sexta-feira, maio 22, 2026

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Aplicação do crédito rural já supera R$ 330 bilhões na safra 2024/25


Com um mês restante para o encerramento do Plano Safra 2024/2025, os desembolsos de crédito rural no país somaram R$ 330,93 bilhões entre julho de 2024 e maio de 2025. O valor representa um avanço de 11% em relação ao mês anterior, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (5), com base no Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor/BCB).

O montante considera os financiamentos contratados e efetivamente liberados a todos os produtores rurais. Apenas no mês de maio, o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e os demais produtores responderam por R$ 273,84 bilhões em crédito. O valor representa um acréscimo de R$ 27 bilhões em comparação a abril.

A soma contempla R$ 155,07 bilhões em operações de custeio, R$ 56,97 bilhões em investimentos e R$ 70,90 bilhões voltados à comercialização e industrialização. Esse volume equivale a cerca de 68% da programação estabelecida para a safra atual e corresponde a 82% dos valores desembolsados no mesmo período da safra anterior, quando o total atingiu R$ 332,50 bilhões.

Segundo o governo, a diferença no comparativo se deve à maior adesão dos produtores ao uso das Cédulas de Produto Rural (CPRs) como forma de financiamento. Entre julho de 2024 e abril de 2025, as emissões de CPRs chegaram a R$ 331,4 bilhões, sendo R$ 150,5 bilhões emitidos junto a instituições financeiras e R$ 180,9 bilhões junto ao mercado de capitais. O volume representa R$ 116,2 bilhões a mais do que o registrado no mesmo período da safra anterior.

O Pronamp apresentou desempenho positivo em todas as finalidades de crédito, tanto em número de contratos quanto em volume financeiro. No período, foram firmados 202.137 contratos, totalizando R$ 53,48 bilhões. Somente nas operações de custeio e investimento, os valores chegaram a R$ 47 bilhões e R$ 6,48 bilhões, com 174.243 e 27.894 contratos, respectivamente.

Entre as fontes de recursos com desempenho superior ao da safra anterior, destacam-se a Poupança Rural Controlada, com variação de 24%, os recursos equalizados do BNDES (13%) e os Recursos Livres Equalizáveis (181%). Já entre as fontes com taxas de juros não controladas, a Poupança Rural Livre apresentou variação de 113%.

No conjunto dos programas de investimento agropecuário com taxas de juros equalizadas, ainda há 29% dos recursos a serem comprometidos. Já nos financiamentos para custeio e comercialização com recursos equalizáveis, o saldo remanescente é de 14%.

Os dados são provisórios e foram extraídos em 4 de junho. Os valores definitivos serão divulgados aproximadamente 35 dias após o encerramento do mês de referência.





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Cafezais de Rondônia sequestram 2,3 vezes mais carbono do que emitem


Estudo inédito realizado pela Embrapa Territorial na região das Matas de Rondônia revela que a cafeicultura familiar neste território da Amazônia sequestra, em média, 2,3 vezes mais carbono por ano do que emite ao longo do processo agrícola.

A pesquisa é centrada nas plantações de café robusta amazônico – uma variedade local do canéfora (coffea canephora).

Em números, os dados demonstram que o balanço anual de carbono da região registra um saldo favorável de 3.883,3 kg, cerca de 4 toneladas por hectare. Dessa forma, a média vem da diferença entre o carbono estocado na biomassa das plantas (6.874,8 kg) e a emissão de gases de efeito estufa (GEE) durante a fase de produção do café (2.991,5 kg). 

De acordo com os pesquisadores envolvidos, esse tipo de balanço é inédito e pode servir de referência para outros estudos do gênero e, até mesmo, para abertura de linhas de créditos de carbono.

Ainda mais, a iniciativa resultou também na criação de uma planilha de cálculos da emissão de carbono para uso dos agricultores locais. A intenção é mostrar o status atual de emissão do cafeicultor do estado, considerando critérios como irrigação, uso de fertilizantes, entre outros.

“O estudo comprova a sustentabilidade da cafeicultura praticada no bioma Amazônia. Para nós, é importantíssimo mostrar ao mundo, por meio da ciência, que a produção de café na Amazônia é sustentável”, comemora o presidente da Cafeicultores Associados da Região das Matas de Rondônia (Caferon), Juan Travian.

Monetização do carbono

O presidente do Conselho de Administração do Sicoob Credip, Oberdan Pandolfi Ermita, ressalta que a monetização do carbono é um mercado novo que vem estimulando uma corrida de metodologias para calcular esse balanço.

Nesse sentido, ele afirma que o estudo da Embrapa consegue capturar a especificidade do café robusta amazônico, considerando as condições fitoclimáticas da região. 

“São dados muito relevantes. Nosso objetivo é que seja trabalhada a monetização desse carbono, de modo a beneficiar o cafeicultor das Matas de Rondônia diretamente, ou por meio da redução da taxa de juros”, diz.

Sequestro de carbono pelas plantas

Cultura de Café ArábicaCultura de Café Arábica
Foto: Gilberto Marques

O pesquisador da Embrapa Territorial Carlos Cesar Ronquim, líder do estudo, acredita que o cafeeiro pode atuar como uma ferramenta de remoção de carbono. Por ser uma planta lenhosa, ela possui capacidade de armazenar grandes quantidades de carbono por mais tempo. 

No entanto, ele ressalta que o carbono sequestrado temporariamente na biomassa da planta do café retorna à atmosfera quando se renova ou se desativa a lavoura.

Sobre essas plantas o pesquisador observa que, se utilizadas como substitutas de combustíveis fósseis, podem contribuir efetivamente para um balanço de carbono mais positivo na produção.

Quantificação de carbono na planta

Os envolvidos no estudo coletaram os dados usados na pesquisa em campo. O estoque de carbono armazenado nas plantas foi gerado a partir das análises laboratoriais de amostras de cafeeiros adultos obtidas nas lavouras.

Assim, levantaram os dados das emissões por meio da aplicação de questionários e em reuniões com produtores locais.

Dessa forma, para quantificar o carbono estocado na planta, avaliaram-se 150 cafeeiros adultos em dez propriedades rurais de cinco municípios da região das Matas de Rondônia. As análises mostraram que a maior parte do carbono está concentrada nas seguintes áreas da planta:

  • Tronco (36,4%);
  • Raízes (24,3%);
  • Folhas (23,8%);
  • Galhos (10,1%); e
  • Frutos (5,4%)

Fertilizantes orgânicos

O pesquisador Enrique Alves, da Embrapa Rondônia (RO), ressalta, ainda, que muitos cafeicultores das Matas de Rondônia substituem parcialmente o uso de fertilizantes químicos. No lugar utilizam fontes orgânicas – como cama de frango e palha de café.

“Essa prática favorece o pleno desenvolvimento vegetal das plantas, o acúmulo de carbono no solo ao longo do tempo, e a menor emissão de GEE, quando comparada aos fertilizantes nitrogenados sintéticos”, observa.

“As plantas da variedade botânica robusta são de grande porte e com alta capacidade produtiva. Isso, aliado a boas práticas agronômicas e novos arranjos espaciais mais adensados, fazem da cultura uma ferramenta de proteção do solo e sequestro de carbono”, ressalta o pesquisador.

O cálculo da pesquisa ainda não considera o carbono estocado no solo, o que poderá tornar o balanço ainda mais favorável em análises futuras. O projeto já direciona esforços para essa finalidade, comparando áreas de café, pastagens e florestas nativas. Por fim, a expectativa é que o cultivo bem manejado do café robusta amazônico resulte em aumento líquido de carbono no sistema, principalmente em pastagens degradadas.

“As coletas estão em andamento, com várias incursões de campo já realizadas. Acreditamos que as atividades de campo serão concluídas ainda neste semestre”, adianta o pesquisador Ronquim.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Excesso de umidade impacta plantio da aveia branca



Clima desafia, mas aveia mostra bom desenvolvimento




Foto: Canva

As lavouras de aveia branca no Rio Grande do Sul enfrentam dificuldades para a semeadura devido às condições de umidade excessiva em algumas regiões do estado. A informação consta no Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (6) pela Emater/RS-Ascar.

Segundo o boletim, apesar dos entraves no plantio, o desenvolvimento vegetativo das lavouras implantadas é considerado satisfatório. A uniformidade do estande é boa e não há registro de problemas fitossanitários relevantes. A assistência técnica destaca que os produtores estão avançando nos tratos culturais, com foco na aplicação de adubação nitrogenada em cobertura e no controle de plantas daninhas, especialmente nas lavouras mais adiantadas.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, “apesar dos desafios pontuais relacionados às condições climáticas, a cultura mantém potencial produtivo adequado”. A entidade observa que a aveia branca segue sendo uma alternativa viável para cultivo de inverno, com utilização voltada à alimentação humana e animal, além da produção de sementes.

Na região administrativa de Erechim, a cultura ainda está em fase de implantação, com expectativa de ampliação de 20% da área cultivada em comparação ao ano anterior. Em Frederico Westphalen, cerca de 40% da área estimada para a safra 2025/2026 já se encontra em desenvolvimento vegetativo. “A redução da temperatura no período foi favorável à cultura, e os produtores iniciaram as aplicações de fungicidas e a distribuição da adubação nitrogenada de cobertura”, informa a Emater/RS-Ascar.

Em Ijuí, a umidade do solo segue limitando o avanço da semeadura. Alguns produtores optaram por plantar mesmo com o solo encharcado. As lavouras semeadas em maio apresentam boa emergência, com plantas de tamanho homogêneo e desenvolvimento satisfatório. As atividades estão concentradas no controle de ervas daninhas e na aplicação de nitrogênio em cobertura para as lavouras em estágio de cinco folhas. “Não foram observados sinais de incidência de doenças nos cultivos estabelecidos”, destaca o informativo.

Na região de Santa Rosa, os agricultores organizam a aplicação de fertilizantes nitrogenados nas lavouras já implantadas. No município de Garruchos, a semeadura avançou antes das chuvas, mas o excesso de precipitação provocou erosão em áreas mais inclinadas. Já em Soledade, a área semeada alcançou aproximadamente 7.500 hectares, o que corresponde a 20% do total estimado para a região.

 





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Na sua opinião, qual o tipo mais vantajoso de formalização para o pequeno produtor rural?


Na interatividade da semana, perguntamos: qual dessas formas é mais vantajosa para o pequeno produtor rural formalizar o seu negócio: MEI (Microempreendedor Individual Rural), Cooperativa ou associação e CAF (Cadastro da Agricultura Familiar)?

A enquete com mais de 500 participantes mostrou que 59% consideram a cooperativa ou associação a melhor forma de organização para o pequeno produtor rural. A preferência supera o CAF (23%) e o MEI Rural (18%).

“Ao se unirem, os membros conseguem adquirir insumos em maior volume, negociar melhores preços e reduzir custos”, explica Joaci Medeiros, da Unidade de Competitividade do Sebrae.

Além disso, ao vender em conjunto, os produtores ganham escala e qualidade padronizada, o que atrai supermercados, indústrias e exportadores.

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Outro ponto forte é a possibilidade de agregar valor aos produtos. Muitas cooperativas investem em estruturas como agroindústrias e marcas próprias, o que permite transformar matérias-primas em produtos com maior valor de mercado, como: queijo, polpa ou farinha. Isso abre portas para novos canais de venda, inclusive o mercado internacional.

Joaci também destaca o papel das cooperativas no acesso a políticas públicas: “Elas facilitam a entrada em programas como o PAA e o PNAE, além de crédito, assistência técnica e incentivos governamentais.”

Mais do que ganhos financeiros, cooperativas promovem desenvolvimento local e autonomia. “Fortalecem o senso de identidade coletiva e criam soluções que beneficiam toda a comunidade rural”, conclui o especialista.



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Maio teve chuvas irregulares e onda de frio no país


O mês de maio de 2025 foi marcado por irregularidade nas precipitações e temperaturas extremas em diversas regiões do Brasil. É o que revela a nota técnica “Eventos Extremos”, divulgada nesta sexta-feira (6) pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com análise dos principais fenômenos meteorológicos registrados no país ao longo do mês.

De acordo com o Inmet, nas regiões Norte e Nordeste, as chuvas ocorreram dentro da média, embora com picos elevados no litoral nordestino e na porção noroeste do Amazonas e de Roraima. “Os maiores acumulados foram registrados na porção noroeste da região, nos estados do Amazonas e Roraima com totais superiores a 300 mm, ultrapassando 500 mm na região noroeste do estado de Roraima”, informa o instituto. Cidades como Maceió e Salvador tiveram chuvas até 75% acima da média histórica.

No interior do Nordeste e em quase todo o estado do Tocantins, as precipitações ficaram abaixo do esperado. As regiões Centro-Oeste e Sudeste também apresentaram anomalias negativas. Brasília e Belo Horizonte registraram volumes de chuva 93% e 100% abaixo da média climatológica para o período, respectivamente.

No Centro-Oeste, os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul apresentaram volumes dentro da média, mas em Goiás e no Distrito Federal, houve queda acentuada nas precipitações. Situação semelhante foi observada em partes de São Paulo e Minas Gerais.

Na Região Sul, o Rio Grande do Sul concentrou os maiores volumes, com registros acima de 150 mm em diversas localidades. Já em Santa Catarina e no Paraná, os acumulados ficaram abaixo dos 120 mm.

As temperaturas também chamaram atenção. O mês foi de calor nas regiões Norte e Nordeste, mas os registros não superaram os recordes anteriores. “A exceção foi a cidade de Manaus (AM), que apresentou um leve desvio em relação ao último recorde”, aponta o Inmet.

Já entre os dias 29 e 30 de maio, uma intensa massa de ar frio provocou queda acentuada das temperaturas mínimas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. “No dia 30/05/2025, foram observados valores de temperatura mínima abaixo de 1°C em Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul”, destaca a nota técnica.

Geadas fracas foram registradas em municípios como São José dos Ausentes (0,0°C), Bom Jesus (0,4°C), Cambará do Sul (0,9°C) e Cuarai (0,9°C), no Rio Grande do Sul. Também houve ocorrência de geadas no Paraná, como em Londrina (5,6°C) e Maringá (4,5°C), embora as mínimas não tenham ficado abaixo de 1°C. Em regiões serranas do Sul, houve episódios isolados de neve.

O Inmet também informou que a massa de ar frio teve forte influência na Região Sudeste. Em Rancharia (SP), a mínima foi de 0,7°C e, em Monte Verde (MG), os termômetros chegaram a 0,4°C. No Centro-Oeste, Rio Brilhante (MS) teve mínima de 0,7°C. O mapa de anomalia de temperatura mínima no dia 30 indicou que os efeitos da onda de frio foram mais intensos na Região Sul, mas também se estenderam pelas demais regiões afetadas.





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Nova massa de ar polar deve trazer muito frio para áreas de 12 estados


O frio voltará a ganhar força no Brasil com uma nova massa de ar polar entre os dias 8 e 14 de junho. No entanto, antes disso, pancadas de chuva devem atingir o Centro-Sul do país.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

De acordo com a Climatempo, os acumulados de chuva devem ficar entre 60 e 80 mm em áreas de Mato Grosso, do Paraná e sul de São Paulo. Outras áreas do Sudeste e do Centro-Oeste também podem registrar pancadas de chuva, com volumes menores, mas que podem ultrapassar os 30 mm.

Isso acontece por conta da atuação de uma área de baixa pressão sobre o Paraguai, somada ao forte fluxo de umidade vindo da faixa Norte do país, além da formação de uma nova baixa pressão no litoral entre o Sudeste e o Sul no domingo.

mapa de massa de ar polar - frio temperaturas baixas
Foto: Climatempo

A partir do domingo (8), uma nova massa de ar polar começa a avançar com mais intensidade sobre o Brasil, derrubando as temperaturas em boa parte do país. Assim, deve provocar uma sensação generalizada de frio no Centro-Sul.

O resfriamento será mais acentuado nas áreas em azul escuro, como indicado no mapa acima, com termômetros 5°C ou mais abaixo da média histórica de junho (que já é naturalmente baixa).

Tal condição engloba o Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, norte do Paraná, São Paulo, sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Contudo, o frio também atinge áreas mais amplas (azul claro no mapa), com mínimas entre 3°C e 5°C abaixo da média.

“Essa queda será mais perceptível nas madrugadas e nas primeiras horas da manhã entre os dias 8 e 14 de junho”, diz a Climatempo, em nota.



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Avanço da safrinha e pressiona mercado de milho



No Mato Grosso, as chuvas de maio foram decisivas



No Mato Grosso, as chuvas de maio foram decisivas
No Mato Grosso, as chuvas de maio foram decisivas – Foto: USDA

A AgResource Brasil revisou nesta terça-feira (03/06) suas projeções para as safras 2024/25, destacando um avanço expressivo na produtividade do milho safrinha. Segundo o relatório de junho, a produção total de milho no Brasil deve atingir 134,55 milhões de toneladas, um aumento de 8,35 milhões (+6,62%) em relação à estimativa anterior. O principal destaque é a 2ª safra, que subiu de 99,27 para 105,55 milhões de toneladas, impulsionada pelas boas condições climáticas em Mato Grosso e Paraná.

No Mato Grosso, as chuvas de maio foram decisivas para reverter parte dos impactos do estresse hídrico no início do ciclo, permitindo produtividades acima de 117 sacas por hectare. Já no Paraná, o risco recente de geadas foi superado sem danos relevantes, o que consolidou o viés altista da revisão.

Por outro lado, a consultoria afirma que a produção de soja foi mantida em 171,03 milhões de toneladas. O foco segue nas exportações, que somaram 67,12 milhões de toneladas até o fim de maio, alta de 12,9% frente ao mesmo período de 2024. Apenas na última semana de maio, foram embarcadas 2,92 milhões, com expectativa de fechar o mês entre 14,25 e 14,50 milhões de toneladas.

Apesar desse dito avanço produtivo, a AgResource alerta para o cenário de pressão nos preços do milho. A combinação de oferta elevada, câmbio enfraquecido e demanda interna e externa mais lenta tende a gerar um ambiente de acomodação no mercado. Já a soja segue com fundamentos sólidos, sustentada pela forte demanda chinesa e pelo bom desempenho logístico dos portos localizados no Brasil.

 





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Soja sobe em Chicago: Veja o motivo


Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram esta quinta-feira em alta, impulsionados por um telefonema entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping. Segundo a mídia chinesa, a conversa, solicitada por Trump, reacendeu esperanças de reaproximação comercial entre os dois países, o que animou os mercados agrícolas globais.

O contrato de julho da soja, referência para a safra brasileira, subiu 0,65%, ou 6,75 centavos de dólar por bushel, para US$ 1051,75. Já o contrato de agosto teve alta de 0,77%, ou 7,75 centavos, e fechou cotado a US$ 1046,75. No complexo soja, o farelo permaneceu estável em US$ 297,1 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja recuou 0,34%, encerrando a sessão em US$ 46,65 por libra-peso.

A valorização da soja reflete o alívio temporário nas tensões comerciais. No mês anterior, EUA e China já haviam acordado uma trégua tarifária, com os americanos reduzindo taxas de 145% para 30% sobre diversos produtos chineses. A nova conversa, segundo Trump, foi “excelente” e durou cerca de uma hora e meia.

Apesar do otimismo, o mercado segue cauteloso quanto a um possível acordo antes da colheita norte-americana. De acordo com o USDA, as vendas semanais aumentaram 33% em relação à semana anterior, mas ainda estão 30% abaixo da média das últimas quatro semanas. As vendas da nova safra seguem fracas, com apenas 3.500 toneladas comercializadas, contra 32.800 na semana passada.

Além disso, a abundante oferta da América do Sul também pesa sobre os preços. No Brasil, a safra está plenamente disponível, enquanto na Argentina a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) informou que a colheita de soja já atingiu 88,7% da área plantada.





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Comercialização de soja segue restrita


A comercialização da soja segue restrita no estado do Rio Grande do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “Indicações no porto, para entrega maio e pagamento 17/06 na casa de R$ 135,80. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 131,00 Cruz Alta – Pgto. 04/07 – para fábrica R$ 131,00 Passo Fundo – Pgto. começo de julho R$ 131,00 Ijuí – Pgto. 04/07 – para fábrica R$ 131,00 Santa Rosa / São Luiz – Pgto. começo de julho. Preços de pedra, em Panambi, subiram para R$ 119,00”, comenta.

Santa Catarina mantém estabilidade na soja, mas enfrenta desafios logísticos. “Em Santa Catarina, as cotações da soja seguiram estáveis em 5 de junho, refletindo o comportamento cauteloso dos produtores, em linha com a tendência nacional. A comercialização caminha em ritmo lento, com os vendedores aguardando melhores condições de mercado antes de fechar novos negócios. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 133,00”, completa.

Comercialização segue cautelosa no Paraná, apesar dos recordes na exportação de soja. “Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 133,69, marcando alta de 0,24%. Em Cascavel, o preço foi 115,47(-3,53%). Em Maringá, o preço foi de R$ 122,37. Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 123,31(-0,14%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$133,99(-0,42%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 130,00”, indica.

Mato Grosso do Sul enfrenta desafios logísticos e estruturais. “Ainda assim, o déficit estrutural enfrentado em nível nacional também impacta o estado, criando gargalos no escoamento e elevando os custos operacionais para produtores, especialmente os mais afastados dos principais polos logísticos. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$119,05 (+0,04%), Campo Grande a R$119,05(+0,04%), Maracaju a R$119,00, Chapadão do Sul a R$112,73(0,02%), Sidrolândia a R$119,00”, informa.

O mercado do Mato Grosso está entre o sucesso produtivo e os desafios logísticos para a próxima safra. “Campo Verde: R$ 116,44(+1,73%). Lucas do Rio Verde: R$ 109,66 (+0,46%), Nova Mutum: R$ 109,66(+0,46%). Primavera do Leste: R$ 116,44(+1,73%). Rondonópolis: R$ 116,44(+1,73%). Sorriso: R$ 109,66(+0,46%)”, conclui.

 





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B3 e Chicago mantêm alta no milho


Segundo a TF Agroeconômica, o milho na B3 encerrou a quinta-feira com valorização pelo terceiro dia seguido, impulsionado pelas cotações em alta na Bolsa de Chicago (CBOT). Mesmo com a queda do dólar, que já acumula perdas de 2,32% desde o início da semana, os contratos futuros de milho avançaram, indicando a força do movimento internacional. 

O vencimento julho/25 fechou em R$ 64,37, com alta diária de R$ 0,37 e semanal de R$ 1,65. Já o contrato julho/26 encerrou a R$ 65,38, subindo R$ 0,10 no dia e R$ 1,66 na semana. O vencimento setembro/25 alcançou R$ 68,95, com ganho de R$ 0,37 no dia e de R$ 1,41 na semana.

Em Chicago, os preços também subiram, segundo as informações, refletindo a preocupação com o atraso no plantio da safra 2024 nos Estados Unidos. O contrato julho subiu 0,17%, fechando em US$ 4,3950 por bushel, enquanto o contrato setembro avançou 0,86%, para US$ 4,3150 por bushel. A lentidão no ritmo do plantio em regiões como Ohio pode levar produtores a optar pela cobertura de solo no lugar do milho, o que contribui para a valorização dos futuros, especialmente os de dezembro, que atingiram o maior patamar em mais de duas semanas.

Apesar do cenário altista, a valorização do real frente ao dólar vem reduzindo a competitividade do milho brasileiro no mercado externo. Esse movimento já começa a se refletir nos prêmios de exportação para setembro, justamente quando a safrinha estará totalmente disponível para embarque. O mercado segue atento ao câmbio e às condições climáticas nos EUA, fatores determinantes para a tendência dos preços nos próximos dias.

 





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