quarta-feira, maio 20, 2026

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Conflito no Oriente Médio eleva incertezas no mercado da soja



Conflito também afeta o setor de fertilizantes




Foto: Seane Lennon

O ataque das forças norte-americanas a instalações nucleares iranianas reacendeu a tensão no Oriente Médio e trouxe reflexos para o mercado global de energia. Três centros de enriquecimento de urânio localizados em Fordow, Natanz e Isfahan foram atingidos. Em resposta, o Irã anunciou o bloqueio do Estreito de Ormuz, importante corredor por onde passam aproximadamente 20% do petróleo e 25% do gás natural liquefeito consumidos no mundo. Segundo análise da Grão Direto, divulgada nesta segunda-feira (23), a ofensiva e o bloqueio devem impactar diretamente as cotações do óleo de soja, dada a forte correlação entre os mercados de energia e oleaginosas.

Além do petróleo, o conflito também afeta o setor de fertilizantes. O Irã, responsável por uma produção anual de cerca de 7 milhões de toneladas de fertilizantes nitrogenados, exporta aproximadamente 5 milhões de toneladas desse volume. A Grão Direto alerta que, com a escalada da crise, existe risco de aumento nos preços internacionais desses insumos, além de possíveis dificuldades logísticas nas rotas de exportação. A preocupação se concentra principalmente nos nitrogenados, que já vinham apresentando recuperação de preços desde o início de maio.

No mercado cambial, a elevação da taxa Selic para 15%, com alta de 0,25 ponto percentual, poderia favorecer o real frente ao dólar em um cenário de normalidade. No entanto, as incertezas globais provocadas pela crise no Oriente Médio têm levado os investidores internacionais a buscar ativos considerados mais seguros, como os títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Esse movimento sustenta a valorização do dólar, mesmo diante da alta dos juros no Brasil.

Segundo a análise, o mercado internacional da soja deve iniciar a semana com viés de alta, impulsionado pela Bolsa de Chicago. No entanto, no Brasil, o produtor precisará observar com atenção a evolução do câmbio e o comportamento do petróleo. “O avanço nos custos pode anular qualquer possível ganho de preço”, alerta o relatório da Grão Direto.





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‘Pior momento desde 1984’, diz prefeito de cidade gaúcha sobre chuvas


Após quase duas semanas de chuvas praticamente ininterruptas, os moradores de Jaguari, na região central do Rio Grande do Sul, voltaram a ver o sol na manhã desta segunda-feira (23).

A cidade de cerca de 11 mil habitantes é uma das que mais sofreram estragos decorrentes das precipitações das últimas semanas, sendo, até o momento, o único município gaúcho a ter decretado estado de calamidade pública.

“Nossas equipes técnicas estão fazendo um levantamento para conseguirmos dimensionar o tamanho dos estragos e dos prejuízos, mas o que estamos enfrentando é assustador. Principalmente na área rural”, disse o prefeito Igor Tambara.

Segundo ele, as consequências das chuvas, da cheia do Rio Jaguari e da enchente que assolou o município são as piores enfrentadas pelo município nos últimos 40 anos – pior ainda do que a situação de maio de 2024.

“Em 1984, o nível do rio subiu mais que desta vez e tivemos uma enchente que destruiu muitas casas em áreas alagadiças, sendo o momento mais desafiador que Jaguari já enfrentou, mas passado aquele momento, este é o pior em termos de inundações, de destruição e de prejuízos, principalmente porque, ao contrário de 2024, quando o nível do rio subiu um pouco mais que agora, não houve a enxurrada que, desta vez, atingiu locais que nunca tinham atingidos”, afirmou.

Segundo ele, muitas pontes e pontilhões foram arrastados pela força das águas. “Temos aproximadamente mil quilômetros de estradas rurais e podemos dizer que 80% delas estão intransitáveis. Há locais em que a força da água levou calçamentos, derrubou muros, entrou nas casas”, descreveu o prefeito, contando que há residências da área central da cidade onde, após os moradores conseguirem tirar toda a água, restou quase um metro de areia.

Desabrigados e desalojados

Igor Tambara - prefeito de JaguariIgor Tambara - prefeito de Jaguari
Prefeito Igor Tambara. Foto: Prefeitura de Jaguari

Moradores de ao menos 300 imóveis atingidos tiveram que deixar suas casas. “Entre desabrigados e desalojados, estimamos que há ao menos 1,2 mil pessoas, mas é difícil precisar este número porque como a cidade é pequena e as pessoas se conhecem, é mais fácil que alguém que precise deixar sua casa vá direto para a de um parente ou amigo sem que a Defesa Civil tome conhecimento.”

Embora ainda estejam levantando os estragos, os técnicos da prefeitura estimam que serão necessários ao menos R$ 20 milhões apenas para reparar a infraestrutura destruída e auxiliar emergencialmente as famílias afetadas que precisem de ajuda.

“Essa quantia é o mínimo de que vamos precisar para reconstruirmos pontes, pontilhões, bueiros, ruas, estradas que estão inacessíveis e casas afetadas. Vamos passar dos R$ 20 milhões e esperamos que os governo estadual e federal nos ajudem, ou não teremos condições de recuperar o município”, acrescentou Tambara, afirmando que, em breve, apresentará às Defesas Civis estadual e nacional um plano de trabalho com as obras necessárias.

“Além de reconstruirmos o que foi destruído, precisamos dar uma resposta às pessoas. Não podemos achar que é normal, em 12 meses, a água entrar na casa delas em três diferentes momentos. Estamos fazendo estudos técnicos junto com uma empresa de engenharia com know-how [experiência] para verificarmos algumas opções, como a construção de diques e obras [de desassoreamento do rio] para aumentar a cota de inundação [próximo à cidade]”, concluiu Tambara.

Chuvas no Rio Grande do Sul

Até o momento, 132 dos 497 municípios gaúchos já comunicaram à Defesa Civil estadual que registraram algum dano ou transtorno em decorrência das chuvas das últimas semanas.

Quatro mortes foram confirmadas nas cidades de Aratiba, Nova Petrópolis, Sapucaia do Sul e Candelária, onde um homem está desaparecido desde a última terça-feira (17). Até o momento, as autoridades tratam um quinto óbito, ocorrido em Santa Terreza, na Serra Gaúcha, como um acidente de trânsito não ocasionado pelas chuvas.

Até às 9h de hoje, a Defesa Civil estadual já contabilizava ao menos 6.258 pessoas desalojadas e outras 1.071 desabrigadas em todo o estado. É considerado desalojado quem teve que deixar o local onde mora e ir temporariamente para a casa de parentes ou amigos, hotéis ou pousadas. Já os desabrigados são aqueles que precisaram ir para abrigos públicos ou instituições assistenciais.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), uma frente fria atua sobre a Região Sul do país provocando mais chuvas entre o norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e o sul de Mato Grosso do Sul e a faixa sul de São Paulo.

Até a tarde desta terça-feira (24) há um alerta de perigo para ventos costeiros em grande parte do litoral riograndense, inclusive na região metropolitana de Porta Alegre.

A ocorrência de temporais deve voltar a ser registrada no Rio Grande do Sul e no Paraná e os termômetros devem cair ainda mais com condições de geada para toda a Região Sul, podendo se estender a algumas regiões do Mato Grosso do Sul e de São Paulo.



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Termômetros despencam e país ‘congela’ com 3ª onda de frio; geada atinge diferentes regiões



A previsão do tempo para os próximos dias exige atenção dos produtores de soja nas principais regiões agrícolas do país. A terceira onda de frio do ano, que também marca a primeira do inverno, avança com força e deve derrubar as temperaturas entre terça (24) e sexta-feira (27). Com a queda dos termômetros, o risco de geada entre terça e quarta no sul de Mato Grosso do Sul e também no interior de São Paulo.

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Com a chegada da frente fria, há previsão de chuvas no Centro-Oeste e no interior do Sudeste. Apesar de não serem volumes expressivos, a umidade pode atrapalhar o andamento da colheita da segunda safra de milho e a fase final da produção de algodão em algumas áreas.

Enquanto isso, o interior do Nordeste, principalmente a região do Matopiba, permanece com o tempo seco e quente. As temperaturas continuam em elevação e a ausência de chuva aumenta a preocupação com os focos de incêndio. Entre os dias 29 de junho e 3 de julho, praticamente não há previsão de chuva na região, o que reforça o alerta para o risco de queimadas.

A partir do dia 4 de julho, o cenário de tempo seco se estende por todo o Brasil Central. Com o afastamento da frente fria, as temperaturas voltam a subir de forma significativa. Os termômetros podem alcançar entre 38 e 39 graus em áreas do Mato Grosso e outras regiões do Centro-Oeste.



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café ganha usos além da xícara



O Brasil segue na liderança mundial em produção de café e a demanda global não mostra sinais de redução: na safra 2024/25, a estimativa é de exportações de 123,1 milhões de sacas, aumento de 3% frente ao período anterior, conforme o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Contudo, o uso do grão vai muito além da xícara e alguns mercados já perceberam isso e têm explorado novas aplicabilidades a um dos principais produtos da agricultura mundial.

Para a empresária Vanessa Vilela, farmacêutica e CEO da Kapeh Cosméticos e Cafés Especiais, o futuro da bebida mais amada pelos brasileiros terá impactos diretos na beleza, sustentabilidade, inovação e experiência de consumo.

“Estamos vivendo uma expansão do grão. No agro, ele já é protagonista, e vem ganhando espaço também em segmentos como o da beleza, com potencial para se consolidar em outros mercados, inclusive com aplicações ainda pouco exploradas”, acredita.

Ela destaca caminhos para a próxima década da cultura cafeeira:

  • Indústria da beleza: o café verde é rico em antioxidantes, ácidos clorogênicos e cafeína natural — ativos que combatem os radicais livres e promovem efeitos de antienvelhecimento, firmadores e anti-inflamatórios. De acordo com Vanessa, ao se preservar os compostos naturais do ingrediente, é possível alcançar resultados clínicos e sensoriais que surpreendem.

    “Mas as possibilidades vão além dos cosméticos: resíduos da produção, como a borra da bebida, já estão sendo usados na formulação de fertilizantes orgânicos, biocombustíveis e até em materiais alternativos para embalagens e tecidos”, diz.

    • Negócio integrado: estabelecimentos que unem consumo e vivência sensorial estão em ascensão nas grandes metrópoles. “Não se trata apenas de vender um produto, mas de oferecer experiências completas. Espaços que combinam cafeteria e loja criam vínculos emocionais com o público. Eles querem mais do que um bom café, querem sentir, viver e lembrar”, diz a executiva.
    • Sustentabilidade: o cliente está cada vez mais atento à origem do que consome. Portanto, embalagens recicláveis, rastreabilidade da matéria-prima e programas de logística reversa são exigências crescentes.
    • Novos formatos de consumo: do café pronto para beber às cápsulas biodegradáveis, a bebida está se adaptando à rotina moderna. “O comprador quer conveniência sem abrir mão da qualidade. Por isso, veremos o crescimento de modelos por assinatura, degustações digitais e soluções personalizadas para diferentes momentos do dia”, conclui.



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especialistas alertam para o avanço da raça 4+ em lavouras de soja de MT


Pesquisas e amostragem feitas pela Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT) identificaram um crescimento preocupante na população de diversas raças de nematoides de cisto, em especial a raça 4+. Embora presente em várias regiões produtivas, a predominância da raça 4+ foi percebida em lavouras localizadas na região de Sorriso, no médio norte do estado. Os dados destacam que a população dessa raça de nematoide de cisto é de difícil controle, e vem avançando de forma significativa em áreas que utilizam cultivares de soja sem resistência específica.

“Observamos o aumento da raça 4+, principalmente onde as cultivares não apresentam resistência a essa raça. Isso indica que precisamos revisar as variedades de soja que são usadas pelos produtores e adotar estratégias de controle mais eficaz”, alerta a pesquisadora doutora em nematologia da Fundação MT, Tânia Santos.

Ainda segundo a pesquisadora, além da raça 4+, as amostras coletadas em municípios do sul e sudeste de Mato Grosso, como Alto Garças, Itiquira, Tesouro, Campo Verde, Primavera do Leste, Rondonópolis e Pedra Preta registraram avanço das populações de nematoides de galha e cisto.  Propriedades de Brasnorte, Campo Novo do Parecis, Santa Rita do Trivelato, Diamantino, Ipiranga do Norte, Nova Maringá e Nova Mutum também apresentaram aumento desses patógenos. A pesquisa mostrou que as lavouras estão infestadas com nematoides de diferentes raças e a maioria das áreas teve aumento de população no comparativo com a safra anterior, mesmo assim os resultados relacionados a perdas de produtividade podem ter sido mascarados, devido às condições de tempo que garantiram uma boa safra.

“Como no período da safra 24/25 choveu muito bem, os produtores não sentiram tanto o impacto que os nematoides causam na produtividade, como o que foi sentido na safra anterior”, explica a pesquisadora e doutora em fitopatologia, Rosângela Silva. “Mas há um alerta: se as chuvas não forem tão regulares na próxima safra, o agricultor poderá enfrentar perdas muito mais acentuadas”, conclui.

UM SÓCIO INDESEJÁVEL NAS LAVOURAS

No cenário nacional, nematoides já causam prejuízos estimados em R$27,7 bilhões na cultura da soja, segundo análise divulgada pela Sociedade Brasileira de Nematologia e as empresas Agroconsult e Syngenta. Para frear esse avanço, a Dra. Cláudia Dias Arieira, da Universidade Estadual de Maringá (PR), reforça a importância de envolver análises nematológicas desde o planejamento da safra. “É fundamental definir se usaremos apenas químicos, biológicos ou uma combinação, garantindo um manejo detalhado e eficiente”, orienta.

 

A pesquisadora Juliana Nunes, da Fundação MT, reforça o alerta: “Quanto mais se retarda o manejo de nematoides, maior se torna o problema. É possível manejar com eficiência, mas precisamos agir o quanto antes. Por isso, conhecer a realidade das populações de nematoides existentes em cada lavoura é essencial para saber o que deve ser feito”, orienta a pesquisadora.

Como estratégia, a recomendação dos especialistas começa com o acompanhamento e diagnóstico das lavouras e segue com a escolha de cultivares que apresentem resistência aos nematoides encontrados nas análises. Como forma de reduzir a população de nematoides, a orientação também é fazer uso de plantas não hospedeiras e promover a rotação de culturas. Outra forma de cuidado com as plantas é o uso de produtos químicos e biológicos, que protejam as raízes, especialmente quando as populações iniciais de nematoides ainda forem elevadas.

“O controle de nematoides não pode ser feito à sorte. É algo que depende de manejo contínuo, com monitoramento detalhado de cada área da lavoura, além do uso integrado de ferramentas e no momento certo,” conclui a pesquisadora Rosângela Silva.

Fundação MT oferece serviços aprofundados em nematologia

Nematoides são vermes de tamanho microscópico, que podem ser encontrados em muitos meios, inclusive no solo, onde boa parte ataca diretamente as raízes das plantas, o que pode causar doenças ou simplesmente enfraquecer o vegetal. No caso dos fitonematoides, que se alimentam das plantas, eles podem entrar pelas raízes e permanecer durante quase todo o ciclo de vida dentro dela, causando dificuldades para que a planta absorva água e nutrientes, o que atrapalha no desenvolvimento dos cultivos.

A Fundação MT possui equipe especializada e um amplo laboratório de nematologia que oferece diversos serviços aos agricultores, por meio da amostragem de solos e raízes, como por exemplo: a identificação e quantificação dos principais fitonematoides que parasitam as plantas, a identificação de raças no caso de nematoide de cisto da soja, além da avaliação dos nematicidas químicos e biológicos em casa de vegetação, entre outras atividades.

Com resultados de pesquisas, recomendações e serviços, a Fundação MT reforça seu compromisso em oferecer suporte técnico aos agricultores, garantindo que o manejo de nematoides seja realizado de forma proativa e eficiente.

 





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Nova frente fria provoca 3ª onda de frio e temperaturas despencam; saiba onde



Uma nova frente fria avança pelo Brasil central nos próximos dias e provoca mudanças significativas no tempo, segundo previsão do meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural. A atuação da frente é seguida por uma massa de ar polar que caracteriza a terceira onda de frio de 2024 — a primeira do inverno — com forte queda de temperatura em várias regiões do país.

De acordo com Müller, o frio atinge o Centro-Sul com força a partir de terça-feira (24), com registros de geada no Sul, sul de São Paulo e também no sul de Mato Grosso do Sul, onde os termômetros podem marcar 0 °C em áreas de baixada. A friagem também alcança o Acre, Rondônia e até o sul do Amazonas.

O frio também se espalha por outras áreas do Sudeste. A previsão indica queda nas temperaturas em São Paulo e no sul de Minas Gerais. No entanto, nessas áreas não há risco de geadas em cafezais.

Temperaturas extremas e geadas

Para a terça-feira, o tempo fica firme e ensolarado no interior do Matopiba e também no Sul do país. Já o sul de Minas Gerais, São Paulo e as áreas de tríplice divisa da região Centro-Oeste devem registrar pancadas de chuva.

As temperaturas seguem em forte contraste pelo país. Enquanto as máximas no Tocantins podem atingir os 35 °C, no Rio Grande do Sul os termômetros não devem passar dos 10 °C.

A previsão para os próximos cinco dias indica chuvas mais frequentes nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, o que pode contribuir para elevar a umidade relativa do ar. No Norte, as precipitações se espalham, mas ainda sem volumes expressivos. Já o interior do Nordeste segue com tempo seco.

Müller destaca que, apesar da chuva prevista, os acumulados não devem ultrapassar 30 mm no período, o que é considerado positivo para manter a boa umidade do solo sem prejudicar os trabalhos no campo.

A maior atenção, segundo o meteorologista, continua sendo a queda brusca de temperatura nesta terça e quarta-feira (25), com potencial para impactos na agricultura e na rotina das regiões mais afetadas.

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Nova massa de ar polar deve provocar geada em estados onde o fenômeno é raro


Uma forte massa de ar polar ingressa sobre o Centro-Sul do Brasil a partir desta terça-feira (24), prevê a Climatempo.

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Assim, o frio ganhará força em áreas que, mesmo no inverno, não costumam ter geada, como São Paulo e Mato Grosso do Sul (veja nos mapas abaixo).

Conforme a empresa de climatologia, o avanço desse sistema está associado a um centro de alta pressão sobre o Atlântico Sul e à atuação de uma frente fria que se move lentamente pela faixa central do país.

Muito frio até sexta

Terceira onda de frioTerceira onda de frio
Foto: Climatempo

Ao longo desta semana, a massa de ar polar seguirá presente no Centro-Sul do Brasil, deixando as temperaturas reduzidas e abaixo da média. Como mostra o mapa acima, a “onda de frio” se estenderá de segunda (23) até sexta-feira (27), com destaque para as áreas em azul escuro, onde a queda das temperaturas será mais significativa.

“Com o reforço da massa polar, o risco de geada aumenta de forma generalizada nos três estados do Sul do Brasil. Além disso, o sul de São Paulo e de Mato Grosso do Sul também podem registrar finas camadas de gelo ao amanhecer devido as baixas temperaturas que serão registradas pela manhã”, diz a nota da Climatempo.

Por que essa geada é incomum?

Risco de geada em MS e SPRisco de geada em MS e SP
Risco de geada para esta terça-feira (24)

A geada exige temperaturas abaixo de 4°C para que o orvalho congele — condição rara em grandes áreas de São Paulo e Mato Grosso do Sul, especialmente em altitudes mais baixas.

De acordo com a Climatempo, mesmo sem atingir esse limiar em toda a extensão desses estados, a massa polar, a primeira do inverno, demonstra sua força ao derrubar termômetros e criar condições favoráveis à formação de geada.



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Fim da Moratória da Soja? Cade analisa medida que pode ‘mudar o jogo’ referente ao acordo



O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) analisa a possibilidade de adotar uma medida preventiva que pode suspender a Moratória da Soja, acordo ambiental que há quase duas décadas impede a comercialização de grãos oriundos de áreas desmatadas na Amazônia Legal após 2008.

A investigação foi instaurada após representação da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, com apoio da Aprosoja-MT e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A principal suspeita do Cade é de que o pacto envolva uma ação coordenada entre grandes empresas, o que poderia ferir a livre concorrência. Por isso, o órgão solicitou à Justiça de São Paulo a apresentação de provas que justifiquem a validade do acordo.

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Moratória da Soja é ‘disputa antiga’

Desde que foi firmada em 2006, a Moratória vem sendo alvo de críticas por parte de representantes do agronegócio, que alegam desequilíbrio competitivo e falta de transparência nos critérios de exclusão. A discussão ganhou força no atual governo: o Ministério da Agricultura já se manifestou publicamente contrário à manutenção da moratória.

No Senado, parlamentares da bancada ruralista se mobilizam para derrubar o acordo e garantir mais liberdade comercial aos produtores da Amazônia Legal. Enquanto isso, o processo corre sob sigilo na Superintendência-Geral do Cade e pode evoluir para um processo administrativo nos próximos meses.

Em nota, a Aprosoja Mato Grosso diz que a Moratória da Soja impõe uma regra privada, arbitrária e ilegal, que exclui quem está na legalidade. ”Tal acordo não tem respaldo no ordenamento jurídico nacional e vem causando danos irreparáveis aos produtores. Só em Mato Grosso, os prejuízos diretos já somam R$ 20 bilhões anuais, e o efeito multiplicador sobre a economia regional ultrapassa R$ 60 bilhões por ano”, diz a associação.

A Aprosoja-MT confia na atuação do Cade para que as leis brasileiras sejam efetivamente respeitadas e para proteger quem produz com sustentabilidade e em estrita observância à legislação ambiental mais rigorosa do mundo, a do Brasil.”

STF entra no debate

O tema chegou recentemente ao Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Flávio Dino, relator do caso, validou uma lei estadual do Mato Grosso que proíbe a concessão de benefícios fiscais para empresas que aderirem à moratória. Apesar disso, o ministro reconheceu que o pacto “trouxe inequívocos benefícios ao país”, sobretudo na redução do desmatamento por pressão do mercado.

Enquanto o Cade avalia os impactos sobre a concorrência, o STF analisa o embasamento jurídico das restrições e incentivos relacionados ao acordo. A decisão final poderá afetar diretamente o modelo de produção agrícola na Amazônia e a imagem do Brasil no comércio internacional.



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