sábado, maio 23, 2026

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Café moído, tangerina e carne bovina lideram alta de preços


Os preços de produtos agropecuários básicos, como café e carne bovina, apresentaram aumentos expressivos no Brasil nos últimos 12 meses, de acordo com dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), divulgados em maio pelo IBGE.

O café moído teve alta acumulada de 83,2% no período, liderando o ranking de maiores elevações. O aumento é atribuído a fatores como instabilidades climáticas e flutuações do mercado internacional, que afetam a oferta e os custos da principal commodity agrícola brasileira.

Entre os produtos com maior impacto mensal, a energia elétrica residencial apresentou alta de 1,68%. Já o grupo alimentação e bebidas desacelerou, passando de 1,14% em abril para 0,39% em maio.

No segmento de proteínas, os cortes bovinos populares também encareceram. O acém subiu 28,27%, seguido por alcatra (25,98%), patinho (25,41%), contrafilé (24,17%) e filé-mignon (23,83%). O aumento é reflexo da elevação dos custos de produção e alimentação animal, além da crescente demanda interna e externa.

No setor hortifruti, a tangerina foi destaque com alta de 32,84%, ficando em segundo lugar entre os itens com maior variação de preços. “A inflação, normalmente mensurada pelo IPCA, tem um impacto profundo na vida do consumidor, fazendo com que cada real valha menos do que antes, obrigando todos a repensar prioridades e a se adaptar a um novo cenário econômico em que a estabilidade financeira se torna um objetivo cada vez mais distante”, afirma Fernando Lamounier, educador financeiro e sócio-diretor da Multimarcas Consórcios.

Embora o índice geral de preços tenha registrado variação moderada de 0,36% em maio, os produtos do agronegócio seguem pressionando a inflação dos alimentos. O cenário preocupa produtores, cooperativas e gestores públicos.

Especialistas defendem a necessidade de políticas voltadas à resiliência climática, à adoção de tecnologias no campo e à regulação de mercado, como forma de manter a competitividade do setor e garantir o abastecimento interno.

“Com a crescente preocupação dos consumidores em relação ao aumento dos preços, principalmente de alimentos, é crucial estar atento às futuras oscilações no mercado. Com o aumento do IPCA, o encarecimento de produtos essenciais pode se prolongar. Para enfrentar esse cenário, além de repensar as prioridades de consumo, uma dica prática é criar um fundo de emergência específico para a possível variação com as despesas com alimentação, separando mensalmente uma pequena porcentagem extra da renda para evitar ser pego de surpresa com a alta de preços”, orienta Lamounier.





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preços do animal vivo e da carne voltam a cair



Após um período de estabilidade, os preços do suíno vivo voltaram a cair nos últimos dias, na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Segundo o instituto, a pressão vem sobretudo do típico enfraquecimento da demanda no fim de mês. 

Colaboradores consultados pelo Cepea também apontam que o mercado spot de suíno vivo ficou bastante especulativo, diante dos desdobramentos envolvendo o caso de gripe aviária no Brasil, o que tem dificultado ainda mais a comercialização. 

No atacado da carne, os cortes acompanharam o movimento baixista do animal vivo, conforme os levantamentos do Cepea.

De acordo com o centro de pesquisas, o preço do quilo da carcaça suína especial, entregue no atacada da Grande São Paulo, era de R$ 12,38 nesta quarta-feira (28), considerando a média dos últimos cinco dias.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Preços do boi sobem em Mato Grosso e arroba quase bate a de São Paulo



Os preços do boi gordo em Mato Grosso, estado que detém o maior rebanho do Brasil, têm se aproximado dos de São Paulo. Isso é o que mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

A tendência de queda é acompanhada desde o fim de 2022. No mês de abril de 2025, o Cepea analisou alguns negócios em Mato Grosso sendo realizados a valores acima dos observados em São Paulo. 

Ainda assim, na média daquele mês, a diferença entre os preços desses dois estados foi de apenas R$ 9,50 por arroba, com o boi paulista levando a vantagem. Esse foi o menor diferencial desde meados de 2017, quando pesquisadores do Cepea ressaltam que a pecuária tinha outra configuração. 

Em abril do ano passado, a arroba do boi gordo em São Paulo estava R$ 22,20 acima do valor da arroba mato-grossense. Já neste mês de maio, dados do Cepea mostram que os preços médios em Mato Grosso estão R$ 12,30 acima dos de São Paulo, considerando o valor da arroba.

O indicador de preços do boi gordo Cepea/B3, que traz a média diária ponderada de preços à vista em São Paulo, mostra um valor de R$ 305,10 para a arroba nesta quarta-feira (28).

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Nova compra acelera remoção de carbono agrícola



O programa de carbono da Indigo já acumula quase uma megatonelada de impacto



O programa de carbono da Indigo já acumula quase uma megatonelada de impacto climático positivo
O programa de carbono da Indigo já acumula quase uma megatonelada de impacto climático positivo – Foto: Divulgação

A Indigo anunciou nesta terça-feira  uma nova parceria com a Microsoft para acelerar a remoção de carbono do solo. A gigante da tecnologia adquiriu 60.000 créditos de carbono gerados pela quarta e maior “safra de carbono” da Indigo, certificada em abril pelo Climate Action Reserve. A compra expande o acordo anterior, firmado em junho de 2023, quando a Microsoft adquiriu 40.000 créditos.

O programa de carbono da Indigo já acumula quase uma megatonelada de impacto climático positivo, além de evitar o escoamento de mais de 240 bilhões de litros de água superficial. A empresa destina 75% do valor das vendas diretamente aos agricultores, estimulando práticas de agricultura regenerativa em todo os Estados Unidos.

Segundo Dean Banks, CEO da Indigo Ag, a confiança da Microsoft valida a robustez científica e tecnológica do programa, que hoje beneficia mais de 20 milhões de acres em 15 países. O projeto garante que o carbono permaneça no solo por décadas, oferecendo uma solução confiável e de longo prazo.

“Quando a Microsoft, reconhecida como um dos principais impulsionadores do mercado de carbono, investe nos créditos da Indigo, confirma sua confiança na nossa ciência, equipe e tecnologia. Nosso portfólio de biológicos de alta performance e de sustentabilidade já estão presentes em mais de 20 milhões de acres em 15 países, e este acordo reforça a confiança no trabalho árduo dos agricultores para criar um sistema agroalimentar saudável e resiliente”, indica.

Para Brian Marrs, Diretor Sênior da Microsoft, a iniciativa vai além da mitigação climática. Ela promove a resiliência das propriedades rurais, protege bacias hidrográficas e impulsiona o desenvolvimento econômico nas comunidades agrícolas.

 

“Realizamos uma diligência rigorosa ao escolher projetos para nosso portfólio, e estamos satisfeitos em apoiar este projeto como parte do portfólio mais amplo de soluções de remoção de carbono de alta qualidade da Microsoft. A colaboração busca proteger a segurança econômica do nosso sistema agroalimentar com uma abordagem mensurável e escalável para remoção de carbono baseada na agricultura”, conclui.

 





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Caso de gripe aviária em ave silvestre não muda perspectiva de controle em ave comercial, diz ministro



O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que as novas ocorrências de gripe aviária em aves silvestres não alteram a perspectiva de controle e contenção da doença no plantel comercial.

“Tivemos 166 casos de gripe aviária em aves silvestres. O Brasil faz parte de rotas migratórias entre o Hemisfério Sul e o Hemisfério Norte e as aves que venham contaminadas ao território brasileiro podem transmitir a gripe aviária a outras aves silvestres”, disse Fávaro a jornalistas, na quarta-feira (28), após participar de audiência na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados.

O Brasil confirmou dois novos focos da influenza aviária de alta patogenicidade em aves silvestres, um em Montenegro (RS) e outro em Mateus Leme (MG). As notificações em aves e/ou de subsistência não trazem restrições ao comércio internacional de produtos avícolas brasileiros, conforme prevê a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

Esses novos focos também não são contabilizados como novas ocorrências da doença dentre o período de 28 dias de vazio sanitário necessário para o país retomar o status de livre de gripe aviária no plantel comercial.

O ministro afirmou que é necessário o sistema sanitário ser robusto e ágil no recolhimento de possíveis carcaças de animais contaminados para que não se tornem novos pontos de proliferação da gripe aviária.

“O sistema brasileiro é muito robusto e por isso o Brasil resistiu por tanto tempo sem gripe aviária no plantel comercial. Não estamos livres da ocorrência de novos focos em granjas comerciais, mas, independente disso, o sistema brasileiro vai se reforçando”, observou.

O país já registrou 166 casos da doença em animais silvestres (sendo 162 em aves silvestres e 4 em leões-marinhos), 3 focos em produção de subsistência, de criação doméstica, e 1 em produção comercial, somando 170 no total do Brasil.

Até o momento, há um caso confirmado de gripe aviária (influenza aviária de alta patogenicidade, H5N1) em granja comercial, em Montenegro, em um matrizeiro de aves na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.



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Geada se aproxima, neve aparece, ciclone ameaça o Brasil e tempo vira ‘de ponta cabeça’ nas lavouras



Os produtores de soja já podem se preparar, pois os impactos da mudança no tempo devem ser sentidos nos próximos dias. O frio ganhou força no Sul e em parte do Centro-Sul do Brasil, com previsão de geada em áreas do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e sul do Mato Grosso do Sul, prejudicando lavouras e pastagens.

A previsão também indica a formação de um novo ciclone extratropical, que deve trazer temporais, ventos fortes, queda de granizo e volumes elevados de chuva para os três estados do Sul. O clima segue instável e exige atenção redobrada no campo.

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Alerta para a safrinha de milho

Produtores de milho segunda safra, especialmente no Paraná, estão em estado de alerta. As geadas atingem áreas em fase reprodutiva da cultura, aumentando o risco de prejuízos. No sul do Mato Grosso do Sul, também cresce a preocupação entre pecuaristas e agricultores que iniciaram o cultivo das lavouras de inverno.

Clima e tempo

A massa de ar polar segue atuando e mantém as temperaturas baixas, principalmente durante as madrugadas. As mínimas devem ficar abaixo dos 10 °C em grande parte do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Há risco de novas geadas entre os dias 30 de maio e 2 de junho.

No Sudeste, o ar seco predomina. Estados como São Paulo, Minas Gerais e Goiás seguem com baixa umidade do solo, o que agrava o estresse hídrico em áreas agrícolas.

Aparição de neve

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), não está descartada a possibilidade de neve em pontos isolados do Rio Grande do Sul e Paraná. Já em Santa Catarina, o fenômeno já ‘deu as caras’. A previsão indica ocorrência de neve na serra gaúcha e na região sudoeste do estado, assim como na serra e no Planalto Norte de Santa Catarina, estendendo-se até o sul do Paraná, onde a probabilidade de neve é ainda maior.

A possibilidade de neve geralmente ocorre com temperaturas mínimas entre 2°C e -2°C, além da combinação de umidade e temperaturas baixas.

E o tempo em junho?

O mês começa com tempo seco e frio na maior parte do Centro-Sul. As chuvas devem continuar escassas na primeira quinzena, o que mantém o alerta para o déficit hídrico, especialmente em regiões que se preparam para o plantio das culturas de inverno.

No Norte do país, a tendência é de redução gradual das chuvas, marcando o início da transição para o período seco, sobretudo no centro-sul do Pará e no Tocantins.

Já no Nordeste, as precipitações continuam concentradas na faixa litorânea, mas com volumes irregulares. O interior da região permanece com baixa disponibilidade hídrica, o que segue desafiando a produção agrícola.



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Tribunal dos EUA anula tarifas globais de Trump


Em uma decisão histórica proferida em 28 de maio de 2025, o Tribunal de Comércio Internacional dos Estados Unidos invalidou as tarifas globais impostas pelo ex-presidente Donald Trump, conhecidas como “tarifas do Dia da Libertação”. 

O tribunal determinou que Trump excedeu sua autoridade ao utilizar a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) de 1977 para justificar a imposição unilateral de tarifas sobre uma ampla gama de produtos importados. 

As tarifas, implementadas em abril de 2025, incluíam uma taxa universal de 10% sobre a maioria dos produtos importados, além de tarifas específicas de 25% sobre produtos do México e Canadá, e de 30% sobre produtos chineses. A administração Trump alegou que essas medidas eram necessárias para combater ameaças econômicas emergenciais, como o tráfico de fentanil.

No entanto, o painel de três juízes concluiu que a IEEPA não concede ao presidente poderes ilimitados para impor tarifas sem a aprovação do Congresso. A decisão suspende permanentemente essas tarifas e impede futuras imposições similares sob a mesma justificativa legal.

Repercussões econômicas e políticas

A decisão foi resultado de ações judiciais movidas por uma coalizão de estados liderados por Oregon e por pequenas empresas afetadas pelas tarifas. Ilya Somin, professor de Direito da Universidade George Mason e advogado dos autores, afirmou que a decisão representa uma vitória significativa contra abusos de poder executivo.

O mercado financeiro reagiu positivamente à notícia. Os futuros do Dow Jones subiram quase 500 pontos, ou 1,1%, enquanto os futuros do S&P 500 e do Nasdaq aumentaram 1,4% e 1,6%, respectivamente, após o anúncio.

Implicações para o agronegócio brasileiro

Para o Brasil, especialmente para o setor agroexportador, a anulação das tarifas representa uma oportunidade estratégica. Com a suspensão das barreiras tarifárias, produtos agrícolas brasileiros podem ganhar competitividade no mercado norte-americano, substituindo fornecedores de países anteriormente favorecidos ou afetados pelas tarifas.

Além disso, a decisão pode facilitar negociações bilaterais e acordos comerciais mais favoráveis ao Brasil, reduzindo incertezas e promovendo um ambiente de comércio mais estável. No entanto, é essencial que o setor esteja atento às possíveis retaliações ou mudanças nas políticas comerciais dos EUA, que podem impactar o fluxo de exportações brasileiras.

A revogação das tarifas globais impostas por Trump marca um momento crucial na política comercial dos Estados Unidos, reafirmando os limites do poder executivo e destacando a importância do equilíbrio entre os poderes. Para o Brasil, abre-se uma janela de oportunidades no comércio internacional, especialmente para o agronegócio, que deve ser aproveitada com estratégia e cautela.

Miguel Daoud

Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Taxa de desemprego tem queda no trimestre até abril, mostra IBGE



A taxa de desocupação (desemprego) no Brasil caiu para 6,6% no trimestre encerrado em abril, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta quinta-feira (29), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa é a menor taxa para o período desde 2012.

O resultado ficou abaixo do piso das expectativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, de 6,7%. O teto das projeções era de 7,1%, com mediana de 6,9%.

Em igual período do ano anterior, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 7,5%. No trimestre encerrado em março, a taxa de desocupação estava em 7%.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 3.246 no trimestre encerrado em abril. O resultado representa alta de 3,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 349,4 bilhões no trimestre até abril, alta de 5,9% ante igual período do ano anterior.

Ocupação

Segundo o IBGE, o Brasil registrou crescimento de 288 mil vagas no mercado de trabalho em apenas um trimestre. A população ocupada ficou em 103,257 milhões de pessoas no trimestre encerrado em abril de 2025. Em um ano, esse contingente aumentou em 2,453 milhões de pessoas.

Já a população desocupada aumentou em 69 mil pessoas em um trimestre, totalizando 7,273 milhões de desempregados no trimestre até abril. Em um ano, 941 mil pessoas deixaram o desemprego.

A população inativa somou 110,53 milhões de pessoas no trimestre encerrado em abril, 357 mil inativos a mais que no trimestre anterior. Em um ano, houve aumento de 1,512 milhão de pessoas.

O nível da ocupação – percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar – que era de 58,2% no trimestre encerrado em janeiro manteve-se no trimestre até abril. No trimestre terminado em abril de 2024, o nível da ocupação era de 57,3%.



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Certificação fortalece imagem da pecuária e permite acesso a mercados mais exigentes, diz CNA



O Brasil conquistou, nesta quinta-feira (29), um marco histórico para sua pecuária: o reconhecimento como país livre de febre aftosa sem vacinação. A certificação foi oficializada pela Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) durante a 92ª Sessão Geral da Assembleia Mundial de Delegados, realizada em Paris, França.

Para o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, o novo status sanitário é resultado de uma campanha nacional que envolveu produtores, federações, sindicatos e o poder público. “O anúncio feito hoje é um reconhecimento desse esforço coletivo. Mais do que nunca, o Brasil pode vender carne para qualquer país do mundo”, afirmou.

O novo status sanitário é visto como uma oportunidade estratégica para aumentar o valor da carne brasileira no exterior e consolidar a posição do país como líder global na produção pecuária.

O vice-presidente da CNA, Gedeão Pereira, destacou a importância do avanço. “Todo o setor de carne se beneficia. O mercado internacional exige quantidade, rapidez e qualidade. Temos que cuidar do nosso rebanho ainda mais”, alertou.

“O novo status traz também novos desafios e responsabilidades para todos os atores envolvidos, com vistas a manter o rebanho em condições sanitárias adequadas e a fortalecer cada vez mais o papel do país como grande produtor e fornecedor de alimentos de origem animal para o Brasil e o mundo”, informou a Associação Brasileira de Frigoiríficos (Abrafrigo) em nota.

A senadora Tereza Cristina, vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), classificou o dia como histórico. Ela lembrou que o certificado é fruto de anos de trabalho coordenado e reforçou a responsabilidade de manter o status. “Os produtores agora podem acessar mercados mais exigentes e que pagam melhor. É uma conquista construída com muitas mãos”, disse.

Já o presidente da Famasul, Marcelo Bertoni, afirmou que o reconhecimento comprova a responsabilidade dos produtores brasileiros. “Esse status reforça a qualidade da nossa carne e pode abrir novos mercados, valorizando ainda mais o nosso produto”.

Segundo a CNA, a retirada gradual da vacinação foi conduzida com base no Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PNEFA). O processo contou com estudos soroepidemiológicos que comprovaram a ausência do vírus no território nacional, condição obrigatória para o reconhecimento internacional.



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Soja avança; milho mantém viés de baixa



No Brasil, o milho também subiu, mas de forma mais contida



No Brasil, o milho também subiu, mas de forma mais contida
No Brasil, o milho também subiu, mas de forma mais contida – Foto: Canva

Na última semana, os contratos futuros da soja em Chicago fecharam em alta, impulsionados por preocupações climáticas e discussões sobre política de biocombustíveis nos Estados Unidos. Segundo relatório da StoneX, apesar de uma realização de lucros na sexta-feira (23), a oleaginosa acumulou valorização semanal de 1%, com o contrato para julho encerrando a US$ 10,60/bushel.

Nesse contexto, é possível dizer que o mercado segue atento às negociações sobre a prorrogação dos créditos 45Z, que podem favorecer o uso de matérias-primas locais para biocombustíveis, fortalecendo especialmente a demanda por óleo de soja. Além disso, o clima excessivamente chuvoso na Argentina tem trazido atrasos na colheita e pode impactar negativamente a produtividade, embora os danos ainda estejam sendo avaliados.

Por outro lado, o milho mantém tendência de baixa em Chicago, mesmo após um avanço técnico na última semana. O contrato jul/25 subiu 3,6%, fechando a US$ 4,59/bushel, movimento explicado pela elevada quantidade de posições vendidas, que gerou um repique no curto prazo. Contudo, os fundos seguem aumentando apostas na queda, confiantes em uma safra robusta nos EUA, que avança rapidamente.

No Brasil, o milho também subiu, mas de forma mais contida. O contrato jul/25 na B3 avançou 1,7%, refletindo a expectativa de uma boa safrinha, sobretudo no Mato Grosso, onde os preços físicos já se aproximam dos R$ 50/saca. A competitividade do milho brasileiro no segundo semestre deve pressionar o mercado externo, limitando maiores altas para os contratos em Chicago.





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