quinta-feira, maio 21, 2026

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Excesso de chuva compromete calendário do trigo


A elevada umidade do solo e as chuvas registradas nas últimas semanas prejudicaram o plantio do trigo em diversas regiões do Rio Grande do Sul. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (12), em algumas áreas, os volumes de precipitação chegaram a causar erosão. A estimativa é que 12% da área prevista tenha sido implantada até o momento. Os agricultores aguardam condições climáticas mais favoráveis para avançar com a operação. O desenvolvimento das lavouras permanece estagnado devido à alta nebulosidade. A expectativa é que o plantio se intensifique assim que o clima permitir.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, mesmo sem chuvas significativas durante o período, a umidade no solo limitou a semeadura em municípios da Fronteira Oeste até o dia 4 de junho, quando o tempo continuava nublado. A partir de 5 de junho, foi possível retomar os trabalhos no campo. Em Maçambará, 20% da área prevista de 14.830 hectares foi semeada. A dessecação e o plantio devem avançar rapidamente com a previsão de tempo seco e o uso de máquinas de maior porte. Em Manoel Viana, o plantio segue em ritmo lento, com 10% da área cultivada. Em Itacurubi, o percentual semeado é de 20%. Já em São Borja e São Gabriel, o excesso de umidade impediu o avanço da semeadura. Nas lavouras mais adiantadas, foi realizada a aplicação de fertilizante nitrogenado para estimular o perfilhamento das plantas. Na Campanha, ainda não há registro de plantio. Os produtores devem iniciar o preparo do solo e as dessecações nos próximos dias, com preferência pelo estabelecimento da cultura em julho.

Na região de Caxias do Sul, o plantio, que poderia ter sido iniciado em municípios de menor altitude, foi adiado devido à umidade no solo. A expectativa é de início das atividades nos próximos dias, quando as condições de campo melhorarem. Em Erechim, o plantio começou, mas os produtores aguardam melhores condições de solo para intensificar o trabalho.

Em Frederico Westphalen, a evolução da área plantada foi limitada, já que nos primeiros dias do período o solo apresentava alta umidade. No dia 4 de junho, novas precipitações interromperam as operações. Cerca de 11% da área prevista foi semeada até agora. O avanço do plantio dependerá da melhora nas condições de umidade do solo. O desenvolvimento inicial das lavouras está estagnado por conta da baixa luminosidade.

Em Ijuí, a semeadura alcançou 8%, concentrada principalmente no dia 2 de junho, nas localidades menos afetadas pelas chuvas da semana anterior, apesar da umidade elevada no solo. As lavouras semeadas no final de abril apresentam emergência uniforme nas áreas com maior capacidade de infiltração da água. Em solos mais compactados, a emergência é irregular, com casos de erosão e assoreamento dos sulcos de semeadura.

Na região de Passo Fundo, as áreas destinadas ao trigo estão em fase de dessecação. Em Pelotas, o plantio começou e os preparativos de área seguem em andamento. Cerca de 20% da área prevista já foi semeada. Os produtores continuam as negociações e aquisições de insumos para a implantação da safra.

Em Santa Maria, poucos municípios iniciaram o plantio. No próprio município de Santa Maria, 280 hectares foram semeados, correspondendo a 20% da área prevista para a safra. As lavouras estão em fase de germinação e início de desenvolvimento vegetativo. Em Pinhal Grande, a previsão é de 1.500 hectares, com as primeiras áreas já implantadas.

Na região de Santa Rosa, a implantação atingiu 17%. A baixa insolação nas últimas semanas dificultou o avanço dos trabalhos, deixando o plantio atrasado em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o percentual era de 57%. As dificuldades com a dessecação, causadas pela falta de sol entre a segunda quinzena de maio e o início de junho, levaram os produtores a avaliar a possibilidade de uma dessecação total para viabilizar o plantio. A expectativa é de intensa movimentação de máquinas nos próximos dias. Foram registrados casos de erosão de sulcos em algumas lavouras devido às chuvas. Assim que as condições climáticas melhorarem, a semeadura será intensificada. Em algumas áreas, já ocorre adubação nitrogenada em cobertura e controle de plantas invasoras.

Na região de Soledade, o excesso de umidade limitou os avanços na semeadura, dificultando o acesso das máquinas às lavouras. A estimativa é de que 15% da área prevista tenha sido semeada. A germinação e emergência das primeiras áreas plantadas são consideradas satisfatórias, com bom estabelecimento das lavouras. A previsão de tempo firme nos próximos dias deve favorecer o avanço do plantio.





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Exportações de soja dos EUA superam expectativas


O mercado internacional da soja operou em clima de expectativa ao longo da última semana, aguardando a divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), publicado na quinta-feira (12). A análise foi destacada pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), em relatório publicado nesta quinta-feira (12), com dados referentes à semana de 06 a 12 de junho.

De acordo com o USDA, as projeções para a safra 2025/26 indicam manutenção na produção norte-americana, estimada em 118,1 milhões de toneladas. Os estoques finais nos Estados Unidos permanecem em 8 milhões de toneladas. O preço médio ao produtor local segue em US$ 10,25 por bushel.

A produção mundial de soja também não apresentou alterações e continua estimada em 426,8 milhões de toneladas. No entanto, os estoques finais globais foram revisados para cima, alcançando 125,3 milhões de toneladas, um aumento de 1 milhão em relação ao relatório de maio.

As estimativas de produção para o Brasil e a Argentina foram mantidas em 175 milhões e 48,5 milhões de toneladas, respectivamente. Quanto às importações chinesas, o USDA projeta a aquisição de 112 milhões de toneladas, mesmo volume indicado no mês anterior.

O andamento do plantio da nova safra nos Estados Unidos também foi destacado. Até o dia 8 de junho, 90% da área prevista estava semeada, superando a média histórica de 88% para o período. Cerca de 75% das lavouras já haviam germinado, contra 72% na média para a mesma época. Em relação à condição das lavouras, 68% estavam classificadas entre boas e excelentes, percentual abaixo dos 72% registrados no mesmo período do ano passado, mas acima dos 67% verificados na semana anterior.

Os embarques de soja pelos Estados Unidos, na semana encerrada em 5 de junho, somaram 547.040 toneladas, volume que superou as expectativas do mercado. No acumulado do ano comercial, o país exportou 45,2 milhões de toneladas, resultado 11% superior ao alcançado no mesmo período do ano anterior.





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Exportações de milho dos EUA crescem 29%


O relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado na quinta-feira (12), trouxe ajustes pontuais nas projeções para o milho na safra 2025/26. A análise foi destacada pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema).

Segundo o USDA, a produção de milho nos Estados Unidos foi mantida em 401,8 milhões de toneladas. No entanto, os estoques finais foram reduzidos em pouco mais de 1,2 milhão de toneladas, passando para 44,5 milhões de toneladas. O preço médio ao produtor norte-americano segue projetado em US$ 4,20 por bushel.

A produção mundial de milho foi elevada em 1 milhão de toneladas, totalizando 1,266 bilhão de toneladas. Por outro lado, os estoques finais globais sofreram redução de 2,6 milhões de toneladas, ficando agora em 275,2 milhões de toneladas.

As estimativas de produção para o Brasil e a Argentina foram mantidas em 131 milhões e 53 milhões de toneladas, respectivamente. As exportações brasileiras permanecem projetadas em 43 milhões de toneladas para o novo ciclo comercial.

O USDA também divulgou informações sobre o desenvolvimento das lavouras norte-americanas. Até o dia 8 de junho, 81% das áreas semeadas haviam germinado, percentual abaixo da média histórica de 87% para o período. Quanto à condição das lavouras, 71% estavam classificadas entre boas e excelentes, enquanto 24% apresentavam situação regular e 5% eram avaliadas como ruins ou muito ruins.

Os embarques semanais de milho dos Estados Unidos, encerrados em 5 de junho, somaram 1,66 milhão de toneladas, superando ligeiramente as expectativas do mercado. No acumulado do atual ano comercial, os EUA já exportaram 50,3 milhões de toneladas, resultado 29% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.





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Falta de sol prejudica desenvolvimento de pastagens


A escassa insolação e a umidade elevada em diversas regiões do Rio Grande do Sul comprometeram o desenvolvimento das pastagens de inverno e agravaram os danos por pisoteio. A informação consta no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (12).

Segundo o órgão, as forrageiras cultivadas como aveia e azevém ainda oferecem algum suporte para pastejo, mesmo com limitações. As áreas remanescentes seguem sendo implantadas pelos produtores.

Na região administrativa de Bagé, o ciclo das pastagens nativas entrou em declínio. Em Maçambará, erosões provocadas pelas chuvas causaram perda de sementes, fertilizantes e solo. Em Bagé, a entrada de animais em potreiros com manejo por diferimento foi iniciada. Algumas áreas receberam calagem, adubação e espécies de inverno.

Em Caxias do Sul, os campos nativos apresentaram crescimento, mas com baixa qualidade nutricional. As pastagens cultivadas estão em desenvolvimento inicial e sofreram danos pelo pisoteio em solo encharcado. Em Erechim, a germinação foi favorecida pela umidade e pelas temperaturas, mas o avanço das pastagens é limitado pela reduzida insolação.

Na região de Ijuí, as forrageiras se desenvolvem bem, mas em áreas muito úmidas, o pisoteio compromete o rebrote. Em Frederico Westphalen, o excesso de chuvas e a falta de sol causaram apodrecimento das folhas inferiores e dificultaram a adubação. Em Passo Fundo, a escassez de luz solar reduziu o crescimento das pastagens e, por consequência, a oferta forrageira. O plantio de trigo, cevada e triticale para duplo propósito está em andamento.

Na região de Pelotas, geadas em Pinheiro Machado afetaram as pastagens nativas. Em Pedras Altas, as pastagens cultivadas apresentaram boa oferta. Já em Jaguarão, as forrageiras foram implantadas sobre a resteva da soja.

Na área de Porto Alegre, o desenvolvimento das pastagens de inverno foi favorecido pelas condições climáticas da semana. Em Santa Maria, o campo nativo teve o crescimento interrompido, apresentando alta concentração de fibras. Azevém e aveia crescem lentamente devido à baixa luminosidade.

Em Santa Rosa, as pastagens nativas estão com desenvolvimento estagnado, mas os animais seguem em pastejo. O rebrote das perenes avança lentamente com a queda das temperaturas. As áreas semeadas mais cedo com espécies de inverno já estão sendo utilizadas.





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Fiscalização apreende 40 toneladas de farelo de soja adulterado em porto



Em colaboração com a Polícia Federal (PF), fiscalização do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) interceptou uma tentativa de fraude em exportação no Porto de Paranaguá, no Paraná.

O caso aconteceu na última terça-feira (10), mas só foi divulgado pelas autoridades nesta segunda (16). A ação resultou na apreensão de 39.250 quilos de farelo de soja adulterado, material destinado ao mercado internacional.

De acordo com a polícia, a carga foi identificada com irregularidades no processo de acesso e classificação obrigatória, sendo a adulteração confirmada no terminal de destino.

Amostras coletadas revelaram a presença de areia, serragem e mofo misturados ao farelo de soja, caracterizando a fraude. Auditores fiscais federais agropecuários (AFFAs) do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Paraná (Sipov/PR), do Mapa, foram os responsáveis pelas análises iniciais.

De acordo com a pasta, a adulteração, como a identificada no caso, representa uma infração grave e compromete a saúde animal e vegetal, além de gerar prejuízos econômicos e à imagem do país. “A ocorrência ressalta a importância da fiscalização contínua para a manutenção da credibilidade do agronegócio brasileiro”, diz o Ministério, em nota.

De acordo com o chefe do Sipov/PR, Fernando Mendes, a iniciativa partiu do Ministério Público Federal (MPF) e visa coibir práticas fraudulentas em exportações de granéis, garantindo que o Brasil mantenha seu status de fornecedor confiável e seguro no mercado mundial.

Segundo ele, as investigações continuam para determinar a extensão das irregularidades, identificar a organização criminosa envolvida e apurar os responsáveis pela tentativa de fraude.

Historicamente, e conforme as normas do Mapa, cargas adulteradas como esta são destinadas a um aterro sanitário.



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Exportações superam US$ 14 bilhões em junho de 2025


A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,2 bilhão na segunda semana de junho de 2025, conforme dados divulgados nesta segunda-feira (16) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC). A corrente de comércio somou US$ 13,7 bilhões, com exportações de US$ 7,5 bilhões e importações de US$ 6,2 bilhões no período.

No acumulado do mês, as exportações somam US$ 14,52 bilhões e as importações, US$ 11,42 bilhões, resultando em saldo positivo de US$ 3,1 bilhões e corrente de comércio de US$ 25,94 bilhões. Desde o início do ano até a segunda semana de junho, as exportações totalizam US$ 151,45 bilhões, enquanto as importações chegam a US$ 123,9 bilhões. O superávit acumulado no ano é de US$ 27,5 bilhões.

Em relação à média diária, as exportações até a segunda semana de junho de 2025 foram de US$ 1,5 bilhão, representando crescimento de 1,1% frente ao mesmo período de 2024. As importações cresceram 1,9%, alcançando US$ 1,14 bilhão por dia útil. A corrente de comércio teve elevação de 1,5% em relação a junho do ano passado, com média diária de US$ 2,6 bilhões.

No recorte por setor, a Indústria de Transformação foi o destaque nas exportações, com crescimento de 8,7% em relação ao mesmo mês de 2024, somando US$ 7,76 bilhões. Já a Agropecuária e a Indústria Extrativa recuaram 6,7% cada, com exportações de US$ 3,59 bilhões e US$ 3,10 bilhões, respectivamente.

Entre os produtos com maior crescimento nas exportações, destacam-se frutas e nozes frescas ou secas (62%), café não torrado (34,4%) e sementes oleaginosas como girassol, gergelim e canola (751,4%). Na Indústria Extrativa, o gás natural teve alta expressiva, enquanto na Indústria de Transformação, cresceram as vendas de carne bovina (47,6%), veículos automóveis (100%) e ouro não monetário (100,2%).

Por outro lado, milho (-68,6%), soja (-9,8%) e algodão em bruto (-23,8%) puxaram para baixo as exportações da Agropecuária. Na Indústria Extrativa, os principais recuos vieram do minério de Ferro (-17,4%) e de Cobre (-67,4%). Já na Transformação, caíram as exportações de farelos de soja (-36,7%), açúcar (-15,1%) e aeronaves (-67,8%).

Nas importações, a Indústria de Transformação liderou com US$ 10,64 bilhões e alta de 3,3%. A Agropecuária subiu 1,9%, com US$ 0,24 bilhão, enquanto a Indústria Extrativa caiu 20,7%, somando US$ 0,47 bilhão.

Produtos como cevada (109,4%), centeio e aveia (801%) e látex natural (75,4%) puxaram o aumento nas importações agrícolas. Na Indústria Extrativa, destacaram-se pedra, areia e cascalho (58,9%) e linhita (115,1%). No setor de Transformação, cresceram as compras de medicamentos (25,9%), compostos químicos (40,1%) e autopeças (21,4%).

Entre os produtos com queda nas importações, estão trigo (-6,6%) e frutas frescas (-19,8%) na Agropecuária; carvão (-48,1%) e gás natural (-36,3%) na Indústria Extrativa; e veículos (-34,7%) e plataformas flutuantes (-87,3%) na Indústria de Transformação.





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veja como ficaram as cotações neste início de semana



O mercado físico do boi gordo iniciou a semana com preços acomodados. As escalas de abate ainda estão posicionadas entre cinco e sete dias úteis na média nacional.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a dificuldade de aquisição de animais, em especial dos mais jovens, remete a novos reajustes no curto prazo.

Somado a isso, as exportações seguem aceleradas no decorrer do mês de junho, com expectativa de uma temporada recorde, tanto em volume de carne bovina embarcada quanto em arrecadação.

  • São Paulo: R$ 322,25
  • Goiás: R$ 304,29
  • Minas Gerais: R$ 311,76
  • Mato Grosso do Sul: R$ 318,64
  • Mato Grosso: R$ 316,96

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresentou preços estáveis para a carne bovina nesta segunda-feira (16). “A expectativa é de menor propensão a reajustes durante a segunda quinzena do mês, período pautado por menor apelo ao consumo”, disse Iglesias.

O quarto traseiro segue no patamar de R$ 24,50 por quilo, o dianteiro ainda é cotado a R$
19,50, por quilo e a ponta de agulha se mantém no patamar de R$ 18,50, por quilo.

Exportação de carne de boi

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 634,462 milhões em junho (10 dias úteis), com média diária de US$ 63,446 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 117,246 mil toneladas, com média diária de 11,724 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.411,40.

Em relação a junho de 2024, houve alta de 47,6% no valor médio diário da exportação, ganho de 21,8% na quantidade média diária exportada e avanço de 21,2% no preço médio.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,96%, sendo negociado a R$ 5,4871 para venda e a R$ 5,4851 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4851 e a máxima de R$ 5,5375.



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Preços de soja não registram grandes novidades e apenas uma região tem alta nas cotações



O mercado brasileiro de soja teve um início de semana marcado por estabilidade nos preços e ritmo lento nos negócios. Segundo o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, mesmo com o dólar em queda e o óleo de soja disparando em Chicago, o grão não acompanhou totalmente o movimento. “Até houve alguns momentos de alta, mas leve e sem relevância”, comentou.

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Os prêmios se mantiveram firmes, mas o dia foi fraco em termos de comercialização. “Sexta-feira (13) a movimentação foi intensa, mas agora o mercado deu uma parada”, destacou o analista.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 131,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 132,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 136,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 129,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 135,00 pra R$ 135,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 118,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 120,00 pra R$ 119,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 120,00 pra R$ 119,00

Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), a soja fechou o dia em alta, puxada pelo forte avanço do óleo de soja. O movimento reflete o anúncio do aumento nos mandatos de biocombustíveis nos Estados Unidos para os anos de 2026 e 2027.

O grão acompanhou a tendência, mas os ganhos foram limitados por previsões de chuvas favoráveis às lavouras americanas e pelos números abaixo do esperado nos esmagamentos de maio.

Segundo a Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa), o esmagamento em maio ficou em 192,829 milhões de bushels, abaixo da expectativa de 193,519 milhões. Os estoques de óleo de soja também vieram menores que o previsto, reforçando o suporte ao mercado.

Contratos futuros de soja

O contrato julho da soja fechou estável em US$ 10,69 3/4 por bushel. A posição novembro encerrou com ganho de 5,75 centavos (0,54%), a US$ 10,60 1/2. No farelo, dezembro caiu 2,27%, cotado a US$ 296,30 por tonelada. Já o óleo de soja disparou 8,32%, encerrando o pregão a 55,45 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial fechou o dia em queda de 0,96%, cotado a R$ 5,4871 na venda e R$ 5,4851 na compra. Ao longo da sessão, a moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,4851 e a máxima de R$ 5,5375.



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Feijão tem alta de preço e atraso na colheita



Chuva atrasa colheita do feijão em Santa Maria




Foto: Pixabay

A colheita do feijão 2ª safra avança no Rio Grande do Sul, com percentuais variados entre as regiões administrativas da Emater/RS-Ascar. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (12), a regional de Frederico Westphalen já colheu 95% da área cultivada.

Na região de Ijuí, os trabalhos seguem paralisados e o índice de colheita permanece em 51%. Embora as lavouras estejam maduras, produtores recorreram ao uso de herbicidas dessecantes para uniformizar a maturação. Conforme o boletim da Emater, “as plantas começaram a demonstrar sinais de deterioração pela demora na colheita”.

Em Pelotas, a colheita foi concluída e os produtores agora se dedicam à comercialização da safra. Já na região de Santa Maria, aproximadamente 90% da área foi colhida. As precipitações registradas nos últimos dias, no entanto, dificultaram a conclusão das atividades.

Em relação aos preços, o levantamento semanal da Emater/RS-Ascar apontou alta de 10,21% na média estadual, com a saca de 60 quilos passando de R$ 185,00 para R$ 203,89. O boletim também destacou variações regionais: em Ijuí, o produto é comercializado a R$ 132,30; em Santa Maria, a média é de R$ 119,38; e em Pelotas, o valor atinge R$ 360,00.





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