sábado, maio 23, 2026

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Preços do boi seguem estáveis em praças paulistas


De acordo com dados do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria, as cotações do boi gordo, da vaca e da novilha permaneceram estáveis nas principais praças de São Paulo nesta terça-feira (27), de acordo com levantamento de mercado. A baixa liquidez nas negociações foi apontada como principal fator para a manutenção dos preços.

“Com poucas negociações efetivadas, não houve espaço para variações nas cotações das categorias avaliadas”, informou a consultoria que acompanha o setor.

No Tocantins, a estabilidade prevaleceu na região Sul. Já no Norte do estado, foi registrada queda de R$ 2,00 por arroba na cotação da vaca, enquanto os preços do boi gordo e da novilha não apresentaram alteração.

No Pará, o cenário variou conforme a localidade. Em Marabá, o preço do boi gordo caiu R$ 3,00 por arroba, com as demais categorias permanecendo estáveis. Em Redenção, nenhuma mudança foi registrada, incluindo a cotação do “boi China”, que se manteve inalterada nas duas regiões analisadas. Em Paragominas, houve recuo de R$ 5,00 por arroba tanto para a novilha quanto para o “boi China”, sem alterações nas demais categorias.

No mercado externo, as exportações de carne bovina in natura mantêm trajetória de alta. Até a quarta semana de maio, foram embarcadas 174 mil toneladas do produto, com uma média diária de 10,8 mil toneladas. O volume representa um crescimento de 7,6% em relação à média diária registrada no mesmo mês de 2024.

O preço médio da tonelada exportada também apresentou elevação, alcançando US$ 5,1 mil, o que significa um aumento de 15% na comparação anual. O desempenho confirma a sustentação da demanda internacional por carne brasileira, mesmo diante da variação de preços no mercado interno.





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Mercado da soja reage a clima na Argentina


A semana foi marcada por forte movimentação no mercado da soja, com influências climáticas na Argentina, variações nas cotações em Chicago e impactos do câmbio no Brasil. Apesar da estabilidade nos preços internos, o cenário global segue volátil, exigindo cautela dos produtores brasileiros.

A análise é da Grão Direto, que destaca que as chuvas intensas na Argentina continuam atrasando a colheita e afetando a qualidade da soja, pressionando o mercado internacional. Por outro lado, o Brasil mantém ritmo acelerado nas exportações, reforçando sua posição no comércio global da oleaginosa.

Na Bolsa de Chicago, o contrato da soja para julho de 2025 fechou a US$ 10,61 por bushel, com alta de 0,95%. Já o contrato de março de 2026 teve avanço de 1,71%, alcançando US$ 10,70 por bushel. No Brasil, o câmbio sofreu leve recuo de 0,35%, com o dólar encerrando a R$ 5,65, após o governo federal anunciar aumento na alíquota do IOF, gerando instabilidade no mercado.

Para a safra 2025/2026, o cenário é de atenção redobrada. A Grão Direto alerta para o encarecimento dos fertilizantes, com o KCL e o MAP em alta por três semanas consecutivas. A crise geopolítica entre China e Índia elevou a competição global por insumos, pressionando os preços. Além disso, o crédito rural segue caro diante da manutenção da taxa Selic, o que complica o planejamento e a viabilidade econômica das lavouras.

Mesmo com o clima favorável nos Estados Unidos, a análise mostra que as margens negativas dos produtores americanos podem limitar ações de replantio. Já na Argentina, embora as chuvas representem risco, o mercado parece ter precificado boa parte dessas perdas. Os fundos de investimento também influenciam o equilíbrio atual, mantendo posições compradas na soja em grão e no óleo, enquanto realizam vendas no farelo.

O dólar continua sendo um fator determinante para o produtor brasileiro. As incertezas fiscais e o cenário político pré-eleitoral de 2026 contribuem para uma volatilidade cambial que impacta diretamente na precificação da soja. Diante desse contexto, oportunidades de comercialização surgem de forma pontual, exigindo estratégia e acompanhamento constante do mercado.





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Gripe aviária em granja comercial de Tocantins é descartada pelo Mapa



Laudo conclusivo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) recebido nesta quarta-feira (28) pela Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec) descarta gripe aviária e Doença de Newcastle em granja comercial de Aguiarnópolis, no norte do estado.

“É um resultado que já esperávamos e que tranquiliza a cadeia produtiva da avicultura no Tocantins para continuarmos produzindo com qualidade e gerando renda neste setor tão importante para a nossa economia”, destacou o presidente da Adapec, Paulo Lima.

Segundo ele, a responsabilidade sanitária e a rapidez da Agência na execução dos protocolos de coleta e envio das amostras para investigação em laboratório oficial, em menos de 48 horas, foram fundamentais para não deixar quaisquer dúvidas sobre a presença ou não do vírus da gripe aviária.

O gerente de Sanidade Animal da Adapec, Sérgio Liocádio, esclarece que o caso está sendo encerrado com os protocolos de desinterdição da propriedade de origem das aves e com a liberação das carcaças para consumo, que haviam sido separadas no abatedouro até a conclusão do laudo.

“É importante destacar que as ações rotineiras de prevenção continuam sendo realizadas com vigilâncias ativas em granjas comerciais, orientações aos produtores rurais, estudos realizados periodicamente para comprovar a ausência viral da IAAP [Influenza Aviária de Alta Patogenicidade] e a Doença de Newcastle, além do trabalho de inspeção e fiscalização diárias nas indústrias”, pontuou.

Com esse descarte no Tocantins, o prazo para o Brasil ser livre de gripe aviária não retorna à estaca zero, ou seja, deve seguir contando desde o dia último dia 22, data em que foi concluída a desinfecção total da granja comercial em Montenegro, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, onde houve o primeiro registro.



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Clima úmido favorece oídio no cultivo de morango


O cultivo do morango segue em diferentes estágios de desenvolvimento no Rio Grande do Sul, conforme informações divulgadas no Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (22). Apesar da boa evolução das lavouras, produtores têm relatado desafios fitossanitários, especialmente com a incidência de oídio.

Na região de Caxias do Sul, o desenvolvimento das plantas está dentro do esperado para o período. Algumas lavouras já apresentam nova florada. No entanto, muitos produtores relataram aumento de casos de oídio, doença fúngica que exige controle intensivo. “Estamos reforçando as medidas de controle fitossanitário, pois a incidência do oídio nesta safra está mais elevada”, informou a Emater/RS-Ascar.

O volume de colheita foi considerado mediano, com redução nos preços. A venda direta ao consumidor tem variado entre R$ 20,00 e R$ 30,00 por quilo, enquanto os valores praticados junto a intermediários, mercados e centrais de abastecimento (CEASAs) têm oscilado entre R$ 15,00 e R$ 25,00 por quilo.

Em Pelotas, a cultura apresenta bom desenvolvimento. As lavouras mais precoces já iniciaram a frutificação, favorecidas pelas condições climáticas dos últimos dias. A região também registrou atividades de capacitação voltadas à produção. No dia 13 de maio, o Grupo de Qualificação Técnica do Morango (GQT Morango) participou de uma ação conjunta com o Departamento de Olericultura da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL). Ainda em Canguçu, foi realizada a segunda edição do curso sobre cultivo fora de solo. Segundo a Emater, uma nova turma já está prevista para julho.

A comercialização segue com preços que variam entre R$ 20,00 e R$ 25,00 por quilo em Pelotas e entre R$ 25,00 e R$ 40,00 por quilo em Rio Grande, principalmente em feiras livres. Os frutos provenientes de canteiros com mudas mais antigas apresentam menor calibre. A distribuição de mudas continua. No município de Turuçu, foram entregues, no dia 18 de maio, mudas da cultivar Fênix, por meio de programa municipal de incentivo.

Em São Vicente do Sul, na região de Santa Maria, o plantio de mudas continua, com insumos majoritariamente provenientes do Chile. Já em Soledade, os morangos estão em fase de produção e floração, com destaque para as cultivares espanholas e a BRS Fênix, implantadas mais cedo. As condições úmidas têm favorecido o surgimento de doenças fúngicas, ao mesmo tempo que reduzem a presença de ácaros. A oferta está dentro do esperado, e a qualidade do fruto, segundo os técnicos, é beneficiada pela maturação mais lenta. Os preços têm oscilado entre R$ 20,00 e R$ 25,00 por quilo.





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negócios acima da média são registrados



O mercado físico do boi gordo ainda apresenta perfil lateralizado, com predominante acomodação dos preços em grande parte do país.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos se deparam com escalas de abate posicionadas entre sete e nove dias úteis na média nacional, ainda operando com relativo conforto.

“Em determinadas regiões a dificuldade de obtenção de animais padrão China resultou na ocorrência de um ou outro negócio acima da referência média. Ao mesmo tempo, as exportações de carne bovina seguem agressivas, com o país caminhando a passos largos para um recorde histórico, tanto em volume embarcado quanto em receita”, declara.

  • São Paulo: R$ 304,17
  • Goiás: R$ 286,07
  • Minas Gerais: R$ 286,65
  • Mato Grosso do Sul: R$ 302,73
  • Mato Grosso: R$ 299,18

Mercado atacadista

O mercado atacadista voltou a registrar preços estáveis para a carne bovina. O ambiente de negócios ainda sugere por alguma fragilidade, considerando o lento escoamento entre atacado e varejo.

“Importante mencionar que importante parcela da população ainda prioriza o consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, ovos e embutidos”, disse Iglesias.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,90 por quilo, o dianteiro segue no patamar de R$ 19,00 por quilo e a ponta de agulha ainda é cotada a R$ 17,80, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,87%, sendo negociado a R$ 5,6952 para venda e a R$ 5,6932 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6442 e a máxima de R$ 5,7172.



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Verba da prorrogação das dívidas dos produtores do RS é confirmada por Fávaro



Em audiência pública na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (28), o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, informou que o governo ajustou o orçamento para prorrogar dívidas dos produtores rurais do Rio Grande do Sul.

Segundo ele, a questão orçamentária, considerada como entrave para a medida, foi equacionada e o texto está pronto. A previsão é que reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN) vote a resolução até a sexta-feira (30). O custo para bancar o adiamento dos débitos dos agricultores gaúchos vitimados por estiagens e enchentes será de R$ 136 milhões neste ano.

“Talvez as pessoas se esqueçam de quanto recurso foi liberado no ano passado pelo governo para a reconstrução do Rio Grande do Sul, em todas as áreas”, acrescentou Carlos Fávaro quando provocado pelos parlamentares sobre a demora na aprovação da medida.

De acordo com ele, somente para o setor agropecuário foram liberados mais de R$ 3 bilhões para a repactuação das dívidas dos produtores com as cooperativas. Contudo, ele reconheceu que as medidas ainda não surtiram todos os efeitos esperados.

Presidente da comissão, o deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS) pediu a inclusão dos produtores rurais do seu estado na prorrogação das dívidas. “Nós estamos abertos ao diálogo, mas não temos clima para fazer a repactuação ampla e irrestrita no Brasil, porque são casos pontuais, mas muito graves, que precisam de ação”, respondeu o ministro.

Fávaro afirmou que as recuperações judiciais não podem ser banalizadas para estados que não sofreram adversidades, já que os efeitos voltam ao produtor, por meio de restrições ao crédito, e não há fonte orçamentária para isso.

Conforme ele, as medidas de repactuação de dívidas previstas para o Rio Grande do Sul podem ser estendidas para estados que efetivamente precisarem.

Aprovação do Fundagro

A deputada Daniela Reinehr (PL-SC), que também pediu a audiência, solicitou apoio do ministro para a aprovação do PL 711/22 , do ex-deputado Jerônimo Goergen (RS), que cria o Fundo Nacional de Defesa Agropecuária (Fundagro), para permitir resposta imediata a eventos climáticos ou sanitários extremos, como no caso da gripe aviária no Rio Grande do Sul.

O ministro defendeu a universalização e a reformulação do seguro rural, para evitar as dívidas dos produtores por intempéries climáticas. “Eu defendo que seja obrigatório para todos os produtores que acessarem o crédito subsidiado. Quem busca recurso com subvenção do governo, que equaliza taxa de juros, que barateia a taxa de juro tem obrigação de fazer seguro”, afirmou.

Inflação de alimentos

No debate, Carlos Fávaro disse também que as medidas tomadas pelo governo para conter a inflação de alimentos foram cautelosas, mas surtiram efeitos. Entre elas, citou a redução a zero das tarifas do imposto de importação de 11 alimentos, anunciadas em março.

“O último IPCA-15 [Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15] mostrou o melhor índice dos últimos cinco anos, de 0,36%, ainda positivo, mas já numa decrescente. Era mais de 1% ao mês em abril, agora em maio 0,36%, com destaque para a redução do preço do arroz (-4%), frutas (-2%), tomate (-7%), feijão preto (-7%) e ovos de galinha (-2%)”, anunciou.



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Irrigação e armazenagem necessitam de R$ 25 bi ao ano do Plano Safra, diz Abimaq



Seminário que discutiu os possíveis direcionamentos do novo Plano Safra, promovido pela Associação Brasileira de Máquinas (Abimaq) nesta quarta-feira (28), em Brasília, teve como destaque os investimentos necessários ao aumento da irrigação nas lavouras e a capacidade de armazenagem do país.

De acordo com o presidente da entidade, José Velloso, a tecnologia permite elevar a produção em três vezes sem, com isso, acrescer área plantada.

“No Brasil, temos apenas cerca de 9 milhões de hectares irrigados. Precisaríamos, em dez anos, dobrar essa área para chegar próximo aos 20 milhões de hectares irrigados”. Para concretizar o plano, o executivo diz ser necessário investimento anual de R$ 10 bilhões por ano.

Outro foco do evento foram os aportes necessários a um antigo gargalo do setor: a armazenagem. “No ano de 2024, o próprio governo federal mexeu nas alíquotas de importação de grãos para combater a inflação naquele aumento que estava havendo nas commodities [agrícolas]. Mas sem armazenagem, não adianta. O Brasil não tem como importar grãos sem armazenagem, mas também não tem como armazenar a produção para vender o grão no momento correto.”

Segundo ele, o aumento da capacidade de armazenagem de grãos e cereais é o ingrediente para o Brasil melhorar a qualidade do produto para exportação e garantir que o agricultor tenha fluxo de caixa, não forçando-o a vender em período de baixa por não ter onde guardar sua produção.

Para a Abimaq, seriam necessários R$ 15 bilhões ao ano especificamente para a área de armazenagem. “O plano Safra não vai ter toda essa condição de todos esses recursos [somados aos R$ 10 bilhões para irrigação]. No entanto, estamos esperando mais um recorde de Plano Safra nesse governo”, finaliza Velloso.



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Três regiões do Brasil registram queda nos preços de soja; saiba quais



O mercado brasileiro de soja registrou preços pouco alterados nesta quarta-feira (28), com viés de baixa e negociações pontuais. De acordo com o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a comercialização foi limitada a poucos lotes, refletindo a retração do produtor diante de um cenário externo e cambial pouco atrativo. A Bolsa de Chicago encerrou o dia em queda, o dólar teve valorização e os prêmios seguiram voláteis, o que dificultou estímulos para novas vendas.

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Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 128,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 129,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 135,00 para R$ 134,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 128,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 135,00 para R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 116,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 119,50 para R$ 119,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 117,50

Contratos futuros da soja

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) encerraram o dia em baixa, pressionados pelo bom ritmo de plantio nos Estados Unidos, ampla oferta brasileira e fraca demanda pela soja americana. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), até o dia 25 de maio, 76% da área destinada à soja já havia sido plantada. No mesmo período do ano passado, o percentual era de 66%, enquanto a média dos últimos cinco anos está em 68%. Na semana anterior, o plantio estava em 66%.

Os contratos com entrega em julho recuaram 14,00 centavos de dólar ou 1,31%, fechando a US$ 10,48 1/2 por bushel. A posição novembro caiu 12,75 centavos ou 1,2%, encerrando em US$ 10,45 1/4 por bushel.

Nos subprodutos, o farelo para julho caiu US$ 2,60 ou 0,87%, cotado a US$ 293,70 por tonelada. O óleo com vencimento em julho fechou a 48,93 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 0,64 centavo ou 1,29%.

Dólar

O dólar comercial fechou em alta de 0,87%, cotado a R$ 5,6952 para venda e R$ 5,6932 para compra. A moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,6442 e a máxima de R$ 5,7172 ao longo do dia.



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exportações do agronegócio batem recorde no 1º quadrimestre


Minas Gerais atingiu um novo recorde nas exportações do agronegócio durante o primeiro quadrimestre de 2025. De acordo com levantamento da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o setor respondeu por 46,8% das exportações totais do estado, com uma receita de US$ 6,5 bilhões e 5 milhões de toneladas embarcadas.

O desempenho representa o melhor resultado já registrado para o período desde o início da série histórica, em 1997. Em relação ao mesmo período de 2024, houve crescimento de 26% na receita, mesmo com uma retração de 6,2% no volume exportado. O avanço no faturamento foi impulsionado pela valorização média de 34% no preço por tonelada das commodities agropecuárias mineiras.

A Seapa estima que, mantidas as tendências atuais de preços e comportamento sazonal, o estado deve encerrar o ano com exportações agropecuárias entre US$ 19,5 bilhões e US$ 20,5 bilhões. “Esse desempenho reforça a posição de Minas como terceiro maior exportador do agro no Brasil, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo”, destacou a secretaria.

Os produtos mineiros foram enviados a 160 destinos internacionais, com destaque para a China (23%), Estados Unidos (13%), Alemanha (9%), Itália (6%) e Japão (5%).

O café liderou a pauta de exportações do agronegócio mineiro, com US$ 3,9 bilhões em receita e embarque de 10 milhões de sacas. Apesar da queda de 3% no volume devido à entressafra, o faturamento subiu 70% na comparação com o primeiro quadrimestre de 2024, representando 60% da receita total do setor no estado.

A soja, incluindo grãos, farelo e óleo, somou US$ 1,1 bilhão em receita e 2,9 milhões de toneladas exportadas. Houve queda de 9% no valor e crescimento de 0,7% no volume. Segundo a Seapa, os preços seguem pressionados por fatores como a guerra comercial entre Estados Unidos e China e o início do plantio do grão nos EUA.

Entre os destaques do período, os ovos registraram crescimento expressivo no mercado internacional. As exportações alcançaram US$ 6,6 milhões, com aumento de 495% no valor e 278% no volume, totalizando 3 mil toneladas. A demanda foi impulsionada principalmente pelos Estados Unidos, que enfrentam dificuldades no setor avícola devido à influenza aviária.

As carnes também registraram avanço. O total exportado somou US$ 533 milhões, com 158 mil toneladas embarcadas. A carne bovina respondeu por US$ 374 milhões e 78 mil toneladas, com alta de 19% em receita e 8% em volume. Os Estados Unidos ampliaram suas compras, com aumento de até 195%.

A carne suína movimentou US$ 24 milhões, com 11 mil toneladas vendidas. As Filipinas estrearam como destino e já ocupam o quarto lugar entre os principais compradores, com 10% dos embarques. A carne de frango totalizou US$ 128 milhões e 66 mil toneladas, com crescimento de 17% em valor e 10% em volume. As vendas para a China e os Países Baixos foram os destaques.

O segmento de produtos florestais — celulose, papel e madeira — superou o complexo sucroalcooleiro, ocupando a quarta posição entre os grupos exportadores do agro mineiro, com US$ 339 milhões e 559 mil toneladas. A mudança foi resultado da queda de 42,5% na receita e de 38% no volume do setor sucroalcooleiro, que fechou o quadrimestre com US$ 334 milhões e 711 mil toneladas exportadas. O recuo foi atribuído às condições climáticas desfavoráveis, que afetaram o desenvolvimento da cana-de-açúcar e comprometeram a produção de açúcar e etanol.





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Bahia se prepara para iniciar exportações de manga para os EUA


A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) alerta os setores produtivo e comercial para o monitoramento e controle de pragas como as moscas-das-frutas nos pomares, com o início das exportações de manga, destinadas aos EUA, programado para primeiro de julho.

Segundo a Adab, para alinhamento e atualização de procedimentos, o órgão vai realizar uma série de reuniões técnicas, no próximo dia 29, no auditório da entidade parceira, Valexport, em Petrolina (PE).

“O objetivo é orientar produtores, exportadores, Responsáveis Técnicos (RTs) de estabelecimentos de tratamento e unidades de produção, melhorando o controle e reduzindo o índice populacional da praga quarentenária moscas-das-frutas, em pomares de mangas registrados para exportar ao mercado americano, principal comprador”, ressalta o coordenador do Projeto Fitossanitário de Controle das Moscas-das-Frutas da Adab, Weber Aguiar.

Na programação, com público estimado de 60 pessoas, segundo organização, os participantes serão atualizados sobre as normas e obrigatoriedade do monitoramento e controle em âmbito federal e estadual, bem como, sobre todas as ferramentas existentes para controlar a praga quarentenária moscas-das-frutas em pomares registrados, que exportam mangas para o mercado americano.

Manga
Foto: Marcelino Ribeiro

Também serão socializados pontos críticos e riscos identificados pelo Serviço de Inspeção Sanitária Animal e Vegetal dos Estados Unidos (APHIS), e como deve ser feito o controle pelos participantes do programa.

Na oportunidade, a Adab informou que lançará um novo canal de atendimento para que o setor produtivo e a população possam fazer denúncias, tirar dúvidas sobre a praga, o MoscaZap (71) 99945-8008.

Mercado internacional

A abertura da exportação de manga da Bahia geralmente acontece durante a chamada “janela de exportação”, que coincide com a safra da fruta no Nordeste, principalmente em estados como Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Essa janela de exportação permite que a Bahia aproveite um período em que há menor oferta de manga em outros países, como o Equador, beneficiando a demanda pela fruta brasileira.

Importância

Ainda segundo a Adab, em 2024, a região do Vale do São Francisco, que abrange as cidades Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), consolidou-se como um dos principais polos de exportação de frutas do Brasil.

A fruticultura irrigada da região, beneficiada por condições climáticas favoráveis e infraestrutura adequada, permitiu o cultivo e a exportação de diversas frutas tropicais.

A manga continuou sendo a principal fruta exportada pela região. O Vale do São Francisco é responsável por cerca de 95% da manga exportada pelo Brasil.


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