terça-feira, maio 19, 2026

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Baiano especialista em cacau é nomeado como novo diretor geral da Ceplac



O Governo Federal nomeou Thiago Guedes, como novo diretor geral para a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), órgão da estrutura do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Guedes é ex-Chefe de Gabinete da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia e figura de compromisso na formulação de políticas públicas para a agropecuária sustentável.

A nomeação foi publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (30) e foi recebida com entusiasmo por produtores, lideranças políticas e movimentos da agropecuária da Bahia, Pará e Espírito Santo, os três maiores estados produtores de cacau do país.

Natural de Itabuna, Sul da Bahia, com raízes familiares na cacauicultura e formação em Engenharia Agronômica pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Guedes construiu uma sólida carreira com foco em sistemas agroflorestais, agroecologia e sustentabilidade na produção de cacau, tendo atuado em projetos também no Espírito Santo e no Pará.

Nos últimos anos, acumulou experiências na implantação de políticas estruturantes, como o Plano de Agricultura de Baixo Carbono da Bahia (Plano ABC+ Bahia), atuou na Câmara Setorial Nacional do Cacau e Sistemas Agroflorestais e na Câmara Setorial do Cacau do Estado da Bahia.

No âmbito nacional, foi secretário geral da Sociedade Brasileira de Sistemas Agroflorestais, coordenador da Comissão Nacional de Produção Orgânica e contribuiu na construção do Plano Inova Cacau 2030, garantindo um lastro técnico, bom trânsito político e diálogo com o setor, para a agenda da inovação agroambiental do cacau.

“Thiago representa uma geração de profissionais comprometidos com a valorização do cacau brasileiro, aliando ciência, competitividade do setor, articulação e conservação produtiva. Sua nomeação reforça o papel estratégico da CEPLAC na transição sustentável da agricultura brasileira”, destacou o superintendente da Bahiater da Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia, Lanns Almeida, com quem Guedes tem boa parceria.

Guedes também coordenou programas voltados à certificação socioambiental de cacau, qualidade de amêndoas de cacau, recuperação de áreas degradadas, agricultura familiar e agregação de valor por meio da verticalização do setor cacaueiro com a produção de chocolate de origem e Indicação Geográfica.

Foi autor e organizador de publicações técnicas e científicas, incluindo o Guia de Manejo do Agroecossistema Cacau Cabruca e o Plano ABC+ Bahia.

Sua chegada à Ceplac ocorre num momento decisivo: a instituição passa por debates sobre sua reestruturação e retomada do protagonismo nacional diante de novos desafios globais, como o European Union Deforestation-Free Regulation (EUDR), que impacta diretamente as exportações de cacau.

Expectativa

A expectativa é que, sob sua gestão, a CEPLAC fortaleça a integração entre ciência, mercado e produtores – resgatando seu papel histórico como indutora do desenvolvimento da cacauicultura na Amazônia, na Mata Atlântica e mais recente no Cerrado.

Líderes do setor já sinalizam apoio à nova direção, vislumbrando avanços em temas como rastreabilidade, bioeconomia, pesquisa aplicada, aumento da produtividade no cacau, transferência de tecnologia pela extensão, atenção à defesa agropecuária, mercado de carbono, sistema agroflorestal e valorização da Cabruca.

Com 15 anos de atuação estratégica no setor agropecuário, Thiago Guedes chega à direção da Ceplac com a missão de reconectar passado e futuro da cacauicultura brasileira.

A indicação do cargo foi iniciada pela Deputada Federal Elisângela Araújo do PT, a partir do alinhamento com a Ministra-Chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República Gleisi Hoffmann e contatos prévios com lideranças da região cacaueira do sul da Bahia que se adicionam ao fortalecimento do setor cacaueiro, como já discutido com líderes do Governo da Bahia como a Deputada Federal Lídice da Mata PSB e o senador Jaques Wagner PT, numa estratégia que consolida boas perspectivas para o setor do cacau no Brasil.


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mercado financeiro reduz previsão para 5,2%



A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 5,24% para 5,20% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (30), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), em Brasília, com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2026, a projeção da inflação permaneceu em 4,5%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 4% e 3,83%, respectivamente.

A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

Em maio, a inflação oficial fechou em 0,26%, pressionada principalmente pelo aumento da energia elétrica residencial. O resultado mostra desaceleração após o IPCA ter marcado 0,43% em abril. O índice – divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – acumula taxas de 2,75% no ano e de 5,32% em 12 meses.

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Apesar do recuo recente da inflação, as incertezas em relação à economia fizeram o colegiado elevar os juros em 0,25 ponto percentual na última reunião, neste mês, sendo o sétimo aumento seguido da Selic em um ciclo de contração na política monetária.

Em ata, o Copom informou que deverá manter os juros no mesmo patamar nas próximas reuniões, enquanto observa os efeitos do ciclo de alta da Selic sobre a economia. No entanto, não descartou mais aumentos, caso a inflação suba.

A decisão surpreendeu parte do mercado financeiro, que não esperava um novo aumento e, nesse cenário, a estimativa dos analistas é que a taxa básica encerre 2025 em 15% ao ano. Para o fim de 2026, a expectativa é de que a taxa básica caia para 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente, para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

A estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano se manteve em 2,21% nesta edição do Boletim Focus. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país) subiu de 1,85% para 1,87%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2%, para os dois anos.

Puxada pela agropecuária, no primeiro trimestre de 2025, a economia brasileira cresceu 1,4%, de acordo com o IBGE.

Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021 quando o PIB alcançou 4,8%.

A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,70 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,79.



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Julho é o pior mês para vender milho?



Alguns fatores pesam negativamente sobre os preços



Alguns fatores pesam negativamente sobre os preços
Alguns fatores pesam negativamente sobre os preços – Foto: Pixabay

Com custos distintos entre a primeira e a segunda safra, os resultados financeiros também divergem: enquanto o milho da safra verão ainda garante um lucro de 10,58%, a Safrinha desta temporada apresenta prejuízo de 9,91%, segundo análise da TF Agroeconômica. A consultoria destaca que, para o produtor que ainda não comercializou, o ideal é esperar a retomada de preços no segundo semestre. Vender durante julho, mês de pico da colheita e de preços historicamente baixos, deve ser evitado.

De acordo com a TF Agroeconômica, a valorização do real frente ao dólar favoreceu os contratos futuros em Chicago (CBOT), mas o avanço da colheita brasileira, responsável por quase 80% do milho para ração, ainda impõe limites para altas adicionais. Internamente, o aumento da mistura de etanol na gasolina de E27 para E30 tende a aquecer a demanda pelo grão, podendo sustentar os preços a médio e longo prazo. No cenário internacional, os estoques baixos nos EUA e a reversão da redução das tarifas de exportação pela Argentina (de 9,5% para 12%) também dão suporte ao mercado.

Por outro lado, alguns fatores pesam negativamente sobre os preços. Entre eles estão as boas condições climáticas para o milho nos EUA e a confirmação de área plantada semelhante à projeção anterior do USDA, o que reforça a estimativa de safra recorde de 400 milhões de toneladas. Além disso, tensões comerciais entre os EUA e o Canadá aumentam incertezas, enquanto a plena oferta com o início da colheita no Brasil pressiona os preços na B3, que têm oscilado entre R$ 62,19 e R$ 64,75 no último mês.

 





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‘Pedimos um Pronaf de R$ 90 bilhões, mas reconhemos o esforço do governo’ diz Sistema OCB



O Plano Safra 2025/26 para a agricultura familiar totalizará R$ 89 bilhões. Do montante, R$ 78,2 bilhões são para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), aumento de 3% em relação aos R$ 76 bilhões disponibilizados na temporada 2024/25.

O coordenador do Ramo Pecuário da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), João Prieto, ressalta que a entidade havia solicitado ao governo que as linhas de crédito do Pronaf subissem para R$ 90 bilhões para atender as necessidades do setor.

No entanto, conforme ele, dado o contexto atual, considerando uma taxa Selic a 15% ao ano e as necessidades orçamentárias do governo federal em um momento em que as despesas continuam em alta e o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) foi barrado pelo Congresso, a entidade reconhece o esforço da equipe econômica do governo e do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) para ultrapassar o valor que estava em prática na safra atual, de R$ 76 bilhões.

“Embora reconheçamos esse esforço, tínhamos uma expectativa de um valor maior. Vamos avaliar, depois que saírem as resoluções, as especificidades, o quanto desse recurso está atrelado às taxas equalizadas e o quanto está atrelado a taxas controladas que não exigem equalização. A partir de então, veremos, realmente, o arranjo final desse processo para avaliar se as taxas que oneram mais as políticas públicas e atendem efetivamente a agricultura familiar ficaram em um arranjo que faça frente às necessidades do setor”, comenta.

O anúncio será formalizado nesta segunda-feira (30), às 11h, no Palácio do Planalto. O Canal Rural transmite a cerimônia ao vivo.



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Chicago reabre em baixa com clima favorável e perspectiva de ampla oferta global



Os contratos do milho operam com preços mais baixos nas negociações da sessão eletrônica da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta segunda-feira (30).

Os contratos com entrega em setembro estão cotados a US$ 4,10 por bushel, recuo de 1,50 centavo de dólar, ou 0,36%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em dezembro operam com baixa de 1,25 centavo de dólar, ou 0,29% cotados a US$ 4,25 3/4.

O mercado mantém o movimento de queda diante das perspectivas de ampla oferta global, com clima ideal para o desenvolvimento das lavouras no Meio-Oeste dos Estados Unidos e projeções elevadas para a segunda safra brasileira.

As temperaturas amenas e chuvas bem distribuídas reforçam o cenário de bom desenvolvimento nos EUA, enquanto os produtores do Brasil avançam na colheita da safrinha, que tende a ser volumosa neste ano.

De acordo com levantamento da Safras & Mercado, até sexta-feira (27), a colheita havia atingido 11,1% da área estimada de 15,407 milhões de hectares. Em igual período do ano passado, o índice era de 30%. A média dos últimos cinco anos é de 16,4%.

Além disso, os investidores seguem cautelosos antes da divulgação de dados importantes pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para esta segunda-feira, às 13h. A expectativa é de que os estoques trimestrais de milho, na posição 1º de junho, sejam indicados em 4,648 bilhões de bushels, abaixo dos 4,997 bilhões reportados em igual período de 2024.

Já a área plantada para a safra 2025/26 deve ser estimada em 95,242 milhões de acres, abaixo da projeção de março (95,326 milhões), mas acima dos 90,954 milhões cultivados no ciclo 2024/25.



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Plano Safra 25/26 da agricultura familiar totaliza R$ 89 bilhões



O governo federal destinou R$ 89 bilhões para a agricultura familiar no Plano Safra 2025/26. O montante engloba políticas de crédito rural, compras públicas, seguro agrícola, assistência técnica, garantia de preço mínimo, entre outras mecanismos.

Do total, R$ 78,2 bilhões são para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), aumento de 3% em relação aos R$ 76 bilhões disponibilizados na temporada 2024/25.

O anúncio será formalizado nesta segunda-feira (30), às 11h, no Palácio do Planalto. O Canal Rural transmite a cerimônia ao vivo.

“Além do valor recorde, conseguimos manter taxas de juros acessíveis, especialmente para a produção de alimentos essenciais, mesmo em um cenário econômico desafiador, garantindo que o agricultor familiar tenha condições justas de financiamento”, afirma o ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Paulo Teixeira.

O governo manteve a taxa de 3% para o financiamento da produção de alimentos da cesta básica, como arroz, feijão, mandioca, frutas, verduras, ovos e leite – caindo para 2% quando o cultivo for orgânico ou agroecológico.

O coordenador do Ramo Pecuário da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), João Prieto, ressalta que a entidade havia solicitado ao governo que as linhas de crédito do Pronaf subissem para cerca de R$ 90 bilhões.

“No entanto, dado o contexto atual, considerando a taxa Selic [a 15%] e de orçamento do governo federal, reflete um esforço da equipe econômica, da equipe do Ministério de Desenvolvimento Agrário para ultrapassar o valor que está em prática na safra atual [de R$ 76 bilhões]. Embora reconheçamos esse esforço, tínhamos uma expectativa de um valor maior. Vamos avaliar, depois que saírem as resoluções, especificidades, o quanto desse recurso está atrelado às taxas equalizadas, o quanto está atrelado a taxas controladas que não exigem equalização para vermos realmente o arranjo final desse processo para ver se as taxas que oneram mais as políticas públicas e atendem efetivamente a agricultura familiar ficaram em um arranjo que faça frente às necessidades do setor”, comentou.

Incentivo à mecanização

No contexto do Programa Mais Alimentos, o limite para a compra de máquinas e equipamentos menores foi ampliado de R$ 50 mil para R$ 100 mil com a manutenção da taxa de juros de 2,5%. Para máquinas maiores, de até R$ 250 mil, a taxa de juros é de 5%.

O governo também deve anunciar o decreto do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara), com o objetivo de fomentar práticas agrícolas mais seguras, resilientes e saudáveis.

Em nota, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) diz que o programa prevê ações integradas de pesquisa científica, monitoramento de resíduos de defensivos em alimentos e no ambiente, fortalecimento da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) e ampliação do uso de bioinsumos.

Os R$ 89 bilhões do Plano Safra para a agricultura familiar englobam:

  • Pronaf: R$ 78,2 bilhões
  • Garantia-safra: R$ 1,1 bilhão
  • Proagro Mais: R$ 5,7 bilhões
  • Compras públicas: R$ 3,7 bilhões
  • Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater): R$ 240 milhões
  • PGPM-Bio: R$ 42,2 milhões

Outro destaque para esta safra é o Programa SocioBio Mais, que passa a substituir o PGPM-Bio para garantia de pagamento fixo para três produtos da sociobiodiversidade: babaçu, pirarucu e borracha.

Entre as novidades do Plano Safra 25/26 da Agricultura Familiar, destacam-se:

  • Manutenção das taxas de juros para a produção de alimentos no Pronaf Custeio (3% para produtos de alimentos da cesta básica e 2% para produtos da sociobiodiversidade, agroecologia e orgânicos);
  • Manutenção da taxa de juros de 3% para Pronaf Investimento nas linhas de crédito Pronaf Floresta, Pronaf Jovem, Pronaf Agroecologia, Pronaf Bioeconomia, Pronaf Convivência com o Semiárido, Pronaf Produtivo Orientado e inclusão de avicultura, ovinocultura e caprinocultura, conectividade no campo e equipamentos para acessibilidade nos investimentos incentivados;
  • Mais Alimentos: máquinas e equipamentos no valor de até R$100 mil passam a ter taxas de juros de até 2,5% para famílias com renda anual de até R$150 mil. Tratores e demais equipamentos até R$250 mil seguem com taxas reduzidas, de 5%;
  • Novo Pronaf B Agroecologia, com microcrédito agora para financiar sistemas agroecológicos, em transição e orgânicos, limite de até R$ 20 mil e juros de 0,5% ao ano, com bônus de adimplência de até 40%;
  • Pronaf Adaptação às Mudanças Climáticas: Linha de crédito para irrigação com energia solar e práticas adaptadas ao clima, com limite de até R$ 40 mil (Pronaf Semiárido e adaptação às mudanças climáticas); de até R$ 100 mil (Pronaf Mais Alimentos); e até R$ 250 mil (Pronaf Bioeconomia), além de juros de 3% ao ano (Pronaf Semiárido e Pronaf Bioeconomia) ou 2,5% (Pronaf Mais Alimentos) e prazo de reembolso de até 10 anos, com carência de até 3 anos;
  • Novo Pronaf B Quintais Produtivos: Condições especiais para microcrédito voltado a mulheres rurais, com foco em quintais produtivos, limite de até R$ 20 mil e juros de 0,5% ao ano, com bônus de adimplência de até 40%;
  • Pronaf A e A/C para Cooperativas: Apoia cooperativas formadas por assentados da reforma agrária, indígenas e quilombolas, com recursos para capital de giro e investimento. É destinada a cooperativas com receita de até R$ 10 milhões e projetos voltados a cooperados com CAF válido, tem limite de crédito: até R$ 1 milhão por cooperativa, além de máximo de R$ 20 mil por associado com CAF válido e juros de 3% ao ano;
  • Pronaf Conectividade com crédito para infraestrutura de conectividade rural, com limite de R$ 100 mil para famílias de menor renda (juros de 2,5% ao ano) e até R$ 250 mil para demais (juros de 3% ao ano);
  • Pronaf Acessibilidade Rural: Financia reformas, adaptações e equipamentos para melhorar as condições de moradia e mobilidade de pessoas com deficiência no campo. Há limite de R$ 100 mil para moradia com juros de 8% ao ano e de R$ 100 mil para equipamentos adaptadores, como cadeiras de rodas motorizadas com juros de 2,5% ao ano;
  • Ampliação do limite do Pronaf Regularização Fundiária para R$ 30 mil, com juros de 8% ao ano, financiamento também de serviços de georreferenciamento de imóveis rurais, taxas e custos de cartório;
  • Pronaf Habitação teve o limite ampliado para R$ 100 mil e juros de 8% ao ano para construção ou reforma de moradias.

Em 2025, o Pronaf completa 30 anos. Criado em 1995, já destinou, ao todo, quase R$ 780 bilhões em investimentos em mais de 42 milhões de contratos.



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Chicago sobe antes de relatórios do USDA, mantendo movimento de recuperação



A sessão eletrônica da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja chega ao intervalo desta segunda-feira (30) com preços mais altos para grão e óleo, e cotações mais baixas para farelo.

Em sessão volátil, o mercado se firmou no território positivo nos últimos negócios, estendendo o movimento de recuperação iniciado na sexta-feira (27).

Os contratos com vencimento em agosto de 2025 tinham preço de US$ 10,37 por bushel, alta de 3,75 centavos de dólar por bushel ou 0,36%. A posição novembro de 2025 era cotada a US$ 10,30 3/4 por bushel, elevação de 6,00 centavos de dólar por bushel ou 0,58%. No farelo, dezembro de 2025 tinha preço de US$ 288,00 por tonelada, desvalorização de US$ 0,50 por tonelada ou 0,17%. Já a posição dezembro de 2025 do óleo era cotada a 53,05 centavos de dólar por libra-peso, ganho de 0,44 centavo de dólar por libra-peso ou 0,83%.

Os investidores se posicionam entre os relatórios de área plantada e estoques trimestrais, que saem nesta segunda-feira, às 13 horas (horário de Brasília), além das condições das lavouras do país, a serem divulgadas no fim da tarde.

Os estoques trimestrais norte-americanos de soja na posição 1º de junho deverão ficar levemente acima do número indicado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em igual período do ano anterior. A projeção é de analistas e corretores entrevistados pelas agências internacionais, que indicam estoques trimestrais de 971 milhões de bushels. Em igual período do ano anterior, o número era de 970 milhões de bushels.

Em 1º de março, data do relatório anterior, os estoques de soja estavam em 1,910 bilhão de bushels. Já a área plantada norte-americana com soja deve somar 83,648 milhões de acres em 2025, acima da intenção de plantio, divulgada em março, de 83,495 milhões de acres. No ano passado, a área ficou em 87,050 milhões de acres. A previsão é compartilhada por analistas e corretores consultados pelas agências internacionais. Segundo a consulta, as estimativas oscilaram de 83 a 85 milhões de acres.



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parte dos vendedores elevam a oferta e preços recuam



Ainda que parte dos produtores continue priorizando o plantio, muitos buscaram elevar a oferta de mandioca na última semana. Isso conforme o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

A demanda industrial, por sua vez, está mais arrefecida, resultando em novas quedas de preços. Entre 23 e 27 de junho, o valor médio nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 508,20 (R$ 0,8838/grama de amido). Este valor representa um recuo de 3,2% em relação à semana anterior. 

A média mensal, por sua vez, foi de R$ 527,01/t (R$ 0,9165 /grama de amido), 3,9% abaixo da de maio/25, também em termos nominais. 

No mercado de fécula, em meio à baixa liquidez, os estoques das fecularias e modificadoras aumentaram pela nona semana consecutiva. Assim superaram em 44,27% os apurados em igual período do ano passado, ainda conforme o Centro de Pesquisas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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preços seguem em queda com avanço da colheita



A colheita de feijão segue firme nas principais regiões produtoras. Isso de acordo com os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo pesquisadores do instituto, o impacto da colheita sobre os valores de comercialização do feijão segue distinto. Enquanto os preços dos grãos de maior qualidade ainda se sustentam em algumas praças, os dos feijões comerciais enfrentam pressão do avanço da oferta e também da baixa liquidez. 

No Paraná, segundo o Deral/Seab, 96% da área da segunda safra havia sido colhida até o dia 23 de junho. A Secretaria estima a produção paranaense em 526,6 mil toneladas nesta safra, queda de 23% frente à anterior. 

Vale lembrar, contudo, que o volume colhido na primeira safra foi o dobro da temporada anterior (+102%), alcançando 338,1 mil toneladas. Este fato ainda vem sustentando parte da oferta no estado. 

Em Minas Gerais, a colheita já atingiu 15% da área da segunda safra, e o plantio da terceira se aproxima do fim, em meio a relatos de pressão da mosca branca. Já na Bahia e em Goiás, as lavouras seguem em bom desenvolvimento, com a colheita avançando no Leste Goiano e Vale do Araguaia.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Plano Safra da Agricultura Familiar terá R$ 78,2 bilhões para o Pronaf



O Plano Safra 2025/26 para a agricultura familiar, que será divulgado nesta segunda-feira (30), a partir das 11h, terá um volume de recursos para financiamento de pequenos produtores totalizando R$ 78,2 bilhões para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), segundo apurou a reportagem. O valor representa um aumento de 3% em relação aos R$ 76 bilhões disponibilizados na temporada 2024/25.

Os juros para custeio de alimentos da cesta básica devem ser mantidos em 3% anuais, conforme a safra passada. O mesmo deve ocorrer com as taxas para Agroecologia, que devem ser mantidas em 2%. Por conta da atual taxa Selic, que está em 15% ao ano, e às restriões orçamentárias do governo, foi necessário elevar algumas taxas chega a até 2 pontos percentuais nas linhas do Pronaf, como para commodities e demais linhas (agroindústria, silvicultura etc.), que saem de 6% para 8% ao ano.

Dos recursos totais do Pronaf, R$ 40,2 bilhões serão destinados a custeio e R$ 37,9 bilhões para investimentos. O valor destinado para a equalização de juros será de R$ 43,4 bilhões, o que representa R$ 2 bilhões a menos do que o que foi utilizado na temporada 2024/25. Além disso, haverá R$ 34,7 bilhões provenientes de fontes com juros controlados, mas sem equalização.



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