sábado, maio 23, 2026

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maior oferta no mercado interno por suspensão de exportações derruba preços, diz Cepea



Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que os preços internos da carne de frango têm caído com força.

A pressão está atrelada sobretudo à maior oferta que vem sendo realocada ao mercado doméstico há duas semanas, com a confirmação de caso do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP), a gripe aviária, em matrizeiro de aves comerciais no município de Montenegro (RS).

Atualmente, a União Europeia e mais outros 24 países embargaram a commodity de todo o território brasileiro, 16 outros países restringiram as compras de carne com origem do Rio Grande do Sul e dois países deixaram de comprar a proteína oriunda do município de Montenegro.

De fato, agentes consultados pelo Cepea observaram nestes últimos dias um fluxo mais intenso de produtos avícolas do Sul do país a preços mais competitivos, resultando em um desequilíbrio de oferta e demanda na região.

Vale lembrar que o Sul é a maior região produtora e exportadora de carne de frango do Brasil. Por sua vez, a demanda doméstica pela proteína está enfraquecida, principalmente neste período de encerramento de mês, quando o poder de compra da população é menor. Esse contexto reforça o movimento de retração nos valores de negociação da carne.

De acordo com levantamento do Cepea, o quilo do frango resfriado em São Paulo nesta quinta-feira (29) estava cotado a R$ 8,26, uma queda de 4,84% no mês até o momento. Com relação ao frango congelado, a variação em maio até aqui é de -4,55%, com o valor na mesma data de R$ 8,19 o quilo.



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RS determina restrição de acesso, higienização e vedação em granjas



A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) determinou o reforço imediato das medidas de biossegurança em todas as granjas avícolas comerciais do Rio Grande do Sul.

A nova diretriz prevê a restrição total do acesso de visitantes às propriedades, a exigência de troca de roupas e calçados para ingresso, bem como a desinfecção adequada de veículos que entram nas granjas. Além disso, as estruturas devem passar por revisão completa: telas antipássaros, passarinheiras, cumeeiras, portões e cercas precisam estar íntegras para evitar o contato das aves de produção com outros animais.

A manutenção de silos de ração e reservatórios de água limpos e bem vedados também é obrigatória, assim como a proibição do acesso das aves a piquetes sem telas na parte superior, conforme determina a portaria Mapa nº 782, de 26 de março de 2025.

As medidas constam na nota técnica DSA 003/2025, publicada nesta quinta-feira (29), e são uma resposta à detecção de um foco de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em um estabelecimento comercial em Montenegro, município que teve estado de emergência zoossanitária decretado em 17 de maio.

“A Seapi está adotando os procedimentos previstos no Plano de Contingência de Influenza Aviária e realizando ações de vigilância agropecuária e educação sanitária na área do foco”, afirmou a coordenadora do Programa Estadual de Sanidade Avícola (Pesa), Ananda Kowalski, em nota.



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R$ 11 bi; veja se você vai receber



Cerca de 6,3 milhões de contribuintes que entregaram a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2025 nas primeiras semanas do prazo acertarão as contas com o Leão. Nesta sexta-feira (30), a Receita Federal libera o primeiro dos cinco lotes de restituição deste ano, o maior da história em número de contribuintes e em valor. O lote também contempla restituições residuais de anos anteriores.

Ao todo, 6.257.108 contribuintes receberão R$ 11 bilhões. Todo o valor, informou o Fisco, irá para contribuintes com prioridade no reembolso.

As restituições estão distribuídas da seguinte forma:

  • 2.375.076 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix;
  • 2.346.445 contribuintes de 60 a 79 anos;
  • 1.096.168 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
  • 240.081 contribuintes acima de 80 anos;
  • 199.338 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave.

Embora não tenham prioridade por lei, os contribuintes que usaram dois procedimentos em conjunto, pré-preenchida e Pix, passaram a ter prioridade no recebimento da restituição neste ano.

Liberada no último dia 23, a consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

O pagamento será feito na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina.

Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessar menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.



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CMN autoriza financiamento de capital de giro para cooperativas agro do RS



O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou nesta quinta-feira (29) o financiamento de capital de giro para cooperativas agropecuárias do Rio Grande do Sul, atingidas pelos fenômenos climáticos adversos registrados no ano passado.

A medida foi aprovada em reunião extraordinária do colegiado realizada nesta quinta-feira e publicada na resolução 5.219/2025. Conforme a resolução, as cooperativas agropecuárias poderão financiar capital de giro na Linha de Crédito de Investimento para Agregação de Renda (Pronaf Agroindústria) e no Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro) até 30 de junho de 2026.

O prazo de pagamento é de até dez anos, incluindo dois anos de carência, com limite de crédito de até R$ 120 mil por cooperativa considerando as operações contratadas em uma ou mais instituições financeiras. As cooperativas devem observar o limite de R$ 90 mil por associado.

Os financiamentos terão taxas de juros de 8% ao ano para as cooperativas enquadradas no Pronaf (Pronaf Agroindústria) e de 10% ao ano para as demais cooperativas. As operações somente poderão ser realizadas com recursos equalizados e os volumes por linha e instituição financeira serão definidos em portaria de equalização a ser publicada pelo Ministério da Fazenda nos próximos dias, informou a pasta em nota.

Os projetos de reestruturação das cooperativas agropecuárias devem ser validados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Estado do Rio Grande do Sul (Sescoop/RS), prevê a resolução.

A Fazenda afirmou, na nota, que a resolução do CMN tem o objetivo de minimizar os prejuízos causados às cooperativas agropecuárias atingidas pelos fenômenos climáticos adversos que provocaram perdas da produção e prejudicaram a sua capacidade financeira.

Também é propósito da medida direcionar o crédito com equalização pelo Tesouro Nacional para aquelas cooperativas que efetivamente estão ajustando sua estrutura financeira e de governança.

Na nota, o Ministério da Fazenda lembrou que, ainda em 2024, o CMN aprovou diversas medidas para apoiar a recuperação da capacidade de pagamento de produtores rurais de operações de crédito rural do Rio Grande do Sul, que foi afetado por eventos climáticos severos. Essas intempéries climáticas reduziram a renda dos produtores e das suas cooperativas de produção, dificultando sua capacidade de pagamento de compromissos financeiros, destacou o ministério.

“No entanto, algumas cooperativas de produção agropecuária não foram beneficiadas com a linha especial de crédito de capital de giro ou, mesmo quando a acessaram, foram beneficiadas em volume insuficiente para a retomada do ciclo normal da sua atividade, dificultando a capacidade de pagamento de parte de seus compromissos financeiros com vencimento em 2025 e 2026”, justificou a Fazenda.



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Irregularidade de chuvas limita cultura da mandioca



Produtividade da mandioca é afetada por falta de chuva




Foto: Canva

A produção de mandioca na região de Santa Rosa, no Rio Grande do Sul, enfrenta dificuldades devido à irregularidade das chuvas. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (29), a cultura, voltada principalmente ao consumo humano, produção de polvilho e alimentação animal, apresentou produtividade de 15.417 quilos por hectare.

A escassez de precipitações tem limitado o acúmulo de reservas nas plantas, o que compromete o desempenho das lavouras. Segundo a Emater/RS-Ascar, “a colheita segue sendo realizada com foco no consumo familiar e na comercialização local”. Os preços da mandioca variam entre R$ 3,00 e R$ 4,00 por quilo in natura, e entre R$ 5,00 e R$ 10,00 por quilo quando descascada e embalada.

Além do impacto climático, produtores também enfrentam alta incidência de pragas, como mosca-branca e percevejo-de-renda, que causam danos às folhas. “Recomenda-se o monitoramento constante das lavouras e, quando necessário, o uso de caldas protetoras ou defensivos químicos adequados”, orienta o boletim da Emater.

A entidade segue acompanhando as condições da cultura e reforça a importância da adoção de práticas de manejo para mitigar os efeitos das adversidades climáticas e fitossanitárias. 





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Transferência de embriões fortalece produção de leite de pequenos criadores no Ceará



A rotina nas pequenas propriedades rurais do Sertão Central do Ceará tem mudado com a chegada de uma tecnologia antes restrita aos grandes criadores. 

A técnica de Transferência de Embriões (TE) vem mudando o perfil genético do rebanho leiteiro e elevando a produção nas pequenas propriedades da região. 

Municípios como Solonópole, Milhã e Senador Pompeu já colhem os primeiros frutos.

O projeto, iniciado em 2023, realiza inseminações com alto índice de sucesso.

Só em 2024, Solonópole registrou 130 matrizes inseminadas. 

O projeto realizado pelo Sebrae/CE, em parceria com a FAEC-Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (FAEC), Senar, Sinrural e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), vem se revelando um autêntico caso de sucesso no aprimoramento genético do rebanho da região.

A técnica permite aproveitar a genética de fêmeas e machos superiores para gerar animais mais produtivos, resistentes e adaptados ao clima local.

Atualmente, o custo da prenhez gira em torno de R$ 480, mas os produtores recebem subsídio, facilitando o acesso à tecnologia de ponta.

Cada embrião transferido representa um salto genético de pelo menos duas gerações.

Tecnologia acessível e impacto rápido

Com o uso da MOTE (Múltipla Ovulação e Transferência de Embriões), doadoras selecionadas têm seus oócitos (células germinativas femininas) coletados e fecundados com sêmen de touros de alta performance. 

Os embriões são cultivados em laboratório até atingir o estágio adequado para transferência. 

“É uma iniciativa que vem impactando diretamente para a evolução do rebanho local, porque a partir da implantação dessa tecnologia, os produtores conseguiram ampliar o nível genético do plantel de suas propriedades, possibilitando assim melhores ganhos”, diz  Cleverson Carlos, articulador do Sebrae Regional Sertão Central.

A expectativa é ousada: beneficiar mil produtores e introduzir 3 mil animais melhorados em três anos, aumentando em até 25% a produção de leite no estado.

“A nossa expectativa é de que esse melhoramento genético adicione cerca de 500 mil litros de leite por dia à produção cearense, o que representa um incremento de 25% na produção do Estado”, afirma Amílcar Silveira, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (FAEC).

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Produtores já sentem a diferença

Edgar Ribeiro, produtor da região, elogia a iniciativa que vem sendo realizada, com a participação do Sebrae/CE.

De acordo com Ribeiro, o projeto irá aprimorar a genética do rebanho e aumentar a eficiência produtiva e reprodutiva das propriedades.

Beto Pinheiro, também produtor, ressalta que com a identificação das doadoras, que são selecionadas dentre as fêmeas, é possível garantir uma boa genética e características desejadas para os futuros animais.

Além disso, a tecnologia também devolve confiança e competitividade ao pequeno produtor.

Portanto, com mais leite no tanque e genética de ponta no curral, aumenta a renda e a autoestima do homem do campo.



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Exportações de mel crescem no 1º quadrimestre


As exportações brasileiras de mel “in natura” registraram alta no primeiro quadrimestre de 2025, segundo dados da Agrostat Brasil divulgados no Boletim de Conjuntura Agropecuária da última quinta-feira (29), elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Entre janeiro e abril, o Brasil exportou 11.901 toneladas do produto, o que representa um aumento de 8,2% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram embarcadas 11.000 toneladas.

A receita cambial obtida no período foi de US$ 37,431 milhões, um crescimento de 34,9% em comparação aos US$ 27,740 milhões registrados no ano anterior. O preço médio por tonelada subiu 24,7%, passando de US$ 2.521,83 para US$ 3.145,23 – o equivalente a US$ 3,15 por quilo.

No recorte estadual, Minas Gerais liderou as exportações com 2.991 toneladas embarcadas, gerando receita de US$ 9,504 milhões. O Paraná manteve-se na segunda posição, com 2.409 toneladas e receita de US$ 7,774 milhões. “O Paraná apresentou crescimento expressivo de 129,6% em volume exportado e de 201,8% em receita”, destacaram os analistas do Deral.

Na sequência, aparecem o Piauí, com 1.843 toneladas e receita de US$ 5,487 milhões; Santa Catarina, com 1.317 toneladas e US$ 4,025 milhões; e São Paulo, com 1.115 toneladas e receita de US$ 5,572 milhões.

O principal destino do mel brasileiro continua sendo os Estados Unidos, que absorveram 83,1% do volume total exportado, o equivalente a 9.889 toneladas, com receita de US$ 31,023 milhões. No mesmo período de 2024, o país havia importado 9.600 toneladas, ao custo de US$ 23,093 milhões.

Além dos EUA, outros mercados relevantes foram Canadá (950 toneladas e US$ 3,017 milhões), Alemanha (421 toneladas e US$ 1,308 milhão), Reino Unido (268 toneladas e US$ 794 mil), Países Baixos (200 toneladas e US$ 624 mil) e Austrália (40,6 toneladas e US$ 98,9 mil).





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PIB no Brasil mantém otimismo; ouça análise do Diário Econômico


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta a volatilidade global após reviravolta judicial nas tarifas dos EUA e críticas de Trump ao Fed. O dólar caiu 0,5%, a R$ 5,66, enquanto o Ibovespa recuou 0,25%, pressionado por incertezas fiscais e políticas. Hoje, destaque para o PIB do 1º tri e resultado primário no Brasil, além do PCE nos EUA, que pode influenciar os juros globais.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Escassez hídrica compromete batata em Passo Fundo



Qualidade da batata pode cair




Foto: Pixabay

As lavouras de batata safrinha na região administrativa de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, enfrentam dificuldades causadas pela escassez de chuvas desde o plantio. A informação foi divulgada no Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar na quinta-feira (29).

De acordo com os técnicos da entidade, as plantas estão em fase de desenvolvimento vegetativo e formação de tubérculos, mas a falta de precipitações regulares e as limitações para irrigação têm comprometido o ciclo da cultura. “Essas condições devem impactar negativamente tanto na produtividade quanto na qualidade do produto”, avaliou a equipe da Emater/RS-Ascar.

A colheita está prevista para a segunda quinzena de maio, quando será possível mensurar os efeitos da estiagem sobre o rendimento das lavouras. No mercado local, o saco de 50 quilos da batata, seja do tipo rosa ou branca, está sendo vendido a R$ 60,00.





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Clima favorece trigo e cevada no sul da Europa



Precipitações favorecem culturas na França




Foto: Pixabay

O boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado na quarta-feira (28), apontou que a seca voltou a ganhar força na Península Ibérica, ao mesmo tempo em que chuvas localizadas de intensidade variável predominaram em outras regiões da Europa. Após semanas de tempo nublado e chuvoso, Portugal e Espanha registraram céu claro e temperaturas dentro da média, o que favoreceu o desenvolvimento dos grãos de inverno em fase de formação.

“A melhora nas condições meteorológicas reduziu as preocupações com o excesso de umidade nessas áreas agrícolas”, informaram os analistas do boletim. No restante do continente, o deslocamento de uma massa de ar que antes bloqueava o noroeste da Europa permitiu o retorno de precipitações ao norte europeu.

Apesar de as chuvas terem sido fracas — inferiores a 10 mm — em regiões críticas como o sudeste da Inglaterra, o norte da França e o norte da Alemanha, os acumulados foram considerados positivos. “Ainda será necessário um volume maior de chuva para manter boas perspectivas para os grãos e oleaginosas de inverno”, alertou o relatório.

No centro e sul da França, bem como no sul da Alemanha, os volumes foram mais expressivos, entre 15 mm e 50 mm, sustentando condições favoráveis às culturas reprodutivas e em fase de enchimento. Já na Polônia e nos Estados Bálticos, chuvas leves a moderadas combinadas com temperaturas entre 2°C e 4°C abaixo do normal mantiveram o cenário propício para a agricultura.

A Itália e os Bálcãs também registraram tempestades periódicas, com totais superiores a 50 mm em algumas áreas, especialmente no norte da Itália e no Vale do Danúbio. A sequência de clima úmido e frio no sul e sudeste da Europa, com temperaturas até 5°C abaixo da média, foi considerada próxima do ideal para o desenvolvimento do trigo de inverno, cevada e colza em fase reprodutiva.





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