domingo, maio 24, 2026

Agro

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a vitrine verde para o mundo e a realidade da Amazônia viva



Desta vez, o Brasil não chega à Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP) como um mero participante. Na COP30, além de sermos palco, somos os protagonistas de um futuro que precisa produzir alimentos de forma sustentável. Essa será uma oportunidade única de comunicar nosso exemplo para o mundo.

Além de sermos um dos países com mais áreas de preservação, com cerca de 70% de sua vegetação nativa, produzimos alimentos de forma eficiente, através do uso da tecnologia aliada à sustentabilidade. Tal conquista vai além das estatísticas. Nossa preservação não se mantém sozinha e muito menos se sustenta com discursos vazios. 

Com mais de 30 milhões de brasileiros vivendo na Amazônia Legal, o grande desafio é transformar a biodiversidade em renda, emprego e dignidade. E isso exige algo que hoje falta: investimento real. O povo da floresta não pode continuar vivendo de promessas. Preservar custa caro. Explorar com sustentabilidade exige tecnologia, crédito, infraestrutura e educação. A floresta não sobrevive apenas com promessas internacionais. O povo da Amazônia precisa transformar a biodiversidade em oportunidade.

É hora de os países ricos saírem da retórica e entrarem no campo da responsabilidade. Não basta exigir proteção ambiental dos países do Sul, enquanto continuam financiando cadeias poluidoras no hemisfério Norte. Quem quer a floresta em pé precisa pagar por isso. Quem exige preservação deve investir em bioeconomia, ciência e valorização da floresta como ativo global. O mundo não pode cobrar do Brasil o que ele mesmo não está disposto a financiar.

Além disso, o Brasil precisa avançar em parcerias bilaterais concretas e operacionais com países desenvolvidos, voltadas para acelerar a implementação de soluções sustentáveis. Transferência de tecnologia limpa, programas de crédito verde e fundos de financiamento para cadeias produtivas sustentáveis devem sair do papel e chegar aonde mais importa: na ponta, no produtor, na comunidade ribeirinha, na cooperativa amazônica. Sustentabilidade não se faz com diplomacia vazia, mas com ação coordenada, pragmática e duradoura. 

O Canal Rural vem acompanhando e mostrando ao mundo, de forma permanente, o compromisso do agronegócio brasileiro com o meio ambiente. A produção agropecuária nacional segue, cada vez mais, padrões rigorosos de sustentabilidade, investindo em tecnologia de precisão, recuperação de pastagens, integração lavoura-pecuária-floresta e rastreabilidade ambiental. O Canal Rural tem se empenhado em dar visibilidade a essa realidade — muitas vezes ignorada pela opinião pública internacional —, promovendo um debate sério, baseado em dados e com foco no futuro. Ou o mundo aprende com o Brasil, ou vai continuar financiando discursos vazios enquanto a floresta morre por abandono.

Há um fato que não pode ser ignorado por nenhum líder mundial presente na COP30: o Brasil é o único país do planeta com um Código Florestal que exige, por lei, que o produtor rural na Amazônia preserve 80% de sua propriedade com floresta nativa. Nenhum outro país impõe ao seu setor produtivo tamanho compromisso ambiental. Isso significa que o Brasil não apenas produz com responsabilidade, mas lidera com exemplo. Existe maneira mais eficaz de aprendizado? Ensinar o mundo pelo exemplo da nossa agropecuária potente, crescente e plural.

Além de tudo isso, não poderíamos deixar de acrescentar que só há um caminho para a mitigação das mudanças climáticas no planeta que desafiam os nossos modos de produção: a transição energética. Esta mudança só será possível com o uso de biocombustíveis, etanol de segunda geração, além das energias renováveis como a solar e a eólica. Esta é uma verdadeira oportunidade estratégica para unir preservação ambiental, crescimento econômico e inclusão social. Defender a infraestrutura verde e incentivar a bioeconomia pode atrair capital internacional e gerar emprego de qualidade. A transição energética não é custo. É a chance de garantir um futuro para as novas gerações. O clima já está dando sinais urgentes dessa necessidade. Nunca se viu tantas intempéries climáticas: de enchentes a estiagens severas comprometendo as safras e a vida das pessoas. 

A COP30 no Brasil não pode ser apenas mais um evento da Organização das Nações Unidas (ONU). Tem que ser um divisor de águas. Para o Brasil, será a chance de mostrar que podemos ser a vitrine verde do planeta e, ao mesmo tempo, a garantia de uma segurança alimentar do futuro. Somos protagonistas na produção de alimentos, na preservação e na economia verde. Somos uma potência ambiental na linha de frente da preservação que precisa ser financiada, apoiada e respeitada por todos os países desenvolvidos que aqui estarão em novembro, em Belém do Pará.

O Brasil não precisa escolher entre floresta e desenvolvimento. A escolha já foi feita: o futuro será verde ou não será. Simples assim.



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AgroNewsPolítica & Agro

Milho fecha misto na B3


O milho da Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) fechou de forma mista com compras de oportunidade e maior demanda interna, segundo a TF Agroeconômica. “As cotações do milho na B3 passaram por correção depois de uma sequência de baixas. Assim como Chicago, o mercado recomprou contratos em aberto, baseados em um aumento de demanda no médio longo prazo e estoques menores no fim do ano comercial”, comenta.

“Vale aqui destacar que nos últimos anos o Brasil reduziu as exportações e aumentou o consumo interno do milho. No entanto, as cotações mais longas seguiram em queda. Com os preços mais altos desta temporada, existe a perspectiva de o produtor buscar um aumento de área para as próximas safras no país. O avanço da colheita na Argentina, que atingiu 29,7 % a área apta, segundo a Bolsa de Buenos Aires, retira parte da pressão dos compradores, principalmente da região sul do Brasil”, completa.

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam de forma mista no dia. “O vencimento de maio/25 foi de R$ 76,97 apresentando alta de R$ 0,43 no dia, baixa de R$ -0,05 na semana; julho/25 fechou a R$ 68,55, alta de R$ 0,03 no dia, baixa de R$ -2,11 na semana; o vencimento setembro/25 fechou a R$ 69,74 alta de R$ 0,18 no dia e baixa de R$ -1,27 na semana”, indica.

Na Bolsa de Chicago, o milho fechou em alta com compras de oportunidade e bom relatório de vendas. “A cotação de maio, referência para a nossa safra de verão, fechou em alta de 1,11 % ou $ 5,25 cents/bushel a $ 477,25. A cotação para julho, fechou em alta de 0,99 % ou $ 4,75 cents/bushel a $ 484,00”, informa.

“As cotações do cereal ganharam tração com compras de oportunidade e a sequência de alta da soja nos últimos dias, o que fez o mercado reposicionar os contratos dos grãos. A demanda do milho para o ano comercial 24/25 se mantém aquecida. As robustas 1.152.900 toneladas negociadas estavam perto do teto esperado pelo mercado”, conclui.

 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Lula vai ao Xingu homenagear Raoni e ouve crítica de cacique a petróleo na…


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Por Eduardo Simões

(Reuters) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi à reserva indígena do Xingu, no Mato Grosso, nesta sexta-feira para condecorar o cacique Raoni Metuktire, referência mundial na defesa do meio ambiente e dos povos indígenas, e ouviu dele uma crítica à possibilidade de exploração de petróleo na foz do Rio Amazonas, numa região que faz parte da chamada Margem Equatorial.

Lula concedeu a Raoni a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito, que homenageia brasileiros com destacados serviços ao país, e recebeu dos indígenas um colar também como forma de homenagem.

O presidente, ao mesmo tempo, ouviu cobranças do cacique que discursou em sua língua nativa e teve suas palavras traduzidas por um intérprete.

“Eu estou sabendo que lá na foz do Rio Amazonas o senhor está pensando no petróleo que está lá debaixo do mar, eu penso que não. Por quê? Essas coisas na forma como estão garantem que a gente tenha o meio ambiente, a terra com menos poluição e menos aquecimento”, disse o cacique, segundo seu intérprete.

“Eu sou pagé também e tive contato com os espíritos que sabem do risco que a gente tem de continuar trabalhando dessa forma de destruir, destruir e destruir e que podemos ter consequências muito grandes que podemos não conseguir parar.”

O cacique disse, ainda, de acordo com a tradução do intérprete, que não concordou com algumas das coisas que Lula fez em seus mandatos anteriores, mas que agora pretende trabalhar em conjunto com o presidente em prol da felicidade dos povos indígenas.

Lula, por sua vez, ao discursar, não respondeu às cobranças de Raoni, usando sua fala, em vez disso, para exaltar a liderança do cacique, a quem classificou de “ser extraordinário”, “grande nome da história” e “merecedor de todas as homenagens no Brasil e no mundo”.

“Raoni é uma liderança que inspira paz, sabedoria ancestral e profundo conhecimento sobre as necessidades da terra e a relação do homem com a natureza”, disse Lula em discurso lido e preparado previamente.

A possibilidade de exploração de petróleo na região da foz do Amazonas, no Amapá, pela Petrobras tem gerado atrito dentro do governo.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a Petrobras e membros da bancada parlamentar do Amapá — como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), e o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT) — têm pressionado pela exploração de petróleo na região, apontada como de grande potencial de reservas.

Silveira tem cobrado uma resposta do Ibama sobre o pedido de licenciamento para perfuração de um poço na Margem Equatorial para pesquisar o potencial de eventual produção de petróleo na região.

O Ibama já negou o pedido uma vez, alegando que a Petrobras não havia apresentado resposta a todos as questões que o órgão apontou. A estatal reapresentou o pedido com mudanças, mas em fevereiro deste ano técnicos do órgão recomendaram, mais uma vez, que o pedido fosse negado, segundo fontes.

A decisão final cabe ao presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, e à direção do órgão, mas até agora não foi revelada.

Lula defende o avanço da exploração na região, depois de mais de uma década que o Brasil não confirma uma grande descoberta de petróleo, mas alas do governo temem a abertura de novas fronteiras em regiões ambientalmente sensíveis, enquanto líderes mundiais alertam sobre a necessidade da transição energética.

Agostinho está sob forte pressão de Lula, que disse em fevereiro que o Ibama “é um órgão do governo parecendo que é um órgão contra o governo” devido ao atraso na aprovação da licença.

Também em fevereiro, Lula disse que convenceria a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e o Ibama sobre a prospecção de petróleo na região amapaense e garantiu que a Petrobras atuará “com toda responsabilidade” com o meio ambiente.

(Por Eduardo Simões, em São Paulo)





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Programa Soja Brasil aborda ‘tarifaço’ e tecnologia no campo



O programa Soja Brasil desta semana traz uma análise importante sobre o impacto da commodity no crescimento do PIB brasileiro. Um estudo recente da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aponta que a produção e exportação podem contribuir com um aumento de 0,02% no PIB do país, uma boa notícia em meio às incertezas globais. O estudo destaca também que, com as tensões comerciais e tarifas elevadas, o Brasil se posiciona como um dos principais destinos para a soja, especialmente diante da queda na produção dos EUA.

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Além de discutir o panorama econômico, confira a Expedição Soja Brasil, que pelo interior de São Paulo para mostrar as inovações tecnológicas aplicadas na produção de sementes de alta qualidade. Com a crescente demanda, que registrou exportações, o programa explora como a tecnologia tem sido fundamental para garantir a produtividade e sustentabilidade da lavoura.

No segmento de meteorologia, o programa traz as previsões climáticas que influenciam diretamente as lavouras de soja e outras culturas. As condições de umidade do solo e as chuvas no Brasil são essenciais para determinar o ritmo da colheita e o desempenho de cultivos como algodão, milho e feijão. O acompanhamento da meteorologia também ajuda os produtores a planejar suas atividades, evitando prejuízos causados por eventos climáticos adversos.

Por fim, o programa apresenta a chegada do Prêmio Personagem Soja Brasil, um reconhecimento às figuras que se destacam no agro. A nomeação será no dia 14 de maio, e você pode conferir tudo ao vivo no Canal Rural e no Youtube. O prêmio celebra os produtores rurais e pesquisadores que contribuem para o fortalecimento da produção de soja no Brasil e é uma ótima oportunidade para reconhecer os esforços que tornam o Brasil o maior produtor mundial de soja.



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Mesmo com recuo, Minas se consolida como segundo maior produtor de cana do país



A safra 2025/26 de cana-de-açúcar em Minas Gerais deve ser de 77,2 milhões de toneladas, com queda de 7,1% em relação à safra anterior (83,14 milhões de toneladas). Esse recuo deve-se à estiagem prolongada em 2024 e ao volume de chuvas abaixo do esperado durante a entressafra, o que impacta diretamente a produtividade agrícola, com retração estimada de 12,5%.

Os dados foram divulgados durante o evento de Abertura da Safra Mineira de Cana-de-Açúcar 2025/2026, na Usina Vale do Tijuco, da Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA), em Uberaba.

“Em que pesem os problemas climáticos na maior parte de 2024, o que impacta a produção e a produtividade da safra que se inicia, Minas Gerais contínua em crescimento, comprovado pelo aumento da área de cultivo, consolidando-se como o segundo maior estado produtor. Nossa estimativa é cultivar 1,23 milhão de hectares de cana em 25/26, contra 1,12 milhão hectares no ciclo anterior: +9,8%.”, informa Mário Campos, da Associação da Indústria da Bioenergia e do Açúcar de Minas Gerais (SIAMIG Bioenergia).

Apesar do recuo em produção, há aumento da área cultivada com cana, mantendo a tendência dos últimos anos de investimentos na expansão do canavial em Minas Gerais. Ainda assim, a qualidade da matéria-prima deve ser inferior, refletida na menor concentração de ATR (-2,3% por tonelada de cana).

Outra característica da safra 2025/26 é o aumento na proporção de cana destinada à produção de açúcar, indicando mix mais açucareiro. A SIAMIG Bioenergia estima que a safra que se inicia deverá ter 52,4% de açúcar e 47,6% de etanol. No ciclo anterior, o mix era equilibrado em 50,3% para açúcar e 49,7% de etanol. Em volume, serão 5,32 milhões de toneladas de açúcar e 3 bilhões de litros de etanol.

“Observamos que a produção de etanol total será menor, mas de etanol anidro deve aumentar em 6,6%, passando de 1,2 milhão m3 para 1,28 milhões m3, em linha com a expectativa de aumento da mistura de etanol na gasolina, em estudo pelo Ministério de Minas e Energia”, informa Campos.

A cadeia produtiva da bioenergia no estado está presente em 110 municípios mineiros, sendo 28 com unidades industriais. No total, são gerados mais de 190 mil empregos diretos e indiretos.

Maior produção de cana deve gerar mais empregos

A Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA) colocou em prática um plano de investimentos de R$ 3,5 bilhões até 2033 para expansão da capacidade de moagem e produção de açúcar e de álcool nas três unidades agroindustriais da empresa em Uberaba, Limeira do Oeste e Canápolis.

O plano inclui a criação de 1.350 empregos diretos, que se somarão aos atuais 8 mil postos de trabalho. A expectativa da empresa é faturar R$ 3,5 bilhões em 2025. Atualmente, a CMAA tem capacidade para processamento de cerca de 10 milhões de toneladas de cana, com produção total de 716 mil de toneladas.

“Os investimentos comprovam nossa confiança no crescimento do mercado de bioenergia em Minas Gerais, um dos mais importantes do agronegócio de Minas Gerais e do país. Temos plena confiança no futuro do setor, consolidando-se cada vez mais como uma fonte estratégica na transição energética para a economia de baixo carbono”, disse Carlos Eduardo Turchetto Santos, CEO da CMAA.



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AgroNewsPolítica & Agro

Confira como está o milho nos estados


De acordo com a TF Agroeconômica, o mercado de milho no Rio Grande do Sul enfrenta dificuldades devido à falta de oferta e à escassez de opções de fornecimento. Pequenos compradores, especialmente indústrias que precisam garantir produto para os meses de maio e junho, têm se visto obrigados a aceitar os preços cada vez mais elevados, que já estão próximos aos valores praticados no mercado de exportação. 

Estima-se que mais de 80% da safra de milho de verão de 2025 já tenha sido negociada no estado, o que coloca os compradores em uma posição fragilizada, dependendo das condições impostas pelos vendedores. As negociações seguem lentas, com os compradores tentando ajustar os preços internos para se alinhar às exportações, enquanto os vendedores resistem a reduções. Para entregas entre abril e maio, os preços variam de R$ 74,00 a R$ 77,50 por saca, dependendo da região.

Além disso, em Mato Grosso do Sul, o mercado também apresenta um cenário travado, com variações regionais nos preços do milho. Nas principais cidades do estado, os preços giram em torno de R$ 74,00 a saca, mas os valores do milho da segunda safra são mais elevados, com preços chegando até R$ 125,00. O mercado de exportação, nos portos de Paranaguá e Santos, mantém preços firmes em torno de R$ 138,00 por saca, o que tem influenciado o mercado interno. A área plantada com milho na segunda safra no estado deve alcançar 2,1 milhões de hectares, com estimativa de aumento de 20,6% na produção.

Em Santa Catarina, o mercado de milho segue lento, com os produtores ainda priorizando a colheita da soja. A diferença entre os preços pedidos e ofertados tem dificultado o fechamento de negócios, com preços variando entre R$ 79,00 e R$ 85,00 por saca, dependendo da região. A expectativa é que o mercado ganhe tração nos próximos dias, com a entrada do milho da segunda safra. Já no Paraná, a colheita de milho está praticamente concluída, com 90% da área já colhida. Apesar das altas temperaturas e da estiagem em março, a safra deve ser uma das melhores dos últimos três anos, com estimativas de produção de 10,9 milhões de toneladas.

 





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Laranja sofre desvalorização frente a baixa no consumo e grande estoque



O preço da laranja vem caindo, de acordo com levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A queda acontece devido a grande presença de frutas precoces no mercado, gerando um estoque maior e ampliando a disponibilidade. 

De acordo com o instituto, a média da hamlin, principal cultivar do grupo de laranjas precoces, baixou de R$ 81,76 por caixa de 40,8 kg para R$ 79,50/cx no comparativo com a última semana. A retração representa uma queda de 2,78% no preço, conforme o levantamento do Cepea.

Outra variedade do grupo das precoces, a westing, sofreu uma retração de 4,66% operando R$ 76,75/cx, ainda no comparativo com a última semana. 

Assim, para o próximo mês, o instituto prevê uma desvalorização ainda maior, levando em consideração a possibilidade de uma maior quantidade de laranjas precoces. O clima ameno também tem contribuído para limitar o consumo da fruta, o que também aumenta os estoques 

*Sob supervisão de Thiago Dantas



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Alimentos puxam a prévia da inflação de abril



A prévia da inflação oficial registrou 0,43% em abril, pressionada pelos preços dos alimentos e itens de saúde. O resultado, apurado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), representa desaceleração em relação a março, quando ficou em 0,64%.

Em 12 meses, o índice soma 5,49%. Em abril do ano passado, o IPCA-15 marcou 0,21%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dos nove grupos pesquisados pelo IBGE, oito apresentam alta, com destaque para o de alimentação e bebidas, que acelerou de 1,09% para 1,14% na passagem de março para abril, respondendo por 0,25 ponto percentual do IPCA-15 deste mês.

O grupo saúde e cuidados pessoais passou de inflação de 0,35% para 0,96% no mesmo período. Os dois grupamentos juntos representam 88% da prévia de inflação do mês.

Confira a variação e os impactos dos grupos na prévia da inflação de abril:

  • Alimentação e bebidas: 1,14% (0,25 ponto percentual)
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,96% (0,13)
  • Despesas pessoais: 0,53% (0,06)
  • Comunicação: 0,52% (0,02)
  • Artigos de residência: 0,37% (0,01)
  • Habitação: 0,09% (0,01)
  • Transportes: -0,44% (-0,09)

Alimentos e saúde

No grupo alimentos e bebidas, a alimentação no domicílio, que tinha subido 1,25% em março, passou para alta de 1,29% em abril. As maiores pressões vieram do tomate (32,67%), café moído (6,73%) e do leite longa vida (2,44%).

Já a alimentação fora do domicílio subiu (0,77%), aceleração ante março, quando tinha ficado 0,66% mais alta. Os impactos principais em abril vieram do lanche (1,23%) e da refeição (0,50%).

O grupo saúde e cuidados pessoais teve forte influência dos itens higiene pessoal (1,51%) e produtos farmacêuticos (1,04%). No fim de março, o governo autorizou o reajuste de até 5,09% nos preços dos medicamentos. Os planos de saúde encareceram 0,57%.

Transportes

Os transportes, único grupo que teve deflação (queda de preços) entre as prévias de março e abril, foi influenciado pelo preço das passagens aéreas, que recuaram 14,38%, representando alívio de 0,11 ponto percentual no IPCA-15. Esse foi o maior impacto negativo de todo o índice.

Os combustíveis também representaram um refresco para o bolso dos brasileiros, com redução média de 0,38% nos preços. Houve variação negativa do etanol (0,95%), gás veicular (0,71%), óleo diesel (0,64%) e gasolina (0,29%).

Prévia x IPCA

O IPCA-15 tem basicamente a mesma metodologia do IPCA, a chamada inflação oficial, que serve de base para a política de meta de inflação do governo: 3% em 12 meses, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

A diferença está no período de coleta de preços e na abrangência geográfica. Na prévia, a pesquisa é feita e divulgada antes mesmo de acabar o mês de referência. Em relação à divulgação atual, o período de coleta foi de 18 de março a 14 de abril.

Ambos os índices levam em consideração uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Atualmente o mínimo é de R$ 1.518.

O IPCA-15 coleta preços em 11 localidades do país (as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, de Porto Alegre, Belo Horizonte, do Recife, de São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.); e o IPCA, 16 localidades (inclui Vitória, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju). O IPCA cheio de abril será divulgado em 9 de maio.



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Suspeitos de integrar milícia com atuação em conflitos fundiários são presos em operação do MP-BA


Duas pessoas suspeitas de integrar um grupo miliciano armado que atua há mais de dez anos em conflitos fundiários no Oeste da Bahia, foram presas durante cumprimento da “Operação Terra Justa”, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA).

Segundo o MP-BA, foram cumpridos nesta sexta-feira (25), mandados de prisão, busca e apreensão contra o grupo criminoso que prestava serviços a grandes fazendeiros da região e ameaçava comunidades tradicionais onde vivem dezenas de famílias.

A “Operação Terra Justa” teve como alvos os integrantes da milícia envolvida em atos de intimidação e violência em conflitos fundiários na região.

Deflagrada pelo Ministério Público do Estado da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), de forma integrada com a Polícia Civil, a operação também contou com o apoio da Corregedoria Geral da Polícia Militar da Bahia e do Comando de Policiamento de Missões Especiais, por meio da Cipe Cerrado.

O grupo foi denunciado à Justiça pelo Ministério Público da Bahia por crime de milícia privada.

Foto: Ministério Público da Bahia

Além disso, o MP-BA também deu cumprimento a quatro mandados de busca e apreensão nos municípios de Correntina e Jaborandi, ambos da região Oeste da Bahia.

Objetos apreendidos

Foram apreendidos aparelhos eletrônicos, armas e munição. Os mandados foram deferidos pela Vara Criminal de Correntina, que acatou pedidos do MP-BA baseados em investigações que identificaram a atuação do grupo em áreas rurais no município de Correntina.

Conforme as apurações do MP-BA, o grupo agia por meio de empresa de fachada com registro de segurança privada – sem autorização legal da Polícia Federal – para prestar serviços a grandes fazendeiros da região, praticando ameaças, lesões corporais e grilagem de terras contra comunidades tradicionais de fundo e fecho de pasto, expulsando famílias posseiras e povos tradicionais de suas terras.


Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.





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Preço do frango vivo atinge maior patamar em quase quatro anos



De acordo com as últimas pesquisas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o preço cobrado pelo frango vivo no mercado paulistano é o maior desde agosto de 2022. De acordo com o instituto, o aumento no valor é devido ao patamar elevado dos insumos para a criação de frango.

O preço pelo quilo do galináceo ainda vivo está em R$ 6,15, de acordo com a medição parcial deste mês de abril. O valor representa um aumento de 11% apenas neste mês. Segundo o Cepea, a valorização ocorre porque o mercado interno e externo da proteína está aquecido.

“Esta valorização da cotação do frango vivo, somada à desvalorização dos insumos para a criação, no caso o milho e o farelo de soja, impulsionam a capacidade aquisitiva do produtor. Dessa forma, o poder de compra do avicultor paulista segue em alta pelo segundo mês consecutivo”, informa o Centro de Pesquisas.

Avicultura de postura

Por outro lado, o setor da avicultura de postura se vê em um cenário totalmente diferente. De acordo com o Centro de Estudos, o poder de compra destes produtores vem caindo frente ao farelo de soja. Com relação ao milho, o desempenho ainda é estável, mas o problema é que o preço dos ovos diminuiu em maior intensidade do que o farelo, no comparativo dos meses de março e abril.

Na praça de Bastos (SP), o ovo branco retirado na granja recuou 5%. A caixa de 30 dúzias caiu de R$ 203,01 para 192,79. Já a queda do vermelho foi de 4,9%, operando agora a R$  220,20 a caixa. De acordo com o Cepea, a retração está atrelada à lentidão das vendas.

*Sob supervisão de Thiago Dantas



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