segunda-feira, maio 18, 2026

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AGU vai ao STF para reverter derrubada de decreto do IOF


A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou nesta terça-feira (1º) ação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), no intuito de reverter a derrubada do decreto elaborado pelo governo federal que aumenta alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Em coletiva de imprensa, o ministro da AGU Jorge Messias informou que a ação declaratória de constitucionalidade foi apresentada após solicitação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com base em estudo técnico e jurídico solicitado ao órgão na semana passada.

Segundo Messias, a conclusão da AGU é que o decreto do governo federal é constitucional, válido e não poderia ter sido objeto de decreto legislativo de sustação. “A avaliação técnica dos nossos advogados foi de que a medida adotada pelo Congresso acabou por violar o princípio da separação de poderes”, explicou Messias. “Todo esforço do governo é para que possamos retomar a normalidade institucional”.

Entenda

O decreto fazia parte de medidas elaboradas pelo Ministério da Fazenda para reforçar as receitas do governo e atender às metas do arcabouço fiscal. No fim de maio, o presidente Lula editou decreto que aumentava o IOF para operações de crédito, de seguros e de câmbio.

A decisão de pautar a derrubada do decreto do IOF foi anunciada horas antes da votação pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em postagem nas redes sociais. Segundo ele, a maioria da Câmara não concorda com elevação de alíquotas do IOF como saída para cumprir o arcabouço fiscal e tem cobrado o corte de despesas primárias.

Já o governo alegou que a medida é necessária para evitar mais cortes em políticas sociais e maiores contingenciamentos que podem afetar o funcionamento da máquina pública. Além disso, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, as regras do decreto corrigiam injustiças tributárias de setores que não pagam imposto sobre a renda.

Entre as medidas propostas no decreto estão o aumento na taxação das apostas eletrônicas, as chamadas bets, de 12% para 18%; das fintechs, de 9% para 15% a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), igualando-se aos bancos tradicionais; a taxação das Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), títulos que atualmente são isentos de Imposto de Renda. 

Antes mesmo da derrubada do decreto, o governo editou, no início de junho, uma medida provisória (MP) com aumento de tributos para bets (empresas de apostas) e para investimentos isentos. A ideia da MP era atender uma pressão do próprio Congresso. A medida provisória também prevê o corte de R$ 4,28 bilhões em gastos obrigatórios neste ano. Em troca, o governo desidratou o decreto do IOF, mas o decreto foi derrubado pelo Congresso da mesma forma.



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Plano Safra vai reduzir preços dos alimentos, diz ministro



O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, disse nesta terça-feira (1º) que os preços dos alimentos vão cair com o Plano Safra da Agricultura Familiar, que prevê R$ 89 bilhões para crédito rural no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e outras políticas. O valor é recorde para o setor – em 2024, foram destinados R$ 76 bilhões em recursos.

“Pelo terceiro ano consecutivo, o presidente Lula lança três planos Safra recorde no Brasil, tanto da agricultura familiar quanto da agricultura empresarial. Este ano, estamos batendo novo recorde, com R$ 89 bilhões. Isso ajuda? Ajuda. Porque, em três anos consecutivos, temos safras recordes no Brasil – R$ 1,2 bilhão de toneladas de alimentos produzidos”, disse.

Ao participar de entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Teixeira lembrou que os investimentos já se refletem na queda do preço do arroz, que baixou 33%; do feijão, que caiu 10%; da batata inglesa, que teve queda de 46%; da banana, 16%; e do tomate, 29,77%.

“Ao mesmo tempo em que temos a inflação baixando, quem lidera essa baixa na taxa de inflação são os alimentos”, afirmou. “Estamos vivendo um momento bom e o que o presidente Lula quer são alimentos baratos e de qualidade, com fartura na mesa do povo brasileiro”, completou.



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menor demanda pressiona as cotações



Levantamentos da equipe Hortifrúti/Cepea mostram que o preço médio da batata tipo ágata especial no atacado de São Paulo foi de R$ 63/sc na última semana. O valor representa queda de 16,3% em relação à anterior.

Nos atacados de Belo Horizonte e do Rio de Janeiro, as médias permaneceram estáveis no período, em R$ 57/sc e R$ 63/sc, nesta ordem. Segundo pesquisadores, chuvas principalmente nas regiões Sul e Sudeste reduziram o ritmo de colheita, resultando em menor oferta. 

A demanda por batatas também diminuiu, devido ao final do mês, quando normalmente o poder aquisitivo da população é menor. Assim as cotações estavam pressionadas limitando as altas de preços do tubérculo. 

Ainda conforme o centro de pesquisas, devido às geadas ocorridas na última semana, pode haver uma desaceleração da oferta, a depender da intensidade dos danos nas lavouras.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Trigo: fortes chuvas no sul causam prejuízos nas lavouras


trigo
Foto: Freepik

As chuvas intensas registradas no Sul do Brasil na semana passada somadas às geadas em áreas do Centro-Sul do País deixaram produtores de trigo em alerta. É isso que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

Segundo o centro de pesquisas, o clima mais frio favorece o desenvolvimento das lavouras. Mas, por outro lado, as fortes chuvas no Rio Grande do Sul atrapalharam os trabalhos de campo e implicaram até em perdas em algumas lavouras.

Dados da Conab indicam que, até 21 de junho, 56,6% da área estimada havia sido semeada no Brasil. A companhia também indicou os inícios da semeadura de trigo em Santa Catarina e da colheita da safra de 2025 em Goiás.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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Rio Grande do Sul encerra estado de emergência sanitária



O governo do Rio Grande do Sul revogou o estado de emergência em saúde animal para controle da gripe aviária. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (30) no Diário Oficial do estado.

O decreto havia sido estabelecido em 17 de maio pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) após a confirmação de focos da doença nos municípios de Montenegro (granja comercial) e Sapucaia do Sul (zoológico).

Segundo a Seapi, a revogação ocorre porque o foco em aves comerciais em Montenegro foi encerrado oficialmente no dia 18 de junho. Além disso, a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) reconheceu, no último dia 26, que o Brasil está livre da gripe aviária.

“O encerramento, com agilidade, desse foco de gripe aviária é fruto da liderança e competência do Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul”, afirmou o secretário da Agricultura, Edivilson Brum.

Com a medida, as autoridades sanitárias estaduais reforçam que seguem monitorando aves silvestres e comerciais para manter o status sanitário do estado, considerado livre de influenza aviária de alta patogenicidade.




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Açúcar atinge o menor patamar desde 2021



Os preços médios do açúcar cristal branco no mercado spot do estado de São Paulo seguem em queda. Isso é o que mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

Na sexta-feira, 27, o Indicador Cepea/Esalq, para o cor Icumsa de 130-180, fechou na casa dos R$ 117,00 por saca de 50 kg. Este é o menor patamar nominal desde o final de julho de 2021. 

Pesquisadores explicam que a pressão sobre as cotações domésticas continua atrelada à baixa demanda para pronta-entrega e também à desvalorização externa do açúcar. 

No balanço da última semana, a média do Indicador foi de R$ 120,25/sc de 50 kg, recuo de 4,4% em relação à do período anterior. 

Ainda assim, mesmo diante das contínuas quedas, os valores pagos pelo açúcar no spot paulista seguem mais vantajosos que as cotações externas, ainda conforme o centro de pesquisas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Milho recua na B3, mas mantém leve alta no mês


O mercado futuro do milho na B3 encerrou a última sessão de junho com queda nos principais contratos, pressionado pelo avanço da colheita da segunda safra no Brasil e pela forte desvalorização do dólar no dia. Segundo análise da TF Agroeconômica, mesmo com a baixa diária, os preços ainda encerraram o mês com leve valorização, confirmando a tendência de canal lateral.

A variação mensal foi positiva em 0,78%, apesar da retração de 0,16% registrada nesta segunda-feira. A diferença entre a abertura e o fechamento do mês foi de apenas R\$ 0,49, o que reforça a análise técnica de estabilidade dos preços. Já os dados do Cepea destacam que o atraso na colheita da safrinha tem limitado maiores quedas em algumas regiões, especialmente onde há mais demanda por milho padronizado. Até 21 de junho, a colheita avançou para apenas 10,3% da área nacional — ritmo bem inferior aos 28% do ano passado e à média de 17,5% dos últimos cinco anos, conforme levantamento da Conab.

Nos fechamentos do dia, o contrato julho/25 foi negociado a R\$ 63,54, queda de R\$ 0,10 no dia e de R\$ 0,34 na semana. O vencimento setembro/25 encerrou a R\$ 66,25, com recuo de R\$ 0,20 no dia e R\$ 0,95 na semana, refletindo a pressão da oferta crescente.

Em Chicago (CBOT), o milho teve desempenho misto na segunda-feira, mas com saldo mensal negativo. O contrato julho fechou em alta de 0,72%, a US\$ 4,2050/bushel, enquanto setembro caiu 0,55%, a US\$ 4,0925/bushel. A combinação entre bom clima, expectativa de área plantada elevada e projeções de safra acima de 400 milhões de toneladas nos EUA segue pressionando os preços no mercado internacional.

 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Produtividade da cana no Centro-Sul cai 12% em maio, aponta CTC – Centro de…


Safra na região Centro-Sul registra 80,8 toneladas por hectare em média

As chuvas irregulares reduziram a média da produtividade dos canaviais em maio no Centro-Sul, de 91 para 80,8 toneladas por hectare (THC), uma queda de 12% em relação ao mesmo mês de 2024.

A maior queda (21,6%) foi registrada na região de Ribeirão Preto (SP), onde a produtividade teve redução de 102,5 toneladas por hectare para 80,4 TCH. Assis foi o destaque positivo, com crescimento de 7,4% (de 88,3 para 89,4 TCH).

As informações são do Boletim De Olho na Safra, produzido com dados da Plataforma de Benchmarking do CTC.

A qualidade da matéria-prima em maio teve uma ligeira redução de 2,1%, de 123,4 quilos por tonelada de cana (kg/tc) para 120,8 kg/tc.

No acumulado abril-maio, a produtividade da cana no Centro-Sul registrou queda de 12% em relação ao mesmo período da safra anterior (de 89,6 toneladas de cana por hectare para 78,8 toneladas de cana por hectare). No acumulado até maio, o ATR caiu 2% (de 120,7 kg/tc para 118,3 kg/tc).

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Chicago chega ao intervalo com perdas por ampla oferta e condições das lavouras



A sessão eletrônica da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja chega ao intervalo desta terça-feira (1°) com preços mais baixos para grão e farelo, e cotações mais altas para óleo.

  • Os contratos com vencimento em agosto de 2025 tinham preço de US$ 10,19 1/2 por bushel, baixa de 10,25 centavos de dólar por bushel ou 0,99%.
  • A posição novembro de 2025 era cotada a US$ 10,17 1/4 por bushel, retração de 9,75 centavos de dólar por bushel ou 0,94%.
  • No farelo, dezembro de 2025 tinha preço de US$ 286,60 por tonelada, desvalorização de US$ 2,70 por tonelada ou 0,93%.
  • Já a posição dezembro de 2025 do óleo era cotada a 52,92 centavos de dólar por libra-peso, ganho de 0,17 centavo de dólar por libra-peso ou 0,32%.

O mercado é pressionado pela ampla oferta, exemplificada pelos estoques trimestrais dos Estados Unidos acima do esperado. A manutenção nas condições das lavouras norte-americanas também influencia negativamente.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou ontem os dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o órgão, até 29 de junho, 66% estavam entre boas e excelentes condições, 27% em situação regular e 7% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os números eram de 66%, 27% e 7%, respectivamente.

Os estoques trimestrais de soja em grão dos Estados Unidos, na posição 1° de junho, totalizaram 1,008 bilhão de bushels, conforme relatório também divulgado ontem. O volume estocado subiu 4% na comparação com igual período de 2024. O número ficou acima da expectativa do mercado, de 971 milhões de bushels.



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perspectiva de ampla oferta global pressiona forte baixa em Chicago



A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho chegou ao intervalo desta terça-feira (1°) com forte baixa nos preços.

Os contratos com vencimento em setembro de 2025 operaram cotados a US$ 4,02 1/2 por bushel, baixa de 6,75 centavos, ou 1,64% em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em dezembro de 2025 operaram com recuo de 7,50 centavos, ou 1,76% em relação ao fechamento do último pregão, cotados a US$ 4,18 por bushel.

O mercado foi pressionado pela perspectiva de uma ampla oferta global, corroborada pelo registro das melhores condições nas lavouras dos Estados Unidos para o período desde 2018 e pela expectativa de uma produção abundante no Brasil.

Além disso, os investidores seguiram digerindo os dados dos relatórios trimestrais de área e estoques, divulgados pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) nesta segunda-feira (30), que alimentou ainda mais as expectativas de uma alta produção no país norte-americano.

Segundo o USDA, até 29 de junho, 73% das lavouras de milho estavam entre boas e excelentes condições; 22% em situação regular; e 5% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os números eram de 70%, 24% e 6%, respectivamente.

Os Estados Unidos deverão cultivar 95,203 milhões de acres na safra 2025/26, com alta de 5% frente aos 90,594 milhões de acres registrados na temporada 2024/25. O mercado trabalhava com uma expectativa de área de 95,242 milhões de acres.

A área ficou abaixo dos 95,326 milhões de acres divulgados no relatório de intenção de plantio, divulgado no final de março. Na comparação com o ano passado, a expectativa é de que área fique inalterada ou mais alta em 41 dos 48 estados consultados.

A área a ser colhida deverá ficar em 83,774 milhões de acres, 5% acima dos 82,896 milhões de acres colhidos na temporada 2024/25.



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