terça-feira, maio 19, 2026

Agro

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Suínos perdem competitividade frente à carne de frango



A carne suína vem perdendo competitividade frente à de frango em junho. É isso que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o Cepea, isso se deve às desvalorizações mais intensas da proteína avícola em relação à suinícola, no comparativo com o mês anterior. 

Recentemente os preços da carcaça especial suína registraram reação no atacado da Grande São Paulo. Apesar disso, as quedas verificadas da segunda quinzena de maio até a primeira semana de junho impediram o avanço da média parcial deste mês. 

Quanto ao frango, pesquisadores do Cepea explicam que há grande quantidade de carne disponível no mercado interno em junho. 

Esse maior volume resultou das restrições às exportações impostas pelos parceiros comerciais do Brasil devido à gripe aviária. Dessa forma, os valores das cotações têm sido fortemente pressionados.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Clima na Bahia afeta produtividade do algodão



Produção de algodão é reestimada para 3,85 milhões de toneladas




Foto: Pixabay

A safra brasileira de algodão 2024/25 foi reestimada para 3,85 milhões de toneladas de pluma, conforme relatório divulgado pela StoneX, empresa global de serviços financeiros. O novo dado representa uma redução de 0,7% em relação à projeção feita em maio.

De acordo com a consultoria, o principal motivo para a revisão foi a piora nas condições climáticas na Bahia. A região enfrentou um período de clima mais seco durante março, seguido por chuvas nas proximidades da colheita, o que afetou negativamente o rendimento final. “O clima mais úmido nas vésperas da colheita trouxe uma sensibilidade maior no terço inferior dos algodoeiros de algumas regiões, gerando queda de capulhos em alguns casos. Com esse cenário adverso, a produtividade média no estado baiano será de 1,77 ton/ha, um dos menores valores dos últimos anos”, afirma Raphael Bulascoschi, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

No Mato Grosso, as condições climáticas foram mais favoráveis durante o desenvolvimento vegetativo. As chuvas se estenderam por períodos normalmente secos, favorecendo a segunda safra. Contudo, a continuidade das precipitações em junho pode afetar o ritmo da colheita e a qualidade da fibra.

A previsão para as exportações brasileiras de algodão permanece em 2,9 milhões de toneladas. Apesar do ritmo mais lento dos embarques nas últimas semanas, a expectativa é de que o volume cresça no segundo semestre com a entrada da nova safra.

O cenário internacional, porém, permanece desafiador. A demanda global segue enfraquecida e a valorização do real frente ao dólar tem reduzido a competitividade da fibra brasileira. “No mercado interno, a consultoria revisou para baixo a estimativa de consumo de algodão, que agora é de 700 mil toneladas. O mercado tem tido dificuldade de absorver a pluma e a demanda segue lenta no mercado doméstico”, destaca Bulascoschi.

Com a retração na produção e a revisão para baixo no consumo, os estoques finais foram mantidos estáveis em 2,7 milhões de toneladas.





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com procura elevada em junho preços se sustentam



Os preços do boi, da vaca, novilha e reposição seguem firmes. É isso que mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, a procura de frigoríficos supera a oferta de animais para abate, que tem passado a contar com lotes de confinamento. Esta variedade de animais tende a atingir um preço mais alto no mercado em comparação com os bovinos criados em pasto.

No mercado atacadista de carne com osso em São Paulo, pesquisas do Cepea indicam que as cotações também vêm se sustentando. Isso, mesmo neste período do mês, onde há certa lentidão nas vendas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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IPCA-15 sobe menos do que o projetado em junho ante maio



O Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,26% em junho na comparação com maio, 0,1 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada no quinto mês do ano (0,36%). As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O acumulado no ano ficou em 3,06%, enquanto o acumulado em 12 meses foi de 5,27%. Em junho de 2024, o IPCA-15 havia registrado alta de 0,39%. Tanto o resultado mensal quanto o acumulado de 12 meses ficaram abaixo das projeções de +0,30% e +5,31%, respectivamente, medidas pelo Termômetro Safras.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta em junho. A maior variação e o maior impacto vieram de Habitação (1,08% e 0,16 p.p.), seguido de Vestuário com 0,51%. O grupo Alimentação e bebidas, após nove meses consecutivos de alta, apresentou recuo de 0,02%, assim como Educação. Os demais grupos oscilaram entre o 0,02% de Comunicação e o 0,29% de Saúde e cuidados pessoais.

No grupo Habitação (1,08%), destaca-se a energia elétrica residencial (3,29% e 0,13 p.p.), principal impacto individual no índice. Em junho, passou a vigorar a bandeira tarifária vermelha patamar 1, com a cobrança adicional de R$4,46 a cada 100kwh consumidos.

Além disso, foram apropriados os seguintes reajustes tarifários: 7,36% em Belo Horizonte (6,82%), a partir de 28 de maio; 3,33% em Recife (4,58%), a partir de 29 de abril; 2,07% em Salvador (2,30%), a partir de 22 de abril; e redução de 1,68% na tarifa em Fortaleza (3,53%), a partir de 22 de abril. Ainda em Habitação, a taxa de água e esgoto (0,94%) incorpora os seguintes reajustes: 9,88% em Brasília (4,43%), a partir de 1º de junho; 3,83% em Curitiba (3,70%), a partir de 17 de maio 9,98% em Recife (3,33%), a partir de 26 de abril e 6,58% em uma das concessionárias em Porto Alegre (1,95%), a partir de 4 de maio. O gás encanado (0,13%) teve reajuste médio de 0,77% no Rio de



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Café registra queda em NY com redução dos riscos de geadas no Brasil



O café arábica opera com preços mais baixos na sessão eletrônica da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE) neste momento.

Os futuros do café mantêm parte das perdas da última sessão. O mercado temia geadas nesta última madrugada no cinturão cafeeiro do Brasil, com a passagem de uma massa de ar polar. Porém, o frio foi intenso, mas houve apenas geadas pontuais, localizadas, em áreas de baixadas, em elevadas altitudes e beira de rios, de fraca intensidade.

As perdas nas cotações são limitadas pela alta nos preços do petróleo e pelo avanço nas bolsas de valores da Europa. Os contratos com entrega em setembro/25 operam a 303,05 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 0,45 centavo ou 0,14%.

Na quarta-feira (25), o café arábica encerrou as operações com preços acentuadamente mais baixos. As cotações recuaram aos patamares mais baixos em cinco meses e meio, com o contrato setembro ameaçando romper para baixo a importante linha técnica e psicológica de 300 centavos de dólar por libra-peso, batendo em 300,60 centavos na mínima do dia.

Sul e cerrado de Minas Gerais e a Mogiana paulista, grandes áreas produtoras, saíram ilesas, sem indicações de prejuízos, conforme fontes consultadas. Os riscos dessa massa de ar polar passaram e o mercado monitora as próximas passagens e riscos que podem vir, já que este inverno promete ser mais rigoroso, segundo as informações meteorológicas.

Os contratos com entrega em julho/2025 fecharam a 308,65 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 6,70 centavos, ou de 2,1%. A posição setembro/2025 fechou a 304,50 centavos, com baixa de 6,85 centavos, ou de 2,2%.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Sindilat/RS transforma produção do concurso leiteiro em gesto solidário


O tradicional banho de leite, além de comemorar os vencedores do Concurso Leiteiro na Fenasul Expoleite 2025, também foi marcado por um gesto de solidariedade. O Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) destinou 1.020 litros de leite — volume equivalente à produção registrada durante o concurso — para a Prefeitura Municipal de Esteio, que fará a distribuição entre entidades de assistência social do município.

“Com este gesto, reafirmamos o compromisso da indústria láctea gaúcha com a retomada da produção neste período desafiador, reforçando nossa responsabilidade social e o papel do setor na construção da economia local”, destacou o presidente do Sindilat/RS, Guilherme Portella. O dirigente participou da apresentação ao lado dos produtores premiados, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).

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Chicago busca recuperação com apoio do dólar fraco e alta do petróleo



Os contratos do milho operam com preços mais altos nas negociações da sessão eletrônica da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta quinta-feira (26).

O mercado se firma em território positivo, tentando recuperar parte das perdas após atingir os menores níveis de preços desde outubro de 2024.

A valorização do petróleo em Nova York e a fraqueza do dólar frente a outras moedas contribuem para o movimento de correção nas cotações do cereal.

Além disso, os investidores operam em compasso de espera pelo relatório de exportações semanais do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), que sai logo mais.

Analistas esperam vendas entre 650 mil e 1,4 milhão de toneladas. Os contratos com entrega em setembro estão cotados a US$ 4,06 1/4 por bushel, alta de 1,25 centavo de dólar, ou 0,30%, em relação ao fechamento anterior.

Ontem (25), o milho fechou com baixa nos preços. O mercado foi pressionado pelas condições climáticas amplamente favoráveis nos Estados Unidos, com previsão de calor moderado e chuvas no Meio-Oeste, o que deve beneficiar o desenvolvimento das lavouras.

Além disso, a fraca demanda voltada a produção de etanol no país complementou o quadro negativo.

Na sessão, os contratos com entrega em julho de 2025 fecharam com baixa de 1,75 centavos, ou 1,75%, cotados a US$ 4,05 por bushel. Os contratos com entrega em dezembro de 2025 fecharam com recuo de 6,50 centavos, ou 1,51%, cotados a US$ 4,22 1/2 por bushel.



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Nova mistura de etanol na gasolina entra em vigor e impulsiona produção de milho, diz Unem



A União Nacional do Etanol de Milho (Unem) declarou apoio integral ao aumento da porcentagem de etanol anidro na gasolina C, que passará de 27% para 30% (E30) em 1º de agosto.

A entidade classificou a medida como estratégica para a transição energética no Brasil.

A Unem destacou a capacidade do setor em garantir oferta regular do biocombustível ao longo de todo o ano, inclusive durante a entressafra da cana-de-açúcar.

“Já asseguramos uma oferta regular superior a 800 milhões de litros por mês, garantindo o abastecimento mesmo durante a entressafra”, afirmou o presidente da entidade, Guilherme Nolasco, em nota enviada à reportagem.

Segundo ele, para o ciclo 2025/26, a expectativa é de crescimento superior a 20%, com produção anual estimada em 10 bilhões de litros. Em menos de uma década, o setor pode ultrapassar a marca de 20 bilhões de litros por ano.

A Unem avalia que a adoção do E30 poderá impulsionar a descarbonização do transporte, fortalecer a indústria de biocombustíveis e ampliar a segurança energética nacional.

“A nova proporção não compromete a performance dos veículos. Ao contrário, permite ampliar o uso de combustível renovável sem necessidade de adaptações tecnológicas”, destacou a Unem.

A entidade também lembrou que o E30 já é utilizado em outros países. Nos Estados Unidos, o estado de Nebraska foi um dos pioneiros, e o Paraguai autorizou o uso da mistura no primeiro semestre de 2025. Para a Unem, o Brasil pode “ir além” e iniciar os estudos para o E35, consolidando sua liderança global em transição energética.



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Empreendedor usa festas juninas para turbinar as vendas



Com a chegada das festas juninas, Reginaldo viu uma oportunidade de transformar um produto tradicional em sucesso de vendas. Produtor de licor de gengibre durante todo o ano, ele decidiu criar uma versão temática especialmente para o mês de junho.

Inspirado por suas raízes nordestinas, Reginaldo associou o sabor do licor ao clima das festas. “O licor lembra o quentão, que é típico dessa época. Pensei: por que não trazer o caipira para o rótulo e destacar o São João?”, conta ele. A ideia resultou em uma edição limitada com identidade visual junina; incluindo um pequeno chapéu de palha na embalagem.

Mesmo com o novo visual, o valor do produto foi mantido. Segundo Reginaldo, a proposta não era lucrar mais, mas criar conexão. “O cliente compra para presentear. Isso fideliza. Ele se sente valorizado, e eu aumento as vendas.”

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Desde o lançamento, a edição especial tem se destacado nas prateleiras. “O visual chama atenção. A pessoa passa, vê o “chapéuzinho”, e lembra da quadrilha, da quermesse. Está vendendo muito bem”, afirma o produtor que esteve presente, com apoio do Sebrae, na Bio Brazil Fair & Naturaltech, evento que aconteceu na capital paulista.



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Senado aprova aumento do número de deputados federais para 531


Os senadores aprovaram nesta quarta-feira (25) o aumento do número de deputados federais, ou seja, após as eleições de 2026, a Câmara dos Deputados terá 531 representantes, 18 a mais que os atuais 513.

O projeto de lei complementar foi aprovado com 41 votos favoráveis contra 33 contrários.

texto estabelece que a criação e manutenção das novas vagas não poderá aumentar as despesas totais da Câmara entre 2027 e 2030.

O projeto sofreu mudanças pelos senadores e voltará para análise da Câmara.

O relator, senador Marcelo Castro (MDB-PI), acatou sugestões do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e, com isso, a Câmara terá que manter os novos mandatos sem aumento real de despesas durante a próxima legislatura (2027-2030), inclusive das verbas de gabinete, cotas parlamentares, passagens aéreas e auxílio-moradia. Nesse período, as despesas terão atualização monetária anualmente.

“Não haverá impacto orçamentário de nenhum centavo”, disse Castro.

Já os senadores contrários argumentaram que a mudança vai aumentar os gastos da Câmara em R$ 150 milhões por ano.

“Sabemos que vai ter impacto. Não é só de salário de deputado: é de estrutura de gabinete, apartamento funcional, emendas parlamentares. Será que os deputados vão abrir mão das suas emendas para acomodar os 18 que vão entrar? É claro que não. Se teve aumento de emendas sem os 18 deputados, imagine com os 18 deputados”, afirmou senador Eduardo Girão (Novo-CE).

Outra alteração foi a retirada de auditoria dos dados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), com possibilidade de pedido de impugnação por partidos políticos ou estados.

Pelo texto aprovado, as futuras vagas serão definidas a partir de dados oficiais de cada censo demográfico do IBGE, vedado o uso de dados obtidos por meio de pesquisas amostrais ou estimativas intercensitárias. A próxima atualização será feita com os dados do Censo de 2030.

Entenda

O PDL 177 de 2023 que prevê o aumento do número de deputados federais foi aprovado na Câmara como resposta à uma exigência do Supremo Tribunal Federal (STF).

A Corte determinou que o Congresso vote uma lei, até 30 de junho deste ano, para redistribuir a representação de deputados federais em relação à proporção da população brasileira em cada unidade da Federação (UF).

Isso porque a Constituição determina que o número de vagas de deputados seja ajustado antes de cada eleição “para que nenhuma daquelas unidades da Federação tenha menos de oito ou mais de setenta deputados”. A última atualização foi em 1993.

Na ocasião, os deputados não quiseram reduzir o número de parlamentares de algumas unidades da Federação seguindo o critério proporcional. Se essa regra fosse seguida, Rio de Janeiro, Bahia, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Sul poderiam perder cadeiras. 

No lugar, o PDL aprovado na Câmara aumenta o número de vagas para os estados que tenham apresentado crescimento populacional. 

>> Estados que ganham deputados federais:

  • Ceará: mais 1 deputado
  • Goiás: mais 1 deputado
  • Minas Gerais: mais 1 deputado
  • Paraná: mais 1 deputado
  • Mato Grosso: mais 2 deputados
  • Amazonas: mais 2 deputados
  • Rio Grande do Norte: mais 2 deputados
  • Pará: mais 4 deputados
  • Santa Catarina: mais 4 deputados

Impacto nos Legislativos estaduais

Com o aumento no número de deputados federais, a quantidade de deputados estaduais deve ter alterações.

Constituição prevê que cada Assembleia Legislativa deve ter o triplo da representação do estado na Câmara dos Deputados, até o limite de 36, acrescido do número de deputados federais acima de doze.

Por exemplo: o Acre, com oito deputados federais, tem 24 deputados estaduais. Já São Paulo, com 70 deputados federais, tem 94 deputados estaduais, que é a soma de 36 com 58.

*Com informações da Agência Senado



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