quarta-feira, maio 20, 2026

Agro

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Especialista conta tudo o que mexe com a economia e os mercados na semana


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o aumento da aversão ao risco global com as tensões entre EUA e Irã.

O petróleo disparou e o Fed manteve os juros, mas sinalizou cortes graduais em 2025.

Aqui, o Copom surpreendeu ao elevar a Selic para 15%, reforçando o tom contracionista diante da inflação e do cenário externo. O real se valorizou e os juros futuros abriram na ponta curta.

Semana terá ata do Copom, IPCA-15 e PCE dos EUA, além do monitoramento da crise no Golfo.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Queijaria do Rio Grande do Norte ganha certificação por produção sustentável e artesanal



“Dona Branca Artesanais é como casa de vó.” A frase que estampa os rótulos dos produtos da marca já antecipa o que o consumidor pode encontrar: sabor de uma comida caseira, feita com cuidado e tradição.

A empresa, localizada em Currais Novos, bem no coração do Seridó (RN), conquistou o selo ‘Feito Potiguar’, iniciativa criada para valorizar produtos do Rio Grande do Norte (RN). 

Instalada na Fazenda Aba da Serra, em meio ao Geoparque Seridó, a queijaria fabrica queijo de coalho, muçarela artesanal, manteiga do sertão, doce de leite e ricota, com leite do próprio rebanho — sem adição de produtos químicos, com rebanho certificado como livre de tuberculose e brucelose —, preservando assim, a identidade e o sabor da produção familiar..

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Sustentabilidade e tradição no campo

A marca Dona Branca Artesanais mantém uma produção sustentável e integrada: desde o cultivo do capim e da palma utilizados na alimentação do rebanho até a fabricação dos queijos, doces e iogurtes, a marca aposta na sustentabilidade e na preservação ambiental como compromissos para as próximas gerações.

O nome da empresa homenageia a avó do produtor, Vitor Rezende, que se inspira nela para criar cada receita com afeto e tradição. “Ainda está caindo a ficha, principalmente ao ver a magnitude do projeto”, diz Rezende.

Para ele, o reconhecimento dará ainda mais visibilidade à marca, não apenas no Rio Grande do Norte, mas em todo o Brasil.

O programa incentiva o empreendedorismo, a rastreabilidade e a competitividade dos negócios potiguares. Nesta primeira fase, 30 empresas conquistaram o selo. A expectativa é aumentar esse número nos próximos meses.

O selo ‘Feito Potiguar’ é uma iniciativa integra um movimento de valorização da produção potiguar, realizado pelo Sebrae-RN, Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (Fecomércio-RN) e a Federação da Agricultura e Pecuária do RN (Faern).

Para receber a certificação, as empresas devem produzir no estado e, preferencialmente, usar matéria-prima local. Quando não for viável, os produtos precisam mostrar conexão com a cultura ou a identidade potiguar na rotulagem ou apresentação. Também é exigida maturidade gerencial e comercial.



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AgroNewsPolítica & Agro

O agro brasileiro já estava pressionado antes da guerra



O fechamento do Estreito de Ormuz não deve ser interpretado como um efeito pontual



O  fechamento do Estreito de Ormuz não deve ser interpretado como um efeito pontual
O fechamento do Estreito de Ormuz não deve ser interpretado como um efeito pontual – Foto: Foto: Portos RS

O gargalo logístico mundial já estava previsto mesmo antes do ataque dos EUA no sábado, 21 de junho, de acordo com José Carlos de Lima Júnior, sócio-diretor da Markestrat e cofundador da Harven Agribusiness School. A operação de fertilizantes e combustíveis no Estreito de Ormuz é uma das maiores do mundo, mas para o agronegócio o sinal de alerta foi ligado bem antes desse episódio, envolvendo fatores estruturais e sazonais que pressionam a cadeia de suprimentos.

A Índia já havia se consolidado como importante fornecedora de princípios ativos para agroquímicos, reduzindo parcialmente a dependência da China. Antecipando riscos, o Brasil adiantou grande parte das importações necessárias no período pré-safra de 2025, o que garante certa proteção no curto prazo. Ainda assim, os custos de fretes marítimos registraram alta em junho, refletindo tensões já existentes nas rotas globais.

No segundo semestre, ocorre o chamado Peak Season, fase tradicional de saturação logística puxada por exportações de açúcar, algodão e outros produtos de safra. Portanto, mesmo sem qualquer conflito, o setor enfrentaria gargalos significativos. O ataque do dia 21 apenas adiciona uma camada extra de incerteza e pressão sobre um sistema que já vinha operando perto do limite, observa José Carlos de Lima Júnior.

Para ele, o eventual fechamento do Estreito de Ormuz não deve ser interpretado como um efeito pontual, mas como um fator cumulativo, agravando desequilíbrios logísticos que podem impactar custos e prazos de entrega no agronegócio global. As informações foram divulgadas na rede social LinkedIn.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Carboxamidas: Proteção preventiva na lavoura



A principal função das carboxamidas é preventiva



A principal função das carboxamidas é preventiva
A principal função das carboxamidas é preventiva – Foto: Canva

Segundo Wesler Marcelino, desenvolvedor de mercado na Biotrop Soluções Biológicas, as carboxamidas, classificadas como Fungicidas SDHI, desempenham papel fundamental no manejo de doenças em diversas culturas, como soja, milho e trigo. Esse grupo químico atua inibindo a enzima succinato desidrogenase (SDH), essencial para o processo respiratório dos fungos, o que bloqueia a utilização de oxigênio e, consequentemente, a produção de energia, levando à morte do patógeno.

A principal função das carboxamidas é preventiva, formando uma espécie de barreira protetora que impede a penetração e o desenvolvimento de infecções fúngicas nas plantas. Essa característica faz com que o uso desses produtos seja estratégico em períodos de maior pressão de doenças, garantindo proteção prolongada e redução de perdas na lavoura.

Na prática, as carboxamidas são frequentemente aplicadas em misturas com outros fungicidas, como estrobilurinas e triazóis, ampliando o espectro de ação e retardando a resistência de patógenos. Essa combinação potencializa a eficácia dos tratamentos, protegendo folhas, caules e espigas de forma mais abrangente e prolongada.

Por fim, Wesler destaca que o uso das carboxamidas deve estar inserido em um programa de manejo integrado de doenças, que alia a aplicação de defensivos a boas práticas agrícolas, rotação de culturas, uso de sementes de qualidade e monitoramento constante. Dessa forma, é possível manter a sanidade da lavoura, otimizar o rendimento e preservar a eficiência dos produtos no longo prazo. As informações foram divulgadas na rede social LinkedIn.

 





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início da semana é marcado por baixas temperaturas



O primeiro dia da semana já começa sob o efeito do inverno: baixas temperaturas no Sul e em parte do Sudeste. Confira a previsão para esta segunda-feira (23) em todo o Brasil:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

Segunda-feira com bastante vento no Sul do país. O ar frio diminui as temperaturas, especialmente na Campanha gaúcha. Chove forte com risco de temporais ainda sobre a serra do Rio Grande do Sul e os estados de Santa Catarina e Paraná. De forma geral, a temperatura começa a diminuir no decorrer do dia.

Sudeste

Frente fria avança em alto mar e provoca mudanças em São Paulo – o dia começa com sol e a condição de pancadas de chuva na capital aumenta à tarde. Regiões do oeste e sul paulista podem ter chuva moderada desde cedo. O tempo continua firme no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e no Espírito Santo, com destaque para o calor.

Centro-Oeste

A chuva entre moderada e forte se espalha para mais áreas de Mato Grosso do Sul e no oeste e sul de Mato Grosso, com risco para trovoadas. Pouca chuva no sul de Goiás e ar seco no Distrito Federal, com muito sol e calor em Brasília.

Nordeste

Chuva moderada no litoral de Alagoas, em Pernambuco, na Paraíba e e Rio Grande do Norte. As pancadas ocorrem ao longo da manhã, intercalando com períodos de melhoria, mas retorna de forma mais contínua à tarde. Ar mais seco no interior da Região com baixa umidade do ar no sul do Maranhão e do Piauí.

Norte

Semana começando com pancadas mais concentradas no oeste e norte do Amazonas e no sul de Roraima. Tempo abafado e com chuva forte no leste e norte do Amapá. Pouca chuva no Acre e tempo seco no Tocantins. Chove em forma de pancadas em Rondônia.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Após terceiro reajuste da Petrobras em 2025, diesel cai mais de 2,6% em…


As reduções foram de 2,65% para o tipo comum e de 2,62% para o S-10 na comparação com a quinze primeirana de abril

De acordo com a mais nova análise do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantado que consolida o comportamento de preços das transações nos postos de combustível, trazendo uma média precisa, o diesel comum e o tipo S-10 tiveram preços médios de R$ 6,25 e R$ 6,31, respectivamente, na primeira quinzena de maio. Os valores representam quedas respectivas de 2,65% e 2,62% para os dois tipos de combustível, em comparação com o período equivalente a abril.

“A queda de mais de 2,6% nos preços médios do diesel comum e do tipo S-10 nesta quinze primeirana de maio representa um resgate de R$ 0,17 por litro em relação ao início de abril, um centavo a mais do que o último corte anunciado pela Petrobras às distribuidoras, de R$ 0,16. Esse movimento reflete o terceiro reajuste para baixo elevado pela estatal em 2025 e mostra que o repasse tem chegado às bombas, analisado para aliviar os custos com abastecimento”, Renato Mascarenhas, Diretor de Rede, Operações e Transformação da Edenred Mobilidade.

Com o reajuste, ao analisar os valores médios regionalmente, nota-se que, em comparação com a primeira quinzena de abril, todas as regiões do Brasil acompanharam a média nacional e registraram queda, com destaques para o Sul, que registraram as maiores quedas do País para o diesel comum (3,37%), e para S-10 (3,03%, mesma redução do Centro-Oeste). O Sul foi, também, onde se comercializou, mais uma vez, o diesel mais barato do País, para ambos os tipos. Na região, o diesel comum foi vendido em média a R$ 6,03, enquanto o S-10 foi vendido em média a R$ 6,09.

Já os preços mais caros foram encontrados no Norte, onde se vendeu o diesel S-10 a R$ 6,75, mesmo após queda de 2,03%, e o comum a R$ 6,91, depois de redução de 1,29%.

Na avaliação por estados, o destaque da primeira quinzena de maio foi novamente o Acre, que registrou as maiores médias para os dois tipos de diesel. Após queda de 0,89%, o tipo comum alcançou o valor de R$ 7,78 no estado, enquanto o S-10, que apresentou redução de 1,78%, caiu para R$ 7,73. A maior redução do diesel comum aconteceu em Alagoas, onde o preço médio do combustível recuou para R$ 6,33 após queda de 6,08%.

Já o menor preço médio para o diesel comum foi registrado nos postos do Paraná, a R$ 6,00, após queda de 3,85% na comparação com a primeira quinzena de abril. Enquanto isso, o menor preço do diesel S-10 foi encontrado em Pernambuco, onde se comercializou o combustível a R$ 5,95, depois de queda de 4,49% em comparação ao mesmo período do mês anterior, a maior redução entre todos os estados brasileiros.

Vale ressaltar também que os maiores aumentos nos preços de ambos os tipos de diesel foram registrados no Amazonas, onde os motoristas viram alta de 0,86% no tipo comum, o que elevou o preço médio do combustível para R$ 7,00. Já o S-10 teve alta de 0,28% no estado, chegando ao preço médio de R$ 7,05.

O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log , com uma estrutura robusta de ciência de dados que consolida o comportamento de preços das transações nos postos, trazendo uma média precisa, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: mais de 1 milhão, com uma média de oito transações por segundo. A Edenred Ticket Log, marca da linha de negócios de Mobilidade da Edenred Brasil, conta com mais de 30 anos de experiência e se adapta às necessidades dos clientes, oferecendo soluções modernas e inovadoras, a fim de simplificar os processos diários.





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AgroNewsPolítica & Agro

Oferta elevada de citros pressiona preços



Alta produção de citros impacta mercado




Foto: Agrolink

A produção de citros no Rio Grande do Sul segue com boa qualidade, mas o excesso de oferta tem provocado queda nos preços pagos aos agricultores. O cenário foi detalhado no Informativo Conjuntural divulgado nesta quarta-feira (18) pela Emater/RS-Ascar.

Na região de Caxias do Sul, os pomares apresentam uma carga elevada de frutas, com padrão de qualidade considerado satisfatório pelos técnicos da instituição. Apesar das boas condições, a grande disponibilidade no mercado tem limitado a absorção da produção. Segundo o informativo, a bergamota está sendo comercializada a R$ 2,99 o quilo nas promoções do varejo local. Para os produtores, o preço por caixa de 20 quilos varia entre R$ 20,00 e R$ 28,00.

Na região administrativa de Erechim, a comercialização de laranjas das variedades Salustiana, Iapar, Rubi e Hamlin continua. O motivo, segundo a Emater/RS-Ascar, é que esses frutos estão com índice de acidez/brix acima de 13°, considerado adequado para o consumo. O preço local chega a R$ 800,00 por tonelada.

A venda da laranja Valência permanece suspensa devido ao baixo índice de acidez/brix, que está inferior a 13°. No entanto, a Emater/RS-Ascar projeta que a qualidade e a produtividade da variedade devem superar as expectativas, com rendimento médio acima de 35 toneladas por hectare.





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Entrada dos EUA na guerra contra o Irã coloca custos do agro brasileiro em risco


A entrada oficial dos Estados Unidos no conflito entre Israel e Irã neste sábado (21) elevou de forma dramática o risco geopolítico global e acendeu um alerta vermelho para o agro brasileiro.

Ao autorizar ataques aéreos contra três instalações nucleares iranianas, o governo norte-americano selou seu envolvimento direto na guerra. A reação do Irã foi imediata: parlamentares do país afirmaram que podem fechar o Estreito de Ormuz, caso considerem seus interesses ameaçados.

O Estreito de Ormuz é uma artéria vital do comércio global. Por ele passam cerca de 20% de todo o petróleo transportado por via marítima no mundo — aproximadamente 18 a 20 milhões de barris por dia. Também trafegam por ali derivados petroquímicos, como gás natural liquefeito e fertilizantes nitrogenados, amplamente utilizados na agricultura. Qualquer interrupção nessa rota teria efeito dominó sobre cadeias produtivas em todos os continentes.

Impactos diretos para o agro brasileiro

O agro brasileiro, embora geograficamente distante do conflito, é profundamente dependente da estabilidade logística e energética mundial. Traço quatro principais impactos reais e imediatos ao agravamento do conflito:

  1. Disruptura logística global: com um possível bloqueio do Estreito de Ormuz, navios teriam que contornar longas rotas alternativas, aumentando tempo e custos de transporte. Isso afetaria diretamente o frete marítimo de fertilizantes e insumos agrícolas, que o Brasil importa em grande volume.
  2. Alta nos preços dos combustíveis e fertilizantes: o petróleo já começou a subir com a tensão no Golfo Pérsico, e analistas não descartam que o barril do tipo Brent ultrapasse os US$ 100 se houver de fato o fechamento do estreito. Isso encarece diesel, transporte, e também fertilizantes — que já vinham sofrendo pressões de preço após sanções sobre Rússia e restrições logísticas globais.
  3. Pressão sobre margens dos produtores: com custos logísticos, de insumos e de energia em alta, a rentabilidade das lavouras brasileiras pode ser comprometida. O milho, a cana-de-açúcar e a soja, culturas altamente dependentes de ureia e adubos nitrogenados, serão diretamente afetadas.
  4. Instabilidade cambial e inflação interna: o real tende a se desvalorizar diante do aumento do risco global. Isso gera dois efeitos simultâneos: aumenta o custo das importações e pressiona a inflação — justamente no momento em que o produtor já enfrenta margens apertadas e uma temporada de incertezas climáticas.

A guerra no Oriente Médio ganhou uma nova dimensão com a entrada dos EUA, e as ameaças do Irã ao fechamento de Ormuz transformaram o que era uma crise regional em uma ameaça global. Para o Brasil, essa escalada representa mais do que um alerta: é uma evidência de que o agro — mesmo sendo altamente produtivo — segue vulnerável à geopolítica e à logística mundial.

Em tempos de incerteza, planejamento e reação rápida são as melhores ferramentas para manter a competitividade e a resiliência do campo brasileiro. O produtor precisa estar atento, e o governo precisa agir para garantir que o Brasil não seja penalizado por uma guerra que está longe de nossas fronteiras, mas perto demais de nossa realidade econômica.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Exportações sustentam preços do boi gordo em mercado de valorização contida



O mercado físico do boi gordo apresentou preços firmes ao longo da última semana, embora as altas tenham perdido força em comparação com o ritmo registrado até a primeira quinzena de junho.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Iglesias, com os frigoríficos mais cautelosos, o movimento de valorização foi contido à espera da entrada mais expressiva de animais confinados via contratos a termo.

“O mercado ainda centra suas atenções nas exportações, com um desempenho bastante favorável, enquanto o mercado doméstico conta com suas fragilidades”, afirma.

Os preços da carne bovina ficaram estáveis durante a semana. “A reposição entre atacado e varejo segue mais lenta, como é comum na segunda metade do mês, o que pode pressionar os preços no curto prazo.”

Segundo Iglesias, além disso, há uma tendência de consumo por proteínas mais acessíveis, como frango, ovos e embutidos, o que reduz o ritmo de vendas da carne bovina no mercado interno.

Preços da arroba do boi gordo

  • São Paulo: R$ 325 (alta de 1,56% frente aos R$ 320 da semana anterior)
  • Goiás: R$ 305 (estáveis)
  • Minas Gerais: R$ 305 (alta de 1,7% frente aos R$ 300)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 320,30 (alta de 1,56% em comparação aos R$ 315)
  • Mato Grosso: R$ 320 (alta de 1,6% frente aos R$ 315)

Exportações em destaque

As exportações de carne bovina in natura (fresca, refrigerada ou congelada) seguem como principal alicerce do mercado.

Nos primeiros dez dias úteis de junho, o Brasil embarcou 117,2 mil toneladas do produto, com receita de US$ 634,4 milhões — uma média diária de US$ 63,4 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O desempenho representa crescimento de 47,6% na média diária de receita frente a junho de 2024, além de alta de 21,8% no volume médio exportado por dia e aumento de 21,2% no preço médio da tonelada, que ficou em US$ 5.411,40.



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Reflorestamento com mudas cobre área acima da meta em MT



A Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop (MT), realizou uma avaliação após oito anos de instalação de diferentes estratégias de restauração de reserva legal. Analisando as áreas de reflorestamento com plantio de mudas, a cobertura do solo pelas copas já superou os indicadores determinados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) para aferir o êxito na revegetação.

Porém, no que diz respeito à quantidade de regenerantes e à diversidade de espécies, o cenário observado ainda é insuficiente, segundo a pesquisa.

A Sema-MT visa atingir três parâmetros em até 20 anos para avaliação de sucesso na recomposição florestal em áreas com mais de quatro módulos fiscais. O primeiro é a cobertura do solo gerada pela copa das árvores com mais de dois metros de altura. Este fator deve ser superior a 80% com espécies nativas. O segundo é a densidade de regenerantes com o mínimo de 3 mil indivíduos por hectare. O terceiro diz respeito à riqueza da diversidade, com ao menos 20 espécies diferentes entre os indivíduos regenerantes.

O pesquisador da Embrapa Florestas (PR) Ingo Isernhagen ressalta que a avaliação foi feita faltando 12 anos para o prazo final para atingir os parâmetros. Porém, os dados já são indicadores importantes considerando-se que se trata de uma área experimental:

“Este é o único experimento com esse nível de monitoramento e com essa idade que tenho conhecimento em Mato Grosso. É importante termos esses parâmetros para se pensar em possíveis intervenções para contribuir para o alcance dos indicadores definidos pela Sema. Mas não quer dizer que se deixarmos de mexer não vai acontecer nada”, avalia o pesquisador.

Aprimorando parâmetros ambientais

Tanto a legislação brasileira que trata sobre a proteção da vegetação nativa, conhecida como Novo Código Florestal Brasileiro (Lei Federal nº 12.651/2012), quanto o Decreto Estadual nº 1.491/2018 que aborda os Programas de Regularização Ambiental (PRA) definidos após análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) são recentes. No caso de Mato Grosso, os parâmetros adotados pela Sema se basearam nos poucos estudos existentes até então, alguns deles em outros biomas. Dessa forma, resultados da pesquisa conduzida na Embrapa Agrossilvipastoril podem contribuir para melhorias nos parâmetros adotados.

“Nosso estudo vem somar ao que a Sema vem recebendo de relatórios das áreas já em recuperação. É mais um tijolinho do conhecimento. Um lugar em que conseguimos analisar com mais critérios, de forma mais controlada, o caminhar desse processo de construção no alcance dos indicadores. É salutar que a Sema avalie agora ou daqui a alguns anos e faça alguma adequação que seja necessária”, sugere Isernhagen.

Como foram feitos os experimentos

A isntalação dos ensaios sobre restauração de reserva legal da Embrapa Agrossilvipastoril se deu em 2012. O objetivo era gerar informações sobre as diferentes técnicas de adequação ambiental para a região médio-norte de Mato Grosso. Como resultado, considerou-se a possibilidade de uso econômico das áreas com produção de bens madeireiros e não madeireiros.

Assim, realizaram-se tratamentos utilizando plantio de mudas, plantio direto de sementes ou semeadura à lanço e, ainda, regeneração natural por meio do isolamento da área. Foram usadas espécies nativas com diferentes propósitos, tanto considerando serviços ecossistêmicos quanto produção de frutos, essências e madeira. Conforme permite a lei, em um dos tratamentos com mudas também foi usado o eucalipto sendo uma fonte de renda a médio prazo. Este uso poderia compensar gastos com a recuperação da área. Na avaliação feita aos oito anos conforme parâmetros da Sema-MT só os tratamentos com plantio de mudas foram acompanhados.

Regenerantes

A avaliação aos oito anos mostrou que a área experimental da Embrapa Agrossilvipastoril ainda está longe de atingir o indicador estipulado pela Sema-MT aos 20 anos no que diz respeito aos regenerantes. O tratamento que teve maior número de regenerantes teve 1.083 indivíduos por hectare, enquanto o que teve menor número só foram encontrados 483 indivíduos em um hectare.

No que diz respeito à riqueza da diversidade, os dois tratamentos com melhor desempenho possuem dez espécies e o pior desempenho possui apenas cinco espécies. Dessa forma, esses resultados parciais levam à discussão sobre possíveis intervenções na área, como podas de árvores para maior entrada de luz no sub-bosque, plantio de novas mudas ou semeadura.

“Estamos articulando com potenciais parceiros em busca da viabilização de recursos para insumos e mão-de-obra que possibilitem fazer as intervenções para termos cenários com e sem intervenção ao longo do tempo”, explica Diego Alves Antônio, engenheiro florestal e analista da Embrapa.

Há ainda a possibilidade de os oito anos da avaliação serem pouco tempo para a evolução desses indicadores. Isernhagen lembra que nos próximos anos haverá morte de árvores de ciclo mais curto, como embaúbas, abrindo clareiras e que a serrapilheira depositada seguirá melhorando as condições químicas e físicas do solo. Há também a tendência de maior circulação de animais dispersores de sementes com o bosque formado.

“Nosso objetivo é trazer contribuições para os produtores que precisam recuperar suas áreas, quer seja apenas para atingir os parâmetros exigidos pela Sema, quer seja para obter renda com a exploração econômica de madeira, frutos e essências produzidas na área recuperada”, declara Isernhagen.

Dessa forma, além dos três parâmetros determinados pela Sema-MT, também está sendo avaliado no experimento o aporte de carbono no solo. Uma pesquisa futura, realizada pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), irá avaliar o estoque de carbono na biomassa das árvores.



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