atender ao mercado interno.

“Não há risco nem a curto, nem a médio prazo de desabastecimento, porque essa proporção cria uma reserva de segurança. Para causar um impacto significativo na disponibilidade doméstica, teria que haver um aumento muito súbito e expressivo da demanda internacional, e os preços no mercado externo teriam que aumentar drasticamente, além de ter uma capacidade ociosa das granjas mineiras, que não é o que ocorre”, informa Manoela.

Perspectivas

Manoela explica que Minas Gerais exporta praticamente o dobro de ovos em comparação ao mesmo período do ano passado. “No primeiro trimestre nós fechamos com US$ 4 milhões em receita e 2 mil toneladas em volume. Para o próximo trimestre, devemos alcançar cerca de US$ 8 milhões em vendas e pouco mais de 4 mil toneladas de ovos para exportação”, conclui Manoela.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Crédito mais flexível impulsiona irrigação e inovação



A irrigação desponta como tecnologia-chave para aumentar a produtividade



A irrigação desponta como tecnologia-chave para aumentar a produtividade
A irrigação desponta como tecnologia-chave para aumentar a produtividade – Foto: Pixabay

Nos últimos dez anos, o financiamento no agronegócio brasileiro evoluiu com a entrada de novas fontes privadas, como bancos, fundos e indústrias, suprindo a crescente demanda por crédito. Segundo Bruna Neri, gerente financeira da Netafim, “o recurso subsidiado não é suficiente para o mercado. “Temos um agro mais tecnológico e sólido, pronto para investir”.

A irrigação desponta como tecnologia-chave para aumentar a produtividade e garantir segurança hídrica. Contudo, ainda há desafios para o financiamento. “”O Proirriga é uma importante linha subsidiada para a irrigação, mas o mercado ainda demanda novas fontes de financiamento para atender plenamente seu potencial de crescimento. Estima-se que o valor liberado anualmente represente menos de 20% da expectativa do setor. Por isso, diversificar as opções de financiamento e atrair novos agentes pode ser um caminho estratégico para ampliar o acesso à irrigação”.

Com prazos maiores, garantias mais flexíveis e pagamento em commodities, surgem soluções inovadoras. A Netafim, por exemplo, criou linhas de crédito via BNDES e fechou parcerias com bancos privados. Essas condições favorecem investimentos em tecnologias como a irrigação por gotejamento, que aumenta a produtividade e reduz desperdícios, explica Bruna.

Essa evolução também permitiu que pequenos e médios produtores adotassem sistemas modernos. A perspectiva é de mais incentivos à sustentabilidade, combinando inovação e crédito acessível. “Durante esses eventos, há uma maior busca por soluções de crédito, já que os agricultores procuram entender melhor as opções disponíveis e como elas podem apoiar suas necessidades tecnológicas e de irrigação”, conclui Bruna.

 





Source link

News

Pesquisa aponta árvores que se adaptam melhor às mudanças climáticas



Uma pesquisa do Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA) identificou espécies de árvores na Grande São Paulo com maior capacidade de resistência aos efeitos das mudanças climáticas. O estudo analisou folhas de 29 espécies de árvores nativas em fragmentos urbanos e periurbanos da Mata Atlântica, revelando seis espécies potencialmente tolerantes.

Essas espécies poderão ser consideradas para a arborização urbana no futuro, desde que atendam a outros critérios, como resistência a patógenos e pragas, além de características de crescimento da copa e das raízes. Os testes foram realizados tanto em campo quanto em laboratório.

Espécies de árvores mais tolerantes identificadas até o momento:

  • Cupania vernalis – Camboatá ou Camboatã
  • Croton floribundus – Capixingui ou Tapixingui
  • Eugenia cerasiflora – Guamirim
  • Eugenia excelsa – Pessegueiro-bravo
  • Guapira opposita – Maria-mole
  • Myrcia tijucensis – Guamirim-ferro

“Compreender quais espécies são mais resistentes aos estressores ambientais é fundamental para o planejamento urbano e a conservação da biodiversidade em regiões metropolitanas”, destaca a pesquisadora do Instituto de Pesquisas Ambientais, Marisa Domingos, que supervisionou o estudo.

O grupo de pesquisa do IPA está começando um novo projeto que visa aprimorar o protocolo de métodos, incluindo novos biomarcadores para classificar o nível de tolerância de árvores nativas da floresta atlântica ao estresse urbano.

O estudo também ampliará o número de espécies analisadas, incluindo aquelas utilizadas em projetos de restauração florestal, e realizará experimentos em câmaras de crescimento para avaliar a resistência das árvores à deposição de poluentes e a eventos climáticos extremos.

O trabalho faz parte do Plano de Desenvolvimento Institucional em Pesquisa (PDIP), financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), dentro do projeto “Desafios para a conservação da biodiversidade frente às mudanças climáticas, poluição e uso e ocupação do solo”.

Segundo os pesquisadores, o estudo contribui como orientação para ações de reflorestamento em ilhas de calor, a preservação da biodiversidade e apoio à formulação de políticas públicas.

“Investir em pesquisa científica e inovação é essencial para desenvolver soluções sustentáveis e eficazes que garantam a resiliência das cidades e a conservação da biodiversidade”, destaca o coordenador do Instituto de Pesquisas Ambientais, Marco Aurélio Nalon.



Source link

News

Domingo de Páscoa com risco de temporal, 100 mm de chuva e ventania agora à tarde



O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu na manhã de hoje (20) que duas grandes áreas do Brasil estão sujeitas a fortes temporais neste domingo de Páscoa. O órgão informa que as chuvas intensas têm grau de severidade representando perigo à população.

Os acumulados podem alcançar os 100 mm, com ventos intensos de até 100 km/h. Há risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.

As regiões Nordeste e Norte serão as mais afetadas de acordo com o Inmet.

Nordeste

  • Ceará: norte, noroeste, Metropolitana de Fortaleza, Sul, centro-sul, sertão e o Jaguaribe
  • Maranhão: Oeste Maranhense, Leste Maranhense, Norte Maranhense, Centro Maranhense
  • Paraíba: sertão, agreste e Zona da Mata paraibana
  • Pernambuco: Metropolitana de Recife, sertão, agreste, e Zona da Mata pernambucana
  • Piauí: centro-norte Piauiense e norte piauiense
  • Rio Grande do Norte: Central Potiguar, oeste, agreste e leste potiguar

Norte

  • Amapá: norte e sul do Amapá
  • Amazonas: centro amazonense, sudoeste, norte e Baixo Amazonas
  • Pará: nordeste, sudeste, Marajó, Metropolitana de Belém e sudoeste paraense
  • Roraima: norte e sul de Roraima
  • Tocantins: região ocidental

Alerta Amarelo

Outra grande área está classificada sob o aviso de Alerta Amarelo pelo Inmet. Essa zona de instabilidade corta o país de leste a oeste e atinge todos os estados da região Centro-Oeste, parte da Bahia e Minas Gerais, o Acre e Rondônia.

Chuva causou problemas no Sudeste e Sul do Brasil

No sábado (19), chuvas fortes causaram transtornos nos estados de Santa Catarina e São Paulo. No final da tarde de ontem, um temporal causou alagamentos em cidades da região do ABC e litoral paulista. Agricultores do oeste e da serra catarinense tiveram prejuízos com tempestades de granizo.



Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Exportações de soja batem recorde histórico em março


Por Ronaldo Fernandes

O Brasil exportou 14,68 milhões de toneladas de soja em março de 2025, o maior volume já registrado na história para março. A marca representa um crescimento de mais de 16,51% em relação a março de 2024, e reforça a força do Brasil como principal fornecedor global da oleaginosa.

A concentração desse volume no primeiro trimestre mostra o apetite chinês para repor estoques. Com o mercado asiático desabastecido nos primeiros meses do ano, o volume recorde embarcado em março deve começar a chegar nos portos da China em abril e maio, justamente quando o consumo se intensifica.

Além disso, com a recente escalada tarifária entre EUA e seus principais parceiros comerciais, o Brasil se tornou ainda mais atrativo para compradores internacionais, o que deve manter o ritmo de exportações aquecido ao longo dos próximos meses.

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio





Source link

News

Mapa confisca 32 t de arroz e feijão com disparidade de tipo no interior de SP



Uma fiscalização de rotina do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no interior de São Paulo apreendeu 32 toneladas de arroz e feijão com disparidade de tipo. Isso significa que o rótulo declara que o produto possui um nível superior de qualidade, quando, na verdade, a qualidade é inferior ao anunciado. A apreensão ocorreu em Araraquara, em uma rede de supermercados de Ribeirão Preto.

Os laudos comprovando a irregularidade foram divulgados na quinta-feira (17). Foram apreendidos 4.595 pacotes de 5 quilos de arroz, classe longo fino, tipo 1, totalizando 22.975 quilos. Esse arroz foi embalado por uma empresa de Uberlândia (MG). Também estavam irregulares 9.200 pacotes de 1 quilo de feijão, classe cores e tipo 1, embalados por uma empresa de Brodowski, interior de São Paulo. Nos dois casos, a inconsistência estava na disparidade de tipo.

Em um dos lotes de arroz apreendidos, os auditores fiscais verificaram que os grãos apresentavam 23,33% do total de quebrados e quireras, enquanto o outro 31,80% do total de grãos quebrados e quireras.

Segundo o Mapa, esses resultados enquadram o produto como tipo 2, uma vez que o limite permitido pela legislação é de 7,5% de grãos quebrados e quireras para que o arroz possa ser classificado como tipo 1.

“Essa regra está no anexo VII da Instrução Normativa Mapa 06/2009, de 18 de fevereiro de 2009, que estabelece o Regulamento Técnico do Arroz. Ou seja, o produto chegava a apresentar quatro vezes acima do limite permitido de grãos quebrados e quireras para o tipo 1”, informou o Mapa.

Dois lotes de feijão também apresentaram discrepância. A análise laboratorial constatou que um lote continha feijão tipo 3, por apresentar percentual de 3,57% em grãos mofados, ardidos e germinados, sendo que o limite legal para ser enquadrado como tipo 1 é de 1,5%.

O outro lote foi classificado pelo Mapa como tipo 2, por apresentar o percentual de 5,41% em grãos amassados, danificados, partidos e imaturos, sendo que o limite previsto em lei é de 2,5% para o tipo 1. Esses dados constam na tabela 1 da Instrução Normativa Mapa 12, de 28 de março de 2008, que estabelece o Regulamento Técnico do Feijão.

A fiscalização constatou que ficou caracterizada a comercialização destes produtos, gerando engano e prejuízo ao consumidor, que acredita estar adquirindo um produto de qualidade superior, porém trata-se de produto com excesso de defeitos.

Todos os direitos de defesa serão concedidos às empresas envolvidas, cujas irregularidades serão apuradas em processos administrativos fiscais. Elas terão oportunidade de requerer análises periciais e, em caso de confirmação das não conformidades, serão autuadas conforme artigo 76 do Decreto Federal 6.268/2007 e terão que substituir os lotes irregulares por lotes conformes.

*Com informações do Mapa



Source link

News

aumenta fiscalização contra besouro que ameaça colmeias no Amazonas


A Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf) vai intensificar as medidas preventivas para evitar a infestação de colmeias pela aetinose, doença que afeta as abelhas e é causada pelo inseto conhecido como pequeno besouro das colmeias (Aethina tumida).

Como parte do trabalho de prevenção, a agência vai intensificar as visitas a propriedades que criam abelhas com ou sem ferrão. A ação inclui atividades de educação sanitária junto aos produtores, vigilância ativa das colmeias, reforço na fiscalização das barreiras especialmente nas divisas do estado e orientações sobre a obrigatoriedade da Guia de Trânsito Animal (GTA), documento oficial que permite o transporte de animais no Brasil.

A fiscal agropecuária e médica-veterinária Fernanda Rech, que coordena o Programa Estadual de Saúde das Abelhas, alerta que a notificação do pequeno besouro das colmeias é obrigatória e qualquer pessoa deve comunicar, imediatamente, à Adaf uma suspeita da presença do inseto, seja em sua forma adulta ou em larva.

Quando adultos, os besouros são geralmente de cor marrom escuro ou preto e medem, aproximadamente, um terço do tamanho de uma abelha. Os ovos têm aparência perolada, medindo 1,5 milímetros de comprimento. Quando eclodem, geram larvas que têm diversas protuberâncias no corpo e podem medir até 9,5 milímetros.

Pequeno besouro das colmeias; abelhasPequeno besouro das colmeias; abelhas
Foto: Adaf/divulgação

O alerta para o risco da aetinose foi feito após a confirmação oficial da praga em Mato Grosso, pelo Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), em fevereiro deste ano. A medida é essencial para controlar e evitar a disseminação dessa praga, que torna o mel impróprio para consumo humano e pode causar graves prejuízos econômicos aos apicultores e meliponicultores.

A médica-veterinária destaca que a defesa agropecuária conta com a colaboração dos produtores para evitar a ocorrência dessa praga no Amazonas. “É preciso que os produtores mantenham os cadastros da atividade atualizados para que nós, do Serviço Veterinário Oficial, possamos agir de forma ágil, garantindo maior eficácia no controle de doenças”, reforça a fiscal agropecuária Fernanda Rech.

O contato com a Adaf pode ser feito pelo sistema e-Sisbravet, disponível no site oficial da agência (adaf.am.gov.br), ou pelos telefones (92) 99255-5409 e (92) 99380-9174.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Temperaturas despencam no RS; saiba quando e onde há risco de geada



RS começa a sentir, a partir deste sábado (19), os efeitos de uma massa de ar frio




Foto: Wikipedia

O Rio Grande do Sul começa a sentir, a partir deste sábado (19), os efeitos de uma massa de ar frio que ingressa pelo oceano. A previsão indica que, ao longo do dia, as máximas não devem superar 15 °C em grande parte dos municípios, enquanto as noites serão marcadas por resfriamento intenso.

As madrugadas de domingo (20), segunda (21) e terça-feira (22) serão as mais frias da sequência, com mínimas inferiores a 10 °C e pontuais abaixo de 5 °C.

Serra, Campanha e fronteira com o Uruguai: possibilidade de termômetros marcando entre 0 °C e 3 °C, sobretudo em baixadas.

Aparados da Serra: alta chance de geada moderada a forte, impactando lavouras sensíveis.

Clique aqui e acesse AGROTEMPO

Geada atinge áreas mais altas 

O avanço do sistema de alta pressão, associado ao ar seco, favorece a formação de geadas isoladas. Produtores rurais dessas regiões devem ficar atentos ao risco de danos a hortaliças, frutíferas e outras culturas vulneráveis às temperaturas negativas.

Porto Alegre e Região Metropolitana

Na capital gaúcha, Porto Alegre, as máximas não devem ultrapassar 13 °C no sábado, com bairros da zona Sul podendo registrar marcas ainda mais baixas. Já na Região Metropolitana, há chance de as primeiras mínimas do ano caírem abaixo de 10 °C entre domingo e terça-feira. O vento sul intensifica a sensação de frio e reforça a queda dos termômetros.





Source link

News

Semana segue com risco de chuva forte e temporais; confira onde



Tem muita gente aproveitando o feriadão de Páscoa e Tiradentes enfrentando chuva forte em algumas partes do Brasil. Ontem (19), o oeste e a serra catarinense registraram tempestades com granizo que causaram prejuízo aos agricultores das duas regiões. No Sudeste, mais especificamente do estado de São Paulo, os temporais provocaram enchentes no litoral e nos municípios da grande São Paulo.

O domingo de Páscoa e o restante da semana seguem com condições semelhantes – possibilidade de chuva forte e temporais em várias áreas do país. Veja como fica o clima na sua região, segundo a Climatempo:

Região Sul

A chuva diminui e uma massa de ar frio avança pelo continente e a temperatura cai em todo o Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Tem previsão de geada nos pontos mais altos das serras gaúcha e catarinense. No Paraná, pancadas irregulares ainda podem acontecer nas regiões leste e norte, temporais não são descartados.

Na segunda-feira (21) há chance de geada nos pontos mais altos da Serra de SC e do RS. O tempo segue firme na maior parte dos dois estados, com previsão de chuva apenas no norte e litoral norte de SC. No PR, a entrada de ventos úmidos que sopram do mar contra a costa favorecem algumas pancadas mais localizadas. O interior do PR, continua com tempo firme.

Região Sudeste

Conforme a frente fria avança, a chuva diminui em São Paulo, mas aumenta entre Minas, Rio e o Espírito Santo. Teremos um dia ainda bem instável na capital paulista, com chuva entre a madrugada e tarde. A mínima será invertida.

Amanhã, os ventos úmidos que sopram do mar contra a costa ainda favorecem chuva no litoral de SP, em áreas do Sul do RJ e no leste e litoral do ES, dia mais úmido com muita nebulosidade e condições de chuva moderada a forte. Interior de SP, com chuva diminuindo e temperaturas voltando a subir à tarde. Chove em forma de pancadas no norte de Minas.

Região Centro-Oeste

O sol volta a aparecer mais e a chuva diminui. Uma massa de ar frio avança pelo continente, mas não terá grandes efeitos na Região. A temperatura mínima deve diminuir em áreas do extremo sul de Mato Grosso do Sul, mas sem frio intenso.

Na segunda-feira o dia começa com temperaturas mais amenas em áreas do sul de MS, com sol aparecendo mais e pouca nebulosidade, a chuva continua ocorrendo em forma de pancadas no leste e norte de GO e no norte e noroeste de MT. Chove com moderada a forte intensidade no norte de MS e na região de Corumbá.

Região Nordeste

Pancadas irregulares e com baixos acumulados acontecem no norte do Maranhão e no litoral do Rio Grande do Norte. No interior da Bahia, do Piauí e do Maranhão, chuvas rápidas. Nas demais regiões, tempo firme.

Amanhã, o tempo continua firme no interior e sertão do Nordeste com uma segunda-feira de sol, pouca nebulosidade e umidade podendo ficar abaixo do ideal para a saúde (>60%). Chove em forma de pancadas no litoral do MA e do PI. O sol aparece durante o dia e pode chover com moderada a forte intensidade no oeste da BA.

Região Norte

Chove no Amazonas, Acre, Rondônia e no Amapá, mas com períodos de sol e melhorias. Nos demais estados, mais sol do que chuva.

O Feriado de Tiradentes será abafado em toda a Região com calor e umidade estimulando nuvens carregadas em todos os estados. Risco de temporal no interior do AM e no estado do AP. Pode chover forte em Manaus, Porto Velho e Rio Branco.



Source link

News

Trigo brasileiro tem pegada de carbono menor que média mundial, revela Embrapa



Um estudo pioneiro realizado pela Embrapa revelou que o trigo produzido no Brasil tem uma pegada de carbono menor que a média mundial e indicou caminhos concretos para reduzir ainda mais as emissões de gases de efeito estufa.

A análise, feita em lavouras e indústria moageira do Sudeste do Paraná, apontou que a adoção de práticas sustentáveis e tecnologias já disponíveis pode diminuir em até 38% o impacto ambiental da produção de trigo no país.

Publicada no periódico científico Journal of Cleaner Production, a pesquisa é a primeira na América do Sul a estimar a pegada de carbono do trigo desde o cultivo até a produção de farinha.

Também foi o primeiro estudo do tipo nessa cultura em ambiente subtropical. O índice médio brasileiro ficou em 0,5 kg de dióxido de carbono equivalente (CO₂eq) por quilo de trigo produzido — abaixo da média global, estimada em 0,59 kg.

Para chegar a esse resultado, os pesquisadores avaliaram 61 propriedades rurais na safra 2023/2024, além de acompanhar todo o processo industrial em uma moageira paranaense. O levantamento detalhou desde o uso de fertilizantes e defensivos agrícolas até o transporte dos grãos, secagem, moagem e transformação dos grãos em farinha.

O que é pegada de carbono?

É o total de emissões de gases de efeito estufa causadas por um indivíduo, evento, organização, serviço, local ou produto, expresso em dióxido de carbono equivalente (CO2eq).

Fertilizantes nitrogenados são principais emissores de CO2

A pesquisa apontou os fertilizantes como o principal fator de pegada de carbono na triticultura. O maior impacto está na emissão de óxido nitroso (N₂O) gerado durante a aplicação de ureia, fertilizante capaz de emitir 40% dos gases de efeito estufa envolvidos na produção de trigo. A ureia é o principal fertilizante utilizado no trigo devido ao menor custo por unidade de nutriente dentre os adubos nitrogenados disponíveis no mercado. Segundo a pesquisa, a substituição desse fertilizante pelo nitrato de amônio com calcário (CAN) pode reduzir a emissão de carbono em 4%, minimizando significativamente os impactos ambientais.

A acidificação do solo, uma das categorias com maior impacto ambiental, também pode ser mitigada pela substituição da ureia pelo CAN. “Quando a ureia não é totalmente absorvida pelas plantas ou é lixiviada como nitrato, ocorrem reações que liberam íons de hidrônio, aumentando a acidez do solo. Em contrapartida, fertilizantes à base de CAN ajudam a neutralizar esse efeito devido ao seu conteúdo de cálcio”, afirma a pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente (SP) Marília Folegatti.

Segundo ela, outras tecnologias também devem ser consideradas para reduzir a dependência de fertilizantes sintéticos e minimizar impactos ambientais, como biofertilizantes, biopesticidas, fertilizantes de liberação lenta e nanofertilizantes. Ela lembra que a pesquisa avança na produção de ureia verde e nitrato de amônio a partir de fontes de energia renováveis.

A pesquisadora da Embrapa Agroindústria Tropical (CE) Maria Cléa Brito de Figueiredo lembra que o uso de fertilizantes nitrogenados é também o maior emissor de gases de efeito estufa em outras culturas com pegada de carbono e hídrica analisadas pela Embrapa, como as fruteiras tropicais, em especial, manga, melão e coco verde. “Além disso, a produção de fertilizantes sintéticos gera metais pesados que contribuem para a contaminação do solo, podendo afetar a qualidade dos alimentos, a saúde humana e os ecossistemas,” alerta a cientista.

A pesquisa também aponta que a adoção de cultivares de trigo mais produtivas pode reduzir os impactos ambientais no campo, já que ação promove maior rendimento com menos recursos, como terra e água. O estudo ressalta ainda a importância de considerar outros fatores ambientais, como biodiversidade e saúde do solo. Futuros estudos que integrem esses aspectos poderão oferecer uma visão mais abrangente sobre a sustentabilidade da produção de trigo em regiões tropicais e subtropicais.

Sustentabilidade e perspectivas para a produção de trigo

No contexto mundial, os dados existentes indicam que a pegada de carbono na produção de trigo varia de 0,35 a 0,62 kg de CO₂ por kg de grãos, dependendo das condições climáticas e das práticas agrícolas de cada região tritícola. A média global está estimada em 0,59 kg de CO₂ para cada kg de grãos de trigo produzidos.

O Brasil apresenta uma posição favorável nesse contexto. Na média final, a pegada de carbono foi definida em 0,50 kg CO2 para cada kg de trigo produzido no Brasil, número inferior às registradas na China (0,55), na Itália (0,58) e na Índia (0,62). “Ainda podemos evoluir. O estudo indica que, com um conjunto de ajustes, nossos números podem nos aproximar de referências como Austrália e Alemanha, que possuem indicadores próximos a 0,35″, avalia Álvaro Dossa, analista da Embrapa Trigo (RS). De acordo com o artigo, nos cenários estudados, utilizando tecnologias já disponíveis, a pegada de carbono do trigo brasileiro pode ser reduzida em 38%.

Em escala mundial, existem registros de pegada de carbono divididos por continentes, com média estimada para a África (0,24), Ásia (0,68), Europa (0,33), América do Norte (0,42) e Oceania (0,29 mas com produção de trigo incipiente). O estudo apresentado pela Embrapa é o primeiro indicador para estimar a pegada de carbono na América do Sul.

Além da pegada de carbono, foram analisados os impactos do trigo e da farinha de trigo no uso da água, acidificação terrestre, eutrofização (marinha e em água doce) e toxicidade (humana e ecotoxicidade). “A produção de trigo no Brasil apresenta impactos superiores em categorias como acidificação do solo e toxicidade ecotóxica terrestre, devido às emissões de fertilizantes e pesticidas. No entanto, os resultados do estudo sugerem que, com o uso de cultivares mais eficientes e práticas sustentáveis, a produção brasileira pode se consolidar entre as mais sustentáveis do mundo”, avalia Marília Folegatti.

Em outras categorias ambientais, a produção brasileira apresenta vantagens em relação a outros países. O cultivo de trigo de sequeiro minimiza significativamente o consumo de água durante o crescimento do grão, reduzindo o impacto sobre os corpos hídricos. Contudo, a síntese de fertilizantes NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) ainda exerce influência no consumo de água. “A crescente demanda por alimentos e fertilizantes está levando indústrias a investirem em soluções de tratamento e reuso de água, aliviando a pressão sobre os recursos hídricos”, explica Folegatti.

Para a pesquisadora da Embrapa Trigo (RS) Vanderlise Giongo, estudos sobre o impacto ambiental da produção de trigo são cada vez mais necessários num cenário de aquecimento global. “Precisamos identificar, avaliar e propor modelos de produção de trigo visando à redução de impactos ambientais, geração de renda e o estabelecimento de diretrizes para o cultivo de trigo de baixo carbono”, defende Vanderlise.



Source link