terça-feira, maio 19, 2026

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Sindilat/RS transforma produção do concurso leiteiro em gesto solidário


O tradicional banho de leite, além de comemorar os vencedores do Concurso Leiteiro na Fenasul Expoleite 2025, também foi marcado por um gesto de solidariedade. O Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) destinou 1.020 litros de leite — volume equivalente à produção registrada durante o concurso — para a Prefeitura Municipal de Esteio, que fará a distribuição entre entidades de assistência social do município.

“Com este gesto, reafirmamos o compromisso da indústria láctea gaúcha com a retomada da produção neste período desafiador, reforçando nossa responsabilidade social e o papel do setor na construção da economia local”, destacou o presidente do Sindilat/RS, Guilherme Portella. O dirigente participou da apresentação ao lado dos produtores premiados, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).

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Chicago busca recuperação com apoio do dólar fraco e alta do petróleo



Os contratos do milho operam com preços mais altos nas negociações da sessão eletrônica da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta quinta-feira (26).

O mercado se firma em território positivo, tentando recuperar parte das perdas após atingir os menores níveis de preços desde outubro de 2024.

A valorização do petróleo em Nova York e a fraqueza do dólar frente a outras moedas contribuem para o movimento de correção nas cotações do cereal.

Além disso, os investidores operam em compasso de espera pelo relatório de exportações semanais do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), que sai logo mais.

Analistas esperam vendas entre 650 mil e 1,4 milhão de toneladas. Os contratos com entrega em setembro estão cotados a US$ 4,06 1/4 por bushel, alta de 1,25 centavo de dólar, ou 0,30%, em relação ao fechamento anterior.

Ontem (25), o milho fechou com baixa nos preços. O mercado foi pressionado pelas condições climáticas amplamente favoráveis nos Estados Unidos, com previsão de calor moderado e chuvas no Meio-Oeste, o que deve beneficiar o desenvolvimento das lavouras.

Além disso, a fraca demanda voltada a produção de etanol no país complementou o quadro negativo.

Na sessão, os contratos com entrega em julho de 2025 fecharam com baixa de 1,75 centavos, ou 1,75%, cotados a US$ 4,05 por bushel. Os contratos com entrega em dezembro de 2025 fecharam com recuo de 6,50 centavos, ou 1,51%, cotados a US$ 4,22 1/2 por bushel.



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Nova mistura de etanol na gasolina entra em vigor e impulsiona produção de milho, diz Unem



A União Nacional do Etanol de Milho (Unem) declarou apoio integral ao aumento da porcentagem de etanol anidro na gasolina C, que passará de 27% para 30% (E30) em 1º de agosto.

A entidade classificou a medida como estratégica para a transição energética no Brasil.

A Unem destacou a capacidade do setor em garantir oferta regular do biocombustível ao longo de todo o ano, inclusive durante a entressafra da cana-de-açúcar.

“Já asseguramos uma oferta regular superior a 800 milhões de litros por mês, garantindo o abastecimento mesmo durante a entressafra”, afirmou o presidente da entidade, Guilherme Nolasco, em nota enviada à reportagem.

Segundo ele, para o ciclo 2025/26, a expectativa é de crescimento superior a 20%, com produção anual estimada em 10 bilhões de litros. Em menos de uma década, o setor pode ultrapassar a marca de 20 bilhões de litros por ano.

A Unem avalia que a adoção do E30 poderá impulsionar a descarbonização do transporte, fortalecer a indústria de biocombustíveis e ampliar a segurança energética nacional.

“A nova proporção não compromete a performance dos veículos. Ao contrário, permite ampliar o uso de combustível renovável sem necessidade de adaptações tecnológicas”, destacou a Unem.

A entidade também lembrou que o E30 já é utilizado em outros países. Nos Estados Unidos, o estado de Nebraska foi um dos pioneiros, e o Paraguai autorizou o uso da mistura no primeiro semestre de 2025. Para a Unem, o Brasil pode “ir além” e iniciar os estudos para o E35, consolidando sua liderança global em transição energética.



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Empreendedor usa festas juninas para turbinar as vendas



Com a chegada das festas juninas, Reginaldo viu uma oportunidade de transformar um produto tradicional em sucesso de vendas. Produtor de licor de gengibre durante todo o ano, ele decidiu criar uma versão temática especialmente para o mês de junho.

Inspirado por suas raízes nordestinas, Reginaldo associou o sabor do licor ao clima das festas. “O licor lembra o quentão, que é típico dessa época. Pensei: por que não trazer o caipira para o rótulo e destacar o São João?”, conta ele. A ideia resultou em uma edição limitada com identidade visual junina; incluindo um pequeno chapéu de palha na embalagem.

Mesmo com o novo visual, o valor do produto foi mantido. Segundo Reginaldo, a proposta não era lucrar mais, mas criar conexão. “O cliente compra para presentear. Isso fideliza. Ele se sente valorizado, e eu aumento as vendas.”

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Desde o lançamento, a edição especial tem se destacado nas prateleiras. “O visual chama atenção. A pessoa passa, vê o “chapéuzinho”, e lembra da quadrilha, da quermesse. Está vendendo muito bem”, afirma o produtor que esteve presente, com apoio do Sebrae, na Bio Brazil Fair & Naturaltech, evento que aconteceu na capital paulista.



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Senado aprova aumento do número de deputados federais para 531


Os senadores aprovaram nesta quarta-feira (25) o aumento do número de deputados federais, ou seja, após as eleições de 2026, a Câmara dos Deputados terá 531 representantes, 18 a mais que os atuais 513.

O projeto de lei complementar foi aprovado com 41 votos favoráveis contra 33 contrários.

texto estabelece que a criação e manutenção das novas vagas não poderá aumentar as despesas totais da Câmara entre 2027 e 2030.

O projeto sofreu mudanças pelos senadores e voltará para análise da Câmara.

O relator, senador Marcelo Castro (MDB-PI), acatou sugestões do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e, com isso, a Câmara terá que manter os novos mandatos sem aumento real de despesas durante a próxima legislatura (2027-2030), inclusive das verbas de gabinete, cotas parlamentares, passagens aéreas e auxílio-moradia. Nesse período, as despesas terão atualização monetária anualmente.

“Não haverá impacto orçamentário de nenhum centavo”, disse Castro.

Já os senadores contrários argumentaram que a mudança vai aumentar os gastos da Câmara em R$ 150 milhões por ano.

“Sabemos que vai ter impacto. Não é só de salário de deputado: é de estrutura de gabinete, apartamento funcional, emendas parlamentares. Será que os deputados vão abrir mão das suas emendas para acomodar os 18 que vão entrar? É claro que não. Se teve aumento de emendas sem os 18 deputados, imagine com os 18 deputados”, afirmou senador Eduardo Girão (Novo-CE).

Outra alteração foi a retirada de auditoria dos dados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), com possibilidade de pedido de impugnação por partidos políticos ou estados.

Pelo texto aprovado, as futuras vagas serão definidas a partir de dados oficiais de cada censo demográfico do IBGE, vedado o uso de dados obtidos por meio de pesquisas amostrais ou estimativas intercensitárias. A próxima atualização será feita com os dados do Censo de 2030.

Entenda

O PDL 177 de 2023 que prevê o aumento do número de deputados federais foi aprovado na Câmara como resposta à uma exigência do Supremo Tribunal Federal (STF).

A Corte determinou que o Congresso vote uma lei, até 30 de junho deste ano, para redistribuir a representação de deputados federais em relação à proporção da população brasileira em cada unidade da Federação (UF).

Isso porque a Constituição determina que o número de vagas de deputados seja ajustado antes de cada eleição “para que nenhuma daquelas unidades da Federação tenha menos de oito ou mais de setenta deputados”. A última atualização foi em 1993.

Na ocasião, os deputados não quiseram reduzir o número de parlamentares de algumas unidades da Federação seguindo o critério proporcional. Se essa regra fosse seguida, Rio de Janeiro, Bahia, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Sul poderiam perder cadeiras. 

No lugar, o PDL aprovado na Câmara aumenta o número de vagas para os estados que tenham apresentado crescimento populacional. 

>> Estados que ganham deputados federais:

  • Ceará: mais 1 deputado
  • Goiás: mais 1 deputado
  • Minas Gerais: mais 1 deputado
  • Paraná: mais 1 deputado
  • Mato Grosso: mais 2 deputados
  • Amazonas: mais 2 deputados
  • Rio Grande do Norte: mais 2 deputados
  • Pará: mais 4 deputados
  • Santa Catarina: mais 4 deputados

Impacto nos Legislativos estaduais

Com o aumento no número de deputados federais, a quantidade de deputados estaduais deve ter alterações.

Constituição prevê que cada Assembleia Legislativa deve ter o triplo da representação do estado na Câmara dos Deputados, até o limite de 36, acrescido do número de deputados federais acima de doze.

Por exemplo: o Acre, com oito deputados federais, tem 24 deputados estaduais. Já São Paulo, com 70 deputados federais, tem 94 deputados estaduais, que é a soma de 36 com 58.

*Com informações da Agência Senado



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o Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja já começou!



O 17º Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja já começou e está sendo transmitido ao vivo nesta quinta-feira (26) pelo Canal Rural. Promovido pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb), o evento traz como destaque a revelação dos campeões do Desafio Nacional de Máxima Produtividade da Soja – Safra 24/25.

Além da premiação, o fórum conta com debates técnicos de alto nível, abordando os principais avanços e desafios da sojicultura no Brasil. Serão apresentados os campeões nas categorias sequeiro e irrigado, com premiação para os campeões regionais das regiões Centro-Oeste, Sul, Nordeste, Norte e Sudeste, além do anúncio do grande campeão nacional.

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Durante a abertura do evento, o presidente do Cesb, Daniel Glat, destacou a relevância do trabalho realizado pela entidade e pela equipe envolvida. “É uma honra estar presente. O comitê conta com uma equipe extremamente dedicada, formada por profissionais voluntários responsáveis por todas as etapas do processo, desde as inscrições até as auditorias e avaliações”, disse.

Segundo Glat, o comitê tem como missão estimular, desenvolver e difundir tecnologias e práticas de manejo voltadas ao aumento da produtividade da soja. Ele também ressaltou a importância de compreender a produtividade de acordo com duas óticas. “A primeira é o crescimento vertical, que representa o foco central do desafio, que é buscar a máxima produtividade em cada hectare. A segunda é a ampliação do número de produtores que conseguem alcançar altos rendimentos em suas lavouras”, comentou.

Para Glat, os campeões do desafio são pioneiros que abrem caminhos e inspiram outros a evoluírem. Ele disse ainda que o propósito do CESB é “promover conhecimento, incentivar práticas sustentáveis e transformar a agricultura brasileira com base em resultados concretos”.

Luiz Antônio da Silva, diretor executivo do Cesb, falou sobre a parceria com o Canal Rural. “Gostaria de agradecer ao Canal Rural. Em 17 edições, o Canal Rural esteve conosco, sendo a marca comercial dos nossos patrocinadores e também nos apoiando para levar informação sobre produtividade em nível nacional.”

Silva reforçou como o Cesb é criterioso e rigoroso na condução do Desafio de Máxima Produtividade. “Com 1.425 inscrições, fica evidente a necessidade de um protocolo robusto, que atenda às exigências de campo e garanta a legitimidade dos dados e a força das informações que compartilhamos. A gente pega pesado na auditoria”, explicou.



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AgroNewsPolítica & Agro

Queda na oferta limita envio de bovinos do Mato Grosso



Abates caem 2,79% no início de 2025




Foto: Pixabay

Mato Grosso registrou forte retração nos embarques interestaduais de bovinos para abate no acumulado entre janeiro e maio de 2025. Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (24), o volume enviado para Mato Grosso do Sul, Rondônia e São Paulo foi de 15,87 mil animais, o que representa queda de 59,17% em relação ao mesmo período de 2024.

O recuo mais expressivo ocorreu nos embarques para São Paulo, onde, entre abril e maio, foram destinadas 1,47 mil cabeças, número 87,79% inferior ao observado no mesmo intervalo do ano anterior.

Ainda conforme o levantamento, os abates realizados dentro do próprio estado também apresentaram redução. No mesmo período, foram abatidas 2,89 milhões de cabeças, queda de 2,79% em comparação ao ano passado.

De acordo com o Imea, o cenário é consequência da menor oferta de animais disponíveis, especialmente devido ao intenso abate de fêmeas observado em 2024, que reduziu o ritmo de engorda e reposição dos plantéis.

Com a diminuição na disponibilidade de animais, tanto internamente quanto para outros estados, o mercado passou a sinalizar um possível fortalecimento da arroba bovina dentro de Mato Grosso.





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NY opera em queda realizando lucros e seguindo refinado em Londres



O açúcar opera com preços mais baixos na sessão eletrônica da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE) neste momento. O mercado cai mais de 1% nos contratos mais próximos com realização de lucros, acompanhando o movimento do refinado na Bolsa de Londres.

Operadores disseram que o aumento da produção da India e da Tailândia, o segundo maior produtor e o segundo maior exportador do mundo, respectivamente, poderia levar a um superávit global na próxima temporada 2025/26.

Os contratos com vencimento em outubro/2025 operam a 16,34 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 0,27 centavo ou 1,62%. Na quarta-feira (25), o açúcar bruto/demerara encerrou o pregão eletrônico com cotações mais altas. Os contratos com entrega em Julho/2025 encerraram o dia a 15,98 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,21 centavo (+1,33%) em relação ao fechamento anterior. Outubro/2025 fechou a 16,61 centavos (+1,52%). Os contratos futuros atingiram o menor nível em mais de quatro anos, a 15,70 centavos na posição julho, com a perspectiva para as safras da India e da Tailândia impulsionada pelas fortes chuvas de monções deste ano. O mercado posteriormente se recuperou com correção técnica, mas ainda está cerca 17% abaixo



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Chicago tem leve alta, buscando recuperação técnica



Os contratos da soja em grão registram preços levemente mais altos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta quinta-feira (26).

O mercado busca um movimento de recuperação técnica após as sucessivas perdas da semana, mas ainda opera próximo das mínimas em 11 semanas.

O clima favorável no Meio-Oeste dos Estados Unidos e a pressão vendedora seguem limitando os avanços. A desvalorização do dólar frente a outras moedas e o bom desempenho do petróleo em Nova York ajudam a compor um cenário mais favorável à correção.

Os contratos com vencimento em novembro operam cotados a US$ 10,19 1/2 por bushel, alta de 1 centavo de dólar, ou 0,09%, em relação ao fechamento anterior.

Ontem (25), a soja fechou em baixa. O mercado seguiu sendo pressionado pelos impactos do cessar-fogo entre o Israel e o Irã, fator que reduz a possibilidade de interrupção no fornecimento de petróleo, que poderia elevar a procura por biocombustíveis.

A previsão de chuvas benéficas às lavouras norte-americanas também complementou o quadro negativo, ampliando as perdas na sessão.

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 20,75 centavos, ou 1,97%, a US$ 10,29 1/2 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,37 por bushel, perda de 18,50 centavos ou 1,78%.



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Senado segue Câmara e também derruba decreto do IOF



Cerca de duas horas após ter sido derrubado em votação na Câmara dos Deputados, o decreto do governo federal que aumentava alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) também foi rejeitado em votação simbólica no plenário do Senado Federal, que aprovou um projeto de decreto legislativo (PDL) revogatório da medida até então em vigor.

As duas votações representam uma derrota política para o governo, que agora precisará definir outras formas de arrecadar ou economizar R$ 20,5 bilhões para cumprir a meta fiscal do orçamento de 2025. Isso porque o governo já bloqueou ou contingenciou outros R$ 31,3 bilhões em despesas deste ano.

A votação foi conduzida pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que pautou o decreto logo após a decisão dos deputados.

Segundo o líder do governo no Senado, Jacques Wagner (PT-BA), o decreto editado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia sido fruto de um acordo político envolvendo os líderes do governo com os presidentes da Câmara e do Senado, e já esvaziava o alcance de uma medida anterior que havia sido revogada pelo próprio governo para atender exigência dos parlamentares.

“Essa Casa vive de cumprir acordos. Foi feito um acordo que está sendo descumprido. Eu não acho isso bom para o Parlamento”, criticou Jacques Wagner.

No Senado, todos os nove senadores do PT registraram voto contrário à derrubada do decreto. O senador Weverton Rocha (PDT-MA) também manifestou voto contrário.

Inclusão na pauta

A decisão de pautar a derrubada do decreto do IOF foi anunciada mais cedo pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em postagem as redes sociais.

Segundo ele, a maioria da Câmara não concorda com elevação de alíquotas do IOF como saída para cumprir o arcabouço fiscal e tem cobrado o corte de despesas primárias.

Já o governo alega que a medida é necessária para evitar mais cortes em políticas sociais e maiores contingenciamentos que podem afetar o funcionamento da máquina pública.

Além disso, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, as regras do decreto corrigiam injustiças tributárias de setores que não pagam imposto sobre a renda.

Mudanças

Entre as medidas propostas no decreto, estavam o aumento na taxação das apostas eletrônicas, as chamadas bets, de 12% para 18%; das fintechs, de 9% para 15% a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), igualando-se aos bancos tradicionais; a taxação das Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), títulos que atualmente são isentos de Imposto de Renda.

O decreto fazia parte de medidas elaboradas pelo Ministério da Fazenda, juntamente com uma Medida Provisória (MP) para reforçar as receitas do governo e atender às metas do arcabouço fiscal.

Debate
“O decreto do presidente da República visa fazer justiça tributária. Por mais que se fale, todos nós sabemos que muitos enviam, às vezes, dinheiro para o exterior, ou gastam dinheiro no exterior, fugindo do pagamento do IOF. E a ideia do governo era evitar essas fugas”, argumentou Jacques Wagner, líder do governo, durante a discussão da matéria no plenário do Senado.

Já o relator do PDL em plenário, senador Izalci Lucas (PL-DF), leu um parecer contrário ao aumento no IOF. Segundo o parlamentar, a medida afetaria micro e pequenas empresas, operações de câmbio, atividades de seguradoras e entidades de previdência complementar. Além disso, ele afirmou que a medida fere os princípios da legalidade tributária e da segurança jurídica.

“Por sua natureza constitucional, o IOF deve ser utilizado com finalidade regulatória e não como instrumento de arrecadação primária”, observou.

“O aumento do IOF sobre operações de crédito eleva sensivelmente o custo do capital para as empresas, especialmente as de menor porte, afetando também consumidores que dependem de crédito pessoal e imobiliário”, acrescentou.



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