domingo, maio 24, 2026

Agro

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Feijão/Cepea: com grande oferta e fraca demanda, preços seguem em baixa



Dados do Cepea indicaram negociações pontuais para os feijões de nota 9 ou superior ao longo da última semana. Os produtores do grão seguem firmes com os preços ofertados pelos lotes de maior qualidade. 

Ainda assim os valores seguiram pressionados devido a grande disponibilidade somada a demanda retraída pelo produto. Ainda de acordo com dados do instituto, a estimativa é de estabilidade para a disponibilidade de feijão para 2025, com uma pequena queda de 0,9%.

A primeira safra, já em fase final de colheita, havia tido 79,2% de sua área total colhida até o dia 13 de abril, de acordo com o Cepea. Apesar disso, a previsão é de que a oferta interna pelo produto ainda seja atendida pelo volume desta colheita.

A perspectiva é que a segunda e terceira safra sejam menores. Em contrapartida, a oferta de feijão preto deve apresentar o maior crescimento anual, de 20%,  de acordo com o centro de estudos,e  deve contribuir para a queda de preços

* Com supervisão de Thiago Dantas



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Maior terminal reefer da América do Sul bate recorde em movimentação de carnes



A empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) comunicou que o complexo atingiu uma nova máxima histórica na movimentação de contêineres refrigerados (reefer) para o primeiro trimestre: foram 35.809 unidades, alta de 17% em comparação com o registrado para o mesmo período do ano passado. De acordo com o TCP, o Terminal é considerado o maior corredor de exportação de carne de frango do mundo e bateu recorde ampliando a participação de mercado nos embarques neste primeiro trimestre, chegando a 44% do share nacional.

Levantamento da Associação Brasileira de Proteína Animal (Abpa) com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), apontam que o Brasil exportou 1,387 milhão de toneladas (+13,7%) do produto entre janeiro e março, gerando uma receita de US$ 2,587 bilhões (+20,8%). Neste período, a TCP exportou um total de 610 mil toneladas de carne de frango.

Maiores importadores e exportadores da carne de frango

Os principais compradores em março foram a China, com 46,4 mil toneladas importadas (+19,3%), e Arábia Saudita, com 40,5 mil toneladas (+15,7%). Os estados que mais se destacaram nas exportações foram o Paraná, com 192,3 mil toneladas embarcadas (+11,6%), e Santa Catarina, com 106,1 mil toneladas (12,1%).

Nas exportações de carne bovina, a TCP bateu um novo recorde para o primeiro trimestre, ao registrar uma participação de mercado de 32% nos embarques do produto.

Segundo boletim da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), com base nos dados da Secex, o Brasil exportou 676 mil toneladas (+12,8%) de carne bovina, gerando uma receita de US$ 3,22 bilhões (+22,1%). Já a TCP embarcou 217 mil toneladas em 2025, alta de 53% em relação às 142 mil toneladas registradas entre janeiro e março de 2024.

Maiores importadores e exportadores de carne bovina

Os principais destinos da carne bovina brasileira no primeiro trimestre foram a China, com 284,3 mil toneladas importadas, e os Estados Unidos, com 88 mil toneladas. Os estados brasileiros que se destacaram nas exportações foram São Paulo, Mato Grosso e Goiás.

Em junho de 2024, a TCP concluiu as obras de expansão do seu pátio reefer, área destinada ao armazenamento de contêineres refrigerados, como os utilizados no transporte de carnes e congelados. Com um aumento de 45% no número de tomadas, que passou de 3.624 para 5.268, o Terminal de Contêineres de Paranaguá possui o maior pátio reefer da América do Sul.



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AgroNewsPolítica & Agro

Sojicultor perde com valorização do Real?


Segundo análise da TF Agroeconômica, o agricultor brasileiro já está enfrentando perdas nesta safra devido às tarifas dos EUA sobre a China e à valorização do real frente ao dólar. Embora o país esteja recebendo mais dólares por tonelada de soja (US$ 11,3/t), a conversão para a moeda nacional tem gerado prejuízos, como queda de R$ 1,41 por saca, devido à desvalorização do dólar no mercado externo. Ainda que a demanda chinesa costume migrar para o Brasil entre abril e setembro, há risco de mudanças com um possível acordo entre EUA e China antes de setembro.

“Em linha com o que dissemos na semana passada, a demanda chinesa viria para o Brasil nesta época, entre abril e setembro com ou sem as tarifas de Trump, simplesmente porque é a entressafra americana de soja e plena safra brasileira. Então, as tarifas têm apenas um efeito relativo sobre a soja (seria muito maior se fosse durante a safra americana). O perigo é justamente este intervalo de seis meses em que, depois de idas e vindas, os EUA e China cheguem a algum acordo antes de setembro e as tarifas sejam reduzidas para a próxima temporada”, comenta.

Para a próxima safra, a TF Agroeconômica destaca que as cotações em Chicago continuam oferecendo lucros expressivos, com margens de até 30,38% registradas no fechamento da última sexta-feira. A recomendação é que os produtores aproveitem o momento favorável, mas sem vender no físico. Em vez disso, a orientação é realizar hedge na B3 (Bolsa de São Paulo), que espelha as cotações de Chicago.

Essa estratégia de venda no mercado futuro é considerada mais segura, pois protege o produtor em caso de quebra de safra. Mesmo que não consiga colher o volume total, o ganho na Bolsa ajuda a cobrir parte dos custos, evitando perdas totais como as de quem não faz hedge. O relatório ainda reforça que maio de 2026 já apresentou excelentes oportunidades de lucro para quem acompanhou o mercado.

“Se você colher 100%, ótimo, terá garantido um lucro excelente sobre todo o volume que fez hedge na Bolsa. Se não colher, a Bolsa lhe renderá uma parte do custo que teve para produzir aquelas sacas que a seca consumiu, sobre as quais o seu vizinho, que não fez esta operação, vai perder 100% e você, não”, conclui.

 





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Quarta-feira terá chance de frio recorde em SP



Por causa de uma massa de ar polar, boa parte do centro-sul do Brasil amanheceu com temperaturas baixas nesta terça-feira (22). A cidade de São Paulo igualou, hoje, o recorde de frio de 2025 com a mínima registrada de 15,4°C na estação do Mirante de Santana. A temperatura é a mesma registrada no município no dia 6 de abril. A Climatempo informa que há chance para recorde nesta quarta-feira, com mínima prevista de 14°C na capital paulista.

Os termômetros em muitas cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e do Paraná registram temperaturas mínimas abaixo dos 10° C. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o município de São José dos Ausentes (RS) começou a terça-feira com 6,4° C.

Cambará do Sul registrou 6,8°C. A cidade de São Joaquim, na serra catarinense, obteve 7,9°C na manhã de hoje.

Frio prossegue

A atuação do sistema de alta pressão responsável por carregar a massa de ar polar deve continuar mantendo o tempo firme em praticamente toda a Região Sul, além de impedir a elevação mais significativa das temperaturas ao longo do dia – pode chover com fraca a moderada intensidade e a nebulosidade ainda fica mais presente no litoral do PR.

Região Sudeste, ainda continua sob influência da circulação de ventos mais frescos associados à área de alta pressão que atua no Brasil, o tempo segue mais firme na maior parte dos estados, com chuva fraca ocasional em alguns pontos do litoral e sul de SP, sul do RJ e litoral do ES, em virtude justamente desta entrada de umidade. Temperaturas seguem mais amenas nas capitais.

Condição ainda de tempo instável no interior da Bahia, colaboram para a umidade no noroeste e norte de Minas Gerais, dia marcado por nebulosidade variável e chance de algumas pancadas mais fortes à tarde.

Na Região Centro-Oeste, o tempo segue firme em boa parte do centro-sul e oeste de Mato Grosso do Sul ainda sob certa influência da circulação de ventos associados ao sistema de alta pressão que atua sobre o Sul e Sudeste do país – chance de pancadas mais concentradas no norte do estado, podendo vir com força e acompanhada por raios e rajadas de vento.

A condição de chuva moderada a forte ainda é alta ao longo da terça entre Mato Grosso e noroeste de Mato Grosso do Sul, mas o ar segue abafado e o calor continua. Entre o estado de Goiás e o Distrito Federal, o tempo segue instável, mas sem condições para chuva forte.

Chuva

Aproximação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém a chuva mais expressiva em toda a costa norte do Brasil. Alerta de temporal desde o Amapá até o litoral do Ceará. As capitais, Macapá (AP), Belém (PA), São Luís (MA), Teresina (PI) e Fortaleza (CE) permanecem com risco alto de chuva a qualquer momento.

A circulação de ventos marítimos após o deslocamento da frente fria mantém a chuva sobre o litoral da Bahia e a situação é de perigo para chuva forte e volumosa na região do recôncavo baiano.

Áreas do sertão e agreste seguem com maior predomínio de tempo firme. Combinação de calor e umidade, deixando o tempo instável em mais áreas do Norte do Brasil, com atenção do Acre ao Tocantins para pancadas fortes com raios.



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Mercado reduz previsão da inflação para 5,57% no Brasil



A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 5,65% para 5,57% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta terça-feira (22), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), em Brasília, com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2026, a projeção da inflação foi mantida em 4,5%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 4% e 3,8%, respectivamente.

A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

Em março, a inflação fechou em 0,56%, pressionada principalmente pelos preços dos alimentos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar dessa pressão, o IPCA perdeu força em relação a fevereiro, quando marcou 1,31%. No acumulado em 12 meses, a inflação soma 5,48%.

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 14,25% ao ano.

A alta do preço dos alimentos e da energia e as incertezas em torno da economia global fizeram o BC aumentar mais uma vez os juros em um ponto percentual na última reunião, em março, o quinto aumento seguido da Selic em um ciclo de contração na política monetária.

Em comunicado, o Copom informou que a economia brasileira está aquecida, apesar de sinais de moderação na expansão. Segundo o BC, a inflação cheia e os núcleos – medida que exclui preços mais voláteis, como alimentos e energia – continuam em alta. O órgão alertou que existe o risco de que a inflação de serviços permaneça alta e informou que continuará a monitorar a política econômica do governo.

Em relação às próximas reuniões, o Copom informou que elevará a Selic “em menor magnitude” na reunião de maio e não deixou pistas para o que acontecerá depois disso.

Até dezembro próximo, a estimativa do mercado financeiro é que a taxa básica suba para 15% ao ano. Para 2026, 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida para 12,5% ao ano, 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano passou de 1,98% para 2%.

Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país) também subiu de 1,61% para 1,7%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

Em 2024, a economia brasileira cresceu 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021 quando o PIB alcançou 4,8%.

A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,90 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,96.



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Agronegócio perde Antônio Bastos Filho, pioneiro da raça Brangus



Referência na pecuária gaúcha, o pecuarista e zootecnista Antônio Martins Bastos Filho morreu no domingo (20). Antoninho, se destacou como jurado em exposições nacionais e internacionais e foi um dos pioneiros da seleção genética do Brangus no país.

Ele era proprietário da Cabanha São Bibiano, de Uruguaiana (RS), especializada na criação das raças Brangus, Angus e Ultrablack.

Antoninho foi presidente da Associação Brasileira de Criadores da Raça Angus, cargo que ocupou por três mandatos.



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Projeto do maior túnel submerso do Brasil é exibido a gigantes da construção



Uma comitiva dos governos federal e de São Paulo iniciou, nesta segunda-feira (21), um roteiro pela Europa para apresentar a empresas privadas, instituições de investimento e operadores internacionais os detalhes do projeto do túnel Santos-Guarujá, o primeiro empreendimento imerso realizado no Brasil e o maior da América Latina.

Em Portugal, delegação exibiu o projeto aos representantes da Mota-Engil, empresa portuguesa com larga experiência no ramo de infraestrutura. Durante sua explanação, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ressaltou a importância do projeto para o país e elencou as garantias de retorno que o empreendimento trará aos investidores.

A Mota-Engil possui parceria com a China Communications Construction Company (CCCC), uma das maiores construtoras do mundo e responsável pela construção dos túneis submarinos da Baía de Dalian, de Shenzhen-Zhongshan e de Hong Kong–Zhuhai–Macau, subaquáticos mais complexos do mundo, todos localizados na Ásia. Carlos Mota Santos, CEO da empresa portuguesa, demonstrou interesse no projeto brasileiro e afirmou “querer fazer parte do empreendimento”.

Com mais de 70 anos de mercado, a Mota-Engil está presente em 21 países, situados na Europa, África e América Latina.

A empresa atua na construção de diversas infraestruturas, como estradas, autoestradas, aeroportos, portos, barragens, edifícios, ferrovias, eletromecânica, fundações e geotecnia, serviços de mineração, além da construção e manutenção de plataformas de apoio ao segmento de Óleo e Gás.

Projeto do túnel

Com 1,5 km de extensão, dos quais 870 metros serão imersos, o túnel Santos-Guarujá contará com três faixas de rolamento por sentido, incluindo uma exclusiva para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), além de acessos dedicados para pedestres e ciclistas. Atualmente, mais de 21 mil veículos passam diariamente entre as duas margens utilizando balsas e catraias, além de 7,7 mil ciclistas e 7,6 mil pedestres.

O empreendimento deve aumentar a competitividade do Porto de Santos, diminuindo, por exemplo, as interferências marítimas e minimizando os impactos ambientais, indicou o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, que também acompanha a comitiva.

Também presente na delegação, o ex-ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Raimundo Carreiro, garantiu que a modelagem do túnel possui segurança jurídica para o operadores.

Destaques

O governo federal ressalta que a obra trará benefícios também para os trabalhos do Porto de Santos, que passará a ter mais fluidez e maior movimentação de mercadorias, com a melhoria na logística e no fluxo de caminhões, desafogo do tráfego portuário, redução de custos logísticos, aumento da competitividade do porto e aumento da segurança no transporte de cargas.

Outros países

Depois de Portugal, a comitiva segue para a Holanda. Nesta terça e quarta-feira (22 e 23), em Amsterdã. A missão será finalizada com encontros com investidores internacionais na Dinamarca.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja fecha semana em baixa em Chicago


Segundo análise da TF Agroeconômica, a soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a sexta-feira e a semana em baixa, pressionada principalmente pelas incertezas causadas pela guerra comercial com a China, maior compradora global do grão. Além das tarifas sobre produtos agrícolas, a imposição de taxas portuárias multimilionárias a embarcações ligadas ao país asiático agrava ainda mais o cenário para os exportadores norte-americanos. Ao mesmo tempo, o Brasil finaliza sua colheita com ampla oferta no mercado, enquanto a Argentina intensifica os estímulos à exportação, acirrando a concorrência.

Os contratos de soja para maio, referência para a safra brasileira, recuaram -0,22%, encerrando a sessão a US$ 10,36/bushel. Já os contratos para julho registraram queda de -0,24%, fechando a US$ 10,47/bushel. No acumulado da semana, o grão perdeu -0,60% ou US$ -6,25 cents/bushel. Nem mesmo a melhora nos dados de exportação foi suficiente para conter o movimento de queda ao longo dos últimos dias.

No mercado de derivados, o farelo de soja com vencimento em maio também teve desempenho negativo, com retração de -0,37% no dia, a US$ 295,60 por tonelada curta, e baixa semanal de -1,34% ou US$ -4,0 por tonelada curta. A valorização ficou por conta apenas do óleo de soja, que subiu 0,82% no dia, a US$ 47,87/libra-peso, acumulando alta semanal de 1,10% ou US$ 0,52.

O cenário atual destaca a sensibilidade do mercado às tensões geopolíticas, especialmente em momentos de ampla oferta sul-americana. A continuidade dessa pressão dependerá da evolução das relações comerciais entre Estados Unidos e China, bem como da estratégia de comercialização adotada por Brasil e Argentina nas próximas semanas.

 





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Agricultores paraibanos criam cooperativa para conquistar novos mercados



A cidade de Monteiro, no Cariri paraibano, deu um importante passo com a criação da 1ª Cooperativa dos Agricultores Familiares e Assentados da Vila Produtiva Rural (COOVPR), formada por quatro associações locais são elas:

Associação dos Produtores Agroecológicos de Monteiro (Apam), Vila Produtiva Rural (VPR), Lafayette e Angiquinhos.

A iniciativa, apoiada pelo Sebrae/PB, busca ampliar as oportunidades de comercialização para os pequenos produtores rurais da região. Com a união, cooperativa busca novos mercados, incluindo feiras regionais e compras governamentais.

“Nós desenvolvemos as habilidades dos agricultores com capacitações, preparando a todos sobre gestão empresarial, visando o aumento da eficiência das cadeias produtivas locais. As atividades de hortaliças, caprinocultura e todas as cadeias envolvidas poderão, a partir de agora, ter mais acesso a mercados”, enfatizou Madalena Arruda, gerente da agência do Sebrae/PB em Monteiro.

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Crescimento e inovação no campo

A COOVPR já conta com uma cozinha comunitária equipada para produção de polpas, bolos e doces, agregando valor aos produtos locais.

Com o apoio do Sebrae, a cooperativa desenvolve capacitações e consultorias para melhorar a gestão e aumentar a competitividade dos agricultores.

“Temos potencial de desenvolvimento e a nossa expectativa é acolher, principalmente os jovens, para mantermos uma cooperativa com olhar diferenciado”, disse Aguinaldo Freitas, presidente da COOVPR.

Modelo sustentável e cooperativo

O modelo de negócios adotado pela cooperativa foca na agricultura sustentável, com o uso de energias renováveis e tecnologias acessíveis.

O Sebrae acompanha de perto o processo de inovação para garantir que os produtos agroecológicos da cooperativa ganhem destaque no mercado.

A união dos produtores fortalece a agricultura familiar e abre novas portas para o crescimento econômico da região, oferecendo mais oportunidades para os agricultores de Monteiro.



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Pressão de compradores derruba preço do milho no mercado interno



Os preços do milho recuaram na maioria das regiões brasileiras acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) na última semana. A queda é reflexo da postura mais cautelosa dos compradores, que optaram por consumir os estoques armazenados e evitar novas aquisições no mercado spot – também conhecido como mercado à vista ou mercado físico para entrega imediata ou em um prazo muito curto, com o pagamento sendo realizado à vista. Existe uma expectativa de preços ainda mais baixos nos próximos dias.

De acordo com pesquisadores do Cepea, os demandantes que seguem ativos nas compras têm ofertado valores menores, o que reforça a pressão sobre as cotações do milho. Já do lado dos vendedores, muitos produtores estão concentrados nas atividades de campo e demonstram flexibilidade tanto nos preços quanto nos prazos para fechar novos negócios.

No campo, os trabalhos seguem em ritmo acelerado. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informa que a colheita da safra de verão já alcançou 65,5% da área nacional, superando a média dos últimos cinco anos, que é de 60,3%.

A semeadura da segunda safra de milho também foi finalizada, e agora as atenções se voltam para as condições climáticas. Após um período de tempo seco em março, produtores de estados como Paraná e Mato Grosso do Sul aguardam o retorno das chuvas para minimizar possíveis perdas nas lavouras.

O cenário atual exige cautela dos agentes do setor, que monitoram não apenas o comportamento da demanda, mas também os impactos do clima sobre o desenvolvimento da safrinha.



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