quarta-feira, maio 20, 2026

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Thunder e Pacers se enfrentam com o olho na taça… e o pé no campo



As finais da NBA 2025 chegam ao seu ápice: após a vitória do Oklahoma City Thunder por 120‑109 no Game 5, o placar aponta 3‑2 e a equipe de Oklahoma está a uma partida do título. O embate decisivo será nesta quinta-feira (19), no Gainbridge Fieldhouse, em Indianapolis.


🏀 Okc x Indiana: quem são os finalistas

Thunder: defesa implacável e jovens talentos

O Thunder, time desse que vos escreve domina a série graças a uma defesa rigorosa — transformando erros da Pacers em 32 pontos após turnovers (erros de ataque) O armador Jalen Williams brilhou com 40 pontos no Game 5, acompanhado de Shai Gilgeous‑Alexander (31 pts, 10 ast) em mais uma noite de MVP. A dobradinha já soma 291 pontos nas finais, entre as maiores de duplas desde 1977.

Formado por jovens promissores como Chet Holmgren, Isaiah Hartenstein e mais experientes como Dort e Caruso, o Thunder terminou a temporada regular com 68–14, melhor campanha da liga.

Pacers: resiliência e energia do Interior

Os Indiana Pacers construíram sua trajetória nas finais da NBA com viradas impressionantes: foram cinco vitórias após estar em desvantagem de dois dígitos ao longo dos playoffs . Liderados por Pascal Siakam e Tyrese Haliburton, os Pacers ganharam reputação de “organized chaos” ofensivo. Porém, Haliburton voltou mancando e limitado a apenas 4 pontos em Game 5, sorte para OKC, azar para os Pacers.

Com campanha 50‑32 na temporada regular, os Pacers voltam a disputar as finais 25 anos depois (2000).


Oklahoma: soja, algodão e receita no campo

O Estado de Oklahoma destaca-se na produção agrícola dos EUA. Em 2023, foram mais de 3 milhões de toneladas de soja e 900 mil toneladas de algodão, gerando estimados US$ 8 bilhões em valor de produção.

A agricultura responde por cerca de 20% da economia estadual, empregando milhares e contribuindo para a segurança alimentar nacional.

Indiana: celeiro de milho e criação forte

Já Indiana figura entre os maiores produtores de milho e soja: cerca de 12 milhões de toneladas de milho e 4 milhões de soja em 2023, com receita superior a US$ 10 bilhões. A pecuária bovina e de frango também é robusta, com 6 milhões de cabeças de gado.


Cultura e economia: quando NBA encontra campo

A força do Thunder em Oklahoma reflete a disciplina do campo: uma boa defesa, plantio organizado, manejo criterioso — como um agricultor que monitora cada linha de plantio. Já os Pacers, vindos de Indiana, são mais adaptáveis, prontos para reagir a condições adversas — como um produtor que enfrenta estiagens ou pragas, ajustando estratégias no meio da safra.

Com Game 6 na casa dos Pacers, o clima será de pressão. Um cenário parecido com colheita em campo: ou o produtor protege o que cultivou até agora, ou corre o risco de perder tudo no último momento.


⏳ Que jogo nos espera nesta quinta?

  • Thunder: fortíssimos em casa (35‑6). No campo do adversário, podem se proteger com a defesa e controlar a posse de bola.
  • Pacers: jogam bem em solo caseiro (29‑11 nos playoffs); a equipe busca o empate para forçar o decisivo Game 7.
  • Agricultura em jogo: técnicas de manejo (defesa), conhecimento do ambiente (home advantage), resiliência e capacidade de reação — o que veremos em quadra ecoa no campo.

🔚 Final em aberto: o futuro começa na quinta

O que as estatísticas mostram: equipes que vencem Game 5 com placar empatado 2‑2 ganham o título 74% das vezes; com 3‑2, essa chance sobe para 82%. Portanto, o Thunder é favorito, como se um time de meio da tabela para baixo do Brasileirão fosse campeão.

Onde assistir

A final da NBA acontece nesta quinta, às 21h30, e terá transmissão na ESPN2 e Disney+.



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Ureia em alta exige planejamento de compra



“Profecias são impossíveis de serem feitas”



"Profecias são impossíveis de serem feitas"
“Profecias são impossíveis de serem feitas” – Foto: Canva

O mercado de fertilizantes nitrogenados, especialmente a ureia, tem enfrentado grande volatilidade nos preços globais, o que impacta diretamente o planejamento e os custos dos produtores rurais brasileiros. Em um cenário de oscilações expressivas, entender o momento certo para a compra dos insumos se torna fundamental para garantir a rentabilidade nas lavouras.

Segundo Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, o mercado global de ureia ainda busca uma direção clara. Recentemente, algumas companhias retomaram a precificação do nitrogenado no mercado doméstico brasileiro, mas a variação de preços continua bastante grande, dificultando a definição de um patamar médio estável. De acordo com Souza, a ureia subiu mais de US$ 50 por tonelada com facilidade, chegando a aumentos de até US$ 80 por tonelada em algumas ofertas observadas em relação à semana anterior.

Diante dessa volatilidade, o analista destaca a importância do planejamento na hora da compra. Ele relata uma análise recente feita comparando o momento da compra de insumos entre dois produtores: um que fez a aquisição do cloreto em novembro de 2024 e do MAP (fosfato monoamônico) em fevereiro deste ano, e outro que está comprando agora para a safra de soja 2025/26. A diferença de custo chegou a 1,3 saca por hectare, um valor que pode parecer pequeno, mas que, multiplicado por grandes áreas, representa um impacto significativo na rentabilidade.

“O número parece pequeno, mas quando colocamos isso em cifras e multiplicamos por áreas de grandes proporções, vemos o quanto isso faz a diferença no principal, que é a rentabilidade. Profecias são impossíveis de serem feitas, entretanto, o que podemos fazer é sempre manter a razão na hora de tomar a decisão”, concluiu.

 





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Indústria de etanol de milho deve registrar margem de até 34,7% em 25/26, diz consultoria


A disparada do preço do milho no início de 2025, em meio a dúvidas sobre as condições climáticas e maior demanda no mercado interno, chegou a “apertar os cintos” das usinas de etanol até abril.

Contudo, este cenário deverá ser diferente e mais promissor ao longo da safra 25/26, estima a consultoria Datagro.

De acordo com balanço da empresa, por conta da perspectiva de uma maior safra de milho inverno, e às vésperas do início das operações de colheita, o preço do cereal na região de Sorriso, em Mato Grosso, já caiu 37% em um mês para R$ 41 a saca.

A expectativa da consultoria é de que a produção total de milho cresça de 122,05 milhões de toneladas em 2023/24 para 132,68 milhões de toneladas em 2024/25.

“Com a equalização das condições de oferta e demanda no balanço doméstico, ainda que acompanhada pela expectativa de aperto nos estoques finais, o mercado de milho deverá apresentar uma acomodação dos preços nos próximos meses, dando fôlego à operação das usinas de etanol de milho”, diz a Datagro, em nota.

Margens positivas do etanol após baixas

margem média de produção de etanol de milhomargem média de produção de etanol de milho
Foto: Divulgação

Em razão do contexto de firmeza dos preços do etanol e do DDGS, conforme estimativa da Datagro, hoje a indústria de etanol de milho voltou a operar com margens positivas, em torno de 19%, após três meses consecutivos de sangrias na geração de caixa do setor. “E o horizonte para a indústria ainda deverá ser positivo até o final da safra 25/26”, projeta.

De acordo com a consultoria, a probabilidade de aumento da mistura de etanol anidro na gasolina, de 27% para 30%, e as vendas mais resilientes de etanol hidratado nos postos de combustíveis têm dado maior sustentação aos preços do etanol.

“A projeção da Datagro é de que o preço médio do etanol hidratado em Paulínia, São Paulo, em 2025/26 deverá ficar em torno de 5% maior do que a média de 2024/25.”

Preços do DDGS

Conforme a análise, em paralelo a isso, os preços do DDGS já mostraram maior firmeza nos últimos dias em função da forte demanda interna e do aquecimento das exportações – após cair para R$ 1.150 a tonelada no início do ano, o preço médio do DDGS em Mato Grosso subiu para R$ 1.300 a tonelada nesta semana, em direção oposta ao comportamento dos preços do milho.

“Como resultado, a margem média da indústria de etanol de milho no Brasil poderá variar de 19% a 34,7% ao longo da safra 2025/26, contra uma média de 9,8% em 2024/25. Caso este cenário se materialize, o setor deverá manter o apetite pela construção de novas plantas nos próximos anos.

Conforme recente mapeamento realizado pela Datagro, a produção de etanol de milho no Brasil poderá saltar de 8,20 bilhões de litros em 2024/25 para 18,4 bilhões de litros em 2033/34.



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‘Cogumelos da Gi’ aposta na agroindústria e mira exportação


Em São Lourenço da Serra, uma cidade charmosa, a 58 km de São Paulo, com pouco menos de 16 mil habitantes, existe uma história bem bacana de uma produtora rural que rompe barreiras e começa a ganhar espaço no empreendedorismo. 

Gisele de Camargo, produtora, sócia-proprietária da empresa ‘Cogumelos da Gi’, trilha um caminho de resiliência, transformação e inovação dentro do agronegócio. 

Tudo começou de forma simples: Gisele e o marido cultivavam cogumelos shimeji na cidade, atendendo principalmente o mercado local.

“A gente produzia umas 5 toneladas por mês. Além de vender direto, a gente também fornecia para pequenos produtores que complementavam suas entregas com os nossos cogumelos”, lembra ela.

portfólio diversificado à base de cogumelos
Portfólio diversificado à base de cogumelos. Foto: Arquivo Pessoal

Virada de chave na pandemia

Mas aí veio a pandemia e, como para muita gente, os desafios bateram forte. Com dificuldade para escoar os cogumelos frescos, era preciso se reinventar — e rápido. 

Foi assim, que surgiu a ideia de transformar os cogumelos: “começamos a desenvolver produtos à base de cogumelos. Hoje temos um portfólio diversificado com antepastos, hambúrguer, churrasco, almôndega e outros itens”, explica Gisele. 

Nesse processo, ela e o marido tiveram o apoio do Sebrae. “O Sebrae foi fundamental. Ajudou muito na estruturação do negócio e na melhoria dos produtos.”

Com o tempo, eles perceberam que vender cogumelos frescos não era mais tão viável financeiramente. Foi então que veio uma nova decisão: encerrar a produção própria e começar a comprar de pequenos produtores da região.

“Assim como já me ajudaram lá atrás, agora eu faço questão de ajudar também. A gente fortalece a rede, mantém a produção viva no Vale do Ribeira e todo mundo cresce junto”, diz Gisele, cheia de orgulho dessa nova fase, empreendedora.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

A convite do Sebrae, Gisele já levou seus produtos para feiras e eventos de grande porte. Além disso, as conversas para exportação estão a todo vapor.

“Estamos conversando com o Sebrae e outras instituições para estruturar direitinho essa parte de exportação. Já temos conversas avançadas, inclusive com gente dos Estados Unidos”, revela.

Dessa forma, a meta está bem definida: colocar os produtos da empresa ‘Cogumelos da Gi’ nas prateleiras do mercado nacional e também mundo afora.

“A ideia que nasceu em São Lourenço da Serra, hoje quer conquistar o Brasil e o mundo. Abrir porteiras, com certeza”, finaliza a produtora com sorriso no rosto e cheia de esperança. 

Quer conhecer mais sobre essa história inspiradora? Acesse aqui e confira os detalhes dessa jornada cheia de sabor, coragem e muito empreendedorismo.



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Soja em alta na Bolsa de Chicago: Entenda


Segundo informações da TF Agroeconômica, a soja fechou em alta na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta terça-feira (17), impulsionada pelo leve atraso no plantio e pela piora nas condições das lavouras nos Estados Unidos. O contrato de julho, referência para a safra brasileira, subiu 0,40% ou 4,25 cents/bushel, encerrando a sessão a US\$ 1.074,00. 

Já o contrato de agosto teve valorização de 0,42% ou 4,50 cents/bushel, cotado a US\$ 1.076,25. No mercado de derivados, o farelo de soja para julho avançou 0,49% ou US\$ 1,4 por tonelada curta, fechando em US\$ 285,1, enquanto o óleo de soja recuou 0,58% ou US\$ 0,32/libra-peso, terminando a US\$ 54,79.

A alta registrada foi sustentada pela redução, por parte do USDA, de 68% para 66% na avaliação das lavouras em boas ou excelentes condições, resultado abaixo dos 70% observados em 2024 no mesmo período e da média de 68% projetada pelo mercado. O relatório semanal também apontou um ritmo de plantio ligeiramente abaixo do esperado, com 93% da área semeada, frente a uma expectativa de 95% pelos traders, 92% no ano passado e 94% na média dos últimos cinco anos.

Além dos fatores climáticos, uma venda adicional de 120 mil toneladas de farelo de soja ajudou a neutralizar parte da realização de lucros observada no óleo de soja, que acumulava alta de 11,91% desde o início do conflito entre Israel e Irã e com o apoio do aumento do uso de biodiesel nos EUA.

O mercado segue atento à evolução climática e ao impacto das chuvas nas regiões produtoras americanas, fatores determinantes para o desempenho dos contratos nas próximas sessões. A expectativa é de que novas atualizações do USDA e mudanças no cenário geopolítico continuem a trazer volatilidade para os preços da oleaginosa e seus derivados.

 





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feriado será de tempo instável em quase todo o país



As instabilidades que provocam o caos no Rio Grande do Sul tendem a continuar nesta quinta-feira (19) e devem se estender para Santa Catarina também. Confira a previsão deste feriado de Corpus Christi para todo o Brasil:

Sul

As instabilidades associadas à frente fria avançam sobre o estado de Santa Catarina ainda na madrugada, causando temporais – sobretudo no oeste catarinense. A chuva chega em Florianópolis entre o fim da tarde e o período da noite. O Rio Grande do Sul segue ainda com tempo bastante instável e as pancadas vêm a qualquer hora. No Paraná, as instabilidades devem permanecer restritas às áreas da metade sul e leste.

Sudeste

Calor volta a ser destaque em boa parte de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais – ainda com dia marcado pela presença do sol e sem chuva. No Espírito Santo, as pancadas de chuva ainda caem ao longo do dia na faixa litorânea. A umidade relativa do ar (URA) segue baixa em áreas interioranas.

Centro-Oeste

Instabilidades voltam a avançar sobre o extremo sul de Mato Grosso do Sul, com condições para pancadas de chuva com fraca a moderada intensidade no período da tarde. Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal seguem com tempo firme e predomínio de ar seco. Cuiabá deve contar com máximas na ordem de 35°C.

Nordeste

Tempo segue instável entre o leste e litoral da Bahia e o litoral do Rio Grande do Norte, mas a chuva começa a perder expressão – variando entre fraca a moderada intensidade. O interior da região segue seco e quente. As instabilidades voltam a se espalhar mais sobre a costa norte, entre o litoral do Maranhão e do Ceará.

Norte

Tempo segue bastante instável, mas a chuva perde expressão no Amazonas e no norte do Pará. Amapá e Roraima ainda seguem com expectativa de pancadas mais fortes. Tocantins, Acre e Rondônia têm predomínio de tempo firme e dia marcado pelo aumento das temperaturas.

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Sul retoma comercialização da soja


O estado do Rio Grande do Sul retoma ritmo normal de comercialização da soja após avanço pontual nas vendas, de acordo com informações da TF Agroeconômica. “Não temos mais mercado indicando preços no junho. A precificação mudou para o julho, e os preços foram R$ 134,50 para 15/07 (entregas 20/06 a 10/07) e R$ 138,30 para 30/07 (entregas de 15/07 a 30/07). Melhores preços estão para o agosto, que marcou R$ 143,50 entrega agosto cheio e pagamento em 29/08”, comenta.

Santa Catarina conclui colheita da soja com avanço na safra de inverno e atenção à logística. “Não foram encontradas informações atualizadas sobre as condições de frete ou a capacidade de armazenagem em Santa Catarina, mas o estado projeta crescimento expressivo na safra de inverno 2025/26, com destaque para a cevada. Esse cenário sinaliza uma dinâmica agrícola mais intensa, que exigirá atenção redobrada à infraestrutura logística para garantir o bom escoamento das próximas safras. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 134,06”, completa.

Paraná finaliza colheita da soja e aposta em infraestrutura para enfrentar pressão logística. “Apesar da ausência de dados específicos sobre fretes, a pressão nacional no setor é um desafio constante, exigindo soluções locais para garantir competitividade. Em Paranaguá, o preço chegou R$ 133,28. Em Cascavel, o preço foi 119,22. Em Maringá, o preço foi de R$ 121,44. Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 119,47 por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$134,26. No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 130,00”, indica.

Com colheita encerrada, Mato Grosso do Sul enfrenta pressão logística e aposta em armazenagem. “Sem estoques bem distribuídos e estruturas adequadas, os produtores enfrentam maiores dificuldades para negociar em melhores condições e proteger suas margens. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 117,30, Campo Grande em R$ 117,30 (-0,65%), Maracaju em R$ 117,30, Chapadão do Sul a R$ 113,59 (+1,40%), Sidrolândia a em R$ 117,30”, informa.

Déficit de armazenagem impõe desafios à comercialização no Mato Grosso. “Campo Verde: R$ 112,89(-0,08%). Lucas do Rio Verde: R$ 110,03(-2,61%), Nova Mutum: R$ 110,03. Primavera do Leste: R$ 112,89. Rondonópolis: R$ 112,89. Sorriso: R$ 110,03”, conclui.

 





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Atraso na colheita eleva milho na B3


Segundo informações da TF Agroeconômica, o milho negociado na B3 encerrou a segunda-feira em alta, impulsionado pelo atraso na colheita e no programa de exportação brasileiro. O relatório semanal da Conab apontou avanço de apenas 3,9% na colheita da safrinha, ritmo abaixo dos 13,1% do mesmo período de 2024 e da média de 8,4% dos últimos cinco anos. Além disso, as exportações seguem lentas: em maio, houve queda de 90,6% em relação ao ano anterior, e nos primeiros 10 dias de junho, o volume embarcado foi apenas 7,8% do registrado no mesmo período de 2024.

Esse cenário reforça a importância de um volume mínimo de exportações para equilibrar os estoques internos e manter a paridade de preços com o mercado internacional. Na B3, os principais contratos futuros de milho fecharam em alta: julho/25 foi negociado a R\$ 62,87 (+R\$ 0,46 no dia), setembro/25 a R\$ 67,61 (+R\$ 0,30), embora ambos ainda apresentem queda acumulada na semana.

No mercado internacional, o milho na Bolsa de Chicago (CBOT) fechou misto nesta terça-feira. O contrato de julho, referência para a safra de verão brasileira, recuou 0,75% ou \$ 3,25 cents/bushel, cotado a \$ 431,50. Já o contrato de setembro, usado como referência para a safrinha, avançou 0,95% ou \$ 4,00 cents/bushel, encerrando a \$ 423,75.

Essa variação foi motivada pela combinação de fatores: ajustes na safra antiga, alta expressiva do trigo e a expectativa de maior demanda por etanol, em meio ao agravamento das tensões entre Israel e Irã. A lentidão na colheita brasileira e o ritmo fraco das exportações também ajudaram a sustentar as cotações da nova safra.

 





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Confira o que acontece no mercado de milho


O mercado de milho segue lateralizado no Rio Grande do Sul, com negócios pontuais, de acordo com informações da TF Agroeconômica. “A referência permanece em R$ 66,00 em Santa Rosa e Ijuí, R$ 67,00 em Não-Me-Toque, R$ 68,00 em Marau e Gaurama, R$ 69,00 em Seberi e R$ 70,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro. As indicações para o interior em junho oscilam entre R$ 66,00 e R$ 68,00, mas os vendedores continuam firmes nas pedidas e evitam fechar negócio nos níveis atuais. O preço de pedra em Panambi segue em R$ 61,00 por saca”, comenta.

Safra recorde em Santa Catarina contrasta com mercado ainda travado. “No Planalto Norte, os produtores insistem em R$ 82,00 por saca, enquanto as ofertas não passam de R$ 79,00. Em Campos Novos, o cenário é ainda mais discrepante: os pedidos variam entre R$ 83,00 e R$ 85,00, mas os compradores não ultrapassam R$ 80,00 CIF, mantendo o mercado totalmente desalinhado. A comercialização segue emperrada apesar do excelente desempenho das lavouras”, completa.

A colheita travada no Paraná mantém o mercado lento. “Nos Campos Gerais, o milho disponível é ofertado a R$ 76,00 por saca FOB, com registros pontuais de pedidos a R$ 80,00, mas as ofertas CIF para junho seguem em R$ 73,00, voltadas especialmente à indústria de rações. No campo, a colheita da segunda safra continua praticamente paralisada”, indica.

Liquidez baixa persiste em Mato Grosso do Sul, mesmo com recuperação em algumas regiões. “As cotações mais recentes confirmam esse cenário: R$ 50,60 em Dourados, R$ 53,00 em Campo Grande, R$ 54,00 em Sidrolândia, R$ 53,00 em Maracaju e R$ 46,59 em Chapadão do Sul, que se recupera após sofrer forte queda na semana anterior. Com a colheita da segunda safra ainda em ritmo lento, a oferta segue restrita, impedindo avanço significativo nas comercializações”, conclui.

 





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Mercado de trigo enfrenta desafios


Segundo a TF Agroeconômica, o mercado de trigo no Sul do Brasil enfrenta desafios significativos para a safra de 2025, especialmente no Rio Grande do Sul. Embora a Emater projete uma área de 1,19 milhão de hectares, cooperativas, cerealistas e produtores estimam um máximo de 1 milhão de hectares. A baixa adubação de base e as chuvas excessivas que atrasaram o plantio indicam uma produção entre 3,0 e 3,3 milhões de toneladas, o que pode reduzir a projeção nacional da Conab em até 1 milhão de toneladas. Além disso, houve descarte de sementes, sinalizando uma redução de 65% no uso planejado.

No mercado disponível, a comercialização está praticamente paralisada, sem negócios futuros ou novas demandas. Os moinhos consideram o preço de referência futuro de R$ 1.330,00 em Rio Grande elevado, enquanto a farinha não apresenta reação no mercado. O volume disponível no estado para negociação gira entre 320.000 e 370.000 toneladas. Na exportação, o valor para dezembro recuou para R$ 1.280,00, refletindo a pouca presença dos moinhos. O preço da pedra em Panambi se manteve em R$ 70,00 a saca.

Em Santa Catarina, o mercado continua lento, dependendo do escoamento da farinha. Os moinhos indicam preços entre R$ 1.420,00 e R$ 1.430,00 CIF, enquanto sobra de semente é negociada a R$ 1.500,00 FOB. O trigo gaúcho chega ao estado entre R$ 1.480,00 e R$ 1.500,00 CIF. A Conab já apontou redução de 6,3% na produção local, apesar de ligeiro aumento de área. Os preços da pedra mantiveram estabilidade, variando entre R$ 75,00 e R$ 80,00 a saca, conforme a região.

No Paraná, o mercado segue travado, com vendedores buscando valores acima de R$ 1.550,00/t FOB, mas compradores ofertando R$ 1.500,00 CIF para julho e outubro. A forte presença de trigo importado, especialmente argentino, pressiona os preços, com oferta de US$ 275-278/t em Paranaguá. A média da pedra recuou 0,70% na semana, para R$ 78,70, ainda garantindo um lucro médio de 7,03% ao produtor, segundo o Deral.

 





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