sexta-feira, maio 22, 2026

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Moratória da Soja trava bilhões no campo; STF suspende julgamento virtual sem data para retomada



O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o julgamento virtual da Lei nº 12.709/2024, que prevê o corte de incentivos a empresas signatárias da Moratória da Soja em Mato Grosso. O julgamento havia iniciado no dia 30 de maio e, até a suspensão, haviam sido apresentados os votos do relator, ministro Flávio Dino, e do ministro Alexandre de Moraes. A votação ocorria no plenário virtual da Corte e tinha previsão de encerramento no dia 6 de junho.

A norma estadual tem provocado intensa reação entre produtores rurais e representantes do setor agropecuário. A Moratória da Soja é um compromisso voluntário assumido por empresas compradoras para não adquirir grãos cultivados em áreas desmatadas no bioma Amazônia após julho de 2008. No entanto, produtores mato-grossenses relatam impactos econômicos severos, mesmo quando suas propriedades estão regularizadas junto aos órgãos ambientais. Há casos em que produtores foram incluídos na ‘lista da moratória’ e tiveram perdas de até 500 mil reais por safra, devido à restrição de compradores.

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Segundo produtores de municípios como Itapurá, Novo Maringá e Itanhangá, a Moratória da Soja tem dificultado o acesso ao crédito e a comercialização da safra, mesmo em áreas regularizadas pelos órgãos ambientais. Diante da recusa das grandes empresas em negociar com propriedades incluídas na ‘lista da moratória’, muitos agricultores recorreram ao mercado informal, enfrentando riscos como inadimplência, evasão fiscal e insegurança jurídica. A Aprosoja-MT estima que a medida impacte cerca de 2,7 milhões de hectares em 85 municípios de Mato Grosso, com uma retração superior a R$20 bilhões de reais por ano na economia estadual.

Nesse contexto, a Aprosoja-MT ingressou com ação civil contra empresas e associações signatárias da moratória, cobrando indenizações por danos morais e financeiros que já ultrapassam 1 bilhão de reais. A entidade argumenta que os acordos ambientais privados violam a legislação brasileira, restringem a livre iniciativa dos produtores e comprometem o desenvolvimento social e econômico do estado. A retomada do julgamento no STF ainda não tem data definida, mas a decisão da Corte será crucial para definir os limites entre compromissos privados de sustentabilidade e as políticas públicas de apoio ao setor agropecuário.



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Ração com indício de contaminantes pode ter matado quase 30 cavalos



A venda da ração Foragge Horse, da Nutratta Nutrição Animal, foi proibida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nessa quarta-feira (4).

Por meio de ofício do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, foi determinado o recolhimento do produto por suspeita de ter causado a morte de 29 cavalos em Indaiatuba, no interior de São Paulo.

De acordo com o documento, não podem ser consumidas todas as embalagens cuja data de fabricação seja a partir de 8 de março de 2025. A determinação do órgão é que os itens devem ser apreendidos caso encontrados em fiscalizações.

A primeira morte de cavalo no município ocorreu em 23 de abril deste ano, seguida por outra no dia 30. Logo em seguida, outros sete animais também morreram.

Segundo um veterinário que trabalhou de perto nas ocorrências e foi ouvido pela EPTV, emissora afiliada da TV Globo, os equinos apresentaram desânimo e alterações hepáticas. Assim, a ração e o feno oferecido foram substituídos.

De acordo com a emissora, no dia 19 de maio, uma equipe da Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente de Indaiatuba fez uma vistoria no haras onde nove cavalos morreram.

Conforme as investigações, os animais apresentaram sinais compatívies com intoxicação alimentar. O laudo preliminar de uma das éguas mortas apontou que ela foi vítima de uma infecção causada por bactéria.

De acordo com o site da Nutratta Nutrição Animal, empresa sediada em Itumbiara, Goiás, a Foragge Horse é indicada para suplementar e/ou corrigir as dietas dos animais que requerem mais energia, como cavalos de esporte, animais adultos ou jovens em preparação para shows ou leilões.

O Canal Rural tentou contato com a empresa, mas até o momento não obteve retorno. O espaço permanece aberto.



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Saiba qual das principais BRs tem os combustíveis mais caros do país



A BR-101 continua liderando o ranking das rodovias com os combustíveis mais caros do país, de acordo com o mais recente Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), divulgado nesta semana.

O levantamento compara os preços médios de gasolina, etanol e diesel em quatro das principais rodovias federais brasileiras: BR-101, Régis Bittencourt, Presidente Dutra e Fernão Dias.

Segundo os dados de maio, a BR-101 apresentou os seguintes preços médios:

  • Diesel comum: R$ 6,23 (queda de 3,11% em relação a abril)
  • Diesel S-10: R$ 6,31 (recuo de 2,47%)
  • Gasolina: R$ 6,45 (redução de 1,07%)
  • Etanol: R$ 4,92 (diminuição de 0,81%)

De acordo com Renato Mascarenhas, diretor da Edenred Mobilidade, os preços elevados na BR-101 são consequência de fatores estruturais e logísticos.

“A rodovia atravessa regiões distantes dos centros de refino e distribuição, o que eleva os custos de transporte. Além disso, a quantidade limitada de postos ao longo da via reduz a concorrência, contribuindo para a manutenção de preços mais altos diante de uma demanda constante”, afirma.

Em contrapartida, os preços mais baixos para alguns combustíveis foram registrados em outras rodovias:

  • Diesel comum: Régis Bittencourt – R$ 5,88 (queda de 6,81%)
  • Diesel S-10: Régis Bittencourt – R$ 6,07 (queda de 4,41%)
  • Etanol: Régis Bittencourt – R$ 4,46 (alta de 1,59%)
  • Gasolina: Presidente Dutra – R$ 6,30 (sem variação em relação a abril)

O IPTL é calculado com base em abastecimentos realizados em 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log, utilizando dados de uma frota de mais de 1 milhão de veículos. Com uma média de oito transações por segundo, o índice oferece alta confiabilidade e precisão na análise do comportamento dos preços dos combustíveis no país.



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Saiba qual das principais BRs tem os combustíveis mais caros do país



A BR-101 continua liderando o ranking das rodovias com os combustíveis mais caros do país, de acordo com o mais recente Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), divulgado nesta semana.

O levantamento compara os preços médios de gasolina, etanol e diesel em quatro das principais rodovias federais brasileiras: BR-101, Régis Bittencourt, Presidente Dutra e Fernão Dias.

Segundo os dados de maio, a BR-101 apresentou os seguintes preços médios:

  • Diesel comum: R$ 6,23 (queda de 3,11% em relação a abril)
  • Diesel S-10: R$ 6,31 (recuo de 2,47%)
  • Gasolina: R$ 6,45 (redução de 1,07%)
  • Etanol: R$ 4,92 (diminuição de 0,81%)

De acordo com Renato Mascarenhas, diretor da Edenred Mobilidade, os preços elevados na BR-101 são consequência de fatores estruturais e logísticos.

“A rodovia atravessa regiões distantes dos centros de refino e distribuição, o que eleva os custos de transporte. Além disso, a quantidade limitada de postos ao longo da via reduz a concorrência, contribuindo para a manutenção de preços mais altos diante de uma demanda constante”, afirma.

Em contrapartida, os preços mais baixos para alguns combustíveis foram registrados em outras rodovias:

  • Diesel comum: Régis Bittencourt – R$ 5,88 (queda de 6,81%)
  • Diesel S-10: Régis Bittencourt – R$ 6,07 (queda de 4,41%)
  • Etanol: Régis Bittencourt – R$ 4,46 (alta de 1,59%)
  • Gasolina: Presidente Dutra – R$ 6,30 (sem variação em relação a abril)

O IPTL é calculado com base em abastecimentos realizados em 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log, utilizando dados de uma frota de mais de 1 milhão de veículos. Com uma média de oito transações por segundo, o índice oferece alta confiabilidade e precisão na análise do comportamento dos preços dos combustíveis no país.



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AgroNewsPolítica & Agro

mercado interno se apoia na exportação



Brasil embarcou 173,80 mil toneladas de carne bovina até a quarta semana de maio




Foto: Pixabay

As exportações brasileiras de carne bovina exerceram papel relevante na sustentação dos preços da arroba do boi gordo durante o mês de maio, conforme aponta a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (2).

Segundo o levantamento, o Brasil embarcou 173,80 mil toneladas de carne bovina até a quarta semana de maio. A média diária de exportações foi de 10,86 mil toneladas, o que representa um avanço de 7,62% em relação ao mesmo período de 2024.

A receita também apresentou crescimento. De acordo com o Imea, o preço médio por tonelada exportada atingiu US$ 5.177,67, uma alta de 14,98% em relação ao valor observado um ano antes. Com isso, o montante financeiro gerado pelas exportações chegou a US$ 899,90 milhões no mês, com média diária de US$ 56,24 milhões — incremento de 23,75% no comparativo anual.

“O aumento nas exportações foi fundamental para equilibrar o mercado diante da alta oferta de carne bovina, típica do mês de maio”, avaliou o Imea. A análise aponta ainda que, mesmo com o volume elevado de carne disponível internamente, o crescimento da demanda externa e a valorização da tonelada exportada impediram recuos mais acentuados nos preços do boi gordo.

A tendência, segundo o Instituto, é de que os preços no mercado interno continuem sustentados nos próximos meses, diante do cenário favorável nas exportações.





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Projetos de jovens de todos os biomas vencem prêmio nacional com soluções ambientais



No Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta quarta-feira (5), seis projetos desenvolvidos por jovens de todos os biomas brasileiros ganharam destaque por apresentarem propostas que aliam conservação e soluções ambientais à valorização do conhecimento das populações tradicionais.

As iniciativas venceram o Prêmio Criativos da Escola + Natureza, promovido pelo Instituto Alana, para encorajar crianças e adolescentes a transformar suas realidades, por meio do incentivo ao protagonismo.

“A gente hoje já sabe que crianças e adolescentes são a população no mundo mais impactada pelas questões climáticas e das desigualdades raciais, mas nem sempre essa população é considerada nas soluções dos problemas. Ou mesmo escutada em relação ao que as afeta, ao que as aflige”, destaca Ana Cláudia Leite, especialista em educação e culturas infantis do Instituto Alana.

Os estudantes dos ensinos fundamental e médio e seus educadores serão premiados com uma jornada formativa on-line que ao final os levará até Belém (PA), em novembro, para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30).

Segundo Ana Cláudia, a ideia é que essa jornada possibilite a troca entre as comunidades escolares e seus territórios, além de permitir que os projetos sejam aprimorados tecnicamente e ganhem visibilidade, com mais impacto social.

“Serão conteúdos, pessoas, experiências que possam ampliar a possibilidade de atuação desses jovens nos seus territórios e de fortalecer esse projeto, para que ele possa ganhar, escala, incidir no entorno da escola, ter mais diálogo, mais parceiros, seja iniciativa privada, seja com poder público ou terceiro setor.”

A premiação também inclui um incentivo financeiro de R$ 12 mil para cada equipe, sendo R$ 10 mil para os estudantes e R$ 2 mil para o educador ou adulto responsável. Os premiados foram escolhidos entre quase 1,6 mil projetos de 738 municípios de todo o país.

“A gente tem projetos que são de regiões quilombolas, de comunidade que é atrelada à comunidade indígena, ou de região onde há várias comunidades indígenas muito próxima à escola. Tem projetos em regiões densas, urbanas. São diversos não só em relação ao que propuseram, de como promovem transformações na socialidade, mas também são estudantes com histórias de vidas diferentes”, explica a especialista.

Biomas

Na Caatinga do município pernambucano de Carnaíba, por exemplo, os estudantes da Escola Técnica Estadual Paulo Freire desenvolveram um filtro de baixo custo, feito com cascas de pinha e carvão ativado, capaz de reduzir a toxicidade da manipueira, resíduo da produção de farinha de mandioca, com alto potencial poluente.

“As alunas que moram na comunidade do Quilombo do Caruá perceberam que as casas de farinha, locais de uma importância inquestionável como fonte de renda da comunidade e símbolo de resistência, também estavam descartando muitos resíduos ao redor da produção. Então, propuseram uma solução à problemática observada”, explica o professor responsável pela equipe, Gustavo Bezerra.

Foi também em busca de solução para o desperdício de água no Cerrado que a equipe de estudantes do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão, no município de Codó, desenvolveu um sistema autônomo de reaproveitamento capaz de coletar a água que seria desperdiçada em bebedouros e torneiras, filtrar e disponibilizar para uso não potável, como nos vasos sanitários.

“Eles fizeram todo um protótipo, a simulação de um sistema com encanação, barris, a parte robotizada. Eles queriam que o sistema fosse todo automatizado e que tivesse um fim sustentável, que se autoprogramasse para poder evitar mais ainda o desperdício e a dependência humana. Tudo eles que fizeram, sem nenhum engenheiro. Eles foram os próprios engenheiros”, relembra a professora Vivian Sousa.

Enquanto no Cerrado a solução veio pela engenharia, no Pantanal, os estudantes da Escola Municipal Rural de Educação Integral Polo Sebastião Rolon, no município de Corumbá, buscaram na arte o caminho para enfrentar as constantes queimadas.

Após um trabalho de pesquisa sobre como a população que vive na área rural pode contribuir para diminuir as queimadas, os estudantes desenvolveram uma peça teatral instrutiva para mobilizar a comunidade por meio da cultura.

“Muitos aqui são filhos de agricultores, são filhos de pais que cuidam de gado. Então, aqui tem sempre incidências de queimadas. É quando surgem as dúvidas sobre para quem ligar ou a quem recorrer. Eles não sabiam o que fazer quando ocorrem esses eventos e falavam que faltava informação e, até então, ninguém sabia. Através do projeto, eles começaram a tirar essas dúvidas”, conta a professora Stella de Souza.

O projeto deu tão certo, que estudantes e professores já estão mobilizados para ampliar tanto o alcance, quanto o formato em que o conteúdo é apresentado.

“A gente pretende criar livros com a autoria deles, histórias em quadrinhos. A gente também está tentando alinhar o conteúdo com o conteúdo de outras matérias, para que a gente possa ampliar esse conceito e alcançar não somente os adultos, como também outras crianças”, diz Stella.

A inspiração na busca pelo equilíbrio com a natureza também teve origem em diferentes vivências. Na Amazônia, a proximidade com exemplos de sucesso das comunidades indígenas, levou os estudantes do Instituto de Educação do Amazonas, em Manaus, a desenvolverem um projeto de integração dos conhecimentos tradicionais ao currículo escolar.

A frase “Vocês, com o conhecimento de vocês, podem nos ajudar. E a gente, com o nosso conhecimento, podemos ajudar vocês”, dita por indígena do povo Tukano e ouvida pelos estudantes da professora Márcia Gomes em uma visita ao Centro de Medicina Indígena Bahserikowi, ecoou profundamente. Após a experiência, a troca foi sendo ampliada e todos passaram por uma transformação, dentro e fora do ambiente escolar.

“Eu não sabia, naquela época, que eu tinha alunos indígenas na escola. Tempos depois, eu fui saber da mãe de uma dessas alunas, que ela tinha pedido para filha não falar que era indígena. Ela tinha medo da filha sofrer preconceito e de ser discriminada ou sofrer bullying como ela tinha sofrido”, conta Márcia.

A professora lembra que conforme o projeto foi avançando e novas trocas aconteceram, esses alunos começaram a falar mais desse conhecimento e ter orgulho de serem os guardiões da sabedoria de sustentar a vida sem degradar a natureza.

“Quando eu via esses meninos, agora, podendo dizer que eles eram indígenas, falando da cultura deles, falando como era a tradição deles, então, eu vi que o projeto tinha um algo a mais, que era justamente essa valorização. Não somente aprender com eles, mas essa serenidade e autovalorização”, destaca a professora.

No outro extremo do país, em Porto Alegre, esse conhecimento chegou pela leitura do Futuro Ancestral, de Ailton Krenak, que despertou em um grupo de estudantes da Escola Municipal de Ensino Fundamental Saint-Hilaire a vontade de estreitar vivência com a natureza.

E foi no parque logo ao lado, que perceberam esse local de conexão e o quanto, mesmo perto, toda a comunidade estava distante dessa natureza.

“Elas começaram a conversar sobre isso – a gente nunca foi ao parque, a gente podia ir, mas está sempre pegando fogo. Então, elas começaram a monitorar e as queimadas começaram a ser constantes naquele período, a partir da leitura do livro. E aí uma delas disse: ‘a gente podia fazer um projeto disso’.”, lembra a professora Maria Gabriela Souza.

A partir daí foram criadas uma série de atividades educativas, artísticas e ambientais no Parque Saint-Hilaire, para conscientizar a comunidade sobre a importância de cuidar e se apropriar do território.

“Elas criaram contações de história, performances teatrais, construíram uma feira literária, utilizando literatura de autores indígenas e negros com Krenak e Antônio Bispo. Elas trabalharam bastante, criaram caixas pedagógicas. Foi um sucesso. E tudo isso movimentou a escola inteira”, diz a professora.

O conhecimento tradicional de marisqueiras e pescadores artesanais no município de Estância, em Sergipe, inspirou estudantes e professores do Instituto Federal de Sergipe de Estância (SE) a encontrar um modelo de educação ambiental para conservação da biodiversidade da Mata Atlântica, presente nas restingas e manguezais.

O projeto do Instituto Federal de Sergipe reúne em diversas práticas – como produção de documentário, sinalização de trilhas ecológicas e identificação de fauna e flora –, comunidade tradicional, estudantes e professores em experiências imersivas no bioma.

“A gente então tem uma trilha guiada por marisqueiras e jovens estudantes; um pedal da sustentabilidade, onde uma das estudantes pedalou com a avó. Então, a gente busca muito essa inserção social, além do IEF, além das escolas parceiras que a gente atua. Junto com a própria comunidade e, principalmente, a força que tem a família dentro desse engajamento para envolver e sentir”, descreve a professora Márcia Santos.

Segundo a educadora, as ações promovidas pelo projeto também são capazes de estimular o protagonismo infantojuvenil.

“Eles participaram ativamente, em conjunto, dentro desse processo formativo, porque eles também formam. Então, a ideia é que o jovem consiga propagar esse envolvimento em educação ambiental. Para que outros jovens da comunidade consigam também entender, conhecer e se envolver com a temática”, diz.

Prêmio

Criado em 2015, o Prêmio Criativos da Escola é promovido pelo Instituto Alana, uma instituição sem fins lucrativos que atua na promoção dos direitos das crianças e adolescentes.

O objetivo é encorajar crianças e adolescentes a transformar suas realidades e fortalecer o protagonismo infantojuvenil, a partir da metodologia Design for Change (Projeto para Mudança, em tradução livre), desenvolvida pela educadora indiana Kiran Bir Sethi.

Confira a lista completa dos projetos vencedores por bioma

  • Amazônia: O diálogo com a natureza: Povos indígenas da Amazônia e a sustentabilidade, do Instituto de Educação do Amazonas, de Manaus (AM);
  • Cerrado: Protótipo de Sistema de Reuso de Água na promoção da sustentabilidade e o uso responsável dos recursos naturais, do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão, em Codó (MA);
  • Caatinga: Filtropinha: dos resíduos aos recursos, da Escola Técnica Estadual Paulo Freire, de Carnaíba (PE);
  • Mata Atlântica: Ecotech, do Instituto Federal de Sergipe, de Estância (SE);
  • Pampa: Colocar o coração no ritmo da Terra: reflorestando mentes e corações, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Saint-Hilaire, em Porto Alegre (RS);
  • Pantanal: Queimadas no Pantanal, da Escola Municipal Rural de Educação Integral Polo Sebastião Rolon – Extensão Nazaré, em Corumbá (MS).



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Exportações de milho e soja pelo Arco Norte crescem 57% com avanço de ferrovias e hidrovias



As exportações de milho e soja pela região Norte mais que dobraram nos últimos anos. De acordo com o Anuário Agrologístico 2025, divulgado nesta quinta-feira (5) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o volume embarcado pelos portos do Arco Norte saltou de 36,7 milhões de toneladas em 2020 para 57,6 milhões em 2024 — um avanço de 57%.

Esse crescimento é atribuído aos investimentos em infraestrutura logística multimodal, com destaque para o fortalecimento das ferrovias e hidrovias na região Amazônica. A proximidade com as novas fronteiras agrícolas do Matopiba (áreas de Cerrado no Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) também tem influenciado a escolha por rotas mais eficientes, como o Arco Norte.

Segundo o presidente da Conab, Edegar Pretto, o Brasil caminha para uma nova configuração logística agroindustrial, baseada na integração de diferentes modais e na ampliação da capacidade de armazenagem nas propriedades. “Esses pilares são fundamentais para aumentar a competitividade do agronegócio no cenário internacional”, afirmou.

Em 2024, os portos de Santos (SP), Paranaguá (PR) e os localizados no Arco Norte concentraram 81,2% das exportações brasileiras de milho e soja. Só a região Norte foi responsável por 38% desse volume.

Destaque para os portos de Itaqui (MA) e Barcarena (PA), que registraram crescimento de 80,3% e 70,3%, respectivamente, no escoamento de grãos entre 2020 e 2024. No Maranhão, o avanço é impulsionado principalmente pelo modal ferroviário, que aumentou a agilidade e a segurança no transporte das cargas.

De acordo com o diretor de Operações e Abastecimento da Conab, Arnoldo de Campos, o setor ferroviário vive um momento de expansão, com prorrogações antecipadas de concessões e novas políticas voltadas à participação do capital privado.

Atualmente, cinco grandes projetos estruturantes compõem o núcleo do plano ferroviário nacional:

  • Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol)
  • Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico)
  • Prolongamento da Ferrovia Norte-Sul até Vila do Conde (PA)
  • Anel Ferroviário do Sudeste (Vitória–Itaboraí)
  • Conexão da Transnordestina à malha nacional
  • Ferrogrão, com 933 km para escoar grãos do Centro-Oeste ao Arco Norte

A rede hidroviária também avança. Entre 2017 e 2025, houve aumento de 24% no número de armazéns com acesso hidroviário. A região Amazônica responde por quase dois terços do transporte fluvial brasileiro, com os rios exercendo papel logístico equivalente ao das rodovias e ferrovias.

Para acelerar esse processo, o Novo PAC prevê R$ 4,8 bilhões em investimentos nas hidrovias brasileiras. A meta é ampliar a navegabilidade e reduzir o custo logístico. Segundo a EPL e o Instituto Iema, o transporte por hidrovias reduz em até 95% as emissões de carbono em relação ao modal rodoviário e em 70% frente ao ferroviário.



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O protagonismo da soja e a influência no PIB e na economia; pesquisadora do Cepea comenta o cenário



A economia brasileira iniciou 2025 com sinal verde: o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,4% na passagem do quarto trimestre de 2024 para o primeiro deste ano. O principal motor desse avanço veio do campo. De acordo com a Agência Gov, o setor registrou alta de 12,2%, impulsionado por uma safra recorde de soja e pelo bom desempenho da produção pecuária. O setor de serviços avançou 0,3%, enquanto a indústria teve leve retração de 0,1%, considerada uma estabilidade.

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”A soja foi decisiva para esse resultado”, afirma Nicole Rennó, professora da Esalq/USP e pesquisadora do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). ”É o carro-chefe do PIB agropecuário, e o que acontece com a cultura geralmente se reflete nos números do setor.”

Segundo a especialista, o crescimento já era esperado desde que a Conab passou a divulgar projeções otimistas para a safra 24/25. Com clima favorável e ganho de produtividade, a oleaginosa colheu resultados robustos sem aumento proporcional no uso de insumos, o que impacta diretamente o volume medido pelo PIB.

Soja foi protagonista, mas não atuou sozinha

Embora a soja tenha sido protagonista, a especialista destaca que não foi a única responsável pelo avanço. Outras culturas agrícolas e a pecuária também registraram resultados expressivos, reforçando a expansão da agropecuária no início do ano.

Volume

A pesquisadora lembra que o PIB calculado pelo IBGE mede volume de produção, e não preços ou exportações. ”O crescimento foi resultado direto do aumento da produção. Não tem influência de preço ou câmbio nesse indicador”, explica Rennó.

Ela também chama a atenção para o chamado “efeito base”: como o PIB agropecuário teve queda em 2024 devido a quebras de safra, parte da alta registrada em 2025 reflete uma recuperação. “É um padrão típico da agropecuária brasileira: crescemos com força em anos de clima favorável, e só registramos quedas quando enfrentamos problemas climáticos.”

Perspectivas para o ano

Para os próximos meses, a expectativa é de continuidade no crescimento, embora em ritmo um pouco mais moderado. ”A soja é contabilizada principalmente no primeiro semestre. Essa taxa de crescimento deve se acomodar num patamar um pouco mais baixo, mas o avanço da agropecuária deve continuar em 2025”, conclui Nicole.



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Suínos fecham maio com preços firmes



Os preços médios do suíno vivo em maio superaram os do mês anterior. É o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, as cotações estiveram firmes nas três primeiras semanas de maio na maior parte das regiões acompanhadas, sustentadas pelo tradicional aquecimento na demanda em decorrência do dia das mães. 

No encerramento do mês, porém, a procura mais fraca e o cenário especulativo em razão da gripe aviária pressionaram os valores, conforme explicam pesquisadores do Cepea. Na região SP-5 que compreende as cidades de Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba, o suíno vivo foi negociado à média de R$ 8,55/kg em maio. O valor representa uma alta de 1,5% em relação à de abril. 

Em Arapoti (PR), o avanço foi de 2,9%, para R$ 8,44/kg. No atacado da Grande São Paulo, a carcaça especial suína valorizou 2,4% de abril para maio. Sendo, assim, comercializada à média de R$ 12,74/kg no último mês.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Boi gordo tem valores estabilizados frente à maior procura



A sequência de quedas nos preços do boi gordo na maior parte do mês de maio abriu espaço para estabilidade no mercado pecuário. Assim, desde a semana passada, começaram a ser frequentes os negócios com reajustes para cima, como apontam levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

De acordo com a entidade, o interesse de compradores por animais no spot tem aumentado. Ao mesmo tempo, a oferta está mais restrita devido à resistência dos pecuaristas, que pedem valores maiores. 

Ainda conforme acompanhamento do Cepea, as escalas de abate encurtaram para cerca de uma semana. Algumas compras no início desta semana previam o embarque em um ou dois dias. 

O indicador do boi gordo Cepea/B3, referente à média diária do preço à vista no estado de São Paulo, registra o valor de R$ 307,26 para a arroba nesta quarta-feira (4), uma variação negativa de 1,22% dentro do mês de junho.

No atacado da Grande SP, o centro de pesquisas aponta que as cotações médias da carne de boi seguem estáveis, havendo melhora no ritmo de vendas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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