quarta-feira, maio 20, 2026

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Índia bate recorde na produção de grãos



Já para o arroz, a produção de 2025-26 é estimada em 150 milhões de toneladas



Já para o arroz, a produção de 2025-26 é estimada em 150 milhões de toneladas
Já para o arroz, a produção de 2025-26 é estimada em 150 milhões de toneladas – Foto: USDA

A produção de grãos da Índia deve alcançar um marco histórico em 2024-25, com um volume recorde de 353,96 milhões de toneladas, quase 22 milhões de toneladas a mais que no ciclo anterior, impulsionada por colheitas excepcionais de arroz, trigo e milho. As informações são do Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O relatório também projeta que a produção de trigo e arroz continuará crescendo em 2025-26, beneficiada por previsões de monções acima da média.

Em 24 de maio de 2025, as chuvas de monções chegaram à costa de Kerala, no extremo sul do país, oito dias antes do habitual, configurando a chegada mais precoce em 16 anos e reforçando as expectativas de outra safra robusta. Para o trigo, estima-se um recorde de 117,5 milhões de toneladas em 2025-26, 4% acima dos 113,3 milhões de toneladas da safra anterior, graças ao plantio dentro do calendário ideal, condições climáticas favoráveis e ausência de pragas ou doenças relevantes durante o ciclo produtivo.

Apesar da abundância, o governo indiano mantém a cautela diante da escalada dos preços internos, atribuída à estocagem excessiva e à especulação do comércio privado. Como resposta, em 27 de maio, foram impostos limites de estoque de trigo válidos até 31 de março de 2026: 3.000 toneladas para comerciantes e atacadistas, 10 toneladas por ponto de venda para varejistas e até 70% da capacidade mensal instalada para processadores. 

Já para o arroz, a produção de 2025-26 é estimada em 150 milhões de toneladas, um leve aumento em relação aos 149 milhões do ciclo anterior. As exportações devem alcançar 25 milhões de toneladas, desde que não ocorram mudanças significativas na política de comércio e na competitividade de preços. Quanto ao milho, o volume projetado para 2025-26 é de 42 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo do recorde revisado de 42,6 milhões de toneladas em 2024-25, ainda assim garantindo ao país um patamar elevado de produção de grãos em escala global.

 





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Logísticas para fortalecer o escoamento da produção


Nesta terça-feira (17), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou de reunião na sede do Ministério dos Transportes, em Brasília, ao lado do ministro Renan Filho. O encontro teve como foco o andamento de obras logísticas prioritárias para os estados de Mato Grosso e Goiás, entre elas a conclusão da obra na Ponte de Luís Alves, na BR-080/GO/MT, e a pavimentação de trechos da BR-158/MT.

A Ponte de Luís Alves, localizada sobre o Rio Araguaia, é uma infraestrutura estratégica que conecta os estados de Goiás e Mato Grosso, dois polos relevantes da produção agropecuária nacional. Ao comentar o avanço das obras, o ministro Fávaro destacou a importância da ponte para o escoamento da produção agrícola da região. “O encabeçamento da ponte de Luís Alves é fundamental para a logística da região do Araguaia. Temos recebido boas notícias, como o avanço da pavimentação da BR-158, o destravamento do licenciamento da BR-242 e agora os progressos na BR-080. Enfim, a logística está chegando de forma eficiente ao estado de Mato Grosso”, afirmou Fávaro.

O ministro dos Transportes, Renan Filho, reforçou que a ponte faz parte dos principais projetos de integração do país. “Essa obra viabiliza um importante corredor logístico para a agricultura, reduzindo custos de transporte, melhorando a conectividade regional e aumentando a competitividade do setor produtivo. Ela está incluída no Novo PAC e representa um compromisso do Governo Federal com o desenvolvimento do país”, declarou.

Durante a reunião, o deputado federal José Nelto (GO) também destacou o impacto da infraestrutura para o agronegócio brasileiro, enquanto o senador Jayme Campos (MT) elogiou os investimentos realizados nas rodovias de Mato Grosso.

OBRAS

Além de ser um importante corredor rodoviário para o escoamento da produção agrícola de uma região reconhecida por sua força no agronegócio, a Ponte de Luís Alves contribui para o desenvolvimento socioeconômico local, melhora a conectividade, reduz custos logísticos e amplia a eficiência do transporte, beneficiando diretamente os produtores e a economia regional.

Mato Grosso é um dos maiores produtores de grãos do Brasil e a BR-158/MT é uma das principais rotas logísticas do estado, utilizada para o escoamento de safras de soja, milho e algodão tanto para outros estados quanto para exportação.





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Produtores de soja ‘seguram’ estoques em busca de melhores preços; como foi a semana no mercado?



A semana iniciou com forte volatilidade no mercado internacional, impulsionada pela alta significativa do óleo de soja em Chicago, que continuou sua escalada de preços iniciada na sexta-feira, acumulando um crescimento de aproximadamente 15%. Este movimento é reflexo direto do aumento nos mandatos de biocombustíveis para 2026 e 2027 nos Estados Unidos, decidido pela Agência de Proteção Ambiental do país.

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Ao elevar os mandatos de biocombustíveis para os próximos dois anos, a medida deve impulsionar a demanda por biodiesel, o que, por sua vez, pode levar a um aumento nos preços do derivado e, consequentemente, sustentar os preços da soja em grão.

Consultor comenta cenário da soja

Conforme o analista e consultor de Safras & Mercado, Rafael Silveira, o mercado apresenta um forte volume comprador no curto prazo, podendo buscar a região dos US$ 10,80 por bushel. “Contudo, este movimento não implica necessariamente em uma nova tendência de alta para o grão, visto que o avanço recente foi impulsionado principalmente pela valorização do óleo de soja”, destaca. “No grão, o mercado segue operando dentro de um range estreito de aproximadamente 40 centavos de dólar no curto prazo”, acrescenta.

A última resistência relevante está localizada na faixa dos US$ 10,80 por bushel. “As médias móveis, por sua vez, não oferecem sinalizações claras neste momento”, adverte o analista. Portanto, mesmo que no curto prazo o viés seja positivo, ainda não há uma tendência bem definida. “O mercado permanece lateralizado, com volatilidade pontual e sem direção firme”, frisa.

No mercado físico brasileiro, as negociações de grande volume foram escassas, com o dólar fraco prejudicando as cotações, enquanto os participantes aguardam oportunidades mais favoráveis. “A indústria tem dado um desacelerada nas compras, as tradings têm se mantido fora do mercado e produtor vem segurando os estoques para tentar melhores preços”, finaliza o consultor.



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exportações de milho crescem 573% no 1º quadrimestre


As exportações de milho de Minas Gerais registraram forte crescimento entre janeiro e abril de 2025. Segundo a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), o Estado embarcou 105 mil toneladas do grão, o que representa um aumento de 573% no volume em comparação com o mesmo período de 2024. Em valores, as vendas externas somaram US$ 32 milhões, alta de 34%.

A maior parte das exportações correspondeu ao milho classificado como cereal. Nesse segmento, os embarques alcançaram 101 mil toneladas, com receita de US$ 22 milhões, o que representa um avanço de 1.200% em relação ao ano anterior. As demais categorias de produtos à base de milho movimentaram cerca de US$ 10 milhões, com o envio de aproximadamente 3 mil toneladas.

Uberaba, no Triângulo Mineiro, foi o município com maior produção estadual de milho, conforme os dados mais recentes da Produção Agrícola Municipal (PAM) do IBGE. Em 2023, a cidade produziu 372,3 mil toneladas, o equivalente a 4,49% da produção de Minas Gerais.

O Brasil ocupa atualmente posição de destaque entre os maiores produtores mundiais de milho. No caso de Minas, além da relevância econômica, o produto também tem forte presença cultural, especialmente nas festas juninas. A tradição de celebrar o milho nesta época do ano remonta à colonização portuguesa, quando os agricultores, impossibilitados de cultivar trigo, adaptaram as celebrações para o milho.

A colheita no país costuma ocorrer em junho, coincidindo com as festas de São João. O ciclo tem início em março, com o plantio durante a semana de São José. O grão é ingrediente de diversos pratos típicos, como canjica, pipoca, bolo de milho e bolo de fubá. Além de tradicional na culinária, o milho é reconhecido por seu valor nutricional, sendo fonte de vitaminas A, C e E.





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Pesquisadores criam fertilizante sustentável com cama de aviário



Um novo fertilizante criado pela Embrapa combina cama de aviário e minerais, e foi idealizado para quem cuida de plantas em vasos e jardins urbanos. Cerca de 500 g do produto são suficientes para uma pessoa usar em seis vasos por um período de dois a três meses. De acordo com a Embrapa, o produto é de fácil manuseio e aplicação, o que evita problemas de superdosagens.

O novo insumo promete facilitar a vida de quem cultiva plantas, ao mesmo tempo, dar destino sustentável a um resíduo ambientalmente problemático: a cama de aviário.

“É importante salientar que a cama de aviário que não é aproveitada acaba sendo descartada no meio ambiente. É um fator que muitos clientes valorizam e se dispõem a pagar por isso, com a visão da bioeconomia”, diz o pesquisador Vinicius Benites.

A Embrapa está em busca de parceiros da iniciativa privada para produzir e comercializar o produto em escala, levando ao consumidor um insumo completo e de fácil aplicação.

“É um produto para satisfazer as necessidades do cliente urbano, oferecido em pequenas embalagens, um fertilizante completo com um preço competitivo e obtido a partir de reciclagem”, diz Benites.

O teor de nutrientes foi calculado de forma que um cachimbo de plástico (que vem dentro da embalagem) contenha os ingredientes necessários para um vaso de dois quilos, que é o tamanho médio dos vasos.

Benites conta que, um protótipo foi desenvolvido, composto por um kit com embalagem de papel reciclável contendo 500 gramas, um cachimbo dosador de plástico e instruções de uso. O protótipo foi resultado de um processo de design thinking com 50 pessoas. Em uma etapa posterior, a proposta teve ótima aceitação entre 40 potenciais consumidores que participaram da sua validação.

De acordo com a área de Transferência de Tecnologia da Embrapa Solos, há outros produtos para a adubação em vasos no mercado, mas nenhum deles é um fertilizante organomineral granulado balanceado nutricionalmente, como o desenvolvido nesse trabalho.

O olhar do consumidor e eliminação do mau odor

A aplicação do design thinking foi fundamental para que os pesquisadores entendessem os anseios do consumidor final do fertilizante que estava sendo desenvolvido.

“Elaboramos um questionário que posteriormente foi aplicado para mais de 200 pessoas. A partir desse retorno, chegamos a uma persona: o consumidor médio é uma mulher que mora num apartamento, com um filho, possui plantas mas não entende do assunto, mas tem foco na ecologia e na reciclagem”, revela Benites.

O pesquisador acrescenta que, a partir dessa persona, começou o debate no processo de design thinking, de forma a definir os detalhes do produto.

Uma atenção especial foi dada ao odor do produto, para que não atraia a atenção de animais domésticos e não incomode os usuários, já que a principal matéria-prima são dejetos de aves.

“Foi adicionado um extrato de fumaça que repele animais, como gatos e cachorros. Também era desejável que o adubo não tivesse cheiro, já que será utilizado em casas e apartamentos. Então corrigimos o odor, baixando o pH e adicionando essa substância”, explica Benites.

Além do aproveitamento e da correta destinação de resíduos, o uso desse tipo de fertilizante melhora as propriedades biológicas do solo devido à adição de matéria orgânica, trazendo benefícios adicionais às plantas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Defesa Civil estadual entrega itens à população atingida no RS



O Governo do Rio Grande do Sul segue mobilizado no atendimento à população afetada pelas fortes chuvas que atingem o estado. Desde segunda-feira (16), a Defesa Civil estadual já distribuiu mais de 2,6 mil itens e 1,4 mil kits de ajuda humanitária a diferentes municípios atingidos pelas intempéries. A logística das entregas tem como ponto de partida o Centro Logístico da Defesa Civil, em Porto Alegre, onde equipes trabalham intensamente para organizar e despachar os carregamentos.

De acordo com o balanço atualizado neste sábado (21), a Defesa Civil estadual já entregou um total expressivo de itens essenciais para as famílias afetadas pelas chuvas no Rio Grande do Sul. Até o momento, foram distribuídas 150 cestas básicas, 1.098 colchões, 430 cobertores, 588 telhas, 100 lonas, 100 pares de calçados e aproximadamente 350 peças de roupas para adultos e crianças. Além disso, foram encaminhados 610 kits de higiene e limpeza, 226 kits de roupas e 480 kits de cama, mesa e banho, contribuindo para minimizar os impactos do desastre.

As entregas beneficiaram, até agora, os municípios de Canoas, Jaguari, Mata, Santana do Livramento, Manoel Viana, Lajeado, São Sebastião do Caí e Nova Santa Rita, localidades que estão entre as mais severamente atingidas por este novo episódio de chuvas intensas.

Essas ações emergenciais integram o esforço coordenado do governo estadual para garantir uma resposta rápida e eficaz, proporcionando apoio direto às comunidades afetadas. A expectativa é que novas remessas continuem sendo organizadas e enviadas nos próximos dias, de acordo com as necessidades específicas de cada município e com o monitoramento constante realizado pela Defesa Civil.



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Governo Federal reforça apoio aos municípios afetados no RS



O Governo Federal intensificou, neste sábado (21), as ações de apoio ao Rio Grande do Sul diante das fortes chuvas no estado desde o último dia 14. A Defesa Civil Nacional atua em articulação com municípios do RS e outros órgãos federais para garantir resposta rápida e assistência direta à população afetada.

Segundo informações fornecidas pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (Midr), até o momento, as chuvas no RS atingiram 123 municípios, impactando 109.567 pessoas. Pelo menos 8 mil pessoas estão desalojadas ou vivendo em abrigos, e três mortes foram confirmadas.

Segundo dados do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID), 50 municípios já registraram oficialmente a ocorrência de desastres. Vinte desses decretaram situação de emergência. Os municípios de São Sebastião do Caí e Cruzeiro do Sul solicitaram reconhecimento federal, sendo que o primeiro também pleiteou recursos para assistência humanitária.

O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, está no Rio Grande do Sul para acompanhar de perto a situação e visitar as cidades mais afetadas. Ele também participa da entrega de obras realizadas com recursos enviados após as enchentes de 2024. Segundo Wolff, o presidente Lula já autorizou a liberação de verbas para apoiar os municípios neste novo episódio de desastre. “Cada prefeito poderá fazer seu balanço e decidir se é necessário decretar emergência. O importante é que os recursos já estão garantidos, assim como ocorreu no ano passado”, afirmou o secretário.

Entre os dias 16 e 21 de junho, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) emitiu 54 alertas de risco para o estado. Neste sábado, a maioria dos alertas começou a ser encerrada, restando apenas nove ativos até as 11h26, conforme o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad). O órgão permanece em estado de alerta laranja, indicando uma situação meteorológica perigosa. Vale lembrar que os alertas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) não estão incluídos nessa contagem.

Ainda no início da semana, a Defesa Civil Nacional promoveu uma reunião emergencial com órgãos federais e estaduais para coordenar estratégias de mitigação e resposta. O coordenador-geral de Gerenciamento de Desastres, Tiago Schnorr, explicou que o monitoramento das áreas de risco é constante. “Realizamos reuniões diárias às 9h para atualizar os prognósticos e definir ações que ajudem a reduzir os impactos”, disse.

A coordenadora-geral de Gestão de Processos do Cenad, Júnia Ribeiro, também reiterou o compromisso do governo federal com o estado. “Estamos à disposição para orientar os municípios sobre os trâmites de reconhecimento federal de emergência e na elaboração dos planos de trabalho que garantem o acesso à ajuda humanitária”, afirmou.

A reunião de articulação contou com representantes do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), do Cemaden, do Serviço Geológico do Brasil (SGB), além de defesas civis estaduais e de outras instituições que integram o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil.



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cotonicultura avalia impacto da crise no Irã


A alta dependência do Brasil em relação aos fertilizantes importados, especialmente os nitrogenados, acendeu o alerta entre os produtores rurais diante do agravamento de tensões geopolíticas. Atualmente, cerca de 85% dos fertilizantes utilizados nas lavouras brasileiras vêm do exterior. No caso específico da Ureia, aproximadamente 17% do volume consumido no país tem origem no Irã, um dos países diretamente envolvidos no conflito que impacta o mercado internacional.

Embora as unidades de produção de fertilizantes nos países afetados não tenham sido diretamente atingidas, o mercado global já sente os efeitos da instabilidade. A produção de ureia no Irã está temporariamente paralisada. Segundo dados da consultoria StoneX, o preço da ureia acumula alta de aproximadamente 9% desde o início do ano. “Há expectativa de novas altas se o cenário de instabilidade persistir”, aponta o relatório da consultoria.

O algodão é uma das culturas mais impactadas por esse cenário. Cultivado principalmente no Cerrado, o algodoeiro exige manejo intensivo de adubação devido à baixa fertilidade natural dos solos da região e ao ciclo de cultivo prolongado, que varia entre 140 e 180 dias.

De acordo com Márcio Portocarrero, diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), mesmo com o uso de práticas como a rotação de culturas com soja e milho na entressafra, o setor depende do fornecimento adequado de insumos. “Uma possível crise global de produção de fertilizantes tem impactos expressivos para o setor. Os produtores precisarão avaliar com cuidado suas estratégias de manejo para mitigar perdas”, afirma.

Além da questão dos fertilizantes, o setor enfrenta incertezas no cenário de exportações. A China foi responsável por 49% das compras de algodão brasileiro na safra 2023/24, mas a demanda pode ser afetada pelas tensões comerciais com os Estados Unidos. O algodão adquirido pela China é, em grande parte, utilizado na produção de têxteis destinados ao mercado norte-americano. Uma nova rodada de tarifas sobre os produtos chineses pode reduzir a necessidade de importações de algodão pela China.

Portocarrero defende medidas para reduzir a vulnerabilidade brasileira na importação de fertilizantes. Entre as ações prioritárias, destaca a reativação, conclusão ou ampliação de fábricas estratégicas no país. Nesse sentido, a Petrobras anunciou a retomada das unidades de Araucária (PR) e Três Lagoas (MS), além da ampliação de encomendas para as fábricas da Unigel, localizadas em Sergipe e na Bahia. No curto e médio prazo, outras alternativas estão em avaliação. Entre elas estão a redução de tarifas de importação, a revisão de metas do Plano Nacional de Fertilizantes e o incentivo ao uso de nutrientes orgânicos, organominerais e remineralizadores, que potencializam os efeitos dos fertilizantes químicos nas lavouras.





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Mapa participa de operação de combate a fraudes em cargas de farelo de soja



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Defesa Agropecuária, participou nesta terça-feira (17), da Operação Grãos Limpos, bem como também, da operação Grãos Puros. As operações deflagradas pela Polícia Federal têm o objetivo de combater fraudes na comercialização de grãos, especialmente em cargas de soja e farelo de soja destinados à exportação.

Com o apoio técnico do Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras) e do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Paraná (Sipov-PR), o Mapa atuou nas atividades de fiscalização e apoio às diligências. Estas tiveram como foco a busca e apreensão de documentos, computadores e celulares relacionados aos envolvidos.

Ao todo, cumpriram-se 15 mandados judiciais em Cuiabá, (MT), e nos municípios de em Toledo, São José dos Pinhais, Paranaguá, Pontal do Paraná e Morretes, no Paraná. Como resultado, uma pessoa foi presa em flagrante

Impacto das operações

A participação do Mapa integra um conjunto de ações de combate a esse tipo de irregularidade. Em 24 de abril, uma fiscalização resultou na apreensão de 6,8 milhões de quilos de soja e farelo de soja adulterados em um estabelecimento armazenador. No último 10 de junho, em operação conjunta no Porto de Paranaguá, a policia apreendeu 39.250 quilos de farelo de soja adulterado. Nos lotes havia areia, serragem e mofo misturados ao produto.

As operações reforçam o compromisso do Mapa com a qualidade dos produtos agropecuários exportados pelo Brasil. O foco na segurança alimentar, sanidade vegetal e na proteção da imagem do país no mercado internacional.

Assim, as investigações seguem em andamento, com análise do material apreendido. As medidas buscam assegurar o cumprimento das normas sanitárias e comerciais, com base na legislação vigente. A atuação integrada entre o Mapa e a Polícia Federal é fundamental para coibir práticas fraudulentas. Dessa forma, preservando a imagem do Brasil como fornecedor confiável no mercado internacional.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Governo do RS atualiza dados sobre as chuvas no estado



O Governo do Rio Grande do Sul divulgou um novo boletim com informações atualizadas sobre os impactos das chuvas que atingem o Estado. O relatório divulgado pela Defesa Civil do estado do RS confirma os efeitos severos dos temporais em diversas regiões, com destaque para a elevação do nível dos rios, o aumento do número de desalojados e a ampliação da lista de municípios em situação de emergência.

De acordo com o boletim oficial, 121 municípios já reportaram danos ou intercorrências à Defesa Civil. Até o momento, são 1.914 pessoas em abrigos, 6.058 desalojadas, três mortes confirmadas, um ferido e uma pessoa desaparecida. Foram também resgatadas 731 pessoas e 137 animais, com apoio direto das forças de segurança do Estado.

O município de Jaguari (RS) decretou estado de calamidade pública. Outras 18 cidades, como São Sebastião do Caí, Rosário do Sul, Montenegro e Nova Santa Rita, estão oficialmente em situação de emergência devido às chuvas. A lista inclui municípios de diversas regiões, reforçando o caráter generalizado das ocorrências.

Na área da saúde, moradores de Paraíso do Sul continuam sem acesso ao Hospital Paraíso, localizado na Vila Paraíso. Em Rolante, 11 pacientes transferidos da Fundação Hospitalar permanecem internados no Hospital de Santo Antônio da Patrulha. Todos os demais hospitais do Estado seguem com funcionamento normal.

O boletim também detalha a situação dos rios e lagos, muitos deles em cotas de atenção, alerta ou inundação. O Rio Uruguai, entre São Borja e Uruguaiana, encontra-se em cota de inundação, com tendência de lenta elevação. O mesmo ocorre com os rios Ibirapuitã, Ibicuí, Jacuí, Caí, Taquari, Paranhana e Sinos, em diferentes trechos. Já o Guaíba apresenta níveis elevados e deve permanecer assim nos próximos dias, embora sem expectativa de transbordamento.

Canais oficiais

A Defesa Civil estadual reforça que a população pode se cadastrar para receber alertas meteorológicos por SMS, enviando o CEP da localidade para o número 40199. Também é possível ativar os alertas via WhatsApp, por meio do telefone (61) 2034-4611, interagindo com o robô de atendimento.

Outras informações, como pontos de bloqueios nas estradas, situação das barragens, avisos em tempo real e imagens atualizadas do radar meteorológico, estão disponíveis nos canais oficiais do governo estadual.

O próximo boletim deve ser divulgado às 18h deste sábado.



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