quarta-feira, maio 20, 2026

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Mapa realiza operação contra entrada irregular de produtos no RS



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou, nesta sexta-feira (20), que realizou uma operação para coibir a entrada ilegal de produtos agropecuários no Noroeste do Rio Grande do Sul. A Operação Ronda Agro LXXXIX, coordenada pelo Programa Vigifronteiras, foi executada nos municípios de Santa Rosa e Três Passos e resultou na apreensão de 51 toneladas de soja, 12 toneladas de cebola e quase dois mil litros de produtos similares a agrotóxicos sem registro.

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A fiscalização foi realizada de forma conjunta com a Brigada Militar, o Exército Brasileiro, a Polícia Federal, a Receita Federal, o Programa Sentinela (Seapi) e o Centro Integrado de Segurança Pública e Proteção Ambiental (CISPPA), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Durante a operação, foram vistoriados estabelecimentos rurais e terminais de grãos. Além dos produtos irregulares, também foram apreendidos um caminhão truck, um trator, um carretão e uma esteira elétrica usados no transporte da carga vinda ilegalmente da Argentina. O material foi encaminhado à Receita Federal, e o prejuízo aos infratores ultrapassa R$ 500 mil.

Segundo o Mapa, a operação visa proteger a saúde pública, a segurança alimentar e a sanidade agropecuária do país. “A atuação integrada nas fronteiras é fundamental para proteger a agropecuária nacional de riscos sanitários e econômicos”, afirmou Fabrício Pedrotti, diretor substituto de Serviços Técnicos do Mapa.

Para o major Anderson Machado, da Brigada Militar, a cooperação entre os órgãos fortalece a segurança pública e a legalidade nas regiões de fronteira. Já o major Salóes, do Comando Militar do Sul, destacou o papel da ação na proteção da soberania nacional e no combate às redes de ilícitos transnacionais.

As ações do Vigifronteiras fazem parte do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF) e seguem a Política Nacional de Fronteiras, respaldadas por decretos que autorizam a Secretaria de Defesa Agropecuária a atuar na prevenção e repressão de crimes relacionados à produção e ao comércio agropecuário.



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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil discute parceria comercial com Honduras



Máquinas e café ganham destaque na pauta




Foto: Divulgação

O fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Honduras foi tema de uma reunião realizada nesta quarta-feira (18), em Brasília, entre o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e o ministro de Promoção de Investimentos de Honduras, Miguel Medina.

Entre os produtos com potencial para impulsionar a balança comercial estão café, frutos do mar, têxteis, máquinas e veículos. Segundo o secretário Márcio Elias Rosa, há um interesse crescente por parte das empresas brasileiras em ampliar o comércio e os investimentos com o país da América Central. “Queremos prosperar nesta parceria e desenvolver a complementariedade econômica, especialmente em áreas estratégicas como descarbonização e digitalização”, afirmou.

Atualmente, Honduras ocupa a 97ª posição no ranking de países com maior fluxo comercial com o Brasil. Em 2024, as exportações brasileiras para Honduras alcançaram US$ 205,4 milhões, com predominância de produtos da indústria de transformação, que representaram 95,1% do total embarcado, e da agropecuária, com 4,6%.

Do lado das importações, o Brasil comprou US$ 23,9 milhões em mercadorias de Honduras em 2024. As aquisições foram compostas por 65,9% de produtos diversos, 31,8% da indústria de transformação e 2,3% de itens do setor agropecuário.





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O que dificulta a adoção de práticas sustentáveis na sua propriedade? 


Na interatividade da semana, perguntamos: O que dificulta a adoção de práticas sustentáveis na sua propriedade? 

A enquete ficou bastante acirrada, com 49% dos votos o custo inicial muito alto é a maior dificuldade. “Esse é um desafio real, especialmente quando falamos de pequenas propriedades com menor acesso a crédito ou tecnologias. Muitos produtores têm receio de fazer investimentos sem ter certeza do retorno.” afirma analista do Sebrae, Carolina Moraes.

Seguido de 44% dos votos para falta de informação ou assistência técnica. Segundo a Carolina “a sustentabilidade na propriedade não depende apenas de investimentos financeiros. Muitas vezes, pequenas mudanças no manejo, no uso da água, do solo ou na diversificação da produção já trazem benefícios ambientais e econômicos”.

Já o medo de reduzir a produtividade ficou com 7% dos votos. “Esse receio é compreensível, mas o que a experiência tem mostrado é que, no médio e longo prazo, práticas sustentáveis tendem a melhorar a produtividade e a resiliência da propriedade”, conclui Moraes.

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Participe, envie sua opinião e ajude a construir pautas ainda mais importantes para você, micro e pequeno empreendedor rural.

A resposta da pergunta da semana vai ao ar todo sábado no canal do YouTube do Canal Rural.

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Geadas comprometem qualidade da mandioca



Santa Rosa registra impactos do frio




Foto: Canva

A colheita da mandioca segue em ritmo acelerado na região administrativa de Soledade, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (18) pela Emater/RS-Ascar. Os agricultores intensificam o trabalho de seleção e armazenamento das ramas, que serão utilizadas na multiplicação das plantas no próximo ciclo.

Em busca de garantir mudas mais resistentes, muitos produtores têm adquirido material de regiões livres de contaminação por bacterioses. No entanto, o cenário de mercado tem pressionado os preços. Em Mato Leitão, a caixa de 22 quilos é comercializada entre R$ 20,00 e R$ 25,00, com tendência de novas quedas, segundo o boletim da Emater.

Na região de Santa Rosa, os efeitos do frio intenso começam a impactar o desenvolvimento da cultura. O informativo destaca que a mandioca, por ser uma planta de origem tropical, tem sua atividade metabólica reduzida com as temperaturas baixas, o que limita o crescimento e a fotossíntese.

Nas áreas da Fronteira Noroeste e das Missões, as temperaturas chegaram a 5°C ou menos em alguns momentos, o que aumentou o risco de geadas leves. Os técnicos alertam que as geadas podem causar danos nas folhas e nos ramos, além de endurecer a casca e reduzir a qualidade da raiz, o que compromete a produtividade futura.

Apesar das temperaturas baixas, o tempo seco tem contribuído para manter o solo firme. Essa condição tem favorecido os tratos culturais e ajudado a prevenir doenças fúngicas.





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Exportações do agro mineiro crescem 24% no acumulado de 2025


Minas Gerais registrou um avanço de 24% nas exportações do agronegócio entre janeiro e maio de 2025, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Segundo dados da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o valor total embarcado chegou a US$ 8,4 bilhões. Apesar da queda de 5,2% no volume exportado, que somou 6,9 milhões de toneladas, a valorização dos preços internacionais compensou a redução física.

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora do estado. As vendas externas da commodity alcançaram US$ 4,8 bilhões, o que representa um crescimento de 67,2% em valor. Segundo a Seapa, a alta nos preços internacionais foi decisiva para o resultado, mesmo com uma queda de 5,5% no volume embarcado, reflexo da menor oferta interna e de dificuldades logísticas.

O setor de carnes também apresentou desempenho positivo. As exportações totalizaram US$ 680,4 milhões, com aumento de 17,1% no valor e de 7,1% no volume. A carne bovina foi a principal responsável pela alta, com crescimento de 17,2% em receita e 5,1% em quantidade. A carne de frango respondeu por 23,5% da receita das carnes exportadas, movimentando US$ 159,7 milhões, com elevações de 8,6% em valor e 3,9% em volume.

O complexo soja, por outro lado, registrou queda de 9,2% em valor, atingindo US$ 1,6 bilhão, enquanto o volume permaneceu estável em 4 milhões de toneladas. Segundo a Seapa, o recuo nos preços foi influenciado pelo aumento global dos estoques e pela redução dos prêmios de exportação.

Alguns produtos registraram crescimento expressivo, como os ovos, com alta de 674,8% em valor exportado, além dos produtos apícolas, que cresceram 90,5%. Os cereais, com destaque para o milho, tiveram aumento de 89,4%, e os queijos avançaram 25,4%. Para a Seapa, os dados demonstram a ampliação da presença mineira em novos mercados consumidores.

O setor sucroalcooleiro enfrentou retração. As exportações somaram US$ 487,1 milhões, com queda de 35,4% em valor e 29,7% em volume. O açúcar de cana respondeu por US$ 461,2 milhões, com recuo de 36,1%, enquanto o álcool registrou baixa de 22,3%. Os produtos florestais também fecharam o período com queda de 3%, totalizando US$ 465,7 milhões exportados.





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Milho: como evitar a giberela



“A giberela é uma doença grave que ataca principalmente as espigas do milho”



“A giberela é uma doença grave que ataca principalmente as espigas do milho"
“A giberela é uma doença grave que ataca principalmente as espigas do milho” – Foto: Nadia Borges

A giberela, causada pelo fungo Fusarium graminearum, é uma doença preocupante que compromete principalmente as espigas de milho, sobretudo em períodos de alta umidade e chuvas durante a fase de floração, alerta a engenheira agrônoma Milena Barros. O problema vai além da perda de produtividade: a contaminação dos grãos por toxinas como zearalenona e deoxinivalenol (DON) pode torná-los impróprios para o consumo humano e animal.

“A giberela é uma doença grave que ataca principalmente as espigas do milho, causada por um fungo chamado Fusarium graminearum. Ela aparece, principalmente, em períodos chuvosos e úmidos durante a floração”, comenta.

Entre os sinais mais comuns estão espigas com aspecto de apodrecimento, iniciando pela ponta, grãos esbranquiçados ou rosados, presença de micélio visível de cor rosada e deformações que deixam os grãos mais leves e murchos. Esse quadro impacta diretamente na qualidade final da colheita e na rentabilidade do produtor.

Para reduzir os riscos de ocorrência, Milena Barros recomenda adotar algumas medidas preventivas: optar por sementes de cultivares com maior resistência à doença, fazer rotação de culturas — como alternar o milho com soja — e manejar adequadamente os restos de palhada e espigas deixados no campo, que servem de abrigo para o fungo.

Além disso, o monitoramento constante das condições climáticas e a aplicação de fungicidas, se indicados por um técnico, são práticas que reforçam o controle da giberela. Dessa forma, é possível proteger a lavoura, assegurar grãos de melhor qualidade e evitar prejuízos maiores. As informações foram divulgadas no LinkedIn.

 





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Produção de milho do Zimbábue deve dobrar



As importações de milho devem recuar 300 mil toneladas



As importações de milho devem recuar 300 mil toneladas
As importações de milho devem recuar 300 mil toneladas – Foto: Leonardo Gottems

A produção de milho no Zimbábue deve mais que dobrar no ano comercial de 2025-26, impulsionada por condições climáticas mais favoráveis, segundo relatório do Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. A estimativa é de que a colheita alcance 1,3 milhão de toneladas, superando amplamente as 635 mil toneladas registradas no ciclo anterior, prejudicado pela seca. O FAS destacou que o desempenho desta safra foi favorecido por um padrão climático La Niña mais intenso na segunda metade do período produtivo.

Com a recuperação da produção, as importações de milho devem recuar 300 mil toneladas em comparação ao ano anterior, totalizando 1 milhão de toneladas em 2025-26. Apesar dessa redução, o volume segue elevado em termos históricos, já que a demanda doméstica é projetada em 2,2 milhões de toneladas, um acréscimo de 8% sobre o consumo de 2024-25. Grande parte das compras externas continuará vindo da África do Sul, que deverá ter cerca de 1,5 milhão de toneladas disponíveis para exportação nesse mesmo período.

Embora o milho seja o principal grão cultivado no Zimbábue, os agricultores locais enfrentam diversos obstáculos, ressalta o FAS. A produção é dominada por agricultores comunitários, responsáveis por 60% da área plantada, mas que respondem por menos de 40% do volume total, devido à baixa produtividade das lavouras.

Segundo o FAS, mais de 90% da produção depende exclusivamente das chuvas, já que o acesso a sistemas de irrigação ainda é muito limitado. Além disso, a capacidade de expansão da produção é contida por fatores macroeconômicos adversos e pelo alto custo de insumos, como combustível e fertilizantes, o que restringe a competitividade e a eficiência do setor agrícola do país.

 





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Soja e palma reagem a novas metas de biocombustíveis



No caso do óleo de soja, a reação veio com força



No caso do óleo de soja, a reação veio com força
No caso do óleo de soja, a reação veio com força – Foto: Divulgação

Impulsionado pela divulgação das metas oficiais para combustíveis renováveis nos Estados Unidos, o mercado de óleos vegetais encerrou a última semana em forte alta, segundo informações da StoneX. A proposta da Agência de Proteção Ambiental (EPA) definiu os Renewable Fuel Obligations (RVOs) para 2026 e 2027, animando investidores e elevando as cotações do óleo de soja e da palma.

No caso do óleo de soja, depois de uma semana de estabilidade, a reação veio com força na sexta-feira, dia da publicação do documento oficial. O contrato para julho de 2025 encerrou com valorização de 6,5%, cotado a US¢ 50,6 por libra-peso. Nesta segunda-feira (16), o movimento de alta se intensificou: o óleo de soja operava no final da manhã a cerca de US¢ 54,45/lb, representando um avanço de mais de 7% e atingindo o maior valor para o primeiro vencimento desde outubro de 2023.

Já o mercado de óleo de palma teve comportamento misto. Apesar de ter operado pressionado durante boa parte da semana, devido à confirmação de aumento na produção e nos estoques na Malásia, o produto foi beneficiado na sexta-feira pelas altas do petróleo, em meio à escalada do conflito entre Israel e Irã. Com isso, o óleo de palma reverteu parcialmente as perdas e fechou a semana com leve queda de apenas 0,2%, com o contrato de agosto de 2025 a USD 925,5 por tonelada.

Na madrugada desta segunda-feira, o óleo de palma acompanhou o rally do óleo de soja na CBOT e registrou alta expressiva de 4,6%. Analistas avaliam que a tendência de curto prazo deve seguir atrelada às expectativas para o mercado de energia e aos desdobramentos geopolíticos, além dos fundamentos de produção no Sudeste Asiático.

 





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Manchas brancas? Cuidado com o Oídio!



Os primeiros sinais do oídio costumam ser manchas esbranquiçadas



Os primeiros sinais do oídio costumam ser manchas esbranquiçadas com aspecto pulverulento
Os primeiros sinais do oídio costumam ser manchas esbranquiçadas com aspecto pulverulento – Foto: Nadia Borges

O oídio é considerado um inimigo silencioso da produtividade na cultura da soja, exigindo atenção redobrada dos produtores, segundo Isabella Rasteiro Góes, Assistente de Casa de Vegetação na TMG – Tropical Melhoramento & Genética. Essa doença fúngica, causada pelo Microsphaera diffusa, é frequente em lavouras expostas a clima seco e temperaturas amenas, entre 18°C e 28°C, associando-se a baixa umidade e alta densidade de plantas.

Os primeiros sinais do oídio costumam ser manchas esbranquiçadas com aspecto pulverulento, principalmente nas folhas mais velhas, conhecidas como baixeiras. Se não houver monitoramento e manejo adequado, essas lesões evoluem para desfolha precoce, redução do vigor da planta e comprometimento do enchimento dos grãos, resultando em perdas significativas na produtividade.

Para prevenir e combater o avanço da doença, Isabella destaca algumas práticas essenciais: utilizar cultivares com resistência genética ao fungo, adotar aplicações de fungicidas tanto preventivos quanto curativos e ajustar o espaçamento das plantas para garantir melhor ventilação na área. Além disso, o monitoramento frequente é indispensável para detectar precocemente os focos da doença e agir de forma eficaz.

Caso o oídio não seja controlado a tempo, os prejuízos podem comprometer o rendimento por planta e impactar diretamente a rentabilidade do produtor. Portanto, conhecer as condições favoráveis ao desenvolvimento do fungo e manter uma rotina de manejo integrado são estratégias fundamentais para preservar o potencial produtivo da lavoura de soja. As informações foram publicadas no LinkedIn.

 





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o novo Egito é aqui


Na Bíblia, as sete pragas do Egito foram um castigo divino. No Brasil de hoje, as sete pragas do agro são resultado de decisões políticas desastrosas — mas com impacto quase tão trágico quanto.

Troque o faraó por Brasília, e as consequências continuam sendo sentidas por milhões de produtores. Abaixo, a comparação — não tão fictícia assim — entre o que o Egito sofreu e o que o campo brasileiro enfrenta.

1. A água virou sangue — aqui, virou juro
No Egito, o Nilo ficou inservível. No Brasil, o crédito secou. A água vital para o agronegócio chama-se financiamento — e essa virou um veneno com os juros nas alturas. Enquanto o produtor precisa plantar hoje para colher amanhã, o governo faz de tudo para tornar esse amanhã inviável com taxas que drenam qualquer lucro possível.

2. As rãs invadiram tudo — aqui, é a burocracia que salta de todo canto
No Egito, rãs pulavam até na cama do faraó. No Brasil, o produtor é soterrado por uma papelada que só cresce. CAF, CAR, SIF, DAP, QR Code na nota fiscal, cadastro ambiental e uma sopa de letrinhas que parece feita para engolir o tempo de quem deveria estar no campo, não no cartório.

3. Piolhos — hoje, são os impostos que grudam e não largam
Não adianta lavar, reclamar ou raspar. No Egito, era infestação. No Brasil, é carga tributária. O agro paga, paga e paga — mas quando precisa de infraestrutura, seguro ou apoio, ouve que “o país tem outras prioridades”.

4. Moscas — aqui, são os cortes no seguro rural e no Proagro
As moscas no Egito incomodavam, sujaram, tiravam a paz. Aqui, a praga vem em forma de canetaço. O produtor planta com risco climático altíssimo, mas vê o seguro rural e o Proagro levarem tesourada todo ano. “Estamos contingenciando”, dizem em Brasília, enquanto o produtor reza por falta de chuva ou por excesso, veja o Rio Grande do Sul .

5. Peste nos animais — no Brasil, é falta de logística para escoar produção
No Egito, o rebanho morreu. Aqui, o boi engorda, mas não tem estrada. A soja fica no silo esperando um caminhão que atola. A cana apodrece sem escoamento. A peste moderna se chama infraestrutura precária, e ela mata a competitividade do agro brasileiro com a mesma eficiência de um vírus.

6. Úlceras — aqui, são as feridas abertas por promessas não cumpridas
No Egito, eram feridas físicas. No Brasil, são políticas. Todo Plano Safra vem com manchetes grandiosas, mas ao abrir o pacote, o produtor descobre que o crédito não chega, o juro não cabe, o seguro foi cortado e o apoio à comercialização ficou no PowerPoint. Só resta a cicatriz da frustração.

7. Trevas — por aqui, é a cegueira ideológica de quem governa
A última praga mergulhou o Egito em escuridão. O Brasil está na penumbra de uma ideologia que trata o agronegócio como vilão, mesmo sendo o setor que salva a balança comercial, segura o PIB e bota comida no prato do brasileiro. O agro é gigante, mas o governo enxerga como se fosse um problema.

As sete pragas do agro brasileiro não vieram do céu — vieram do Estado. E, diferentemente do Egito antigo, não há Moisés pedindo liberdade ao faraó. Só produtores clamando por respeito, crédito acessível, infraestrutura e previsibilidade. Se o Brasil quiser continuar sendo o celeiro do mundo, é hora de parar de amaldiçoar quem planta, cuida e colhe.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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