Minas Gerais atingiu um novo recorde nas exportações do agronegócio durante o primeiro quadrimestre de 2025. De acordo com levantamento da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o setor respondeu por 46,8% das exportações totais do estado, com uma receita de US$ 6,5 bilhões e 5 milhões de toneladas embarcadas.
O desempenho representa o melhor resultado já registrado para o período desde o início da série histórica, em 1997. Em relação ao mesmo período de 2024, houve crescimento de 26% na receita, mesmo com uma retração de 6,2% no volume exportado. O avanço no faturamento foi impulsionado pela valorização média de 34% no preço por tonelada das commodities agropecuárias mineiras.
A Seapa estima que, mantidas as tendências atuais de preços e comportamento sazonal, o estado deve encerrar o ano com exportações agropecuárias entre US$ 19,5 bilhões e US$ 20,5 bilhões. “Esse desempenho reforça a posição de Minas como terceiro maior exportador do agro no Brasil, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo”, destacou a secretaria.
Os produtos mineiros foram enviados a 160 destinos internacionais, com destaque para a China (23%), Estados Unidos (13%), Alemanha (9%), Itália (6%) e Japão (5%).
O café liderou a pauta de exportações do agronegócio mineiro, com US$ 3,9 bilhões em receita e embarque de 10 milhões de sacas. Apesar da queda de 3% no volume devido à entressafra, o faturamento subiu 70% na comparação com o primeiro quadrimestre de 2024, representando 60% da receita total do setor no estado.
A soja, incluindo grãos, farelo e óleo, somou US$ 1,1 bilhão em receita e 2,9 milhões de toneladas exportadas. Houve queda de 9% no valor e crescimento de 0,7% no volume. Segundo a Seapa, os preços seguem pressionados por fatores como a guerra comercial entre Estados Unidos e China e o início do plantio do grão nos EUA.
Entre os destaques do período, os ovos registraram crescimento expressivo no mercado internacional. As exportações alcançaram US$ 6,6 milhões, com aumento de 495% no valor e 278% no volume, totalizando 3 mil toneladas. A demanda foi impulsionada principalmente pelos Estados Unidos, que enfrentam dificuldades no setor avícola devido à influenza aviária.
As carnes também registraram avanço. O total exportado somou US$ 533 milhões, com 158 mil toneladas embarcadas. A carne bovina respondeu por US$ 374 milhões e 78 mil toneladas, com alta de 19% em receita e 8% em volume. Os Estados Unidos ampliaram suas compras, com aumento de até 195%.
A carne suína movimentou US$ 24 milhões, com 11 mil toneladas vendidas. As Filipinas estrearam como destino e já ocupam o quarto lugar entre os principais compradores, com 10% dos embarques. A carne de frango totalizou US$ 128 milhões e 66 mil toneladas, com crescimento de 17% em valor e 10% em volume. As vendas para a China e os Países Baixos foram os destaques.
O segmento de produtos florestais — celulose, papel e madeira — superou o complexo sucroalcooleiro, ocupando a quarta posição entre os grupos exportadores do agro mineiro, com US$ 339 milhões e 559 mil toneladas. A mudança foi resultado da queda de 42,5% na receita e de 38% no volume do setor sucroalcooleiro, que fechou o quadrimestre com US$ 334 milhões e 711 mil toneladas exportadas. O recuo foi atribuído às condições climáticas desfavoráveis, que afetaram o desenvolvimento da cana-de-açúcar e comprometeram a produção de açúcar e etanol.
A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) alerta os setores produtivo e comercial para o monitoramento e controle de pragas como as moscas-das-frutas nos pomares, com o início das exportações de manga, destinadas aos EUA, programado para primeiro de julho.
Segundo a Adab, para alinhamento e atualização de procedimentos, o órgão vai realizar uma série de reuniões técnicas, no próximo dia 29, no auditório da entidade parceira, Valexport, em Petrolina (PE).
“O objetivo é orientar produtores, exportadores, Responsáveis Técnicos (RTs) de estabelecimentos de tratamento e unidades de produção, melhorando o controle e reduzindo o índice populacional da praga quarentenária moscas-das-frutas, em pomares de mangas registrados para exportar ao mercado americano, principal comprador”, ressalta o coordenador do Projeto Fitossanitário de Controle das Moscas-das-Frutas da Adab, Weber Aguiar.
Na programação, com público estimado de 60 pessoas, segundo organização, os participantes serão atualizados sobre as normas e obrigatoriedade do monitoramento e controle em âmbito federal e estadual, bem como, sobre todas as ferramentas existentes para controlar a praga quarentenária moscas-das-frutas em pomares registrados, que exportam mangas para o mercado americano.
Foto: Marcelino Ribeiro
Também serão socializados pontos críticos e riscos identificados pelo Serviço de Inspeção Sanitária Animal e Vegetal dos Estados Unidos (APHIS), e como deve ser feito o controle pelos participantes do programa.
Na oportunidade, a Adab informou que lançará um novo canal de atendimento para que o setor produtivo e a população possam fazer denúncias, tirar dúvidas sobre a praga, o MoscaZap (71) 99945-8008.
Mercado internacional
A abertura da exportação de manga da Bahia geralmente acontece durante a chamada “janela de exportação”, que coincide com a safra da fruta no Nordeste, principalmente em estados como Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte.
Essa janela de exportação permite que a Bahia aproveite um período em que há menor oferta de manga em outros países, como o Equador, beneficiando a demanda pela fruta brasileira.
Importância
Ainda segundo a Adab, em 2024, a região do Vale do São Francisco, que abrange as cidades Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), consolidou-se como um dos principais polos de exportação de frutas do Brasil.
A fruticultura irrigada da região, beneficiada por condições climáticas favoráveis e infraestrutura adequada, permitiu o cultivo e a exportação de diversas frutas tropicais.
A manga continuou sendo a principal fruta exportada pela região. O Vale do São Francisco é responsável por cerca de 95% da manga exportada pelo Brasil.
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O Governo do Distrito Federal fechou temporariamente o Jardim Zoológico de Brasília, a partir desta quarta-feira (28), após a identificação de duas aves mortas nas dependências do local.
Os casos envolvem um pombo e um marreco irerê, que são animais de vida livre e não fazem parte do plantel do zoológico. Amostras dos animais foram recolhidas pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) e serão enviadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para análise de possíveis casos de gripe aviária.
“Reforçamos que não há nenhum outro caso suspeito registrado até o momento, seja entre animais de vida livre ou outras aves no Distrito Federal. A Seagri-DF é o órgão responsável pela sanidade animal no DF e conduzirá toda a investigação, seguindo os protocolos nacionais desenvolvidos pelo Mapa”, informou a pasta, segundo a qual não há prazo para a reabertura do zoológico aos visitantes.
Segundo o órgão, o fechamento preventivo segue os protocolos de biossegurança e tem como objetivo proteger a saúde dos animais, dos colaboradores e dos visitantes. A reabertura do parque será avaliada assim que os resultados laboratoriais forem concluídos e não houver risco à saúde pública.
Gripe aviária
A influenza aviária, comumente conhecida como gripe aviária, afeta principalmente aves, mas também já foi detectada em mamíferos, incluindo bovinos.
A transmissão ocorre pelo contato com aves doentes e também por meio da água e de materiais contaminados.
A doença raramente afeta humanos, e a orientação é que as pessoas se mantenham informadas e adotem as medidas preventivas recomendadas.
Segundo o Ministério da Agricultura, carnes e ovos podem ser consumidos com segurança, desde que preparados adequadamente.
O trigo, insumo essencial na produção de alimentos como pães, massas e bolos, é um dos cereais mais estratégicos do mundo. No Brasil, porém, a cadeia produtiva do grão enfrenta desafios históricos e estruturais que ainda impedem o país de atingir a autossuficiência. Desde a centralização estatal imposta pelo decreto-lei nº 210, de 1967, até choques recentes — como a guerra entre Rússia e Ucrânia e as oscilações no mercado internacional —, a trajetória da triticultura brasileira tem sido marcada por avanços e recuos.
Este artigo traça uma linha do tempo da produção nacional de trigo, examinando os principais entraves e as oportunidades no caminho rumo à autossuficiência.
A era da centralização: decreto-lei (DL) nº 210/1967
Em 1967, o governo federal instituiu o decreto-lei nº 210, criando a Comissão Brasileira de Política do Trigo e centralizando toda a cadeia produtiva sob controle estatal. A medida visava garantir o abastecimento interno e reduzir a dependência crescente das importações. Com a centralização, o governo passou a controlar preços, importações, moagem e distribuição. Embora tenha trazido certa previsibilidade e incentivado a produção em estados do Sul, o modelo resultou em uma cadeia pouco competitiva, fortemente engessada por regras e subsídios.
Durante a vigência do decreto (1967–1989), a produção nacional cresceu de 1,8 milhão para 2,5 milhões de toneladas — um aumento de 39%. Esse avanço, no entanto, decorreu principalmente da expansão da área plantada, que saltou de 1,3 milhão para 1,8 milhão de hectares (54%). Ou seja, o crescimento foi quantitativo (baseado em expansão de área), não qualitativo. A produtividade permaneceu baixa, reflexo de um ambiente com pouca competição e estímulos limitados à inovação.
A abertura e a descentralização: década de 1990
A década de 1990 marcou o fim da centralização estatal na cadeia do trigo. Com a abertura econômica iniciada no governo Collor e aprofundada no governo FHC, o setor passou a operar sob a lógica de mercado. O Estado deixou de exercer controle direto, e os preços passaram a ser definidos pelas cotações internacionais.
Esse processo de liberalização trouxe efeitos ambíguos. De um lado, houve aumento da competitividade, maior entrada de tecnologias e estímulo à pesquisa agropecuária — com destaque para o papel da Embrapa Trigo. De outro, a volatilidade dos preços e a concorrência com o trigo importado, especialmente da Argentina, desestimularam o plantio em diversas regiões. O Brasil passou a importar cerca de 50% do trigo que consome, tornando-se estruturalmente dependente do mercado externo.
Além da desregulamentação iniciada em 1990, o setor teve de se adaptar à criação do Mercosul, com o Tratado de Assunção (1992), que zerou a Tarifa Externa Comum (TEC) para o trigo, e à valorização cambial trazida pelo Plano Real, a partir de 1994. Sem instrumentos estatais de proteção e incentivo, a produção nacional entrou em retração: a área plantada encolheu, e a dependência externa aumentou, com importações variando entre 50% e 60% do consumo anual. Apesar de representar um processo doloroso, essa reestruturação era necessária para a modernização do setor.
2000–2010: o câmbio como motor de competitividade
No início dos anos 2000, o Brasil experimentou um cenário de câmbio flutuante que mudaria profundamente a dinâmica da triticultura nacional. A ampla desvalorização do real — que chegou a cair cerca de 33% entre fevereiro de 1999 e meados de 2002 — encareceu o trigo importado em até 30% no mercado interno. Esse choque cambial, longe de penalizar o setor, abriu uma janela de oportunidade para que o produtor brasileiro ganhasse competitividade, visto que o grão nacional passou a ter preço mais atraente frente às compras externas.
Embora a área plantada tenha se mantido praticamente estável, a produção nacional avançou de 3,8 para 5,0 milhões de toneladas no mesmo período. Esse crescimento expressivo foi resultado de ganhos substanciais de produtividade: o rendimento médio evoluiu de cerca de 1.854 kg/ha para 2.381 kg/ha, um aumento de 28%.
A desvalorização cambial foi o principal catalisador para que produtores investissem em tecnologias de cultivo mais modernas. A adoção de cultivares tropicalizadas pela Embrapa Trigo, a disseminação do plantio direto e o manejo integrado de solo e pragas tornaram-se economicamente viáveis diante de preços internos mais lucrativos. Além disso, a maior rentabilidade justificou o uso ampliado de fertilizantes e defensivos de última geração, elevando a eficiência da lavoura.
Portanto, entre 2000 e 2010, o câmbio não foi apenas uma variável macroeconômica: foi o motor que impulsionou uma virada na triticultura brasileira, demonstrando como a política cambial pode, indiretamente, fomentar o avanço tecnológico e produtivo em uma cadeia agrícola estratégica.
Avanços recentes e desafios estruturais
Nos últimos anos, diversos fatores reacenderam o debate sobre a autossuficiência tritícola no Brasil. Entre 2020 e 2022, a alta nas commodities agrícolas — impulsionada pela pandemia de Covid-19 e por políticas monetárias expansionistas — elevou significativamente os preços internacionais do trigo. Simultaneamente, a guerra entre Rússia e Ucrânia, dois dos maiores exportadores mundiais do grão, desestabilizou as cadeias globais de suprimento, acentuando a preocupação com a segurança alimentar.
Diante desse cenário, o Brasil passou a observar com maior atenção sua capacidade interna de produção. Enquanto o Paraná e o Rio Grande do Sul seguiram como os principais estados produtores, novas fronteiras agrícolas começaram a despontar, especialmente no Cerrado. Pesquisas recentes demonstraram a viabilidade de cultivares adaptadas ao clima tropical em regiões como o Mato Grosso e o Distrito Federal, apontando potencial de expansão da triticultura.
Apesar desses avanços, persistem obstáculos estruturais relevantes. A ausência de políticas públicas consistentes para o setor, aliada à volatilidade cambial e aos altos custos de produção, dificulta a consolidação do trigo como uma cultura de larga escala no país. Mesmo com o crescimento da produtividade e a abertura de novas áreas de cultivo, o Brasil permanece dependente das importações para suprir sua demanda interna, que gira em torno de 12 milhões de toneladas por ano.
O sonho da autossuficiência: realidade ou miragem?
O Brasil possui, de fato, potencial agronômico e tecnológico para ampliar significativamente sua produção de trigo. A atuação da Embrapa e de empresas privadas, com o desenvolvimento de cultivares adaptadas, técnicas de manejo mais eficientes e os avanços em regiões como o Cerrado, demonstram progressos importantes. Além disso, a crescente preocupação com os riscos da dependência externa fortalece o debate sobre o tema.
No entanto, considerar a autossuficiência como um objetivo plenamente viável a curto ou médio prazo exige cautela. O país ainda enfrenta entraves estruturais importantes, como o alto custo de produção em relação a concorrentes internacionais, deficiências logísticas e a ausência de políticas consistentes e de longo prazo para sustentação da triticultura. A dependência de importações, principalmente da Argentina, permanece uma realidade econômica difícil de contornar.
Os recentes aumentos de produção foram, em grande medida, resposta a eventos conjunturais – como a pandemia de Covid-19 e o conflito entre Rússia e Ucrânia – que distorceram temporariamente o mercado global. Internamente, o destaque vai para o Rio Grande do Sul, que tem diversificado a demanda com exportações e iniciativas como a produção de etanol de trigo. Porém, essas movimentações, embora relevantes, não sinalizam uma transição sólida rumo à autossuficiência. Pelo contrário, indicam uma reorganização de mercado mais voltada à inserção comercial do que ao abastecimento interno autônomo.
Diante disso, a autossuficiência em trigo no Brasil ainda parece mais um ideal estratégico do que um cenário realista. O futuro da triticultura brasileira dependerá menos de desejos e mais de decisões políticas coordenadas, investimentos consistentes e, sobretudo, de um olhar pragmático sobre as limitações e oportunidades do país nesse setor.
*Élcio Bento é especialista em trigo graduado em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Faz parte da divisão de especialistas de Safras & Mercado há mais de 20 anos
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O plantio da safra 2025/26 de soja nos Estados Unidos avançou e já alcança 76% da área projetada, segundo o relatório semanal do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), com dados até 25 de maio. Esse ritmo é superior tanto ao registrado no mesmo período do ano passado (66%) quanto à média dos últimos anos (68%).
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A área estimada para o cultivo da oleaginosa nesta temporada é de 33,79 milhões de hectares, uma leve retração em relação ao ciclo anterior, que somou 35,25 milhões de hectares. Apesar disso, as lavouras demonstram bom desenvolvimento: 50% já estão na fase de emergência, superando a média normal de 40%.
Projeções para a soja
O USDA projeta uma produção de 118,12 milhões de toneladas de soja na atual temporada, número ligeiramente abaixo do registrado em 2024/25 (118,84 milhões de toneladas), mas ainda expressivo. O desempenho do plantio é impulsionado por condições climáticas favoráveis em grande parte do Meio-Oeste americano, principal região produtora do país.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, encaminhou nesta quarta-feira (28), um ofício ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) solicitando urgência na aprovação da prorrogação das dívidas dos produtores rurais do estado.
A proposta tem como objetivo beneficiar mais de 124 mil produtores que enfrentam dificuldades financeiras após perdas significativas causadas por estiagens e enchentes.
Inicialmente, a medida seria deliberada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) na última quinta-feira (22), mas a divulgação do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 2º bimestre, que impôs um severo ajuste fiscal, mostrou a dificuldade do governo federal em viabilizar o orçamento necessário para a aprovação imediata da proposta.
Por conta desse impasse, Leite anunciou que o governo estadual está disposto a assumir os custos do primeiro ano da prorrogação, estimados em R$ 136 milhões, por meio do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) ou outra fonte compatível. A proposta será formalizada por meio de convênio com a União.
“A prorrogação do vencimento das dívidas dos produtores rurais é urgente e crítica para o Rio Grande do Sul. Temos trabalhado insistentemente nisso. Na semana passada, houve uma sinalização forte por parte do governo federal de que seria aprovada, mas ela não aconteceu até agora”, afirmou Leite. “Se o problema é orçamentário, o governo do estado pode viabilizar este valor, mas que seja feita a aprovação pelo CMN para dar fôlego aos nossos produtores.”
Mapa deu prazo para a aprovação
Em audiência no Senado nesta terça-feira (27), o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, ressaltou que a expectativa é que o aval do CMN para a resolução ocorra ainda nesta semana, no mais tardar na sexta-feira (30). O chefe da pasta disse, inclusive, que o processo será retroativo, contemplando débitos já vencidos.
Ainda assim, o ministro reconheceu que não há definição a respeito de quais programas a verba será remanejada para arcar com o adiamento das dívidas dos produtores. Para isso, afirmou manter conversas com Fernando Haddad, da Fazenda, e Simone Tebet, do Planejamento e Orçamento.
Para ele, seria pertinente que parte do dinheiro fosse proveniente do Fundo Clima, visto que a tragédia que se abateu sobre os produtores do estado teve como origem os impactos das mudanças climáticas.
Dívidas e capacidade de produção
O objetivo da proposta emergencial de prorrogação das dívidas é o de preservar a capacidade de produção e adimplência dos produtores rurais, além de garantir a sustentabilidade do setor agropecuário em um momento considerado crítico.
O governo estadual também alertou para a urgência da medida, considerando a proximidade do vencimento das parcelas dos financiamentos e o risco de inadimplência generalizada.
O Brasil se prepara para um marco histórico. Nesta quinta-feira (29), o país será reconhecido oficialmente como zona livre de febre aftosa sem vacinação. A cerimônia acontece durante a assembleia geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), em Paris, França.
O anúncio será feito por volta das 10h (horário local), o que corresponde às 5h da manhã em Brasília. A delegação brasileira que participa da cerimônia é composta por cerca de 90 representantes, incluindo membros do Ministério da Agricultura e parlamentares ligados à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). O grupo é chefiado por Marcelo Moura, delegado da área animal do Mapa.
Ao longo desta quarta-feira (28), os delegados brasileiros participaram de reuniões técnicas na sede da OMSA, apresentando os avanços do país na área de saúde animal. Foram compartilhadas informações sobre o sistema de vigilância sanitária, o controle de doenças e as boas práticas adotadas pela pecuária brasileira.
Segundo os representantes da delegação, o Brasil tem se destacado nas discussões técnicas ao apresentar os resultados obtidos com o fortalecimento do serviço veterinário oficial e o fim gradual da vacinação contra febre aftosa. Durante visita ao local onde será feito o anúncio, parlamentares reforçaram a importância do reconhecimento internacional para os produtores rurais e para o mercado de exportação.
A senadora Tereza Cristina, vice-presidente da FPA, afirmou que o novo status sanitário representa uma valorização da carne bovina brasileira no mercado internacional. Ela destacou que o fim da vacinação permite ao Brasil acessar mercados mais exigentes, que até então restringiam a compra de carne proveniente de animais vacinados.
O vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Gedeão Pereira, reforçou que a conquista é resultado do progresso da pecuária nacional. “O mérito dessa conquista vem da qualidade crescente da nossa produção. Agora temos a responsabilidade de manter esse status”, afirmou.
Atualmente, o Brasil já exporta carne bovina para países como China, Estados Unidos e União Europeia. Com o reconhecimento oficial da OMSA, a expectativa é ampliar a presença brasileira em novos mercados e melhorar os preços pagos pela carne nacional.
O primeiro trimestre de 2025 começou promissor ao mercado brasileiro de genética bovina. A entrada de doses de sêmen no mercado, que inclui coleta nacional e importações, registrou alta de 4,34% em relação ao mesmo período de 2024, totalizando 5.827.056 doses.
Os dados são do Index Asbia, da Associação Brasileira de Inseminação Artificial, elaborado pelo Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea/USP), que mostra que a saída, englobando as vendas a pecuaristas, exportações e prestação de serviços, cresceu 6,23%, alcançando 4.311.613 doses.
“O levantamento dos três primeiros meses do ano aponta aumento na coleta e importação de doses, bem como na comercialização e utilização do material genético. São excelentes notícias, que comprovam mais uma vez o intenso trabalho voltado para a eficiência produtiva tanto na pecuária de corte quanto de leite”, considera a diretora-executiva da Asbia, Lilian Matimoto.
Vendas diretas
Considerando apenas as vendas diretas, o crescimento foi ainda mais expressivo: 11% em relação ao primeiro trimestre de 2024.
“Esse avanço revela a consolidação do melhoramento genético como estratégia na pecuária brasileira. A pecuária de corte registrou alta de 11,3% nas vendas, enquanto a de leite cresceu 10,5%, alcançando o recorde histórico de 1.441.224 doses comercializadas nesse período”, informa Lilian.
Dados do Index Abia mostram que as importações também avançaram, com crescimento de 29% no trimestre, impulsionadas, principalmente, pela pecuária de corte. Foram importadas 468.817 doses dessa aptidão, com alta de 189,6% em relação ao mesmo período de 2024, marcando o maior volume para o primeiro trimestre desde 2022.
Já as exportações de material genético apresentaram queda de 42,4%. Para a diretora da entidade, esse recuo reflete a maior absorção do mercado interno. "Com o fortalecimento do consumo e uso das tecnologias no país, o produtor brasileiro foi o principal destino do material genético. O foco está na nossa produção, o que não deixa de ser uma ótima notícia."
O relatório também destaca o crescimento de 24% nas vendas de botijões, totalizando 987 unidades comercializadas. Já os serviços contratados por pecuaristas para coleta e industrialização de sêmen de seus próprios rebanhos, modalidade conhecida como Prestação de Serviço, somaram 302.847 no período.
Com experiências que unem vinho, gastronomia e paisagens encantadoras, a Vinícola Courmayeur, localizada no Vale dos Vinhedos, em Garibaldi (RS), apresenta sua grande novidade para o inverno 2025: a Degustação Devaneio. A atração, exclusiva entre os dias 1º de junho e 31 de agosto, oferece uma harmonização de três espumantes e dois vinhos tintos com barras trufadas da chocolateria artesanal Devorata. A experiência é realizada na charmosa Cela da Cave e acontece às sextas-feiras, às 15h, e aos sábados, ao meio-dia e às 15h. O agendamento é obrigatório.
Com acesso totalmente asfaltado e a apenas 8 km dos centros de Garibaldi e Bento Gonçalves, a Courmayeur aposta em seis diferentes experiências enoturísticas para o inverno. Cada uma delas traz nomes como Liberdade, Ousadia, Audácia e Atrevimento, refletindo o espírito criativo da vinícola. Os roteiros incluem visita guiada à vinícola, degustações harmonizadas com queijos, charcutaria, castanhas e até mini porções especialmente pensadas para espumantes e frisantes.
Outro destaque é o tour Cela da Cave, com duração aproximada de uma hora. O percurso passa por quatro pontos estratégicos da vinícola e termina na antiga adega, onde são armazenadas garrafas históricas da marca. Ali, os visitantes degustam um dos rótulos descobertos durante o trajeto.
Com estrutura completa para receber pequenos grupos e famílias, o espaço oferece ainda jardim, loja, bicicletário, áreas de recreação e ambiente pet friendly. As degustações variam de R$50 a R$130 e podem ser reservadas pelo telefone (54) 3463-8517, WhatsApp ou na plataforma Wine Locals.
DEGUTAÇÕES
Degustação Liberdade – R$50,00
Degustação de quatro rótulos entre as linhas tradicionais – a escolha do cliente.
Disponibilidade: todos os dias, sem a necessidade de agendamento.
Degustação Ousadia – R$70,00
Degustação de quatro rótulos Premium – a escolha do cliente.
Disponibilidade: todos os dias, sem a necessidade de agendamento.
Degustação Audácia – R$95,00
Degustação de cinco vinhos das linhas Essencial, harmonizados com queijos, charcutaria e castanhas.
Disponibilidade: todos os dias, consulte horários. Essa experiência exige agendamento prévio.
Degustação Atrevimento – R$100,00
Degustação de quatro espumantes e um frisante, harmonizados com cinco mini porções .
Disponibilidade: Todos os dias, consulte horários. Essa experiência exige agendamento prévio.
Cela da Cave – R$95,00
Tour pela vinícola com degustação de quatro produtos. Inclui taça de vidro personalizada.
Disponibilidade: Sábados e domingos, às 11h e às 14h. Essa experiência exige agendamento prévio e é realizada na Cave.
Degustação Devaneio – R$130,00
Degustação de três espumantes e dois vinhos tintos, harmonizados com barras trufadas de chocolate Devorata, na Cela da Cave.
Disponibilidade: Sextas, às 15h e sábados às 12h e às 15h. Essa experiência, que acontece na Cave, exige agendamento prévio. Exclusiva para o período de 01/06/2025 a 31/08/2025
Nos dias 5 e 6 de junho, São Paulo volta a ser palco do maior evento de cultura agro do mundo. O Allianz Parque será transformado na arena do Global Agribusiness Festiva (GAFFFF), uma celebração da força e da diversidade do agro brasileiro e sua conexão com a cidade, com mais de 30 mil pessoas esperadas. O festival é organizado pela Datagro, com apresentação da XP e da Corteva Agriscience, e leva para o centro da maior metrópole da América Latina os temas, sabores, sons e ideias que movem o campo, e que estão cada vez mais presentes no cotidiano urbano.
O GAFFFF nasceu em 2024 como uma extensão do Global Agribusiness Forum (GAF), um dos encontros mais prestigiados do agronegócio mundial, e retorna em 2025 ainda mais inclusivo, diverso e imersivo.
A estrutura do evento gira em torno de quatro pilares, os “Fs” que definem sua identidade: Forum (conteúdo e debates estratégicos), Fair (feira de negócios), Food (gastronomia) e Fun (música).
Uma das grandes novidades desta edição é a abertura total do GAF ao público presente no festival. Criado em 2012, o fórum sempre foi restrito a convidados e lideranças do setor. Agora, o conhecimento se torna protagonista acessível para todos.
“A expansão do acesso ao GAF em 2025 é um passo natural para reforçar o caráter inclusivo e formativo do festival”, destaca Luiz Felipe Nastari, diretor de comunicação, educação e eventos da Datagro.
Nesta edição, o fórum contará com mais de 90 horas de conteúdo distribuídas em três palcos simultâneos. Entre os nomes já confirmados estão Gro Brundtland, ex-primeira-ministra da Noruega e referência mundial em sustentabilidade; Shona Sabnis, vice-presidente de assunto públicos da Corteva Agriscience; Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho de Administração da Magazine Luiza; Roberto Rodrigues, embaixador especial da FAO para o cooperativismo; e Giuliana Morrone, jornalista e especialista em temas ESG.
A programação do Forum refletirá a urgência dos debates climáticos e geopolíticos que pautam o agro em 2025, ano em que o Brasil sedia a COP30.
Haverá também uma feira de negócios, que ocupará 7 mil m² com mais de 180 empresas expositoras, incluindo agtechs, pavilhão de finanças, universidades e gigantes da tecnologia voltadas ao campo. Também estarão presentes agricultores familiares de diferentes regiões do país, com estandes abertos ao público.
“Será um espaço onde tradição e tecnologia caminham lado a lado, conectando diferentes agentes da cadeia produtiva e gerando oportunidades concretas de relacionamento, inovação e negócios”, reforça o executivo da Datagro.
Outras atrações
Na área de shows, entre as atrações confirmadas estão os artistas Fernando e Sorocaba, Leonardo, Fiduma e Jeca, Fiorella e Thiago Carvalho. A programação musical será distribuída ao longo dos dois dias, com apresentações espalhadas pelo estádio.
Além disso, o GAFFFF contará com a volta da Arena de Fogo, espaço de experiências gastronômicas com chefs e assadores renomados, que trarão ao público aulas ao vivo e experiências sensoriais.
“Os shows musicais e a Arena de Fogo representam, cada um à sua maneira, essa conexão viva entre o campo e a cidade. São expressões culturais que traduzem o agro de forma sensível, seja pela emoção da música ou pelo sabor da gastronomia. No GAFFFF, esses dois pilares ajudam a contar a história do agro não só como setor econômico, mas como parte essencial da identidade brasileira”, complementa Nastari.
Em 2024, a primeira edição do GAFFFF reuniu mais de 20 mil participantes, vindos de 23 países e de quase todos os estados brasileiros.
Realizadores
O GAFFFF, assim como o Global Agribusiness Forum, é realizado em conjunto por: Datagro, Sociedade Rural Brasileira (SRB), Associação Brasileira de Produtores de Milho (Abramilho), Aliança Internacional do Milho (Maizall), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Bioenergia Brasil, União Nacional do Etanol de Milho (Unem), Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), CropLife Brasil, XP e Corteva Agriscience.
Os ingressos para a edição de 2025 do Global Agribusiness Festival já estão à venda e podem ser comprados diretamente pelo site do evento: https://gaffff.com/ingressos.