
O mercado brasileiro de soja seguiu travado nesta sexta-feira (27), com ritmo lento de negócios. Os preços se mantiveram firmes, oscilando entre estáveis e mais altos. De acordo com o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as indicações melhoraram levemente, com compradores elevando suas ofertas e produtores reduzindo um pouco as exigências, mas o spread ainda permanece largo, o que dificulta um avanço maior nas negociações.
A Bolsa de Chicago subiu e ofereceu suporte ao mercado, enquanto o dólar teve um dia de bastante volatilidade. Os prêmios continuam positivos. Segundo Silveira, o foco do mercado agora está no relatório de área dos Estados Unidos, que será divulgado na próxima segunda-feira. “O clima é de cautela, todos esperando uma direção mais clara”, afirmou.
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira em alta, apoiados pelo otimismo nas relações comerciais entre Estados Unidos e China, o que pode significar maior demanda pela soja norte-americana. Além disso, investidores se posicionaram antes da divulgação dos relatórios de área plantada e estoques trimestrais, prevista para segunda-feira (30). Apesar da alta do dia, a posição agosto/25 acumulou queda de 3,56% na semana.
Analistas projetam que os estoques trimestrais de soja dos EUA em 1º de junho devem ficar levemente acima do volume do mesmo período do ano anterior: 971 milhões de bushels contra 970 milhões registrados em 2024. Em 1º de março, o número era de 1,910 bilhão de bushels.
A área plantada com soja nos EUA em 2025 deve alcançar 83,648 milhões de acres, superando a intenção divulgada em março (83,495 milhões). No ano passado, foram 87,050 milhões. As estimativas variam de 83 a 85 milhões de acres, segundo analistas.
O contrato da soja em grão com entrega em agosto subiu 5,50 centavos (0,53%) e fechou a US$ 10,33 1/4 por bushel. A posição novembro avançou 8,25 centavos (0,81%), a US$ 10,24 3/4.
Nos subprodutos, o farelo para dezembro subiu US$ 1,4 (0,48%), a US$ 288,50 por tonelada. Já o óleo com vencimento em dezembro caiu 0,24 centavo (0,45%), a 52,61 centavos de dólar por libra-peso.
O dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,26%, cotado a R$ 5,4830 na venda e R$ 5,4810 na compra. Ao longo do pregão, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,4601 e R$ 5,5046. Na semana, a divisa acumulou desvalorização de 0,79%.

Um ciclone começa a se formar neste final de semana e deve atingir grande parte da Região Sul, com destaque para o centro-norte do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e centro-sul do Paraná. Com a previsão de volumes elevados de chuva, as atividades no campo, especialmente nos cultivos de inverno, podem ser interrompidas.
O produtor deve ficar atento ao risco de alagamentos e deslizamentos de terra, principalmente em áreas mais vulneráveis do interior do Rio Grande do Sul. Além disso, a chuva intensa também deve atrasar a colheita do milho segunda safra em áreas do oeste catarinense e sul do Paraná.
Enquanto o Sul lida com o excesso de água, em boa parte do Sudeste, Centro-Oeste e região do Matopiba, o cenário é o oposto. Segundo alerta da Defesa Civil, o tempo seco e quente deve predominar entre segunda (30/6) e quarta-feira (2), aumentando o risco de focos de incêndio. O produtor deve evitar qualquer tipo de manejo com fogo neste período.
Por outro lado, a colheita do algodão segue tranquila nessas regiões, com condições climáticas favoráveis.
Entre os dias 3 e 7 de julho, a chuva tende a dar uma trégua no Sul, mas a umidade do solo ainda será um entrave para as operações em campo. O risco de geadas associadas à chuva volumosa anterior pode forçar replantio de cultivos de inverno, como trigo e cevada, em algumas áreas.
De 8 a 12 de julho, o clima segue mais seco nas demais regiões do país. Isso deve beneficiar os trabalhos de colheita do algodão e do café no Norte, Nordeste e Sudeste. O maior alerta continua sendo para o Sul, onde as chuvas penalizam o andamento das lavouras, afetando diretamente o ritmo da produção agrícola, especialmente no Rio Grande do Sul.
A Agropecuária Maragogipe tem se destacado nacionalmente por alcançar um feito de alto impacto na pecuária intensiva: bois com 24 arrobas abatidos aos 14 meses de idade. O segredo está em um protocolo nutricional preciso, aliado a genética superior e manejo de excelência, que já virou referência no Brasil. Assista ao vídeo abaixo e confira esta história.
No mais recente episódio da série A Saga Maragogipe, o diretor de operações Lucas Marques e o supervisor de confinamento João Paulo Sanches explicam como mais de 2.500 animais de cruzamento industrial são engordados em apenas 130 dias de confinamento com resultados padronizados e rentáveis.


O protocolo nutricional da fazenda começa cedo, ainda com os bezerros ao pé da mãe, por meio do sistema de creep-feeding.
Após a desmama precoce, os machos atingem 409 kg e as fêmeas, 376 kg. Já adaptados, esses animais pulam a primeira fase do confinamento comercial, iniciando diretamente na adaptação 2.
A dieta é rica em milho moído, silagem de milho e DDG (grão seco de destilaria), que promove alta conversão alimentar e ganho de carcaça com eficiência.


Um dos grandes diferenciais do sistema está na eficiência alimentar. Os bois superprecoces consomem, em média, 10 kg a menos de matéria seca por arroba produzida do que os animais convencionais.
Essa economia representa uma redução de custos de R$ 80 a R$ 100 por arroba, apenas com base na conversão.
“Quando manejo, nutrição e genética estão alinhados, o desempenho explode. Não é milagre, é protocolo e consistência”, afirma João Paulo Sanches.


Com média de 23 a 24 arrobas aos 13 a 14 meses de idade, os animais do confinamento da Maragogipe chamam atenção pela uniformidade.
O rebanho apresenta biotipo semelhante e alto desempenho, reflexo de um programa de melhoramento genético rigoroso.
A fazenda investe tanto nas fêmeas do plantel quanto na escolha de touros Angus com DEPs positivas para ganho de peso, acabamento de carcaça e precocidade.


Além da performance zootécnica, a Maragogipe adota um modelo de produção baseado na integração lavoura-pecuária, promovendo sustentabilidade e eficiência.
A rotação de culturas melhora o solo, eleva a qualidade da forragem e reduz o custo com insumos, potencializando o desempenho no cocho.
“É um sistema que fecha o ciclo: solo bem cuidado, planta forte, boi saudável e carne de qualidade na mesa do consumidor”, resume Lucas Marques.
Estudo recente da Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio) identificou a necessidade de o Brasil consolidar ainda mais suas atenções às exportações de proteína com valor agregado, diante da competitividade da produção brasileira e a política nacional de biocombustíveis, que estimula diretamente a cadeia de proteínas.
Com a política pública do Combustível do Futuro, contudo, isso irá se intensificar. A partir de um cronograma previsível de aumento da mistura de biodiesel no diesel fóssil, produziremos mais farelo de soja, estimulando a indústria de proteína animal e abrindo exportação de produtos com valor agregado.
No entanto, sem uma política de Estado sobre as exportações, que vise combater o protecionismo, desburocratizar processos e dar protagonismo à carne brasileira, essa política será enfraquecida. Segundo o estudo, a agroindústria brasileira observa um futuro promissor a partir da diversificação da matriz de exportações, e a cadeia da soja terá um papel fundamental nisso.
Poderemos abrir mercados mais vultosos em economias emergentes e desenvolvidas, podendo ampliar as possibilidades de embarques para mercados como Estados Unidos, Alemanha, França e Reino Unido, levando produtos com maior valor agregado que vão além das commodities tradicionais.
Na América Latina, por exemplo, podemos consolidar a posição do Brasil frente ao Paraguai e Argentina como principal parceiro comercial, uma vez que já somos responsáveis pelo total de 24,21% e 23,51% do total das importações nesses países, respectivamente.
Por outro lado, nas economias mais desenvolvidas, como EUA, Alemanha, França e Reino Unido, a participação do Brasil nas importações ainda é bastante baixa, variando de 0,45% a 1,32%. Isso ocorre mesmo com a exportação consistente de produtos como soja, café, celulose, minério de ferro e itens agroindustriais.
Na Ásia, a China se mantém como um parceiro estratégico, sendo o principal destino para as commodities agrícolas e minerais do Brasil. No entanto, representa apenas 4,79% do total das importações chinesas, indicando espaço para aumentar a oferta de alimentos processados e produtos mais elaborados.
Outros mercados emergentes também vêm ganhando destaque nas metas de expansão do comércio brasileiro. Países como Vietnã, Indonésia, Filipinas, Polônia, Romênia, Bulgária e Guiana apresentam economias em crescimento e uma demanda crescente por alimentos e insumos agrícolas. A Guiana, por exemplo, que teve um aumento de 758% no PIB per capita nas últimas duas décadas, já importa 6,35% de seus produtos do Brasil. Esses mercados representam oportunidades valiosas para o Brasil ampliar sua presença, aproveitando o crescimento econômico e a crescente necessidade de produtos brasileiros.
O estudo também ressalta que o avanço nas exportações está diretamente ligado ao fortalecimento de acordos comerciais, à redução de tarifas e barreiras sanitárias, além de uma maior integração do país ao comércio global. A recente negociação para a abertura do mercado de carne no Vietnã serve como modelo para que o Brasil possa conquistar novos destinos, agregar valor às suas exportações e diversificar sua rede de parceiros comerciais.
Mas é preciso reforçar: para figurarem como grandes fornecedores de proteína animal para o mundo e, consequentemente, como responsáveis pelo enfrentamento da inflação global, é necessário que o Congresso discuta, ao lado da sociedade organizada, uma política clara e eficaz de exportações.
Só assim daremos a segurança jurídica e os estímulos necessários para que nossas cadeias produtivas explorem ainda mais o potencial exportador do país.


*Alceu Moreira é deputado federal (MDB-RS) e presidente da Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio)
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Mercado também aguarda com atenção o relatório de plantio definitivo
Agrolink
– Aline Merladete

Foto: Canva
A cotação do milho na Bolsa de Chicago caiu para US$ 4,09/bushel no dia 26 de junho, o menor valor desde outubro de 2024. A desvalorização reflete a expectativa de uma safra recorde nos Estados Unidos e o bom andamento das lavouras, com 70% delas em condições boas a excelentes.
De acordo com a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), o mercado também aguarda com atenção o relatório de plantio definitivo, previsto para o final de junho. Até o momento, 97% das áreas já estão germinadas.
Mesmo com exportações de 903.800 toneladas na última semana, lideradas pelo Japão, os embarques não foram suficientes para sustentar os preços internacionais. No Brasil, os valores seguem pressionados. A colheita da safrinha avança de forma desigual — com destaque para o Mato Grosso, onde chegou a 14,1% —, e a previsão da Agroconsult aponta para produção total de até 150 milhões de toneladas no país.
O cenário indica que o excesso de oferta, aliado às dificuldades logísticas e à estagnação das exportações brasileiras, deve manter os preços internacionais e internos em patamares baixos nos próximos meses.

A Colgate-Palmolive Brasil informou que deixará de fabricar o creme dental Colgate Total Prevenção Ativa Clean Mint após mais de 1.200 consumidores terem procurado a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde janeiro deste ano com relatos de efeitos adversos após o uso.
A produção havia sido interditada cautelarmente pela autarquia vinculada ao Ministério da Saúde no início de 2025, quando 13 casos haviam sido registrados. Contudo, a empresa recorreu na justiça e conseguiu a suspensão temporária da proibição, mantendo o produto à venda.
No entanto, um mês depois, a Anvisa derrubou a decisão e manteve a comercialização proibida devido à alta de relatos de reações. A restrição segue em vigor.
Em nota, a Colgate-Palmolive informou que o produto, cuja distribuição para as lojas foi interrompida no final de março, não apresenta problemas de qualidade. “A decisão é incentivada pela investigação conduzida em atenção aos consumidores brasileiros e à Anvisa, tendo por objeto os níveis de aromatizante do produto”.
Na resolução em que suspendeu os lotes do produto, a Anvisa destacou que uma das possibilidades é que a inclusão da substância fluoreto de estanho na fórmula possa ser a causadora das reações, que incluem:
Em comunicado, a Colgate-Palmolive recomendou que, caso o consumidor perceba “qualquer tipo de desconforto, irritação ou alteração incomum ao utilizar o produto, suspenda o uso imediatamente e entre em contato com o seu dentista”.
A companhia deixou à disposição dos consumidores o contato pelo site e o seguinte número de WhatsApp: +55 11 97276-8642
*Com informações da Agência Brasil

A Datagro Grãos aumentou a estimativa de produção de milho da safra 2024/25 no Brasil de 132,7 para 134 milhões de toneladas. Assim, o levantamento de junho mostra avanço de 10% em relação ao colhido na temporada passada, que somou 122 milhões de toneladas.
De acordo com a consultoria, a safra de verão recém-colhida está estimada em 25,4 milhões de toneladas, avanço de 2,8% em relação ao registrado no cicli anterior (24,7), mesmo com uma redução de 6% da área plantada.
Já o milho safrinha, atualmente responsável por 81% da produção nacional, está projetado em 108,5 milhões de toneladas, 11% superior às 97,3 milhões de toneladas colhidas em 2023/24. No levantamento da consultoria, o número se aproxima do recorde histórico de 108,6 milhões de toneladas registrado em 2022/23.
A produtividade média foi ajustada para cima, de 5.957 kg/ha para 5.986 kg/ha, o maior rendimento já observado para lavouras de inverno no Brasil — 7% acima do obtido em 2023/24.
Apesar da colheita volumosa, a consultoria projeta um déficit no mercado brasileiro de milho (produção – consumo) de 1,2 milhão de toneladas, o quinto consecutivo, embora menos severo que o registrado em 2023/24, quando o número foi de 5,2 milhões de toneladas.
No caso da safra 2024/25 de soja, a Datagro Grãos elevou a sua estimava de produção de 172 para 173,5 milhões de toneladas (+0,8%), avanço de 12% sobre a temporada 2023/24, marcada por severas perdas em várias regiões do país.
A área plantada com a oleaginosa é avaliada em 48 milhões de hectares nesta safra, 4% acima dos 46,2 milhões de hectares do ciclo anterior. Espera-se, também, melhora de 8% no rendimento médio, que chega a 3.614 kg/ha.
Para a Datagro, é esperado que a produção brasileira supere a demanda total por soja em apenas cerca de 0,1 milhão de tonelada, dado recorde de demanda interna e externa pelo grão. Assim, a expectativa é que seja o primeiro superávit após cinco anos consecutivos de déficit.
A Feicorte 2025 consolidou-se como o principal evento da cadeia da carne bovina no Brasil, apresentando um crescimento de 12% em relação à edição anterior. Realizada em Presidente Prudente (SP), a feira recebeu 16 mil visitantes, mais de 100 expositores e 40 palestrantes nacionais e internacionais, ocupando uma área coberta de 6.500 m². Assista ao vídeo abaixo e confira os destaques.
Segundo Guilherme Piai, secretário de Agricultura de São Paulo, o evento marca a força da pecuária brasileira:
“A Feicorte volta maior, com mais expositores e os maiores nomes da carne, além de contar com lideranças como o governador Tarcísio de Freitas, o ex-presidente Jair Bolsonaro e parlamentares estaduais e federais.”
Mais do que números, a edição de 2025 foi marcada pelo foco em sustentabilidade, inovação tecnológica e pela integração entre governo, pesquisa, produtores e indústrias.

Durante a abertura oficial, o governador Tarcísio de Freitas anunciou a doação do Recinto Jacob Tosello à prefeitura, garantindo a permanência da Feicorte na cidade.
Também foram entregues títulos de propriedade rural, reforçando a regularização fundiária no estado.
Outro destaque foi o lançamento do Fundesa-PEC, fundo público complementar de indenização para casos de febre aftosa, apresentado pelo coordenador Luiz Henrique Borachello.

Instituições como o Instituto de Zootecnia (IZ) e a APTA apresentaram soluções sustentáveis para a pecuária.
O diretor do IZ, Enílson Ribeiro, destacou a criação do Centro de Pesquisa em Pecuária Sustentável, com foco em medir as emissões reais de metano e desenvolver alternativas como aditivos naturais, óleos essenciais e manejo de pastagem para mitigar gases.
“Precisamos de dados reais da nossa realidade”, reforçou Enílson, ao defender a pesquisa nacional como ferramenta estratégica.
A integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) foi destaque nos debates promovidos pela CATI e pela Rede ILPF. O coordenador Ricardo Pereira apontou a tecnologia como alternativa viável para o oeste paulista, região marcada por pastagens extensas.
“É possível produzir grãos e boi no mesmo hectare com lucro e sustentabilidade”, afirmou Ricardo Pereira.
Andreza Cruz complementou que o sucesso da ILPF passa pela sucessão familiar, com jovens no campo preparados para manter a produção integrada.

A diversidade genética da pecuária nacional foi celebrada com degustações de carnes de 14 raças bovinas, destacando a qualidade da carne brasileira. Para Carla Tuccilio, da organização do evento, “todo mundo teve a chance de provar a excelência da nossa produção”.
Eduardo Pedroso, da Friboi, celebrou a retomada da Feicorte como espaço de referência: “O evento voltou a ser o que sempre foi: o coração da pecuária brasileira.”

A partir de 1º de julho, entra em vigor em todo o Tocantins o vazio sanitário da soja, período em que é proibido o plantio e a manutenção de plantas vivas de soja em lavouras de sequeiro. Conforme também divulgado pelo Governo do estado, a medida segue até o dia 30 de setembro e é considerada essencial para o controle da ferrugem asiática, principal praga que ataca a cultura da soja.
Segundo Cleovan Barbosa, responsável técnico pelo Programa Estadual de Ferrugem Asiática, a interrupção do ciclo da planta nesse período tem como objetivo quebrar o ciclo de vida do fungo Phakopsora pachyrhizi, que provoca a doença. “Durante esses três meses, a Adapec continuará monitorando e fiscalizando as áreas cultivadas para garantir a eliminação total de plantas vivas no campo”, afirmou.
Cabe aos próprios produtores rurais a eliminação total de plantas vivas, inclusive as chamadas sojas voluntárias, que nascem de forma espontânea após colheitas anteriores. A remoção pode ser feita por métodos químicos ou mecânicos. Caso não seja realizada, os responsáveis estarão sujeitos a sanções previstas em lei.
Apesar da proibição, a legislação permite cultivos excepcionais durante o vazio sanitário, desde que voltados à pesquisa científica, produção de sementes para uso próprio e experimentos acadêmicos, especialmente nas planícies tropicais com sistema de subirrigação.
Na safra 2024/2025, o Tocantins registrou uma área plantada de 1,415 milhão de hectares de soja de sequeiro, abrangendo 2.705 propriedades cadastradas na Agência de Defesa Agropecuária (Adapec).
A ferrugem asiática é uma das doenças mais severas que afetam a soja. O fungo responsável se espalha facilmente com o vento e provoca desfolha precoce nas plantas, o que impede o desenvolvimento completo dos grãos e causa prejuízos à produtividade.