sexta-feira, maio 22, 2026

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Liderança exportadora do agro brasileiro desperta interesse global


Em entrevista, o Prof. Dr. Marcos Fava Neves detalha a importância do IFAMA para o agronegócio global

1 – Professor, o senhor terá participação no World Conference da International Food and Agribusiness Management Association (IFAMA) neste ano. O que representa esse evento para o agronegócio global e qual será o foco da sua contribuição?

Tenho o privilégio de participar desta associação desde 1994 e por meio dela, conheci muitos países levando nossas pesquisas e casos de empresas para serem apresentados. A IFAMA é a mais importante organização do agronegócio mundial, fundada em 1990, simplesmente por Ray Goldberg, de Harvard, que é o pai do conceito de agronegócio. Já foram cerca de 35 eventos anuais em todo o planeta. Sua função é a de ser um centro de discussão sobre o futuro do agro, reunindo executivos, especialistas, tomadores de decisão, empresas e acadêmicos para debater as tendências e pensar em soluções inovadoras e criadoras de valor. Neste ano, contribuirei como presidente da conferência na posição de Chanceler da Harven Agribusiness School, instituição de Ribeirão Preto que fez a proposta no último evento, realizado em Almeria (Espanha) em 2024, para trazer uma edição ao nosso país. Temos, junto com o Roberto Fava Scare, meu parceiro nesta empreitada e o nosso time, o importante apoio da FB Group, especialista em planejamento e gerenciamento de eventos, que também aceitou o desafio de nos apoiar nessa jornada.

2 – O que o senhor destaca como as principais tendências discutidas na IFAMA que devem moldar o futuro do agronegócio nos próximos anos?

Hoje, a produção de alimentos, bioenergia e outros agro-produtos enfrenta uma situação muito complexa, que costumo chamar de ambiente dos 3 V’s: “variáveis variando violentamente”. Temos toda a questão de tarifas, clima, guerras, pragas, doenças, movimentos dos consumidores, situação da economia, impactos das novas tecnologias, regulações, segurança, logística; enfim, muita coisa. Temos avenidas de discussões na questão da sustentabilidade, o avanço da biotecnologia e da transformação digital; a inteligência artificial, a ascensão de modelos cooperativos e associativos de negócios e a urgência de preparar novas lideranças para lidar com um mundo interconectado e complexo; as novas mídias e a força… o empoderamento do consumidor. Eu sempre coloco uma frase nas apresentações e oriento os profissionais do setor:  “quem manda é a demanda”.

O tema central da conferência neste ano é “Impulsionando alimentos e bioenergia com inovação e sustentabilidade”, para estimular discussões do desenvolvimento sustentável da produção, visando o crescimento e fortalecimento do setor, a fim de atender a demanda futura por alimentos, bioenergia e outros agro-produtos.
 

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3 – Muitos apontam que a IFAMA é uma vitrine para novos modelos de negócios e inovações no setor agro. O senhor poderia citar exemplos de iniciativas ou tecnologias que chamaram sua atenção nesta edição?

As inovações que as empresas e universidades estão trabalhando no mundo todo são trazidas para serem apresentadas no IFAMA. Veremos iniciativas promissoras, como o uso de biotecnologia para tornar as lavouras mais resilientes às mudanças climáticas, com menos dependência de defensivos, tecnologias de geração de bioenergia com captura de carbono e plataformas digitais que promovem maior transparência entre produtores e consumidores. Também merece destaque o redesenho de produtos alimentares para torná-los mais saudáveis e sustentáveis, reduzindo perdas. Vale destacar também que muitos casos de empresas inovadoras em cada país são, ao longo do ano, preparados e são apresentados e debatidos na conferência, para, depois, serem publicados em revistas científicas. Nosso grupo de trabalho aqui no Brasil levou cinco casos para a conferência de 2024 (Nutribras Alimentos, Biosul Bioenergia, Ouro Fino Agrociência, Associação Socicana e Sementes Oilema). E para orgulho nosso, o caso da Ouro Fino Agrociência, justamente uma empresa de Ribeirão Preto, venceu como o melhor de 2024, competindo com outros 50, do mundo todo.

E nos casos deste ano, apresentaremos a Cooperativa Coplana, Cachaça SôZé, Sebrae Polo Agro, Veroo Cafés, Cooperativa Agrária, Fertbem Fertilizantes e o da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) que, para nossa alegria, está entre os três finalistas selecionados pelo comitê científico internacional como melhor caso do evento. Aprende-se muito com o uso de estudos de casos.

4 – Como o Brasil tem se posicionado dentro dos debates globais que também são tema do evento? Somos apenas fornecedores ou já ocupamos espaço como líderes em inovação e governança no agro?

O Brasil tem mostrado protagonismo crescente. Na primeira vez que estive no evento, nosso país ainda era importador de alimentos. Para virar, 35 anos depois, a potência produtora e exportadora mundial, ganhando imenso respeito.

Não há como deixar de respeitar e não admirar um país que hoje detém 80% do comércio mundial de suco de laranja, 58% da soja, 52% no açúcar, 35% na carne de frango, 30% no café, 30% no milho, 30% no algodão, 25% na carne bovina, quase 20% na carne suína; além de liderar no fumo, no papel e celulose e ainda grandes trabalhos nas frutas, castanhas, etanol, entre outros produtos. Somos protagonistas em iniciativas inovadoras que visam a sustentabilidade, como a “Carne Carbono Neutro”, o programa “Renovabio”; e na governança tivemos grandes avanços.

Nesta semana, pelo décimo ano, recebi cerca de 30 norte-americanos que fazem pós-graduação na Purdue University, uma das melhores do mundo, para conhecerem o agro do Brasil. Visitamos empresas como a São Martinho, a Cutrale, a Cooxupé, a Campanelli, a Coopercitrus, a Coplana, entre outras que abrem suas portas para recebê-los, com o carinho brasileiro. Eles voltaram absolutamente emocionados e encantados, e se tornam multiplicadores do bom trabalho feito no Brasil. Já foram 300 executivos nestes 10 anos. Imaginem para quantas pessoas eles contaram da experiência, ajudando a difundir nossa imagem.

5 – Existe alguma crítica recorrente à forma como o Brasil participa ou é percebido nesses fóruns internacionais? O que ainda precisamos aprimorar para ocupar um papel mais estratégico no cenário agro global?

A crítica mais comum ao Brasil é na questão ambiental, principalmente devido à excrescência do desmatamento ilegal, que, como o próprio nome diz, é crime e feito muitas vezes em terras distantes e sem titulação. Este deve ser o principal foco de ataque do Governo do Brasil, pois o nosso país é manchado em seu belo trabalho de sustentabilidade ambiental por este problema. Essa situação oculta nossos indicadores ambientais, que são excelentes, tais como: 66% do território totalmente preservado; elevado índice de energias renováveis na matriz; presença de um dos códigos florestais mais bem estruturados no mundo; baixas emissões de CO2 per capita; tecnologias inovadoras na agricultura de baixo carbono; agricultura regenerativa; remoção de carbono e tecnologias limpas; e muitas outras inovações. Outra crítica é a dificuldade que temos de comunicar, de forma eficaz, os avanços que o país já realizou. Precisamos investir mais na capacitação de nossos representantes e na nossa capacidade de articulação em temas como biodiversidade, clima e inovação. Levar dados concretos e resultados comprovados ajuda a reforçar nossa imagem como liderança global. 

6 – Na sua avaliação, o que as lideranças empresariais e políticas brasileiras ainda não compreenderam sobre o potencial transformador de debates e fóruns para a competitividade do agro nacional?

Muitos ainda não enxergam esses espaços como oportunidade de parar um pouco, prestar atenção e voltar ao Brasil com um repertório de inovações, boas práticas, exemplos de empresas e de políticas públicas.Além de ser um momento de formação de opiniões e desenvolvimento de novas relações pessoais e empresariais. Estar ausente é perder visibilidade e poder de influência. Neste ano, por exemplo, será elaborada uma carta do agro mundial durante a conferência, com sua mensagem à COP 30, que será em novembro em Belém (PA), mostrando ser o agro parte da solução para os problemas ambientais globais. Esta carta será entregue ao Embaixador André Correa do Lago, ao final da conferência, pelo Presidente da IFAMA, o irlandês Aidan Conolly, e autoridades brasileiras como o Ministro Roberto Rodrigues, o Presidente de Honra da Agrishow Maurilio Biagi Filho, entre outros; e tendo como signatários autoridades do agro de mais de 40 países.

7 – O senhor defende há tempos uma maior profissionalização e melhoria da mão de obra no agro. O que ainda falta para essa virada de chave acontecer em larga escala no Brasil?

Um dos grandes desafios que o país tem, por mais incrível que possa parecer, é o da mão-de-obra. Para continuarmos crescendo, visando atingir o posicionamento de fornecedor mundial sustentável de alimentos, biocombustíveis e outros agro produtos, teremos que investir pesado. Está faltando gente em todas as áreas, desde colheita até trabalho em frigoríficos, em usinas; enfim, a reclamação é geral.

O grande desafio é adotar uma mentalidade estratégica de longo prazo, enxergando a questão como uma ferramenta essencial de sustentabilidade e crescimento. Isso exige mudança nas normas das políticas assistencialistas, capacitação contínua, fortalecimento das escolas técnicas, envolvimento total do setor privado e mudança da mentalidade da educação básica, intermediária e superior no Brasil, em direção à inovação, empreendedorismo e mérito.

Costumo sempre dizer esta frase: “sem inovação, produção e venda, não tem geração de renda e não tem distribuição de merenda”. A educação no Brasil se direcionou muito para a terceira parte da frase. Precisa voltar para a primeira. O foco é inovar, produzir e vender.

8 – Como a formação de jovens líderes no agronegócio é tratada em fóruns internacionais? O senhor acredita que o Brasil está formando sucessores à altura dos desafios globais?

O IFAMA é uma chance incrível de vermos o que as universidades estão fazendo no mundo todo em termos de técnicas de ensino e aprendizagem, pois nos conectamos com seus professores, ex-alunos e ficamos sabendo dos avanços, das boas iniciativas com as entidades estudantis, startups, por exemplo. Além disso, podemos fazer visitas durante os eventos. A IFAMA tem, além de seu Conselho tradicional, que participa por 18 anos representando o Brasil, um Conselho de Jovens, que são talentos que as multinacionais ficam de olho para capturarem assim que se formam. Além disso, durante o evento, acontece uma competição de estudo de casos voltada especialmente aos jovens, com premiação relevante.

No Brasil, precisamos promover maior integração desses jovens com o ambiente internacional, por meio de projetos aplicados, domínio de idiomas, visão global e capacidade de lidar com contextos diversos e interdependentes. A formação de lideranças sistêmicas e inovadoras é um desafio urgente e, por isso, criamos a Harven Agribusiness School.

9 – Com a crescente presença de multinacionais e fundos internacionais no campo brasileiro, como o vê a soberania e o protagonismo nacional nesse cenário de globalização agroindustrial? 

Eu não vejo problemas, aliás vejo como solução ter investidores internacionais no Brasil… para acelerar nosso desenvolvimento. O importante é que os produtos sejam feitos aqui, agreguem valor aqui, gerando investimento, empregos e arrecadação. É fundamental que o Brasil não apenas receba investimentos, mas lidere soluções e garanta que essas parcerias tragam benefícios sociais e tecnológicos concretos ao país. Diversas empresas aqui sediadas se apresentarão no IFAMA, e um dos exemplos é o Minerva, que tem a presença do fundo soberano árabe em seu capital; com a presença garantida do presidente do conselho, Norberto Giangrande Jr. Um dos estudos de caso que os participantes discutirão é da empresa Atvos, de bioenergia, que tem como principal acionista o fundo soberano de Abu Dhabi, mas suas unidades estão todas aqui, gerando empregos e desenvolvimento ao nosso país. No IFAMA, os participantes terão a chance de ouvir e debater com Bruno Serapião, o CEO da empresa. Da mesma forma, será debatido pelos participantes, o caso da SLC Agrícola, uma das maiores produtoras de alimentos do mundo, que tem ações na bolsa e o seu CEO, Aurélio Pavinato, irá apresentar e debater com os participantes. São estrelas do agro global.

10 – A presença brasileira em fóruns internacionais pode ser uma ferramenta diplomática e econômica para ampliar mercados? Que ações o governo e as empresas deveriam priorizar nesse sentido?

Esses espaços são fundamentais para promover a imagem do país como referência na produção sustentável de alimentos e bioenergia. É preciso um estímulo maior à elaboração de pesquisas de impacto e estudos de caso inspiradores do Brasil para serem apresentadas e publicadas internacionalmente. Para as universidades públicas e privadas, seria interessante colocar prêmios para os professores e alunos que conseguirem produzir estas pesquisas e casos, pois melhoram sua avaliação. Estes prêmios ajudarão professores a alunos a irem nos eventos apresentar os trabalhos, e, com isso, melhoram estas universidades nos rankings, desenvolvem sua rede internacional com outros professores e crescem cada vez mais as possibilidades de gerar mais pesquisas e casos.  Universidades precisam orientar mais a remuneração dos seus quadros baseada no mérito, no impacto de suas pesquisas e seus trabalhos publicados para a geração de valor à sociedade.

Empresas podem replicar e apoiar este processo com seus funcionários, principalmente quem estiver nas áreas de pesquisa e desenvolvimento, pois se aprende muito com estas participações e empresas inovadoras sempre estão presentes nas instituições de inovação. Fazemos isto há 30 anos e em média neste período levamos 5 trabalhos a cada IFAMA.

11 – Diante da instabilidade política e econômica mundial, como o agronegócio global e o brasileiro, em especial, pode se tornar um agente estabilizador?

O agro é peça-chave para garantir segurança alimentar, geração de empregos e desenvolvimento das regiões. O Brasil, com sua base diversificada e matriz energética limpa, lidera um modelo de desenvolvimento pautado na produtividade, sustentabilidade e na inovação com inclusão social e responsabilidade ambiental. O mundo precisa do Brasil como agente de expansão da produção visando abastecer de alimentos não apenas cerca de 800 milhões de pessoas, que é o número de hoje, mas talvez até 2 bilhões. 

E vejam que interessante, uma pessoa pode ficar sem comprar um computador, um carro, uma roupa, um móvel por alguns anos, mas comida e tem que comprar 3 vezes ao dia. Este processo tem levado o Brasil a conquistar grande respeito na comunidade internacional por ser a fábrica de comida do planeta. E não faz sentido para ninguém brigar com o cozinheiro. Por isto digo que neste mundo cheio de conflitos geopolíticos, o Brasil tem que “voar abaixo do radar”, sem entrar em conflitos, sem assumir lados, e continuar crescendo suas exportações com o posicionamento claro que se não fosse o Brasil a fome no planeta explodiria e com isto teríamos erosão maior ainda da paz. O Brasil combate a fome mundial.

12 – Olhando para o futuro, quais projeções o senhor faz para o agro, levando em conta a atual situação política global. A tendência de mais barreiras deve ser confirmada?

Em 2050, 80% dos estômagos estarão na Ásia e África. O fluxo de comida é das Américas (principalmente Brasil e o Mercosul e os EUA) para Ásia e África. As barreiras, especialmente as ligadas ao meio ambiente, aspectos sociais e à sanidade dos alimentos, devem se intensificar, impulsionadas por políticas climáticas mais rigorosas e pela pressão dos consumidores, principalmente nos países desenvolvidos, mas menor nos emergentes e dependentes de importações grandes de comida, que é onde o Brasil tem crescido mais. O Brasil precisa estar preparado, com estratégia de longo prazo, propostas e soluções concretas que agreguem valor ao planeta. É o local mais apto do planeta para expandir a produção, pois conseguimos agregar 20 milhões de novos hectares produtivos em 10 anos sem aumentar a área do agro, apenas usando mais áreas de pastos para produção de grãos e aumentando a nossa produção de segunda safra. Isto gerará grandes oportunidades de trabalho e desenvolvimento social ao país.

E do lado da bioenergia, são incríveis as possibilidades de crescimento. Já aumentamos a mistura de etanol na gasolina para 30%, feito de cana e de milho, possibilitando com isto aumentar a produção de carnes pela geração de “bagaço do milho”, chamado de DDG, excelente fonte de ração. Temos grandes oportunidades no biodiesel que deve logo chegar a 20% de mistura, e com isto impulsionar mais ainda a produção das carnes devido a presença de farelo de soja e outros produtos, e este aumento da produção gera esterco que vira biogás, eletricidade e biometano (máquinas movidas a biometano foram apresentadas na Agrishow) que diminuem as necessidades de diesel e ainda geram fertilizantes, dentro do que chamamos de agricultura circular. E ainda crescem os projetos para combustível de aviação, de navios, enfim, são muitas as oportunidades na bioenergia para produtores de pequeno, médio e grande porte no agro.

13 – E para a nova faculdade, a Harven Agribusiness School, quais serão os benefícios?

A criação da Harven Agribusiness School, por parceiros de peso como a Markestrat e o grupo SEB do empresário Chaim Zaher foi feita na direção de ter em Ribeirão Preto a melhor educação em agro. Queremos atrair alunos do mundo todo para estudarem aqui, pois quem quer ser bom no agro tem que aprender no melhor agro do mundo. E o evento será uma vitrine para mostrar que Ribeirão Preto por ter mais de 10 setores distintos do agro ao seu redor, excelente padrão de vida no comparativo do Brasil pode ser um destino.

E a Harven está sendo projetada mundialmente com o evento, pois ficaram sabendo de sua existência por estar em todos os materiais e quando aqui vierem a conhecerão. Parte importante dos professores internacionais será convidada a serem professores Harven e nossos professores ampliarão sua inserção internacional nestas universidades, bem como convênios para intercâmbio de alunos. Teremos geração de materiais, estudos de casos de empresas, vídeos das palestras todas que serão usados. Estes materiais também irão aos alunos interessados em agro da FEARP/USP onde sou professor há 30 anos, em tempo parcial. Vale ressaltar que no grupo que ajudou a organizar o evento, temos a presença da ESALQ/USP, EAESP/FGV, INSPER, ESPM, UNESP, PUC-RS e diversas outras, portanto as universidades brasileiras serão beneficiadas.

14 – E a importância para Ribeirão Preto em sediar este evento?

Tive o privilégio de ser contratado pela FEARP/USP no final de 1995 e vir para cá, adotando esta cidade, que inclusive me premiou com o título de Cidadão. Minha esposa também não é daqui, mas adorou a cidade e aqui nasceram nossas filhas e aqui pretendemos ficar. É a cidade mais associada ao agro no Brasil, inclusive o nome de “Capital Brasileira do Agronegócio” que está nas entradas da cidade, fui eu quem deu. Além de sediar a Agrishow, que neste ano teve quase 200 mil visitantes, a cidade é palco de grandes eventos e discussões do agro. Em parceria com meu primo Roberto Fava Scare em 2005 trouxemos para Ribeirão Preto o evento da Sociedade Brasileira de Economia, Sociologia e Administração Rural, que é o encontro mais tradicional do Brasil, onde vieram cerca de 1000 pessoas e foi sediado na FEARP/USP. Nesta data registramos Ribeirão Preto entre as cidades sede deste evento para sempre.

Mas faltava trazer o principal evento internacional e já estávamos tentando há uns 10 anos, mas o risco é alto, a logística para se chegar aqui envolve um passo a mais, lamentavelmente o aeroporto de Ribeirão Preto atrasou e não ficou pronto, não temos voos para Guarulhos, o que dificulta demais para estrangeiros e os custos para eles são muito elevados. Mas tomamos coragem e fomos em frente, e estamos trabalhando firme para que tudo dê certo e venham 700 a 900 pessoas de cerca de 40 países, que serão depois multiplicadores e comunicadores das boas coisas que estamos fazendo no agro e da cidade. Será uma alegria ver Ribeirão Preto para sempre imortalizada na tabela das cidades sede deste evento.

CONFIRA AS CIDADES SEDE DA CONFERÊNCIA GLOBAL DA IFAMA:

1991 – Boston (EUA)

1992 – Oxford (Inglaterra)

1993 – São Francisco (EUA)

1994 – Caracas (Venezuela)

1995 – Paris (França)

1996 – Cancun (México)

1997 – Jacarta (Indonésia)

1998 – Punta del Este (Uruguai)

1999 – Florença (Itália)

2000 – Chicago (EUA)

2001 – Sydney (Australia)

2002 – Noordwijk (Holanda)

2003 – Cancun (México)

2004 – Montreau (Suiça)

2005 – Chicago (EUA)

2006 – Buenos Aires (Argentina)

2007 – Parma (Italia)

2008 – Monterey (EUA)

2009 – Budapest (Hungria)

2010 – Boston (EUA)

2011 – Frankfurt (Alemanha)

2012 – Shanghai (China)

2013 – Atlanta (EUA)

2014 – Cidade do Cabo (Africa do Sul)

2015 – Minneapolis/Saint Paul (EUA)

2016 – Aarhus (Dinamarca)

2017 – Miami (EUA)

2018 – Buenos Aires (Argentina)

2019 – Hangzhou (China)

2020 – Virtual

2021 – Virtual

2022 – San Jose (Costa Rica)

2023 – Christchurch (Nova Zelândia)

2024 – Almeria (Espanha)

2025 – Ribeirão Preto (Brasil)

2026 – Cork (Irlanda)





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Acordo Mercosul-UE: entidades da França cobram oposição de Macron antes de visita de Lula



Entidades agrícolas francesas reforçaram sua oposição ao acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, na véspera do encontro do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, com o presidente francês, Emmanuel Macron.

Em carta, os grupos pediram que Macron mantenha a pressão contra a validação do pacto e exerça o direito de recusa.

“A França deve reafirmar sem ambiguidade sua oposição à ratificação. Enquanto o acordo UE-Mercosul mantiver seu status de acordo misto, a França ainda dispõe da capacidade jurídica de se opor a ele”, disseram as associações de Avicultura de Corte (Anvol, na sigla em francês), de Beterraba e do Açúcar (Aibs), Associação Nacional do Gado e das Carnes (Interbev) e Associação Cerealista Francesa (Intercéréales).

No documento, os grupos afirmaram que a Comissão Europeia busca acelerar o acordo em meio às tensões entre UE e Estados Unidos.

“Contudo, este acordo vai muito além da esfera comercial. Ele levanta questões importantes de soberania agrícola, justiça econômica para os produtores europeus e coerência política diante dos compromissos climáticos e sociais da União Europeia”, disseram, citando que os produtos importados são produzidos com uso de substâncias proibidas, transgênicos e ausência de rastreabilidade, distante do padrão europeu.

Para as associações, as cotas adicionais previstas representariam um valor agrícola de pelo menos 2,87 bilhões de euros apenas para os setores de carne bovina, frango e milho. Além disso, os grupos destacam que produtos de alto valor agregado estão sendo priorizados pelos exportadores sul-americanos, como cortes nobres de carne bovina, filés de frango, produtos cereais, além de derivados do amido e do milho.

Para o setor de açúcar e etanol, as concessões da UE representariam a produção de 50 mil hectares, ou 1/8 da área cultivada com beterraba na França, segundo a nota.

O presidente Lula se encontra com Macron na quinta-feira (5), para discutir temas como o acordo entre Mercosul e União Europeia e a lei antidesmatamento do bloco europeu. O líder francês é um dos principais críticos ao acordo de livre comércio entre os blocos econômicos, ao mesmo tempo que a França foi um dos principais defensores da lei antidesmatamento europeia.

Já Lula tem como um dos objetivos de sua gestão a ratificação do acordo entre Mercosul-UE, enquanto o governo brasileiro classifica a lei antidesmatamento como unilateral e discriminatória.



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Sudeste do país registra os menores preços de combustíveis em maio



A Região Sudeste do país registrou queda no preço médio de todos os tipos de combustível em comparação com abril, mostra o último Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL).

O etanol, comercializado a R$ 4,33, teve uma redução de 1,14% no preço, enquanto a gasolina foi vendida a uma média de R$ 6,28, após recuo de 0,48%. Ambos apresentaram os menores preços médios do país. A queda no valor do biocombustível foi a maior entre todas as regiões.

Já o diesel comum teve média de R$ 6,17, e o tipo S-10 foi encontrado a R$ 6,25, com reduções de 2,68% e 2,50%, respectivamente.

“A recente queda no preço dos combustíveis em todo o Brasil foi resultado de uma combinação de fatores, como a ampliação da safra de cana-de-açúcar, a possível revisão na política de mistura de etanol à gasolina e os três reajustes no valor do diesel realizados pela Petrobras nos últimos dois meses”, destaca o diretor de Redes, Operações e Transformação de Negócios na empresa, Renato Mascarenhas.

Segundo ele, essas condições contribuíram para a redução nos preços médios do etanol e do diesel, além de estimular a concorrência no setor, o que também influenciou os preços da gasolina.

Com as retrações, o IPTL indicou que, enquanto no Rio de Janeiro e no Espírito Santo a gasolina é o combustível mais indicado para o abastecimento, em Minas Gerais e em São Paulo, estado com o etanol mais barato do país, o biocombustível é a opção mais barata.

“Porém, vale lembrar que a escolha do combustível não se limita ao fator econômico: o etanol, por ser uma fonte renovável e emitir menos gases poluentes, se apresenta como uma opção mais sustentável.”

O IPTL é produzido com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log. O indicador tem confiabilidade por conta da quantidade de veículos administrados pela marca: 1 milhão ao todo, com uma média de oito transações por segundo.



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Coca-Cola paralisa operação por suspeita de contaminação nas bebidas



A produção e o envase de uma fábrica de bebidas no Ceará foram suspensas temporariamente pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nessa terça-feira (3).

A suspeita é que um vazamento no sistema de resfriamento da linha de produção tenha contaminado as bebidas da Solar, distribuidora da Coca-Cola, com etanol alimentício.

Em entrevista à imprensa, o ministro da pasta, Carlos Fávaro, ressaltou que, em caso de confirmação, a ingestão dos produtos não traz riscos à saúde. Assim, a paralização tem caráter comercial, uma vez que refrigerantes não contêm álcool.

“A empresa usa o etanol alimentício e água no processo de resfriamento. Se tiver a presença de etanol alimentício [no refrigerante] não pode comercializar. Mas, se por acaso alguém consumir, não vai morrer”, disse o ministro, que ainda completou, brincando: “Se tiver etanol alimentício, aí virou uma Cuba-libre.”

Em nota, o Mapa ressaltou que até o momento não há confirmação da mistura nas bebidas da Solar. Contudo, por precaução, aproximadamente 9 milhões de litros aguardam análise laboratorial. “A medida visa garantir que todos os itens estejam plenamente adequados para o consumo antes de serem comercializados”, diz a nota.

De acordo com o Mapa, a suspensão das atividades será mantida apenas até que a empresa conclua as correções necessárias, já em andamento, e comprove a eliminação de qualquer risco à segurança do processo, o que pode ocorrer ainda nesta quarta-feira (4).

Em nota à imprensa, a Solar informou a que a pausa na produção foi realizada preventivamente. “Estamos conduzindo testes rigorosos para comprovar a total segurança de nossos produtos.”

A nota da companhia prossegue: “A Solar segue rigorosos protocolos de controle sanitário e de qualidade, reafirmando seu compromisso com altos padrões internacionais de produção, segurança alimentar em todas as etapas. Reiteramos que nossos produtos são 100% seguros, sem qualquer risco para os consumidores”, completa.



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Cavalgada com mais de 100 cavaleiros marca abertura do GAFFFF em São Paulo



O Global Agribusiness Festival (GAFFFF), um dos principais eventos do agronegócio brasileiro, começa nesta quinta-feira (5) com uma cavalgada simbólica que reúne mais de 100 cavaleiros em São Paulo. A marcha parte do Parque da Água Branca em direção ao Allianz Parque, marcando oficialmente a abertura do festival.

A transmissão ao vivo e exclusiva será realizada pelo Canal Rural, a partir das 8h da manhã, e os conteúdos sobre o evento também estarão disponíveis no Canal do Criador, no YouTube e nas redes sociais, em uma estratégia multiplataforma que amplia o alcance do festival. Os telões instalados no Allianz Parque exibirão a cavalgada em tempo real para o público presente.

A cobertura contará com a participação de Pryscilla Paiva e Mauro Ortega, no estúdio do Canal Rural; Plínio Queiroz e João Nogueira, diretamente do Allianz Parque; e Marco Aurélio Ribeiro, no Parque da Água Branca.

Além da abertura, o Canal Rural acompanhará toda a programação do GAFFFF durante os dois dias do evento, com reportagens, painéis, entrevistas e bastidores exibidos nos telejornais, no portal e nas redes sociais da emissora.

Para o CEO do Canal Rural, Julio Cargnino, a transmissão é mais do que uma cobertura jornalística: é uma ponte entre o campo e a cidade. “Cada vez mais, o agro invade a cidade, levando a sua realidade para o centro do Brasil. Essa conexão é fundamental para fortalecer o entendimento e a valorização do setor”, afirma.



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Coca-Cola paralisa operação por suspeita de contaminação por álcool nas bebidas



A produção e o envase de uma fábrica de bebidas no Ceará foram suspensas temporariamente pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nessa terça-feira (3).

A suspeita é que um vazamento no sistema de resfriamento da linha de produção tenha contaminado as bebidas da Solar, distribuidora da Coca-Cola, com etanol alimentício.

Em entrevista à imprensa, o ministro da pasta, Carlos Fávaro, ressaltou que, caso seja confirmada a contaminação, a ingestão dos produtos não trazem riscos à saúde. Assim, a paralização tem caráter comercial, uma vez que refrigerantes não contêm álcool.

“A empresa usa o etanol alimentício e água no processo de resfriamento. Se tiver a presença de etanol alimentício [no refrigerante] não pode comercializar. Mas, se por acaso alguém consumir, não vai morrer”, disse o ministro, que ainda completou, brincando: “Se tiver etanol alimentício, aí virou uma Cuba-libre.”

Em nota, o Mapa ressaltou que até o momento não há confirmação da mistura nas bebidas da Solar. Contudo, por precaução, aproximadamente 9 milhões de litros aguardam análise laboratorial. “A medida visa garantir que todos os itens estejam plenamente adequados para o consumo antes de serem comercializados”, diz a nota.

De acordo com o Mapa, a suspensão das atividades será mantida apenas até que a empresa conclua as correções necessárias, já em andamento, e comprove a eliminação de qualquer risco à segurança do processo, o que pode ocorrer ainda nesta quarta-feira (4).

Em nota à imprensa, a Solar informou a que a pausa na produção foi realizada preventivamente. “Estamos conduzindo testes rigorosos para comprovar a total segurança de nossos produtos.”

A nota da companhia prossegue: “A Solar segue rigorosos protocolos de controle sanitário e de qualidade, reafirmando seu compromisso com altos padrões internacionais de produção, segurança alimentar em todas as etapas. Reiteramos que nossos produtos são 100% seguros, sem qualquer risco para os consumidores”, completa.



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AgroNewsPolítica & Agro

São Paulo abre edital para reforçar combate ao greening



Citricultura paulista ganha reforço contra HLB




Foto: Seane Lennon

Durante a abertura da 50ª Expocitros, realizada nesta terça-feira (3) em Cordeirópolis (SP), o governo do Estado de São Paulo anunciou a abertura de edital público para contratação de 28 profissionais que atuarão no enfrentamento ao HLB, também conhecido como greening, doença que ameaça a produção de citros em todo o mundo.

A contratação será feita por meio de termo de cooperação com uma Organização da Sociedade Civil (OSC), com validade de um ano e possibilidade de prorrogação. As equipes serão formadas por técnicos agropecuários, engenheiros agrônomos e profissionais da área administrativa, que trabalharão em conjunto com servidores da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA).

“Essa é uma medida fundamental para a preservação da cadeia da citricultura em nosso estado. Mais monitoramento é sinônimo de maior produtividade e segurança para os pomares paulistas. São Paulo concentra aproximadamente 80% da produção nacional e gerou quase 50 mil empregos só em 2024”, afirmou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai.

A CDA atua com ações de fiscalização, orientação técnica e controle sanitário vegetal, sendo responsável pela linha de frente no combate ao greening e ao cancro cítrico. Em 2024, foram realizadas 1.743 fiscalizações relacionadas ao HLB, com a retirada de mais de 4,5 milhões de mudas. Além disso, 37 palestras educativas foram promovidas para o público externo, e a coordenadoria mantém um canal aberto para denúncias sobre pomares abandonados ou mal manejados.

No mês de maio, a Secretaria de Agricultura publicou duas resoluções para reforçar as ações de combate ao greening. A Resolução nº 23/2025 proíbe o plantio e a manutenção de plantas hospedeiras da bactéria em imóveis sob gestão da pasta. Já a Resolução nº 24/2025 proíbe a produção, o plantio, o comércio e o transporte de mudas de murta, além do uso da planta em paisagismo urbano em todo o estado, excetuando-se casos científicos devidamente cadastrados junto à CDA.





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MT segue outros estados e inicia o combate à ferrugem asiática nas lavouras de soja



O estado de Mato Grosso é o próximo a iniciar o vazio sanitário da soja. A medida começa a valer neste domingo (6) e segue até 6 de setembro. Durante esse período de 90 dias, fica proibida a presença de plantas vivas de soja em lavouras e em qualquer área de domínio das propriedades rurais.

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O objetivo é reduzir a presença do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática, considerada uma das doenças mais severas que afetam a cultura da soja. A determinação está prevista em normativa do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea) e segue a portaria do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Produtores que descumprirem a norma estão sujeitos a multas. Em caso de dúvidas, é possível buscar orientações diretamente com uma unidade do Indea ou pelos canais de atendimento do órgão.

Safra 24/25 de soja

Na safra 2024/2025, Mato Grosso registrou 14.799 unidades de produção de soja junto ao Indea, com uma área declarada superior a 11,2 milhões de hectares e um total de 8.939 produtores cadastrados.

O vazio sanitário é uma medida fundamental para o controle da ferrugem asiática, pois visa interromper o ciclo do fungo entre as safras. A ação também está alinhada ao Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS), que prevê, além do vazio sanitário, o calendário de semeadura, estratégia que busca otimizar o uso de fungicidas e reduzir o risco de resistência do fungo aos produtos químicos.



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Acordo Mercosul-UE deve ser finalizado até março/26, diz Fávaro



O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou nesta quarta-feira (4), em entrevista coletiva, que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia está avançando “a passos largos” e pode ser concluído até março de 2026, após a tramitação nos parlamentos dos países envolvidos.

Segundo ele, o processo de formalização definitiva segue em curso com apoio do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

“O acordo Mercosul-União Europeia está avançando pela dedicação do presidente Lula”, afirmou Fávaro, ao comentar o estágio atual das tratativas.

De acordo com o ministro, o texto está atualmente em fase de tradução, o que deve ocorrer até julho. “O rito para formalização definitiva caminha a passos largos”, reforçou.

Fávaro destacou que, após a tradução, o documento vai para análise e aprovação dos parlamentos dos países do bloco sul-americano e europeu.

“A expectativa é finalizar o acordo até março de 2026”, disse o ministro. Ele voltou a afirmar que o tratado é uma oportunidade para ampliar mercados para o agronegócio brasileiro, especialmente em um momento em que o país busca diversificar destinos e fortalecer sua presença internacional.



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Coca-Cola paraliza operação por suspeita de contaminação por álcool nas bebidas



A produção e o envase de uma fábrica de bebidas no Ceará foram suspensas temporariamente pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nessa terça-feira (3).

A suspeita é que um vazamento no sistema de resfriamento da linha de produção tenha contaminado as bebidas da Solar, distribuidora da Coca-Cola, com etanol alimentício.

Em entrevista à imprensa, o ministro da pasta, Carlos Fávaro, ressaltou que, caso seja confirmada a contaminação, a ingestão dos produtos não trazem riscos à saúde. Assim, a paralização tem caráter comercial, uma vez que refrigerantes não contêm álcool.

“A empresa usa o etanol alimentício e água no processo de resfriamento. Se tiver a presença de etanol alimentício [no refrigerante] não pode comercializar. Mas, se por acaso alguém consumir, não vai morrer”, disse o ministro, que ainda completou, brincando: “Se tiver etanol alimentício, aí virou uma Cuba-libre.”

Em nota, o Mapa ressaltou que até o momento não há confirmação da mistura nas bebidas da Solar. Contudo, por precaução, aproximadamente 9 milhões de litros aguardam análise laboratorial. “A medida visa garantir que todos os itens estejam plenamente adequados para o consumo antes de serem comercializados”, diz a nota.

De acordo com o Mapa, a suspensão das atividades será mantida apenas até que a empresa conclua as correções necessárias, já em andamento, e comprove a eliminação de qualquer risco à segurança do processo, o que pode ocorrer ainda nesta quarta-feira (4).

Em nota à imprensa, a Solar informou a que a pausa na produção foi realizada preventivamente. “Estamos conduzindo testes rigorosos para comprovar a total segurança de nossos produtos.”

A nota da companhia prossegue: “A Solar segue rigorosos protocolos de controle sanitário e de qualidade, reafirmando seu compromisso com altos padrões internacionais de produção, segurança alimentar em todas as etapas. Reiteramos que nossos produtos são 100% seguros, sem qualquer risco para os consumidores”, completa.



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