segunda-feira, maio 18, 2026

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Plano Safra empresarial 2025/26 terá R$ 516,2 bilhões e reforço no custeio



O governo federal anuncia nesta terça-feira (1°) o Plano Safra 2025/26 voltado para a agropecuária empresarial. A apresentação completa ocorre às 11h no Palácio do Planalto, em Brasília, mas a reportagem do Canal Rural teve acesso antecipado a informações do programa.

O montante total será de R$ 516,2 bilhões, alta de 1,5% em relação aos R$ 508,6 bilhões da safra anterior. Mesmo com esse crescimento nominal, levando-se em conta a inflação de 5,32% do período desde o Plano Safra 2024/25 , não há aumento real no volume. Entretanto, o governo destaca o reforço em recursos equalizados, que subirão de R$ 92,8 bilhões para R$ 113,8 bilhões, somando R$ 189 bilhões com outras linhas controladas.

Foco em custeio em meio a juros altos

Diante do cenário de juros elevados, o governo priorizou as linhas de custeio e comercialização, que passam de R$ 401,3 bilhões para R$ 414,7 bilhões. Já os recursos para investimentos recuam de R$ 107,3 bilhões para R$ 101,5 bilhões, reflexo da cautela dos produtores rurais neste momento.

As taxas de juros também tiveram aumento, acompanhando a alta da Selic de 10,5%, à época do lançamendo do Plano Safra passado, para 15% ao ano agora. Para custeio, médios produtores pagarão juros de 10%, enquanto demais produtores terão taxas de 14%. Já para investimentos, os juros vão variar entre 8,5% e 13,5% ao ano.

O governo afirma que, embora tenha havido alta de 1,5 a 2 pontos percentuais, o ajuste foi menor do que o incremento total da taxa básica de juros, como forma de conter o impacto no crédito rural.

Pronamp ampliado

O Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) contará com R$ 69,1 bilhões em crédito, alta de 5,98% em comparação ao ciclo anterior.

O teto de renda anual para enquadramento no programa também foi ampliado, passando de R$ 3 milhões para R$ 3,5 milhões.

Planejamento fiscal e estratégia

O novo Plano Safra foi elaborado em um contexto de restrição orçamentária e aumento da dívida pública, segundo fontes do governo, mas buscou gestão estratégica dos recursos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou a ampliação do orçamento para equalização de juros, justificando o apoio pela expectativa de safra recorde.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou em seu site que, a partir deste ano, o crédito rural de custeio agrícola passa a exigir a observância das recomendações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). Anteriormente restrita a operações de até R$ 200 mil contratadas por agricultores familiares do Pronaf com enquadramento obrigatório no Proagro, a exigência agora se estende a financiamentos acima desse valor e a contratos em que o Proagro não é exigido.

O objetivo é evitar a liberação de crédito fora dos períodos indicados ou em áreas com restrições. A exceção ocorre somente nos casos em que não houver zoneamento disponível para o município ou para a cultura financiada.

Outra novidade é a autorização para o financiamento de rações, suplementos e medicamentos adquiridos até 180 dias antes da formalização do crédito, o que flexibiliza o acesso aos insumos.

O crédito de custeio também poderá ser destinado à produção de sementes e mudas de essências florestais, nativas ou exóticas, beneficiando iniciativas voltadas à preservação ambiental. Também será permitido o financiamento de insumos e tratos culturais voltados ao cultivo de plantas utilizadas para cobertura e proteção do solo no período de entressafra, incentivando práticas agrícolas sustentáveis.

Sem entrar em detalhes, o Mapa ainda informa que o novo Plano Safra vai trazer medidas para facilitar a renegociação de dívidas, oferecendo aos produtores que enfrentaram dificuldades em safras anteriores mais flexibilidade para reorganizar seus passivos e retomar o fluxo produtivo.




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Mercado do milho segue estável: Entenda


O mercado de milho segue estável, mas sem fôlego no Rio Grande do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “As cotações seguem inalteradas nas principais regiões produtoras: R$ 66,00 em Santa Rosa e Ijuí, R$ 67,00 em Não-Me-Toque, R$ 68,00 em Marau e Gaurama, R$ 69,00 em Seberi e R$ 70,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro”, comenta.

O mercado segue travado em Santa Catarina. “No Planalto Norte, as pedidas seguem elevadas em R$ 82,00 por saca, enquanto as ofertas não passam de R$ 79,00. Em Campos Novos, o descompasso é ainda mais acentuado, com pedidos de R$ 83,00 a R$ 85,00 frente a ofertas CIF de até R$ 80,00, o que impede qualquer avanço nas tratativas”, completa.

Além disso, os negócios estagnados e clima em alerta no Paraná. “O impasse entre produtores, que resistem a reduzir as pedidas, e compradores ainda reticentes mantém as negociações praticamente travadas. Nos Campos Gerais, o milho disponível é ofertado a R$ 76,00/saca FOB, com registros pontuais a R$ 80,00, enquanto as ofertas CIF para junho seguem em R$ 73,00, voltadas à indústria de rações”, indica.

Segundo a consultoria, o mercado segue em espera com pressão nos preços e colheita lenta no Mato Grosso do Sul. “O mercado de milho em Mato Grosso do Sul segue com pouca movimentação e negociações esporádicas, sem sinais firmes de retomada. As cotações recentes mostram quedas, com preços em torno de R$ 48,00 em Dourados, R$ 49,00 em Campo Grande, R$ 48,00 em Maracaju, R$ 50,00 em Sidrolândia e R$ 47,00 em Chapadão do Sul, praça que tenta se recuperar após fortes perdas anteriores”, conclui.

 





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Artesãos do Vale do Ribeira visitam à maior feira de arte da América Latina



Quem planta também pode colher arte. Esse é o caminho de pequenos produtores rurais que transformam o que seria descartado em peças artesanais e únicas. Um exemplo é a banana: além da fruta, o tronco, antes descartado, agora é aproveitado como fibra — a matéria-prima vira utensílios domésticos e itens de decoração.

No Vale do Ribeira, a artesã Natália Cabral Januário, do grupo quilombola Mucafre,, é produtora de bananas e procurou o Sebrae/SP para apoiar a capacitação dela e de outras mulheres da comunidade. O objetivo: transformar o tronco da banana em arte e, assim, garantir uma segunda fonte de renda.

“Aprendemos todo o processo, desde descascar o tronco, fazer a secagem, até o tratamento químico que prepara a fibra para virar artesanato”, explica a artesã que recebe encomendas de cestos e tapeçarias. 

Assim como Natália, Carmem Oliveira e Ricardo Rodrigues também da região do Vale do Ribeira, decidiram investir no artesanato. Ricardo faz peças náuticas com madeiras de reuso e Carmem reaproveita conchas de ostras para criar biojoias e outros objetos decorativos e uteis para o dia a dia. Juntos comandam o ateliê Maria Farinha

Você sabia que os três empreendedores do Vale do Ribeira têm em comum? A arte como fonte de renda. Pensando nesse potencial, o Sebrae Vale do Ribeira deu um passo à frente e organizou uma missão para a Mega Artesanal 2025 — a maior feira de arte e artesanato da América Latina. O evento acontece entre os dias 5 e 9 de julho, no São Paulo Expo, e a missão será realizada no dia 7.

“Para quem vive do artesanato ou sonha em empreender nesse universo, é uma grande oportunidade para conhecer novas técnicas e materiais, fazer contatos e parcerias, se inspirar e fortalecer a atividade”, destaca Carlos Alberto Pereira Junior, analista de negócios do Sebrae/SP.

Carmem, já sabe o que vai fazer na Mega Artesanal 2025: “vou em busca de novas técnicas, ferramentas, embalagens e papéis, para aprimorar a minha arte”, conta a empreendedora.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Inscrições abertas 

A missão do Vale do Ribeira será dividida em três grupos:

Grupo 1: Ilha Comprida, Iguape e Miracatu (18 vagas disponíveis)

Grupo 2: Cajati, Jacupiranga, Pariquera-Açu, Registro e Juquiá (vagas esgotadas)

Grupo 3: Iporanga, Eldorado e Sete Barras (15 vagas disponíveis)

A inscrição custa R$ 20 e pode ser feita aqui. O ingresso da Mega Artesanal 2025 deve ser comprado separadamente. 





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Real lidera ganhos no mundo; ouça análise da especialista do PicPay


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o dólar em forte queda, que recuou 0,89% e fechou a R$ 5,43, menor nível desde setembro. O Ibovespa subiu 1,45%, encerrando o melhor semestre desde 2016, com alta acumulada de 15,44%. Juros futuros despencaram, com o mercado já precificando o fim do ciclo de aperto, enquanto o real liderou os ganhos entre emergentes.

Lá fora, o dólar global segue pressionado, e investidores aguardam Powell e dados de inflação na Europa.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Climatempo alerta para frio, geada e temporais; veja o que esperar do tempo hoje



Esta terça-feira (1º) será marcada por contrastes extremos no Brasil, com frio intenso e geadas no Sul, temporais no Nordeste e Norte, além de tempo instável no Sudeste, de acordo com a previsão do tempo elaborada pelos meteorologistas da Climatempo.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

A massa de ar polar mantém temperaturas baixas em várias regiões, enquanto pancadas de chuva fortes avançam sobre cidades litorâneas, exigindo atenção redobrada da população.

Confira como ficam as condições em todas as regiões do país.

Sul: geada pode atingir os três estados

A massa de ar polar segue ganhando força e mantém o tempo firme em grande parte da região Sul. Segundo a Climatempo, o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e a maior parte do Paraná terão um dia de sol, sem previsão de chuva. Entretanto, nas áreas do norte e nordeste paranaense, há possibilidade de pancadas isoladas de chuva, com fraca a moderada intensidade ao longo do dia, devido à circulação do mar para o continente. Há previsão de geada na faixa oeste, sudoeste e sul do Paraná, e em todo o território de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

As rajadas de vento sopram entre 51 e 70 km/h no litoral do Rio Grande do Sul. No litoral catarinense, há previsão de ressaca entre Laguna e Florianópolis, com ondas de até 3,5 m.

Sudeste: tempo instável e frio em São Paulo e no Rio de Janeiro

O avanço da frente fria sobre o oceano favorece a formação de nuvens carregadas no leste e litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro. Nessas áreas, a meteorologia prevês pancadas de chuva entre a madrugada e a manhã, com moderada a forte intensidade, e alerta para temporais na região central paulista.

No litoral capixaba, a entrada de ventos úmidos mantém a possibilidade de chuvas fracas a moderadas. Já em Minas Gerais, o tempo firme predomina. A Climatempo chama atenção para a umidade relativa do ar, que ficará abaixo de 30% nos horários mais quentes do dia na faixa noroeste de São Paulo.

Centro-Oeste: ar frio mantém temperaturas baixas em MT e MS

O mês começa mais seco e ensolarado na região. As temperaturas permanecem mais baixas em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, devido à atuação da massa de ar frio. Em Goiás e no Distrito Federal, o dia segue com sol forte e temperaturas elevadas à tarde. Destaque para a faixa nordeste de Mato Grosso e o norte de Goiás, onde a umidade relativa do ar ficará abaixo de 30%.

Nordeste: temporais atingem área do litoral

Os ventos úmidos do oceano espalham instabilidades por boa parte da região. Pancadas de chuva ganham força, principalmente no Maranhão, Rio Grande do Norte e Pernambuco. Há alerta de temporal no litoral de Pernambuco.

No restante da região, a Climatempo indica que a chuva deve chegar com moderada a forte intensidade. No interior nordestino, o tempo permanece seco, com umidade relativa do ar ficando abaixo de 30% nos horários mais quentes do dia.

Norte: atenção para chuva de forte intensidade

A chuva chega na forma de pancadas com moderada a forte intensidade entre o oeste do Acre, centro-norte do Amazonas, norte do Pará, Roraima e Amapá. Para o restante das regiões, o sol predomina ao longo do dia, sem chuva.



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Temperaturas despencam no RS e sensação térmica pode chegar a -5°C nos próximos dias


O Rio Grande do Sul entra em um novo período climático marcado por frio severo e tempo mais estável, conforme atualização divulgada pela Defesa Civil estadual. Após dias de precipitações intensas, a tendência para os próximos dias é de trégua nas chuvas e queda acentuada nas temperaturas, com previsão de geadas amplas e mínimas que podem chegar a -5°C em algumas regiões.

De acordo com informações divulgadas pelo Centro de Monitoramento da Defesa Civil, a formação de um ciclone extratropical no oceano contribuiu, ainda no domingo (29), para chuvas fracas a moderadas, especialmente nas regiões Norte, Nordeste e Sul. No entanto, o avanço de uma massa de ar polar já vinha promovendo a diminuição gradual da instabilidade, favorecendo a retomada do tempo firme a partir da segunda-feira (30).

Com a atuação de um sistema de alta pressão, o frio se intensificou sobre o território gaúcho. As mínimas já começaram a registrar valores negativos, especialmente no Oeste, Campanha, Serra e Centro-Norte. Na terça-feira (1º), os termômetros chegaram a marcar entre -5°C e 6°C nas primeiras horas do dia, com geada generalizada. As máximas, por sua vez, não ultrapassaram os 11°C em nenhuma região, mantendo o padrão de frio rigoroso que deve se estender até o fim da semana.

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Além do frio extremo, os ventos seguem fortes no Litoral, com rajadas que variam entre 40 e 60 km/h, mantendo o mar agitado. A previsão é de que o padrão climático se mantenha nos próximos dias, com geada recorrente e temperaturas que não devem ultrapassar os 14°C nem mesmo durante as tardes. A quarta-feira (2) seguirá sob influência da mesma massa de ar frio, mantendo o cenário de geadas amplas e temperaturas próximas de 0°C na maioria das regiões.

No cenário hidrológico, apesar da trégua nas chuvas, os efeitos das precipitações acumuladas nos últimos dias ainda são sentidos. Rios como o Taquari, Caí, Jacuí e Guaíba seguem com níveis elevados, em alguns casos acima das cotas de alerta. A Defesa Civil monitora possíveis elevações do Guaíba, impulsionadas pela mudança dos ventos e pelas cheias que se deslocam das bacias do interior do estado. A Lagoa dos Patos também apresenta elevação gradual, reflexo do escoamento das águas da Região Metropolitana e da Serra.





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Novo bioinsumo da Embrapa promete pastagens mais produtivas e menor uso de fertilizantes



Um novo bioinsumo desenvolvido pela Embrapa Agrobiologia (RJ) em parceria com a empresa Agrocete promete aumentar a produtividade e melhorar a qualidade das pastagens brasileiras, além de reduzir o uso de fertilizantes químicos. O produto, que deve chegar ao mercado em 2026, combina três estirpes bacterianas que promovem o crescimento vegetal e podem ser aplicadas em diferentes tipos de pastagens, incluindo gramíneas.

De acordo com o pesquisador Bruno Alves, da Embrapa Agrobiologia, o diferencial do novo inoculante está em seu amplo espectro de ação. “Vai atender tanto ao pecuarista que maneja as pastagens de modo tradicional, quanto àquele que pretende investir na mitigação de gases de efeito estufa por meio do uso do consórcio da gramínea com a leguminosa, ou mesmo ao produtor que investe na Integração Lavoura-Pecuária (ILP)”, conta.

O inoculante multiforrageiras reúne três microrganismos:

  • Bradyrhizobium, conhecido pelo sucesso na cultura da soja por sua capacidade de fixação biológica de nitrogênio;
  • Azospirillum, que além de fixar nitrogênio estimula o desenvolvimento de gramíneas;
  • Nitrospirillum, em fase final de validação, que apresentou alta eficiência no crescimento de raízes e na fixação de nitrogênio em testes laboratoriais.

Para o pesquisador Jerri Zilli, também da Embrapa Agrobiologia, o objetivo é garantir benefícios mesmo em áreas sem leguminosas. “Em casa de vegetação, os resultados mostraram aumento superior a 30% na biomassa da leguminosa com o uso do inoculante, o que impulsionou os testes de campo e os planos de registro comercial”, destaca.

Ele acrescenta que, mesmo em pastagens exclusivamente de gramíneas, como braquiária, o inoculante proporciona economia na aplicação de nitrogênio, gerando ganho real ao produtor.

A diretora da Agrocete, Andrea Giroldo, afirma que o produto representa um avanço estratégico para o mercado. “O fato de ser um inoculante multiforrageiras é determinante para o desenvolvimento e comercialização do produto biológico. A possibilidade de aplicá-lo em diferentes tipos de pastagens garante mais praticidade e economia ao pecuarista”, avalia.

Atualmente, segundo a Embrapa, 159 milhões de hectares do território brasileiro são ocupados por pastagens, das quais 78% apresentam degradação intermediária a severa. Isso equivale a cerca de 100 milhões de hectares de pastagens degradadas. A tecnologia chega em um momento crítico, já que mais de 70 milhões de hectares no país apresentam pastagens de baixa produtividade.

Além do impacto na produção, o novo bioinsumo pode contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) na pecuária brasileira. Pesquisas da Embrapa indicam que a adoção de leguminosas em pastagens pode reduzir de 20% a 30% as emissões de GEE, principalmente por diminuir o uso de fertilizantes nitrogenados sintéticos. “Também contribui para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, configurando-se como um componente essencial na transição para uma pecuária regenerativa”, afirma Alves.

O consórcio de leguminosas com gramíneas, além de fixar nitrogênio atmosférico, melhora a fertilidade do solo, amplia a biodiversidade e promove a circularidade dos nutrientes. Estudos mostram que essas práticas podem sequestrar até 4,4 toneladas de carbono por hectare ao ano, auxiliando na recuperação do carbono perdido com a mudança do uso da terra.

Para a indústria, a nova tecnologia representa uma solução sustentável e com grande potencial de mercado. “Para expandir a produção bovina com menor impacto ambiental, é essencial melhorar a qualidade e produtividade das pastagens sem aumentar os custos para o pecuarista”, completa Giroldo.

O cronograma prevê o lançamento comercial do bioinsumo em 2026, após a conclusão dos estudos agronômicos de validação da eficácia e segurança no campo, conduzidos pela Embrapa e pela Agrocete. A expectativa é que o produto contribua para a pecuária regenerativa, fortaleça a sustentabilidade e gere economia aos produtores.



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Aprenda a fazer o manejo da lagarta-preta da soja



Essa lagarta possui marcas específicas para sua identificação



Essa lagarta possui marcas específicas para sua identificação
Essa lagarta possui marcas específicas para sua identificação – Foto: Nadia Borges

A Spodoptera cosmioides, popularmente conhecida como lagarta-preta da soja, vem se destacando como uma das pragas mais agressivas para as culturas de soja, milho e algodão no Brasil. Segundo Gabriel Barros, Professor Licenciado em Ciências Agrárias, conhecer suas características é fundamental para o controle eficiente e a redução de danos nas plantações.

Essa lagarta possui marcas específicas para sua identificação. Apresenta listras alaranjadas e uma linha médio-dorsal fina e amarela ao longo do corpo. Um dos sinais mais evidentes é o “Y” invertido na cabeça, que facilita o reconhecimento no campo. Os adultos têm coloração marrom, com diferenças entre machos e fêmeas, e a postura dos ovos é feita em massa, protegida por escamas produzidas pela fêmea.

O perigo da lagarta-preta reside na sua agressividade superior às outras espécies do gênero Spodoptera. Ela ataca diversas partes da planta, como folhas, hastes e vagens, podendo causar grandes prejuízos à produtividade se o manejo não for realizado a tempo. Por isso, o monitoramento constante é essencial para identificar o início da infestação.

Para controlar essa praga, Barros recomenda o Manejo Integrado de Pragas (MIP), que combina o monitoramento, o uso de armadilhas, o controle biológico e a aplicação seletiva de inseticidas. Essa estratégia promove o controle eficiente da lagarta-preta, reduzindo a necessidade de produtos químicos e minimizando impactos ambientais, além de proteger a saúde da lavoura e do produtor.

O uso do MIP também contribui para a sustentabilidade da agricultura, garantindo que as plantas possam se desenvolver com menos estresse e proporcionando colheitas mais produtivas e de qualidade. Dessa forma, o manejo adequado da lagarta-preta da soja é um passo fundamental para o sucesso das culturas no Brasil.

 





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Preços do feijão oscilam e assustam produtores



Para o Ibrafe, essa volatilidade já era esperada



Para o Ibrafe, essa volatilidade já era esperada
Para o Ibrafe, essa volatilidade já era esperada – Foto: Canva

O mercado de feijão vive uma verdadeira montanha-russa, com preços que oscilam entre o glamour e o desespero. Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), o feijão-carioca tipo top (nota 9+) atingiu impressionantes R\$ 239,62/sc em Goiás, enquanto o feijão-preto Tipo 1 caiu para R\$ 142,23/sc em Curitiba, de acordo com dados do CEPEA. A instabilidade segue como protagonista, confundindo produtores e afastando compradores.

No Centro/Noroeste Goiano, o Feijão-carioca nota 8/8,5, considerado intermediário, teve alta de +4,07% e está cotado a R\$ 190,67/sc. Mesmo com sinais pontuais de recuperação, o clima geral do mercado é de apreensão. Muitos se perguntam se devem estocar o produto à espera de dias melhores ou vender agora e evitar prejuízos maiores. O dilema segue sem resposta clara, enquanto os agentes de mercado observam atentos os próximos movimentos.

Para o Ibrafe, essa volatilidade já era esperada. A entidade reforça que vem alertando os produtores há meses, especialmente aos que participam do Clube Premier, sobre os riscos e a imprevisibilidade dessa fase do mercado. A análise divulgada com bom humor reflete o sentimento de muitos: o espetáculo de preços parece ter descido ao fundo do poço, e a plateia (os compradores) simplesmente sumiu.

A expectativa para o período entre julho e setembro é de continuidade na instabilidade, com possibilidade de ainda menos glamour e mais sustos. Diante disso, o recado do Ibrafe é claro: compartilhe, discuta, troque experiências — pois informação e união são as melhores ferramentas para enfrentar esse cenário desafiador.

 





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Trigo entre oliveiras melhora fertilização



Outro ponto de destaque é o controle de plantas daninhas



Outro ponto de destaque é o controle de plantas daninhas
Outro ponto de destaque é o controle de plantas daninhas – Foto: Canva

A prática de cultivar trigo ou leguminosas entre as fileiras de oliveiras tem ganhado destaque como estratégia sustentável nas regiões olivícolas. Segundo Francisco Escribano Hinojosa, técnico de laboratório espanhol, essa técnica conhecida como agricultura intercalada ou agrosilvicultura oferece ganhos agronômicos, ecológicos e econômicos relevantes.

Um dos principais benefícios está na melhoria do solo. As leguminosas, como favas, lentilhas e veza, fixam nitrogênio atmosférico, aumentando a fertilidade de forma natural e reduzindo a dependência de fertilizantes químicos. Além disso, tanto o trigo quanto as leguminosas contribuem para a estrutura do solo, elevam os níveis de matéria orgânica e ajudam no controle da erosão, fator essencial em terrenos inclinados.

Outro ponto de destaque é o controle de plantas daninhas. O cultivo intercalado age como cobertura vegetal, dificultando o desenvolvimento de ervas espontâneas por competir com elas por luz, nutrientes e espaço. Com isso, diminui-se a necessidade de herbicidas, tornando o manejo mais sustentável e menos agressivo ao meio ambiente.

A biodiversidade também é favorecida. A introdução de diferentes culturas entre as oliveiras atrai polinizadores, predadores naturais de pragas e promove o equilíbrio ecológico do sistema agrícola. E não menos importante, essa prática pode gerar uma fonte extra de renda, já que trigo e leguminosas são colhidos sem prejudicar a produção de azeitonas, ajudando a mitigar perdas em safras menos produtivas.

“A integração de culturas como trigo ou leguminosas entre oliveiras é uma escolha inteligente para quem procura uma agricultura mais sustentável, rentável e resiliente. Contribui não só para a saúde do solo e do ecossistema, mas também para a sustentabilidade económica do olival a longo prazo”, conclui.

 





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