domingo, maio 24, 2026

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Colheita acelerada impulsiona liquidez da soja no Brasil



A colheita da safra 2024/25 de soja segue em ritmo acelerado no Brasil, ampliando a disponibilidade do grão no mercado interno e contribuindo para o aumento da liquidez, conforme apontam pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até o dia 12 de abril, 88,3% da área cultivada no país já havia sido colhida — resultado superior aos 83,2% registrados no mesmo período do ano passado e à média dos últimos cinco anos, que é de 87,4%.

Desafio para os produtores de soja

Esse avanço tem favorecido a intensificação dos negócios entre produtores e compradores. No entanto, fatores externos, como a volatilidade cambial e a queda nos prêmios de exportação, têm limitado uma liquidez ainda maior. Mesmo assim, os preços internos da soja seguem firmes, sustentados pela demanda e pela cautela dos produtores na comercialização.

Com o campo se aproximando do fim das atividades da atual temporada, o mercado segue atento aos próximos passos da comercialização e aos movimentos do cenário internacional.

Levantamento

O Cepea é parte do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), unidade da Universidade de São Paulo (USP) e desenvolve pesquisas aplicadas, na realização de trabalhos inéditos com teor econômico-administrativo e na divulgação ampla dos resultados.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja encerra semana desta forma:


A situação das lavouras de soja no Rio Grande do Sul continua crítica, com impactos significativos na safra atual, segundo a TF Agroeconômica. “Indicações no porto, para entrega abril e pagamento fim de abril na casa de R$ 138,00. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 136,00 Cruz Alta – Pgto. 15/05 – para fábrica. R$ 134,00 Passo Fundo – Pgto. 15/05. R$ 136,00 Ijuí – Pgto. 15/05 – para fábrica. R$ 136,00 Santa Rosa / São Luiz – Pgto. meados de junho. Preços de pedra, em Panambi, subiu para R$ 127,00 a saca, para o produtor”, comenta.

O clima em Santa Catarina segue instável, com chuvas mais intensas no Oeste e volumes baixos no Norte. A estiagem ainda preocupa, afetando o desenvolvimento de milho, soja e feijão. A soja, em fase crítica, pode ter perda de até 30% na produtividade. A colheita avança e se aproxima do fim, com 79% das lavouras em boas condições. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 135,30, refletindo a preocupação do mercado com o clima.

Quebra na primeira safra de soja 2024/25 no Paraná atinge 5,3%, com impacto desigual entre regiões. “Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 138,39. Em Ponta Grossa foi de R$ 131,32 por saca CIF, Cascavel, o preço foi 126,53. Em Maringá, o preço foi de R$ 126,53 em Ponta Grossa o preço foi a R$ 131,32 por saca FOB, sem negócios reportados. Os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 123,00”, indica.

Enquanto isso, Mato Grosso do Sul está perto de concluir colheita da soja. “O cenário de risco climático e custos elevados levou à redução da área de milho para apenas 47% da área de soja, contra 75% em safras anteriores. As regiões sul e centro foram as mais impactadas pela seca na soja, com 39,6% e 29,7% das áreas em condições ruins, respectivamente. Em Dourados, o spot da soja ficou em 122,51 Campo Grande a 122,51, Maracaju a 122,51, Chapadão do Sul a 114,41, Sidrolândia a 122,51”, informa.

Mato Grosso deve atingir R$ 199,79 bilhões no VBP agropecuário em 2025, com alta de 14,98% frente a 2024. A soja lidera, com R$ 89,03 bilhões, impulsionada por safra recorde. Apesar disso, os preços estão mais baixos que no ciclo anterior e mais de 40% da produção ainda não foi vendida. O valor final dependerá do mercado. A saca de soja varia entre R$ 112,16 e R$ 116,41 no estado.

 





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Exportação de café não torrado registra faturamento de US$ 1 bilhão em março…


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Dados divulgados pela Secretária de Comércio Exterior (Secex) nesta sexta-feira (04) apontam que o faturamento total das exportações de café não torrado no mês de março de 2025 foi de US$ 1,424 bilhão, comparado a US$ 739,283 milhões registrados em março de 2024. Já o faturamento diário ficou em US$ 74,984 milhões em março/25, registrando um aumento de 92,7% comparado ao mesmo período do ano passado, onde a média ficou em US$ 39,964 milhões. 

O  volume total exportado em março/25 foi de  219,132 milhões de toneladas, e em março do ano passado foi de 208,295 milhões de toneladas. A média diária exportada do produto durante março/25 foi de 11,533 toneladas, registrando um aumento de 5,2% se comparado com o embarcado no mês de março/24 que teve uma média de 10,414 toneladas. 

Já sobre o valor negociado para o grão, em março 2025 houve um avanço de 83,2%, registrando US$ 6.501,60, comparado a US$ 3.549,20 (março/24).  

Café torrado, extratos, essências e concentrados

O volume embarcado do café torrado, extratos, essências e concentrados durante o mês de março/25 atingiu 7,438 toneladas, comparado a 7,877 toneladas dos 20 dias do mês de março/24. A média diária foi de 391 toneladas (março/25), registrando assim uma queda de 5,6% comparado a março/24 que foi de 393 toneladas. 

Já o faturamento com as exportações, março de 2025  registrou US$ 94,799 milhões, sendo que em março de 2024 a receita total ficou em US$ 65,707 milhões. A média diária foi de 
US$ 4,989 milhões em março/25, contabilizando um avanço de 44,3% frente a média diária de março/24 que ficou em US$ 3,285 milhões.

Com relação ao preço médio, em março de 2025 o produto foi negociado por US$ 12,745,00 e teve uma valorização de 52,8% frente ao preço médio negociado durante o mesmo período de 2024, que foi de US$ 8.341,70. 
 





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Após a alta do petróleo, IPCA-15 é o foco de atenção nesta semana: ouça especialista do PicPay


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, traz um resumo da última semana, com destaque para a alta do petróleo e a recuperação das commodities que impulsionaram o Ibovespa e o real.

Para esta semana, olhos voltados para o IPCA-15 de abril, que deve vir com números abaixo dos obtidos em comparação ao do mês de março.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Após o feriadão, frente fria influencia o tempo na terça-feira em partes do Brasil



Depois de quatro dias de folga para muita gente, a terça-feira (22) deve começar com o tempo instável em diversas partes do país. Uma frente fria na costa brasileira deixa o mar agitado em diversos estados. No centro-norte do Brasil, uma Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) provoca chuva generalizada. Acompanhe como fica o tempo na sua região, segundo a Climatempo:

Região Sul

Atuação do sistema de alta pressão responsável por carregar a massa de ar polar deve continuar mantendo o tempo firme em praticamente toda a região, além de impedir a elevação mais significativa das temperaturas ao longo do dia.

Região Sudeste

Ainda sob circulação de ventos mais frescos associados à área de alta pressão que atua sobre todo o sul e sudeste do país, o tempo segue mais firme na maior parte dos estados, com chuva ocasional em alguns pontos, em virtude da entrada de umidade. Temperaturas seguem mais amenas entre SP, MG e RJ.

Região Centro-Oeste

Tempo segue mais estável em boa parte do Mato Grosso do Sul, ainda sob certa influência da circulação de ventos associados ao sistema de alta pressão que atua sobre o sul e sudeste do país. Entre Mato Grosso, Goiás e o Distrito Federal, mediante a presença de umidade na atmosfera, pode chover em forma de pancadas no período da tarde.

Região Nordeste

Aproximação da ZCIT mantém a chuva mais expressiva em toda a costa norte da região, entre o litoral norte do RN e do MA. A circulação de ventos marítimos ainda incidentes após o deslocamento da frente fria mantém a chuva sobre o estado da BA. Áreas do sertão e agreste seguem com maior predomínio de tempo firme.

Região Norte

Terça: Tempo segue instável em praticamente todos os estados da região, ainda por conta da oferta de umidade e calor disponíveis na atmosfera local. Destaque para a chuva mais forte que cai sobre o RO, PA e AP.



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estudo revela ameaça crescente à segurança alimentar mundial



Uma pesquisa conduzida por cientistas de 17 países mapeou a evolução global do Colletotrichum graminicola, fungo causador da antracnose do milho, e identificou três linhagens geneticamente distintas — norte-americana, brasileira e europeia. A investigação analisou 212 isolados provenientes dos cinco continentes e revelou que o principal vetor de disseminação do patógeno é o uso de sementes contaminadas.

Coordenado com apoio da Universidade de Salamanca, na Espanha, e da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, o estudo aponta a Mesoamérica como origem provável do fungo. “A linhagem da América do Norte parece ser a mais ancestral. Já a europeia é a mais virulenta, com maior risco de surtos severos”, afirma a pesquisadora Flávia Rogério.

A presença de isolados argentinos agrupados com a linhagem europeia sugere migração genética entre América do Sul e Europa. Segundo os pesquisadores, esse intercâmbio pode ter ocorrido por meio de sementes contaminadas utilizadas em viveiros de inverno, comumente empregados em programas de melhoramento genético de milho.

Com base em análises estatísticas e genéticas, os cientistas estimaram que até 35,8% da variação genética observada no fungo pode ser explicada pela distância geográfica. A pesquisa também identificou sinais de recombinação genética em 80% dos isolados, o que amplia a diversidade e eleva a capacidade do fungo de causar danos.

O pesquisador Wagner Bettiol, da Embrapa Meio Ambiente (SP), reforça que o fator humano tem sido decisivo na disseminação da antracnose. Ele destaca que a grande diversidade genética encontrada dificulta o desenvolvimento de cultivares resistentes, aumentando os desafios para o setor agrícola.

Ensaios laboratoriais conduzidos na Universidade de Salamanca mostraram variações significativas na virulência dos diferentes isolados do fungo. A preocupação principal dos cientistas é que essa evolução possa provocar surtos severos, como os registrados nos Estados Unidos na década de 1970, que resultaram em perdas totais em lavouras de milho em regiões inteiras.

A pesquisa também demonstrou diferenças nos eventos de introgressão genética entre as linhagens. A linhagem norte-americana foi apontada como a mais antiga, tendo servido como intermediária para a disseminação global do fungo. O padrão se assemelha ao de outro patógeno do milho, o Setosphaeria turcica, cuja origem também está ligada ao México.

Como medida preventiva, especialistas da Embrapa Milho e Sorgo recomendam ações integradas de manejo, incluindo uso de cultivares resistentes, rotação de culturas e adubação equilibrada, assim como evitar plantios sucessivos. Essas práticas reduzem o risco de infecção e protegem a produtividade das lavouras.

A descoberta da linhagem ancestral do fungo pode ser decisiva para estratégias de controle, já que essa população funciona como reservatório de genes ligados à resistência. A intensificação do monitoramento genético e o uso de múltiplos genes de defesa são considerados essenciais para mitigar os impactos da antracnose e preservar a segurança alimentar global.



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Produtores devem aproveitar oportunidades para 2026



Esse cenário fez com que os preços retomassem seu padrão sazonal de baixa



Esse cenário fez com que os preços retomassem seu padrão sazonal de baixa
Esse cenário fez com que os preços retomassem seu padrão sazonal de baixa – Foto: Leonardo Gottems

Segundo análise da TF Agroeconômica, os preços do milho no Brasil estão em queda neste momento, em função da normalização da Safrinha, que embora tenha iniciado com atraso, foi recuperada a tempo. A expectativa é de uma produção 7,81% superior à anterior, cerca de 9,04 milhões de toneladas a mais, o que garante tranquilidade aos compradores das indústrias de carnes e etanol, mesmo com o aumento da demanda interna. Isso porque houve uma redução de mais de 4 milhões de toneladas nas exportações, redirecionando oferta ao mercado doméstico.

Esse cenário fez com que os preços retomassem seu padrão sazonal de baixa, típico do período de colheita, com forte disponibilidade do grão nos armazéns a partir de julho. A TF destaca que esse comportamento é comum: nos meses de dezembro e janeiro, os preços sobem devido à incerteza climática e geopolítica, e caem gradualmente conforme essas incertezas se dissipam, culminando em um piso durante a plena colheita. A partir do segundo semestre, com a redução dos estoques, os preços tendem a se recuperar.

Diante disso, a recomendação da consultoria é que os produtores aproveitem o atual cenário para fixar o preço de venda na B3 para julho, e recomprar a posição naquele mês, somando ao valor obtido no mercado físico. Essa estratégia pode resultar em um preço final mais vantajoso do que a simples venda direta durante a colheita.

Para a próxima safra 2025/26, cujas colheitas iniciarão em dezembro de 2025 e continuarão com a Safrinha em 2026, o contrato de milho para julho de 2026 na B3 está em R$ 76,93/saca. Apesar de uma leve queda diária, os analistas projetam que, mantendo-se o índice de correção de custos (2,63% ao ano), o lucro poderá ser de aproximadamente 6,78%. A recomendação é que o produtor aproveite os bons preços atuais para fixar parte da produção e garantir cobertura dos custos com margem positiva.

 





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Milho fecha semana em queda na B3 e em Chicago



Em Chicago, os contratos também encerraram em queda



Em Chicago, os contratos também encerraram em queda
Em Chicago, os contratos também encerraram em queda – Foto: Leonardo Gottems

Segundo a TF Agroeconômica, os contratos futuros de milho encerraram a semana com desvalorização tanto na B3 quanto na bolsa de Chicago, influenciados pela queda do dólar (-1,14%) e pelo recuo nas cotações internacionais (-1,63%). O vencimento de maio/25 na B3 caiu R$ 0,12 no dia, fechando a R$ 76,90, acumulando perda semanal de R$ 3,67. Julho/25 recuou para R$ 70,58 (-R$ 1,90 na semana) e setembro/25 caiu para R$ 70,84 (-R$ 1,36 na semana).

Além do cenário cambial e da pressão externa, o mercado doméstico enfrentou aumento na oferta interna, devido à menor atratividade das exportações diante da paridade desfavorável, o que forçou queda nos preços físicos. De acordo com o Cepea, o milho no mercado físico teve retração semanal de -2,43%, reflexo também da boa previsão climática para a safrinha e da baixa demanda externa.

Em Chicago, os contratos também encerraram em queda, com o vencimento de maio recuando -2,00% para US$ 482,25/bushel. A liquidação de contratos antes do feriado prolongado e a previsão de chuvas nas regiões produtoras nos EUA contribuíram para o movimento de baixa. A guerra tarifária entre países ainda gera incertezas e cautela entre os investidores.

“A força ao longo do dia veio dos dados de vendas externas do milho, que continua demonstrado sinais de forte demanda. Robustas 1.561.900 toneladas foram negociadas para a safra 24/25, no entanto as 10.000 toneladas para 25/26 demostram o receio do mercado para as negociações futuras. Com isso o milho fechou o acumulado da semana em baixa de -1,63% ou $ -6,75 cents/bushel”, conclui.

 





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Confira como o milho encerrou a semana


Os preços do milho no estado do Mato Grosso do Sul seguem em patamares elevados, sustentados pela oferta restrita, segundo informações da TF Agroeconômica. “Os preços da pedra caíram para R$ 67,00 por saca em Panambi. Foi divulgada a estatística final dos embarques de milho do RS da primeira safra 2024/25, por ordem de exportador. O estado embarcou um total de 750.046 toneladas. O maior exportador foi a Cargill, mas também se destaca a atuação de um importante exportador gaúcho: a Três Tentos”, comenta.

Em Santa Catarina, o mercado permanece estagnado, com preços sem grandes variações. “Foram vistos valores entre R$ 72,00 para entrega em agosto com pagamento em 30/09 e R$ 73,00 para entrega em outubro com pagamento em 28/11. Cooperativas locais estão pagando R$ 70,00 em Campo Alegre, R$ 69,00 em Papanduva, R$ 71,00 para o oeste do estado e R$ 71,00 para a região serrana”, completa.

Os preços sofreram uma leve retração, mas a prioridade continua sendo a colheita da soja no Paraná. “Nos Campos Gerais, o preço de referência para a retirada imediata em março, com pagamento até o final do mês, continua em torno de R$ 76,00 por saca FOB. Para entregas em abril, com pagamento no começo de maio, o valor está em torno de R$ 80,00 por saca CIF fábrica, faixa também utilizada pelos vendedores para negociações com retirada imediata. A liquidez permanece baixa, mas há previsão de melhora à medida que a colheita da soja chegue ao fim. No campo, mais de 90% da área de milho já foi colhida, e o restante das lavouras está na fase de maturação”, indica.

Preços seguem em queda desde o começo da semana no Mato Grosso do Sul. “O mercado spot de milho no Mato Grosso do Sul segue com preços variados entre as principais regiões do estado. Em cidades como Dourados, Campo Grande e Caarapó, a saca tem sido negociada por cerca de R$ 73,00. Em Maracaju, o valor é um pouco menor, na faixa de R$ 71,00, enquanto em Sidrolândia, os negócios se mantêm por volta de R$ 74,00. Já em São Gabriel do Oeste e Chapadão do Sul, as cotações estão próximas de R$ 70,00, e em Ponta Porã, giram em torno de R$ 72,00”, conclui.

 





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Preços do trigo seguem em alta e indicam boas oportunidades



Entre os fatores de alta, destacam-se a produção abaixo da média no Mar Negro



Entre os fatores de alta, destacam-se a produção abaixo da média no Mar Negro
Entre os fatores de alta, destacam-se a produção abaixo da média no Mar Negro – Foto: Divulgação

Segundo análise da TF Agroeconômica, os preços domésticos do trigo continuam em forte valorização, favorecidos pela alta nas cotações das farinhas. A recomendação para quem ainda possui grão armazenado é de manter a espera por melhores condições de venda. Já compradores devem aproveitar dentro de suas possibilidades. 

Para a safra futura, os contratos em Chicago oferecem margens atrativas: para dezembro de 2025, os preços estão US$ 49,25/bushel acima de maio deste ano; para maio de 2026, a diferença chega a US$ 78,5/bushel, o que representa um lucro estimado de 12,73%. A orientação é garantir a cobertura dos custos e reservar até 10% da produção para possíveis ganhos com especulação.

Entre os fatores de alta, destacam-se a produção abaixo da média no Mar Negro, com previsão de 79,7 milhões de toneladas para a Rússia em 2025/26 (menor volume desde 2021), e a continuidade da seca nos EUA, especialmente no Kansas. A paridade cambial favorável ao dólar, as boas exportações americanas e os estoques globais em queda — estimados em 265,1 milhões de toneladas pelo IGC — reforçam o viés altista.

No Brasil, o destaque é o aumento nos preços do trigo argentino, que subiram de US$ 243 para US$ 250/t nos últimos 30 dias, aproximando-se do preço americano. A demanda nos portos de Paranaguá e Rio Grande deve crescer diante da escassez de produto nacional, o que favorece as importações.

Por outro lado, entre os fatores de baixa, há previsão de aumento de 0,4% na produção global com os avanços na Rússia e Austrália, além do excesso de oferta de farinhas no mercado brasileiro, que pressiona os preços e limita novas compras de trigo por parte dos moinhos.

 





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