quinta-feira, maio 21, 2026

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Produção de etanol dos EUA sobe 2% em 2025



As exportações de etanol norte-americano cresceram 6%



As exportações de etanol norte-americano cresceram 6%
As exportações de etanol norte-americano cresceram 6% – Foto: Divulgação

A produção de etanol nos Estados Unidos segue em trajetória de crescimento, segundo o Relatório de Transporte de Grãos (GTR) de 12 de junho do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Até agora, em 2025, a produção de pouco mais de 4 bilhões de galões é 2% maior do que no mesmo período do ano passado e 7% acima da média dos últimos cinco anos. Esse avanço refletiu diretamente na logística: o transporte ferroviário de etanol Classe 1 subiu 5% em relação a 2024 e 12% comparado à média quinquenal, com 71% da produção partindo do Centro-Oeste dos EUA por via férrea.

Os principais destinos ferroviários foram a Costa Leste, que absorveu 41% dos volumes, seguida pela Costa do Golfo (29%), Costa Oeste (19%), distrito das Montanhas Rochosas (2%), Canadá (4%) e outros destinos (5%). Destaca-se o aumento das remessas para a Costa do Golfo (+12%) e para a Costa Oeste (+17%), acompanhando a expansão das exportações.

As exportações de etanol norte-americano cresceram 6% em relação ao mesmo período de 2024 e estão 29% acima da média de cinco anos, de acordo com o Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS). Em 2024, as exportações representaram um recorde de 12% da demanda total anual e, nos primeiros três meses de 2025, já atingiram 14%. Canadá, União Europeia, Índia, Reino Unido e Colômbia responderam por 73% das vendas externas do biocombustível.

Para o ano fiscal de 2025, o USDA projeta exportações recordes de etanol no valor de US\$ 4,3 bilhões, o que significa um incremento de 3% em relação a 2024. Segundo o GTR, o aumento nas vendas para Canadá, UE, Reino Unido e Colômbia decorre principalmente de políticas de mistura obrigatória de etanol à gasolina. Já a alta na demanda indiana é puxada por usos não combustíveis, visto que o etanol doméstico está sendo redirecionado para abastecer o mercado de combustíveis.

 





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Sistema silvipastoril permite lotação de rebanho 256% maior que a média nacional


Estudo realizado pela Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos, São Paulo, investigou a capacidade de um sistema silvipastoril (SSP) de neutralizar as emissões de metano entérico de bovinos de corte pela fixação de carbono pelas árvores e, ao mesmo tempo, aumentar a produtividade do rebanho. 

Os resultados, publicados na revista internacional Agricultural Systems, revelam que o sistema compensou a emissão de metano de mais de dois bovinos adultos. A pesquisa considerou apenas o carbono armazenado na parte do tronco das árvores destinada a produtos de maior valor agregado e mobiliário.

A média nacional é de apenas um animal adulto por hectare no Brasil. Porém, a integração da pecuária com o componente arbóreo permite mais do que o dobro da lotação padrão brasileira, tornando, assim, o modelo mais sustentável e produtivo por unidade de área.

O estudo comparou uma área composta por pastagem de capim-piatã sombreada por eucaliptos com um sistema a pleno sol de manejo intensivo.

Dessa forma, os pesquisadores avaliaram a emissão de metano utilizando a metodologia do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e a fixação de carbono pelas árvores por meio de medições de altura e diâmetro dos eucaliptos.

Papel das árvores na pecuária

O metano, liberado durante a digestão dos bovinos, é um dos principais gases de efeito estufa (GEE), contribuindo com 65% das emissões agropecuárias em equivalente de CO2. Apesar de ter uma vida útil menor na atmosfera em comparação ao CO2, esse gás possui um potencial de aquecimento global 27 vezes maior.

Nesse contexto, a integração de pecuária com eucaliptos surge como uma solução climática inteligente. As árvores presentes no sistema realizam a fotossíntese, absorvendo o dióxido de carbono (CO2) da atmosfera e armazenando-o em sua biomassa.

Os cientistas consideraram a parcela do carbono acumulada no tronco, que possui maior estabilidade a longo prazo, como a madeira utilizada na indústria moveleira, seguindo as diretrizes do protocolo Neutral Carbon Brazilian Beef (NCBB).

Conforto animal

Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF)Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF)
Foto: Fabiano Marques Dourado Bastos/Embrapa

Mesmo em um sistema intensivo, com uma taxa de lotação 256% maior que a média brasileira, o componente florestal apresentou potencial significativo de neutralização das emissões de metano.

De acordo com o pesquisador da Embrapa José Ricardo Pezzopane, ao considerar todo o carbono fixado no tronco das árvores, o balanço líquido foi negativo em -14,28 Mg CO2 eq. por hectare ao ano.

“Ou seja, se considerarmos todo o carbono fixado no tronco das árvores, além de neutralizar a emissão de metano pelos animais, o sistema silvipastoril ainda sequestra grande quantidade de carbono”, diz.

Além da significativa redução do metano e do CO2, a pesquisa constatou que o SSP proporcionou maior conforto térmico aos animais em comparação com o sistema a pleno sol. A presença das árvores oferece sombra, reduzindo o calor no ambiente, o que pode impactar positivamente o bem-estar animal e, potencialmente, a produtividade.

“Os sistemas silvipastoris têm dupla função no combate às mudanças climáticas. Por um lado, é uma estratégia de mitigação por sequestrar carbono da atmosfera. Por outro, é uma estratégia de adaptação, pois aumenta o conforto térmico em um cenário cada vez maior de aumento de temperaturas”, destaca o pesquisador.

Implicações para a agropecuária brasileira

Os resultados demonstram o grande potencial do modelo silvipastoril como uma estratégia eficaz para mitigar as emissões de gases de efeito estufa na pecuária brasileira e, ao mesmo tempo, conferir bem-estar animal.

A adoção pode contribuir significativamente para as metas de redução de emissões do Brasil e para o desenvolvimento de uma produção de carne bovina mais sustentável e alinhada com as demandas de consumidores cada vez mais preocupados com as questões ambientais.

Segundo Pezzopane, o SSP pode apresentar uma menor massa de forragem em algumas estações devido ao sombreamento promovido pelas árvores. Ainda assim, a suplementação permitiu manter um desempenho animal semelhante ao do sistema a pleno sol.

Experimento

O sistema estudado foi estabelecido com eucalipto em 2011, inicialmente com um espaçamento de 15 por 2 metros, com uma densidade populacional de 333 árvores/ha. Em julho de 2016, as árvores foram desbastadas para um espaçamento de 15 m x 4 m. Assim a densidade foi de 167 árvores por hectare.

Com essa configuração, concluiu-se que o modelo compensou 77% da emissão de metano, considerando-se o carbono estocado nos troncos destinados a produtos de maior valor agregado e mobiliário.

Essa compensação correspondeu à emissão de 2,3 bovinos adultos por hectare. Ainda assim, a taxa de lotação real no experimento foi de 3,01 bovinos adultos por hectare.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Produtora capixaba transforma negócio familiar em polo de especiarias



Ana Paula Martin, produtora rural de São Mateus, litoral do estado do Espírito Santo (ES), conquistou projeção nacional ao se tornar fornecedora de pimenta-rosa para a Natura — que utiliza o ingrediente em perfumes e óleos corporais.

No entanto, Martin não parou por aí, ela construiu sua identidade no setor e está colhendo cada vez mais os frutos no empreendedorismo rural. Desde 2016, quando assumiu a Fazenda Lagoa Seca, ela deu um novo rumo à propriedade da família. Formada em administração e ex-funcionária da indústria do petróleo, Martin trocou a rotina corporativa pelo desafio do agronegócio.

Mesmo sem formação agrícola e enfrentando preconceito por ser mulher, buscou capacitação e apoio técnico. Com coragem e dedicação, transformou a fazenda em referência na produção e exportação de especiarias e macadâmia.

Na propriedade, Martin cultiva e processa uma variedade de especiarias, entre elas pimenta-do-reino, pimenta-rosa e pimenta da Jamaica. Além disso, também trabalha com culturas como macadâmia, café e mamão.

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Paralelamente, ela investe em produtos inovadores, como o doce de macadâmia com pimenta da Jamaica, biscoitos com os mesmos ingredientes, gelato de macadâmia, pimenta-rosa em pó e óleo essencial de pimenta da Jamaica.

Em parceria com o Sebrae/ES, Martin prepara o lançamento de um produto inédito no Brasil. “Ainda é segredo, mas vai causar um ‘boom’ no mercado”, antecipa.

Como resultado desse trabalho diversificado e criativo, sua trajetória se tornou uma fonte de inspiração para outras mulheres do campo. Martin, inclusive, compartilha sua experiência em eventos como o EmpoderaDonas, promovido pelo Sebrae/ES.

“Nunca deixei de acreditar. Hoje, ver outras produtoras se emocionarem com minha história mostra que valeu a pena”, finaliza a produtora rural capixaba.



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Investir em dólar vira estratégia popular



“O acesso ao mercado americano nunca esteve tão descomplicado”



“O acesso ao mercado americano nunca esteve tão descomplicado"
“O acesso ao mercado americano nunca esteve tão descomplicado” – Foto: Pixabay

Dados da Receita Federal mostram que, em 2024, mais de 800 mil brasileiros somaram R\$ 1,1 trilhão em bens no exterior, um indicativo de que investir fora do país se tornou mais acessível graças às plataformas digitais. Com valores iniciais baixos, muitos buscam proteger seu patrimônio da instabilidade do mercado interno e da desvalorização do real, optando por dolarizar parte dos investimentos.

Manter recursos em uma moeda mais estável funciona como proteção cambial, ajudando a reduzir os impactos das oscilações econômicas locais. Assim, o investidor garante maior segurança para o capital acumulado e preserva seu poder de compra a longo prazo, mesmo em cenários de crise.

“O acesso ao mercado americano nunca esteve tão descomplicado. Com o equivalente a R$100 ou R$200 já é possível aplicar em ativos como BDRs — recibos de ações de empresas estrangeiras negociados na B3 —, ETFs ou abrir contas internacionais que permitem operar diretamente em dólar. A moeda funciona como uma proteção contra a volatilidade do real e oferece oportunidades que não existem no mercado nacional”, afirma Adriano Murta, especialista em investimentos internacionais com mais de 20 anos de experiência.

Além da proteção, investir em dólar abre portas para setores e empresas que não existem no Brasil, como as grandes companhias de tecnologia, fundos imobiliários globais e títulos do Tesouro norte-americano. Essa diversidade permite compor carteiras mais robustas, combinando ativos tradicionais e inovadores de acordo com o perfil de cada investidor.

Mesmo com essa facilidade, é importante considerar os custos de envio, taxas de câmbio e as regras de tributação. O movimento de democratização dos investimentos internacionais avança rápido, transformando a dolarização em uma opção cada vez mais comum para quem deseja expandir horizontes financeiros sem depender apenas do cenário econômico local.

 





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Clima prejudica folhosas em junho



Oferta de hortaliças alta apesar do clima




Foto: Seane Lennon

A produção de folhosas no Rio Grande do Sul tem sido impactada pelas condições climáticas de junho, com alta umidade, nebulosidade e poucas horas de sol prejudicando o desenvolvimento das olerícolas e aumentando a pressão de doenças fúngicas. As informações são do Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (12).

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, em Feliz, poucos produtores estão cultivando rúcula em estufa. A cultura mantém o mercado consolidado, com ciclos de cultivo sucessivos que podem chegar a dez por ano. O preço da dúzia da folhosa em redes de supermercado e Ceasas é de R$ 10,00.

Em Santa Maria, especificamente em Cachoeira do Sul, o plantio de alface de inverno foi iniciado. No entanto, o cenário de “alta umidade, a nebulosidade e as poucas horas de sol” está desacelerando o crescimento das folhosas em toda a região. Em São Vicente do Sul, por exemplo, foi necessário o replantio de mudas. Apesar dessas condições adversas, o período é caracterizado por uma “grande oferta de hortaliças no comércio local”.





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Irã em conflito ameaça fertilizantes do Brasil


Com base em informações de Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado da Agrinvest Commodities, o Irã é peça-chave para o mercado de Ureia, produzindo cerca de 9 milhões de toneladas em 2024 e exportando, em média, entre 4,5 e 5,5 milhões de toneladas ao ano, sendo que aproximadamente 25% desse volume tem como destino o Brasil, que depende em 17% da Ureia iraniana.

“Presumo que não seja novidade para ninguém que acompanha o mercado de fertilizantes a importância do Oriente Médio no fornecimento global de fertilizantes (sobretudo N). Quando olho especificamente para o Irã, com base nos dados que compilamos do ano passado, podemos assegurar que cerca de 17% do que importamos veio de lá”, comenta.

Essa relevância ganha ainda mais destaque em meio aos atuais conflitos envolvendo o país, o que acende um sinal de alerta para o setor de nitrogenados. O Oriente Médio, de forma geral, é fundamental no fornecimento global de fertilizantes nitrogenados, especialmente a ureia, e qualquer tensão geopolítica pode impactar diretamente os custos de produção agrícola no Brasil.

Vale lembrar que o Brasil não é autossuficiente na produção de ureia — importa 100% do que consome. Assim, qualquer instabilidade em grandes exportadores como o Irã tende a refletir nos preços pagos pelos produtores rurais, que já lidam com margens apertadas e forte dependência do insumo para manter a produtividade.

Diante desse cenário de incertezas, que coincide com um importante leilão de compra de ureia pela Índia, o conselho é acompanhar de perto os desdobramentos para planejar bem o abastecimento, principalmente visando a próxima safra de verão e o safrinha de 2026. O gráfico ilustra a participação iraniana e a relevância de outros fornecedores para o Brasil.

“Enfim, antes de tirar qualquer conclusão precipitada, vejo como imperativo que, neste momento, o produtor acompanhe o que está acontecendo para ter um entendimento mais claro do futuro — especialmente em relação à safra de verão, para a qual ainda temos volume, e ao safrinha 2026”, conclui.

 





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Mercado global de aviões deve gerar US$ 680 bi


A Embraer divulgou, em 12 de junho de 2025, suas novas Perspectivas do Mercado Global de Aeronaves Comerciais (Market Outlook 2025), estimando uma demanda de 10.500 jatos e turboélices de até 150 assentos nos próximos 20 anos, com pedidos avaliados em US\$ 680 bilhões (Fonte: Embraer). O relatório foi lançado na véspera do Paris Air Show, trazendo análises detalhadas por região e uma abordagem inédita sobre o mercado chinês, que ganha destaque como motor de crescimento do setor.

Segundo o estudo, o tráfego global de passageiros, medido por receitas por passageiros por quilômetro (RPK), deverá crescer 3,9% ao ano até 2044, com a China liderando esse avanço, seguida por América Latina, África e Oriente Médio. Juntas, Ásia-Pacífico, Europa e América do Norte concentrarão 76% da RPK global ao final do período. O documento reforça a tendência de frotas mistas, combinando aeronaves de diferentes capacidades para atender à demanda regional e estratégias de autonomia dos países.

Em termos de entregas, a América do Norte será responsável por 30,7% dos 8.720 jatos previstos, seguida por Europa/CIS (22,8%) e China (17,2%). Para os 1.780 turboélices, o destaque fica com a Ásia-Pacífico, que responderá por 36% das entregas, além de participações relevantes de América do Norte, Europa e África.

“Muitas das mudanças estruturais desencadeadas pela pandemia provaram ser bastante duradouras cinco anos após o seu início. Em nosso primeiro Market Outlook pós-pandemia, destacamos a transição da globalização para uma perspectiva geopolítica mais polarizada. Hoje, à medida que países e regiões buscam maior autonomia estratégica, a demanda por acesso regional continuará a crescer. Acreditamos que frotas mistas que combinem aeronaves narrowbody de menor e maior porte são essenciais para esse crescimento de longo prazo. Frotas mistas fornecem a versatilidade necessária para que a capacidade se adeque melhor à demanda, para a expansão de malhas aéreas e para o apoio dos objetivos de desenvolvimento nacional e regional,” afirma Arjan Meijer, presidente e CEO da Embraer.

 





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Práticas sustentáveis fortalecem agricultores africanos



A primeira é alinhar a produção de cultivos de alto valor com inovação climática



A primeira é alinhar a produção de cultivos de alto valor com inovação climática inteligente
A primeira é alinhar a produção de cultivos de alto valor com inovação climática inteligente – Foto: Divulgação

Diante da volatilidade climática e dos custos crescentes de insumos, a agricultura da África Oriental chega a um ponto de virada crucial. Segundo Benjamin Gass, gerente de Desenvolvimento de Negócios e Marketing da Éléphant Vert, avançar em práticas sustentáveis é indispensável para garantir resiliência, segurança alimentar e desenvolvimento econômico duradouro. Ele aponta três estratégias para uma transformação de impacto nos sistemas agroalimentares da região.

A primeira é alinhar a produção de cultivos de alto valor com inovação climática inteligente. Hortaliças, milho, café e flores são fontes vitais de renda, mas sofrem com estresses climáticos, pragas e solo degradado. A combinação de agronomia de precisão com insumos biológicos, como bioestimulantes e biocontroles, fortalece a resistência das plantas e reduz impactos ambientais. Um exemplo é o uso de vírus para controlar pragas como Helicoverpa armigera em milho e tomate, elevando a produtividade e mantendo padrões de exportação.

A segunda estratégia redefine a sustentabilidade como vetor de lucro. Para agricultores adotarem soluções sustentáveis, é essencial que percebam benefícios financeiros claros. Insumos biológicos mais acessíveis diminuem a dependência de químicos, estabilizam safras e amortecem a volatilidade do mercado. Experiências regionais mostram que bioestimulantes específicos otimizam o uso de nitrogênio e ajudam as lavouras a resistirem melhor ao estresse, tornando a sustentabilidade uma vantagem competitiva real.

Por fim, é fundamental fortalecer ecossistemas locais com capacitação e parcerias. A transformação exige infraestrutura de produção de insumos, treinamentos e cooperação entre empresas, ONGs e governos. Investir em polos de fabricação de insumos biológicos na região garante suprimento estável e custos menores, enquanto programas de capacitação asseguram o uso correto das novas tecnologias. Parcerias em países como Quênia, Etiópia e Tanzânia estão mostrando resultados, difundindo práticas sustentáveis e construindo uma base sólida para o futuro agrícola da África Oriental.

 





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Bioestimulantes e controle para fruticultura



“Comprovamos a potencialização do desenvolvimento das culturas”



“Comprovamos a potencialização do desenvolvimento das culturas"
“Comprovamos a potencialização do desenvolvimento das culturas” – Foto: Pixabay

Para melhorar a produtividade e a sanidade das culturas de maçã e uva, soluções tecnológicas avançadas são fundamentais. Entre elas, destacam-se os bioestimulantes Abyss®, Blackjak®, Nutex® Premium e Stilo® Verde, que promovem a melhoria dos processos fisiológicos das plantas, como o aumento da capacidade fotossintética. Isso resulta em um desenvolvimento vegetativo e reprodutivo mais vigoroso, com plantas e frutos mais saudáveis, mesmo diante de condições climáticas adversas.

No controle fitossanitário, fungicidas e inseticidas como Academic®, Dodex®, Metiltiofan®, Zetanil® e Trebon® garantem proteção eficaz contra pragas e doenças, contribuindo para a sustentabilidade da produção e a qualidade final dos frutos. Esses produtos são parte de um portfólio robusto focado em atender as necessidades específicas da fruticultura, especialmente na região Sul do Brasil.

A Sipcam Nichino Brasil, referência no mercado de agroquímicos para frutas, investe em pesquisa e desenvolvimento para levar essas tecnologias aos produtores, auxiliando-os a superar os principais desafios do setor.

Essas inovações foram apresentadas durante a 16ª edição do Seminário Nacional de Fruticultura (Senafrut), que aconteceu entre 10 e 12 de junho em São Joaquim (SC), reunindo produtores, consultores e pesquisadores para discutir as tendências e soluções do segmento.

“Comprovamos a potencialização do desenvolvimento das culturas, resultante de alterações em processos fisiológicos, como por exemplo maior capacidade fotossintética”, resume José de Freitas, engenheiro agrônomo, da área de desenvolvimento de mercado. “O uso correto dessas tecnologias de última geração traz melhor desenvolvimento vegetativo e reprodutivo às culturas de maçã e uva, com plantas e frutos mais sadios e produtivos, mesmo diante de entraves climáticos aos sistemas de produção.”





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USDA repete números enquanto Conab projeta safra recorde



A semana foi marcada por importantes atualizações nas estimativas de oferta e demanda de soja no cenário internacional e brasileiro. O novo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e o levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) trouxeram ajustes técnicos, mas sem impacto sobre os preços no mercado.

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O USDA manteve praticamente inalteradas as projeções para a safra norte-americana 2025/26, estimando a produção em 4,340 bilhões de bushels, ou 118,11 milhões de toneladas, com produtividade média de 52,5 bushels por acre. O número veio abaixo da expectativa do mercado, que projetava 4,388 bilhões de bushels (119,4 milhões de toneladas).

Também não houve alterações nos estoques finais, mantidos em 8,03 milhões de toneladas, e nas projeções de esmagamento (2,490 bilhões de bushels) e exportações (1,815 bilhão).

Para a safra global de 2025/26, o USDA projeta produção de 426,82 milhões de toneladas, frente a 420,78 milhões estimadas para 2024/25. Os estoques finais mundiais foram ligeiramente elevados, para 125,3 milhões de toneladas, acima da previsão do mercado (124,6 milhões).

Entre os principais países produtores, a safra do Brasil foi mantida em 175 milhões de toneladas para 2025/26. Já para 2024/25, a estimativa seguiu em 169 milhões de toneladas. A Argentina deve colher 48,5 milhões de toneladas na nova temporada e 49 milhões na atual. A China deverá importar 112 milhões de toneladas em 2025/26 e 108 milhões em 2024/25, sem mudanças.

Conab eleva estimativa de soja no Brasil

No Brasil, a Conab revisou para cima sua estimativa de produção para a safra 2024/25. O novo levantamento da Companhia indica um volume de 168,605 milhões de toneladas – crescimento de 14,8% frente à temporada anterior (147,72 milhões). O número supera o estimado em maio, quando a projeção era de 168,34 milhões.

A área cultivada com soja cresceu 3,2% em relação ao ciclo passado, somando 47,62 milhões de hectares. Já a produtividade média subiu para 3.562 quilos por hectare, 11,3% acima do rendimento registrado em 2023/24 (3.201 kg/ha).



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